Concelho:
| Carrazeda de Ansiães | Vila Flor | Miranda do Douro | Mogadouro | Torre de Moncorvo | Freixo de E.C. | Alfândega da Fé | |
Mostrar mensagens com a etiqueta Vila Flor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vila Flor. Mostrar todas as mensagens
sábado, 3 de março de 2012
[À Descoberta de Vila Flor] Coração na Fala
Qualquer relevo ao sol é um altar.
Toda a curva de serra é um regaço.
O que nos vê tem júbilo de abraço.
Tempos e modos de alma, o verbo amar!
Ressuma ausência o acto de chegar.
Somos o centro e queremos mais espaço:
Acaso um outro mês antes de Março,
A fim de a Primavera antecipar.
Meu zénite de anjos verdadeiros,
Minha Vila Flor, alvores primeiros
De uma alba quase comungada!
Quero dizer-te mais, e fico mudo.
Não te descrevo, sinto-te - e é tudo.
Não te amo, adoro-te - mais nada!
Soneto de João de Sá, do livro Vila à Flor dos Montes, 2008.
Fotografia: Atrás da Serra.
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 3/03/2012 07:31:00 AM
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
[À Descoberta de Torre de Moncorvo] Capela de Santo António, Larinho
Altar da Capela de Santo António, na freguesia do Larinho. A maior parte do espaço é ocupado por um tríptico. Uma das imagens mais curiosas está no lado direito da capela e tem representada um ser demoníaco!
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Torre de Moncorvo a 2/29/2012 01:45:00 PM
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Torre de Moncorvo a 2/29/2012 01:45:00 PM
[À Descoberta de Vila Flor] Peregrinações - Capela do Santíssimo Sacramento (Assares)
Bem que gostaria de visitar Assares mais vezes, mas, dada a localização da aldeia, é dos locais do concelho que menos conheço. Não estou a falar nas dificuldades em chegar à aldeia de carro, nisso até está bem servida, mas estou a falar sobretudo a pé ou de bicicleta (sem ser pela estrada). Por isso foi com bastante entusiasmo que no início de janeiro parti para uma "Peregrinação" até Assares.
As dificuldades seriam, mais uma vez, as zonas com arame farpado em território de Vale Frechoso e ... o nevoeiro. Este espreitava lá do vale, subindo de vez em quando até aos pontos mais altos, quer assomando-se vindo do Cachão, quer estendendo-se por Sampaio ameaçando inundar todo o vale.
Subimos às capelinhas (eu e o colega de caminhadas Helder Magueta). Os caminhos por detrás da serra já são bem nossos conhecidos e fazemos os possíveis por variar o percurso. Curiosamente, os cogumelos que procurei sem sucesso em novembro e dezembro, vim a encontrá-los em janeiro e fevereiro! A falta de chuva atrasou o seu desenvolvimento, mas havia grande quantidade.
Depois de passarmos Roios decidimos seguir um pouco mais para norte do que o habitual. A ideia era fazer todo o caminho que vai da aldeia até à Quinta do Galego quase junto da estrada que segue para a Trindade. É um caminho que já fiz muitas vezes sozinho, mas que nunca foi feito desde que começaram as "Peregrinações". Estávamos a mais de 600 metros de altitude, quando queríamos descer perto dos 200, em Assares.
Pouco depois de deixar-mos a referida quinta, havia duas hipótese de percurso: seguir por um dos caminhos habitais até Vale Frechoso e depois seguir para Assares; tentar descobrir um caminho mais em linha reta passando pela Quinta de Sto Estêvão e pela Quinta do Prado. Este último tinha muito mais lógica (e aventura) e acabámos por optar por ele. A questão que nos preocupava era se conseguiríamos contornar a o arame farpado da Quinta de Sto Estêvão, porque os caminhos por aqui não abundam. O caminho que seguimos era muito bom e estava e mostrava ser muito utilizado, mas, de repente, acabou junto a uma cerca. O que temíamos vei-o a acontecer.
As alternativas aram voltar para trás e ir até Vale Frechoso ou tentar contornar a cerca pelo sul, junto à pequena Barragem da Laça. É um local de má memória, e, mais uma vez revelou-se uma zona difícil. A única coisa favorável foi o facto do nevoeiro não nos ocultar a paisagem, permitindo-nos alguma orientação, caso contrário nunca teríamos podido seguir em frente.
Respirámos de alivio quando nos encontrámos junto à Ribeira das Duas Quintas, já em terrenos da Quinta do Prado. Para não cometermos o mesmo erro que me levou a Lodões na caminhada que fiz no dia 26 de novembro, quando pretendia chegar a Santa Comba, aventurámo-nos mais para o interior da quinta. A certa altura foi quase impossível evitar passar pelas habitações no centro da quinta. ´Foi uma coisa que não nos agradou, porque não é bonito invadir propriedade privada e também pode ser perigoso. A nossa sorte foi que fomos avistados a grande distância por um responsável pela quinta, que foi ter connosco. Havia quase meia dúzia de enormes cães que não sei o que nos teriam feito se nos aproximássemos sem a presença do responsável. Até assim nos arrepiámos.
Um pouco mais à frente, nos limites da Quinta do Prado decorria uma batida ao javali. Esta era outra situação que não contávamos encontrar. Começámos a fazer as caminhadas ao sábado precisamente para evitar a caça ao tordo, que acontece ao domingo! Felizmente que não tivemos que passar onde decorria a batida, limitando-nos a contornar um dos caçadores que estava numa das portas mais a sul.
Neste ponto encontram-se os caminhos que vêm da quinta e o que vem de Vale Frechoso, pelo Alto da Vinha, seguindo juntos até Assares. De repente o vale abriu-se a nossos pés!
O caminho era bom (e sem barreiras!). Em poucos minutos chegámos à aldeia depois de passarmos sobre uma ponte que atravessa o IP2.
Estava na hora de almoço e não se via ninguém na rua. Constatei, mais uma vez que as rolas turcas gostam muito de Asares. Voam aos bando de um edifício para outro, mesmo no centro da aldeia, onde um enigmático edifício chama à atenção. É um edifício novo, que foi construido penso que para museu! Está terminado e ... vazio, há vários anos. Assares é uma das mais pequenas aldeias do concelho, mas ainda terá gente capaz de dar vida a este edifício, sendo museu ou outra coisa qualquer. Entretanto, espera-se não sei pelo quê.
A capela que era o nosso destino está mesmo no centro da aldeia e não foi difícil dar com ela. Esta capela tem funcionado como matriz. Segundo Cristiano Morais o altar é do Séc. XVII e pertencia a uma antiga matriz que caiu. Esta capela foi reconstruida em meados do Séc. XVIII. O exterior é muito simples chamando apenas à atenção a data escrita em numeração romana na padieira da porta MDCCLXXVII, um pequeno óculo em granito, encimado por uma cruz e a torre sineira, central, pequena, e muito elegante (com dois pináculos e uma cruz). Já houve por cima da padieira uma pedra saliente com o ano 1777 gravado, mas curiosamente já não está lá!
É no interior da capela que está a sua riqueza. As imagens são quase todas muito antigas. Uma das mais recentes tem lugar de destaque no único altar lateral (de 1905) que existe, o Sagrado Coração de Jesus. O altar central é uma bela peça em talha. O dourado já não brilha, mas adivinha-se que seria esplêndido. É possível que alguns elementos possam ter sido acrescentados ao altar original. como uma pomba dourada e um quadro representando o Sagrado Coração de Jesus. Na porta do sacrário está representado um cordeiro. Tratando-se de uma capela dedicada o culto do Santíssimo Sacramento esperava encontrar símbolos identificativos desse culto, mas não são evidentes. Possivelmente por cima do sacrário, onde agora está uma cruz com Cristo Crucificado devia ser colocada a custódia ou ostensório, com a hóstia consagrada. O próprio desenho envolvente, em estrela, fazendo lembrar uma custódia, vem reforçar esta minha ideia.
A poucos metros da frente da capela, orientada a nascente, há um cruzeiro em granito, num patamar elevado em relação ao largo onde há um fontanário e tanques para lavar. Ainda estavam no centro do largo os restos da fogueira do Natal.
A nossa caminhada terminou perto da antiga Escola Primária, onde há umas alminhas que gosto sempre de visitar, porque são um caso único de conservação no concelho.
Regressámos a Vila Flor de carro.
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 2/29/2012 07:19:00 AM
As dificuldades seriam, mais uma vez, as zonas com arame farpado em território de Vale Frechoso e ... o nevoeiro. Este espreitava lá do vale, subindo de vez em quando até aos pontos mais altos, quer assomando-se vindo do Cachão, quer estendendo-se por Sampaio ameaçando inundar todo o vale.
Subimos às capelinhas (eu e o colega de caminhadas Helder Magueta). Os caminhos por detrás da serra já são bem nossos conhecidos e fazemos os possíveis por variar o percurso. Curiosamente, os cogumelos que procurei sem sucesso em novembro e dezembro, vim a encontrá-los em janeiro e fevereiro! A falta de chuva atrasou o seu desenvolvimento, mas havia grande quantidade.
Depois de passarmos Roios decidimos seguir um pouco mais para norte do que o habitual. A ideia era fazer todo o caminho que vai da aldeia até à Quinta do Galego quase junto da estrada que segue para a Trindade. É um caminho que já fiz muitas vezes sozinho, mas que nunca foi feito desde que começaram as "Peregrinações". Estávamos a mais de 600 metros de altitude, quando queríamos descer perto dos 200, em Assares.
Pouco depois de deixar-mos a referida quinta, havia duas hipótese de percurso: seguir por um dos caminhos habitais até Vale Frechoso e depois seguir para Assares; tentar descobrir um caminho mais em linha reta passando pela Quinta de Sto Estêvão e pela Quinta do Prado. Este último tinha muito mais lógica (e aventura) e acabámos por optar por ele. A questão que nos preocupava era se conseguiríamos contornar a o arame farpado da Quinta de Sto Estêvão, porque os caminhos por aqui não abundam. O caminho que seguimos era muito bom e estava e mostrava ser muito utilizado, mas, de repente, acabou junto a uma cerca. O que temíamos vei-o a acontecer.
As alternativas aram voltar para trás e ir até Vale Frechoso ou tentar contornar a cerca pelo sul, junto à pequena Barragem da Laça. É um local de má memória, e, mais uma vez revelou-se uma zona difícil. A única coisa favorável foi o facto do nevoeiro não nos ocultar a paisagem, permitindo-nos alguma orientação, caso contrário nunca teríamos podido seguir em frente.
Respirámos de alivio quando nos encontrámos junto à Ribeira das Duas Quintas, já em terrenos da Quinta do Prado. Para não cometermos o mesmo erro que me levou a Lodões na caminhada que fiz no dia 26 de novembro, quando pretendia chegar a Santa Comba, aventurámo-nos mais para o interior da quinta. A certa altura foi quase impossível evitar passar pelas habitações no centro da quinta. ´Foi uma coisa que não nos agradou, porque não é bonito invadir propriedade privada e também pode ser perigoso. A nossa sorte foi que fomos avistados a grande distância por um responsável pela quinta, que foi ter connosco. Havia quase meia dúzia de enormes cães que não sei o que nos teriam feito se nos aproximássemos sem a presença do responsável. Até assim nos arrepiámos.
Um pouco mais à frente, nos limites da Quinta do Prado decorria uma batida ao javali. Esta era outra situação que não contávamos encontrar. Começámos a fazer as caminhadas ao sábado precisamente para evitar a caça ao tordo, que acontece ao domingo! Felizmente que não tivemos que passar onde decorria a batida, limitando-nos a contornar um dos caçadores que estava numa das portas mais a sul.
Neste ponto encontram-se os caminhos que vêm da quinta e o que vem de Vale Frechoso, pelo Alto da Vinha, seguindo juntos até Assares. De repente o vale abriu-se a nossos pés!
O caminho era bom (e sem barreiras!). Em poucos minutos chegámos à aldeia depois de passarmos sobre uma ponte que atravessa o IP2.
Estava na hora de almoço e não se via ninguém na rua. Constatei, mais uma vez que as rolas turcas gostam muito de Asares. Voam aos bando de um edifício para outro, mesmo no centro da aldeia, onde um enigmático edifício chama à atenção. É um edifício novo, que foi construido penso que para museu! Está terminado e ... vazio, há vários anos. Assares é uma das mais pequenas aldeias do concelho, mas ainda terá gente capaz de dar vida a este edifício, sendo museu ou outra coisa qualquer. Entretanto, espera-se não sei pelo quê.
A capela que era o nosso destino está mesmo no centro da aldeia e não foi difícil dar com ela. Esta capela tem funcionado como matriz. Segundo Cristiano Morais o altar é do Séc. XVII e pertencia a uma antiga matriz que caiu. Esta capela foi reconstruida em meados do Séc. XVIII. O exterior é muito simples chamando apenas à atenção a data escrita em numeração romana na padieira da porta MDCCLXXVII, um pequeno óculo em granito, encimado por uma cruz e a torre sineira, central, pequena, e muito elegante (com dois pináculos e uma cruz). Já houve por cima da padieira uma pedra saliente com o ano 1777 gravado, mas curiosamente já não está lá!
É no interior da capela que está a sua riqueza. As imagens são quase todas muito antigas. Uma das mais recentes tem lugar de destaque no único altar lateral (de 1905) que existe, o Sagrado Coração de Jesus. O altar central é uma bela peça em talha. O dourado já não brilha, mas adivinha-se que seria esplêndido. É possível que alguns elementos possam ter sido acrescentados ao altar original. como uma pomba dourada e um quadro representando o Sagrado Coração de Jesus. Na porta do sacrário está representado um cordeiro. Tratando-se de uma capela dedicada o culto do Santíssimo Sacramento esperava encontrar símbolos identificativos desse culto, mas não são evidentes. Possivelmente por cima do sacrário, onde agora está uma cruz com Cristo Crucificado devia ser colocada a custódia ou ostensório, com a hóstia consagrada. O próprio desenho envolvente, em estrela, fazendo lembrar uma custódia, vem reforçar esta minha ideia.
A poucos metros da frente da capela, orientada a nascente, há um cruzeiro em granito, num patamar elevado em relação ao largo onde há um fontanário e tanques para lavar. Ainda estavam no centro do largo os restos da fogueira do Natal.
A nossa caminhada terminou perto da antiga Escola Primária, onde há umas alminhas que gosto sempre de visitar, porque são um caso único de conservação no concelho.
Regressámos a Vila Flor de carro.
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 2/29/2012 07:19:00 AM
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
[À Descoberta de Vila Flor] Amendoeiras em Flor 2012
Chegou uma das épocas mais bonitas no concelho de Vila Flor e nos concelhos limítrofes. As amendoeiras floridas proporcionam um espetáculo pouco frequente noutras regiões do pais e de rara beleza, para quem tem tempo e espírito para se aventurar a percorrer as estradas do sul do distrito de Bragança.
Este ano é um ano atípico. Como tenho registo fotográfico de anos anteriores, não necessito dos dados meteorológicos para saber que o que se passa não é normal. De qualquer forma, mesmo com mais de uma semana de atraso, quase duas, as amendoeiras começam a mostrar um ar da sua graça. No fim de semana passado fotografei as primeiras flores em Torre de Moncorvo e neste fim de semana apareceram as primeiras florem em Vila Flor.
Se os primeiros turistas que vieram este fim de semana se sentiram um pouco defraudados, no próximo fim de semana o espetáculo já vai valer a pena, com as encostas cobertas de amendoeiras floridas proporcionando uma visão paradisíaca deste canto agreste de Portugal. A par das amendoeiras em flor, há muito para ver na região. Todas as autarquias, incluindo a de Vila Flor, prepararam um conjunto de iniciativas que vão desde a animação musical, aos espetáculos de de folclore, exposições de artesanato, feiras de produtos locais etc. Acima do Douro (não contando Foz Côa, que se assume como capital da amendoeira em flor), todos os concelhos têm algo a mostrar. Visitar Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro, Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé, Vila Flor ou Carrazeda de Ansiães é uma boa oportunidade para apreciar a paisagem mas também visitar o património histórico, apreciar a gastronomia e comprar os produtos da região, que são algo de extraordinário. Podemos falar do vinho, do azeite, do fumeiro, da doçaria tradicional, mas também do artesanato. Não esquecer que os municípios situados na zonas mais frias, como parte de Vila Flor, Alfândega da Fé e Carrazeda de Ansiães terão uma época de floração da amendoeira mais tardia, prolongando-se talvez até aos finais de março, dependendo de se a chuva vai aparecer ou não.
Em Vila Flor haverá animação todos os fins de semana. O programa é variado e promete. Também os concelhos limítrofes de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães e Torre de Moncorvo têm as suas próprias propostas. Além das atividades do programa, em Vila Flor, não é de dispensar um passeio pela parte antiga da vila, uma visita ao Museu Berta Cabral, um passeio pela complexo natural envolvente à Barragem Camilo Mendonça e uma subida ao Cabeço do santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas, a 6 km de distância de Vila Flor.
Atenção aos mapas das estradas que poderão estar desatualizados, não mostrando o recente traçado do IC5 e IP2, já em funcionamento nalguns troços. Usar os IP's e IC's pode não ser a melhor solução para apreciar as amendoeiras em flor, mas pode ser uma boa alternativa para atingir as sedes de concelho e partir daí por estradas nacionais ou municipais onde o espetáculo é mais maior e onde se pode parar a qualquer altura.
Não deixo sugestões de percursos, porque já fiz isso em anos anteriores e os amendoais são os mesmos. Ficam algumas ligações de coisas que já publiquei em anos anteriores sobre as Amendoeiras em Flor.
2009
2008
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 2/28/2012 07:01:00 AM
Este ano é um ano atípico. Como tenho registo fotográfico de anos anteriores, não necessito dos dados meteorológicos para saber que o que se passa não é normal. De qualquer forma, mesmo com mais de uma semana de atraso, quase duas, as amendoeiras começam a mostrar um ar da sua graça. No fim de semana passado fotografei as primeiras flores em Torre de Moncorvo e neste fim de semana apareceram as primeiras florem em Vila Flor.
Se os primeiros turistas que vieram este fim de semana se sentiram um pouco defraudados, no próximo fim de semana o espetáculo já vai valer a pena, com as encostas cobertas de amendoeiras floridas proporcionando uma visão paradisíaca deste canto agreste de Portugal. A par das amendoeiras em flor, há muito para ver na região. Todas as autarquias, incluindo a de Vila Flor, prepararam um conjunto de iniciativas que vão desde a animação musical, aos espetáculos de de folclore, exposições de artesanato, feiras de produtos locais etc. Acima do Douro (não contando Foz Côa, que se assume como capital da amendoeira em flor), todos os concelhos têm algo a mostrar. Visitar Freixo de Espada à Cinta, Mogadouro, Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé, Vila Flor ou Carrazeda de Ansiães é uma boa oportunidade para apreciar a paisagem mas também visitar o património histórico, apreciar a gastronomia e comprar os produtos da região, que são algo de extraordinário. Podemos falar do vinho, do azeite, do fumeiro, da doçaria tradicional, mas também do artesanato. Não esquecer que os municípios situados na zonas mais frias, como parte de Vila Flor, Alfândega da Fé e Carrazeda de Ansiães terão uma época de floração da amendoeira mais tardia, prolongando-se talvez até aos finais de março, dependendo de se a chuva vai aparecer ou não.
Em Vila Flor haverá animação todos os fins de semana. O programa é variado e promete. Também os concelhos limítrofes de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães e Torre de Moncorvo têm as suas próprias propostas. Além das atividades do programa, em Vila Flor, não é de dispensar um passeio pela parte antiga da vila, uma visita ao Museu Berta Cabral, um passeio pela complexo natural envolvente à Barragem Camilo Mendonça e uma subida ao Cabeço do santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas, a 6 km de distância de Vila Flor.
Atenção aos mapas das estradas que poderão estar desatualizados, não mostrando o recente traçado do IC5 e IP2, já em funcionamento nalguns troços. Usar os IP's e IC's pode não ser a melhor solução para apreciar as amendoeiras em flor, mas pode ser uma boa alternativa para atingir as sedes de concelho e partir daí por estradas nacionais ou municipais onde o espetáculo é mais maior e onde se pode parar a qualquer altura.
Não deixo sugestões de percursos, porque já fiz isso em anos anteriores e os amendoais são os mesmos. Ficam algumas ligações de coisas que já publiquei em anos anteriores sobre as Amendoeiras em Flor.
- Amendoeiras em Flor 2011
- Quadros de Inverno
- Amendoeiras em Flor 2011 (1)
- Amendoeiras em Flor 2011 (2)
2009
- Programa das Amendoeiras em Flor em Vila Flor (2009)
- Primeiras fotografias
- Convite
- Percurso de 150 km À Descoberta das Amendoeiras em Flor (Concelhos de Vila Flor, Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta)
- Antes que a magia se acabe
- Amendoeiras no Seixo
- Atuação do Rancho Danças e Cantares de Vila Flor
- Adeus até para o ano
2008
- Sugestão de 3 percursos no concelho de Vila Flor
- Um dos percursos (2)
- Mapa do concelho com a localização de amendoeiras
- As primeiras flores de amendoeira
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 2/28/2012 07:01:00 AM
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
[À Descoberta de Vila Flor] Centro Cultural de Vila Flor
Inaugurado em Agosto de 2000, esta estrutura polivalente localizada no centro da vila de Vila Flor, é composta por várias salas de apoio ao Município, também cedidas às Associações/Instituições do Concelho, sempre que solicitadas. As Exposições têm lugar na Galeria criada para o efeito e no foyer. Neste espaço localiza-se o Espaço Público Internet e o Gabinete de Inserção Profissional. Um bar de apoio, concedido a particulares, integra o complexo.
Para além de um auditório pequeno, com capacidade para cerca de 60 pessoas, um outro maior, com capacidade para 300 pessoas, acolhe aos fins de semana as sessões de cinema e atividades culturais. O Auditório Adelina Campos, assim denominado em jeito de homenagem a uma grande atriz Vilaflorense, recebe também, ao longo do ano, Jornadas Técnicas e Congressos, debates e conferências, mas sobretudo espetáculos de música e teatro.
Fonte do texto: Município de Vila Flor
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 2/24/2012 06:54:00 AM
Para além de um auditório pequeno, com capacidade para cerca de 60 pessoas, um outro maior, com capacidade para 300 pessoas, acolhe aos fins de semana as sessões de cinema e atividades culturais. O Auditório Adelina Campos, assim denominado em jeito de homenagem a uma grande atriz Vilaflorense, recebe também, ao longo do ano, Jornadas Técnicas e Congressos, debates e conferências, mas sobretudo espetáculos de música e teatro.
Fonte do texto: Município de Vila Flor
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 2/24/2012 06:54:00 AM
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
[À Descoberta de Vila Flor] Em Novembro
Durante o mês e novembro fiz algumas caminhadas pela serra, tendo como principal objetivo a procura de cogumelos. Tinha prometido a mim mesmo fazer algumas reportagens sobre esta iguaria, mas o ano não correu de feição. As chuvas que teimaram em não cair, foram adiando, adiando, aquela que seria a altura propícia para o desenvolvimento dos cogumelos (o que não significa que não se tenham desenvolvido mais tarde, uma vez que os tenho encontrado durante todo o mês de janeiro!).
Se a busca dos cogumelos foi, em parte infrutífera, limitando a pouco mais do que os exemplares que aparecem nas fotografias, as caminhadas serviram sobretudo para proporcionarem bons momentos fotográficos. Estávamos na altura ideal para fotografar o outono, com bonitas folhas de castanheiros e carvalhos, com os medronheiros carregados de frutos, bem como as oliveiras.
Nem sempre o que se encontra é inspirador e belo. Desde que a lixeira foi encerrada surgem cada vez mais montes de lixo, monstros e entulho espalhados pelos caminhos. Numa das vezes encontrei muito, muito lixo, que incluía muitas matrículas de automóveis e documentos, faturas e documentos fiscais que permitiam facilmente identificar a sua proveniência. Caso estranho, numa das caminhadas de janeiro verifiquei que esse lixo tinha sido removido! O que se terá passado? Gostava de ver mais fiscalização e punição dos infratores.
Dá a impressão que o desenvolvimento não se está a manifestar em civismo, pelo menos por parte de um bom grupo de pessoas, entre os quais empresários de várias áreas, umas vez que os lixos, na maior parte das vezes, não são de origem doméstica.
Descer a serra até perto de Roios permite encontrar uma espécie de microclima que se estende ao longo de vários cursos se água que passam junto da povoação. Neles crescem cogumelos e fetos de várias espécies, protegidos por tojos e silvas que até os animais selvagens têm dificuldades em ultrapassar.
No regresso a casa ainda é o colorido das folhas das videiras que existem em volta de Vila Flor, que desperta à atenção.
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 2/02/2012 07:10:00 AM
Se a busca dos cogumelos foi, em parte infrutífera, limitando a pouco mais do que os exemplares que aparecem nas fotografias, as caminhadas serviram sobretudo para proporcionarem bons momentos fotográficos. Estávamos na altura ideal para fotografar o outono, com bonitas folhas de castanheiros e carvalhos, com os medronheiros carregados de frutos, bem como as oliveiras.
Nem sempre o que se encontra é inspirador e belo. Desde que a lixeira foi encerrada surgem cada vez mais montes de lixo, monstros e entulho espalhados pelos caminhos. Numa das vezes encontrei muito, muito lixo, que incluía muitas matrículas de automóveis e documentos, faturas e documentos fiscais que permitiam facilmente identificar a sua proveniência. Caso estranho, numa das caminhadas de janeiro verifiquei que esse lixo tinha sido removido! O que se terá passado? Gostava de ver mais fiscalização e punição dos infratores.
Dá a impressão que o desenvolvimento não se está a manifestar em civismo, pelo menos por parte de um bom grupo de pessoas, entre os quais empresários de várias áreas, umas vez que os lixos, na maior parte das vezes, não são de origem doméstica.
Descer a serra até perto de Roios permite encontrar uma espécie de microclima que se estende ao longo de vários cursos se água que passam junto da povoação. Neles crescem cogumelos e fetos de várias espécies, protegidos por tojos e silvas que até os animais selvagens têm dificuldades em ultrapassar.
No regresso a casa ainda é o colorido das folhas das videiras que existem em volta de Vila Flor, que desperta à atenção.
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 2/02/2012 07:10:00 AM
sábado, 28 de janeiro de 2012
[À Descoberta de Vila Flor] Ao crepúsculo
No dia 29 de outubro fiz mais uma pequena caminhada nos arredores de Vila Flor.
Comprei uma pequena máquina fotográfica, Sony, que pesa apenas 100g e que desejava experimentar "no terreno". Não é nada de especial, apenas uma pequena compacta mais pequena que um maço de cigarros. A Panasonic que tenho usado nas caminhadas ainda dá conta do recado, mas um gesto irrefletido deixou alguns riscos na objetiva. É muitas fotografias esse defeito é visível.
Já era bastante tarde, por isso escolhi um percurso muito pequeno que basicamente vai de Vila Flor ao Barracão, sobre ao alto do Facho, partindo da zona industrial e volta a Vila Flor pela rua do Carriço. Apesar do percurso ser curto, mais de metade foi feito já com noite cerrada.
Os momentos mais interessantes aconteceram quase à saída da vila, Há um medronheiro junto das vinhas, que na altura tinha alguns frutos maduros. A luz doce do por do sol proporcionou algumas fotografias interessantes. Foi um bom momento para por a máquina fotográfica à prova (e para ter as primeiras desilusões). Quando se procura algo muito económico (pouco mais de 100€) não se pode esperar ter tudo o que se precisa no ato de fotografar. As primeiras dificuldades começaram com a focagem, porque a máquina não têm nenhum programa para macrofotografia. Por mais que tentasse focava sempre a paisagem de fundo e nunca os frutos maduros. Com alguma insistência, consegui enganar o sistema. A máquina não permite nenhum controlo manual sobre a exposição, essencial a quem gosta de ser criativo e personalizar o resultado. Assim, nada mais é possível do que tirar partido do que a máquina está programada para fazer, usando alguns truques para tentar dar-lhes a volta.
O momento foi entusiasmante e o sol acabou por se esconder, ainda eu não tinha chegado ao Barracão! O melhor era voltar para trás, pela estrada, mas um aventureiro seguiria para a serra em plena noite e foi o que eu fiz.
O caminho que segui é-me bastante familiar, por isso o risco era diminuto. De todas as formas, causa alguns calafrios, andar num lugar tão agreste sem qualquer iluminação. Imaginei um encontro com javalis, porque passei numa zona onde vão todas as noites, mas, felizmente não vi nenhum. Não me ia sentir muito à vontade.
Experimentei algumas fotografias com flash. Nada feito. A luz apenas deve ter servido par enviar algum sinal à distância, desde o alto da serra. Desisti de apreciar a paisagem e tentei regressar o mais rapidamente possível a casa.
Percurso: 6,15 km
Diferenças de Altitudes 176 Metros(Altitude desde 569 Metros para 745 Metros)
Subida acumulada 181 Metros
Descida acumulada 181 Metros
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/28/2012 07:24:00 AM
Comprei uma pequena máquina fotográfica, Sony, que pesa apenas 100g e que desejava experimentar "no terreno". Não é nada de especial, apenas uma pequena compacta mais pequena que um maço de cigarros. A Panasonic que tenho usado nas caminhadas ainda dá conta do recado, mas um gesto irrefletido deixou alguns riscos na objetiva. É muitas fotografias esse defeito é visível.
Já era bastante tarde, por isso escolhi um percurso muito pequeno que basicamente vai de Vila Flor ao Barracão, sobre ao alto do Facho, partindo da zona industrial e volta a Vila Flor pela rua do Carriço. Apesar do percurso ser curto, mais de metade foi feito já com noite cerrada.
Os momentos mais interessantes aconteceram quase à saída da vila, Há um medronheiro junto das vinhas, que na altura tinha alguns frutos maduros. A luz doce do por do sol proporcionou algumas fotografias interessantes. Foi um bom momento para por a máquina fotográfica à prova (e para ter as primeiras desilusões). Quando se procura algo muito económico (pouco mais de 100€) não se pode esperar ter tudo o que se precisa no ato de fotografar. As primeiras dificuldades começaram com a focagem, porque a máquina não têm nenhum programa para macrofotografia. Por mais que tentasse focava sempre a paisagem de fundo e nunca os frutos maduros. Com alguma insistência, consegui enganar o sistema. A máquina não permite nenhum controlo manual sobre a exposição, essencial a quem gosta de ser criativo e personalizar o resultado. Assim, nada mais é possível do que tirar partido do que a máquina está programada para fazer, usando alguns truques para tentar dar-lhes a volta.
O momento foi entusiasmante e o sol acabou por se esconder, ainda eu não tinha chegado ao Barracão! O melhor era voltar para trás, pela estrada, mas um aventureiro seguiria para a serra em plena noite e foi o que eu fiz.
O caminho que segui é-me bastante familiar, por isso o risco era diminuto. De todas as formas, causa alguns calafrios, andar num lugar tão agreste sem qualquer iluminação. Imaginei um encontro com javalis, porque passei numa zona onde vão todas as noites, mas, felizmente não vi nenhum. Não me ia sentir muito à vontade.
Experimentei algumas fotografias com flash. Nada feito. A luz apenas deve ter servido par enviar algum sinal à distância, desde o alto da serra. Desisti de apreciar a paisagem e tentei regressar o mais rapidamente possível a casa.
Percurso: 6,15 km
Diferenças de Altitudes 176 Metros(Altitude desde 569 Metros para 745 Metros)
Subida acumulada 181 Metros
Descida acumulada 181 Metros
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/28/2012 07:24:00 AM
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
[À Descoberta de Vila Flor] A caminho do Facho
Numa das caminhadas de janeiro, após deixar o nevoeiro que pairava sobre a vila, admirei os raios de sol que penetravam por entre os pinheiros e sobreiros da encosta. No alto do Facho, próximo de Vila Flor, o sol era intenso, mas o ar estava frio.
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/17/2012 07:19:00 AM
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/17/2012 07:19:00 AM
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
[À Descoberta de Vila Flor] Do melhor que a terra dá
Nesta altura do ano é bom lembrar um dos melhores produtos que o concelho de Vila Flor produz, o azeite. Aliás, é bom lembrar que na votação realizada em 2007 neste blogue, a respeito das "7 Maravilhas" do concelho, o azeite se classificou nada mais, nada menos do que em 6.º lugar, curiosamente atrás das Amendoeiras em flor, espetáculo digno de se ver, e de que em breve voltarei a dar notícia.
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/06/2012 07:34:00 AM
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/06/2012 07:34:00 AM
sábado, 31 de dezembro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Um ano 2012 feliz
Numa altura em que tudo parece desabar, tornando o futuro cada vez mais incerto é dentro de nós e das pessoas que nos rodeiam que temos que procurar as energias necessárias para iluminar e colorir os 365 dias de 2012.
Contem comigo.
Um excelente 2012 para todos.
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 12/31/2011 07:45:00 PM
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Na vila
Na vila, os fumos grandes sobem das chaminés. Para além do choro silencioso de Eduardo, mais uma vez a sentir quanto perdera o filho, quanto se perdera, há essa memória crescente, de envelhecimento, ou de maturidade, primeiro. Há as casas, as velhas casas que eram conhecidas de madrugada e à noite, na amplitude do tempo que não corria, tão sólido se mostrava; nas horas de trabalho, na tarde que caía e deixava esse torpor do cansaço.
Extrato do Livro Mulher desaparecida a Sul, da autoria de Modesto Navarro. Este romance foi publicado em 2008, pela Edições Cosmos.
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 12/26/2011 08:31:00 AM
sábado, 24 de dezembro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Feliz Natal
Um Feliz Natal para todos os vilaflorenses e demais visitantes deste blogue.
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 12/24/2011 08:17:00 AM
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 12/24/2011 08:17:00 AM
domingo, 18 de dezembro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Flor do Mês - Dezembro (2011)
Se já foi difícil encontrar uma flor para representar o mês de Dezembro, mais difícil foi conseguir identificar, pelo menos minimamente, a planta em questão. Esta planta chamou-me à atenção já há vários anos atrás, mas sempre a tenho encontrado na mesma área (o que não indica que não exista noutros locais do concelho). Fotografei-a numa das primeiras caminhadas que fiz em Roios e foi onde o o voltei a encontrar há poucos dias atrás.
Estende-se ao longo de várias centenas de metros, sempre na berma dos caminhos. Esta característica é própria de um grupos de plantas chamada vegetação ruderal. São as primeiras espécies vegetais a colonizar taludes, bermas de caminhos, ou mesmo campos agrícolas abandonados.
Depois de algumas horas de pesquisa, penso que posso dizer com alguma certeza que se trata de uma espécie do género Lycium, provavelmente da Lycium barbarum L. Não encontrei nenhum nome vulgar para a espécie em questão, mas outras espécies próximas são conhecidas por cambroeira ou espinheiro.
Trata-se de um arbusto, que pode atingir mais de um metro de altura, com caules lenhosos, inclinados e com espinhos. As flores são de cor rosa ou violeta, florescendo entre Abril e Agosto (mas ainda tem flores em Dezembro). É originário da China (e do Tibete), onde é cultivado e onde é conhecido há mais de 4000 anos. O principal interesse nesta planta está no seu fruto, uma baga de cor vermelha ou alaranjada conhecida pelo nome de goji (bagas de goji). São excelente fonte de antioxidantes, vitamina C e ferro, mas a lista é tão extensa e tão variada que se chega à conclusão de estarmos perante uma planta verdadeiramente "milagrosa":
Dezembro de 2009 - ------
Dezembro de 2008 - Musgo
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 12/18/2011 10:25:00 AM
Estende-se ao longo de várias centenas de metros, sempre na berma dos caminhos. Esta característica é própria de um grupos de plantas chamada vegetação ruderal. São as primeiras espécies vegetais a colonizar taludes, bermas de caminhos, ou mesmo campos agrícolas abandonados.
Depois de algumas horas de pesquisa, penso que posso dizer com alguma certeza que se trata de uma espécie do género Lycium, provavelmente da Lycium barbarum L. Não encontrei nenhum nome vulgar para a espécie em questão, mas outras espécies próximas são conhecidas por cambroeira ou espinheiro.
Trata-se de um arbusto, que pode atingir mais de um metro de altura, com caules lenhosos, inclinados e com espinhos. As flores são de cor rosa ou violeta, florescendo entre Abril e Agosto (mas ainda tem flores em Dezembro). É originário da China (e do Tibete), onde é cultivado e onde é conhecido há mais de 4000 anos. O principal interesse nesta planta está no seu fruto, uma baga de cor vermelha ou alaranjada conhecida pelo nome de goji (bagas de goji). São excelente fonte de antioxidantes, vitamina C e ferro, mas a lista é tão extensa e tão variada que se chega à conclusão de estarmos perante uma planta verdadeiramente "milagrosa":
Protege o corpo do envelhecimento e aumenta a longevidade (conhecido como a fruta da longevidade entre os Tibetanos). Promove a energia e o bem-estar em geral. Fortifica e mantêm o sistema imunológico saudável. Defende e luta contra vários tipos de cânceres. Combate a inflamação e a artrite. Baixa o colesterol. Equilibra os níveis de pressão do sangue. Reduz os níveis de glicose no sangue. Melhora as cataratas, a visão turva e a audição. Fortalece e suporta o funcionamento do fígado e dos rins. Mantêm o sistema nervoso saudável. Protege a pele dos danos causados pelo Sol. Combate a formação de celulite. Ajuda em dietas para perda de peso. Aumenta a libido e o desempenho sexual (conhecido no oriente como o viagra natural). Promove a fertilidade.É caso para dizer: com plantas destas espalhadas pelo conselho, como é que este potencial é tão pouco aproveitado?
Dezembro de 2009 - ------
Dezembro de 2008 - Musgo
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 12/18/2011 10:25:00 AM
sábado, 17 de dezembro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Linha do Tua é a morte anunciada dos Transmontanos
São poucas as coisas de que os transmontanos se podem orgulhar, além do bom vinho, do fumeiro, e do azeite reconhecido mundialmente, temos o rio Tua e a linha que acompanha o seu serpenteio. Estamos a falar do último rio selvagem em Portugal, à beira da extinção logo a seguir à morte anunciada e executada no Rio Sabor.
Deveria ser criada uma linha turística de excelência, com viagens do Porto (São Bento) ao Tua e do Tua a Mirandela. De certeza que esses turistas iriam ficar maravilhados e regalados com o encanto do vale do Douro (ainda Património da Humanidade) e com o vale do Tua com a sua beleza natural. Davam lucros ao comércio tradicional, hotéis, restaurantes, industria, vendiam-se o bom vinho, o queijo, o fumeiro, as azeitonas, alcaparras, artesanato e o ouro da região, o Azeite.
Se querem revitalizar a economia local daquela terra é com este tipo de projectos que o devem fazer. A Pasta do Turismo deveria projectar esta região para o estrangeiro como fazem com a imagem de marca "Allgarve".
Qual é o custo benefício do projecto da barragem do rio Tua? O custo é, sem dúvida, a morte dos transmontanos e da região, esse é muito alto... mais alto de que qualquer estudo encomendado que demonstre que a barragem trás benefícios para esse povo! Não há estudos que vão contra a raça do transmontano, a linha pertence-lhes pois trata-se de um legado deixado pelos seus antepassados! E o governante que acabar por destruir o rio e a linha do Tua, também vai ser o mesmo responsável por retirar o estatuto de património da humanidade do vale do douro vinhateiro.
Fonte do texto: João Luís Sousa
Publicado em 2011-12-15 no JN
Fotografia: A Linha do Tua, Vilarinho das Azenhas.
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 12/17/2011 01:11:00 PM
Deveria ser criada uma linha turística de excelência, com viagens do Porto (São Bento) ao Tua e do Tua a Mirandela. De certeza que esses turistas iriam ficar maravilhados e regalados com o encanto do vale do Douro (ainda Património da Humanidade) e com o vale do Tua com a sua beleza natural. Davam lucros ao comércio tradicional, hotéis, restaurantes, industria, vendiam-se o bom vinho, o queijo, o fumeiro, as azeitonas, alcaparras, artesanato e o ouro da região, o Azeite.
Se querem revitalizar a economia local daquela terra é com este tipo de projectos que o devem fazer. A Pasta do Turismo deveria projectar esta região para o estrangeiro como fazem com a imagem de marca "Allgarve".
Qual é o custo benefício do projecto da barragem do rio Tua? O custo é, sem dúvida, a morte dos transmontanos e da região, esse é muito alto... mais alto de que qualquer estudo encomendado que demonstre que a barragem trás benefícios para esse povo! Não há estudos que vão contra a raça do transmontano, a linha pertence-lhes pois trata-se de um legado deixado pelos seus antepassados! E o governante que acabar por destruir o rio e a linha do Tua, também vai ser o mesmo responsável por retirar o estatuto de património da humanidade do vale do douro vinhateiro.
Fonte do texto: João Luís Sousa
Publicado em 2011-12-15 no JN
Fotografia: A Linha do Tua, Vilarinho das Azenhas.
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 12/17/2011 01:11:00 PM
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Freguesia Mistério n.º54
A Freguesia Mistério n.º53 esteve a votos durante o mês de Novembro de 2011. Estava representada por uma imagem, ao ar livre, de Cristo Rei. Tive o cuidado de isolar a estátua de modo a deixar pouco espaço à volta que fornecesse algumas pistas extra. Mesmo assim, 5 das 10 respostas dadas (50%) foram na direção certa, apontando Samões como a Freguesia Mistério.
Os votos ficaram assim distribuídos.
Roios (1) 10%
Samões (5) 50%
Seixos de Manhoses (1) 10%
Vilas Boas (3) 30%
Desconheço se existem em Roios alguma imagem semelhante, mas, já mostrei há algum tempo uma imagem com algumas semelhanças em Seixo de Manhoses, mas trata-se do Cristo Rei com os braços abertos (também já foi a fotografia de um desafio).
A imagem do Cristo Rei faz parte de um conjunto arquitetónico que tem como elemento central a capela de Nossa Senhora de Lurdes. Este conjunto situa-se junto da estrada nacional, mesmo ao lado do Jardim-de-infância. É um local frequentado pelo jovens, nas tardes de fim-de-semana, principalmente no verão. Embora a imagem não seja a mais conhecida como Cristo Rei, é muito usada pelos católicos e por outros cristãos, com diferentes interpretações. Ajudam na identificação da imagem, o cetro, do lado esquerdo e a coroa, junto aos pés, do lado direito. Há uma placa em mármore que evoca o benemérito Eduardo Augusto Gonçalves, promotor das obras no local.
O desafio que se segue representa mais uma vez uma aldeia. A fotografia está em ponto pequeno e apenas se vê parte da aldeia em perfil. Um olhar atento deteta sempre elementos que ajudam na identificação. mesmo para quem nunca viajou pelas aldeias do concelho, as mais de 2000 fotografias que já foram colocadas neste blogue são uma boa base de dados para ajudar na identificação.
Participe, dando o seu palpite na margem direita do Blogue.
Qual é a freguesia que a fotografia mostra?
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 12/15/2011 07:07:00 AM
Os votos ficaram assim distribuídos.
Roios (1) 10%
Samões (5) 50%
Seixos de Manhoses (1) 10%
Vilas Boas (3) 30%
Desconheço se existem em Roios alguma imagem semelhante, mas, já mostrei há algum tempo uma imagem com algumas semelhanças em Seixo de Manhoses, mas trata-se do Cristo Rei com os braços abertos (também já foi a fotografia de um desafio).
A imagem do Cristo Rei faz parte de um conjunto arquitetónico que tem como elemento central a capela de Nossa Senhora de Lurdes. Este conjunto situa-se junto da estrada nacional, mesmo ao lado do Jardim-de-infância. É um local frequentado pelo jovens, nas tardes de fim-de-semana, principalmente no verão. Embora a imagem não seja a mais conhecida como Cristo Rei, é muito usada pelos católicos e por outros cristãos, com diferentes interpretações. Ajudam na identificação da imagem, o cetro, do lado esquerdo e a coroa, junto aos pés, do lado direito. Há uma placa em mármore que evoca o benemérito Eduardo Augusto Gonçalves, promotor das obras no local.
O desafio que se segue representa mais uma vez uma aldeia. A fotografia está em ponto pequeno e apenas se vê parte da aldeia em perfil. Um olhar atento deteta sempre elementos que ajudam na identificação. mesmo para quem nunca viajou pelas aldeias do concelho, as mais de 2000 fotografias que já foram colocadas neste blogue são uma boa base de dados para ajudar na identificação.Participe, dando o seu palpite na margem direita do Blogue.
Qual é a freguesia que a fotografia mostra?
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 12/15/2011 07:07:00 AM
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] A forja
O ruído da oficina cresce. A vila está sob uma furiosa tempestade de neve e os homens desocupados vêm meter-se na forja. Está calor, dentro das paredes de madeira. Mário deita mais uma pá de carvão e aviva o fogo com a escopeta.
- Sei fazer isto - diz, tossindo. É um velho marinheiro que estoirou os pulmões a provar que era capaz de ficar tempo imenso debaixo da água, nos poços. Vem de casa, na curva do Moutinho, até à oficina. Entra na forja e toma conta do fole. Tem setenta anos e só espera um caldo e mais qualquer coisa, à hora do almoço. Substitui Francisco, que aproveita para ir estudar. O martelo de forjar continua a dança, no fino som do cavalete. O malho entra, Eduardo sabe como há-de acompanhar o mestre. Este canta. Está ali para dirigir o trabalho e tudo corre bem. Portanto canta, durante a manhã de neve violenta. Os homens acumulam-se à porta, são agora quatro, e olham gulosos para o lugar que o velho Marinheiro ocupa. Este não dá descanso ao pau do fole, que sobe e desce com rapidez estonteante. O ferro aquece,
quando sai do fogo da forja parece ir desfazer-se.
- Mais devagar - diz o mestre -, senão, não acompanhamos o ritmo.
Marinheiro deixa descer o fole, uma massa de couro e madeira, tudo preto do pó do carvão, atrás da parede da forja e do fogo.
Mestre usa a talhadeira e os ponteiros, faz os cortes e os buracos devidos. Eduardo aprende e olha para longe, para o céu escuro e brutal, sem ver a tempestade que se abate. É apenas o desenho do sonho, o romance que se escreve lá longe, algures, num mundo de mais sofrimento e dor.
Mas os homens, cá fora, não entendem o seu olhar. Nem o adivinham. Sabem apenas que o mau tempo torna mais difícil ganharem a jeira. O dia está perdido, a somar-se a outros. Nem se atrevem a regressar a casa, ao fundo da vila, à Portela grande,
de ruas estreitas e calor nas vozes das mulheres que gritam, já não às crianças, mas ao seu desespero duradouro. É isso que Eduardo entende, finalmente, cá de longe, quando escreve cartas ao filho e volta a memorizar o passado, esse doce regresso de uma noite à porta de casa, quando as mulheres inventavam histórias para as crianças, até elas adormecerem e deixarem de ter medo do escuro.
Extrato do Livro Mulher desaparecida a Sul, da autoria de Modesto Navarro. Este romance foi publicado em 2008, pela Edições Cosmos.
A fotografia da forja é em Pinhal do Norte, concelho de Carrazeda de Ansiães.
A da Travessa da Portela é na Portela, em Vila Flor.
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 12/08/2011 07:35:00 AM
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Vila Flor (canção)
Terra sagrada,
Botão de Rosa,
Ó terra amada
Sempre saudosa!
Coro
Ó meu amor, ó Vila Flor que tanto brilhas,
Meu pátrio lar tão cheio de maravilhas!
Pela Manhã, se te beija o sol d'aurora,
Tu és a terra mais linda e encantadora!
Terra formosa
E cativante
Tão carinhosa
É ao visitante.
Ó Vila Flor
És a flor das vilas,
De resplendor
Até cintilas.
A natureza,
Não fez outr'igual,
Pois em beleza
Não tens rival.
Ninho de amores,
Hospitaleiro,
"Vila das Flores"
Tão lindo Canteiro!
Flor perfumada,
Sempre viçosa,
Por Deus fadada
Para ser ditosa.
Seus horizontes,
Mesmo de pasmar,
Ouvem-se as fontes
Sempre a cantar.
Lar tão risonho,
Cheio de alegria,
Feito de sonho,
Luz e magia!
Vila Flor, 1942
Letra: Fausto Couro
Música: Fernando Amaral
Fotografias: Praça da República e Rossio
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 12/05/2011 06:50:00 AM
Botão de Rosa,
Ó terra amada
Sempre saudosa!
Coro
Ó meu amor, ó Vila Flor que tanto brilhas,
Meu pátrio lar tão cheio de maravilhas!
Pela Manhã, se te beija o sol d'aurora,
Tu és a terra mais linda e encantadora!
Terra formosa
E cativante
Tão carinhosa
É ao visitante.
Ó Vila Flor
És a flor das vilas,
De resplendor
Até cintilas.
A natureza,
Não fez outr'igual,
Pois em beleza
Não tens rival.
Ninho de amores,
Hospitaleiro,
"Vila das Flores"
Tão lindo Canteiro!
Flor perfumada,
Sempre viçosa,
Por Deus fadada
Para ser ditosa.
Seus horizontes,
Mesmo de pasmar,
Ouvem-se as fontes
Sempre a cantar.
Lar tão risonho,
Cheio de alegria,
Feito de sonho,
Luz e magia!
Vila Flor, 1942
Letra: Fausto Couro
Música: Fernando Amaral
Fotografias: Praça da República e Rossio
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 12/05/2011 06:50:00 AM
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Cores do Outono (II)
Vila Flor, num ângulo pouco usual. É a visão que se têm do Centro de saúde em direção à rua 25 de Abril, nas primeiras horas da manhã.
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 12/02/2011 07:30:00 AM
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 12/02/2011 07:30:00 AM
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Minha Terra é Vila Flor
I
Minha Terra é Vila Flor
Terra da minha paixão
Vá p'ra onde for
Levo-a sempre no coração.
II
És uma vila muito bela
O teu nome o indica
Chamo-te Vila Flor
O nome que bem te fica.
III
Continuas esquecida
Nesta beleza natural
És a vila mais bonita
És a vila mais bonita
Das vilas de Portugal.
Canção da autoria mestre da Banda de Vila Flor, de nome Ribeiro, residente em Mirandela (Agosto de 1985).
Fotografia: Vila Flor 26-11-2011
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 11/30/2011 07:50:00 AM
domingo, 27 de novembro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Medronhos
Os medronhos abundam em grande parte do concelho. Nesta altura do ano são a delícia da passarada, já que os humanos não lhe ligam muita importância. Para quem goste de coisas doces, licor de medronho é muito bom.
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 11/27/2011 08:50:00 AM
--
Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 11/27/2011 08:50:00 AM
Subscrever:
Mensagens (Atom)















































