Uma imagem vale mais de que mil palavras é o que me ocorre quando vejo registos como este que hoje partilho. Trata-se de uma fotografia restaurada digitalmente a partir do original existente no Museu Berta Cabral, em Vila Flor.
A fotografia representa a Praça da República, em dia de feira. É uma imagem para ser olhada demoradamente. Há muita coisa diferente, mas também há algumas características que ainda hoje se mantêm.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 11/24/2011 08:42:00 AM
Concelho:
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Flor do Mês - Novembro (2011)
Novembro não é decididamente um bom mês para procurar flores no campo. As poucas que se encontram, ou são pouco significativas, ou já falei delas em anos anteriores. Aparecem aqui, e ali alguns exemplares, nem sempre fáceis de identificar, para quem não é especialista na matéria.
Escolhi para representar o mês de Novembro de 2011 uma bonita flor, de nome vulgar boca-de-lobo
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 11/20/2011 08:30:00 AM
Escolhi para representar o mês de Novembro de 2011 uma bonita flor, de nome vulgar boca-de-lobo
(Antirrhinum graniticum Rothm). Nas primeiras vezes que as vi pensei tratar-se de flores de jardim que algum agente de dispersão espalhou pelos campos, mas a frequência com que as tenho encontrado levou-me a pensar que são realmente espontâneas. Esta planta pertence à família das Scrophulariacea, que compreende muitos géneros e numerosas espécies que existem nos nossos campos. Dão flores bastante bonitas e possivelmente falarei delas nos meses de primavera.
Esta espécie, tal como outras do género Antirrhinum têm uma distribuição mediterrânica com grande ênfase na Península Ibérica. Em Portugal existem 6 espécies.
Preferem zonas de mato, e montanhosas. Tenho-as encontrado essencialmente nas bordas dos caminhos, às vezes sobrevivendo no meio das silvas. A floração ocorre durante todo o verão, prolongando-se pelo outono e chegando ao inverno muito poucos exemplares floridos. Mas, mesmo assim, e porque se trata de flores bastante bonitas que deram origem a exemplares de jardim de muitos tamanhos e cores, parece-me interessante falar desta planta. Além do seu poder decorativo, hibridam-se com facilidade, dando origem a novas cores.
Contrariamente a muitas plantas que tenho fotografado, não encontrei, neste caso, nenhuma referência a qualquer utilização para fins medicinais.
Novembro 2009 -
Novembro 2008 - Medronheiro (Arbutus unedo)
Esta espécie, tal como outras do género Antirrhinum têm uma distribuição mediterrânica com grande ênfase na Península Ibérica. Em Portugal existem 6 espécies.
Preferem zonas de mato, e montanhosas. Tenho-as encontrado essencialmente nas bordas dos caminhos, às vezes sobrevivendo no meio das silvas. A floração ocorre durante todo o verão, prolongando-se pelo outono e chegando ao inverno muito poucos exemplares floridos. Mas, mesmo assim, e porque se trata de flores bastante bonitas que deram origem a exemplares de jardim de muitos tamanhos e cores, parece-me interessante falar desta planta. Além do seu poder decorativo, hibridam-se com facilidade, dando origem a novas cores.
Contrariamente a muitas plantas que tenho fotografado, não encontrei, neste caso, nenhuma referência a qualquer utilização para fins medicinais.
Novembro 2009 -
Novembro 2008 - Medronheiro (Arbutus unedo)
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 11/20/2011 08:30:00 AM
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] O V Ciclo de concertos "O Som das Musas" chegou ao fim
Terminou mais um ciclo de concertos "O Som das Musas", desta vez o V, levado a cabo no Centro Cultural, em Vila Flor. Foi um ciclo marcado por alguma contenção económica, dado o período difícil que atravessamos, mas houve uma grande preocupação em manter a qualidade e em apresentar espetáculos destinados a diferentes tipos de públicos, em eixos temáticos, apresentados como, Raíz-Identidades (fado), Concertos de Memória (música medieval, O Cancioneiro del-rei D. Dinis (1261-1325) e concerto de Jovens Talentos (música clássica).
No primeiro concerto era esperado um número elevado de espetadores, dada a frequência com que tem sido ouvido fado em Vila Flor. O facto de se ter realizado sexta-feira, dia do funeral de uma pessoa querida na vila, pode ter tido alguma influência, porque a sala não chegou a encher.
O nome do ciclo "O Som das Musas" encaixa na perfeição no espetáculo de Cuca Roseta uma vez que é uma jovem, muito bonita, e com uma voz de encantar, atributo próprio do canto das sereias. Foi uma verdadeira musa.
O segundo espetáculo, no dia 12, teve em palco o grupo La Batalla. Foi um momento único para apreciar a verdadeira música medieval, a servir de fundo às Cantigas de Amor, Cantigas de Amigo, de Escarnho e de Maldizer, algumas composta por uma figura ímpar na história de Portugal, o próprio rei D. Dinis. Não se tratando de música muito acessível a ouvidos pouco habituados, quem se deixa embeber pelo som instrumental e pelas vozes sente-se levado para a corte medieval, onde as cores e as vestes envergadas pelos executantes faziam todo o sentido.
No terceiro, e último espetáculo, a Orquestra Esproarte de Mirandela encantou o público presente. O espetáculo começou com o Concerto em Sib M. para Oboé e Orquestras, de Bach. O diálogo entre os violinos e violoncelos com o melancólico instrumento de sopro cativaram de imediato o público. A solista a foi Adriana Castanheira. O palco foi-se compondo ao longo do espetáculo, ficando completamente cheio, já com instrumentos de sopro e percussão, para a última música, Finlândia, de J. Sibelius. O maestro Humberto Delgado fez um paralelismo entre a execução da orquestra e uma açorda. Tal como numa açorda os ingredientes pimenta, azeite, alho e pão, são todos necessários para construir um todo saboroso, também numa orquestra são necessários os vários grupos de instrumentos para executar um peça musical com qualidade, com um som cheio e envolvente.
O espetáculo foi de tal maneira arrebatador que toda a gente sentiu que o tempo passou rápido e que apetecia ouvir a orquestra durante algum tempo.
No final do terceiro concerto tive o prazer de conversar com o diretor artístico do ciclo O Som das Musas, Pedro Caldeira Cabral, também fundador e diretor do grupo La Batalla.
Este festival surgiu através de um convite pessoal do presidente da Câmara Dr. Pimentel a Caldeira Cabral, constatado o sucesso que o Festival de Música Medieval estava a ter em Carrazeda de Ansiães.
Inicialmente o ciclo O Som das Musas ocupava dois fins de semana na época das vindimas. Dirigia-se a um tipo de público já apreciador que, para além e escasso, já assistia a espetáculos semelhantes noutros locais não se conseguindo o público desejado.
Este tipo de eventos pretende criar "dinâmicas sociais e e económicas e promover o encontro entre as pessoas". Não se pode esperar despreza imediata/receita imediata, uma vez que os resultados só serão visíveis ao fim de alguns anos. Só aí se poderá fazer o verdadeiro balanço. É necessário proporcionar este tipo de ofertas com regularidade, de forma que as pessoas as vão integrando nos seus hábitos.
Houve a necessidade de fazer alguns ajustes que se traduziram no corrente ano com na realização dos concertos por altura do S. Martinho, também sempre a pensar em chamar gente a Vila Flor.
Em 2011 comemoram-se os 750 anos do nascimento de D. Dinis, rei com uma visão invulgar e com muito significado para Vila Flor, uma vez que lhe concedeu o foral em 1286. Também a ele se deve o topónimo Vila Flor, que tanto encanta os naturais e residentes. Esta vertente foi explorado no Concerto Memória.
Para Caldeira Cabral o festival foi um sucesso. Em todos os espetáculos houve perto de duas centenas de espetadores. No primeiro dia foi possível ouvir a fabulosa voz de Cuca Roseta. Esta fadista está a ter uma carreira brilhante e, futuramente, será muito difícil voltar a traze-la a Vila Flor. No segundo concerto, com o grupo La Batalla, foi ouvida música erudita. Usando de alguma teatralidade, o grupo constituído por 8 elementos, entre músicos multi instrumentistas e cantores, conseguiu "agarrar" o público. Isso foi notório no silêncio com que as várias peças foram ouvidas. Era um espetáculo destinado a um público mais exigente, mas as expectativas foram superadas.
Quanto ao futuro do festival, quer, a autarquia quer o seu mentor; Pedro Caldeira Cabral mostraram interesse na sua continuação. Este disse mesmo já ter algumas ideias que pretende implementar numa próxima edição, negando-se, no entanto, a divulgá-las sem as ter apresentado e discutido como a Câmara Municipal, organizadora do evento.
A nós, habitantes em permanência deste Reino Maravilhoso, só nos resta desfrutar de tudo que nos for possível viver e esperar que o Som das Musas, venha outra vez alimentar-nos a alma.
Nota: Os vídeos são da Localvisão TV.
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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 11/14/2011 01:47:00 AM
No primeiro concerto era esperado um número elevado de espetadores, dada a frequência com que tem sido ouvido fado em Vila Flor. O facto de se ter realizado sexta-feira, dia do funeral de uma pessoa querida na vila, pode ter tido alguma influência, porque a sala não chegou a encher.
O nome do ciclo "O Som das Musas" encaixa na perfeição no espetáculo de Cuca Roseta uma vez que é uma jovem, muito bonita, e com uma voz de encantar, atributo próprio do canto das sereias. Foi uma verdadeira musa.
O segundo espetáculo, no dia 12, teve em palco o grupo La Batalla. Foi um momento único para apreciar a verdadeira música medieval, a servir de fundo às Cantigas de Amor, Cantigas de Amigo, de Escarnho e de Maldizer, algumas composta por uma figura ímpar na história de Portugal, o próprio rei D. Dinis. Não se tratando de música muito acessível a ouvidos pouco habituados, quem se deixa embeber pelo som instrumental e pelas vozes sente-se levado para a corte medieval, onde as cores e as vestes envergadas pelos executantes faziam todo o sentido.
No terceiro, e último espetáculo, a Orquestra Esproarte de Mirandela encantou o público presente. O espetáculo começou com o Concerto em Sib M. para Oboé e Orquestras, de Bach. O diálogo entre os violinos e violoncelos com o melancólico instrumento de sopro cativaram de imediato o público. A solista a foi Adriana Castanheira. O palco foi-se compondo ao longo do espetáculo, ficando completamente cheio, já com instrumentos de sopro e percussão, para a última música, Finlândia, de J. Sibelius. O maestro Humberto Delgado fez um paralelismo entre a execução da orquestra e uma açorda. Tal como numa açorda os ingredientes pimenta, azeite, alho e pão, são todos necessários para construir um todo saboroso, também numa orquestra são necessários os vários grupos de instrumentos para executar um peça musical com qualidade, com um som cheio e envolvente.
O espetáculo foi de tal maneira arrebatador que toda a gente sentiu que o tempo passou rápido e que apetecia ouvir a orquestra durante algum tempo.
No final do terceiro concerto tive o prazer de conversar com o diretor artístico do ciclo O Som das Musas, Pedro Caldeira Cabral, também fundador e diretor do grupo La Batalla.
Este festival surgiu através de um convite pessoal do presidente da Câmara Dr. Pimentel a Caldeira Cabral, constatado o sucesso que o Festival de Música Medieval estava a ter em Carrazeda de Ansiães.
Inicialmente o ciclo O Som das Musas ocupava dois fins de semana na época das vindimas. Dirigia-se a um tipo de público já apreciador que, para além e escasso, já assistia a espetáculos semelhantes noutros locais não se conseguindo o público desejado.
Este tipo de eventos pretende criar "dinâmicas sociais e e económicas e promover o encontro entre as pessoas". Não se pode esperar despreza imediata/receita imediata, uma vez que os resultados só serão visíveis ao fim de alguns anos. Só aí se poderá fazer o verdadeiro balanço. É necessário proporcionar este tipo de ofertas com regularidade, de forma que as pessoas as vão integrando nos seus hábitos.
Houve a necessidade de fazer alguns ajustes que se traduziram no corrente ano com na realização dos concertos por altura do S. Martinho, também sempre a pensar em chamar gente a Vila Flor.
Em 2011 comemoram-se os 750 anos do nascimento de D. Dinis, rei com uma visão invulgar e com muito significado para Vila Flor, uma vez que lhe concedeu o foral em 1286. Também a ele se deve o topónimo Vila Flor, que tanto encanta os naturais e residentes. Esta vertente foi explorado no Concerto Memória.
Para Caldeira Cabral o festival foi um sucesso. Em todos os espetáculos houve perto de duas centenas de espetadores. No primeiro dia foi possível ouvir a fabulosa voz de Cuca Roseta. Esta fadista está a ter uma carreira brilhante e, futuramente, será muito difícil voltar a traze-la a Vila Flor. No segundo concerto, com o grupo La Batalla, foi ouvida música erudita. Usando de alguma teatralidade, o grupo constituído por 8 elementos, entre músicos multi instrumentistas e cantores, conseguiu "agarrar" o público. Isso foi notório no silêncio com que as várias peças foram ouvidas. Era um espetáculo destinado a um público mais exigente, mas as expectativas foram superadas.
Quanto ao futuro do festival, quer, a autarquia quer o seu mentor; Pedro Caldeira Cabral mostraram interesse na sua continuação. Este disse mesmo já ter algumas ideias que pretende implementar numa próxima edição, negando-se, no entanto, a divulgá-las sem as ter apresentado e discutido como a Câmara Municipal, organizadora do evento.
A nós, habitantes em permanência deste Reino Maravilhoso, só nos resta desfrutar de tudo que nos for possível viver e esperar que o Som das Musas, venha outra vez alimentar-nos a alma.
Nota: Os vídeos são da Localvisão TV.
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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 11/14/2011 01:47:00 AM
terça-feira, 8 de novembro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] V Ciclo de Concertos “Som das Musas”
Vai acontecer no Centro Cultural, em Vila Flor, nos dia 11, 12 e 13 de Novembro o V Ciclo de Concertos "Som das Musas". Estes ciclos de concertos têm a direcção artística do músico e compositor Pedro Caldeira Cabral.
Em 2011 os espectáculos musicais vão acontecer durante 3 dias, e todos na sede de concelho. Em edições anteriores o número de espectáculos foi maior e também mais descentralizados.
Os concertos representam três géneros musicais que são o fado, a música medieval e a música clássica. Sabemos que o fado tem tido grande aceitação em Vila Flor, patente em vários espectáculos que já se realizaram. Quanto à música medieval e à música clássica a aceitação tem sido razoável, longe do desejável e não justificando o investimento. Esperamos que este ano, com menos concertos, os ouvintes sejam em maior número.
Os artistas/grupos presentes são: Cuca Roseta e Guitarristas (fado, dia 11), La Batalla (música medieval, dia 12) e Orquestra Esproarte de Mirandela (música clássica, dia13). À excepção da Orquestra Esproarte de Mirandela, que já tive o prazer de ouvir várias vezes e que, para além de ser transmontana, integra muitos jovens da região (não sei se algum do concelho). É uma referência para os que sentem vocacionados para a música, em Trás-os-Montes.
Cada vez aprecio mais a música medieval. Acho que para isso têm contribuído as feiras medievais que tenho visitado, nomeadamente em Carrazeda de Ansiães e Miranda do Douro. Posso dizer que ouço diariamente este género musical, mas numa versão bastante popular, com raízes celtas, fácil de ouvir. Penso que não será essa que será interpretada aqui.
Quanto ao fado, gosto, mas só de algum. A julgar pelas amostras que entrei no Youtube, acho que vale a pena estar presente no concerto. Se o som for este, já me contento com o acompanhamento.
Sobre o grupo La Batalla sei muito pouco. O grupo é liderado por Pedro Caldeira Cabral e já esteve no encerramento do VI Festival de Música Medieval, em Carrazeda de Ansiães, em 2007. Penso que irão interpretar música a partir do Séc. XII, usando verdadeiras réplicas dos instrumentos medievais. Aqui fica também um vídeo do grupo La Batalla.
Os concertos realizar-se-ao todos às 21 horas e 30 minutos, no Centro Cultural.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 11/08/2011 03:09:00 PM
Em 2011 os espectáculos musicais vão acontecer durante 3 dias, e todos na sede de concelho. Em edições anteriores o número de espectáculos foi maior e também mais descentralizados.
Os concertos representam três géneros musicais que são o fado, a música medieval e a música clássica. Sabemos que o fado tem tido grande aceitação em Vila Flor, patente em vários espectáculos que já se realizaram. Quanto à música medieval e à música clássica a aceitação tem sido razoável, longe do desejável e não justificando o investimento. Esperamos que este ano, com menos concertos, os ouvintes sejam em maior número.
Os artistas/grupos presentes são: Cuca Roseta e Guitarristas (fado, dia 11), La Batalla (música medieval, dia 12) e Orquestra Esproarte de Mirandela (música clássica, dia13). À excepção da Orquestra Esproarte de Mirandela, que já tive o prazer de ouvir várias vezes e que, para além de ser transmontana, integra muitos jovens da região (não sei se algum do concelho). É uma referência para os que sentem vocacionados para a música, em Trás-os-Montes.
Cada vez aprecio mais a música medieval. Acho que para isso têm contribuído as feiras medievais que tenho visitado, nomeadamente em Carrazeda de Ansiães e Miranda do Douro. Posso dizer que ouço diariamente este género musical, mas numa versão bastante popular, com raízes celtas, fácil de ouvir. Penso que não será essa que será interpretada aqui.
Quanto ao fado, gosto, mas só de algum. A julgar pelas amostras que entrei no Youtube, acho que vale a pena estar presente no concerto. Se o som for este, já me contento com o acompanhamento.
Sobre o grupo La Batalla sei muito pouco. O grupo é liderado por Pedro Caldeira Cabral e já esteve no encerramento do VI Festival de Música Medieval, em Carrazeda de Ansiães, em 2007. Penso que irão interpretar música a partir do Séc. XII, usando verdadeiras réplicas dos instrumentos medievais. Aqui fica também um vídeo do grupo La Batalla.
Os concertos realizar-se-ao todos às 21 horas e 30 minutos, no Centro Cultural.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 11/08/2011 03:09:00 PM
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Flor do Mês - Outubro (2011)
Depois de passados os meses de verão são poucas as plantas com forças para se cobrirem de flores. A excepção está nalgumas bolbosas, que mostram as flores mesmo antes das folhas, mas de que já falei nos anos anteriores. Neste mês de outubro tenho encontrado várias plantas em flor, mas são todas pouco significativas. São algumas espécies que começam a floração no final da primavera ou no verão e que a prolongam praticamente até chegar o inverno.
A minha escolha para o mês de outubro de 2011 recaiu sobre o Trovisco ou Trovisqueira (Daphne gnidium L.). Não necessito de procurar muito para encontrar esta planta em flor. O trovisco aparece com muita facilidade na berma dos caminhos, talvez mais visível pelo colorido dos seus frutos do que pela cor das suas flores.
O trovisco é um arbusto persistente, muito abundante em todo o território português e toda a Europa mediterrânica. Pode atingir dois metros de altura, mas o que costumo encontrar têm aproximadamente um metro. As flores são brancas, agrupadas em cachos. Os frutos são inicialmente verdes, passando pelo laranja, vermelho, tornando-se negros quando completamente maduros. São drupas.
Esta planta não tem grande utilidade, na região, mas, tal como muitas de que já falei, não lhe faltam atributos. A primeira curiosidade prende-se com o nome que lhe foi dado há alguns séculos atrás: Daphne era uma ninfa-das-montanhas grega, perseguida pelo deus Apolo, para a seduzir. Na fuga foi transformada num loureiro. Daphne é o nome grego dado ao loureiro. O trovisco tem poucas semelhanças com o loureiro, mas do nome é que não se livra!
As plantas do género daphne têm características antisépticas, cicatrizantes e insecticidas. Há pessoas que as usam o trovisco para curar verruga ou para cicatrizar feridas. Tem que ser usado com moderação pois pode provocar queimaduras e intoxicações. Esta característica tóxica é usada na utilização da planta para a pesca ilegal, por envenenamento dos peixes! A utilização em trás-dos-montes é bem mais inocente, uma vez que se se pensava que queimar trovisco afastava o nevoeiro.
Mesmo tratando-se de uma planta tóxica, há pessoas que a têm nos quintais, ligada às mais variadas utilizações. Para a obtenção da planta podem usar-se as sementes, estacas do caule ou a raiz. Se se usarem sementes, o fruto têm que ser colhido quando ainda estiver verde.
Outubro 2009 - Açafrão (Crocus sativus)
Outubro 2008 - Jacinto (Scilla autumnalis L.)
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 10/25/2011 08:34:00 AM
A minha escolha para o mês de outubro de 2011 recaiu sobre o Trovisco ou Trovisqueira (Daphne gnidium L.). Não necessito de procurar muito para encontrar esta planta em flor. O trovisco aparece com muita facilidade na berma dos caminhos, talvez mais visível pelo colorido dos seus frutos do que pela cor das suas flores.
O trovisco é um arbusto persistente, muito abundante em todo o território português e toda a Europa mediterrânica. Pode atingir dois metros de altura, mas o que costumo encontrar têm aproximadamente um metro. As flores são brancas, agrupadas em cachos. Os frutos são inicialmente verdes, passando pelo laranja, vermelho, tornando-se negros quando completamente maduros. São drupas.
Esta planta não tem grande utilidade, na região, mas, tal como muitas de que já falei, não lhe faltam atributos. A primeira curiosidade prende-se com o nome que lhe foi dado há alguns séculos atrás: Daphne era uma ninfa-das-montanhas grega, perseguida pelo deus Apolo, para a seduzir. Na fuga foi transformada num loureiro. Daphne é o nome grego dado ao loureiro. O trovisco tem poucas semelhanças com o loureiro, mas do nome é que não se livra!
As plantas do género daphne têm características antisépticas, cicatrizantes e insecticidas. Há pessoas que as usam o trovisco para curar verruga ou para cicatrizar feridas. Tem que ser usado com moderação pois pode provocar queimaduras e intoxicações. Esta característica tóxica é usada na utilização da planta para a pesca ilegal, por envenenamento dos peixes! A utilização em trás-dos-montes é bem mais inocente, uma vez que se se pensava que queimar trovisco afastava o nevoeiro.
Mesmo tratando-se de uma planta tóxica, há pessoas que a têm nos quintais, ligada às mais variadas utilizações. Para a obtenção da planta podem usar-se as sementes, estacas do caule ou a raiz. Se se usarem sementes, o fruto têm que ser colhido quando ainda estiver verde.
Outubro 2009 - Açafrão (Crocus sativus)
Outubro 2008 - Jacinto (Scilla autumnalis L.)
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 10/25/2011 08:34:00 AM
terça-feira, 25 de outubro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Freguesia Mistério n.º52
A Freguesia Mistério n.º51 esteve a votos durante o mês de Setembro de 2011. A resposta não era fácil, mas também não era difícil, principalmente para quem está minimamente atento às andanças do Blogue. A participação foi boa, até acima do habitual, com 13 visitantes a darem a sua opinião.
Os palpites ficaram distributivos da seguinte forma:
Carvalho de Egas (1) 8%
Nabo (1) 8%
Roios (5)38%
Seixos de Manhoses (1) 8%
Trindade (1) 8%
Vale Frechoso (1) 8%
Valtorno (2) 15%
Vilarinho das Azenhas (1) 8%
A resposta certa era freguesia de Roios. A capela de Nossa Senhora das Graças, em Roios, foi o destino da Peregrinação realizada em 29-09-2010. Apesar das diligências efectuadas, não foi possível visitar o seu interior, pelo que apenas me posso ficar pela impressão com que fico após mais de uma dúzia de passagens pelo local. A capela "Foi construída cerca de 1780, conforme data inscrita numa janela. Terá substituído templo anterior existente no local. É um templo barroco, de nave única e capela-mor reentrante. A fachada termina em empena rematada por sineira de um arco. O portal e a janela apresentam uma elegante decoração. No interior, o tecto é em abóbada de madeira. O altar-mor é em talha." Os elementos mais interessantes no fontíspício são os dois óculos quadrifólios. Sobre a torre sineira deve ter havido em tempos uma cruz, no meio dos dois pináculos.
Como curiosidades da capelo podemos acrescentar: em "1844 D. Maria Angélica Pinto de
Magalhães, natural de Roios, deixava no seu testamento...à Senhora da Graça 24.000 reis para a compra de um cálice." Em 1905 "morre em Roios Pedro Gomes de Magalhães Pegado e é sepultado na capela".
O desafio para o mês de Outubro é algo mais abrangente, a vista parcial de uma aldeia. Se reparar nos pormenores de alminhas, cruzeiros, igrejas, etc. não é coisa fácil, pode não ser mais simples a identificação de uma aldeia, até porque, por vezes, as fotografias são tiradas de locais muito pouco frequentados pelas pessoas e longe dos acessos principais. No entanto, nas fotografias como esta há sempre elementos que quando analisados isoladamente fornecem pistas que não deixam qualquer dúvida. Por se tratar de uma aldeia, não significa que ela seja freguesia, o que leva a que seja necessário conhecer a composição das freguesias de Vila Flor. Quem não conhece a constituição das freguesias de Vila Flor, não perca tempo. Está em marcha um estudo que conduzirá à reestruturação das freguesias do concelho. Este estudo está a ser conduzido de forma discreta, até porque há que fazer as contas (aos habitantes e votos). Os partidos políticos pensam pouco na economia e no serviços prestados, estão mais preocupados com o limite de mandatos que quase todos os presidentes de junta já atingiram!
Ainda estão a tempo de arriscar um palpite na Freguesia Mistério n.º 52, na margem direita do Blogue.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 10/25/2011 08:30:00 AM
Os palpites ficaram distributivos da seguinte forma:
Carvalho de Egas (1) 8%
Nabo (1) 8%
Roios (5)38%
Seixos de Manhoses (1) 8%
Trindade (1) 8%
Vale Frechoso (1) 8%
Valtorno (2) 15%
Vilarinho das Azenhas (1) 8%
A resposta certa era freguesia de Roios. A capela de Nossa Senhora das Graças, em Roios, foi o destino da Peregrinação realizada em 29-09-2010. Apesar das diligências efectuadas, não foi possível visitar o seu interior, pelo que apenas me posso ficar pela impressão com que fico após mais de uma dúzia de passagens pelo local. A capela "Foi construída cerca de 1780, conforme data inscrita numa janela. Terá substituído templo anterior existente no local. É um templo barroco, de nave única e capela-mor reentrante. A fachada termina em empena rematada por sineira de um arco. O portal e a janela apresentam uma elegante decoração. No interior, o tecto é em abóbada de madeira. O altar-mor é em talha." Os elementos mais interessantes no fontíspício são os dois óculos quadrifólios. Sobre a torre sineira deve ter havido em tempos uma cruz, no meio dos dois pináculos.
Como curiosidades da capelo podemos acrescentar: em "1844 D. Maria Angélica Pinto de
Magalhães, natural de Roios, deixava no seu testamento...à Senhora da Graça 24.000 reis para a compra de um cálice." Em 1905 "morre em Roios Pedro Gomes de Magalhães Pegado e é sepultado na capela".
O desafio para o mês de Outubro é algo mais abrangente, a vista parcial de uma aldeia. Se reparar nos pormenores de alminhas, cruzeiros, igrejas, etc. não é coisa fácil, pode não ser mais simples a identificação de uma aldeia, até porque, por vezes, as fotografias são tiradas de locais muito pouco frequentados pelas pessoas e longe dos acessos principais. No entanto, nas fotografias como esta há sempre elementos que quando analisados isoladamente fornecem pistas que não deixam qualquer dúvida. Por se tratar de uma aldeia, não significa que ela seja freguesia, o que leva a que seja necessário conhecer a composição das freguesias de Vila Flor. Quem não conhece a constituição das freguesias de Vila Flor, não perca tempo. Está em marcha um estudo que conduzirá à reestruturação das freguesias do concelho. Este estudo está a ser conduzido de forma discreta, até porque há que fazer as contas (aos habitantes e votos). Os partidos políticos pensam pouco na economia e no serviços prestados, estão mais preocupados com o limite de mandatos que quase todos os presidentes de junta já atingiram!
Ainda estão a tempo de arriscar um palpite na Freguesia Mistério n.º 52, na margem direita do Blogue.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 10/25/2011 08:30:00 AM
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Sobreiro
Sobreiro, no Parque de Campismo de Vila Flor.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 10/21/2011 02:45:00 AM
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 10/21/2011 02:45:00 AM
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Rochedo
Este rochedo em Samões é o guardião de uma grande extensão de terreno.Quando o fotografei, há poucos meses atrás, não imaginava que o cenário em seu redor se iria tornar num deserto esturricado. No incêndio que aí deflagrou no dia 15 de Agosto nem as amendoeiras, videiras ou oliveiras escaparam! Quantas mãos criminosas andaram este verão pelo concelho?!
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 10/20/2011 09:00:00 AM
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 10/20/2011 09:00:00 AM
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Libelo Acusatório - XXXII
"O pisar as uvas queria dizer novas emoções. Os rapazes bebiam um copo pequeno da aguardente a fazer no alambique e pisavam, pisavam, cantando e rindo.
Uma noite, o Roberto chegou com a sua perna aleijada e quis pisar uvas com eles. O médico dissera que fazia bem à paralisia e ele queria curar, até perder a vergonha de passar na praça, manquejando e vendo risos nos rostos dos que estavam parados.
Entrou para o lagar e pisou as uvas com gana, esquecendo que era aleijado, que os rapazes riam, pensando no dia em que jogaria futebol como os outros, correria atrás de ilusões e deixaria de chorar às escondidas.
E toda a noite pisou uvas, cantando como sua mãe lhe ensinara, canções que ficaram marcadas nos ouvidos do homem que fazia aguardente e que sentiu tanta amargura a ponto de beber o líquido adocicado para ouvir melhor aquela voz trazida pela angústia do dia que nasce e não é para todos, das sombras nos pensamentos, da ventura egoísta dos outros. E do desprezo que o Roberto começava a sentir por quem não o merecia sequer.
Só não desprezou as uvas que se esmagavam debaixo do seu pé torcido e lhe diziam que haveria de curar e, mais ainda, que ele não era aleijado mas sim os outros, os que riam quando ele passava manquejando.
E, quando de madrugada saiu do vinho mosto, sentiu que estava curado."
Excerto do livro Libelo Acusatório, da autoria de Modesto Navarro, Publicado em 1999 pela Caminho. A primeira edição desta obra foi em 1968, pela Prelo Editora.
A fotografia foi tirada em Seixo de Manhoses, numa manhã de vindima, na Quinta de Valtorinho.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 10/12/2011 06:49:00 PM
Uma noite, o Roberto chegou com a sua perna aleijada e quis pisar uvas com eles. O médico dissera que fazia bem à paralisia e ele queria curar, até perder a vergonha de passar na praça, manquejando e vendo risos nos rostos dos que estavam parados.
Entrou para o lagar e pisou as uvas com gana, esquecendo que era aleijado, que os rapazes riam, pensando no dia em que jogaria futebol como os outros, correria atrás de ilusões e deixaria de chorar às escondidas.
E toda a noite pisou uvas, cantando como sua mãe lhe ensinara, canções que ficaram marcadas nos ouvidos do homem que fazia aguardente e que sentiu tanta amargura a ponto de beber o líquido adocicado para ouvir melhor aquela voz trazida pela angústia do dia que nasce e não é para todos, das sombras nos pensamentos, da ventura egoísta dos outros. E do desprezo que o Roberto começava a sentir por quem não o merecia sequer.
Só não desprezou as uvas que se esmagavam debaixo do seu pé torcido e lhe diziam que haveria de curar e, mais ainda, que ele não era aleijado mas sim os outros, os que riam quando ele passava manquejando.
E, quando de madrugada saiu do vinho mosto, sentiu que estava curado."
Excerto do livro Libelo Acusatório, da autoria de Modesto Navarro, Publicado em 1999 pela Caminho. A primeira edição desta obra foi em 1968, pela Prelo Editora.
A fotografia foi tirada em Seixo de Manhoses, numa manhã de vindima, na Quinta de Valtorinho.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 10/12/2011 06:49:00 PM
domingo, 9 de outubro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Freguesia Mistério n.º51
O desafio Freguesia Mistério n.º 50 decorreu durante o mês de Agosto. A pergunta era fácil e a resposta foi na direção certa, coisa que é raro verificar-se.
A fotografia que ilustrava o desafio mostrava apenas uma parte do monumento, facilmente identificável como sendo os três pastorinhos. Seria fácil de prever que junto a eles estaria a imagem de Nossa Senhora de Fátima.
Participaram 11 pessoas e os votos ficaram distribuídos da seguinte forma:
Benlhevai (6) 55%
Candoso (1) 9%
Freixiel (1) 9%
Samões (2) 18%
Seixos de Manhoses (1) 9%
Há vários conjuntos com N.ª S.ª de Fátima com os pastorinhos no concelho, nomeadamente em Samões e Valbom. No caso concreto, a imagem mostrava um monumento existente em Benlhevai. Está situada à entrada da aldeia, a poucos metros do cruzamento com estrada nacional.
A imagem de N.ª S.ª de Fátima está numa posição elevada, sobre uma rocha granítica. A seus pés estão as imagens dos três pastorinhos (durante algum tempo faltou um!). O conjunto está sempre cuidado, a maior parte das vezes decorado com flores naturais.
O desafio seguinte foi descobrir a localização do campanário de uma capela. Decorreu durante o mês de Setembro e em breve darei conta dos resultados.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 10/09/2011 09:57:00 PM
A fotografia que ilustrava o desafio mostrava apenas uma parte do monumento, facilmente identificável como sendo os três pastorinhos. Seria fácil de prever que junto a eles estaria a imagem de Nossa Senhora de Fátima.
Participaram 11 pessoas e os votos ficaram distribuídos da seguinte forma:
Benlhevai (6) 55%
Candoso (1) 9%
Freixiel (1) 9%
Samões (2) 18%
Seixos de Manhoses (1) 9%
Há vários conjuntos com N.ª S.ª de Fátima com os pastorinhos no concelho, nomeadamente em Samões e Valbom. No caso concreto, a imagem mostrava um monumento existente em Benlhevai. Está situada à entrada da aldeia, a poucos metros do cruzamento com estrada nacional.
A imagem de N.ª S.ª de Fátima está numa posição elevada, sobre uma rocha granítica. A seus pés estão as imagens dos três pastorinhos (durante algum tempo faltou um!). O conjunto está sempre cuidado, a maior parte das vezes decorado com flores naturais.
O desafio seguinte foi descobrir a localização do campanário de uma capela. Decorreu durante o mês de Setembro e em breve darei conta dos resultados.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 10/09/2011 09:57:00 PM
terça-feira, 4 de outubro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] De regresso aos caminhos do concelho
O primeiro passeio do sexto ano realizou-e antes mesmo da "cerimónia" de arranque de mais um ano, no dia 3 de Setembro. Além da alegria do regresso aos caminhos do concelho, houve mais dois fatores que fizeram com que eu apreciasse de uma forma especial este passeio: o meu regresso à BTT e a companhia do meu filho mais novo, principiante nas duas rodas.
O passeio aconteceu ao fim da tarde por caminhos das freguesias de Samões, Carvalho de Egas e Seixo de Manhoses. Foi também o meu primeiro contacto com algumas áreas ardidas, que oferecem um cenário desolador, principalmente porque as percorri durante os meses de primavera, quando as giestas formavam um espesso manto florido.
Deu para observar que havia muitas uvas, e de boa qualidade, embora este cenário não fosse uniforme em todo o concelho. Também havia muitas amendoeiras carregadas de frutos prontos a apanhar, que, quase de certeza, ficaram nas árvores para alimentar pássaros e outros animais selvagens.
O traçado do IC5 está praticamente pronto. Passámos em vários locais onde se vê a estrada já asfaltada e as passagens inferiores que dão continuidade aos antigos caminhos, que quase sempre sigo nas deslocações a pé ou em bicicleta pelo concelho.
Chegámos ao santuário de Santa Cecília quando o sol ganhou bonitas tonalidades douradas. Ainda visitei a pequena macieira de que comi suculentas maçãs no ano passado, mas este ano está completamente despida de frutos. Ela está no meio do parque de estacionamento do santuário, portanto num espaço completamente público.
O regresso a casa aconteceu pelo tradicional caminho do Concieiro. Apreciámos (mais uma vez) as várias alminhas que existem neste caminho e formações rochosas com figuras caricatas e fotogénicas. Pelo adiantado da hora, ainda fomos brindados com a visão de alguns coelhos bravos que em breve vão enfrentar a fúria de incansáveis caçadores.
Foi um passeio para abrir o apetites para outros que se seguirão e para ficar gravado como o primeiro que fizemos juntos em BTT. Espero fazer muitos mais.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 10/04/2011 07:37:00 PM
O passeio aconteceu ao fim da tarde por caminhos das freguesias de Samões, Carvalho de Egas e Seixo de Manhoses. Foi também o meu primeiro contacto com algumas áreas ardidas, que oferecem um cenário desolador, principalmente porque as percorri durante os meses de primavera, quando as giestas formavam um espesso manto florido.
Deu para observar que havia muitas uvas, e de boa qualidade, embora este cenário não fosse uniforme em todo o concelho. Também havia muitas amendoeiras carregadas de frutos prontos a apanhar, que, quase de certeza, ficaram nas árvores para alimentar pássaros e outros animais selvagens.
O traçado do IC5 está praticamente pronto. Passámos em vários locais onde se vê a estrada já asfaltada e as passagens inferiores que dão continuidade aos antigos caminhos, que quase sempre sigo nas deslocações a pé ou em bicicleta pelo concelho.
Chegámos ao santuário de Santa Cecília quando o sol ganhou bonitas tonalidades douradas. Ainda visitei a pequena macieira de que comi suculentas maçãs no ano passado, mas este ano está completamente despida de frutos. Ela está no meio do parque de estacionamento do santuário, portanto num espaço completamente público.
O regresso a casa aconteceu pelo tradicional caminho do Concieiro. Apreciámos (mais uma vez) as várias alminhas que existem neste caminho e formações rochosas com figuras caricatas e fotogénicas. Pelo adiantado da hora, ainda fomos brindados com a visão de alguns coelhos bravos que em breve vão enfrentar a fúria de incansáveis caçadores.
Foi um passeio para abrir o apetites para outros que se seguirão e para ficar gravado como o primeiro que fizemos juntos em BTT. Espero fazer muitos mais.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 10/04/2011 07:37:00 PM
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Flor do Mês - Setembro 2011
Uma das coisas que vou recuperar de anos anteriores é a Flor do Mês. Durante os anos de 2008 e 2009 escolhi uma flor representativa de cada mês, quase sempre selvagens, quase sempre abundantes e conhecidas. Além da dificuldade que tive em encontrar representantes para todos os meses do ano, também não foi fácil a identificação da espécie. Mas À Descoberta é isso mesmo, ir à procura, saber um pouco mais. Fotografar a natureza dá-me imenso prazer e as flores são dos elementos mais belos coloridos e perfumados que se podem encontrar. Não sei se vou encontrar uma Flor do Mês para mais este ciclo de Setembro a Setembro, mas a preocupação para o conseguir será mais um reforço para sair pelos campos, em longos ou pequenos passeios, de olhar atento e câmara em riste.
A representante do mês de setembro acabei de a fotografar há alguns minutos atrás. Bastou-me sair a porta de casa para aparecer o primeiro exemplar, mas, no final da rua, encontrei imensas plantas, todas elas com bastantes flores.
A Flor do Mês de Setembro é conhecida pelo nome de Tágueda (Inula viscosa (L.) Aiton), mas tem muitas outras designações (Énula-peganhosa, Erva-dificil-cheirosa). Basta um olhar para verificarmos algumas semelhanças com os mal-me-queres ou com a camomila. São plantas da família das compostas (agora Asteraceae), que têm flores muito fáceis de identificar.
Esta espécie é abundante em todo o país e é típica do mediterrâneo. Pertence a um grupo de plantas conhecidas por ruderais, que têm como característica comum instalarem-se com facilidade em ambientes fortemente alterados pela atividade humana como taludes, aterros, berma dos caminhos, etc.
A floração começa em Junho e prolonga-se até Outubro. Chama à atenção a forma como esta planta se mantém verde (e em flor) quando à sua volta tudo seca com o calor do Verão.
Além dos atributos peganhosa, viscosa, cheirosa, as designações em Espanha apontam-na como mata-mosquitos, mata-moscas, mata-pulgas. O aroma que liberta é agradável para uns, desagradável para outros (eu sou neutro). Encontrei algumas borboletas e abelhas a alimentarem-se nas suas flores (há poucas alternativas nesta época do ano). Dada a sua longa floração estival tem interesse para a manutenção das colmeias mas o mel a que dá origem não é muito apreciado.
A utilização medicinal da planta está registada ao longo da história em várias regiões. Os romanos, os árabes e os hebreus conheciam-na bem: tratamento das dores reumáticas, como cicatrizante ou até a utilização das folhas secas como o tabaco!
A utilidade desta planta não se fica por aqui. A sua utilidade mais curiosa está ligada à luta biológica e à utilização como inseticida vegetal. A designação de olibarda (em castelhano), está ligada ao reconhecimento do efeito benéfico que a existência desta planta tem na diminuição da mosca-da-azeitona. Não é fácil compreender a relação, mas são insetos que parasitam a tágueda que vão atacar a mosca-da-azeitona. A natureza surpreende-nos com a mais pequena erva da borda da estrada.
Deixo uma lista das Flores do Mês a que dei atenção em anos anteriores.
2009
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 9/19/2011 09:05:00 PM
A representante do mês de setembro acabei de a fotografar há alguns minutos atrás. Bastou-me sair a porta de casa para aparecer o primeiro exemplar, mas, no final da rua, encontrei imensas plantas, todas elas com bastantes flores.
A Flor do Mês de Setembro é conhecida pelo nome de Tágueda (Inula viscosa (L.) Aiton), mas tem muitas outras designações (Énula-peganhosa, Erva-dificil-cheirosa). Basta um olhar para verificarmos algumas semelhanças com os mal-me-queres ou com a camomila. São plantas da família das compostas (agora Asteraceae), que têm flores muito fáceis de identificar.
Esta espécie é abundante em todo o país e é típica do mediterrâneo. Pertence a um grupo de plantas conhecidas por ruderais, que têm como característica comum instalarem-se com facilidade em ambientes fortemente alterados pela atividade humana como taludes, aterros, berma dos caminhos, etc.
A floração começa em Junho e prolonga-se até Outubro. Chama à atenção a forma como esta planta se mantém verde (e em flor) quando à sua volta tudo seca com o calor do Verão.
Além dos atributos peganhosa, viscosa, cheirosa, as designações em Espanha apontam-na como mata-mosquitos, mata-moscas, mata-pulgas. O aroma que liberta é agradável para uns, desagradável para outros (eu sou neutro). Encontrei algumas borboletas e abelhas a alimentarem-se nas suas flores (há poucas alternativas nesta época do ano). Dada a sua longa floração estival tem interesse para a manutenção das colmeias mas o mel a que dá origem não é muito apreciado.
A utilização medicinal da planta está registada ao longo da história em várias regiões. Os romanos, os árabes e os hebreus conheciam-na bem: tratamento das dores reumáticas, como cicatrizante ou até a utilização das folhas secas como o tabaco!
A utilidade desta planta não se fica por aqui. A sua utilidade mais curiosa está ligada à luta biológica e à utilização como inseticida vegetal. A designação de olibarda (em castelhano), está ligada ao reconhecimento do efeito benéfico que a existência desta planta tem na diminuição da mosca-da-azeitona. Não é fácil compreender a relação, mas são insetos que parasitam a tágueda que vão atacar a mosca-da-azeitona. A natureza surpreende-nos com a mais pequena erva da borda da estrada.
Deixo uma lista das Flores do Mês a que dei atenção em anos anteriores.
2009
- Janeiro - Capuz-de-Fradinho (Arisarum vulgare Targ.-Tozz)
- Fevereiro - Campainha (Narcissus bulbocodium. L.)
- Março - Aristolóquia (Aristolochia paucinervis)
- Abril - Carqueja (Pterospartum tridentatum)
- Maio - Arçã - (Lavandula stoechas)
- Junho - Perpétuas (Helichrysum stoechas (L.) Moench)
- Julho - Fel-da-terra (Centaurium erythraea Rafn)
- Agosto - Cenoura-brava (Daucus carota L.)
- Setembro - Cebola-albarrã (Urginea maritima L.)
- Outubro - Açafrão (Crocus sativus)
- Janeiro - Urze (Erica australis L.)
- Fevereiro - Amendoeira (Prunus dulcis)
- Março - Nabiça (Brassica napus L.)
- Abril - Giesta-branca (Cytisus multiflorus)
- Maio - Giesta-negral (Cytisus striatus)
- Junho - Cravinas-bravas (Dianthus lusitanus)
- Julho - Alfazema (Lavandula angustifolia)
- Agosto - Fiolho (Foeniculum vulgare Mill)
- Setembro - Merendeiras (Colchicum montanum)
- Outubro - Jacinto (Scilla autumnalis L.)
- Novembro - Medronheiro (Arbutus unedo)
- Dezembro - Musgo
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 9/19/2011 09:05:00 PM
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Parabéns! Cinco anos À Descoberta...
É verdade, o Blogue completou cinco anos de existência. Os dias passam e somam semanas, as semanas meses e os meses anos. O blogue vai somando fotografias, palavras e visitantes. O objetivo principal mantêm-se inalterável: descobrir o concelho de Vila Flor, no terreno, percorrendo estradas caminhos e montes em busca das paisagens, das ruínas, dos rostos que fazem de recanto do nordeste um paraíso natural. Ao mesmo tempo são descobertas as palavras, livros de vilaflorenses que não se cansam de cantar a sua terra, que também eles descobriram.
O quinto ano teve como novidade principal as caminhadas, a que chamei Peregrinações. A primeira teve lugar precisamente há um ano atrás e levou-me ao Vilarinho das Azenhas. Seguiram-se mais 25 caminhadas, distribuídas ao longo do ano, com as mais variadas condições atmosféricas. Descobrir o concelho a pé foi fantástico! Só assim se mantém a velocidade necessária para poder ver o que se vai encontrando ao longo do caminho. Estas Peregrinações tiveram mais duas características: a primeira foi a companhia do meu colega e amigo Helder Magueta, a quem agradeço muito. A sua companhia serviu de incentivo e seu interesse pelas rochas, flora e fauna, o seu gosto em conversar, foram elementos que contribuíram para um olhar e um contacto mais próximo, mais rico. A segunda característica, principalmente quando caminhei sozinho, foi a música. Comei a levar um leitor de MP3 com música e apercebi-me que a música dava uma outra dimensão a tudo o que via. É como ver um filme, com paisagens deslumbrantes e com um fundo musical que nos leva a viajar, quase voar, sobre as coisas, abandonando a nossa limitação corporal.
No que diz respeito às notícias tentei manter um equilíbrio. Agora que as pessoas me conhecem, gostam (quase exigem) que eu esteja presente em muito do que acontece no concelho. Este blogue não pode tornar-se um depósito de notícias sobre o concelho. Como o que eu ganho é o simples prazer de conhecer e do contacto com as pessoas, não posso ceder à pressão de me tornar num pseudo-jornalista. O que escrevo no blogue é sempre uma visão pessoal, não são notícias.
Ao longo deste último ano, para além das Peregrinações, marcou-me: a homenagem a o Dr. Cabral Adão, em Setembro; o estudo que fiz sobre os cogumelos selvagens que se apanham na região e que espero continuar este Outono; o cantar dos Reis (são um momento único de contacto com a população do concelho); as amendoeiras em flor (este ano não publiquei muitas fotografias, mas fiz alguns passeios interessantes); a Páscoa (que este ano tentei acompanhar na Vila e nos livros que a descrevem noutros tempos); a TerraFlor (não estive todos os dias, mas participei no máximo possível).
O meu tempo livre é cada vez menos e recorro-me da noite. Escrevo a altas horas da madrugada e nem sempre como deve ser. Por vezes os textos saem com gralhas e com falta de letras e palavras (agora com o acordo ortográfico a coisa complica-se). Com todas as limitações fiz perto de 150 postagens e recebi 185 comentários. Como comentadora mais presente não posso deixar de agradecer à Transmontana. É uma voz amiga e um incentivo À Descoberta. Publiquei perto de 600 fotografias, das 15400 que tirei.
A vertente BTT esteve arredada deste quinto ano de percursos. Fiz 60 km em bicicleta (2056 km nos 5 anos) e 373 km a pé (não contabilizei os dos anos anteriores).
Como incentivo refiro os milhares de visitantes que o blogue continua a receber, 50 000 no último ano, e as muitas mensagens de emails que recebo. A limitação de tempo não me permite responder como desejaria, mas leio tudo com atenção, quase no momento em que escrevem, e aprecio muito que me escrevam ou que comentem no blogue.
E para o futuro? Tenho algumas ideia alinhadas. O importante é manter o entusiasmo. Com o passar dos anos as novidades, os pontos de interesse vão diminuindo. Pretendo regressar ao BTT, continuar a percorrer o concelho, a visitar o museu, a ler e dar a conhecer os livros que os vilaflorenses escreveram. Não faço grandes promessas para além da minha vontade de continuar À Descoberta de todo o concelho. Não é a minha terra natal, mas é a terra que vivo e todos os momentos são únicos.
Números do 5.ºano:
Páginas vistas - 92 132
Visitantes - 49 912
Comentários - 185
Postagens - 150
Km percorridos em BTT - 60
Km percorridos a pé - 373
Fotografias tiradas - 15 400
Fotografias publicadas - 584
Números totais (5 anos):
Páginas vistas - 508 898
Visitantes - 204 890
Postagens - 842
Km percorridos em BTT - 2 056
Fotografias tiradas - 95 475
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 9/05/2011 06:14:00 PM
O quinto ano teve como novidade principal as caminhadas, a que chamei Peregrinações. A primeira teve lugar precisamente há um ano atrás e levou-me ao Vilarinho das Azenhas. Seguiram-se mais 25 caminhadas, distribuídas ao longo do ano, com as mais variadas condições atmosféricas. Descobrir o concelho a pé foi fantástico! Só assim se mantém a velocidade necessária para poder ver o que se vai encontrando ao longo do caminho. Estas Peregrinações tiveram mais duas características: a primeira foi a companhia do meu colega e amigo Helder Magueta, a quem agradeço muito. A sua companhia serviu de incentivo e seu interesse pelas rochas, flora e fauna, o seu gosto em conversar, foram elementos que contribuíram para um olhar e um contacto mais próximo, mais rico. A segunda característica, principalmente quando caminhei sozinho, foi a música. Comei a levar um leitor de MP3 com música e apercebi-me que a música dava uma outra dimensão a tudo o que via. É como ver um filme, com paisagens deslumbrantes e com um fundo musical que nos leva a viajar, quase voar, sobre as coisas, abandonando a nossa limitação corporal.
No que diz respeito às notícias tentei manter um equilíbrio. Agora que as pessoas me conhecem, gostam (quase exigem) que eu esteja presente em muito do que acontece no concelho. Este blogue não pode tornar-se um depósito de notícias sobre o concelho. Como o que eu ganho é o simples prazer de conhecer e do contacto com as pessoas, não posso ceder à pressão de me tornar num pseudo-jornalista. O que escrevo no blogue é sempre uma visão pessoal, não são notícias.
Ao longo deste último ano, para além das Peregrinações, marcou-me: a homenagem a o Dr. Cabral Adão, em Setembro; o estudo que fiz sobre os cogumelos selvagens que se apanham na região e que espero continuar este Outono; o cantar dos Reis (são um momento único de contacto com a população do concelho); as amendoeiras em flor (este ano não publiquei muitas fotografias, mas fiz alguns passeios interessantes); a Páscoa (que este ano tentei acompanhar na Vila e nos livros que a descrevem noutros tempos); a TerraFlor (não estive todos os dias, mas participei no máximo possível).
O meu tempo livre é cada vez menos e recorro-me da noite. Escrevo a altas horas da madrugada e nem sempre como deve ser. Por vezes os textos saem com gralhas e com falta de letras e palavras (agora com o acordo ortográfico a coisa complica-se). Com todas as limitações fiz perto de 150 postagens e recebi 185 comentários. Como comentadora mais presente não posso deixar de agradecer à Transmontana. É uma voz amiga e um incentivo À Descoberta. Publiquei perto de 600 fotografias, das 15400 que tirei.
A vertente BTT esteve arredada deste quinto ano de percursos. Fiz 60 km em bicicleta (2056 km nos 5 anos) e 373 km a pé (não contabilizei os dos anos anteriores).
Como incentivo refiro os milhares de visitantes que o blogue continua a receber, 50 000 no último ano, e as muitas mensagens de emails que recebo. A limitação de tempo não me permite responder como desejaria, mas leio tudo com atenção, quase no momento em que escrevem, e aprecio muito que me escrevam ou que comentem no blogue.
E para o futuro? Tenho algumas ideia alinhadas. O importante é manter o entusiasmo. Com o passar dos anos as novidades, os pontos de interesse vão diminuindo. Pretendo regressar ao BTT, continuar a percorrer o concelho, a visitar o museu, a ler e dar a conhecer os livros que os vilaflorenses escreveram. Não faço grandes promessas para além da minha vontade de continuar À Descoberta de todo o concelho. Não é a minha terra natal, mas é a terra que vivo e todos os momentos são únicos.
Números do 5.ºano:Páginas vistas - 92 132
Visitantes - 49 912
Comentários - 185
Postagens - 150
Km percorridos em BTT - 60
Km percorridos a pé - 373
Fotografias tiradas - 15 400
Fotografias publicadas - 584
Números totais (5 anos):
Páginas vistas - 508 898
Visitantes - 204 890
Postagens - 842
Km percorridos em BTT - 2 056
Fotografias tiradas - 95 475
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 9/05/2011 06:14:00 PM
[À Descoberta de Vila Flor] Parabéns!
O Blogue À Descoberta de Vila Flor completou 5 anos. Na idade dos humanos é uma criança, na idade dos blogues é muito tempo. Em 5 anos os blogues passaram de uma plataforma inovadora onde toda a gente se encontrava a locais mais ou menos interessantes, não conseguindo rivalizar com o Facebook como lugar de encontro e de participação.
Aqui estão guardados mais do que 5 anos de história, são 5 anos de vida.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 9/05/2011 07:30:00 AM
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] TerraFlor - Dia do Mundo Rural (26-08-2011)
O último dia da feira TerraFlor foi dedicado ao mundo rural. Coincidindo com a feira quinzenal, era certo que haveria muito gente no recinto da feira, local onde se realizaram também os diferentes concursos constantes no programa. O dia estava agradável. Depois de terem caído as primeiras chuvas é habitual a transação de muitas couves, que acompanharão nos campos a sementeira das nabiças (de que darei conta no blogue quando estiverem em flor).
Estavam previstos os seguintes concursos: XXI Concurso da Cabra Serrana; VII Concurso da Ovelha Churra da Terra Quente; II Concurso de Cão de Gado Transmontano. Havia uma novidade agendada: o I Leilão de reprodutores de Cabra Serrana e Ovelha Churra. Estes concursos trazem a Vila Flor um grande número de criadores, vindos dos mais variados pontos do distrito e dos distritos vizinhos.
Este facto deve-se ao envolvimento da Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Raça Churra da Terra Quente (ANCOTEQ) e da Associação Nacional de Caprinicultores da Raça Serrana (ANCRAS). Estas associações são responsáveis pelos concursos de ovinos e caprinos fomentando a melhoria de efetivos dos seus associados. A presença de criadores do concelho é, pelo que tenho visto nos últimos concursos, fraca à exceção dos ovinos.
Prestei especial atenção ao concurso de Cão de Gado Transmontano. Não porque goste particularmente destes animais, tenho até algum medo deles e já apanhei alguns sustos nas minhas andanças pelo concelho, mas porque neste concurso se pôde aprender bastante. O técnico que julgou os animais, fê-lo ao microfone, justificando as suas opções com o estalão da raça, distribuído aos concorrentes, mas acessível a toda a gente. Após assistir ao concurso em vários escalões, comecei eu próprio a tentar julgar os animais expostos. É bastante complexo, mas , como tudo, pode aprender-se.
Só foi apresentado um exemplar oriundo do concelho no concurso de Cão de Gado Transmontano, tratou-se de um macho, de um pastor de Freixiel.
Se com os cães até me atrevia a dar uma opinião, com os ovinos e os caprinos limitei-me a assistir e a conversar com alguns criadores. O julgamento era feito por técnicos no mais completo silêncio e os resultados só foram anunciados à hora de almoço.
O leilão de reprodutores começou timidamente, mas melhorou, com várias pessoas a fazerem lances sucessivos. Como as associações davam ao criador 50 euros por cada animal posto em leilão, só foram aceites lances de criadores inscritos nas associações, embora houvesse outros interessados.
O almoço foi servido no polivalente da Escola EB2,3/S de Vila flor, para os criadores e seus familiares.
Da ementa fizeram parte os produtos da região, com destaque para o prato principal, caldeirada de borrego. Foram distribuídos os prémios dos ovinos e caprinos o que atrasou bastante a refeição.
À mesa terminaram as atividades do Dia do Mundo Rural, possivelmente aquele que é o dia maior da TerraFlor.
Ao fim da tarde encerrou definitivamente a Feira de Produtos e Sabores, uma vez que a feira quinzenal só durou até à hora de almoço. Nessa mesma tarde teve início a XVI Feira da Maçã do Vinho e do Azeite em Carrazeda de Ansiães. Este figurino da TerraFlor, com este calendário, teve vantagens e desvantagens, mas isso ficará para um balanço posterior.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 9/02/2011 09:34:00 AM
Estavam previstos os seguintes concursos: XXI Concurso da Cabra Serrana; VII Concurso da Ovelha Churra da Terra Quente; II Concurso de Cão de Gado Transmontano. Havia uma novidade agendada: o I Leilão de reprodutores de Cabra Serrana e Ovelha Churra. Estes concursos trazem a Vila Flor um grande número de criadores, vindos dos mais variados pontos do distrito e dos distritos vizinhos.
Este facto deve-se ao envolvimento da Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Raça Churra da Terra Quente (ANCOTEQ) e da Associação Nacional de Caprinicultores da Raça Serrana (ANCRAS). Estas associações são responsáveis pelos concursos de ovinos e caprinos fomentando a melhoria de efetivos dos seus associados. A presença de criadores do concelho é, pelo que tenho visto nos últimos concursos, fraca à exceção dos ovinos.
Prestei especial atenção ao concurso de Cão de Gado Transmontano. Não porque goste particularmente destes animais, tenho até algum medo deles e já apanhei alguns sustos nas minhas andanças pelo concelho, mas porque neste concurso se pôde aprender bastante. O técnico que julgou os animais, fê-lo ao microfone, justificando as suas opções com o estalão da raça, distribuído aos concorrentes, mas acessível a toda a gente. Após assistir ao concurso em vários escalões, comecei eu próprio a tentar julgar os animais expostos. É bastante complexo, mas , como tudo, pode aprender-se.
Só foi apresentado um exemplar oriundo do concelho no concurso de Cão de Gado Transmontano, tratou-se de um macho, de um pastor de Freixiel.
Se com os cães até me atrevia a dar uma opinião, com os ovinos e os caprinos limitei-me a assistir e a conversar com alguns criadores. O julgamento era feito por técnicos no mais completo silêncio e os resultados só foram anunciados à hora de almoço.
O leilão de reprodutores começou timidamente, mas melhorou, com várias pessoas a fazerem lances sucessivos. Como as associações davam ao criador 50 euros por cada animal posto em leilão, só foram aceites lances de criadores inscritos nas associações, embora houvesse outros interessados.
O almoço foi servido no polivalente da Escola EB2,3/S de Vila flor, para os criadores e seus familiares.
Da ementa fizeram parte os produtos da região, com destaque para o prato principal, caldeirada de borrego. Foram distribuídos os prémios dos ovinos e caprinos o que atrasou bastante a refeição.
À mesa terminaram as atividades do Dia do Mundo Rural, possivelmente aquele que é o dia maior da TerraFlor.
Ao fim da tarde encerrou definitivamente a Feira de Produtos e Sabores, uma vez que a feira quinzenal só durou até à hora de almoço. Nessa mesma tarde teve início a XVI Feira da Maçã do Vinho e do Azeite em Carrazeda de Ansiães. Este figurino da TerraFlor, com este calendário, teve vantagens e desvantagens, mas isso ficará para um balanço posterior.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 9/02/2011 09:34:00 AM
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Freguesia Mistério n.º50
A Freguesia Mistério n.º49 teve em votação mais um penedo. Desta vez não um penedo no seu ambiente natural, mas uma adaptação do homem. A pergunta era: Em que freguesia podemos encontrar este rochedo? A miniatura da fotografia mostrada apresentavam "as costas", ou seja, o que é possível ver quando se abandona a freguesia em questão. Não podia apresentar a outra face pura e simplesmente porque o nome da freguesia aparece lá escrito.
Participaram 17 pessoas que concentraram os seus palpites apenas em três freguesias. A resposta correta era Valtorno, que obteve 65% dos palpites. Poucas desafios têm tido esta margem de respostas certas. O rochedo que está na fotografia pode ser encontrado junto à freguesia de Carvalho de Egas (perto do cruzeiro e da estrada para a Stª Cecília). Outros semelhantes podem ser visto junto de Alagoa, ou quando se deixa o termo do Mourão para entrar no de Valtorno. Estão, portanto, em todas as entradas (e saídas) da freguesia. Dão as boas-vindas a quem entra e agradecem a quem sai. No concelho de Mogadouro é possível encontrar estas mensagens em todas as freguesias, com marcos em granito e ferro, colocados pela autarquia. Em Vila Flor esta parece-me ser a primeira freguesia a fazê-lo.
Os palpites ficaram distribuídos desta forma:
Freixiel (1) 6%
Vale Frechoso (4) 24%
Valtorno (11) 65%
Vila Flor (1) 6%
O desafio do mês de Agosto consistiu em adivinhar em em que freguesia se poderiam encontrar as imagens mostradas. Está fácil de ver que se trata dos três pastorinhos, com o Francisco em primeiro plano. Há pelo menos três imagens de Nossa Senhora de Fátima com os três pastorinhos, em três freguesias distintas. O tamanho e o espaço que ocupam permitem aos olhares mais atentos distingui-las. Será que os palpites estão certos?
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 9/01/2011 10:44:00 PM
Participaram 17 pessoas que concentraram os seus palpites apenas em três freguesias. A resposta correta era Valtorno, que obteve 65% dos palpites. Poucas desafios têm tido esta margem de respostas certas. O rochedo que está na fotografia pode ser encontrado junto à freguesia de Carvalho de Egas (perto do cruzeiro e da estrada para a Stª Cecília). Outros semelhantes podem ser visto junto de Alagoa, ou quando se deixa o termo do Mourão para entrar no de Valtorno. Estão, portanto, em todas as entradas (e saídas) da freguesia. Dão as boas-vindas a quem entra e agradecem a quem sai. No concelho de Mogadouro é possível encontrar estas mensagens em todas as freguesias, com marcos em granito e ferro, colocados pela autarquia. Em Vila Flor esta parece-me ser a primeira freguesia a fazê-lo.
Os palpites ficaram distribuídos desta forma:
Freixiel (1) 6%
Vale Frechoso (4) 24%
Valtorno (11) 65%
Vila Flor (1) 6%
O desafio do mês de Agosto consistiu em adivinhar em em que freguesia se poderiam encontrar as imagens mostradas. Está fácil de ver que se trata dos três pastorinhos, com o Francisco em primeiro plano. Há pelo menos três imagens de Nossa Senhora de Fátima com os três pastorinhos, em três freguesias distintas. O tamanho e o espaço que ocupam permitem aos olhares mais atentos distingui-las. Será que os palpites estão certos?
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 9/01/2011 10:44:00 PM
[À Descoberta de Vila Flor] Colóquio: Agricultura – Comercialização e Estraté...
Não estive presente na abertura e primeiros dias da IX TerraFlor, mas fiz questão de participar no colóquio Agricultura – Comercialização e Estratégias de Mercado, que teve lugar no dia 25 de Agosto, com início pouco depois das 14 horas. Embora a agricultura não seja uma presença constante na minha vida, sou filho de agricultores, está presente na minha formação académica e bastava interessar-me pelo que se passa em Vila Flor, concelho marcadamente rural para me interessar pelo assunto. O Azeite é o produto referência do certame e já tinha tido um dia que lhe foi inteiramente dedicado (que perdi, com muita pena minha).
O programa das apresentações fazia pensar que os temas estariam mais relacionados com as hortícolas e com a fruta, com grande interesse para a agricultura do vale da Vilariça, mas também para outros pontos do concelho onde se produz fruta, como por exemplo Candoso.
Não estranhei, mas as cadeiras do anfiteatro do Centro Cultural ficaram maioritariamente vazias. Este será um dos pontos em que os agricultores do concelho também têm que melhorar bastante: acreditar nos técnicos especializados e procurar informação atualizada como forma de melhorar a rentabilidade das suas explorações.
O colóquio iniciou-se com a algumas breves palavras proferidas pelo representante da TerraFlor, Eng. Fernando Barros. Congratulou-se por ver envolvidas todas as associações de agricultores do concelho e lamentou a falta de assistência para escutar as apresentações de grande interesse para a agricultura concelhia.
O primeiro orador do colóquio Eng. Augusto Ferreira (da CONFAGRI) louvou o trabalho da Associação de Agricultores do Nordeste Transmontano, sua parceira. Dentro do tema Desafios e oportunidades para o sector hortofrutícola no contexto atual, começou por fazer uma abordagem à Política Agrícola Comum e à situação de Portugal à evolução da realidade europeia. A PAC consome cerca de 40% do orçamento comunitário, embora este valor tenha vindo a baixar. Falou depois na produção frutícola a nível global e das dificuldades que o sector se debate. Uma das maiores dificuldades na comercialização no caso português está na falta de organização dos produtores de forma a poderem melhorar a qualidade, terem mais eficiência na produção e maior poder de negociação.
A Engª Marta Baptista (Fenafrutas) apresentou o tema O Sector hortofrutícola e o mercado. Visão do sector cooperativo. Mostrou dados estatísticos das exportações e das importações de Portugal de diversos produtos agrícolas. Focou a atenção nos produtos hortícolas e nas frutas. Apresentou de forma sintética as dificuldades que estes sectores apresentam e quais as soluções possíveis, nomeadamente: reforço da organização; marketing; baixar os custos de produção; formação para diretores, gestores e sócios; redimensionamento das cooperativas; promoção; melhoramento da competitividade e certificação de produtos.
Reforçou a importância do cooperativismo, apresentou as exigências mínimas para a constituição de uma organização de produtores e as vantagens que daí podem advir em de apoios económicos e em competitividade.
No tema 3 – Regadio da Vilariça – situação atual e perspetivas futuras, usou da palavra o Eng. Fernando Brás, presidente da Associação de Beneficiários do Regadio do Vale da Vilariça. A associação pretende fazer a gestão de todo o perímetro de rega, desde a barragem da Burga até à Foz do Sabor. Há ainda um longo caminho a percorrer com o levantamento de todas as parcelas do regadio e a implementação de contadores da água gasta por telegestão. Será necessária a união dos agricultores para a reconversão e formação de blocos de produção, tendo em atenção as características dos solos e a água disponível. Não basta ter água, é necessário saber geri-la como um bem comum, escasso e que é necessário rentabilizar. Reforçou também a necessidade de uma melhor organização.
No período de perguntas e respostas destacaram-se duas ideias: é necessária uma maior organização dos produtores; é cada vez mais difícil negociar e chegar às bancas das grandes superfícies.
Terminado o colóquio, pelas 17 horas e trinta minutos, seguiu-se uma prova de produtos no recinto da feira.
As diferentes associações de produtores disponibilizaram amostras que foram degustadas pelos participantes do colóquio e por alguns visitantes da Feira que foram passando pelo local. Desde o azeite, passando por várias marcas de vinho, queijo, pimentos e tomates, frutos secos, em calda ou em compota, até às salsichas de carne de ovelha e de cabra. Foi um desfilar de sabores como nunca em tinha saboreado em todas as edições da TerraFlor em que estive presente.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 9/01/2011 09:30:00 AM
O programa das apresentações fazia pensar que os temas estariam mais relacionados com as hortícolas e com a fruta, com grande interesse para a agricultura do vale da Vilariça, mas também para outros pontos do concelho onde se produz fruta, como por exemplo Candoso.
Não estranhei, mas as cadeiras do anfiteatro do Centro Cultural ficaram maioritariamente vazias. Este será um dos pontos em que os agricultores do concelho também têm que melhorar bastante: acreditar nos técnicos especializados e procurar informação atualizada como forma de melhorar a rentabilidade das suas explorações.
O colóquio iniciou-se com a algumas breves palavras proferidas pelo representante da TerraFlor, Eng. Fernando Barros. Congratulou-se por ver envolvidas todas as associações de agricultores do concelho e lamentou a falta de assistência para escutar as apresentações de grande interesse para a agricultura concelhia.
O primeiro orador do colóquio Eng. Augusto Ferreira (da CONFAGRI) louvou o trabalho da Associação de Agricultores do Nordeste Transmontano, sua parceira. Dentro do tema Desafios e oportunidades para o sector hortofrutícola no contexto atual, começou por fazer uma abordagem à Política Agrícola Comum e à situação de Portugal à evolução da realidade europeia. A PAC consome cerca de 40% do orçamento comunitário, embora este valor tenha vindo a baixar. Falou depois na produção frutícola a nível global e das dificuldades que o sector se debate. Uma das maiores dificuldades na comercialização no caso português está na falta de organização dos produtores de forma a poderem melhorar a qualidade, terem mais eficiência na produção e maior poder de negociação.
A Engª Marta Baptista (Fenafrutas) apresentou o tema O Sector hortofrutícola e o mercado. Visão do sector cooperativo. Mostrou dados estatísticos das exportações e das importações de Portugal de diversos produtos agrícolas. Focou a atenção nos produtos hortícolas e nas frutas. Apresentou de forma sintética as dificuldades que estes sectores apresentam e quais as soluções possíveis, nomeadamente: reforço da organização; marketing; baixar os custos de produção; formação para diretores, gestores e sócios; redimensionamento das cooperativas; promoção; melhoramento da competitividade e certificação de produtos.
Reforçou a importância do cooperativismo, apresentou as exigências mínimas para a constituição de uma organização de produtores e as vantagens que daí podem advir em de apoios económicos e em competitividade.
No tema 3 – Regadio da Vilariça – situação atual e perspetivas futuras, usou da palavra o Eng. Fernando Brás, presidente da Associação de Beneficiários do Regadio do Vale da Vilariça. A associação pretende fazer a gestão de todo o perímetro de rega, desde a barragem da Burga até à Foz do Sabor. Há ainda um longo caminho a percorrer com o levantamento de todas as parcelas do regadio e a implementação de contadores da água gasta por telegestão. Será necessária a união dos agricultores para a reconversão e formação de blocos de produção, tendo em atenção as características dos solos e a água disponível. Não basta ter água, é necessário saber geri-la como um bem comum, escasso e que é necessário rentabilizar. Reforçou também a necessidade de uma melhor organização.
No período de perguntas e respostas destacaram-se duas ideias: é necessária uma maior organização dos produtores; é cada vez mais difícil negociar e chegar às bancas das grandes superfícies.
Terminado o colóquio, pelas 17 horas e trinta minutos, seguiu-se uma prova de produtos no recinto da feira.
As diferentes associações de produtores disponibilizaram amostras que foram degustadas pelos participantes do colóquio e por alguns visitantes da Feira que foram passando pelo local. Desde o azeite, passando por várias marcas de vinho, queijo, pimentos e tomates, frutos secos, em calda ou em compota, até às salsichas de carne de ovelha e de cabra. Foi um desfilar de sabores como nunca em tinha saboreado em todas as edições da TerraFlor em que estive presente.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 9/01/2011 09:30:00 AM
sábado, 27 de agosto de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Festas em honra de S. Bartolomeu
No dia 24 de Agosto realizaram-se em Vila Flor as festas em honra de S. Bartolomeu. Como habitualmente foram muitos os que marcaram presença, quer nas cerimónias religiosas quer no arraial que se realizou no espaço em frente aos Passos do Concelho.
Integraram a majestosa procissão um vasto conjunto de andores ricamente enfeitados com flores naturais as imagens mais significativas da igreja matriz da vila e da igreja da Misericórdia, mas também outras que mais raramente são vistas pela população. É o caso de Nossa Senhora da Lapa, S. Sabastião, S. Luzia e Nossa Senhora da Encarnação.
A Banda Filarmónica da ACR de Vila Flor marcou o ritmo e a procissão percorreu as principais ruas da vila que estavam apinhadas de gente.
À noite houve animação musical com as atuações do Grupo de Música Tradicional da ACR Vila Flor e do Grupo Musical Norte Música.
Para terminar o dia das festas de S. Bartolomeu, realizou-se um grande espetáculo de fogo de artifício à meia noite.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 8/27/2011 03:54:00 PM
Dia 24 de Agosto é feriado municipal em Vila Flor e, também por isso, a população das diferentes freguesias deslocou-se em massa para a sede de concelho, onde também puderam visitar a IX TerraFlor, Feira de Produtos e Sabores do concelho de Vila Flor. Isto é, não esquecendo a fé, que também é um dos motivos porque muita gente se desloca a estas festas. S. Bartolomeu é o patrono da vila e os crentes do concelho têm-lhe muita devoção.
A cerimónias religiosas iniciaram-se com a celebração da Eucaristia às onze horas e terminaram com a realização da procissão que teve lugar às seis da tarde.Integraram a majestosa procissão um vasto conjunto de andores ricamente enfeitados com flores naturais as imagens mais significativas da igreja matriz da vila e da igreja da Misericórdia, mas também outras que mais raramente são vistas pela população. É o caso de Nossa Senhora da Lapa, S. Sabastião, S. Luzia e Nossa Senhora da Encarnação.
A Banda Filarmónica da ACR de Vila Flor marcou o ritmo e a procissão percorreu as principais ruas da vila que estavam apinhadas de gente.
À noite houve animação musical com as atuações do Grupo de Música Tradicional da ACR Vila Flor e do Grupo Musical Norte Música.
Para terminar o dia das festas de S. Bartolomeu, realizou-se um grande espetáculo de fogo de artifício à meia noite.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 8/27/2011 03:54:00 PM
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