Interessante candeeiro fotografado em Freixo de Espada à Cinta.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta a 10/13/2010 02:20:00 PM
Concelho:
| Carrazeda de Ansiães | Vila Flor | Miranda do Douro | Mogadouro | Torre de Moncorvo | Freixo de E.C. | Alfândega da Fé | |
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
[À Descoberta de Torre de Moncorvo] Santuário de Nossa Senhora do Amparo
Santuário de Nossa Senhora do Amparo, no Felgar.
Setembro de 2010.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Torre de Moncorvo a 10/13/2010 01:56:00 PM
Setembro de 2010.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Torre de Moncorvo a 10/13/2010 01:56:00 PM
[À Descoberta de Vila Flor] Cantos da Montanha ( III - 6)
Nesta explosão telúrica me atomizo
e atinjo o coração de invisíveis astros.
Vai-se esbatendo a linha divisória
entre os vivos e os mortos.
Um tremor de castanheiros .
apressa-se a despegar-me do corpo
o grude das leitosas pálpebras da inocência.
Que eu encontre uma sarça dos cumes da montanha,
a que bebeu tanto vento e luz
que se transformou em íman ou mastro.
Talvez seja uma hipótese de atingir
um ignoto clarão perdido nos espaços
desvendando a cerrada névoa
que antecede o poema.
Poema do mais recente livro do Dr. João de Sá, Cantos da Montanha (Canto III, 6).
Fotografia: alto do Facho, Vila Flor, hoje à tarde, durante um passeio de BTT.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 10/12/2010 10:01:00 PM
e atinjo o coração de invisíveis astros.
Vai-se esbatendo a linha divisória
entre os vivos e os mortos.
Um tremor de castanheiros .
apressa-se a despegar-me do corpo
o grude das leitosas pálpebras da inocência.
Que eu encontre uma sarça dos cumes da montanha,
a que bebeu tanto vento e luz
que se transformou em íman ou mastro.
Talvez seja uma hipótese de atingir
um ignoto clarão perdido nos espaços
desvendando a cerrada névoa
que antecede o poema.
Poema do mais recente livro do Dr. João de Sá, Cantos da Montanha (Canto III, 6).
Fotografia: alto do Facho, Vila Flor, hoje à tarde, durante um passeio de BTT.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 10/12/2010 10:01:00 PM
terça-feira, 12 de outubro de 2010
[À Descoberta de Vila Flor] Cogumelos (4)
Com a chegada das chuvas do Outono aguarda-se com alguma ansiedade a chegada dos primeiros cogumelos, normalmente os rocos. Mas, em Freixiel, encontrei no dia 5 de Outubro uma pessoa com um balde com bastantes fungos. Tratava-se de uma espécie totalmente desconhecida para mim, que se desenvolve nos troncos dos olmos.
Também encontrei o resto de um tronco de sobreiro repleto de um cogumelo que penso que são as repolgas. Estavam num estado bastante avançado do desenvolvimento e já merecia a pena colhe-las. Como também não é um cogumelo que me oferece confiança colher, nunca o apanharia, mesmo que estivesse boas.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 10/12/2010 02:12:00 AM
Também encontrei o resto de um tronco de sobreiro repleto de um cogumelo que penso que são as repolgas. Estavam num estado bastante avançado do desenvolvimento e já merecia a pena colhe-las. Como também não é um cogumelo que me oferece confiança colher, nunca o apanharia, mesmo que estivesse boas.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 10/12/2010 02:12:00 AM
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Fonte das Sereias
Vista parcial da Fonte das Sereias em Carrazeda de Ansiães.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/12/2010 01:52:00 AM
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/12/2010 01:52:00 AM
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] 1 dia por terras de Ansiães (01)
No dia 1 de Outubro passei grande parte do dia À Descoberta do concelho de Carrazeda de Ansiães.
A manhã foi passada a percorrer algumas ruas e a conversar com algumas pessoas em Marzagão. Há tantas coisas para conhecer, tantas para fotografar, que o tempo passa e não chega a nada. Quando se começa a conversar com as pessoas, tudo ganha mais graça e ficam-se a saber coisas bem mais interessantes, mas é necessário muito mais tempo. É necessário fazer algumas perguntas, mas também ouvir as pessoas que cada vez se sentem mais isoladas e têm muita necessidade de conversar.
Dos locais visitados em Marzagão, darei conta aqui, no blogue, e no novo blogue dedicado à freguesia, em próximos apontamentos.
Almocei em Carrazeda de Ansiães, no restaurante O Vinhateiro, já próximo das duas horas da tarde. Dado o adiantado da hora, não fui esquisito na ementa. Durante o almoço usufrui da companhia de um natural de Vila Flor, negociante de gado, com quem tive uma animada conversa, dado que conhecia profundamente os concelhos de Carrazeda, Vila Flor e outros como por exemplo Mogadouro.
Aproveitei o resto da tarde para conhecer a Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães. As únicas vezes que estive nesse espaço foi em realizações como a Feira do Livro, não tendo nem espreitado as prateleiras.
Não foi necessário fazer qualquer inscrição e subi ao primeiro andar, onde se situa o principal espaço da biblioteca.
Durante o meu 5.º e 6.º anos tive muitas vezes aulas neste edifício, quer de um lado, quer do outro. Curioso era o facto de que para se entrar nalgumas salas, tínhamos que atravessar outras! Nada reconheci no edifício da biblioteca que me fizesse lembrar esse tempo, há excepção do exterior.
Numa sexta à tarde o movimento era pouco. Um adulto consultava a Internet e duas jovens conversavam numa mesa, fazendo talvez algum trabalho escolar. Tal como noutras bibliotecas, escolares ou não, o grosso do movimento de crianças e jovens deve-se aos equipamentos informáticos. A utilização da Internet é muito mais aliciante do que sentar-se numa mesa a desfolhar um livro. É uma das grandes tendências da nossa sociedade que não sei onde nos vai levar.
Não precisei de procurar muito. A estante que procurava está mesmo em frente à porta de entrada. Pretendia inteirar-me dos livros que me falassem do concelho de Carrazeda de Ansiães. A estante está sinalizada como "Fundo Local". Entre alguns, que possuo (e que não valia a pena consultar por os ter em casa), seleccionei 6 que, numa primeira abordagem, me pareceram interessantes.
Este primeiro contacto destinou-se a fazer o reconhecimento das obras existentes, uma vez que pretendo voltar mais vezes e requisitar as que me for possível requisitar. Fui informado de que os livros que têm uma fita vermelha na lombada não podem ser requisitados! Todos os que tinha em cima da mesa tinham uma fita vermelha!
Ao contrário do que me aconteceu em Vila Flor e Torre de Moncorvo, em que me foram cedidos livros editados pelas respectivas Câmaras Municipais, em Carrazeda de Ansiães a recepção (ao nível mais alto da Câmara Municipal) não foi muto animadora. Tenho comprado bastantes livros. O Blogue, além de muito tempo e muito trabalho, começa também a dar despesa.
Voltando aos livros. Dos que tinha em cima da mesa o que me mereceu mais interesse foi "Carrazeda de Ansiães e o Seu Termo", de José Aguilar. Trata-se de uma edição da Câmara Municipal e estranhei nunca o ter encontrado à venda. Trata-se de um livro composto por pequenos textos que nos levam a percorrer locais bem característicos do concelho. A linguagem utilizada é muito agradável e de fácil leitura. É um livro que vou ler e que me ajudará bastante a conhecer melhor o concelho.
Quase ao cair da noite ainda fiz uma visita a Zedes. Apenas o tempo suficiente para visitar alguns familiares e dar alguns dedos de conversa no bar da Associação, que estranhamente estava aberto àquela hora.
Foi um dia muito agradável. Espero nos próximos tempos repetir a experiência e conhecer melhor outras freguesias do concelho.
A Biblioteca funciona das 9:00 h às 12:30 h e das 14:00 h às 17:30.
Regulamento da Biblioteca Municipal (em PDF)
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/08/2010 08:38:00 PM
A manhã foi passada a percorrer algumas ruas e a conversar com algumas pessoas em Marzagão. Há tantas coisas para conhecer, tantas para fotografar, que o tempo passa e não chega a nada. Quando se começa a conversar com as pessoas, tudo ganha mais graça e ficam-se a saber coisas bem mais interessantes, mas é necessário muito mais tempo. É necessário fazer algumas perguntas, mas também ouvir as pessoas que cada vez se sentem mais isoladas e têm muita necessidade de conversar.
Dos locais visitados em Marzagão, darei conta aqui, no blogue, e no novo blogue dedicado à freguesia, em próximos apontamentos.
Almocei em Carrazeda de Ansiães, no restaurante O Vinhateiro, já próximo das duas horas da tarde. Dado o adiantado da hora, não fui esquisito na ementa. Durante o almoço usufrui da companhia de um natural de Vila Flor, negociante de gado, com quem tive uma animada conversa, dado que conhecia profundamente os concelhos de Carrazeda, Vila Flor e outros como por exemplo Mogadouro.
Aproveitei o resto da tarde para conhecer a Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães. As únicas vezes que estive nesse espaço foi em realizações como a Feira do Livro, não tendo nem espreitado as prateleiras.
Não foi necessário fazer qualquer inscrição e subi ao primeiro andar, onde se situa o principal espaço da biblioteca.
Durante o meu 5.º e 6.º anos tive muitas vezes aulas neste edifício, quer de um lado, quer do outro. Curioso era o facto de que para se entrar nalgumas salas, tínhamos que atravessar outras! Nada reconheci no edifício da biblioteca que me fizesse lembrar esse tempo, há excepção do exterior.
Numa sexta à tarde o movimento era pouco. Um adulto consultava a Internet e duas jovens conversavam numa mesa, fazendo talvez algum trabalho escolar. Tal como noutras bibliotecas, escolares ou não, o grosso do movimento de crianças e jovens deve-se aos equipamentos informáticos. A utilização da Internet é muito mais aliciante do que sentar-se numa mesa a desfolhar um livro. É uma das grandes tendências da nossa sociedade que não sei onde nos vai levar.
Não precisei de procurar muito. A estante que procurava está mesmo em frente à porta de entrada. Pretendia inteirar-me dos livros que me falassem do concelho de Carrazeda de Ansiães. A estante está sinalizada como "Fundo Local". Entre alguns, que possuo (e que não valia a pena consultar por os ter em casa), seleccionei 6 que, numa primeira abordagem, me pareceram interessantes.
Este primeiro contacto destinou-se a fazer o reconhecimento das obras existentes, uma vez que pretendo voltar mais vezes e requisitar as que me for possível requisitar. Fui informado de que os livros que têm uma fita vermelha na lombada não podem ser requisitados! Todos os que tinha em cima da mesa tinham uma fita vermelha!
Ao contrário do que me aconteceu em Vila Flor e Torre de Moncorvo, em que me foram cedidos livros editados pelas respectivas Câmaras Municipais, em Carrazeda de Ansiães a recepção (ao nível mais alto da Câmara Municipal) não foi muto animadora. Tenho comprado bastantes livros. O Blogue, além de muito tempo e muito trabalho, começa também a dar despesa.
Voltando aos livros. Dos que tinha em cima da mesa o que me mereceu mais interesse foi "Carrazeda de Ansiães e o Seu Termo", de José Aguilar. Trata-se de uma edição da Câmara Municipal e estranhei nunca o ter encontrado à venda. Trata-se de um livro composto por pequenos textos que nos levam a percorrer locais bem característicos do concelho. A linguagem utilizada é muito agradável e de fácil leitura. É um livro que vou ler e que me ajudará bastante a conhecer melhor o concelho.
Quase ao cair da noite ainda fiz uma visita a Zedes. Apenas o tempo suficiente para visitar alguns familiares e dar alguns dedos de conversa no bar da Associação, que estranhamente estava aberto àquela hora.
Foi um dia muito agradável. Espero nos próximos tempos repetir a experiência e conhecer melhor outras freguesias do concelho.
A Biblioteca funciona das 9:00 h às 12:30 h e das 14:00 h às 17:30.
Regulamento da Biblioteca Municipal (em PDF)
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/08/2010 08:38:00 PM
domingo, 3 de outubro de 2010
[À Descoberta de Vila Flor] Peregrinações - Nossa Senhora do Castanheiro (Val...
A caminhada do dia 26 de Setembro de 2010, integrada na série "Peregrinações" levou-nos por terras de Carvalho de Egas , Valtorno e Seixo de Manhoses. O destino final foi a igreja de Nossa Senhora do Castanheiro, em Valtorno.
A manhã mostrou-se fresca e com uma luminosidade notável, logo à partida de Vila Flor. O caminho seguido foi sensivelmente o mesmo na caminhada ao Santuário de Santa Cecília. Com as obras da nova estrada, é cada vez mais difícil passar em certos locais, mas, como ao fim-de-semana não há máquinas em movimento, não tem havido grandes problemas.
Na barragem Camilo Mendonça havia já algumas pessoas a fazerem a sua ginástica matinal, sobre o olhar atento de uma garça-real, que procurava o seu pequeno-almoço. Fizemos um passeio pelo mini-zoo que se apresenta bastante povoado, pelo menos no que toca a aves. Pode ser que, um dia destes, aqui mostre um pouco do que aí pode ser visto.
Depois de passarmos o Concieiro, continuámos na mesma direcção entre as freguesias de Valtorno e Seixo de Manhoses. Este caminho vai terminar junto à igreja que pretendíamos visitar, mas não íamos segui-lo até ao fim.
Deixámos a crista da montanha a 700 metros de altitude e descemos em direcção a uma das curiosidades mais destacáveis de Valtorno, a fonte arcada conhecida pelo curioso nome de Paijoana. É uma fonte medieval, em arco, de que já fiz eco em várias anteriores visitas a Valtorno. Esta fonte inspira uma das mais curiosas lendas do concelho, como quase sempre, à volta de uma moura encantada. Estou sempre à espera da noite de S. João para visitar a fonte. Quem sabe não me toca a mim a manta de ouro que a dita moura tece num tear de marfim! Mas quando chega o dia de S. João, esqueço-me.
A localização desta fonte não é alheia à existência, logo atrás dela, de vestígios de um povoamento bastante antigo, de certeza mais antigo do que a fonte. Numa extensão bastante grande há vestígios de muralhas e de habitações. É o Cabeço Murado, ou como o povo diz, Cabeça Murada.
Quando nos dirigíamos para a Capela N.ª Senhora da Luz, no centro da aldeia passámos junto a uma estrutura da freguesia bastante interessante. Trata-se de um parque infantil, tendo ao lado uma área para assadores, mesas e casas de banho, que permitem a realização de convívios e confraternizações. Tudo numa zona muito aprazível e vedada. São espaços assim que são bem-vindos em qualquer freguesia.
A visita à capela de Nossa Senhora da Luz deixou o meu companheiro de viagem bastante chocado. Não compreendia como se pode chegar a tal abandono, quando o património histórico e religioso das nossas aldeias nem é assim tão abundante. Sentimentos semelhantes senti eu, na primeira vez que a visitei.
Descemos em direcção à capela do Santíssimo, onde se celebrava a Eucaristia. Teria sido interessante visitar o seu interior, mas será uma tarefa a realizar no futuro. Já poucos metros nos separavam da igreja de nossa Senhora do Castanheiro, que se ergue num outeiro a sudoeste da povoação.
A designação da igreja, Nossa Senhora do Castanheiro, deriva de mais uma lenda que dá contada da aparição de Nossa Senhora entre as pernadas de um velho e enorme castanheiro que, completamente desgastado pelo tempo, se apresenta ainda imponente, mesmo sem qualquer sinal de vida. A morte total é recente, uma vez que me recordo de ainda lhe ver algumas folhas verdes. A seu lado cresce um novo castanheiro, que, com o tempo se tornará grande e continuará a ser aquele onde apareceu nossa senhora, por mais alguns séculos.
A igreja também é digna de referência. Construída a algumas centenas de metros do povoado, deve ter sofrido ampliações e alterações ao longo dos séculos. Talvez a sua origem esteja numa capela românica do séc. XIII mas o o grosso do que a constitui actualmente é atribuído ao séc. XVIII. O seu portal românico é, sem dúvida, o elemento arquitectónico de maior valor e que mais chama a atenção, com um arco de volta inteira. Não foi possível entrar no seu interior, mas já aí estive por várias vezes.
Depois de atingido o objectivo, podíamos regressar por um caminho bastante rápido, passando novamente pelo Concieiro, mas, para tornar a caminhada mais agradável, seguimos pelo caminho dos moinhos que desce em direcção à Barragem de Valtorno-Mourão. Embora o época do ano não seja a mais propícia, este percurso é muito agradável. Mais agradável se tornaria se houvesse tempo para explorar as ruínas dos diferentes moinhos que vão aparecendo ao longo do ribeiro.
A certa altura começa a ver-se a barragem. Ganha uma tonalidade de azul interessante, vista do alto. Aos Domingos, e ao final das tardes, há sempre alguns pescadores a tentarem a sua sorte.
Quando chegámos ao cruzeiro, lugar onde se encontram muitos caminhos, seguimos aquele que nos levaria mais rapidamente ao Seixo, onde chegámos perto da uma da tarde. Satisfeitos com o percurso feito e para não chegarmos muito tarde a casa, telefonámos para nos irem buscar. Percorremos perto de 15 quilómetros a pé; o percurso foi muito interessante; já merecíamos o almoço.
Percurso realizado:
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 10/03/2010 08:55:00 PM
A manhã mostrou-se fresca e com uma luminosidade notável, logo à partida de Vila Flor. O caminho seguido foi sensivelmente o mesmo na caminhada ao Santuário de Santa Cecília. Com as obras da nova estrada, é cada vez mais difícil passar em certos locais, mas, como ao fim-de-semana não há máquinas em movimento, não tem havido grandes problemas.
Na barragem Camilo Mendonça havia já algumas pessoas a fazerem a sua ginástica matinal, sobre o olhar atento de uma garça-real, que procurava o seu pequeno-almoço. Fizemos um passeio pelo mini-zoo que se apresenta bastante povoado, pelo menos no que toca a aves. Pode ser que, um dia destes, aqui mostre um pouco do que aí pode ser visto.
Depois de passarmos o Concieiro, continuámos na mesma direcção entre as freguesias de Valtorno e Seixo de Manhoses. Este caminho vai terminar junto à igreja que pretendíamos visitar, mas não íamos segui-lo até ao fim.
Deixámos a crista da montanha a 700 metros de altitude e descemos em direcção a uma das curiosidades mais destacáveis de Valtorno, a fonte arcada conhecida pelo curioso nome de Paijoana. É uma fonte medieval, em arco, de que já fiz eco em várias anteriores visitas a Valtorno. Esta fonte inspira uma das mais curiosas lendas do concelho, como quase sempre, à volta de uma moura encantada. Estou sempre à espera da noite de S. João para visitar a fonte. Quem sabe não me toca a mim a manta de ouro que a dita moura tece num tear de marfim! Mas quando chega o dia de S. João, esqueço-me.
A localização desta fonte não é alheia à existência, logo atrás dela, de vestígios de um povoamento bastante antigo, de certeza mais antigo do que a fonte. Numa extensão bastante grande há vestígios de muralhas e de habitações. É o Cabeço Murado, ou como o povo diz, Cabeça Murada.
Quando nos dirigíamos para a Capela N.ª Senhora da Luz, no centro da aldeia passámos junto a uma estrutura da freguesia bastante interessante. Trata-se de um parque infantil, tendo ao lado uma área para assadores, mesas e casas de banho, que permitem a realização de convívios e confraternizações. Tudo numa zona muito aprazível e vedada. São espaços assim que são bem-vindos em qualquer freguesia.
A visita à capela de Nossa Senhora da Luz deixou o meu companheiro de viagem bastante chocado. Não compreendia como se pode chegar a tal abandono, quando o património histórico e religioso das nossas aldeias nem é assim tão abundante. Sentimentos semelhantes senti eu, na primeira vez que a visitei.
Descemos em direcção à capela do Santíssimo, onde se celebrava a Eucaristia. Teria sido interessante visitar o seu interior, mas será uma tarefa a realizar no futuro. Já poucos metros nos separavam da igreja de nossa Senhora do Castanheiro, que se ergue num outeiro a sudoeste da povoação.
A designação da igreja, Nossa Senhora do Castanheiro, deriva de mais uma lenda que dá contada da aparição de Nossa Senhora entre as pernadas de um velho e enorme castanheiro que, completamente desgastado pelo tempo, se apresenta ainda imponente, mesmo sem qualquer sinal de vida. A morte total é recente, uma vez que me recordo de ainda lhe ver algumas folhas verdes. A seu lado cresce um novo castanheiro, que, com o tempo se tornará grande e continuará a ser aquele onde apareceu nossa senhora, por mais alguns séculos.
A igreja também é digna de referência. Construída a algumas centenas de metros do povoado, deve ter sofrido ampliações e alterações ao longo dos séculos. Talvez a sua origem esteja numa capela românica do séc. XIII mas o o grosso do que a constitui actualmente é atribuído ao séc. XVIII. O seu portal românico é, sem dúvida, o elemento arquitectónico de maior valor e que mais chama a atenção, com um arco de volta inteira. Não foi possível entrar no seu interior, mas já aí estive por várias vezes.
Depois de atingido o objectivo, podíamos regressar por um caminho bastante rápido, passando novamente pelo Concieiro, mas, para tornar a caminhada mais agradável, seguimos pelo caminho dos moinhos que desce em direcção à Barragem de Valtorno-Mourão. Embora o época do ano não seja a mais propícia, este percurso é muito agradável. Mais agradável se tornaria se houvesse tempo para explorar as ruínas dos diferentes moinhos que vão aparecendo ao longo do ribeiro.
A certa altura começa a ver-se a barragem. Ganha uma tonalidade de azul interessante, vista do alto. Aos Domingos, e ao final das tardes, há sempre alguns pescadores a tentarem a sua sorte.
Quando chegámos ao cruzeiro, lugar onde se encontram muitos caminhos, seguimos aquele que nos levaria mais rapidamente ao Seixo, onde chegámos perto da uma da tarde. Satisfeitos com o percurso feito e para não chegarmos muito tarde a casa, telefonámos para nos irem buscar. Percorremos perto de 15 quilómetros a pé; o percurso foi muito interessante; já merecíamos o almoço.
Percurso realizado:
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 10/03/2010 08:55:00 PM
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Comemorações do Centenário da República
Comemorações do Centenário da República, em Carrazeda de Ansiães, no dia 5 de Outubro de 2010.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/03/2010 02:06:00 AM
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/03/2010 02:06:00 AM
sábado, 2 de outubro de 2010
[À Descoberta de Vila Flor] Freguesia Mistério 40
O regresso da Freguesia Mistério parece ter despertado a vontade de participar uma vez que teve uma boa adesão (se compararmos com as anteriores).
Desde cedo o voto se inclinou par a resposta certa, mas, no final, esta não chegou a atingir os 50%. Este bonito cruzeiro existe na freguesia (em que há mais cruzeiros) e que é Valtorno. ainda na semana passada o visitei e está tão bonito como a fotografia ilustra. Está sempre muito bem cuidado, cheio de flores e com lamparina acesas. Está implantado num dos pontos mais elevados da aldeia, onde se encontra a Rua da Máquina com a Rua do Freixinho. Em breve publicarei outras fotografias deste cruzeiro.
Foram validados 23 votos, que ficaram distribuídos da seguinte forma:
Benlhevai (1) 4%
Freixiel (1) 4%
Lodões (1) 4%
Mourão (1) 4%
Nabo (4) 17%
Samões (1) 4%
Santa Comba de Vilariça (1) 4%
Valtorno (11) 48%
Vila Flor (1) 4%
Vilarinho das Azenhas (1) 4%
O novo desafio é outro cruzeiro. Situado no coração de uma aldeia do concelho, dá nome ao largo.
Em que freguesia podemos encontrar este cruzeiro?
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor
Desde cedo o voto se inclinou par a resposta certa, mas, no final, esta não chegou a atingir os 50%. Este bonito cruzeiro existe na freguesia (em que há mais cruzeiros) e que é Valtorno. ainda na semana passada o visitei e está tão bonito como a fotografia ilustra. Está sempre muito bem cuidado, cheio de flores e com lamparina acesas. Está implantado num dos pontos mais elevados da aldeia, onde se encontra a Rua da Máquina com a Rua do Freixinho. Em breve publicarei outras fotografias deste cruzeiro.
Foram validados 23 votos, que ficaram distribuídos da seguinte forma:Benlhevai (1) 4%
Freixiel (1) 4%
Lodões (1) 4%
Mourão (1) 4%
Nabo (4) 17%
Samões (1) 4%
Santa Comba de Vilariça (1) 4%
Valtorno (11) 48%
Vila Flor (1) 4%
Vilarinho das Azenhas (1) 4%
O novo desafio é outro cruzeiro. Situado no coração de uma aldeia do concelho, dá nome ao largo.
Em que freguesia podemos encontrar este cruzeiro?
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
[À Descoberta de Vila Flor] Cantos da Montanha
Foi já há algum tempo, mas como não pude estar presente, não poderia, mesmo assim, deixar de divulgar este acontecimento, que foi o lançamento do livro do Dr. João de Sá, Cantos da Montanha. Até porque o autor teve a amabilidade de me enviar, por correio, um exemplar! A apresentação pública do livro aconteceu a 22 de Agosto de 2010 e pode ser revista no pequeno vídeo feito pela Localvisão.
Trata-se de um livro de poesia, bem mais saboroso e colorido do que alguns editados anteriormente. Neste livro, os versos não cantam unicamente Vila Flor, nele podemos encontrar poemas dedicados a Freixo de Espada à Cinta, Barca de Alva, Rio Sabor, etc. ou mesmo a algumas personalidades marcantes da região.
É um livro que merece ser lido. São viagens, de corpo e alma, que nos despregam da terra e nos elevam a outra dimensão do ser.A linguagem utilizada pelo autor, nem sempre fácil de acompanhar, é de uma beleza estonteante, neste livro, parece-me um pouco mais acessível. Por vezes é bom esquecermos a confusão do mundo que nos rodeia, a crise, para olharmos para dentro e descobrirmos que muito do que procuramos está bem perto.
Cantos da Montanha, Canto I - 5.
Fotografia: montagem tendo por base uma fotografia da zona industrial de Vila Flor.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 9/30/2010 09:33:00 AM
Trata-se de um livro de poesia, bem mais saboroso e colorido do que alguns editados anteriormente. Neste livro, os versos não cantam unicamente Vila Flor, nele podemos encontrar poemas dedicados a Freixo de Espada à Cinta, Barca de Alva, Rio Sabor, etc. ou mesmo a algumas personalidades marcantes da região.
É um livro que merece ser lido. São viagens, de corpo e alma, que nos despregam da terra e nos elevam a outra dimensão do ser.A linguagem utilizada pelo autor, nem sempre fácil de acompanhar, é de uma beleza estonteante, neste livro, parece-me um pouco mais acessível. Por vezes é bom esquecermos a confusão do mundo que nos rodeia, a crise, para olharmos para dentro e descobrirmos que muito do que procuramos está bem perto.
Adivinho a manhã na água dos teus olhos.
Tão transparente, tão límpida
a luz rompendo entre os limoeiros.
O canto de uma cotovia eleva-a
para além da árvore.
Rumores de corolas a entreabrirem
num fugidio reflexo de fonte.
Vagos odores de alfazema
dilatados no voo inconsistente
de uma borboleta.
Tímida brisa a insistir
dar o teu nome às rosas.
Cantos da Montanha, Canto I - 5.
Fotografia: montagem tendo por base uma fotografia da zona industrial de Vila Flor.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 9/30/2010 09:33:00 AM
terça-feira, 28 de setembro de 2010
[A Linha é Tua] Defensores da Linha do Tua entregaram Carta Aberta a Secretár...
HOJE - 27 DE SETEMBRO
DIA MUNDIAL DO TURISMO
ANIVERSÁRIO DA LINHA DO TUA
O Partido Ecologista "Os Verdes", em conjunto com outras entidades defensoras da Linha do Tua (Sindicato dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, Movimentos de Defesa da Linha e Associações Ambientalistas) entregou hoje – Dia Mundial do Turismo e Aniversário da Linha do Tua - ao Sr. Secretário de Estado do Turismo, e também ao Sr. Secretário de Estado do Ambiente, que o acompanhava, uma carta aberta em defesa do enorme potencial turístico que representa a Linha Ferroviária do Tua. Esta carta foi entregue ao Sr. Secretário de Estado na Estação de Santa Apolónia, no momento da sua partida para Castelo Branco, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Turismo dedicado, este ano, à biodiversidade.As entidades subscritoras desta carta organizaram um "comboio humano", composto por imagens fotográficas da Linha do Tua, que acompanhou o Sr. Secretário de Estado do Turismo e a sua comitiva ao comboio e se despediu dele.
Em carta aberta, que anexamos, e perante a iniciativa do Governo de se deslocar através do comboio, um dos transportes mais amigos do ambiente, a Castelo Branco, no âmbito das comemorações, precisamente no dia em que a Linha do Tua faz 123 anos de existência, os subscritores apelaram ao Secretário de Estado para a necessidade da preservação e dinamização da Linha e do Vale do Tua, uma porta aberta de Trás-os-Montes ao Douro, a Portugal e ao mundo.
Aos órgãos de comunicação social: "Os Verdes" disponibilizarão imagens desta iniciativa em BETACAMDIGITAL a todos os interessados
EM ANEXO: CARTA ABERTA EM DEFESA DA LINHA DO TUA E FOTOS DA INICIATIVA
O Partido Ecologista "Os Verdes"
O Gabinete de Imprensa de "Os Verdes"
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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 9/27/2010 11:55:00 PM
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
[A Linha é Tua] Carta Aberta
Carta Aberta
Carta Aberta em defesa da Linha do Tua, entregue no dia 27 de Setembro de 2010,
Dia Mundial do Turismo e Aniversário da Linha do Tua - ao Sr. Secretário de Estado do Turismo, e também ao Sr. Secretário de Estado do Ambiente, na Estação de Santa Apolónia.
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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 9/27/2010 11:56:00 PM
Carta Aberta em defesa da Linha do Tua, entregue no dia 27 de Setembro de 2010,
Dia Mundial do Turismo e Aniversário da Linha do Tua - ao Sr. Secretário de Estado do Turismo, e também ao Sr. Secretário de Estado do Ambiente, na Estação de Santa Apolónia.
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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 9/27/2010 11:56:00 PM
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