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quarta-feira, 19 de junho de 2013

[À Descoberta de Vila Flor] Navalheiro e Santa Marinha

No mês de abril aconteceu mais uma caminhada da série Pontos Altos. Desta vez não teve como destino um marco geodésico, mas dois! Trata-se de marcos geodésicos relativamente próximos de Vila Flor e por isso 2 em 1 pareceu-me uma boa ideia, tudo sem muito esforço (pelo menos assim parecia).
Ambos os marcos geodésicos eram já meus conhecidos de caminhadas anteriores. O primeiro está situado a pouco mais de um quilómetro de Vila Flor, num lugar próximo do Alto da Caroça. Este nome é conhecido das pessoas e também é uma marca de vinho engarrafado em Samões.
Eleva-se a cerca de 600 metros de altitude e parece-me ser o único marco geodésico do concelho que ainda integra a rede, ou terá sido o último a ser abandonado. É conhecido pelo nome de Navalheiro e visitei-o pela primeira vez em 2007.
 Na altura a primavera estava a despontar e havia muitas flores. Depois da Volta dos Tristes toda a veiga estava cheia de flores amarelas no chão e nas árvores dominavam as flores de pereira.
O acesso ao marco pode ser feito por um veículo todo o terreno. Há caminho mesmo até junto dele. Nesse ponto separa-se o termo de três freguesias Vila Flor, Sampaio e Roios. Fica também nos limites da Quinta do Caniço, repleta de eucaliptos. Dada a situação, no alto da serra mesmo junto à ravina, permite apreciar a paisagem para a Vilariça, mas apenas ao longe, em direção à Foz do Sabor.
Descemos pelo eucaliptal para a segunda etapa, o marco geodésico de Santa Marinha, no alto do monte com o mesmo nome.

 O dia estava nublado e ficou cada vez mais escuro. Quando atingimos o topo do monte começou a chover o que precipitou a visita ao marco e às ruínas da capela de Santa Marinha. Também não havia muitas novidades desde a última vez que lá estivemos.
A paisagem é fantástica do alto do monte de Santa Marinha. É um dos melhores miradouros do vale, em todas as direções. Não podemos demorar muito no local. Este marco está a 461 metros de altitude, sobre alguns rochedos, num pequeno planalto no cimo do monte. Deve ter existido ali um castro mas as ruínas da capela são ainda bastante recentes.
O regresso a Vila Flor foi também feito a pé. Não foi nada fácil devido ao desnível, mas também não são muitos quilómetros.


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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 6/19/2013 01:04:00 AM

quarta-feira, 5 de junho de 2013

[À Descoberta de Vila Flor] Caminhada Solidária


No sentido de angariar fundos destinados a serem aplicados pela Liga Portuguesa contra o Cancro em diversos programas de acção, educação para a saúde, diagnóstico, apoio ao doente oncológico e investigação científica em oncologia, irá realizar-se, em Vila Flor, dia 23 de Junho, pelas 16.30 horas, em Vila Flor, uma Caminhada Solidária.
Tem a extensão aproximada de 7 km.
A inscrição custa 3€ e dá direito a uma t-shirt comemorativa.
As receitas revertem na íntegra para a Liga Portuguesa contra o Cancro.
Participe!

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 6/05/2013 10:10:00 PM

segunda-feira, 3 de junho de 2013

[À Descoberta de Vila Flor] Maias

O mês de maio já terminou mas as maias, nome vulgarmente dado às flores de giesta ainda abundam em grande parte do concelho. São mais frequentes nas zonas mais frias do concelho e nos solos de origem granítica. Desde Samões, até Candoso, passando por Carvalho de Egas e Mourão, são as freguesias onde ainda se podem ver bonitos mantos de flores.
Este ano, não sei explicar porquê, estas flores foram muito abundantes, havendo giestas que se curvam com o peso das próprias flores.
As fotografias de hoje tirei-as há poucos dias atrás entre Samões e Carvalho de Egas.

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 6/03/2013 02:10:00 AM

sexta-feira, 31 de maio de 2013

[À Descoberta de Vila Flor] e de repente é noite (XII)

XII
Estão por lá, bem sei, todas as palavras,
evaporadas na atmosfera doce,
no acerado azul a rasar ignotos orientes.
Tudo, em redor, ciosamente as guarda.
São letras, sílabas, frisos de pássaros
em fio telegráfico a exprimir outonos.
Arrebatam-nas ângulos de nuvens,
como a ilhas de insones e sagazes corsários.
Abstenho-me de dizer o sítio exacto.
Mas é lá que resistem, esparsas, as palavras,
as que nunca se disseram e as que se empenharam
nos riscos de urdir a habitação do nada.
Hei-de revisitar essa festa nocturna
que nenhuma madrugada arrefeceu.
Fender o hímen dessa casta lonjura,
provar que as palavras permanecem
na greda a palpitar no milagre das mãos.
Deixa, por agora, que me ausente
para um espaço interior, no enlevo do nómada
que traça no ocre esmaecido do deserto
um perímetro de sede
para futura catedral de chuva.

Poema de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: por do sol no Facho, Vila Flor. 


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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 5/31/2013 12:08:00 AM

sexta-feira, 24 de maio de 2013

[À Descoberta de Vila Flor] Tabela de Preços do Parque de Campismo (2013)


Tabela de Taxas da Piscina e Parque de Campismo de Vila Flor.
Taxas época balnear 2013

Parque de Campismo Municipal
Barragem do Peneireiro
5360 Vila Flor
Telef: 278 512 350

Câmara Municipal de Vila Flor
Avenida Marechal Carmona
5360-303 Vila Flor
Telef. 278 510 100 Fax. 278 512 380
Email geral@municipiovilaflor.pt
Página Web: http://www.cm-vilaflor.pt


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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 5/24/2013 12:06:00 AM

domingo, 14 de abril de 2013

[À Descoberta de Vila Flor] Pedra Luz - Macedinho

Está quase a completar-se um ano desde que comecei a série de caminhadas "Pontos Altos" tendo como destino os marcos geodésicos existentes no concelho. As caminhadas foram-se sucedendo ao ritmo de quase uma por mês, com bastantes fotografias, mas com poucos assuntos de reportagem, talvez devido ao clima, ou devido a algum desgaste de assunto, porque os caminhos começam a repetir-se muitas vezes.
No dia 2 de março parti para mais uma dessas caminhadas tendo como destino o marco geodésico Pedra Luz. Este marco está no termo de Macedinho, freguesia da Trindade, embora a aldeia mais próxima seja mesmo Vale da Sancha, pertencente ao concelho de Mirandela.
Não foi a minha primeira caminhada a este marco geodésico, mas é um dos mais distantes de Vila Flor, pelo que dá uma bela caminhada. Tenho evitado os percursos para essa zona porque constou-se que existiam inúmeros cães vadios nas imediações do Aterro Sanitário, que dormem por ali nas cavidades das rochas. Dizem que são agressivos e ainda bem que nunca me cruzei com eles.
Com um ano tão chuvoso fui surpreendido por um bonito dia de sol. Subi às Capelinhas a admirar a Vila a acordar às primeiras horas da manhã. O meu destino era Roios. Além de se encontrar geograficamente no meu caminho, pretendia encontrar mais algumas Caches (do Geocaching, desporto de que já prometi falar mais tarde). Curiosamente Roios é uma aldeia pequena mas há à volta da dela 3 locais sinalizados, coisa que nem a vila tem!
O primeiro foi difícil encontrá-lo, uma vez que as coordenadas são previamente conhecidas. Do segundo não achei qualquer rasto; desisti do terceiro porque havia gente por perto e não achariam normal ver-me a espreitar nos buracos das paredes ou debaixo das pedras,
Cortaram as árvores que estavam no adro da capela de Nossa Senhora da Graça, em Roios. Eu sou a favor de tudo o tipo de verdura mas possivelmente estariam a pôr em risco o muro. Não gostei tanto de ver a capela assim "despida". Espero que plantem outras que não cresçam tanto, porque a sombra naquele local é muito agradável.
Atravessei a aldeia passando junto da igreja e segui em direção ao cemitério. Segui depois pelo caminho tantas vezes palmilhado serra acima para o Maragôto. Nos primeiros dias de março ainda havia muitas amendoeiras com flores. Não faltaram motivos para algumas fotografias entre as amendoeiras, oliveiras ou urzes.
O meu receio de encontrar algum curso de água que me impedisse de passar não se verificou. Apesar da chuva, todos os cursos de água não passavam de pequenos regatos.
Antes de chegar a Vale Frechoso voltaram as amendoeiras em flor. Encontrei também um daquelas antigas cabanas (carretos) que os pastores usavam para dormirem. Não sei se ainda é utilizado mas trouxe-me memórias de infância. Aquelas cabanas alimentaram a minha imaginação, só não pensei que ainda havia de dormir muitas vezes em estruturas muito mais frágeis do que aquelas.
Quando atravesso Vale Frechoso raramente encontro alguém. Cheguei à igreja matriz e tinha várias alternativas para continuar o percurso. Escolhi seguir até à capela de Nossa Senhora de Lurdes, continuar pela estrada durante mais algum tempo, depois seguir por um caminho até aos Barreiros e passar pelo lado de baixo da Penha dos Corvos.
Para não utilizar o mesmo caminho de caminhadas anteriores desviei-me um pouco mais para norte, o que me afastou um pouco do meu objetivo. O caminho dirigia-se para Vale da Sancha e a certa altura tive que o abandonar. Felizmente há uma linha de alta tenção que passa por ali e tinham andado a cortar o mato por debaixo da linha. Parecia uma "autoestrada" em plena montanha mas não era fácil caminhar sobre as estevas cortadas de fresco. Não me consegui esquecer que um ramo daqueles já uma vez me atravessou a bota espetando-se no meu pé!
O reencontro com o marco geodésico Pedra Luz não foi tão entusiasmante como estava à espera. Já era tarde e estava bastante cansado. O lugar é fantástico, bem a fazer jus ao nome. A formação quartizítica é enorme e vê-se a grande distância, até do Cabeço! O marco geodésico está no topo deste morro. Toda esta área envolvente tem formações rochosas invulgares e há grandes extensões de perfurações de explorações mineiras e de sondagens. Algumas das minas são da altura do império romano mas há sondagens com alguns meses, para não dizer semanas.
Não é só nas rochas que esta zona é privilegiada. Também na flora tenho encontrado algumas espécies que não encontro noutros locais do concelho. Por isso percorri alguns carreiros em busca dos ramos de raposa (peonia ou rosa albardeira, como também são chamadas). Os pés que eu tenho em casa estavam a rebentar em força e queria vê-las na natureza. Ainda estavam muito atrasadas, não apresentando ainda os botões das rosas.
Fiz um último esforço para descer até à aldeia de Macedinho, onde já me esperava o carro para voltar a Vila Flor. Esperava ainda fazer algumas fotografias na aldeia mas o cansaço e o adiantado da hora (já passava das duas da tarde) inviabilizaram essa minha pretensão.


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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 4/14/2013 12:57:00 AM

sexta-feira, 15 de março de 2013

[À Descoberta de Vila Flor] Freixiel - Freixiel

Nos finais do mês de Janeiro aconteceu mais uma caminhada da série Pontos Altos. O "ponto alto" escolhido foi o marco geodésico de Freixiel, situado entre a Sapinha e Serra Tinta. Confesso que não foi a primeira vez que saí de casa com intenção de lá chegar, mas o objetivo não foi alcançado. Contudo já estive no local uma vez, a 20 de fevereiro de 2007.
A caminhada foi feita em companhia do colega Hélder e começou por volta das 9:30, num dia fresco e cheio de sol. As últimas chuvas faziam antever caminhos encharcados e ribeiros com caudais generosos, coma erva a despontar do prolongado inverno.
O percurso até a Palhona, perto do Vieiro já imensas vezes percorrido; com passagem por Samões, descida às Olgas, atravessar a ribeira, subir à estrada nacional. Ir pela estrada até à Palhona, cortar à esquerda, subir à Sapinha; continuar pelo cume da serra até ao marco geodésico e depois seguir em direção a Freixiel passando pela Quinta da Serra. Tratou-se de um circuito linear com 16 km de extensão, com o ponto mais elevado um pouco acima dos 600 metros de altitude, exatamente no marco geodésico.
As expetativas concretizaram-se e encontrámos várias pequenas cachoeiras pelo caminho.
O percurso foi feito calmamente, saboreando o sol, só dando para "aquecer" quando começámos a subida para  a Sapinha. A serra onde se situa cria uma barreira natural que separa Freixiel de Vieiro, aldeia anexa à freguesia de Freixiel. Custa a acreditar que houve tempo que as crianças de Freixiel tinham que atravessar a serra para frequentarem a escola Primária em Freixiel. Imagino o esforço e o tempo necessário, quem sabe com que condições atmosféricas, para atravessar a serra dias a dias a fio.
 A primeira elevação dá pelo nome de Sapinha. é uma área onde têm sido plantadas novas vinhas. A paisagem já é admirável mas o caminho continua ao longo da serra proporcionando "quadros" onde se pode ver a aldeia de Freixeiel e os seus vales cavados, ou para o outro lado da serra, o Vieiro e terras dalém Tua, culminando na serra dos Passos.
 Entusiasmámo-nos tanto na caminhada que quando demos por isso tínhamos ultrapassado o local do marco geodésico (pelo que as fotografias do mesmo são de uma visita anterior). è necessário abandonar o caminho e seguir por entre a vegetação rasteira até atingir o ponto mais alto da serra, exatamente a 618 metros de altitude.
 Um fator que contribuiu para a distração foi o facto de existir no local rede Wireless, com acesso à Internet e tudo! Entusiasmei-me a colocar algumas fotografias na Internet e não prestei a atenção que devia ao percurso. Também devia ter estudado melhor a localização do marco geodésico que se vê muito bem à distância mas não se vê quando estamos próximos.
O marco geodésico é bastante vulgar tipo bolembriano (nome comum das construções em alvenaria de forma tronco-cónica que, em Portugal, são utilizadas como vértices geodésicos de 2ª e 3ª ordens.). Está implantado sobre a rocha, proporcionando um excelente miradouro.
 Quando demos por nós estávamos já na Serra Tinta, onde se localiza uma enorme antena de telecomunicações. Quando nos apercebemos que tínhamos ultrapassado o "ponto alto" que pretendíamos visitar só havia duas alternativas: voltar a trás e procurar o marco, ou esquecer o marco e alcançar Freixiel a uma hora decente para o almoço. Optámos pela segunda hipótese. Eram quase duas horas da tarde e e a caminhada já ia longa. Descemos o caminho que leva a Freixiel passando junto do antigo campo de futebol de 11, onde há alguns anos joguei futebol. Sabia existirem perto umas alminhas escavadas numa rocha. Tinha receio que passássemos por elas sem as ver, mas encontrámo-las.
A localização destas alminhas só reforça a importância deste caminho em tempos idos. Elas eram erigidas nas principais entradas das localidades, exatamente para que quem chegasse ou saísse, se arrependesse, rezasse e, se possível,    contribuísse com alguma moeda a fim de se celebrar uma missa pelas benditas almas do purgatório.
A ribeira da Redonda levava muita água e não fosse o adiantado da hora, teria proporcionado boas fotografias.
A caminha terminou na estrada da aldeia, para quem vem de Folgares. Sobre a Ribeira da Cabreira há uma robusta ponte e ali esperámos pelo transporte que nos trouxe a Vila Flor. O percurso foi cumprido, com a ressalva de não termos estado no marco geodésico, mas também pouco importou. O incessante foi percorrer os caminhos, desvendar as paisagens, encontrar a frescura dos regatos e apreciar as primeiras flores. Fizemos tudo isso.




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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 3/15/2013 01:54:00 AM

terça-feira, 12 de março de 2013

[À Descoberta de Vila Flor] Caminhar em Portugal (Vila Flor)

 Se me dissessem que a marcação na Internet de uma caminhada em Vila Flor traria ao concelho perto de meia centena de pessoas vindas dos mais variados pontos do país,  eu não acreditaria. Mas se me dissessem que cada participante teria que ser autónomo, tratar do transporte, do alojamento, da alimentação, etc para estar dois dias em Vila Flor, eu ainda seria mais cético. Mas foi isso que aconteceu.
Para mim tudo começou quando recebi um email a anunciar uma caminhada para os dias 9 e 10 de março, proposta por um grupo de pessoas dos arredores de Lisboa. Dois dias?! Lisboetas em Vila Flor?!O grupo chama-se CAOS (Círculo de Atividades Oxigénio&Sol) e organizam-se através de uma plataforma on line que dá pelo nome Caminhar em Portugal.
Inscrevi-me na plataforma e mostrei a minha disponibilidade em integrar as atividades do dia 9, uma vez que já tinha destinado o dia 10 para fazer uma visita a Foz Côa que se encontrava a festejar as Amendoeiras em Flor. A inscrição é meramente informativa, uma vez que o grupo é "desorganizado" tanto quanto possível.
No sábado de manhã estava em frente à Câmara Municipal para conhecer os colegas da jornada. A maior parte deles viajou na véspera, pernoitando em Vila Flor (e também em Carrazeda de Ansiães). Tal como eu, havia um pequeno grupo que se estrearam nas caminhadas do CAOS, mas a maior parte já se conheciam. Havia muitos transmontanos na diáspora mas também de Lisboa, do Porto e das Beiras e do Alentejo. Curiosamente todos falavam a "mesma linguagem" e não foram precisas muitas explicações para se formar um verdadeiro grupo.
Viajámos até Santa Cecília (Seixo de Manhoses) onde se desenvolveriam as atividades de sábado. Dadas algumas explicações o grupo preparou-se para uma caminhada com cerca de 17 quilómetros. A liderança estava a cargo de Gil Pacheco, com raízes em Seixo de Manhoses, mas o meu estatuto de caminheiro residente deu-me a possibilidade de introduzir pequenas alterações no percurso de forma a torná-lo mais interessante.
O tempo esteve mau, era mesmo aconselhável a prática de atividades ao ar livre e mal saímos do santuário começou a chover. As previsões de mau tempo afastaram muito participantes de comparecerem em Vila Flor.
Perto da igreja de Nossa Senhora do Castanheiro encontrámos um grande amendoal em plena floração. Foi um momento de entusiasmo. Mas descer ao longo do ribeiro dos moinhos arrancou verdadeiras expressões de espanto ao participantes. A água abundante, a espécies vegetais interessantes, os moinhos as nuvens escuras que a espaços deixavam a destapado um céu azul intenso tornaram o caminhar interessante e ameno. Escusado será dizer que as pessoas também são pessoas com uma forma de ser e de estar especial, só assim de justifica que fizessem centenas de quilómetros para caminhar numa terra "desconhecida" debaixo de uma chuva que teimava em não arredar pé e com ventos que por vezes se tornaram assustadores.
Subimos à Aldeia de Seixo de Manhoses. Visitámos a Fonte Sangrinho e seguimos por um estreito trilho que começa no final da rua da Fraga. Acabámos por almoçar por ali, perto da rua da Atafona. O almoço carregado na mochila tem que ser prático e rápido, mas a minha bota espanhola cheia de vinho tento da terra fez algum sucesso. Partimos em direção à igreja e depois ao Gavião. Não seguimos o caminho normal, que passa junto ao cemitério, mas contornámos o alto da Cheira por sul, com uma vista fantástica para o Ribeiro Grande e para o Nabo. Entrámos no gavião por oeste, depois de termos enfrentado o pior momento da nossa jornada com ventos fortes e bastante chuva.
Voltámos ao Seixo, por um caminho rural ali perto da Quinta de Valtorinho. Mal posemos um pé na aldeia e subimos em direção ao marco geodésico do Conceieiro. A subida prolongada, os quilómetros acumulados e a chuva intensa começaram a fazer mossa, e o grupo foi-se alongando. A fotografia de grupo no ponto mais elevado do percurso acabou por não acontecer, mas para compensar, avistámos os tão raros narcisos selvagens que eu desconhecia existirem naquele local.
Chegámos ao final do percurso, Santuário de Santa Cecília perto das 17 horas. Enquanto esperávamos que o jantar ficasse pronto aproveitámos para petiscar alguma coisa e para nos conhecermos melhor. A "bota espanhola" com vinho tinto voltou a fazer sucesso desafiando a destreza dos que tentaram beber.
O jantar teve como prato principal borrego. A boa disposição foi o ingrediente principal e já ninguém mostrava o mais leve sinal de cansaço.
No dia seguinte houve um passeio pelas Capelinhas, visita à Quinta de S. Gonçalo, passeio pela Barragem do Peneireiro e visita à parte antiga de Vila Flor. Já não tive o prazer de acompanhar os participantes, mas pelo que pude ver nas fotografias foi um belo passeio, que encantou quem nos visitou.
Pela minha parte também fiquei encantado com o espírito jovem e ecológico dos participantes. Não vejo a hora de puder repetir a experiência num local próximo ou distante, porque existem núcleos de  caminheiros espalhados pelo país inteiro. Aprendi bastante, abrigado a todos.

Ligações:
Plataforma - Caminhar em Portugal 
Rede Social - CAOS




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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 3/12/2013 11:21:00 PM

sábado, 2 de março de 2013

[À Descoberta de Vila Flor] Mostra TerraFlor 2013 (03)

Vinho Holminhos, produzido em Seixo de Manhoses, Vila Flor.
Nos dias 2 e 3 de março vai continuar a venda de produtos regionais e artesanato já iniciada no fim de semana anterior.
Os produtos regionais estão expostos em stands montados para o efeito, em frente à Câmara Municipal
Mostra de artesanato na TerraFlor 2013, em Vila Flor.
Artesanato de Arte Flor - Amélia.
O artesanato está está exposto no Centro Cultural, com a presença de muitos artigos feito de forma artesanal pelos artesãos do concelho de Vila Flor. Atrevo-me a dizer que é a maior concentração de artesãos que já vi em Vila Flor. Acho que supera em número e em variedade a representatividade do concelho conseguida em anteriores certames da TerraFlor.
Fumeiro tradicional "Alheiras da Glória" produzido em Vila Flor.
Além disso haverá animação musical, no sábado no Centro Cultural, às 21 horas com a banda Our Stone.
No Domingo atuarão a Banda Filarmónica da Associação Cultural e Recreativa de Vila Flor e a Escola de Música Zecthóven, junto ao local onde estão estalados os stands com os produtos regionais.
Mostra de artesanato na TerraFlor 2013, em Vila Flor.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 3/02/2013 01:46:00 AM

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

[À Descoberta de Vila Flor] e de repente é noite (I)

Faço isto em nome de um fogo distante.
Uma cadeira lenta para nova estação
contra o inverno.
O frio são os membros mutilados
de um corpo sem espaço
para implantar audaciosas acústicas.
Talvez os verbos se inflamem
ao mais leve estremecimento dos nomes
e tudo regresse ao início,
à postura estática das coisas.
Cerro os lábios, por precaução,
na periferia do vazio. A língua
no vértice do sal destilado
sobre outroras de celestes mansões.
Só a matéria partilha fulgores
com os náufragos tangenciando o ócio
das habitações da noite,
onde a vida não é mais que transitório
olvido da morte.

 Poemas de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: Serra do Facho, em manhã de inverno - Vila Flor.  

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 2/19/2013 11:30:00 AM