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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
[À Descoberta de Mogadouro] Brunhoso no VII Feira de Burros do Azinhoso
Mais uma participação avassaladora de Brunhoso no VII Feira de Burros do Azinhoso. Parabéns a todos. Melhor é impossível.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Mogadouro a 10/14/2010 09:24:00 PM
[À Descoberta de Vila Flor] Flashes do Outono (01)
Durante o mês de Setembro fiz várias saídas em bicicleta. Percorri muitos dos caminhos que já conhecia nas freguesias de Vila Flor, Samões, Carvalho de Egas, Valtorno, Seixo e Roios. Este retomar do BTT está a acontecer depois de mais de um ano de paragem e está a ser muito agradável.
Numa das minhas deslocações a Valtorno aproveitei para visitar alguns dos pontos onde fizemos limpeza de lixeiras clandestinas na iniciativa Limpar Portugal, que divulguei no blogue.
Grande parte dos espaços mantêm-se limpos, sinal de que há algum respeito, ou então ainda decorreu pouco tempo. A minha maior (e pior surpresa) aconteceu num caminho entre as freguesias de Valtorno e Seixo. Desse local retirámos várias camionetas de lixo, centenas de quilos de ossos e muitos monstros. O sítio ficou impecável. Qual não foi a minha surpresa quando deparo com um monte de lixo de todo o tamanho! Quem seria o civilizado que fez tal patifaria?
Tal como as imagens documentam, alguém depositou um atrelado completo de lixo. Armários, colchões, um fogão, panelas, etc. Tal quantidade de lixo é impossível passar despercebida e seria bom que a população e/ou os senhores presidentes de junta denunciassem estas situações.
Tenho percorrido caminhos de muitos concelhos no nordeste transmontano e em nenhum esta calamidade atinge tais proporções. Ainda recentemente numa caminhada que fiz na freguesia de Parambos (concelho de Carrazeda de Ansiães), encontrei junto à aldeia um local para os residentes depositarem os monstros que são posteriormente removidos por viaturas do município. Porque é que em Vila Flor não se faz algo semelhante?
Há imenso lixo ao longo das estradas e quando se sai para um caminho, as coisas ainda pioram. Não basta ter orgulho no nome VILA FLOR, há que fazer um esforço para que não só a vila, mas todo o concelho mereça esse nome. Infelizmente as coisas têm piorado.
Não tenho encontrado só coisas más. Este ano tem-se revelado bastante bom no que toca às produções agrícolas (o que não significa necessariamente lucro para os agricultores). Houve uma razoável produção de amêndoa e uma grande quantidade de uvas. Nalguns locais as videiras chegaram a tombar com o peso das uvas.
A vindima está quase a terminar (se não terminou já). A Adega Cooperativa de Vila Flor não abriu portas. Expirou. É pena que num concelho marcadamente vinícola esta estrutura desapareça. As iniciativas para a saldar as suas dívidas não tiveram sucesso uma vez que algumas instituições não quiseram assumir tal fardo.
Pela primeira vez participei na vindima e, imagine-se, pisei uvas como nos "velhos tempos".
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 10/14/2010 01:20:00 AM
Numa das minhas deslocações a Valtorno aproveitei para visitar alguns dos pontos onde fizemos limpeza de lixeiras clandestinas na iniciativa Limpar Portugal, que divulguei no blogue.
Grande parte dos espaços mantêm-se limpos, sinal de que há algum respeito, ou então ainda decorreu pouco tempo. A minha maior (e pior surpresa) aconteceu num caminho entre as freguesias de Valtorno e Seixo. Desse local retirámos várias camionetas de lixo, centenas de quilos de ossos e muitos monstros. O sítio ficou impecável. Qual não foi a minha surpresa quando deparo com um monte de lixo de todo o tamanho! Quem seria o civilizado que fez tal patifaria?
Tal como as imagens documentam, alguém depositou um atrelado completo de lixo. Armários, colchões, um fogão, panelas, etc. Tal quantidade de lixo é impossível passar despercebida e seria bom que a população e/ou os senhores presidentes de junta denunciassem estas situações.
Tenho percorrido caminhos de muitos concelhos no nordeste transmontano e em nenhum esta calamidade atinge tais proporções. Ainda recentemente numa caminhada que fiz na freguesia de Parambos (concelho de Carrazeda de Ansiães), encontrei junto à aldeia um local para os residentes depositarem os monstros que são posteriormente removidos por viaturas do município. Porque é que em Vila Flor não se faz algo semelhante?Há imenso lixo ao longo das estradas e quando se sai para um caminho, as coisas ainda pioram. Não basta ter orgulho no nome VILA FLOR, há que fazer um esforço para que não só a vila, mas todo o concelho mereça esse nome. Infelizmente as coisas têm piorado.
Não tenho encontrado só coisas más. Este ano tem-se revelado bastante bom no que toca às produções agrícolas (o que não significa necessariamente lucro para os agricultores). Houve uma razoável produção de amêndoa e uma grande quantidade de uvas. Nalguns locais as videiras chegaram a tombar com o peso das uvas.
A vindima está quase a terminar (se não terminou já). A Adega Cooperativa de Vila Flor não abriu portas. Expirou. É pena que num concelho marcadamente vinícola esta estrutura desapareça. As iniciativas para a saldar as suas dívidas não tiveram sucesso uma vez que algumas instituições não quiseram assumir tal fardo.
Pela primeira vez participei na vindima e, imagine-se, pisei uvas como nos "velhos tempos".
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 10/14/2010 01:20:00 AM
[À Descoberta de Mogadouro] À Descoberta do Variz
Durante o mês de Agosto de 2010 tive oportunidade de fazer pequenos passeios por algumas das aldeias do concelho. Uma das que visitei foi a aldeia do Variz. Confesso que esta aldeia era totalmente desconhecida para mim. Apesar de não estar situa a muita distância de Mogadouro, não se encontra em nenhum dos eixos rodoviários que une a sede de concelho às sedes dos concelhos vizinhos, pelo que, só vai ao Variz que se perde, ou quem tem essa intenção. Eu fui porque pretendia Descobrir mais um cantinho do concelho.
O Variz é uma anexa da freguesia de Penas Roias. Está a pouco mais de 11 km de Mogadouro (pela N221) e a 7 de Penas Roias, por estradas municipais. As poucas vezes que ouvi falar da aldeia foi quase sempre sobre a estação do caminho-de-ferro, que integrava a Linha do Sabor, morta há uma série de anos. Nesta estação funcionou, em tempos um bar. Essa particularidade foi várias vezes apresentada como exemplo de aproveitamento das infra-estruturas, muito antes de existir a Ciclovia do Sabor em Torre de Moncorvo ou o bar na estação de Larinho.
Ao primeiro contacto com a aldeia o sentimento foi de surpresa. As casas encontram-se dispersas por vários locais, com maior concentração em volta da igreja matriz e junto da estação, mas há outros bairros onde não me desloquei. Não contava com uma aldeia tão grande.
Num Sábado de manhã, o ambiente era de tranquilidade e vagabundeei pelas principais ruas sem praticamente me cruzar com ninguém. Como habitualmente a minha atenção centrou-se nas casas mais antigas, algumas em ruínas, outras com sinais positivos de obras de restauro. Infelizmente sem o apoio técnico (e até monetário) das autarquias, estes restauros são muitas vezes descaracterizadores, e este local não foge à regra.
A aldeia é atravessada por um curso de água, mas, em pleno Verão, não se via mais nada além de erva fresca. É de realçar a existência de um pequeno jardim com hortênsias e roseiras, tudo muito bem cuidado.
Encontrei uma pequena capela com a imagem de Nossa Senhora das Dores no altar. Também apresenta restos de frescos na parede num dos lados do altar e a representação do purgatório do outro. As paredes, o tecto, a porta e o pequeno campanário são recentes ou foram restaurados.
Quando é possível, impõe-se uma visita à igreja. Por sorte, foi possível. A presença de um habitante local deu-me a possibilidade de percorrer o espaço sem receios de ser mal interpretado.
Vale a pena visitar este espaço. Tem-se registo da igreja de S. João Baptista desde o início do Século XVI, altura em que foi ladrilhada a capela-mor, pintada uma imagem de S. João Baptista e mudada a pia baptismal para um canto da igreja. O interior é amplo, fruto possivelmente de vários acrescentos. Os altares também não são todos da mesma época. O mais trabalhado (e talvez antigo) é onde se encontra o Sagrado Coração de Jesus. Pelo brilho adivinha-se que o altar e o ambão são ambos novos. Há imensas imagens espalhadas por todos os espaços dos diferentes altares. Esta e outras características dão um ar simples e acolhedor ao edifício. O tecto da capela-mor está pintado de azul, com alguns elementos em dourado e com uma ilustração de Santo Antão ao centro. No chão ainda são evidentes as diferentes divisões onde eram depositados os mortos. Algumas pedras têm gravações.
No exterior há um largo a toda a volta da igreja. O frontispício, voltado para poente, apresenta uma torre sineira, com dois sinos, e uma porta com um arco perfeito. A simplicidade de elementos é característica de muitas igrejas desta região. Algumas nem apresentam a porta. Curiosamente há uma estrutura com uma pequena sineta do lado direito do frontispício.
Não muito longe da igreja há uma estrutura em granito, uma espécie de nicho, encimado por uma cruz. Sou tentado a pensar que tenham sido umas alminhas. O interior foi outrora pintado. Também aqui é visível o gosto que os habitantes têm pela sua aldeia, uma vez que há bonitas flores por todo o lado.
Junto à estrada que segue para a estação, há um bar e, perto dele, uma fonte de mergulho bastante bonita. A posição do sol não me permitiu fotografá-la com rigor, mas é bastante elegante. Muitas fontes deste género estão numa posição baixa em relação ao nível do solo, mas não é este caso, favorecendo assim a estética. É possível que tenha havido uma cruz sobre a fonte.
A paragem seguinte foi na estação. A minha muita curiosidade só foi ultrapassada pela desilusão. Trata-se de um edifício muito bem situado e bonito, mas era tal o abandono que senti envergonhado com a forma como tratamos o nosso património. O edifício está completamente ao abandono. Crescem silvas por toda a parte, sendo quase impossível circular em volta. Talvez as expectativas fossem muitas, mas achei uma pena tanto abandono.
Apesar de tudo, fiquei com uma boa imagem do Variz. Espero ter mais oportunidades de voltar à aldeia e conhecer com mais pormenor alguns dos seus aspectos mais característicos.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Mogadouro a 10/14/2010 12:06:00 AM
O Variz é uma anexa da freguesia de Penas Roias. Está a pouco mais de 11 km de Mogadouro (pela N221) e a 7 de Penas Roias, por estradas municipais. As poucas vezes que ouvi falar da aldeia foi quase sempre sobre a estação do caminho-de-ferro, que integrava a Linha do Sabor, morta há uma série de anos. Nesta estação funcionou, em tempos um bar. Essa particularidade foi várias vezes apresentada como exemplo de aproveitamento das infra-estruturas, muito antes de existir a Ciclovia do Sabor em Torre de Moncorvo ou o bar na estação de Larinho.
Ao primeiro contacto com a aldeia o sentimento foi de surpresa. As casas encontram-se dispersas por vários locais, com maior concentração em volta da igreja matriz e junto da estação, mas há outros bairros onde não me desloquei. Não contava com uma aldeia tão grande.
Num Sábado de manhã, o ambiente era de tranquilidade e vagabundeei pelas principais ruas sem praticamente me cruzar com ninguém. Como habitualmente a minha atenção centrou-se nas casas mais antigas, algumas em ruínas, outras com sinais positivos de obras de restauro. Infelizmente sem o apoio técnico (e até monetário) das autarquias, estes restauros são muitas vezes descaracterizadores, e este local não foge à regra.
A aldeia é atravessada por um curso de água, mas, em pleno Verão, não se via mais nada além de erva fresca. É de realçar a existência de um pequeno jardim com hortênsias e roseiras, tudo muito bem cuidado.
Encontrei uma pequena capela com a imagem de Nossa Senhora das Dores no altar. Também apresenta restos de frescos na parede num dos lados do altar e a representação do purgatório do outro. As paredes, o tecto, a porta e o pequeno campanário são recentes ou foram restaurados.
Quando é possível, impõe-se uma visita à igreja. Por sorte, foi possível. A presença de um habitante local deu-me a possibilidade de percorrer o espaço sem receios de ser mal interpretado.
Vale a pena visitar este espaço. Tem-se registo da igreja de S. João Baptista desde o início do Século XVI, altura em que foi ladrilhada a capela-mor, pintada uma imagem de S. João Baptista e mudada a pia baptismal para um canto da igreja. O interior é amplo, fruto possivelmente de vários acrescentos. Os altares também não são todos da mesma época. O mais trabalhado (e talvez antigo) é onde se encontra o Sagrado Coração de Jesus. Pelo brilho adivinha-se que o altar e o ambão são ambos novos. Há imensas imagens espalhadas por todos os espaços dos diferentes altares. Esta e outras características dão um ar simples e acolhedor ao edifício. O tecto da capela-mor está pintado de azul, com alguns elementos em dourado e com uma ilustração de Santo Antão ao centro. No chão ainda são evidentes as diferentes divisões onde eram depositados os mortos. Algumas pedras têm gravações.
No exterior há um largo a toda a volta da igreja. O frontispício, voltado para poente, apresenta uma torre sineira, com dois sinos, e uma porta com um arco perfeito. A simplicidade de elementos é característica de muitas igrejas desta região. Algumas nem apresentam a porta. Curiosamente há uma estrutura com uma pequena sineta do lado direito do frontispício.
Não muito longe da igreja há uma estrutura em granito, uma espécie de nicho, encimado por uma cruz. Sou tentado a pensar que tenham sido umas alminhas. O interior foi outrora pintado. Também aqui é visível o gosto que os habitantes têm pela sua aldeia, uma vez que há bonitas flores por todo o lado.
Junto à estrada que segue para a estação, há um bar e, perto dele, uma fonte de mergulho bastante bonita. A posição do sol não me permitiu fotografá-la com rigor, mas é bastante elegante. Muitas fontes deste género estão numa posição baixa em relação ao nível do solo, mas não é este caso, favorecendo assim a estética. É possível que tenha havido uma cruz sobre a fonte.
A paragem seguinte foi na estação. A minha muita curiosidade só foi ultrapassada pela desilusão. Trata-se de um edifício muito bem situado e bonito, mas era tal o abandono que senti envergonhado com a forma como tratamos o nosso património. O edifício está completamente ao abandono. Crescem silvas por toda a parte, sendo quase impossível circular em volta. Talvez as expectativas fossem muitas, mas achei uma pena tanto abandono.
Apesar de tudo, fiquei com uma boa imagem do Variz. Espero ter mais oportunidades de voltar à aldeia e conhecer com mais pormenor alguns dos seus aspectos mais característicos.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Mogadouro a 10/14/2010 12:06:00 AM
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
[À Descoberta de Miranda do Douro] Fonte de Aldeia (3)
Fonte de Aldeia, em Miranda do Douro.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Miranda do Douro a 10/13/2010 02:28:00 PM
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Miranda do Douro a 10/13/2010 02:28:00 PM
[À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta] Candeeiro
Interessante candeeiro fotografado em Freixo de Espada à Cinta.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta a 10/13/2010 02:20:00 PM
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta a 10/13/2010 02:20:00 PM
[À Descoberta de Torre de Moncorvo] Santuário de Nossa Senhora do Amparo
Santuário de Nossa Senhora do Amparo, no Felgar.
Setembro de 2010.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Torre de Moncorvo a 10/13/2010 01:56:00 PM
Setembro de 2010.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Torre de Moncorvo a 10/13/2010 01:56:00 PM
[À Descoberta de Vila Flor] Cantos da Montanha ( III - 6)
Nesta explosão telúrica me atomizo
e atinjo o coração de invisíveis astros.
Vai-se esbatendo a linha divisória
entre os vivos e os mortos.
Um tremor de castanheiros .
apressa-se a despegar-me do corpo
o grude das leitosas pálpebras da inocência.
Que eu encontre uma sarça dos cumes da montanha,
a que bebeu tanto vento e luz
que se transformou em íman ou mastro.
Talvez seja uma hipótese de atingir
um ignoto clarão perdido nos espaços
desvendando a cerrada névoa
que antecede o poema.
Poema do mais recente livro do Dr. João de Sá, Cantos da Montanha (Canto III, 6).
Fotografia: alto do Facho, Vila Flor, hoje à tarde, durante um passeio de BTT.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 10/12/2010 10:01:00 PM
e atinjo o coração de invisíveis astros.
Vai-se esbatendo a linha divisória
entre os vivos e os mortos.
Um tremor de castanheiros .
apressa-se a despegar-me do corpo
o grude das leitosas pálpebras da inocência.
Que eu encontre uma sarça dos cumes da montanha,
a que bebeu tanto vento e luz
que se transformou em íman ou mastro.
Talvez seja uma hipótese de atingir
um ignoto clarão perdido nos espaços
desvendando a cerrada névoa
que antecede o poema.
Poema do mais recente livro do Dr. João de Sá, Cantos da Montanha (Canto III, 6).
Fotografia: alto do Facho, Vila Flor, hoje à tarde, durante um passeio de BTT.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 10/12/2010 10:01:00 PM
terça-feira, 12 de outubro de 2010
[À Descoberta de Vila Flor] Cogumelos (4)
Com a chegada das chuvas do Outono aguarda-se com alguma ansiedade a chegada dos primeiros cogumelos, normalmente os rocos. Mas, em Freixiel, encontrei no dia 5 de Outubro uma pessoa com um balde com bastantes fungos. Tratava-se de uma espécie totalmente desconhecida para mim, que se desenvolve nos troncos dos olmos.
Também encontrei o resto de um tronco de sobreiro repleto de um cogumelo que penso que são as repolgas. Estavam num estado bastante avançado do desenvolvimento e já merecia a pena colhe-las. Como também não é um cogumelo que me oferece confiança colher, nunca o apanharia, mesmo que estivesse boas.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 10/12/2010 02:12:00 AM
Também encontrei o resto de um tronco de sobreiro repleto de um cogumelo que penso que são as repolgas. Estavam num estado bastante avançado do desenvolvimento e já merecia a pena colhe-las. Como também não é um cogumelo que me oferece confiança colher, nunca o apanharia, mesmo que estivesse boas.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 10/12/2010 02:12:00 AM
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Fonte das Sereias
Vista parcial da Fonte das Sereias em Carrazeda de Ansiães.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/12/2010 01:52:00 AM
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/12/2010 01:52:00 AM
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] 1 dia por terras de Ansiães (01)
No dia 1 de Outubro passei grande parte do dia À Descoberta do concelho de Carrazeda de Ansiães.
A manhã foi passada a percorrer algumas ruas e a conversar com algumas pessoas em Marzagão. Há tantas coisas para conhecer, tantas para fotografar, que o tempo passa e não chega a nada. Quando se começa a conversar com as pessoas, tudo ganha mais graça e ficam-se a saber coisas bem mais interessantes, mas é necessário muito mais tempo. É necessário fazer algumas perguntas, mas também ouvir as pessoas que cada vez se sentem mais isoladas e têm muita necessidade de conversar.
Dos locais visitados em Marzagão, darei conta aqui, no blogue, e no novo blogue dedicado à freguesia, em próximos apontamentos.
Almocei em Carrazeda de Ansiães, no restaurante O Vinhateiro, já próximo das duas horas da tarde. Dado o adiantado da hora, não fui esquisito na ementa. Durante o almoço usufrui da companhia de um natural de Vila Flor, negociante de gado, com quem tive uma animada conversa, dado que conhecia profundamente os concelhos de Carrazeda, Vila Flor e outros como por exemplo Mogadouro.
Aproveitei o resto da tarde para conhecer a Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães. As únicas vezes que estive nesse espaço foi em realizações como a Feira do Livro, não tendo nem espreitado as prateleiras.
Não foi necessário fazer qualquer inscrição e subi ao primeiro andar, onde se situa o principal espaço da biblioteca.
Durante o meu 5.º e 6.º anos tive muitas vezes aulas neste edifício, quer de um lado, quer do outro. Curioso era o facto de que para se entrar nalgumas salas, tínhamos que atravessar outras! Nada reconheci no edifício da biblioteca que me fizesse lembrar esse tempo, há excepção do exterior.
Numa sexta à tarde o movimento era pouco. Um adulto consultava a Internet e duas jovens conversavam numa mesa, fazendo talvez algum trabalho escolar. Tal como noutras bibliotecas, escolares ou não, o grosso do movimento de crianças e jovens deve-se aos equipamentos informáticos. A utilização da Internet é muito mais aliciante do que sentar-se numa mesa a desfolhar um livro. É uma das grandes tendências da nossa sociedade que não sei onde nos vai levar.
Não precisei de procurar muito. A estante que procurava está mesmo em frente à porta de entrada. Pretendia inteirar-me dos livros que me falassem do concelho de Carrazeda de Ansiães. A estante está sinalizada como "Fundo Local". Entre alguns, que possuo (e que não valia a pena consultar por os ter em casa), seleccionei 6 que, numa primeira abordagem, me pareceram interessantes.
Este primeiro contacto destinou-se a fazer o reconhecimento das obras existentes, uma vez que pretendo voltar mais vezes e requisitar as que me for possível requisitar. Fui informado de que os livros que têm uma fita vermelha na lombada não podem ser requisitados! Todos os que tinha em cima da mesa tinham uma fita vermelha!
Ao contrário do que me aconteceu em Vila Flor e Torre de Moncorvo, em que me foram cedidos livros editados pelas respectivas Câmaras Municipais, em Carrazeda de Ansiães a recepção (ao nível mais alto da Câmara Municipal) não foi muto animadora. Tenho comprado bastantes livros. O Blogue, além de muito tempo e muito trabalho, começa também a dar despesa.
Voltando aos livros. Dos que tinha em cima da mesa o que me mereceu mais interesse foi "Carrazeda de Ansiães e o Seu Termo", de José Aguilar. Trata-se de uma edição da Câmara Municipal e estranhei nunca o ter encontrado à venda. Trata-se de um livro composto por pequenos textos que nos levam a percorrer locais bem característicos do concelho. A linguagem utilizada é muito agradável e de fácil leitura. É um livro que vou ler e que me ajudará bastante a conhecer melhor o concelho.
Quase ao cair da noite ainda fiz uma visita a Zedes. Apenas o tempo suficiente para visitar alguns familiares e dar alguns dedos de conversa no bar da Associação, que estranhamente estava aberto àquela hora.
Foi um dia muito agradável. Espero nos próximos tempos repetir a experiência e conhecer melhor outras freguesias do concelho.
A Biblioteca funciona das 9:00 h às 12:30 h e das 14:00 h às 17:30.
Regulamento da Biblioteca Municipal (em PDF)
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/08/2010 08:38:00 PM
A manhã foi passada a percorrer algumas ruas e a conversar com algumas pessoas em Marzagão. Há tantas coisas para conhecer, tantas para fotografar, que o tempo passa e não chega a nada. Quando se começa a conversar com as pessoas, tudo ganha mais graça e ficam-se a saber coisas bem mais interessantes, mas é necessário muito mais tempo. É necessário fazer algumas perguntas, mas também ouvir as pessoas que cada vez se sentem mais isoladas e têm muita necessidade de conversar.
Dos locais visitados em Marzagão, darei conta aqui, no blogue, e no novo blogue dedicado à freguesia, em próximos apontamentos.
Almocei em Carrazeda de Ansiães, no restaurante O Vinhateiro, já próximo das duas horas da tarde. Dado o adiantado da hora, não fui esquisito na ementa. Durante o almoço usufrui da companhia de um natural de Vila Flor, negociante de gado, com quem tive uma animada conversa, dado que conhecia profundamente os concelhos de Carrazeda, Vila Flor e outros como por exemplo Mogadouro.
Aproveitei o resto da tarde para conhecer a Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães. As únicas vezes que estive nesse espaço foi em realizações como a Feira do Livro, não tendo nem espreitado as prateleiras.
Não foi necessário fazer qualquer inscrição e subi ao primeiro andar, onde se situa o principal espaço da biblioteca.
Durante o meu 5.º e 6.º anos tive muitas vezes aulas neste edifício, quer de um lado, quer do outro. Curioso era o facto de que para se entrar nalgumas salas, tínhamos que atravessar outras! Nada reconheci no edifício da biblioteca que me fizesse lembrar esse tempo, há excepção do exterior.
Numa sexta à tarde o movimento era pouco. Um adulto consultava a Internet e duas jovens conversavam numa mesa, fazendo talvez algum trabalho escolar. Tal como noutras bibliotecas, escolares ou não, o grosso do movimento de crianças e jovens deve-se aos equipamentos informáticos. A utilização da Internet é muito mais aliciante do que sentar-se numa mesa a desfolhar um livro. É uma das grandes tendências da nossa sociedade que não sei onde nos vai levar.
Não precisei de procurar muito. A estante que procurava está mesmo em frente à porta de entrada. Pretendia inteirar-me dos livros que me falassem do concelho de Carrazeda de Ansiães. A estante está sinalizada como "Fundo Local". Entre alguns, que possuo (e que não valia a pena consultar por os ter em casa), seleccionei 6 que, numa primeira abordagem, me pareceram interessantes.
Este primeiro contacto destinou-se a fazer o reconhecimento das obras existentes, uma vez que pretendo voltar mais vezes e requisitar as que me for possível requisitar. Fui informado de que os livros que têm uma fita vermelha na lombada não podem ser requisitados! Todos os que tinha em cima da mesa tinham uma fita vermelha!
Ao contrário do que me aconteceu em Vila Flor e Torre de Moncorvo, em que me foram cedidos livros editados pelas respectivas Câmaras Municipais, em Carrazeda de Ansiães a recepção (ao nível mais alto da Câmara Municipal) não foi muto animadora. Tenho comprado bastantes livros. O Blogue, além de muito tempo e muito trabalho, começa também a dar despesa.
Voltando aos livros. Dos que tinha em cima da mesa o que me mereceu mais interesse foi "Carrazeda de Ansiães e o Seu Termo", de José Aguilar. Trata-se de uma edição da Câmara Municipal e estranhei nunca o ter encontrado à venda. Trata-se de um livro composto por pequenos textos que nos levam a percorrer locais bem característicos do concelho. A linguagem utilizada é muito agradável e de fácil leitura. É um livro que vou ler e que me ajudará bastante a conhecer melhor o concelho.
Quase ao cair da noite ainda fiz uma visita a Zedes. Apenas o tempo suficiente para visitar alguns familiares e dar alguns dedos de conversa no bar da Associação, que estranhamente estava aberto àquela hora.
Foi um dia muito agradável. Espero nos próximos tempos repetir a experiência e conhecer melhor outras freguesias do concelho.
A Biblioteca funciona das 9:00 h às 12:30 h e das 14:00 h às 17:30.
Regulamento da Biblioteca Municipal (em PDF)
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/08/2010 08:38:00 PM
domingo, 3 de outubro de 2010
[À Descoberta de Vila Flor] Peregrinações - Nossa Senhora do Castanheiro (Val...
A caminhada do dia 26 de Setembro de 2010, integrada na série "Peregrinações" levou-nos por terras de Carvalho de Egas , Valtorno e Seixo de Manhoses. O destino final foi a igreja de Nossa Senhora do Castanheiro, em Valtorno.
A manhã mostrou-se fresca e com uma luminosidade notável, logo à partida de Vila Flor. O caminho seguido foi sensivelmente o mesmo na caminhada ao Santuário de Santa Cecília. Com as obras da nova estrada, é cada vez mais difícil passar em certos locais, mas, como ao fim-de-semana não há máquinas em movimento, não tem havido grandes problemas.
Na barragem Camilo Mendonça havia já algumas pessoas a fazerem a sua ginástica matinal, sobre o olhar atento de uma garça-real, que procurava o seu pequeno-almoço. Fizemos um passeio pelo mini-zoo que se apresenta bastante povoado, pelo menos no que toca a aves. Pode ser que, um dia destes, aqui mostre um pouco do que aí pode ser visto.
Depois de passarmos o Concieiro, continuámos na mesma direcção entre as freguesias de Valtorno e Seixo de Manhoses. Este caminho vai terminar junto à igreja que pretendíamos visitar, mas não íamos segui-lo até ao fim.
Deixámos a crista da montanha a 700 metros de altitude e descemos em direcção a uma das curiosidades mais destacáveis de Valtorno, a fonte arcada conhecida pelo curioso nome de Paijoana. É uma fonte medieval, em arco, de que já fiz eco em várias anteriores visitas a Valtorno. Esta fonte inspira uma das mais curiosas lendas do concelho, como quase sempre, à volta de uma moura encantada. Estou sempre à espera da noite de S. João para visitar a fonte. Quem sabe não me toca a mim a manta de ouro que a dita moura tece num tear de marfim! Mas quando chega o dia de S. João, esqueço-me.
A localização desta fonte não é alheia à existência, logo atrás dela, de vestígios de um povoamento bastante antigo, de certeza mais antigo do que a fonte. Numa extensão bastante grande há vestígios de muralhas e de habitações. É o Cabeço Murado, ou como o povo diz, Cabeça Murada.
Quando nos dirigíamos para a Capela N.ª Senhora da Luz, no centro da aldeia passámos junto a uma estrutura da freguesia bastante interessante. Trata-se de um parque infantil, tendo ao lado uma área para assadores, mesas e casas de banho, que permitem a realização de convívios e confraternizações. Tudo numa zona muito aprazível e vedada. São espaços assim que são bem-vindos em qualquer freguesia.
A visita à capela de Nossa Senhora da Luz deixou o meu companheiro de viagem bastante chocado. Não compreendia como se pode chegar a tal abandono, quando o património histórico e religioso das nossas aldeias nem é assim tão abundante. Sentimentos semelhantes senti eu, na primeira vez que a visitei.
Descemos em direcção à capela do Santíssimo, onde se celebrava a Eucaristia. Teria sido interessante visitar o seu interior, mas será uma tarefa a realizar no futuro. Já poucos metros nos separavam da igreja de nossa Senhora do Castanheiro, que se ergue num outeiro a sudoeste da povoação.
A designação da igreja, Nossa Senhora do Castanheiro, deriva de mais uma lenda que dá contada da aparição de Nossa Senhora entre as pernadas de um velho e enorme castanheiro que, completamente desgastado pelo tempo, se apresenta ainda imponente, mesmo sem qualquer sinal de vida. A morte total é recente, uma vez que me recordo de ainda lhe ver algumas folhas verdes. A seu lado cresce um novo castanheiro, que, com o tempo se tornará grande e continuará a ser aquele onde apareceu nossa senhora, por mais alguns séculos.
A igreja também é digna de referência. Construída a algumas centenas de metros do povoado, deve ter sofrido ampliações e alterações ao longo dos séculos. Talvez a sua origem esteja numa capela românica do séc. XIII mas o o grosso do que a constitui actualmente é atribuído ao séc. XVIII. O seu portal românico é, sem dúvida, o elemento arquitectónico de maior valor e que mais chama a atenção, com um arco de volta inteira. Não foi possível entrar no seu interior, mas já aí estive por várias vezes.
Depois de atingido o objectivo, podíamos regressar por um caminho bastante rápido, passando novamente pelo Concieiro, mas, para tornar a caminhada mais agradável, seguimos pelo caminho dos moinhos que desce em direcção à Barragem de Valtorno-Mourão. Embora o época do ano não seja a mais propícia, este percurso é muito agradável. Mais agradável se tornaria se houvesse tempo para explorar as ruínas dos diferentes moinhos que vão aparecendo ao longo do ribeiro.
A certa altura começa a ver-se a barragem. Ganha uma tonalidade de azul interessante, vista do alto. Aos Domingos, e ao final das tardes, há sempre alguns pescadores a tentarem a sua sorte.
Quando chegámos ao cruzeiro, lugar onde se encontram muitos caminhos, seguimos aquele que nos levaria mais rapidamente ao Seixo, onde chegámos perto da uma da tarde. Satisfeitos com o percurso feito e para não chegarmos muito tarde a casa, telefonámos para nos irem buscar. Percorremos perto de 15 quilómetros a pé; o percurso foi muito interessante; já merecíamos o almoço.
Percurso realizado:
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 10/03/2010 08:55:00 PM
A manhã mostrou-se fresca e com uma luminosidade notável, logo à partida de Vila Flor. O caminho seguido foi sensivelmente o mesmo na caminhada ao Santuário de Santa Cecília. Com as obras da nova estrada, é cada vez mais difícil passar em certos locais, mas, como ao fim-de-semana não há máquinas em movimento, não tem havido grandes problemas.
Na barragem Camilo Mendonça havia já algumas pessoas a fazerem a sua ginástica matinal, sobre o olhar atento de uma garça-real, que procurava o seu pequeno-almoço. Fizemos um passeio pelo mini-zoo que se apresenta bastante povoado, pelo menos no que toca a aves. Pode ser que, um dia destes, aqui mostre um pouco do que aí pode ser visto.
Depois de passarmos o Concieiro, continuámos na mesma direcção entre as freguesias de Valtorno e Seixo de Manhoses. Este caminho vai terminar junto à igreja que pretendíamos visitar, mas não íamos segui-lo até ao fim.
Deixámos a crista da montanha a 700 metros de altitude e descemos em direcção a uma das curiosidades mais destacáveis de Valtorno, a fonte arcada conhecida pelo curioso nome de Paijoana. É uma fonte medieval, em arco, de que já fiz eco em várias anteriores visitas a Valtorno. Esta fonte inspira uma das mais curiosas lendas do concelho, como quase sempre, à volta de uma moura encantada. Estou sempre à espera da noite de S. João para visitar a fonte. Quem sabe não me toca a mim a manta de ouro que a dita moura tece num tear de marfim! Mas quando chega o dia de S. João, esqueço-me.
A localização desta fonte não é alheia à existência, logo atrás dela, de vestígios de um povoamento bastante antigo, de certeza mais antigo do que a fonte. Numa extensão bastante grande há vestígios de muralhas e de habitações. É o Cabeço Murado, ou como o povo diz, Cabeça Murada.
Quando nos dirigíamos para a Capela N.ª Senhora da Luz, no centro da aldeia passámos junto a uma estrutura da freguesia bastante interessante. Trata-se de um parque infantil, tendo ao lado uma área para assadores, mesas e casas de banho, que permitem a realização de convívios e confraternizações. Tudo numa zona muito aprazível e vedada. São espaços assim que são bem-vindos em qualquer freguesia.
A visita à capela de Nossa Senhora da Luz deixou o meu companheiro de viagem bastante chocado. Não compreendia como se pode chegar a tal abandono, quando o património histórico e religioso das nossas aldeias nem é assim tão abundante. Sentimentos semelhantes senti eu, na primeira vez que a visitei.
Descemos em direcção à capela do Santíssimo, onde se celebrava a Eucaristia. Teria sido interessante visitar o seu interior, mas será uma tarefa a realizar no futuro. Já poucos metros nos separavam da igreja de nossa Senhora do Castanheiro, que se ergue num outeiro a sudoeste da povoação.
A designação da igreja, Nossa Senhora do Castanheiro, deriva de mais uma lenda que dá contada da aparição de Nossa Senhora entre as pernadas de um velho e enorme castanheiro que, completamente desgastado pelo tempo, se apresenta ainda imponente, mesmo sem qualquer sinal de vida. A morte total é recente, uma vez que me recordo de ainda lhe ver algumas folhas verdes. A seu lado cresce um novo castanheiro, que, com o tempo se tornará grande e continuará a ser aquele onde apareceu nossa senhora, por mais alguns séculos.
A igreja também é digna de referência. Construída a algumas centenas de metros do povoado, deve ter sofrido ampliações e alterações ao longo dos séculos. Talvez a sua origem esteja numa capela românica do séc. XIII mas o o grosso do que a constitui actualmente é atribuído ao séc. XVIII. O seu portal românico é, sem dúvida, o elemento arquitectónico de maior valor e que mais chama a atenção, com um arco de volta inteira. Não foi possível entrar no seu interior, mas já aí estive por várias vezes.
Depois de atingido o objectivo, podíamos regressar por um caminho bastante rápido, passando novamente pelo Concieiro, mas, para tornar a caminhada mais agradável, seguimos pelo caminho dos moinhos que desce em direcção à Barragem de Valtorno-Mourão. Embora o época do ano não seja a mais propícia, este percurso é muito agradável. Mais agradável se tornaria se houvesse tempo para explorar as ruínas dos diferentes moinhos que vão aparecendo ao longo do ribeiro.
A certa altura começa a ver-se a barragem. Ganha uma tonalidade de azul interessante, vista do alto. Aos Domingos, e ao final das tardes, há sempre alguns pescadores a tentarem a sua sorte.
Quando chegámos ao cruzeiro, lugar onde se encontram muitos caminhos, seguimos aquele que nos levaria mais rapidamente ao Seixo, onde chegámos perto da uma da tarde. Satisfeitos com o percurso feito e para não chegarmos muito tarde a casa, telefonámos para nos irem buscar. Percorremos perto de 15 quilómetros a pé; o percurso foi muito interessante; já merecíamos o almoço.
Percurso realizado:
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 10/03/2010 08:55:00 PM
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Comemorações do Centenário da República
Comemorações do Centenário da República, em Carrazeda de Ansiães, no dia 5 de Outubro de 2010.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/03/2010 02:06:00 AM
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/03/2010 02:06:00 AM
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