sábado, 12 de fevereiro de 2011

[À Descoberta de Mogadouro] Ponte de Remondes

A Ponte de Remondes, localizada sobre o rio Sabor, na estrada que liga Macedo de Cavaleiros a Mogadouro.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Mogadouro a 2/12/2011 01:32:00 AM

[A Linha é Tua] Outra visão do TUA (II)

Ontem foi mais um dia de Descoberta Fotográfica. A escolha recaiu nas aldeias de Castanheiro e Tralhariz. Mesmo longe da Linha, não me esqueci dela e consegui esta fotografia que mostra um troço do rio Tua e da Linha do Tua, um pouco a montante do apeadeiro do Castanheiro. A fotografia foi tirada mesmo do meio da aldeia.

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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 2/12/2011 01:26:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Fraga do Ovo

Penso que já publiquei várias fotografias da Fraga do Ovo, em Candoso: a cores, a preto e branco, com muita luz ou ao por do sol, mas a fotografia de hoje é diferente. Foi captada no dia 28 de Janeiro depois de dois dias em que houve uma considerável queda de neve.
Durante dois dias, o trânsito para Carrazeda de Ansiães esteve condicionado, pelo menos durante parte do dia.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/11/2011 10:06:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Elas já chegaram!

Hoje passei mais um dia À Descoberta do concelho de Carrazeda de Ansiães. Além de muitas coisas interessantes que encontrei nas aldeias de Castanheiro e Tralhariz, fui brindado com as primeiras amendoeiras floridas que, mesmo sendo ainda poucas, encheram o meu dia de alegria e cor.
A primeira amendoeira em flor encontrei-a logo depois de Parambos, na beira da estrada. Mais tarde, verifiquei que no termo do Castanheiro já havia bastantes.
Também nas encostas de Tralhariz, nos socalcos que as descem até ao Tua brilhavam ao longe as cândidas pétalas brancas.
Em breve teremos os campos repletos de amendoeiras de flores. Espero ter oportunidade de voltar a fotografá-las, nestas, ou noutras aldeias do concelho.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 2/12/2011 12:49:00 AM

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Desejo 4

Na frescura da tarde
prende-se-me a saudade ao pensamento.
De perto e de longe
chegam-me desejos...
E quanto mor a distância,
mais desejo o teu beijo,
mais requeiro o teu abraço.
Nas birras e queixumes
se espraiam os ciúmes
que nos detêm sem fim,
qual centro de girassol,
e se juntam
sem luar nem pôr do sol.

(19.8.85)

Poema de João Manuel Sampaio, do livro Rude (A)gosto no olhar, (2000).
Fotografia: Do alto da queda de água do Síbio, em Pinhal do Douro.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 2/10/2011 03:24:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Vento da minha terra

Ai que tristeza me traz
O vento da minha terra!
Tear que faz e desfaz
Um palmo de céu e serra,
Ora com frios de paz...
Ora com tramos de guerra...

Traz-me notícias de amigos
Que no caminho ficaram,
Deixando já de se ver!
E de outros que vão morrendo,
Definhando, esmorecendo,
Na ilusão de crescer,
Só porque nunca sonharam!

Dos mortos fica a saudade,
Mágoa dos desaparecidos
Aos que ainda têm idade
Mas que de si mesmo esquecidos,
Lembremos, por lealdade,
Que os sonhos desmedidos
São a única verdade.

Ai vento de Vila Flor,
Traz-me novas de alegria,
Bem preciso de calor,
Que a noite vai longa e fria.
Não me fales mais de dor,
Mas da manhã que anuncia
Um novo espaço de amor.

Já o vento sossegou,
E minha terra magoada
Foi uma luz que esfriou
Mal chegou a madrugada.
Há quem a queira esquecida.
Há quem a queira negada.
Querem-na outros erguida,
Divulgada, engrandecida,
Como mulher recatada
Mas por todos possuída!

Poema de João de Sá do livro Vila À Flor dos Montes (2008).
Fotografias: Capelinhas e Cerejeiras junto à Quinta da Pereira, em Vila Flor.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/10/2011 03:07:00 AM

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Plante-se uma árvore

Plante-se uma árvore.
Cresce, cresce voltada para o céu.
De repente, rasga-se uma janela
onde Deus se mostra
e nós desaparecemos.

Poema de João de Sá, do livro Pelo Sinal da Terra (2010).
Imagem. Trabalho tendo por base a fotografia de um castanheiro próximo da aldeia de Mourão.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/09/2011 02:09:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] À Descoberta de Parambos

Há mais de 20 anos, comecei, juntamente com um grande amigo da freguesia de Parambos, a percorrer algumas aldeias e sítios pitorescos do concelho de Carrazeda de Ansiães. A vida deu muitas voltas, mas, nem eu, nem esse meu amigo de nome Li, perdemos o entusiasmo, a curiosidade, o gosto pela descoberta e o prazer de fotografar.
Na Sexta-feira passada regressei mais uma vez a Parambos. Quase ao fim da tarde, perdi-me a fotografar a luz rasante que cintilava por entre as folhas de oliveiras, ali para os lados a Fonte Nova. O vale do Tua foi-se cobrindo de sombras, mas a paisagem era magnífica.
Quando regressei ao centro da aldeia foi a simpatia das pessoas que me cativou. E, mesmo tratando-se de uma aldeia "muito verde", decidi retrata-la em tons de cinza. Dizem que a fotografia a preto e branco tem mais "alma". Estou em crer que sim.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 2/09/2011 01:51:00 AM

domingo, 6 de fevereiro de 2011

[A Linha é Tua] Tralhão (02)

Cortaram íngremes fragas,
Ao longo do Rio Tua,
Para construir a linha,
À luz do sol e da lua.

Tal obra de engenharia
Foi também um cemitério;
Ficaremos bem mais pobres,
Se fechar for o critério.

Excerto do livro Pombal de Ansiães - Outras Memórias, da autoria de Fernando Augusto de Figueiredo (2009).
Fotografia: Zona da linha junto ao antigo apeadeiro do Tralhão, que servia Pinhal do Norte, no concelho de Carrazeda de Ansiães.

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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 2/06/2011 01:09:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Entre oliveiras (01)


Não há metáforas para esta beleza.
Resta ao olhar, em silêncio,
ficar a contemplá-la
até que o tempo deixe de ser tempo
e se torne linhas de espera
a aprisionarem a noite.
Último paragrafo
do livro dos negrilhos
escrito pelos ventos.

Poema escrito pelo poeta João de Sá, no seu livro "Pelo Sinal da Terra", 2010.
Fotografia: Parambos; a caminho da Fonte Nova.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 2/06/2011 12:58:00 AM

sábado, 5 de fevereiro de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Peregrinações – Capela de N. S. de Fátima (Alagoa)

Tenho um conjunto de caminhadas do conjunto "Peregrinações" por partilhar no blogue, mas, a realizada no dia 29 de Janeiro teve alguns atractivos extra e é dela que eu vou "falar".
A escolha recaiu no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Alagoa. Esta preferência, prendeu-se, entre outras razões, com o facto de ter havido queda de neve nos dias 27 e 28 de Janeiro. Este santuário é o ponto mais alto do concelho e, seguramente um dos mais frios. Ainda ontem, numa deslocação a Carrazeda, pude verificar que ainda há alguns vestígios de neve, que aí se mantém há mais de uma semana.
Devido ao frio houve bastante indecisão na partida de Vila Flor, que acabou por acontecer um pouco depois das 10 horas da manhã. Havia algumas nuvens, mas o sol brilhava (o que não significa que não fizesse muito frio). O percurso escolhido, sem ser grande novidade, pretendia também levar o meu acompanhante nesta "Peregrinação" por caminhos diferentes dos já percorridos anteriormente: uma passagem por Carvalho de Egas, Nossa Senhora do Castanheiro, Valtorno, ruínas da capela de Santo Apolinário, Alagoa e Santuário de Nossa Senhora de Fátima. O regresso, desde inicio que estava previsto ser feito de carro. Dada a hora adiantada da partida já seria uma aventura conseguirmos chegar ao destino sem entrarmos muito pela tarde adentro.

O primeiro ponto de realce aconteceu junto ao campo de futebol de 11 de Samões. As obras do IC5 vão avançando e já é possível utilizar uma passagem superior entre Samões e a barragem Camilo Mendonça. Já junto a Carvalho de Egas o traçado é difícil e as máquinas continuam a desgastar o rijo granito. O acesso à aldeia pelo caminho escolhido não foi fácil. Futuramente haverá uma passem inferior mas os acessos ainda não estão criados, nem está para breve a sua criação.

Em Carvalho de Egas fizemos uma rápida passagem em frente à igreja e na antiga escola primária, sede da associação Alegre Atitude. Por sorte estavam a decorrer aulas de educação musical, sendo possível visitar o interior. Além de um bar, foi criado uma pequena cozinha e a "sala de aulas" recuperada para utilizações variadas. É um excelente aproveitamento do espaço (embora em preferisse que continuasse com as funções para que foi criado, sinal de que haveria muitas crianças na aldeia). Atravessámos toda a aldeia, subimos em direcção ao santuário de Santa Cecília e depois cortámos à direita em direcção à igreja de Nossa Senhora do Castanheiro.

Neste local começámos a encontrar os primeiros vestígios de neve, localizada nos locais mais sombrios. Mas na aldeia, situada a uma cota inferior, não havia vestígios dela.
Pouco depois das 12 horas estávamos em Valtorno. Depois de uma espreitadela nalgumas curiosidades da aldeia, tudo muito rapidamente, seguimos em direcção às ruínas da capela de Santo Apolinário. Valtorno é uma aldeia cheia de história e valeria a pena visitar a antiga capela de Nossa Senhora do Rosário, ou mesmos as suas curiosas fontes.

Não me recordava muito bem do percurso a seguir para a capela, pois em tantos anos À Descoberta, apenas estive aí uma vez, em Junho de 2007. O meu sentido de orientação esteve correcto e chegámos, pouco depois de deixarmos a aldeia. Em volta da capela há imensa água. Custa até a acreditar como a construíram num local tão pantanoso! Não foi possível aproximarmo-nos muito.
A caminho do povoado de Alagoa, por caminhos com grande inclinação, foi aumentando a quantidade de neve. Talvez tenha atingido a altura de 10 cm de altura nalguns locais! Apesar disso, por ali passou um veículo pesado e algum rebanho.

Atingida a estrada do Vilarinho, e dado o adiantado da hora, não seguimos para a aldeia. Decidimos seguir a corta-mato, pelo meio dos pinhais, até ao alto do santuário. Nesta zona havia mesmo muita neve! Apesar do cansaço, a paisagem era deslumbrante e justificou plenamente a escolha e o esforço para ali chegar.
No alto do monte está em uma casa em construção. Em redor foram abatidos muitos pinheiros que abriram bastante o horizonte. Agora sim, está aqui um excelente miradouro.

Como seria de esperar, a pequena capela que me lembra sempre um barco, estava fechada. Embora desejasse lá entrar, o seu interior é do mais simples que se pode imaginar.
No alto do cabeço, a mais de 850 metros de altitude, ligámos para casa para nos virem buscar. Nesse entretanto, descemos ao povoado, onde também ainda havia bastante neve, que derretia aos poucos e caía em gélidas gotas dos beirais dos telhados.

A nossa caminhada terminou em frente da capela do Espírito Santo, no centro da aldeia. Uma pomba esculpida sobre a porta é bem ilustrativa do culto aí praticado. Ainda encontrámos alguns habitantes, mas àquela hora já nem valia a pena tentar encontrar quem nos abrisse a porta da capela.
Foram cerca de 15 quilómetros de boa disposição e bonitas paisagens. Quase nem demos pelo cansaço e a neve trouxe uma motivação extra a esta caminhada. Foi simplesmente fantástica!

Percurso da Caminhada
GPSies - VilaFlor_NSFatima

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/05/2011 08:00:00 PM

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011