quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] À Descoberta de Parambos

Há mais de 20 anos, comecei, juntamente com um grande amigo da freguesia de Parambos, a percorrer algumas aldeias e sítios pitorescos do concelho de Carrazeda de Ansiães. A vida deu muitas voltas, mas, nem eu, nem esse meu amigo de nome Li, perdemos o entusiasmo, a curiosidade, o gosto pela descoberta e o prazer de fotografar.
Na Sexta-feira passada regressei mais uma vez a Parambos. Quase ao fim da tarde, perdi-me a fotografar a luz rasante que cintilava por entre as folhas de oliveiras, ali para os lados a Fonte Nova. O vale do Tua foi-se cobrindo de sombras, mas a paisagem era magnífica.
Quando regressei ao centro da aldeia foi a simpatia das pessoas que me cativou. E, mesmo tratando-se de uma aldeia "muito verde", decidi retrata-la em tons de cinza. Dizem que a fotografia a preto e branco tem mais "alma". Estou em crer que sim.

--
Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 2/09/2011 01:51:00 AM

domingo, 6 de fevereiro de 2011

[A Linha é Tua] Tralhão (02)

Cortaram íngremes fragas,
Ao longo do Rio Tua,
Para construir a linha,
À luz do sol e da lua.

Tal obra de engenharia
Foi também um cemitério;
Ficaremos bem mais pobres,
Se fechar for o critério.

Excerto do livro Pombal de Ansiães - Outras Memórias, da autoria de Fernando Augusto de Figueiredo (2009).
Fotografia: Zona da linha junto ao antigo apeadeiro do Tralhão, que servia Pinhal do Norte, no concelho de Carrazeda de Ansiães.

--
Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 2/06/2011 01:09:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Entre oliveiras (01)


Não há metáforas para esta beleza.
Resta ao olhar, em silêncio,
ficar a contemplá-la
até que o tempo deixe de ser tempo
e se torne linhas de espera
a aprisionarem a noite.
Último paragrafo
do livro dos negrilhos
escrito pelos ventos.

Poema escrito pelo poeta João de Sá, no seu livro "Pelo Sinal da Terra", 2010.
Fotografia: Parambos; a caminho da Fonte Nova.

--
Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 2/06/2011 12:58:00 AM

sábado, 5 de fevereiro de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Peregrinações – Capela de N. S. de Fátima (Alagoa)

Tenho um conjunto de caminhadas do conjunto "Peregrinações" por partilhar no blogue, mas, a realizada no dia 29 de Janeiro teve alguns atractivos extra e é dela que eu vou "falar".
A escolha recaiu no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Alagoa. Esta preferência, prendeu-se, entre outras razões, com o facto de ter havido queda de neve nos dias 27 e 28 de Janeiro. Este santuário é o ponto mais alto do concelho e, seguramente um dos mais frios. Ainda ontem, numa deslocação a Carrazeda, pude verificar que ainda há alguns vestígios de neve, que aí se mantém há mais de uma semana.
Devido ao frio houve bastante indecisão na partida de Vila Flor, que acabou por acontecer um pouco depois das 10 horas da manhã. Havia algumas nuvens, mas o sol brilhava (o que não significa que não fizesse muito frio). O percurso escolhido, sem ser grande novidade, pretendia também levar o meu acompanhante nesta "Peregrinação" por caminhos diferentes dos já percorridos anteriormente: uma passagem por Carvalho de Egas, Nossa Senhora do Castanheiro, Valtorno, ruínas da capela de Santo Apolinário, Alagoa e Santuário de Nossa Senhora de Fátima. O regresso, desde inicio que estava previsto ser feito de carro. Dada a hora adiantada da partida já seria uma aventura conseguirmos chegar ao destino sem entrarmos muito pela tarde adentro.

O primeiro ponto de realce aconteceu junto ao campo de futebol de 11 de Samões. As obras do IC5 vão avançando e já é possível utilizar uma passagem superior entre Samões e a barragem Camilo Mendonça. Já junto a Carvalho de Egas o traçado é difícil e as máquinas continuam a desgastar o rijo granito. O acesso à aldeia pelo caminho escolhido não foi fácil. Futuramente haverá uma passem inferior mas os acessos ainda não estão criados, nem está para breve a sua criação.

Em Carvalho de Egas fizemos uma rápida passagem em frente à igreja e na antiga escola primária, sede da associação Alegre Atitude. Por sorte estavam a decorrer aulas de educação musical, sendo possível visitar o interior. Além de um bar, foi criado uma pequena cozinha e a "sala de aulas" recuperada para utilizações variadas. É um excelente aproveitamento do espaço (embora em preferisse que continuasse com as funções para que foi criado, sinal de que haveria muitas crianças na aldeia). Atravessámos toda a aldeia, subimos em direcção ao santuário de Santa Cecília e depois cortámos à direita em direcção à igreja de Nossa Senhora do Castanheiro.

Neste local começámos a encontrar os primeiros vestígios de neve, localizada nos locais mais sombrios. Mas na aldeia, situada a uma cota inferior, não havia vestígios dela.
Pouco depois das 12 horas estávamos em Valtorno. Depois de uma espreitadela nalgumas curiosidades da aldeia, tudo muito rapidamente, seguimos em direcção às ruínas da capela de Santo Apolinário. Valtorno é uma aldeia cheia de história e valeria a pena visitar a antiga capela de Nossa Senhora do Rosário, ou mesmos as suas curiosas fontes.

Não me recordava muito bem do percurso a seguir para a capela, pois em tantos anos À Descoberta, apenas estive aí uma vez, em Junho de 2007. O meu sentido de orientação esteve correcto e chegámos, pouco depois de deixarmos a aldeia. Em volta da capela há imensa água. Custa até a acreditar como a construíram num local tão pantanoso! Não foi possível aproximarmo-nos muito.
A caminho do povoado de Alagoa, por caminhos com grande inclinação, foi aumentando a quantidade de neve. Talvez tenha atingido a altura de 10 cm de altura nalguns locais! Apesar disso, por ali passou um veículo pesado e algum rebanho.

Atingida a estrada do Vilarinho, e dado o adiantado da hora, não seguimos para a aldeia. Decidimos seguir a corta-mato, pelo meio dos pinhais, até ao alto do santuário. Nesta zona havia mesmo muita neve! Apesar do cansaço, a paisagem era deslumbrante e justificou plenamente a escolha e o esforço para ali chegar.
No alto do monte está em uma casa em construção. Em redor foram abatidos muitos pinheiros que abriram bastante o horizonte. Agora sim, está aqui um excelente miradouro.

Como seria de esperar, a pequena capela que me lembra sempre um barco, estava fechada. Embora desejasse lá entrar, o seu interior é do mais simples que se pode imaginar.
No alto do cabeço, a mais de 850 metros de altitude, ligámos para casa para nos virem buscar. Nesse entretanto, descemos ao povoado, onde também ainda havia bastante neve, que derretia aos poucos e caía em gélidas gotas dos beirais dos telhados.

A nossa caminhada terminou em frente da capela do Espírito Santo, no centro da aldeia. Uma pomba esculpida sobre a porta é bem ilustrativa do culto aí praticado. Ainda encontrámos alguns habitantes, mas àquela hora já nem valia a pena tentar encontrar quem nos abrisse a porta da capela.
Foram cerca de 15 quilómetros de boa disposição e bonitas paisagens. Quase nem demos pelo cansaço e a neve trouxe uma motivação extra a esta caminhada. Foi simplesmente fantástica!

Percurso da Caminhada
GPSies - VilaFlor_NSFatima

--
Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/05/2011 08:00:00 PM

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Ribalonga (II)

Área: 852 ha
População: Cerca de 80 habitantes
Presidente: Luís Jesus Veiga
Património cultural edificado: Igreja Matriz, Capelas do Senhor dos Passos, do Cemitério, Nichos de Stª Marinha, de Stª Teresinha, Fraga das Ferraduras, Gravuras Rupestres, Edifício da Junta, Escola Primária (desactivada), Fonte de Mergulho na Rua da Fonte
Património Paisagístico: Toda a Freguesia é uma Vista Panorâmica
Festas e Romarias: Festa em honra de Stª Marinha a 18 de Julho
Espaços lúdicos: Internet no Edifício da Junta
Orago: Stª Marinha
Principais actividades económicas: Agricultura, Vinha, Olival, Comércio.
 



--
Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 1/27/2011 12:42:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Esfinge

Andam horas à procura
de um número que as faça
um dia
Enlevo de doçura
que por traição enlaça
cores desfeitas a fazerem nastros
de cor sem cor
folhas bailando, muitas... muitas... em redor,
luzes a acender e a apagar e lembram
astros.
- olhos fechados
caindo, correndo, fulgindo
mas sempre presos num lugar sem ponto.
Raio de sol
não venhas queimar
a barca do destino...
Esperança de luz
que surjas matutino
e quede anos à procura de um só dia
no
pêndulo sem lei
da eternidade...

Nascimento Fonseca (Notícias de Mirandela, 02/03/1969)

--
Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 1/27/2011 12:01:00 AM

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] A los pies de mi pueblo


À dias cliquei à sorte num dos seguidores do blogue À Descoberta de Vila Flor. Verifiquei que se tratava de uma pessoas de nome Adel, que escrevia em castelhano, sobre uma aldeia perdida em Trás-os-Montes, algures no concelho de Carrazeda de Ansiães. No seu blogue, Reino de Rocas, fui encontrar algumas palavras que me tocaram, poucas mas cheias de emoção, próprias de quem ama à distância.  Tomei a liberdade de copiar um pequeno texto para aqui e juntar-lhe uma fotografia (modificada) tirada do alto da queda de água do Síbio, perto de Coleja. Que este meu acto sirva para que o autor escreva mais.

A los pies de mi pueblo, esta el rio Duero, que ahora va manso por las presas construidas para hacerlo fluvial.
A las orillas son todo Montes y el suelo escalonado con muros de piedra, aguantando el terreno.
Fue nombrado Patrimonio del vino de Oporto. Donde quiera que se mire hay viñedos .
Frente a mi pueblo están las vías del Tren, un recorrido a la vera del río y por la falda de la montaña.
La población en invierno es de unos cien habitantes, llegando en verano y en la vendimia a multiplicarse por diez.
En el Río hay un pequeño puerto fluvial, en verano con muchos barquitos y motos de agua venidos de muchos pueblos y ciudades, la mayoría de Oporto.
Entre Rocas y Montes se levanta este refugio de Paz, que me encanta desde niño.
Aquí he nacido, nacieron mis Abuelos Paternos, varios hermanos y mi Padre.
Que en Paz descansen.
De aquí herede mi sangre.Pueblo de rocas es llamarle lo que es, pues las Rocas van besándote los Pies.

Texto retirado do Blogue: Reino de Rocas

--
Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 1/26/2011 12:09:00 AM

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Freguesia Mistério 43

A Freguesia Mistério n.42 decorreu durante o mês de Dezembro. Participaram 19 pessoas e os votos ficaram distribuídos da seguinte forma:
Candoso (1) 5%
Freixiel (5) 26%
Lodões (1) 5%
Nabo (3) 16%
Sampaio (3) 16%
Santa Comba de Vilariça (1) 5%
Vale Frechoso (1) 5%
Valtorno (2) 11%
Vilarinho das Azenhas (1) 5%
Vilas Boas (1) 5%
São poucas as vezes em que a tendência se inclina para a resposta certa, mas, desta vez, aconteceu. O bonito cruzeiro que a fotografia mostra pode ser admirado na freguesia de Freixiel. Está situado  junto à estrada M629, estrada que faz a ligação da sede de freguesia com Folgares, onde não vou já há algum tempo. A posição elevada, o fresco de Cristo pintado na cruz em pedra e o arranjo do espaço envolvente, fazem deste lugar um bonito recanto de Freixiel. As quatro bases de pilares distribuídas em redor da cruz dão a entender que a mesma deve ter estado, em dada altura, coberta por uma estrutura. Coberturas do género podem ser encontradas em cruzeiros de Samões e Valtorno.
O desafio para o mês de Janeiro de 2011 é um painel de azulejos. Trata-se de uma aplicação muito recente numa fonte já bastante antiga. O facto de se tratar de uma obra recente, aumenta a dificuldade na sua identificação, mas, o importante é despertar o interesse em conhecer o local. Venham daí os palpites.
Em que freguesia podemos encontrar uma fonte onde foi aplicado este painel de azulejos recentemente?
(A resposta é dada na margem direita do blogue, no desafio Freguesia Mistério n.º 43).

--
Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 1/25/2011 12:01:00 AM

[À Descoberta de Miranda do Douro] Estação de Duas Igrejas

Estação terminal da antiga Linha do Sabor, em Duas Igrejas, Miranda do Douro.

--
Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Miranda do Douro a 1/25/2011 12:59:00 AM

[À Descoberta de Mogadouro] Fechado aberto

Portão em ferro, no Variz, Mogadouro.

--
Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Mogadouro a 1/25/2011 12:55:00 AM