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quarta-feira, 27 de junho de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Inauguração do Moinho de Vento

 No dia 17 de Junho Carrazeda de Ansiães pode assistir à invulgar visão do seu moinho de vento a girar. Depois de um processo de aquisição e recuperação, com um orçamento de 97 mil euros (financiado em 50% por fundos comunitários) a inauguração aconteceu finalmente.
Às 17 horas foi inaugurada a exposição de pintura Moinhos de Vento, de António Santos Silva. Este pintor, natural de Castro (Valpaços), foi emigrante em França dedicando-se atualmente à pintura e restauro de imóveis.
A exposição integra 16 telas sobre a temática dos moinhos de vento. Além de moinhos há telas que mostram moleiros e mais pormenores da engrenagem.
A exposição vai estar patente na Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães entre os dias 17 de Junho e 20 de Julho.
Depois da inauguração oficial e do Porto de hora a comitiva dirigiu-se para o moinho de vento onde já havia algumas centenas de pessoas para assistirem a inauguração.
O moinho de vento de Carrazeda é um dos 3 que existiram no concelho: um em Carrazeda, outro em Mogo de Malta e o terceiro em Vilarinho da Castanheira. A juntar a este conjunto, há ruínas de mais dois moinhos de vento em Lousa, no concelho de Torre de Moncorvo.
Este moinho foi construido em 1900 e funcionou cerca de 10 anos. Desde então para cá foi-se degradando tendo a maior parte das pessoas apenas memória das ruínas.
O edil de Carrazeda apostou na recuperação desta estrutura de forma a criar  uma rede de elementos culturais como o castelo de Ansiães, os moinhos de água de Vilarinho da Castanheira, tendo em vista a atração de mais visitantes ao concelho.
A recuperação foi levada a cabo por construtores e obreiros da região, sendo necessário um processo de investigação, quer a nível do pessoal técnico da autarquia, quer dos trabalhadores, por forma a concluir com êxito a tarefa.
Por sorte, e mercê da estudada implementação do moinho, o tempo esteve favorável e o vento soprou com força, mais do que suficiente, chegando a ser necessário refrear, pelo mecanismo adequado, a velocidade de rotação do engenho. Quanto mais velocidade a vela adquiria mais os olhos das pessoas se enchiam de admiração, pois não é uma coisa a que estejam habituados.
Existe no local uma placa explicativa sobre moinhos de vento, com a tipologia e a cronologia deste monumento. É bastante educativa porque apresenta também a constituição dos moinhos de vento. Esta informação está disponível num desdobrável que foi distribuído no local e que, certamente os serviços do Turismo disponibilizaram a quem desejar..
As visitas ao moinho de vento de Carrazeda de Ansiães podem ser efetuadas através de marcação no GAM – Gabinete de Apoio ao Munícipe ou pelos números de telefone 278 610 200 ou 913875116.
Não fazendo parte do programa oficial, mas também com bastante adesão foi a  confeção de um porco no espeto e a sua distribuição à população de forma gratuita.
Este convívio gastronómico iniciou-se bastante cedo. Antes das 3 da tarde já o bicho apresentava a assadura necessária para serem cortadas as primeiras lascas. O pão e o vinho chegaram logo a seguir e, apesar das muitas pessoas que por ali passaram e que saborearam o petisco, às 20 horas ainda sobrava uma boa quantidade de carne e alguns garrafões de vinho.
Ao que consegui apurar o porco no espeto foi oferecido pela empresa Construções Armando Matos, Unip., Lda de Paradela, freguesia de Pombal.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 6/27/2012 08:30:00 AM

domingo, 6 de maio de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Vilas Boas - Comemoração dos 500 anos do foral

A freguesia de Vilas Boas, no concelho de Vila Flor, esteve hoje em festa. A 4 de maio de 1512 Vilas Boas afastou-se do concelho de Mirandela, a que pertencia, assumindo-se como sede de concelho. A autonomia foi instituída com a atribuição de uma carta de foral pelo rei, documento que definia as normas que regiam as relações dos seus habitantes entre si e destes com o rei, além de regular impostos, portagens, direitos de proteção e obrigações militares.
A festa dos 500 anos da atribuição do foral integrou um conjunto de atividades que levaram a esta antiga vila várias centenas de pessoas vindas dos mais variados pontos do concelho e arredores.
As cerimónias iniciaram-de com a a inauguração de uma estátua do rei D. Manuel I no largo da Lamela, foi este monarca que concedeu a Vilas Boas o seu foral, ficando a partir de hoje mais presente no quotidiano da aldeia. A estátua é em granito, num pedestal do mesmo material que ostenta um extrato da carta de foral com grafia atualizada. Este pequeno texto parece, nalguns parágrafos,  talhado à medida para os tempos que correm, nomeadamente ao que toca à cobrança de impostos que ultrapassasse o estabelecido no foral. Concordo completamente que as mesmas medidas fosse aplicadas aos políticos e agentes do estado de hoje.
Às quinze horas realizou-se um desfile medieval. Os figurantes eram muitos integrando o grupo profissional de teatro Filandorra, algumas escolas e grupos de teatro e habitantes de Vilas Floras devidamente trajados.
O Largo da Lamela transformou-se de repente num cenário medieval, com um mercado onde não faltava as artes e os produtos mais característicos da época.
Junto ao Pelourinho foi lida a carta de foral e representadas algumas cenas que levaram os presentas a darem enormes gargalhadas. Houve música da época (pelo grupo Al Medievo), dança e muito vinho, em copos alusivos em barro, com tinto tirado diretamente do tonel.
Às dezassete horas o grupo de teatro Filandorra apresentou o Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.
Pouco depois das dezoito horas chegou ao recinto Sua Excelência Reverendíssima D. José Cordeiro, Bispo da Diocese de Bragança - Miranda, que depois de uma visita à capela de S. Sebastião, também no Largo da Lamela, conduziu os crentes à igreja matriz onde presidiu à Eucaristia.
Às vinte horas as atenções voltaram-se de novo para o largo envolvente ao Pelourinho onde a animação continuou.
A ceia teve como pratos fortes sopa de pedra e carne assada, tudo regado com o bom vinho que se produz na aldeia. Houve saltimbancos, cuspidores de fogo e musica medieval a completar o ambiente que fez brilhar e fervilhar de vida o largo da Lamela.
Que não sejam necessários outros quinhentos anos para voltarmos a ver uma festa assim...

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/06/2012 11:06:00 PM

segunda-feira, 30 de abril de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] S. Luzia - Besteiros

Capela de Santa Luzia, Besteiros
 No dia 9 de Abril rumei a Besteiros. Tradicionalmente na segunda-feira de Páscoa festeja-se Santa Luzia e as romarias à capela da aldeia têm fama nas freguesias vizinhas e nas redondezas.  Não conhecia o programa e cheguei pela manhã ao calmo lugar pertencente à freguesia de Fontelonga.
A calma do lugar deu-me a indicação de que pouca coisa iria acontecer, mas já me dei por satisfeito por encontrar a capela aberta (e sem nenhum automóvel, autocarro ou carrinha estacionado à frente, o que é bastante raro).
A capela é cheia de cor. As imagens são antigas principalmente as laterais, de S. Gonçalo (padroeiro de Zedes) e de S. Domingos. A imagem central que representa Santa Luzia ou Santa Lúcia (nome original), não tem os símbolos que normalmente a caracterizam, uma salva com dois olhos. A imagem no altar lembrou-me imediatamente a de Santa Cecília do santuário em Seixo de Manhoses e tenho dúvidas que seja de Santa Luzia. Há outras imagens mais antigas de Santa Luzia na capela que não oferecem qualquer duvidas.
Interior da capela de Santa Luzia, Besteiros
Santa Luzia viveu em Siracusa e morreu no início do Séc. IV, virgem (dai as flores em volta da cabeça) e executada.  Não há nada que a relacione com a cegueira, a não ser o seu nome (Luz), podendo os olhos que normalmente segura serem também interpretados como iluminação divina. A sua festa ocorre a 13 de dezembro, poucos dias antes do solstício de inverno.
Esta Santa é venerada como protetora dos olhos, de doenças como a cegueira, miopia ou estigmatismo, daí o ritual, que também se verifica no culto a outros santos de passar a palma da imagem pelos olhos, enquanto se reza em frente da imagem. Também é habito oferecem uma salva com dois olhos, em cera.
No local encontrei quatro ou cinco pessoas que com quem falei, nos seus intervalos de oração e cumprimentos de promessas. Além da passagem da palma pelos olhos (a palma simboliza muitas vezes a vitória), fazem-se voltas à capela enquanto se reza.
Pagamento de promessas
Tentei obter informações sobre as romarias de outros tempos, mas pouco consegui apurar. Nos contactos que já tive com pessoas de Fontelonga e do Seixo de Ansiães fiquei com a ideia que a segunda-feira de Páscoa se passava em Besteiros. Juntavam-se grupos de pessoas que se deslocavam a pé, muitas vezes acompanhadas por instrumentos musicais. Depois das cerimónias religiosas as pessoas espalhavam-se pelo largo e pelos lameiros em redor a comerem as suas merendas em festa. Cantavam, tocavam e dançavam.Noutros tempos as romarias eram momentos privilegiados para conhecimento e aproximação dos jovens, que quase nunca eram bem aceites pelos rapazes da aldeia das raparigas. Havia alguma rivalidade entre os grupos das aldeias que referi. O regresso a casa também se fazia em festa.
Há quem diga que a festa foi esmorecendo porque o Sr. Padre Antonione não gostava do convívio que se seguia às cerimónias religiosas, mas pode haver muitas razões. Certo é que já não se comem os folares em Besteiros, em dias de festa à Santa Luzia.
A procissão de Fontelonga a Besteiro iria realizar-se ao fim da tarde. Ainda não foi em 2012 que acompanhei o que resta desta tradição.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 4/30/2012 07:30:00 AM

sábado, 14 de abril de 2012

sexta-feira, 16 de março de 2012

terça-feira, 13 de março de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Carnaval 2012 (2)

Estas são mais duas fotografias do desfile de Carnaval que aconteceu no dia 17 de Fevereiro, em Vila Flor, com as crianças das escolas do concelho.

Outras 2 fotografias.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 3/13/2012 07:36:00 AM

sexta-feira, 9 de março de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Carnaval 2012 (1)

O desfile de Carnaval com os as crianças do pré-escolar, primeiro e segundo ciclos, aconteceu no dia 17 de Fevereiro, em Vila Flor. Embora fotografar no meio da multidão e do barulho não seja uma coisa que faço habitualmente, houve momentos e "quadros" que pode valer a pena recordar. Aqui vemos duas crianças vindas de Samões, com as suas vistosas jubas de leão!


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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 3/09/2012 08:20:00 AM

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] O V Ciclo de concertos "O Som das Musas" chegou ao fim

Terminou mais um ciclo de concertos "O Som das Musas", desta vez o V, levado a cabo no Centro Cultural, em Vila Flor. Foi um ciclo marcado por alguma contenção económica, dado o período difícil que atravessamos, mas houve uma grande preocupação em manter a qualidade e em apresentar espetáculos destinados a diferentes tipos de públicos, em eixos temáticos, apresentados como, Raíz-Identidades (fado), Concertos de Memória (música medieval, O Cancioneiro del-rei D. Dinis (1261-1325) e concerto de Jovens Talentos (música clássica).
No primeiro concerto era esperado um número elevado de espetadores, dada a frequência com que tem sido ouvido fado em Vila Flor. O facto de se ter realizado sexta-feira, dia do funeral de uma pessoa querida na vila, pode ter tido alguma influência, porque a sala não chegou a encher.
O nome do ciclo "O Som das Musas" encaixa na perfeição no espetáculo de Cuca Roseta uma vez que é uma jovem, muito bonita, e com uma voz de encantar, atributo próprio do canto das sereias. Foi uma verdadeira musa.

O segundo espetáculo, no dia 12, teve em palco o grupo La Batalla. Foi um momento único para apreciar a verdadeira música medieval, a servir de fundo às Cantigas de Amor, Cantigas de Amigo, de Escarnho e de Maldizer, algumas composta por uma figura ímpar na história de Portugal, o próprio rei D. Dinis. Não se tratando de música muito acessível a ouvidos pouco habituados, quem se deixa embeber pelo som instrumental e pelas vozes sente-se levado para a corte medieval, onde as cores e as vestes envergadas pelos executantes faziam todo o sentido.

No terceiro, e último espetáculo, a Orquestra Esproarte de Mirandela encantou o público presente. O espetáculo começou com o Concerto em Sib M. para Oboé e Orquestras, de Bach. O diálogo entre os violinos e violoncelos com o melancólico instrumento de sopro cativaram de imediato o público. A solista a foi Adriana Castanheira. O palco foi-se compondo ao longo do espetáculo, ficando completamente cheio, já com instrumentos de sopro e percussão, para a última música, Finlândia, de J. Sibelius. O maestro Humberto Delgado fez um paralelismo entre a execução da orquestra e uma açorda. Tal como numa açorda os ingredientes pimenta, azeite, alho e pão, são todos necessários para construir um todo saboroso, também numa orquestra são necessários os vários grupos de instrumentos para executar um peça musical com qualidade, com um som cheio e envolvente.
O espetáculo foi de tal maneira arrebatador que toda a gente sentiu que o tempo passou rápido e que apetecia ouvir a orquestra durante algum tempo.

No final do terceiro concerto tive o prazer de conversar com o diretor artístico do ciclo O Som das Musas, Pedro Caldeira Cabral, também fundador e diretor do grupo La Batalla.
 Este festival surgiu através de um convite pessoal do presidente da Câmara Dr. Pimentel a Caldeira Cabral, constatado o sucesso que o Festival de Música Medieval estava a ter em Carrazeda de Ansiães.
Inicialmente o ciclo O Som das Musas ocupava dois fins de semana na época das vindimas. Dirigia-se a um tipo de público já apreciador que, para além e escasso, já assistia a espetáculos semelhantes noutros locais não se conseguindo o público desejado.
Este tipo de eventos pretende criar "dinâmicas sociais e e económicas e promover o encontro entre as pessoas". Não se pode esperar despreza imediata/receita imediata, uma vez que os resultados só serão visíveis ao fim de alguns anos. Só aí se poderá fazer o verdadeiro balanço. É necessário proporcionar este tipo de ofertas com regularidade, de forma que as pessoas as vão integrando nos seus hábitos.
Houve a necessidade de fazer alguns ajustes que se traduziram no corrente ano com na realização dos concertos por altura do S. Martinho, também sempre a pensar em chamar gente a Vila Flor.
Em 2011 comemoram-se os 750 anos do nascimento de D. Dinis, rei com uma visão invulgar e com muito significado para Vila Flor, uma vez que lhe concedeu o foral em 1286. Também a ele se deve o topónimo Vila Flor, que tanto encanta os naturais e residentes. Esta vertente foi explorado no Concerto Memória.
 Para Caldeira Cabral o festival foi um sucesso. Em todos os espetáculos houve perto de duas centenas de espetadores. No primeiro dia foi possível ouvir a fabulosa voz de Cuca Roseta. Esta fadista está a ter uma carreira brilhante e, futuramente, será muito difícil voltar a traze-la a Vila Flor. No segundo concerto, com o grupo La Batalla, foi ouvida música erudita. Usando de alguma teatralidade, o grupo constituído por 8 elementos, entre músicos multi instrumentistas e cantores, conseguiu "agarrar" o público. Isso foi notório no silêncio com que as várias peças foram ouvidas. Era um espetáculo destinado a um público mais exigente, mas as expectativas foram superadas.
Quanto ao futuro do festival, quer, a autarquia quer o seu mentor; Pedro Caldeira Cabral mostraram interesse na sua continuação. Este disse mesmo já ter algumas ideias que pretende implementar numa próxima edição, negando-se, no entanto, a divulgá-las sem as ter apresentado e discutido como a Câmara Municipal, organizadora do evento.
A nós, habitantes em permanência deste Reino Maravilhoso, só nos resta desfrutar de tudo que nos for possível viver e esperar que o Som das Musas, venha outra vez alimentar-nos a alma.
Nota: Os vídeos são da Localvisão TV.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 11/14/2011 01:47:00 AM

terça-feira, 8 de novembro de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] V Ciclo de Concertos “Som das Musas”

Vai acontecer no Centro Cultural, em Vila Flor, nos dia 11, 12 e 13 de Novembro o V Ciclo de Concertos "Som das Musas". Estes ciclos de concertos têm a direcção artística do músico e compositor Pedro Caldeira Cabral.
Em 2011 os espectáculos musicais vão acontecer durante 3 dias, e todos na sede de concelho. Em edições anteriores o número de espectáculos foi maior e também mais descentralizados.
Os concertos representam três géneros musicais que são o fado, a música medieval e a música clássica. Sabemos que o fado tem tido grande aceitação em Vila Flor, patente em vários espectáculos que já se realizaram. Quanto à música medieval e à música clássica a aceitação tem sido razoável, longe do desejável e não justificando o investimento. Esperamos que este ano, com menos concertos, os ouvintes sejam em maior número.
Os artistas/grupos presentes são: Cuca Roseta e Guitarristas (fado, dia 11), La Batalla (música medieval, dia 12) e Orquestra Esproarte de Mirandela (música clássica, dia13). À excepção da Orquestra Esproarte de Mirandela, que já tive o prazer de ouvir várias vezes e que, para além de ser transmontana, integra muitos jovens da região (não sei se algum do concelho). É uma referência para os que sentem vocacionados para a música, em Trás-os-Montes.
Cada vez aprecio mais a música medieval. Acho que para isso têm contribuído as feiras medievais que tenho visitado, nomeadamente em Carrazeda de Ansiães e Miranda do Douro. Posso dizer que ouço diariamente este género musical, mas numa versão bastante popular, com raízes celtas, fácil de ouvir. Penso que não será essa que será interpretada aqui.
Quanto ao fado, gosto, mas só de algum. A julgar pelas amostras que entrei no Youtube, acho que vale a pena estar presente no concerto. Se o som for este, já me contento com o acompanhamento.
Sobre o grupo La Batalla sei muito pouco. O grupo é liderado por Pedro Caldeira Cabral e já esteve no encerramento do VI Festival de Música Medieval, em Carrazeda de Ansiães, em 2007. Penso que irão interpretar música a partir do Séc. XII, usando verdadeiras réplicas dos instrumentos medievais. Aqui fica também um vídeo do grupo La Batalla.
Os concertos realizar-se-ao todos às 21 horas e 30 minutos, no Centro Cultural.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 11/08/2011 03:09:00 PM

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] TerraFlor - Dia do Mundo Rural (26-08-2011)

O último dia da feira TerraFlor foi dedicado ao mundo rural. Coincidindo com a feira quinzenal, era certo que haveria muito gente no recinto da feira, local onde se realizaram também os diferentes concursos constantes no programa. O dia estava agradável. Depois de terem caído as primeiras chuvas é habitual a transação de muitas couves, que acompanharão nos campos a sementeira das nabiças (de que darei conta no blogue quando estiverem em flor).
Estavam previstos os seguintes concursos: XXI Concurso da Cabra Serrana; VII Concurso da Ovelha Churra da Terra Quente; II Concurso de Cão de Gado Transmontano. Havia uma novidade agendada: o I Leilão de reprodutores de Cabra Serrana e Ovelha Churra. Estes concursos trazem a Vila Flor um grande número de criadores, vindos dos mais variados pontos do distrito e dos distritos vizinhos.
Este facto deve-se ao envolvimento da Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Raça Churra da Terra Quente (ANCOTEQ) e da Associação Nacional de Caprinicultores da Raça Serrana (ANCRAS). Estas associações são responsáveis pelos concursos de ovinos e caprinos fomentando a melhoria de efetivos dos seus associados. A presença de criadores do concelho é, pelo que tenho visto nos últimos concursos, fraca à exceção dos ovinos.
Prestei especial atenção ao concurso de Cão de Gado Transmontano. Não porque goste particularmente destes animais, tenho até algum medo deles e já apanhei alguns sustos nas minhas andanças pelo concelho, mas porque neste concurso se pôde aprender bastante. O técnico que julgou os animais, fê-lo ao microfone, justificando as suas opções com o estalão da raça, distribuído aos concorrentes, mas acessível a toda a gente. Após assistir ao concurso em vários escalões, comecei eu próprio a tentar julgar os animais expostos. É bastante complexo, mas , como tudo, pode aprender-se.
 Só foi apresentado um exemplar oriundo do concelho no concurso de Cão de Gado Transmontano, tratou-se de um macho, de um pastor de Freixiel.
Se com os cães até me atrevia a dar uma opinião, com os ovinos e os caprinos limitei-me a assistir e a conversar com alguns criadores. O julgamento era feito por técnicos no mais completo silêncio e os resultados só foram anunciados à hora de almoço.
O leilão de reprodutores começou timidamente, mas melhorou, com várias pessoas a fazerem lances sucessivos. Como as associações davam ao criador 50 euros por cada animal posto em leilão, só foram aceites lances de criadores inscritos nas associações, embora houvesse outros interessados.
O almoço foi servido no polivalente da Escola EB2,3/S de Vila flor, para os criadores e seus familiares.
Da ementa fizeram parte os produtos da região, com destaque para o prato principal, caldeirada de borrego. Foram distribuídos os prémios dos ovinos e caprinos o que atrasou bastante a refeição.
À mesa terminaram as atividades do Dia do Mundo Rural, possivelmente aquele que é o dia maior da TerraFlor.
Ao fim da tarde encerrou definitivamente a Feira de Produtos e Sabores, uma vez que a feira quinzenal só durou até à hora de almoço. Nessa mesma tarde teve início a XVI Feira da Maçã do Vinho e do Azeite em Carrazeda de Ansiães. Este figurino da TerraFlor, com este calendário, teve vantagens e desvantagens, mas isso ficará para um balanço posterior.


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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 9/02/2011 09:34:00 AM

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Colóquio: Agricultura – Comercialização e Estraté...

Não estive presente na abertura e primeiros dias da IX TerraFlor, mas fiz questão de participar no colóquio Agricultura – Comercialização e Estratégias de Mercado, que teve lugar no dia 25 de Agosto, com início pouco depois das 14 horas. Embora a agricultura não seja uma presença constante na minha vida, sou filho de agricultores, está presente na minha formação académica e bastava interessar-me pelo que se passa em Vila Flor, concelho marcadamente rural para me interessar pelo assunto. O Azeite é o produto referência do certame e já tinha tido um dia que lhe foi inteiramente dedicado (que perdi, com muita pena minha).
O programa das apresentações fazia pensar que os temas estariam mais relacionados com as hortícolas e com a fruta, com grande interesse para a agricultura do vale da Vilariça, mas também para outros pontos do concelho onde se produz fruta, como por exemplo Candoso.
 Não estranhei, mas as cadeiras do anfiteatro do Centro Cultural ficaram maioritariamente vazias. Este será um dos pontos em que os agricultores do concelho também têm que melhorar bastante: acreditar nos técnicos especializados e procurar informação atualizada como forma de melhorar a rentabilidade das suas explorações.
O colóquio iniciou-se com a algumas breves palavras proferidas pelo representante da TerraFlor, Eng. Fernando Barros. Congratulou-se por ver envolvidas todas as associações de agricultores do concelho e lamentou a falta de assistência para escutar as apresentações de grande interesse para a agricultura concelhia.
O primeiro orador do colóquio Eng. Augusto Ferreira (da CONFAGRI) louvou o trabalho da Associação de Agricultores do Nordeste Transmontano, sua parceira. Dentro do tema Desafios e oportunidades para o sector hortofrutícola no contexto atual, começou por fazer uma abordagem à Política Agrícola Comum e à situação de Portugal à evolução da realidade europeia. A PAC consome cerca de 40% do orçamento comunitário, embora este valor tenha vindo a baixar. Falou depois na produção frutícola a nível global e das dificuldades que o sector se debate. Uma das maiores dificuldades na comercialização no caso português está na falta de organização dos produtores de forma a poderem melhorar a qualidade, terem mais eficiência na produção e maior poder de negociação.
A Engª Marta Baptista (Fenafrutas) apresentou o tema O Sector hortofrutícola e o mercado. Visão do sector cooperativo. Mostrou dados estatísticos das exportações e das importações de Portugal de diversos produtos agrícolas. Focou a atenção nos produtos hortícolas e nas frutas. Apresentou de forma sintética as dificuldades que estes sectores apresentam e quais as soluções possíveis, nomeadamente: reforço da organização; marketing; baixar os custos de produção; formação para diretores, gestores e sócios; redimensionamento das cooperativas; promoção; melhoramento da competitividade e certificação de produtos.
Reforçou a importância do cooperativismo, apresentou as exigências mínimas para a constituição de uma organização de produtores e as vantagens que daí podem advir em de apoios económicos e em competitividade.
No tema 3 – Regadio da Vilariça – situação atual e perspetivas futuras, usou da palavra o Eng. Fernando Brás, presidente da Associação de Beneficiários do Regadio do Vale da Vilariça. A associação pretende fazer a gestão de todo o perímetro de rega, desde a barragem da Burga até à Foz do Sabor. Há ainda um longo caminho a percorrer com o levantamento de todas as parcelas do regadio e a implementação de contadores da água gasta por telegestão. Será necessária a união dos agricultores para a reconversão e formação de blocos de produção, tendo em atenção as características dos solos e a água disponível. Não basta ter água, é necessário saber geri-la como um bem comum, escasso e que é necessário rentabilizar. Reforçou também a necessidade de uma melhor organização.
 No período de perguntas e respostas destacaram-se duas ideias: é necessária uma maior organização dos produtores; é cada vez mais difícil negociar e chegar às bancas das grandes superfícies.
Terminado o colóquio, pelas 17 horas e trinta minutos, seguiu-se uma prova de produtos no recinto da feira.
As diferentes associações de produtores disponibilizaram amostras que foram degustadas pelos participantes do colóquio e por alguns visitantes da Feira que foram passando pelo local. Desde o azeite, passando por várias marcas de vinho, queijo, pimentos e tomates, frutos secos, em calda ou em compota, até às salsichas de carne de ovelha e de cabra. Foi um desfilar de sabores como nunca em tinha saboreado em todas as edições da TerraFlor em que estive presente.



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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 9/01/2011 09:30:00 AM

[À Descoberta de Mogadouro] Nossa Senhora do Caminho (2011)

As festas de Nossa Senhora do Caminho tiveram início no dia 06 de Agosto, mas os dias fortes  foram os dias 27 e 28. Esta festa rivaliza com as maiores que se realizam no distrito, juntando milhares de pessoas, quer na componente religiosa, quer nos espetáculos musicais e feira.
Acompanhei as festas nos dias 27 e 28.
A festa de Nossa Senhora do Caminho é igual e diferente das restantes grandes festas e romarias. A semelhança está na alegria, no movimento de pessoas e no comércio que rodeia estes eventos. Tal como noutras festas, o comércio mais representativo são os vendedores do norte de África, mas que vendem marcas famosas e caras. Na minha opinião, a diferença está na fé, no respeito e na forma como decorrem as procissões de Sábado e de Domingo.
Mogadouro é um concelho agrícola, onde se movimenta muito dinheiro. Mas é também um concelho de emigração, principalmente para Espanha. O mês de Agosto é o mês em que Mogadouro se enche de pessoas, em que os emigrantes regressam à terra natal, em que se visita a família e se reveem os amigos. Os momentos altos do mês são, sem dúvida, a Festa de S. Ambrósio (esta no concelho de Macedo de Cavaleiros, mas bastante frequentada por Mogadourenses) e a Nossa Senhora do Caminho (isto quando as duas não coincidem na mesma data).
Realizam-se duas grandes procissões, uma no Sábado, outra no Domingo. Tradicionalmente a procissão do Sábado era mais curta e com menos gente, do que a de Domingo. Na atualidade as coisas não são bem assim. Foram muitas centenas de crentes que participaram na procissão e milhares os que assistiram à sua passagem. Depois da celebração da Eucaristia, com um sermão à moda antiga, prepararam-se os anjinhos, em grande número e forma-se as tradicionais quatro filas de pessoas que cumprem promessas. São muitas pessoas, novas ou de mais idade, principalmente do sexo feminino. A maior parte faz o percurso da procissão descalça, segurando uma vela acesa. Há apenas um andor, o de Nossa Senhora do Caminho, decorado com flores naturais, de cores brancas e azuis em sintonia com as cores da imagem, muito, muito bonita.
Do decurso da procissão verifica-se, mesmo nas pessoas que assistem, um silêncio e um respeito já pouco habituais nos tempos que correm. Não sei se há fé nas pessoas que veem a procissão passar do passeio, ou nas varandas, mas já fico admirado só pelo respeito.
No Domingo repetem-se os cenários, mas com muito mais gente a assistir e a participar nos atos religiosos. A procissão faz um percurso maior, contornando o castelo e fazendo uma entrada triunfal na alameda do recinto do santuário. Tal como no Sábado, duas bandas de música abrilhantaram a procissão e dois elementos da GNR montados a cavalo abriam caminho na cabeça da mesma.
À chegada do andor a ermida é lançada uma salva de morteiro que faz tremer as pedras da calçada e disparar os alarmes dos automóveis.
As noites são animadas, com variados conjuntos musicais, quase sempre dois. No Sábado o nome sonante foi José Cid. O recinto esteve cheio e, estou certo que o artista ficou muito feliz com a assistência a fazer coro em todas as canções que cantou. Não deixa de ser surpreendente, uma vez que estamos a falar de sucessos, alguns deles com mais de 30 anos! Não havia só cabelos brancos na assistência; muitos jovens também apreciam as baladas melodiosas do José Cid.
O conjunto de mordomos das festas está de parabéns. Foi um prazer participar nas Festas de Nossa Senhora do Caminho 2011.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Mogadouro a 9/01/2011 08:30:00 AM

sábado, 27 de agosto de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Festas em honra de S. Bartolomeu

No dia 24 de Agosto realizaram-se em Vila Flor as festas em honra de S. Bartolomeu. Como habitualmente foram muitos os que marcaram presença, quer nas cerimónias religiosas quer no arraial que se realizou no espaço em frente aos Passos do Concelho.
Dia 24 de Agosto é feriado municipal em Vila Flor e, também por isso, a população das diferentes freguesias deslocou-se em massa para a sede de concelho, onde também puderam visitar a IX TerraFlor, Feira de Produtos e Sabores do concelho de Vila Flor. Isto é, não esquecendo a fé, que também é um dos motivos porque muita gente se desloca a estas festas. S. Bartolomeu é o patrono da vila e os crentes do concelho têm-lhe muita devoção.
A cerimónias religiosas iniciaram-se com a celebração da Eucaristia às onze horas e terminaram com a realização da procissão que teve lugar às seis da tarde.
Integraram a majestosa procissão um vasto conjunto de andores ricamente enfeitados com flores naturais as imagens mais significativas da igreja matriz da vila e da igreja da Misericórdia, mas também outras que mais raramente são vistas pela população. É o caso de Nossa Senhora da Lapa, S. Sabastião, S. Luzia e Nossa Senhora da Encarnação.
A Banda Filarmónica da ACR de Vila Flor marcou o ritmo e a procissão percorreu as principais ruas da vila que estavam apinhadas de gente.
À noite houve animação musical com as atuações do Grupo de Música Tradicional da ACR Vila Flor e do Grupo Musical Norte Música.
Para terminar o dia das festas de S. Bartolomeu, realizou-se um grande espetáculo de fogo de artifício à meia noite.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 8/27/2011 03:54:00 PM