quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Ribalonga (II)

Área: 852 ha
População: Cerca de 80 habitantes
Presidente: Luís Jesus Veiga
Património cultural edificado: Igreja Matriz, Capelas do Senhor dos Passos, do Cemitério, Nichos de Stª Marinha, de Stª Teresinha, Fraga das Ferraduras, Gravuras Rupestres, Edifício da Junta, Escola Primária (desactivada), Fonte de Mergulho na Rua da Fonte
Património Paisagístico: Toda a Freguesia é uma Vista Panorâmica
Festas e Romarias: Festa em honra de Stª Marinha a 18 de Julho
Espaços lúdicos: Internet no Edifício da Junta
Orago: Stª Marinha
Principais actividades económicas: Agricultura, Vinha, Olival, Comércio.
 



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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 1/27/2011 12:42:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Esfinge

Andam horas à procura
de um número que as faça
um dia
Enlevo de doçura
que por traição enlaça
cores desfeitas a fazerem nastros
de cor sem cor
folhas bailando, muitas... muitas... em redor,
luzes a acender e a apagar e lembram
astros.
- olhos fechados
caindo, correndo, fulgindo
mas sempre presos num lugar sem ponto.
Raio de sol
não venhas queimar
a barca do destino...
Esperança de luz
que surjas matutino
e quede anos à procura de um só dia
no
pêndulo sem lei
da eternidade...

Nascimento Fonseca (Notícias de Mirandela, 02/03/1969)

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 1/27/2011 12:01:00 AM

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] A los pies de mi pueblo


À dias cliquei à sorte num dos seguidores do blogue À Descoberta de Vila Flor. Verifiquei que se tratava de uma pessoas de nome Adel, que escrevia em castelhano, sobre uma aldeia perdida em Trás-os-Montes, algures no concelho de Carrazeda de Ansiães. No seu blogue, Reino de Rocas, fui encontrar algumas palavras que me tocaram, poucas mas cheias de emoção, próprias de quem ama à distância.  Tomei a liberdade de copiar um pequeno texto para aqui e juntar-lhe uma fotografia (modificada) tirada do alto da queda de água do Síbio, perto de Coleja. Que este meu acto sirva para que o autor escreva mais.

A los pies de mi pueblo, esta el rio Duero, que ahora va manso por las presas construidas para hacerlo fluvial.
A las orillas son todo Montes y el suelo escalonado con muros de piedra, aguantando el terreno.
Fue nombrado Patrimonio del vino de Oporto. Donde quiera que se mire hay viñedos .
Frente a mi pueblo están las vías del Tren, un recorrido a la vera del río y por la falda de la montaña.
La población en invierno es de unos cien habitantes, llegando en verano y en la vendimia a multiplicarse por diez.
En el Río hay un pequeño puerto fluvial, en verano con muchos barquitos y motos de agua venidos de muchos pueblos y ciudades, la mayoría de Oporto.
Entre Rocas y Montes se levanta este refugio de Paz, que me encanta desde niño.
Aquí he nacido, nacieron mis Abuelos Paternos, varios hermanos y mi Padre.
Que en Paz descansen.
De aquí herede mi sangre.Pueblo de rocas es llamarle lo que es, pues las Rocas van besándote los Pies.

Texto retirado do Blogue: Reino de Rocas

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 1/26/2011 12:09:00 AM

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Freguesia Mistério 43

A Freguesia Mistério n.42 decorreu durante o mês de Dezembro. Participaram 19 pessoas e os votos ficaram distribuídos da seguinte forma:
Candoso (1) 5%
Freixiel (5) 26%
Lodões (1) 5%
Nabo (3) 16%
Sampaio (3) 16%
Santa Comba de Vilariça (1) 5%
Vale Frechoso (1) 5%
Valtorno (2) 11%
Vilarinho das Azenhas (1) 5%
Vilas Boas (1) 5%
São poucas as vezes em que a tendência se inclina para a resposta certa, mas, desta vez, aconteceu. O bonito cruzeiro que a fotografia mostra pode ser admirado na freguesia de Freixiel. Está situado  junto à estrada M629, estrada que faz a ligação da sede de freguesia com Folgares, onde não vou já há algum tempo. A posição elevada, o fresco de Cristo pintado na cruz em pedra e o arranjo do espaço envolvente, fazem deste lugar um bonito recanto de Freixiel. As quatro bases de pilares distribuídas em redor da cruz dão a entender que a mesma deve ter estado, em dada altura, coberta por uma estrutura. Coberturas do género podem ser encontradas em cruzeiros de Samões e Valtorno.
O desafio para o mês de Janeiro de 2011 é um painel de azulejos. Trata-se de uma aplicação muito recente numa fonte já bastante antiga. O facto de se tratar de uma obra recente, aumenta a dificuldade na sua identificação, mas, o importante é despertar o interesse em conhecer o local. Venham daí os palpites.
Em que freguesia podemos encontrar uma fonte onde foi aplicado este painel de azulejos recentemente?
(A resposta é dada na margem direita do blogue, no desafio Freguesia Mistério n.º 43).

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 1/25/2011 12:01:00 AM

[À Descoberta de Miranda do Douro] Estação de Duas Igrejas

Estação terminal da antiga Linha do Sabor, em Duas Igrejas, Miranda do Douro.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Miranda do Douro a 1/25/2011 12:59:00 AM

[À Descoberta de Mogadouro] Fechado aberto

Portão em ferro, no Variz, Mogadouro.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Mogadouro a 1/25/2011 12:55:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Ao sabor das estações

Nos últimos dias têm-se vivido temperaturas muito baixas, em todo o concelho de Carrazeda de Ansiães. Na deslocação que fiz a Zedes, para votar, no domingo passado, verifiquei mais uma vez que o frio veio para ficar. Apesar de já ter caído bastante neve em Dezembro, ainda não tive oportunidade de fotografar o verdadeiro inverno. Não aconteceu o mesmo com o Outono, que registei e muitas fotografias, principalmente em Zedes e Fontelonga. Os castanheiros continuam a ser um dos meus temas preferidos para fotografar.
A fotografia de hoje foi tirada em Zedes, num souto nos Brunhais.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 1/25/2011 12:52:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Capela de Nossa Senhora do Carrasco

Ficou por publicar na reportagem da Peregrinação anterior, uma fotografia da capela de Nossa Senhora do Carrasco, no Nabo. O recinto é um espaço agradável e sempre sossegado. Na fonte junto à buganvília da fotografia mato muitas vezes a sede. Há também uma acácia, que sem ser muito apreciada por algumas pessoas (pelas alergias que causa), empresta muito colorido ao local.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 1/25/2011 12:41:00 AM

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Rostos

Às vezes cruzamo-nos com pessoas que mostram no olhar toda a alma de ser transmontano. Mais raro ainda é quando nos cruzamos com a mesma pessoas duas vezes.
Foto: agricultor a caminho do campo, em Fontelonga.
26-11-2010

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 1/24/2011 03:05:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Peregrinações – Capela de Santa Cruz (Nabo)

Já distante o dia 21 de Novembro em que fiz uma memorável caminhada ao Nabo, mas, foi tão emocione (e não só), que não posso deixar de partilhar algumas dessas imagens e emoções captadas ao longo de alguns quilómetros por caminhos por muito poucos percorridos.
Mais uma vez tive a companhia do colega de trabalho e ultimamente de caminhadas, Helder Magueta.
Partimos de Vila Flor ao início da manhã, num dia fresco e cinzento, mostrando-se pouco convidativo para passeios na natureza. O destino da "Peregrinação" seria a Capela de S. Cruz, mas pretendíamos aproveitar para visitar a nova Barragem, a Pala do Conde e o cabeço de Nossa Senhora do Carrasco. Pelo caminho também pretendíamos passar por locais interessantes de visitar como o Arco ou a aldeia abandona do Gavião.
Caminhar por locais assim, é uma verdadeira aventura. Nunca sabemos o quê ou mesmo quem vamos encontrar, mas por isso é que este Blogue se chama À DESCOBERTA....

A primeira paragem aconteceu na Fonte do Olmo, junto ao novo Estádio Municipal. É um local que visito com frequência na Primavera, à "caça" de flores, insectos (e cobras!) e que fica no caminho para o Arco. Passámos junto ao cemitério, onde algumas pessoas já cuidavam das sepulturas dos seus familiares; atravessámos toda a aldeia, de cima abaixo. Em todas as portas e esquinas havia garrafas e garrafões cheios de água! Estou em crer que os cães, no Arco, terão muita dificuldade em fazerem as suas necessidades, uma vez que (julgo) toda essa água se destina a demove-los de urinarem nos locais.
O percurso até à aldeia abandonada do Gavião é a subir mas com uma paisagem deslumbrante. Mas não foi só a vista em direcção ao vale que nos agradou, os medronheiros que crescem em matagais por uma vasta área apresentavam frutos maduros, para comer, e vistosos, para fotografar.
Também as ruínas das casas da pequena aldeia são sempre um desafio para a fotografia e nem mesmo a vontade de seguir caminho me impediu de fazer alguns disparos tentando captar a alma do local, a preto e branco, é claro.
 As descidas são sempre agradáveis e quando iniciámos o percurso em direcção ao Nabo a progressão foi rápida. As coisas não são bem como parecem e, muito tempo a descer, acaba por ser tanto ou mais cansativo do que caminhar a subir.
 Pelo caminho fomos surpreendidos por vários alimentadores para perdizes e até perdizes que nos deixaram aproximar a poucos metros de distância! Também fomos apanhados por uma chuvada que algumas nuvens escuras despejaram sobre nós, mas estávamos preparados para enfrentar o mau tempo e nada nos fez parar.
Passámos a poente da aldeia e continuámos em direcção a sul, bem ao coração do vale, onde se situava a antiga fortificação de Godeiros.
 Foi a primeira vez que ali estive desde que a barragem do Arco e do Ribeiro Grande foi concluída. Num dos meus primeiros passeios em Junho de 2007 percorri toda esta área à procura de vestígios arqueológicos. Havia imensos, até para um leigo como eu. No âmbito da construção da barragem foram feitos estudos arqueológicos em Godeiros e no Monte Couquinho.
Os especialistas encontraram vestígios desde a época contemporânea até à época proto-histórica. Muitos fragmentos cerâmicos medievais e romanos. O alto de Godeiros, onde se elevaria a torre de vigia escapou, mas as partes mais baixas forram alagadas pelas águas da barragem.
 Felizmente o nível da água estava bastante baixo e ainda podemos ver os locais onde foram feitas prospecções arqueológicas. Também a fraga conhecida como a Pala do Conde, sobre a qual foi escavada uma sepultura, estava acima do nível da água. Foi muito interessante voltar a este local.
 O Nabo estava ainda muito distante, bem como a capela de Santa Cruz. Já com alguma vontade ao almoço iniciámos o caminho que nos conduziria à aldeia.

Junto ao caminho encontrámos a antiga capela de Santa Cruz ou de Nossa Senhora da Conceição. É uma construção muito simples. O elemento mais curioso no local é mesmo o elegante cruzeiro que se encontra em frente à capela.
 Satisfeitos por chegarmos ao objectivo da nossa caminhada, restava-nos caminhar mais um pouco até alcançarmos o povoado, onde o carro de apoio, nos veio buscar. A curiosidade levou-nos ainda ao cimo da aldeia, à Nossa Senhora do Carrasco, de onde seguimos até à igreja Matriz. Aqui, já exaustos e esfomeados, esperámos pelo "resgate", que não demorou a chegar.
 Esta caminhada de uma manhã (e quase meia tarde) foi cansativa mas repleta de locais interessantes e contrastes de cor. Foram 15 quilómetros que não me importo de repetir no futuro.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 1/24/2011 01:47:00 AM

sábado, 22 de janeiro de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Inverno


Desenha-se a manhã corda de lira
Soando-me cá dentro, neste misto
De foto de álbum e rota de imprevisto,
Prova que, hora a hora, o tempo expira...

No escano, um livro que eu nunca abrira.
E o fumo esboça o que não avisto
Ou se entremostra e foge, e não desisto,
Antes que a bruma me atinja e fira.

Vagos, ouvem-se os sinos de Samões...
Vai chover mais. Já atingiu Lodões
A rebofa. No Vale, há já miséria.

E, ao lar, do lume a face calma
Oferece-me a percepção da alma
E o justo sentido da matéria.

Poema do Dr. João de Sá, do livro "Flores para Vila Flor", 1996.
Fotografia: montagem representando a zona envolvente à Barragem do Peneireiro, em Vila Flor.
Com uma saudação especial para a Transmontana, que hoje está de parabéns.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 1/22/2011 05:23:00 PM

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Freguesia Mistério 42

A votação na  Freguesia Mistério n.º 42 decorreu durante o mês de Novembro de 2010. Participaram 14 pessoas e a votação ficou distribuída da seguinte forma:
Benlhevai (1) 7%
Candoso (1) 7%
Freixiel (2) 14%
Mourão (1) 7%
Roios (1) 7%
Sampaio (1) 7%
Samões (1) 7%
Seixos de Manhoses (2) 14%
Vale Frechoso (2) 14%
Vila Flor (1) 7%
Vilarinho das Azenhas (1) 7%

Pela número de votantes e pela distribuição dos votos é visível a dúvida. Não é de admirar, trata-se de um pormenor na parede de uma igreja e é possível que poucos reparem nele. Embora Seixo de Manhoses, Freixiel e Vale Frechoso tenham ficado na primeira posição (apenas com 2 votos), as pedras que a fotografia mostram encontram-se na bonita e antiga igreja matriz de Valtorno. Não sei faziam parte de uma anterior porta e assim foram deixadas numa das muitas remodelações que esta igreja sofreu.
O enigma seguinte (que decorreu durante o mês de Dezembro), estava representado por mais um cruzeiro. Em que freguesia podemos encontrar este cruzeiro, era a pergunta. Brevemente publicarei os resultados.

Entretanto, já está disponível a desafio Freguesia Mistério nº 43, representada por um recente painel de azulejos. Participem.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 1/21/2011 01:27:00 AM