domingo, 3 de outubro de 2010

[À Descoberta de Vila Flor] Peregrinações - Nossa Senhora do Castanheiro (Val...

A caminhada do dia 26 de Setembro de 2010, integrada na série "Peregrinações" levou-nos por terras de Carvalho de Egas , Valtorno e Seixo de Manhoses. O destino final foi a igreja de Nossa Senhora do Castanheiro, em Valtorno.
A manhã mostrou-se fresca e com uma luminosidade notável, logo à partida de Vila Flor. O caminho seguido foi sensivelmente o mesmo na caminhada ao Santuário de Santa Cecília. Com as obras da nova estrada, é cada vez mais difícil passar em certos locais, mas, como ao fim-de-semana não há máquinas em movimento, não tem havido grandes problemas.
Na barragem Camilo Mendonça havia já algumas pessoas a fazerem a sua ginástica matinal, sobre o olhar atento de uma garça-real, que procurava o seu pequeno-almoço. Fizemos um passeio pelo mini-zoo que se apresenta bastante povoado, pelo menos no que toca a aves. Pode ser que, um dia destes, aqui mostre um pouco do que aí pode ser visto.
Depois de passarmos o Concieiro, continuámos na mesma direcção entre as freguesias de Valtorno e Seixo de Manhoses. Este caminho vai terminar junto à igreja que pretendíamos visitar, mas não íamos segui-lo até ao fim.
Deixámos a crista da montanha a 700 metros de altitude e descemos em direcção a uma das curiosidades mais destacáveis de Valtorno, a fonte arcada conhecida pelo curioso nome de Paijoana. É uma fonte medieval, em arco, de que já fiz eco em várias anteriores visitas a Valtorno. Esta fonte inspira uma das mais curiosas lendas do concelho, como quase sempre, à volta de uma moura encantada. Estou sempre à espera da noite de S. João para visitar a fonte. Quem sabe não me toca a mim a manta de ouro que a dita moura tece num tear de marfim! Mas quando chega o dia de S. João, esqueço-me.
A localização desta fonte não é alheia à existência, logo atrás dela, de vestígios de um povoamento bastante antigo, de certeza mais antigo do que a fonte. Numa extensão bastante grande há vestígios de muralhas e de habitações. É o Cabeço Murado, ou como o povo diz, Cabeça Murada.
Quando nos dirigíamos para a Capela N.ª Senhora da Luz, no centro da aldeia passámos junto a uma estrutura da freguesia bastante interessante. Trata-se de um parque infantil, tendo ao lado uma área para assadores, mesas e casas de banho, que permitem a realização de convívios e confraternizações. Tudo numa zona muito aprazível e vedada. São espaços assim que são bem-vindos em qualquer freguesia.
A visita à capela de Nossa Senhora da Luz deixou o meu companheiro de viagem bastante chocado. Não compreendia como se pode chegar a tal abandono, quando o património histórico e religioso das nossas aldeias nem é assim tão abundante. Sentimentos semelhantes senti eu, na primeira vez que a visitei.
Descemos em direcção à capela do Santíssimo, onde se celebrava a Eucaristia. Teria sido interessante visitar o seu interior, mas será uma tarefa a realizar no futuro. Já poucos metros nos separavam da igreja de nossa Senhora do Castanheiro, que se ergue num outeiro a sudoeste da povoação.
A designação da igreja, Nossa Senhora do Castanheiro, deriva de mais uma lenda que dá contada da aparição de Nossa Senhora entre as pernadas de um velho e enorme castanheiro que, completamente desgastado pelo tempo, se apresenta ainda imponente, mesmo sem qualquer sinal de vida. A morte total é recente, uma vez que me recordo de ainda lhe ver algumas folhas verdes. A seu lado cresce um novo castanheiro, que, com o tempo se tornará grande e continuará a ser aquele onde apareceu nossa senhora, por mais alguns séculos.
A igreja também é digna de referência. Construída a algumas centenas de metros do povoado, deve ter sofrido ampliações e alterações ao longo dos séculos. Talvez a sua origem esteja numa capela românica do séc. XIII mas o o grosso do que a constitui actualmente é atribuído ao séc. XVIII. O seu portal românico é, sem dúvida, o elemento arquitectónico de maior valor e que mais chama a atenção, com um arco de volta inteira. Não foi possível entrar no seu interior, mas já aí estive por várias vezes.
Depois de atingido o objectivo, podíamos regressar por um caminho bastante rápido, passando novamente pelo Concieiro, mas, para tornar a caminhada mais agradável, seguimos pelo caminho dos moinhos que desce em direcção à Barragem de Valtorno-Mourão. Embora o época do ano não seja a mais propícia, este percurso é muito agradável. Mais agradável se tornaria se houvesse tempo para explorar as ruínas dos diferentes moinhos que vão aparecendo ao longo do ribeiro.
A certa altura começa a ver-se a barragem. Ganha uma tonalidade de azul interessante, vista do alto. Aos Domingos, e ao final das tardes, há sempre alguns pescadores a tentarem a sua sorte.
Quando chegámos ao cruzeiro, lugar onde se encontram muitos caminhos, seguimos aquele que nos levaria mais rapidamente ao Seixo, onde chegámos perto da uma da tarde. Satisfeitos com o percurso feito e para não chegarmos muito tarde a casa, telefonámos para nos irem buscar. Percorremos perto de 15 quilómetros a pé; o percurso foi muito interessante; já merecíamos o almoço.

Percurso realizado:
GPSies - VilaFlor_Valtorno_VilaFlor

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 10/03/2010 08:55:00 PM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Comemorações do Centenário da República

Comemorações do Centenário da República, em Carrazeda de Ansiães, no dia 5 de Outubro de 2010.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/03/2010 02:06:00 AM

sábado, 2 de outubro de 2010

[À Descoberta de Vila Flor] Freguesia Mistério 40

O regresso da Freguesia Mistério parece ter despertado a vontade de participar uma vez que teve uma boa adesão (se compararmos com as anteriores).
Desde cedo o voto se inclinou par a resposta certa, mas, no final, esta não chegou a atingir os 50%. Este bonito cruzeiro existe na freguesia (em que há mais cruzeiros) e que é Valtorno. ainda na semana passada o visitei e está tão bonito como a fotografia ilustra. Está sempre muito bem cuidado, cheio de flores e com lamparina acesas. Está implantado num dos pontos mais elevados da aldeia, onde se encontra a Rua da Máquina com a Rua do Freixinho. Em breve publicarei outras fotografias deste cruzeiro.
Foram validados 23 votos, que ficaram distribuídos da seguinte forma:
Benlhevai (1) 4%
Freixiel (1) 4%
Lodões (1) 4%
Mourão (1) 4%
Nabo (4) 17%
Samões (1) 4%
Santa Comba de Vilariça (1) 4%
Valtorno (11)  48%
Vila Flor (1) 4%
Vilarinho das Azenhas (1) 4%

O novo desafio é outro cruzeiro. Situado no coração de uma aldeia do concelho, dá nome ao largo.
Em que freguesia podemos encontrar este cruzeiro?



Freguesia Mistério 40

Em que freguesia podemos encontrar este cruzeiro?







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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

[À Descoberta de Vila Flor] Cantos da Montanha

Foi já há algum tempo, mas como não pude estar presente, não poderia, mesmo assim, deixar de divulgar este acontecimento, que foi o lançamento do livro do Dr. João de Sá, Cantos da Montanha. Até porque o autor teve a amabilidade de me enviar, por correio, um exemplar! A apresentação pública do livro aconteceu a 22 de Agosto de 2010 e pode ser revista no pequeno vídeo feito pela Localvisão.
Trata-se de um livro de poesia, bem mais saboroso e colorido do que alguns editados anteriormente. Neste livro, os versos não cantam unicamente Vila Flor, nele podemos encontrar poemas dedicados a Freixo de Espada à Cinta, Barca de Alva, Rio Sabor, etc. ou mesmo a algumas personalidades marcantes da região.

É um livro que merece ser lido. São viagens, de corpo e alma, que nos despregam da terra e nos elevam a outra dimensão do ser.A linguagem utilizada pelo autor, nem sempre fácil de acompanhar, é de uma beleza estonteante, neste livro, parece-me um pouco mais acessível. Por vezes é bom esquecermos a confusão do mundo que nos rodeia, a crise, para olharmos para dentro e descobrirmos que muito do que procuramos está bem perto.

Adivinho a manhã na água dos teus olhos.
Tão transparente, tão límpida
a luz rompendo entre os limoeiros.
O canto de uma cotovia eleva-a
para além da árvore.
Rumores de corolas a entreabrirem
num fugidio reflexo de fonte.
Vagos odores de alfazema
dilatados no voo inconsistente
de uma borboleta.
Tímida brisa a insistir
dar o teu nome às rosas.

Cantos da Montanha, Canto I - 5.

Fotografia: montagem tendo por base uma fotografia da zona industrial de Vila Flor.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 9/30/2010 09:33:00 AM

terça-feira, 28 de setembro de 2010

[A Linha é Tua] Defensores da Linha do Tua entregaram Carta Aberta a Secretár...

HOJE - 27 DE SETEMBRO
DIA MUNDIAL DO TURISMO
ANIVERSÁRIO DA LINHA DO TUA
O Partido Ecologista "Os Verdes", em conjunto com outras entidades defensoras da Linha do Tua (Sindicato dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, Movimentos de Defesa da Linha e Associações Ambientalistas) entregou hoje – Dia Mundial do Turismo e Aniversário da Linha do Tua - ao Sr. Secretário de Estado do Turismo, e também ao Sr. Secretário de Estado do Ambiente, que o acompanhava, uma carta aberta em defesa do enorme potencial turístico que representa a Linha Ferroviária do Tua. Esta carta foi entregue ao Sr. Secretário de Estado na Estação de Santa Apolónia, no momento da sua partida para Castelo Branco, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Turismo dedicado, este ano, à biodiversidade.

As entidades subscritoras desta carta organizaram um "comboio humano", composto por imagens fotográficas da Linha do Tua, que acompanhou o Sr. Secretário de Estado do Turismo e a sua comitiva ao comboio e se despediu dele.

Em carta aberta, que anexamos, e perante a iniciativa do Governo de se deslocar através do comboio, um dos transportes mais amigos do ambiente, a Castelo Branco, no âmbito das comemorações, precisamente no dia em que a Linha do Tua faz 123 anos de existência, os subscritores apelaram ao Secretário de Estado para a necessidade da preservação e dinamização da Linha e do Vale do Tua, uma porta aberta de Trás-os-Montes ao Douro, a Portugal e ao mundo.

Aos órgãos de comunicação social: "Os Verdes" disponibilizarão imagens desta iniciativa em BETACAMDIGITAL a todos os interessados

EM ANEXO: CARTA ABERTA EM DEFESA DA LINHA DO TUA E FOTOS DA INICIATIVA

O Partido Ecologista "Os Verdes"

O Gabinete de Imprensa de "Os Verdes"
(T: 213 919 642 - F: 213 917 424 – TM: 917 462 769 - imprensa.verdes@pev.parlamento.pt)


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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 9/27/2010 11:55:00 PM

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

[A Linha é Tua] Carta Aberta

Carta Aberta
Carta Aberta em defesa da Linha do Tua, entregue no dia 27 de Setembro de 2010,
Dia Mundial do Turismo e Aniversário da Linha do Tua - ao Sr. Secretário de Estado do Turismo, e também ao Sr. Secretário de Estado do Ambiente, na Estação de Santa Apolónia.

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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 9/27/2010 11:56:00 PM

sábado, 25 de setembro de 2010

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Novo Blogue - Marzagão

Embora eu tente ter um tratamento uniforme para com todas as aldeias do concelho, o feedback que recebo não é exactamente igual. Acontece que o minha primeira postagem sobre Marzagão chegou aos 60 comentários, o que evidencia a vontade de comunicar e de ver mais informação sobre a sua terra.
Já por várias vezes manifestaram o desejo de haver um Blogue dedicado à aldeia, decidi fazer-lhe a vontade. Não sei bem qual vai ser a aceitação e dinamismo que vai ser conseguido. Sei que é mais um a ocupar-me o pouco tempo que me resta disponível. Mas, como se costuma dizer: Quem corre por gosto não cansa. Farei o meu melhor (sendo certo que pouco conheço da aldeia e que a visito muito raramente).
Procurei um endereço adequado. Como Marzagão já não podia ser, acabei por escolher
http://descobrirmarzagao.blogspot.com
uma vez que será sempre um blogue filho do À Descoberta de Carrazeda de Ansiães.
Sei que a participação efectiva é muitas vezes uma utopia, mas, tentar não custa. O espaço está aberto à colaboração de todos. Podem enviar, fotografias, textos, notícias ou o que julgarem interessante para ser publicado no Blogue. O endereço de correio electrónico criado é descobrirmarzagao@gmail.com
Fico na expectativa de ver o que acontece.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 9/25/2010 05:17:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] Peregrinações - Senhora da Assunção (Candoso)

A terceira caminha das "Peregrinações" aconteceu no dia 19 de Setembro. O destino era um santuário aqui bem próximo, mas, dada a falta de comparência dos meus acompanhantes da semana anterior decidi, no último instante, fazer uma caminhada um pouco mais ambiciosa, ao Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Candoso.
Saí de Vila Flor um pouco mais tarde do que o desejado, porque estive algum tempo indeciso se teria companhia ou não. Mesmo assim, fui caminhando lentamente em direcção ao Barracão, ao longo da estrada nacional 215. Quando me convenci que seguiria mesmo sozinho, junto da Quinta da Nora, segui por um caminho (que nunca tinha percorrido), que me levou a Samões. É diferente chegar às localidades aos Domingos ainda cedo. Parecem aldeias fantasma, onde não habita ninguém. Em Samões aconteceu isso mesmo.
Desci ao fundo da aldeia junto da capela Nossa Senhora do Rosário. Por baixo da fonte sai o caminho que pretendia tomar. O trajecto que pretendia seguir não é nem de longe o mais fácil, nem o mais rápido, é sim aquele que percorre os caminhos mais remotos, praticamente só utilizados por pastores e caçadores. São caminhos que bem conheço de caminhadas anteriores ou passeios de BTT.
Depois das primeiras chuvas de Setembro, é mais fácil circular pelos caminhos. Há menos pó e a vegetação rasteira, ainda que toda seca, apresenta mais hipóteses fotográficas e formam bonitas imagens em contraluz. No caminho que sai de Samões em direcção ao ribeiro do Vimieiro, no lugar das Olgas, destaca-se na vegetação os espinheiros e o sumagre, isto para além das amendoeiras, vinha, oliveiras e figueiras, que são abundantes.
A luz da manhã é inspiradora e percorrer estes caminhos sem qualquer preocupação é uma terapia que muitos deviam praticar. O sol brilhante que passa através das folhas dos sobreiros, freixos e salgueiros cria efeitos alucinantes.
O caminho que escolhi percorre a encosta em direcção a Sul e levou-me muito próximo das habitações de Carvalho de Egas. Depois, foi só subir o Barreiro e, logo depois, avistam-se ao longe as casas de Candoso, com a capela sobranceira, velando pelos humanos. Passava já das onze horas, quando cheguei junto da velha capela que já retratei em visitas anteriores.
Em Candoso, num horário mais adiantado, encontrei várias pessoas, algumas minhas conhecidas, com quem conversei. O pai de uma ex-aluna minha mostrou-me a sua criação e canários, aves que também adoro. Ficámos ainda bastante tempo a conversar sobre canários, verdelhões, pintassilgos, etc. As aves são uma das minhas paixões, que acho que nasceu comigo. Nunca consegui controlar o ímpeto de procurar ninhos, nem me consigo abstrair do canto das aves e da tentativa de interpretar os seus significados.
Era meio dia quando cheguei ao alto do cabeço, junto da capela. A pessoa que me devia ter facultado a chave, não o fez. Disse que não a tinha. Compreendo que não tenha querido dar a chave da capela a uma pessoa que ela não conhece de lado nenhum, e a ainda para piorar as coisas com mau aspecto. Imagina qual será o pensamento de algumas pessoas quando me vêem passar, de mochila às costas, todo transpirado e de olhar curioso a bisbilhotar em todos os becos, fontes e capelas. Independentemente daquilo que as pessoas pensam, a sensação é boa. É como já disse uma terapia fantástica. Não se dá pela passagem do tempo e não se sente fome. As coisas aparentemente banais como as rochas, as árvores, as casas ou os caminhos, ganham contornos, formas reflectem a luz e observo-os como versos de um poema, que escrevo enquanto caminho.
Depois de chegar ao meu objectivo, havia que regressar a casa. Uma das vantagens de caminhar sozinho é a possibilidade de tomar egoisticamente todas as decisões. Decidi voltar a casa, a pé, por outro caminho ainda mais longo do que o seguido para chegar a Candoso.
Apesar do caminho de regresso ser mais longo, foi feito muito mais rapidamente. Já não havia a luz da manhã para fotografar e as pilhas da máquina estavam quase no fim. Ao longo do caminho que fui pensando no jovem de Candoso que dias antes ali tinha perdido a vida. Foi neste caminho que há alguns anos fotografei o mais bonito pôr-do-sol das minhas viagens pelos caminhos do concelho. Quando se morre é a luz que se vai aos poucos, mas, assim, tão jovem, é uma coisa que nos custa a aceitar e damos connosco a questionar o próprio Deus. Talvez isto só aconteça porque nos convencemos que somos eternos, que temos todo o tempo do mundo para sermos felizes e não nos damos conta que não somos diferentes das árvores, das flores e dos diferentes animais. Um dia vem um clarão, uma dor intensa, uma célula maligna, e ... apagamo-nos. Valeu a pena?
Enquanto estes pensamentos me assaltavam, como por acaso, a respostas vinham-me pelos auscultadores na voz de Chris de Burgh:
There is an answer, some day we will know,
And you will ask her, why she had to go,
We live and die, we laugh and we cry,
And you must take away the pain,
Before you can begin to live again.
Desde uma caminhada que fiz em  Fevereiro, em Vilas Boas, que levo comigo um leitor de MP3. Nem sempre o ligo, mas a música seleccionada combina sempre com os ambientes que percorro.
Depois de cruzar de novo o ribeiro do Vimieiro, ainda seco, comecei a subida para Samões, atingindo a estrada pelo Carvalhal, entre Samões e Carvalho de Egas. Não foi fácil atravessar as obras do IC5 e fiz alguns quilómetros desnecessários. O restante do caminho não tem história. A preocupação era chegar o mais rapidamente a casa, porque a hora de almoço já ia longe.

Percurso feito:
GPSies - VilaFlor_Candoso_VilaFlor

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 9/25/2010 04:34:00 PM

[À Descoberta de Torre de Moncorvo] Alminhas - Souto da Velha

Já alguns dias, meses até, que não tinha o prazer de fazer um passeio por terras do concelho de Moncorvo. Aconteceu hoje. Das localidades que visitei, escolhi para reanimar este blogue uma fotografia de um freguesia estreante, Souto da Velha. Trata-se de uma freguesia que mal conhecia, onde penso que estive uma única vez, há alguns anos atrás.
Junto à antiga Escola Primária há umas Alminhas. Também as fotografei de frente, mas nesta fotografia tentei integrar um pouco da aldeia como pano fundo. Penso que o edifício maior, ao fundo, é o da Junta de Freguesia.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Torre de Moncorvo a 9/25/2010 01:06:00 AM

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

[A Linha é Tua] Defensores da Linha do Tua entregam carta aberta a secretário...

27 DE SETEMBRO
DIA MUNDIAL DO TURISMO
ANIVERSÁRIO DA LINHA DO TUA
DEFENSORES DA LINHA DO TUA ENTREGAM CARTA ABERTA A SECRETÁRIO DE ESTADO

Na próxima segunda-feira, dia 27 de Setembro, data em que se assinala o Dia Mundial do Turismo, este ano dedicado à biodiversidade, e também data em que se comemora o aniversário da Linha do Tua, um conjunto de entidades defensoras da Linha do Tua entregará ao Sr. Secretário de Estado do Turismo, uma carta aberta em defesa do enorme potencial turístico que representa esta linha ferroviária. A carta será entregue no momento da partida de comboio do Sr. Secretário de Estado para Castelo Branco, em Santa Apolónia.

Para além da entrega desta carta aberta, estão previstas outras actividades como a distribuição de documentação aos utentes e a realização de um "comboio humano" com a apresentação de uma exposição fotográfica sobre a Linha do Tua, que demonstra o potencial turístico defendido na carta aberta.

As entidades promotoras:
  • Partido Ecologista "Os Verdes"
  • COAGRET
  • Associação dos Amigos do Vale do Rio Tua
  • Movimento Cívico pela Linha do Tua
  • GAIA
  • Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário
  • Movimento de Cidadãos em Defesa da Linha do Tua

Estação de Santa Apolónia - 7h30
Declarações à comunicação social - 7h45

Fotografia: Estação do Cachão

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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 9/24/2010 10:21:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] Única imagem

No dia 18 de Setembro, integrada na homenagem ao Dr. Cabal Adão, foi descerrada uma placa no escadório do Cabeço de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas. Essa placa contém um soneto de sua autoria e que se pode encontrar no livro publicado em 1966, "Vila Flor" (Versos).
Eis o poema:

Imagem, das formosas, mais formosa:
Senhora d'Assunção, no pico agreste,
Vestido cor de pétalas de rosa,
Manto volátil de cetim celeste!

Única imagem, esta que assim veste
E numa nuvem se ergue, vaporosa,
Braços ao alto, olhos como em teste
De em si conter centelha milagrosa!

Transfigurada estátua que eu venero
Desde menino, e a que tanto quero
Por me rasgar de luz a densa treva:

Em ser's da Virgem Mãe cópia fiel,
Volve pra mim teus olhos d'ouro e mel,
Dá-me um lugar na nuvem que te leva!

Já me tinha questionado qual seria o poema escolhido e, confesso, que não contava que fosse este. Mas faz todo o sentido. É um belo poema a Nossa Senhora, bem ilustrativo da religiosidade do seu autor.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 9/24/2010 03:04:00 AM

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

[À Descoberta de Vila Flor] Homenagem ao Dr. Cabral Adão

No fim-de-semana passado decorreu, em Vila Flor, uma homenagem ao vilaflorense Dr. Cabral Adão. Nascido em Vila Flor a 24 de Junho de 1910, partiu para Setúbal em 1938. Formado em medicina, com especialidade em estomatologia, distinguiu-se como médico publicando vários livros na área. Para além da sua actividade profissional nutria uma paixão pela natureza, pelas caminhadas, e uma sensibilidade impar que transparece na sua escrita, quer na prosa, quer na poesia. Publicou vários livros (ver lista aqui) alguns deles dedicados ao seu torrão natal, Vila Flor. Foi na qualidade de homem, vilaflorense, médico e escritor que foi homenageado.

Na sexta-feira realizou-se no centro cultural um espectáculo musical com a banda cubana Son Havanero. O espectáculo esteve previsto para ser realizado em frente ao edifício dos Paços do Concelho, mas, devido ao mau tempo, foi transferido para o auditório do Centro Cultural.
A população aderiu de forma significativa mas não chegou para encher o auditório. O espectáculo teve momentos muito bons, com os músicos a exibirem grandes capacidades de execução. Eu gosto de salsa, boleros, rumba, etc. e adorei o concerto. O som estava demasiado alto e não é música para se ouvir sentado, apetece abanar o corpo, mas penso que ninguém se arrependeu de ter estado presente.
Na Sábado, dia 18 estavam programados três acontecimentos. Pela manhã realizou-se uma pequena cerimónia no auditório do Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas. A mesa foi constituída pelo Dr. Artur Pimentel, Presidente da Câmara Municipal de Vila Flor, João Cabral Adão, filho do homenageado, pároco Delfim Jorge e o presidente da Junta de Freguesia de Vilas Boas, Dr. Abílio Evaristo. Foram relembradas as qualidades humanas de Cabral Adão quer pelo sr. Presidente da Câmara, que com ele privou, quer pelo filho do autor, que se emocionou bastante.
De seguida, em plena escadaria do cabeço, foi descerrada uma placa comemorativa com um soneto de Cabral Adão dedicado a Nossa Senhora da Assunção. Esta placa está colocada ao lado de um bonito painel em azulejo que A representa.
Às 18 horas, já em Vila Flor, foi aberta uma Exposição do Centenário da Vida e Obra do Dr. Cabral Adão. Nesta exposição, que conto visitar de novo, podem ser vistas algumas fotografias da família Cabral Adão, recortes de jornais com artigos escritos pelo autor, os livros que publicou e alguns objectos com ele relacionados.
À noite realizou-se um serão dramático-musical a partir de textos do autor, levado a cabo pela companhia de teatro Filandorra, no Centro Cultural. Foram lidos alguns poemas e dramatizados alguns textos, tudo com fundo musical (música mirandesa) e com projecção simultânea de fotografias (muitas delas de minha autoria). Não fui consultado par a cedência das fotografias, mas até fiquei contente pela sua utilização neste contexto. Foi uma forma indirecta de eu também participar na homenagem do autor que me cativou para a leitura de muitos livros sobre Vila Flor, e/ou escritos por vilaflorenses.
Após o espectáculo usaram da palavra o Dr. Pimentel, Aida Cabral Adão, filha mais nova do homenageado e o Dr. João de Sá, vilaflorense, escritor, amigo do homenageado. Em todos os discursos foram realçadas as qualidades humanas de Cabral Adão e o seu apego a Vila Flor. Apesar de ter sido uma pessoa, marcante, querida, nas terras onde trabalhou e viveu, foi em Vila Flor que quis ser sepultado, desejo que foi respeitado.

Para além de me sentir muito bem a homenagear uma pessoa, que não conheci, mas que transborda dos seus escritos como uma pessoa fantástica, com um coração do tamanho do mundo, uma sensibilidade apurada e uma surpreendente simplicidade, foi também uma oportunidade única para conhecer familiares e os filhos do autor com quem já tinha trocado algumas mensagens. Nos momentos de conversa que mantivemos deu para perceber que herdaram do pai (e penso que também da mãe) as qualidades que os fazem Homens e Mulheres singulares.
Agradeço a sua simpatia mas também a fotografia e os livros que me ofereceram. Um deles vou desfolhá-lo com especial carinho. Trata-se do livro Riquezas e Encantos de Trás-os-Montes, escrito pelo vilaflorense Cristiano de Morais e oferecido (com dedicatória) ao Dr. Cabral Adão por Armindo Morais, irmão do autor, em Junho de 1963.

Os vídeos foram realizados para a LocalVisão e cedidos pela jornalista Carla Dias.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 9/22/2010 03:29:00 AM