Este ano parece estar a ser um excelente ano para os tradicionais cogumelos muito apreciados na região. Tenho tropeçado neles em todas as caminhadas que tenho feito, e, mesmo sem nunca ter saído expressamente para os procurar, tenho apanhado bastantes.
Os rocos (Macrolepiota procera) apareceram cedo e muitos secaram rapidamente por falta de chuva. Ainda é possível encontrá-los. No domingo passado vi dois e um deles ainda era bastante jovem.
A apanha de cogumelos é uma tarefa delicada. Come-los sem os ter apanhado é ainda mais complicado. Eu fico muito mais tranquilo quando como cogumelos que eu próprio apanho do que quando os como apanhados por outras pessoas.
Não tenho formação nenhuma sobre cogumelos. Alguns conhecimentos que tenho, adquiri-os em criança. Desde que me conheço, que apanho cogumelos. Penso que entre os 6 e os 12 anos tenha sido os anos em que mais apanhei. Aprendi a distingui-los com a minha família e com os meus amigos, uma vez que cresci no campo e todos os meus amigos apanhavam cogumelos.
Em jovem apanhava perto de 10 espécies, mas, com o passar dos anos, fui perdendo a confiança e agora fico-me pelas 5 mais fáceis de identificar. É uma actividade que não admite erros. Há duas famílias em perigo de vida (uma das quais no distrito de Bragança).
Tudo o que eu disser aqui sobre algumas espécies, não pode ser entendido como instruções para a sua apanha, mas apenas como mais uma amostra da riqueza natural da nossa região e do nosso concelho.
Sanchas, Pinheiras, setas (Lactarius deliciosus)
Características: o chapéu, inicialmente convexo, toma-se posteriormente plano e espalmado ou obcónico e ligeiramente recurvado, com um diâmetro de 5 a 15 cm. É cor de laranja, vemelho-claro ou vemelho-tijolo e com frequência ligeiramente acastanhado; a cutícula do chapéu apresenta zonas anelares concêntricas e com a humidade toma-se um pouco viscosa. A carne quebradiça vai de esbranquiçada a rosa-pálido ou amarelada; quando danificada segrega uma seiva alaranjada ou cor de cenoura. As lâminas apertadas e decorrentes têm comprimentos diferentes; a sua cor vai do laranja-claro ao laranja-avemelhado, mudando sobretudo para esverdeado
quando velhas ou quando tocadas.
Habitat: Espécie por vezes frequente que se encontra sobretudo em florestas coníferas e, nestas, de preferência debaixo dos pinheiros bravos, preferindo solos calcários; aparecem entre Novembro e Dezembro.
Fonte: adaptado do Guia dos Cogumelos (Dinalivro)
As sanchas são seguramente os cogumelos mais apanhados em Portugal e uma das espécies em que as pessoas têm mais confiança. Há muitas pessoas que apenas apanham esta espécie. Mesmo assim, há que ter cuidado. Tenho encontrado um cogumelo muito semelhante sob os sobreiros. Desconheço se é comestível ou não.
As sanchas crescem nos pinhais idosos. Eu prefiro procurá-las nas bordas dos pinhais, principalmente nos locais mais húmidos.
Apesar do seu nome deliciosus (delicioso), não é dos meus cogumelos preferidos. Tem um sabor muito característico e intenso.
Já apanhei esta espécie em Benlhevai, Vale Frechoso, Roios, Vila Flor, Freixiel, Seixo de Manoses, Candoso e Vila Flor.
Nota: o Município de Vila Flor e o Fundo Florestal Permanente editaram há alguns anos um "Mini-manual dos cogumelos". É possível que ainda haja alguns a circular por aí.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 11/23/2010 12:28:00 AM
Concelho:
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terça-feira, 23 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] 1 dia por terras de Ansiães (03)
Hoje o dia estava destinado para mais uma incursão À Descoberta de mais alguns cantinhos do concelho de Carrazeda de Ansiães, mas, acordou chuvoso e até os recantos mais coloridos pelos tons do Outono pareceriam cinzentos.
Como a tecnologia actual nos permite viagens infindáveis, por mundos distantes (e mesmo imaginários), aqui estou eu para mostrar e descrever mais viagens anteriores.
Vai para um mês fiz uma viagem a Seixo de Manhoses. Para chegar à aldeia usei uma estrada que nunca tinha utilizado antes. Liga Seixo de Ansiães a Besteiros e Fontelonga. No Outono gosto muito de passar por Fontelonga, entre outras coisas porque os castanheiros ganham tonalidades muito interessantes que gosto de fotografar.
Entre Besteiros e Seixo tem-se contacto com o concelho profundo, tal como noutros pontos do concelho, como por exemplo Pereiros e Codeçais. Por entre videiras e amendoeiras que devem habitar estes locais há séculos, quase se avista o Douro, por entre as copas dos pinheiros esturricados pelos incêndios do último Verão. Algumas vinhas e pomares também não resistiram às chamas.
A aproximação à aldeia mostra-nos uma capelinha no alto do monte, trata-se de Nossa Senhora da Costa. É um desafio que vale a pena vencer, uma vez que a paisagem que se avista deste lugar vale bem a energia despendida para aqui chegar.
Seixo de Ansiães é uma aldeia para Descobrir sem pressas. As ruas mais antigas oferecem construções bem características da nossa região, algumas das quais em ruínas. Que me desculpem se fotografo principalmente casas velhas. A ideia não é mostrar a decadência das aldeias, mas sim a beleza que existe na simplicidade. Muitas das vivendas modernas, hão-de um dia ser velhas e talvez haja quem se interesse por elas como antigas e simples. É o ritmo da vida e das coisas.
Na aldeia há uma zona com ruas largas, planeadas, que fazem inveja a algumas vilas, mas é nas ruas estreitas, cheias de contrastes, que me sinto mais entusiasmado. São portões e gradeamentos em ferro forjado muito bonitos, são janelas e portas abertas no rústico granito, são recantos que convidam à calma (como a Rua do Forno), que me atraem.
No Seixo não pode deixar de se visitar algumas fontes antigas como a Fonte do Barroso e o Chafariz, a capela do Espírito Santo, cruzeiros, duas interessantes alminhas e, é claro, a igreja matriz.
Sem dar por isso, encantado também pela conversa que fui mantendo com algumas pessoas, chegou a hora de almoço. Como bom aventureiro que sou, estava prevenido, o almoço estava comigo. Subi ao alto do monte sobranceiro à aldeia onde se situa a capela de Nossa Senhora da Costa e almocei nesse lugar, com uma vista privilegiada de 360 graus de beleza.
A capela não é uma construção de grande relevo. Tem gravado o ano de 1968, talvez o ano da sua construção em substituição da Senhora da Costa “velha”. Encontrei algumas pessoas que me falaram dela.
Depois do almoço desci de novo à aldeia. A minha curiosidade levou-me À Descoberta de uma singular fonte a alguns quilómetros do povoado, entre vinhedos, nas encostas para o Douro. Desorientado e preocupado com a viatura, pouco própria para estas aventuras, desisti de encontrar a Fonte da Calçada, mas sei que estive perto.
A paragem seguinte foi em Selores. A porta da igreja matriz estava aberta, o que constituiu uma boa oportunidade para uma visita. Fiquei fascinado. Infelizmente o senhor presidente da junta, presente no local, não me permitiu a recolha de imagens. Estou certo que, numa próxima visita, compreenderá as minhas boas intenções, nem que para isso tenha que falar com o pároco da freguesia.
É impossível passar por Selores sem fazer uma paragem na conhecida Casa de Selores. É mais famosa a casa do que a aldeia! Entre outros pontos de interesse “é obrigatório” fotografar os três (!) brasões que ostenta.
Depois de uma rápida passagem por Marzagão, que adormecido, nem deu pela minha passagem, segui para Carrazeda de Ansiães. Parei na Praça, onde tantas vezes joguei futebol à socapa. Agora com um bonito jardim, é um dos locais mais bonitos da Vila, que, sinceramente, pouco tenho gozado.
A minha paragem destinou-se principalmente ao reconhecimento das esculturas em granito que aí foram implantadas. Neste jardim, de nome Lopo Vaz de Sampaio, encontram-se As Nossas Mesas, 4 obras do escultor holandês Mark Brusse.
Mesmo com o sol a esconder-se por detrás do casario, gostei de admirar estas obras de arte. Sou favorável à arte, seja ela em que suporte for, questionável é o estado das finanças locais em que ficou a nossa câmara. Apesar de viver fora, a minha residência continua a ser no concelho, bem como o meu cartão de eleitor. Infelizmente Carrazeda é uma terra onde muito se promete, muito se discute, e pouco se faz. A esperança é a última a morrer.
O dia terminou, já sem luz, com a máquina fotográfica extenuada de tanto fotografar. Eu, pelo contrário, estava muito eufórico por verificar que, quanto mais percorro o concelho, mais razões encontro para o admirar e para gostar dele.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 11/19/2010 03:09:00 PM
Como a tecnologia actual nos permite viagens infindáveis, por mundos distantes (e mesmo imaginários), aqui estou eu para mostrar e descrever mais viagens anteriores.
Vai para um mês fiz uma viagem a Seixo de Manhoses. Para chegar à aldeia usei uma estrada que nunca tinha utilizado antes. Liga Seixo de Ansiães a Besteiros e Fontelonga. No Outono gosto muito de passar por Fontelonga, entre outras coisas porque os castanheiros ganham tonalidades muito interessantes que gosto de fotografar.
Entre Besteiros e Seixo tem-se contacto com o concelho profundo, tal como noutros pontos do concelho, como por exemplo Pereiros e Codeçais. Por entre videiras e amendoeiras que devem habitar estes locais há séculos, quase se avista o Douro, por entre as copas dos pinheiros esturricados pelos incêndios do último Verão. Algumas vinhas e pomares também não resistiram às chamas.
A aproximação à aldeia mostra-nos uma capelinha no alto do monte, trata-se de Nossa Senhora da Costa. É um desafio que vale a pena vencer, uma vez que a paisagem que se avista deste lugar vale bem a energia despendida para aqui chegar.
Seixo de Ansiães é uma aldeia para Descobrir sem pressas. As ruas mais antigas oferecem construções bem características da nossa região, algumas das quais em ruínas. Que me desculpem se fotografo principalmente casas velhas. A ideia não é mostrar a decadência das aldeias, mas sim a beleza que existe na simplicidade. Muitas das vivendas modernas, hão-de um dia ser velhas e talvez haja quem se interesse por elas como antigas e simples. É o ritmo da vida e das coisas.
Na aldeia há uma zona com ruas largas, planeadas, que fazem inveja a algumas vilas, mas é nas ruas estreitas, cheias de contrastes, que me sinto mais entusiasmado. São portões e gradeamentos em ferro forjado muito bonitos, são janelas e portas abertas no rústico granito, são recantos que convidam à calma (como a Rua do Forno), que me atraem.
No Seixo não pode deixar de se visitar algumas fontes antigas como a Fonte do Barroso e o Chafariz, a capela do Espírito Santo, cruzeiros, duas interessantes alminhas e, é claro, a igreja matriz.
Sem dar por isso, encantado também pela conversa que fui mantendo com algumas pessoas, chegou a hora de almoço. Como bom aventureiro que sou, estava prevenido, o almoço estava comigo. Subi ao alto do monte sobranceiro à aldeia onde se situa a capela de Nossa Senhora da Costa e almocei nesse lugar, com uma vista privilegiada de 360 graus de beleza.
A capela não é uma construção de grande relevo. Tem gravado o ano de 1968, talvez o ano da sua construção em substituição da Senhora da Costa “velha”. Encontrei algumas pessoas que me falaram dela.
Depois do almoço desci de novo à aldeia. A minha curiosidade levou-me À Descoberta de uma singular fonte a alguns quilómetros do povoado, entre vinhedos, nas encostas para o Douro. Desorientado e preocupado com a viatura, pouco própria para estas aventuras, desisti de encontrar a Fonte da Calçada, mas sei que estive perto.
A paragem seguinte foi em Selores. A porta da igreja matriz estava aberta, o que constituiu uma boa oportunidade para uma visita. Fiquei fascinado. Infelizmente o senhor presidente da junta, presente no local, não me permitiu a recolha de imagens. Estou certo que, numa próxima visita, compreenderá as minhas boas intenções, nem que para isso tenha que falar com o pároco da freguesia.
É impossível passar por Selores sem fazer uma paragem na conhecida Casa de Selores. É mais famosa a casa do que a aldeia! Entre outros pontos de interesse “é obrigatório” fotografar os três (!) brasões que ostenta.
Depois de uma rápida passagem por Marzagão, que adormecido, nem deu pela minha passagem, segui para Carrazeda de Ansiães. Parei na Praça, onde tantas vezes joguei futebol à socapa. Agora com um bonito jardim, é um dos locais mais bonitos da Vila, que, sinceramente, pouco tenho gozado.
A minha paragem destinou-se principalmente ao reconhecimento das esculturas em granito que aí foram implantadas. Neste jardim, de nome Lopo Vaz de Sampaio, encontram-se As Nossas Mesas, 4 obras do escultor holandês Mark Brusse.
Mesmo com o sol a esconder-se por detrás do casario, gostei de admirar estas obras de arte. Sou favorável à arte, seja ela em que suporte for, questionável é o estado das finanças locais em que ficou a nossa câmara. Apesar de viver fora, a minha residência continua a ser no concelho, bem como o meu cartão de eleitor. Infelizmente Carrazeda é uma terra onde muito se promete, muito se discute, e pouco se faz. A esperança é a última a morrer.
O dia terminou, já sem luz, com a máquina fotográfica extenuada de tanto fotografar. Eu, pelo contrário, estava muito eufórico por verificar que, quanto mais percorro o concelho, mais razões encontro para o admirar e para gostar dele.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 11/19/2010 03:09:00 PM
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
[À Descoberta de Vila Flor] O Som das Musas - Encerramento
Encerramento do ciclo de concertos Som das Musas
Fonte: Localvisão
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 11/15/2010 01:32:00 AM
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Igreja de Linhares (pormenor)
Trata-se de uma igreja do século XVIII, orientada a oeste, cuja fachada apresenta um portal de arco levemente abatido, encimado por um frontão triangular interrompido. Por cima deste abre-se uma janela lobulada, em formato de flor com quatro pétalas, rodeada por forte aplicação fitomórfica. Por cima desta janela foi feita, no início do século XX, a aplicação de um relógio. Inserida numa cartela está a data de 1773, em numeração romana. O remate do edifício tenta atingir o triângulo se bem que de forma ondulante e só no lado direito, pois do lado esquerdo ergue-se a torre sineira. Esta está dividida em dois registos, estando o sino no último. Encima a torre uma balaustrada e um telhado em forma de agulha.
No interior, o chão é de cantaria e a cobertura é em abóbada de meio canhão, pintada. Os altares são ornamentados em talha.
Acesso: EN 214 de Carrazeda de Ansiães para o Tua, cruzamento à esquerda para Linhares. Praça do Pelourinho.
Protecção: Imóvel de Interesse Público, Dec. nº 41 191, DG 162 de 18 Julho 1957.
Fonte do texto: aqui
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 11/15/2010 01:10:00 AM
[À Descoberta de Vila Flor] Peregrinações – Nossa Senhora da Assunção (Vilas ...
Quando pensamos em Peregrinações, no concelho de Vila Flor, o que nos vem imediatamente à cabeça é o cabeço de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas. Não foi por acaso que escolhi uma fotografia do santuário para encabeçar este conjunto de caminhadas.
Desde o princípio que esteve prevista uma "Peregrinação" ao cabeço, mas, por ser um percurso curto foi ficando para trás à espera de uma oportunidade. Veio a acontecer a no dia 24 de Outubro.
O percurso escolhido previa um trajecto de Vila Flor ao Santuário praticamente sempre por caminhos rurais e o regresso por estrada. Todo o percurso é já muito conhecido de caminhadas anteriores (também o segui na "Peregrinação" a Vilarinho das Azenhas.
A caminhada começou cerca das nove horas da manhã. O caminho, tantas vezes seguido, em direcção à zona industrial surpreendeu-me por se encontrar limpo. Mas a surpresa durou pouco porque apenas cortaram as silvas numa centena de metros, partindo das traseiras do Ecomarché. Gosto muito de percorrer estes caminhos de bicicleta mas, as silvas que crescem sem cessar, são um perigo para as câmaras-de-ar.
Depois do Barracão a direcção é a Cooperativa de Olivicultores. Seguindo em frente rapidamente se encontra a estrada de Abreiro, mas, virando à esquerda em frente à cooperativa, segue-se um percurso bem mais interessante, já por mim seguido nalgumas provas de BTT do CCVF. Junto à aldeia de Samões vi, pela primeira vez(!), um enorme viveiro de faisões. Sou um apaixonado por aves e tentarei no futuro visitar o local (com a devida autorização). Ainda seguida surpreendido com o viveiro quando "esbarrei" com um roço na berma do caminho. Fiquei meio dividido se o devia colher, ou não. Optei por o levar comigo, correndo o risco de se machucar todo na mochila que sempre levo comigo.
Já perto da Quinta do Reboredo, a caminho de Vilas Boas, encontrei mais alguns cogumelos comestíveis. Foi também ao passar pela quinta que tive uma "visão" do paraíso: dois lindos cavalos brancos a pastar. Mesmo a grande distância arrisquei algumas fotografias.
Na continuação do caminho, aproveitei para subir a um morro e explorar de perto alguns rochedos que já me intrigaram há algum tempo. São formas naturais muito curiosas, que abundam um pouco por toda a zona granítica do concelho.
Já na aldeia, fiz um pequeno desvio para subir à igreja. Vilas Boas é uma aldeia que tem muito para admirar e percorrer as suas ruas é sempre um prazer. No entanto, o meu objectivo estava mais acima, no cabeço.
O percurso de Vilas Boas à capelinha de Nossa Senhora da Assunção é para ser feito devagar, não pelo esforço que requer, mas pela grande quantidade de pontos de interesse que se vão encontrando pelo caminho. Apesar de muitas pessoas se deslocarem com frequência ao Santuário, há muita coisa que desconhecem.
Um dos locais mais interessantes é a fonte de Nossa Senhora, quase junto à aldeia. Estava um sol brilhante quando lá chaguei. As folhas douradas dos plátanos criavam um ambiente acolhedor e apeteceu-me ficar ali sentado. Na fonte, a pequena imagem, no seu nicho, tinha sido presenteada com um ramo de flores frescas.
Depois de percorrer bonita e única alameda de eucaliptos entra-se no primeiro troço de escadas, onde podem ser apreciadas estátuas em granito, representando os doze apóstolos. Ali perto é um cruzeiro, simples, mas que marca o lugar da aparição de nossa senhora.
Quando se atinge o topo do cabeço, fica-se sem palavras (e sem fôlego). A paisagem que se avista deste santuário é única. A capela estava fechada. Normalmente está aqui um zelador, mas estava na hora de almoço e ele deve ter-se ausentado para almoçar.
Tal como tinha previsto, a manhã já estava adiantada e já passava do meio dia. O percurso de regresso a Vila Flor foi feito pela estrada em passo bastante acelerado.
Foi uma passeio muito agradável, num dia que se anunciava cinzento, mas que esteve bastante luminoso proporcionando mais uma caminhada memorável.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 11/15/2010 12:42:00 AM
Desde o princípio que esteve prevista uma "Peregrinação" ao cabeço, mas, por ser um percurso curto foi ficando para trás à espera de uma oportunidade. Veio a acontecer a no dia 24 de Outubro.
O percurso escolhido previa um trajecto de Vila Flor ao Santuário praticamente sempre por caminhos rurais e o regresso por estrada. Todo o percurso é já muito conhecido de caminhadas anteriores (também o segui na "Peregrinação" a Vilarinho das Azenhas.
A caminhada começou cerca das nove horas da manhã. O caminho, tantas vezes seguido, em direcção à zona industrial surpreendeu-me por se encontrar limpo. Mas a surpresa durou pouco porque apenas cortaram as silvas numa centena de metros, partindo das traseiras do Ecomarché. Gosto muito de percorrer estes caminhos de bicicleta mas, as silvas que crescem sem cessar, são um perigo para as câmaras-de-ar.
Depois do Barracão a direcção é a Cooperativa de Olivicultores. Seguindo em frente rapidamente se encontra a estrada de Abreiro, mas, virando à esquerda em frente à cooperativa, segue-se um percurso bem mais interessante, já por mim seguido nalgumas provas de BTT do CCVF. Junto à aldeia de Samões vi, pela primeira vez(!), um enorme viveiro de faisões. Sou um apaixonado por aves e tentarei no futuro visitar o local (com a devida autorização). Ainda seguida surpreendido com o viveiro quando "esbarrei" com um roço na berma do caminho. Fiquei meio dividido se o devia colher, ou não. Optei por o levar comigo, correndo o risco de se machucar todo na mochila que sempre levo comigo.
Já perto da Quinta do Reboredo, a caminho de Vilas Boas, encontrei mais alguns cogumelos comestíveis. Foi também ao passar pela quinta que tive uma "visão" do paraíso: dois lindos cavalos brancos a pastar. Mesmo a grande distância arrisquei algumas fotografias.
Na continuação do caminho, aproveitei para subir a um morro e explorar de perto alguns rochedos que já me intrigaram há algum tempo. São formas naturais muito curiosas, que abundam um pouco por toda a zona granítica do concelho.
Já na aldeia, fiz um pequeno desvio para subir à igreja. Vilas Boas é uma aldeia que tem muito para admirar e percorrer as suas ruas é sempre um prazer. No entanto, o meu objectivo estava mais acima, no cabeço.
O percurso de Vilas Boas à capelinha de Nossa Senhora da Assunção é para ser feito devagar, não pelo esforço que requer, mas pela grande quantidade de pontos de interesse que se vão encontrando pelo caminho. Apesar de muitas pessoas se deslocarem com frequência ao Santuário, há muita coisa que desconhecem.
Um dos locais mais interessantes é a fonte de Nossa Senhora, quase junto à aldeia. Estava um sol brilhante quando lá chaguei. As folhas douradas dos plátanos criavam um ambiente acolhedor e apeteceu-me ficar ali sentado. Na fonte, a pequena imagem, no seu nicho, tinha sido presenteada com um ramo de flores frescas.
Depois de percorrer bonita e única alameda de eucaliptos entra-se no primeiro troço de escadas, onde podem ser apreciadas estátuas em granito, representando os doze apóstolos. Ali perto é um cruzeiro, simples, mas que marca o lugar da aparição de nossa senhora.
Quando se atinge o topo do cabeço, fica-se sem palavras (e sem fôlego). A paisagem que se avista deste santuário é única. A capela estava fechada. Normalmente está aqui um zelador, mas estava na hora de almoço e ele deve ter-se ausentado para almoçar.
Tal como tinha previsto, a manhã já estava adiantada e já passava do meio dia. O percurso de regresso a Vila Flor foi feito pela estrada em passo bastante acelerado.
Foi uma passeio muito agradável, num dia que se anunciava cinzento, mas que esteve bastante luminoso proporcionando mais uma caminhada memorável.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 11/15/2010 12:42:00 AM
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
[A Linha é Tua] O que diz a comunicação social - Nov2010
- 11.11.2010 - Público - Arquivado processo de classificação da Linha do Tua como património nacional
- 08.11.2010 - Expresso - De comboio para o Douro
- 05.11.2010 - Público - Furto de carris não chega a tribunal mas custa 2750 euros a criminosos
- 03.11.2010 - JN - Funicular pode ser alternativa à ferrovia no Tua
Outras notícias
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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 11/04/2010 02:02:00 PM
[À Descoberta de Vila Flor] O valor das coisas
Esta postagem não serve para ilustrar caminhadas é mais uma desabafo de algumas preocupações que me perseguem já algum tempo.
O vilaflorence, por todos conhecido e por alguns admirado, Modesto Navarro, publicou recentemente no Diário de Notícias uma artigo intitulado Os desastres anunciados do IP2 e do IC5.
Entre outras coisas, chama a atenção para o traçado do IC5, nomeadamente no concelho de Vila Flor, onde vai causar estragos irreparáveis na paisagens e mesmo na economia.
Quem acompanha as minhas deambulações pelo concelho já se apercebeu de que, quando falo no IC5, não o faço com muito entusiasmo.
Infelizmente não tenho a capacidade visionária de muitas pessoas (principalmente autarcas e outros ligados à política), que vêem progresso em tudo o que leva muito betão. Estou a falar das barragens do Sabor e do Tua, no IP2 e no IC5. Se no que toca às barragens a minha posição é totalmente contra, uma vez que penso que elas vão apenas servir para tornar mais arrogante uma empresa dominadora do mercado chamada EDP, que nos explora até não poder mais e que serve de refúgio a muitos políticos, no que toca às estradas tenho uma posição mais moderada. Reconheço a sua importância e a sua necessidade, não posso é deixar de questionar algumas opções, porque como cidadão contribuinte (e mais ou menos inteligente) a isso tenho direito.
Conheço todo o traçado do IC5. Atravessa concelhos onde vivo há mais de 40 anos e onde me movimento constantemente. Em nenhum concelho o estrago causado pelas opções no traçado é tão importante como no concelho de Vila Flor.
São muitas quintas, terrenos muito bons para a produção de vinho e azeite, que são devastados sem dó nem piedade, por enormes máquinas, que, do grandes que são, intimidam os automobilistas e nos (residentes) fazem sentir pequeninos e insignificantes. Além dos terrenos agrícolas, há dois empreendimentos turísticos de Vila Flor que serão bastante afectados: A Quinta da Pereira e a Valonquinta. Esta última, que se encontra inserida num meio rústico e rural, vai ver a sua propriedade rasgada a meio ficando com a estrada a cerca de 100 metros do edifício destinado ao turismo rural. A orientação do edifício, para sul, que regalava a vista de verde dos pinhos e medronheiros, onde as pombas se lançavam do seu pombal altaneiro, vai, de futuro, oferecer como vista principal uma estrada, quem sabe se entaipada por barreiras sonoras.
A questão não é que a estrada é boa ou má. Eu interrogo-me é se não havia alternativas de traçado que poupassem estes empreendimentos turísticos (um deles que está em actividade há menos de dois anos e foi feito com apoio do estado) e outras quintas, com alguns dos melhores terrenos que existem no concelho. Será que, mais uma vez, os mais fracos é que pagam a factura?
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 11/11/2010 01:00:00 AM
O vilaflorence, por todos conhecido e por alguns admirado, Modesto Navarro, publicou recentemente no Diário de Notícias uma artigo intitulado Os desastres anunciados do IP2 e do IC5.
Entre outras coisas, chama a atenção para o traçado do IC5, nomeadamente no concelho de Vila Flor, onde vai causar estragos irreparáveis na paisagens e mesmo na economia.
Quem acompanha as minhas deambulações pelo concelho já se apercebeu de que, quando falo no IC5, não o faço com muito entusiasmo.
Infelizmente não tenho a capacidade visionária de muitas pessoas (principalmente autarcas e outros ligados à política), que vêem progresso em tudo o que leva muito betão. Estou a falar das barragens do Sabor e do Tua, no IP2 e no IC5. Se no que toca às barragens a minha posição é totalmente contra, uma vez que penso que elas vão apenas servir para tornar mais arrogante uma empresa dominadora do mercado chamada EDP, que nos explora até não poder mais e que serve de refúgio a muitos políticos, no que toca às estradas tenho uma posição mais moderada. Reconheço a sua importância e a sua necessidade, não posso é deixar de questionar algumas opções, porque como cidadão contribuinte (e mais ou menos inteligente) a isso tenho direito.
Conheço todo o traçado do IC5. Atravessa concelhos onde vivo há mais de 40 anos e onde me movimento constantemente. Em nenhum concelho o estrago causado pelas opções no traçado é tão importante como no concelho de Vila Flor.
São muitas quintas, terrenos muito bons para a produção de vinho e azeite, que são devastados sem dó nem piedade, por enormes máquinas, que, do grandes que são, intimidam os automobilistas e nos (residentes) fazem sentir pequeninos e insignificantes. Além dos terrenos agrícolas, há dois empreendimentos turísticos de Vila Flor que serão bastante afectados: A Quinta da Pereira e a Valonquinta. Esta última, que se encontra inserida num meio rústico e rural, vai ver a sua propriedade rasgada a meio ficando com a estrada a cerca de 100 metros do edifício destinado ao turismo rural. A orientação do edifício, para sul, que regalava a vista de verde dos pinhos e medronheiros, onde as pombas se lançavam do seu pombal altaneiro, vai, de futuro, oferecer como vista principal uma estrada, quem sabe se entaipada por barreiras sonoras.
A questão não é que a estrada é boa ou má. Eu interrogo-me é se não havia alternativas de traçado que poupassem estes empreendimentos turísticos (um deles que está em actividade há menos de dois anos e foi feito com apoio do estado) e outras quintas, com alguns dos melhores terrenos que existem no concelho. Será que, mais uma vez, os mais fracos é que pagam a factura?
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 11/11/2010 01:00:00 AM
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
[À Descoberta de Vila Flor] Cavalos
Parece uma cena retirada de um filme de fantasia, mas trata-se de uma fotografia (editada) tirada numa das caminhadas que fiz durante o mês de Outubro, e que ainda não partilhei.
Os cavalos pertencem à Quinta do Reboredo, espaço destinado ao Turismo Rural, situada na freguesia de Vilas Boas.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 11/10/2010 01:17:00 AM
Os cavalos pertencem à Quinta do Reboredo, espaço destinado ao Turismo Rural, situada na freguesia de Vilas Boas.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 11/10/2010 01:17:00 AM
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Fontelonga (3)
Imagem de um céu fantástico captada na Fontelonga numa das visitas que fiz à aldeia.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 11/10/2010 01:05:00 AM
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 11/10/2010 01:05:00 AM
terça-feira, 9 de novembro de 2010
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Cores de Novembro
O último passeio À Descoberta por terras de Ansiães levou-me até Linhares. Foi um passeio entusiasmante marcado com encontros frequentes com as cores do Outono. Esta é a primeira amostra.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 11/09/2010 12:26:00 AM
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 11/09/2010 12:26:00 AM
[À Descoberta de Vila Flor] Frutos do bosque
A minha caminhada de domingo, em mais uma "peregrinação", culminou com uma entusiasmante recolha de cogumelos. Do caminho avistei uma pequena sancha. Entusiasmado com o achado fui-me aventurando no bosque descobrindo mais e mais, até juntar vários quilos de cogumelos de várias espécies.
Foi interessante a apanha, foi interessante fotografá-los, prepará-los e melhor ainda come-los. Sei que a apanha de cogumelos é uma actividade arriscada. No entanto, cresci a faze-lo e tenho total confiança nas espécies que aprendi a conhecer ao longo dos anos. Fora do meu meio e com novas espécies, não arrisco.
Espero arranjar algum tempo para mostrar em pormenor as espécies que colhi: sanchas (Lactarius deliciosus), canários (Tricholoma flavovirens), moncosos (Boletus edulis) e rocos (Macrolepiota procera).
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 11/09/2010 12:06:00 AM
Foi interessante a apanha, foi interessante fotografá-los, prepará-los e melhor ainda come-los. Sei que a apanha de cogumelos é uma actividade arriscada. No entanto, cresci a faze-lo e tenho total confiança nas espécies que aprendi a conhecer ao longo dos anos. Fora do meu meio e com novas espécies, não arrisco.
Espero arranjar algum tempo para mostrar em pormenor as espécies que colhi: sanchas (Lactarius deliciosus), canários (Tricholoma flavovirens), moncosos (Boletus edulis) e rocos (Macrolepiota procera).
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 11/09/2010 12:06:00 AM
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