sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

[A Linha é Tua] Linha do Tua desativada

Relativamente à linha do Tua, desactivada entre a barragem e a estação de Brunheda, será desenvolvido um Projecto de Mobilidade com um sistema multimodal. Serão implementados dois sistemas complementares de mobilidade, um destinado à mobilidade quotidiana e outro com finalidade turística.

Para este efeito, a EDP disponibilizará um montante máximo de €10 milhões destinado a alavancar o financiamento global das ações-âncora do projecto.

Entre as soluções previstas destacam-se a utilização do troço de via-férrea entre a Estação da Foz do Tua e a base da barragem; instalação de um funicular entre a base da barragem e o seu coroamento; transporte fluvial entre a barragem e Brunheda, e a construção de embarcadouros; e ainda a qualificação da infra-estrutura ferroviária a partir de Brunheda.

O serviço multimodal do Tua deverá ser explorado em regime de concessão

Fonte do Texto: Jornal Expresso

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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 2/18/2011 11:26:00 AM

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] À Descoberta de Marzagão (1.ªParte)

No primeiro dia de Outubro teve lugar a minha primeira visita a Marzagão, à qual se seguiram mais algumas ao longo do mês. Objectivo foi sempre o mesmo: descobrir os recantos e encantos de aldeia que só de pronunciar o nome já nos transporta para mundos imaginários de mouros e histórias misteriosas.
Os terrenos da freguesia começam quase às portas da vila de Carrazeda de Ansiães, pois o lugar de Luzelos pertence-lhe, e estendem-se ao longo da ribeira da Ferradosa quase até ao Douro. A amplitude topográfica permite a esta freguesia rural aptidão para algumas produções agrícolas de relevo. Na parte mais alta predominam os pomares de macieiras, uma das maiores riquezas do concelho; na ribeira colhe-se o vinho e o azeite. Durante todo o mês de Novembro sentiram-se nas ruas da aldeia o cheiro a mosto e o aroma a maçãs, que proporcionam trabalho na aldeia.

Um passeio a Marzagão devia começar, como é óbvio, em Marzagão. Mas não foi isso que eu fiz. A minha primeira paragem foi precisamente no Castelo de Ansiães, na Lavandeira. Além de se poder apreciar uma imensa paisagem que inclui quase toda a área de freguesia, há uma forte ligação histórica ente o castelo de Ansiães e Marzagão. O esplendor de Marzagão deve ter acontecido precisamente com o declínio da vila de Ansiães e com a mudança de alguns serviços para a aldeia, nomeadamente religiosos.
Do alto do castelo, passeando o olhar da esquerda para a direita percorre-se toda a aldeia, seguindo o traçado da sua rua principal, a rua de São João Baptista. Mesmo à distância, é possível distinguir os núcleos de casas mais antigas, o campanário da igreja, o cemitério e algumas casas mais recentes nos bairros mais periféricos. Nos montes envolventes há muito verde. Os sobreiros misturam-se com os castanheiros e os pinheiros. Também se distingue perfeitamente o alinhamento dos pomares e o verde característico das oliveiras. Entre o castelo e a aldeia, a Quinta da Aveleira, numa extensa área, permite adivinhar grandes quantidades de maçãs douradas.

Em direcção ao Douro não vale a pena olhar, pelo menos nos próximos tempos. O extenso vale foi completamente devorado pelas chamas no Verão passado e tem um aspecto desolador.
A caminho da aldeia, talvez seja interessante lançar um olhar à igreja de S. João Baptista, extra muros. S. João Baptista é precisamente o padroeiro de Marzagão.

Marzagão tem uma bonita entrada, ao longo da estrada M632-1. Depois do Bairro da Carreira Branca chega-se ao Largo da Igreja, ou Fundo do Povo, como é conhecido. A igreja Matriz, elegante, bonita, domina o largo e a nossa atenção. Esta igreja é a ponte entre Marzagão e a antiga vila de Ansiães, uma vez que para aqui foi transladada no ano de 1575. Reformulou-se em 1765 e as casas laterais, há muito tempo em obras de recuperação, em 1756. É quase obrigatório dar uma volta no adro da igreja, agora muito mais vistosa depois de cortados dois enormes ciprestes que no passado estiveram à sua frente.
Em volta da igreja há catorze grandes cruzeiros em granito. Os pináculos, no telhado, são elegantes, bonitos, decorados com motivos florais. No frontispício destaca-se uma bela janela e, por baixo dela uma cruz, a da Ordem de Cristo. Marzagão foi da reitoria do padroado real e cabido da comenda de S. João Baptista, da Ordem de Cristo.

Com um pouco de sorte, talvez se possa entrar no interior da igreja. É um monumento digno de veneração e admiração. Todo o tecto está coberto de painéis representando santos, santas e cenas da vida de Cristo (perto de 150 quadros). O altar-mor em talha dourada é muito bonito, tal como os quatro altares laterais. Em vários locais é possível encontrar pedaços da história. Numa lápide pode ler-se: "Esta igreja transladouse aqui da primitiva extra muros da vila de Anciaens no ano de 1575: e reformousse no ano de 1765: sendo reitor o Doutor Antonio de Souza Pinto da M.a Freg.a".
Um dos dias grandes desta igreja acontece no primeiro Domingo de Maio, aquando das festas em honra de Nossa Senhora do Rosário. Além da missa solene com pregador convidado, realiza-se uma majestosa procissão, com bandeiras, estandartes e os andores de S. João Baptista e Nossa Senhora do Rosário, entre outros.

A paragem seguinte é noutro monumento de relevo da aldeia: a Ponte do Galego, também conhecida como Ponte Romana. Situada fora do povoado, junto à estrada que segue para Linhares, apresenta dois arcos de volta perfeita e um tabuleiro plano. Tudo em granito. Estabelecia a ligação entre a vila de Ansiães e Arnal, com ligações ao Douro. Na melhor das hipóteses, as fundações remontam à Idade Média.

No regresso podem ser apreciados: a antiga escola primária, há muito tempo encerrada; um nicho com S. João Baptista, onde se realiza uma pequena festa com cascata no dia de S. João, e um bonito cruzeiro (que ainda tem restos metálicos da existência do mealheiro). Tal como nas alminhas, nestes cruzeiros recolhiam-se esmolas com que se celebravam missas, para sufrágio das almas do purgatório.

Continua:
À Descoberta de Marzagão (2.ªParte)

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 2/17/2011 11:52:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] Freguesia Mistério 44

A Freguesia Mistério n.º43 decorreu durante o mês de Janeiro. A questão centrava-se no painel de azulejos que decorava uma fonte. Na altura chamei à atenção para o facto de a fonte já não ser nova, mas a aplicação dos azulejos sim. Eu próprio fiquei surpreendido quando os vi, porque tinha fotografado a fonte sem os azulejos. Sem saber bem porquê, a tendência dos votos inclinou-se para a freguesia de Seixo de Manhoses, que não era a resposta correcta.
 A resposta correcta era Vale Frechoso. Não tenho a certeza se aplicação dos azulejos foi em 2009, mas em 2007 eles não estavam ali. A fonte, situada junto à igreja matriz, tem gravado ano de 1933.  O conjunto tem várias cenas, de onde destaquei uma. Talvez mais tarde mostre o resto dos azulejos.
Dos 14 participantes válidos, 5 escolheram Seixo de Manhoses. Vale Frechoso não foi apontado nem sequer por um participante!
 Foi esta a distribuição dos votos:
Benlhevai (1) 6%
Carvalho de Egas (1) 6%
Nabo (2) 13%
Seixos de Manhoses (5) 31%
Valtorno (1) 6%
Vila Flor (1) 6%
Vilarinho das Azenhas (1) 6%
Vilas Boas (2) 13%
O desafio do mês de Fevereiro, já a decorrer,  pretende ser um dos mais fáceis de todos os já colocados. Em vez de um cruzeiro, umas alminhas, fonte ou capela, escolhi uma parte da própria aldeia, que mostra a torre da igreja. Como se pode ver na fotografia em miniatura, trata-se de uma torre sineira lateral, quadrangular. Parece-me bastante fácil.
Quem ainda não participou, ainda o pode fazer.
A Freguesia Mistério n.º44 vai ficar disponível até ao fim do mês de Fevereiro, recolhendo as opiniões de quem quiser participar.

Qual é a freguesia apresentada na fotografia?

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/17/2011 10:25:00 PM

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Cenas do quotidiano (1)

Cenas do quotidiano na aldeia do Seixo de Ansiães. Este é um quadro cada vez mais raro à medida que o gado asinino vai perdendo as sua importância como meio de transporte. Também os humanos são cada vez mais raros. Nas voltas que tenho dado pelo concelho só tenho encontrado rostos sorridentes, gente simpática com muito para dizer e vontade de conversar.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 2/16/2011 02:04:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] O Município de Vila Flor de novo na Web

Durante algum tempo o Município de Vila Flor esteve ausente do Ciberespaço. O sítio Web anterior era muito estático, contendo alguma informação sobre o concelho. As actualizações eram quase exclusivamente o cartaz de cinema mensal.
O espaço virtual actual mais vistoso e dinâmico, vem abrir portas ao Município e aos munícipes para novas utilizações. Mais colorido e elegante, será a cara (oficial) de Vila Flor. Para já, ainda está incompleto, como por exemplo Os Serviços On-line (ainda ausentes). Esperamos que aos poucos novas informações e serviços sejam disponibilizados. A mim já me serviu para saber a constituição de alguns órgãos da autarquia e os contactos de Juntas de Freguesia e outras instituições. Estão também disponíveis os horários de vários serviços.
Há muitos e bons exemplos de Sítios web nos municípios vizinhos, Foz Côa, Mirandela, Freixo de Espada à Cinta, só para citar alguns. Temos que nos comparar com os melhores.
O endereço é:

A ligação voltou ao seu lugar, na margem direita do Blogue (Ligações a outros sites - Vila Flor) onde ficará sempre visível.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/16/2011 01:51:00 AM

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Detalhes en Ferro (3)

Mais alguns pormenores dos bonitos trabalhos em ferro forjado que abundam pelo concelho. Desta vez foram captados em Misquel, onde me desloquei há poucos dias.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 2/14/2011 03:03:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Quadros

Tinha chovido de noite, pelo que a exuberante vegetação que envolve o lugar, impava de esmaltes vivos, rescendia a frescuns de resinosas, de fenos, de terra húmida. O sol fazia negaças por trás de maços de nuvens alvacentas, boiando no azul mais cristalino que os nossos olhos possam exigir para pintar a candura, sem penumbra de mácula.
Aos gorjeios da passarada, procurando em vão sulcos que o arado abrisse, porque nos campos era descanso em segunda-feira de Páscoa, para cá do rio, misturava-se o sussurro áspero e monótono da água do rego da Quintã, hoje correndo para as leiras do Casal, segundo um calendário que já vem dos trisavós.
Lá fomos, eu e a Maria Rosa, encantado pela formosa companhia que arranjara, lisonjeada pelos meus ditos cidadãos, que lhe correram o rosto feição por feição, tingindo-o de mais rubro e avivando-lhe os olhos de mais brilho; intenções e conversa tão inocentes como eram puras as flores rasteiras por que íamos passando, no rumo de Outoreça.
Derivando para cima, a demandar a encosta, passámos entre espessuras de pinhais e searas de centeio tendo em frente a linha mista dos cumes, eriçada de árvores esguias, sobressaindo das ondulações o cone muito regular do Castelo de Matos.
Dentro duma baixa murada, com talhos de horta e cabana de guardador, havia lindas giestas floridas, umas brancas, outras amarelinhas, que serviam muito bem para o fim em vista. Animado pelo cavalheirismo que o momento requeria, ajudei a Maria Rosa a pular o muro e a galgar as poldras do ribeiro que corta a propriedade de ponta a ponta.
O sítio entusiasmava à meditação. A torrente espumava entre pequenas rochas de granito vestidas de musgos, afogada em avencas e fetos. Numa poça de água, aberta na areia grossa do leito, entretive-me a seguir as evoluções dos «sapateiros» que se ausentavam à tona, mexendo-se velozes, com as patitas untadas sobre a tensão superficial do fluido.
...

Excerto do livro O Homem da Terra, de Luís Cabral Adão (1986)
Fotografia: Rebanho às portas de Vila Flor (Quinta da Paz).

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/14/2011 02:57:00 AM

sábado, 12 de fevereiro de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Amendoeiras em Flor 2011

É sempre com alguma ansiedade que aguardamos pelo aparecimento das flores das amendoeiras. Eu, diariamente, quando me dirijo da casa para o trabalho e do trabalho para casa, "espreito" algumas amendoeiras que rodeiam Vila Flor.
Hoje escolhi o percurso pedestre para mais uma "Peregrinação" pelos caminhos do concelho com o objectivo de me encontrar com as primeiras amostras, do que é um bonito espectáculo, que é as amendoeiras floridas. Não foi preciso procurar muito, porque as primeiras flores foram captadas ainda dentro da vila!
Nas encostas que se estendem até ao Nabo fui encontrar toda a beleza que procurava. Compreensivelmente as primeiras flores aparecem em zonas onde a temperatura é mais amena, mas nem sempre nos de menor altitude. A maior parte dos anos, as primeiras flores vêm-se perto de Meireles ou então Sampaio.
Se tudo correr bem (e estou a falar das condições atmosféricas) este ano todas as amendoeiras se vão vestir de uma espesso manto rosa ou branco. Primeiramente nas encostas do vale da Vilariça e do Tua, terminando quase um mês depois, com as últimas pétalas a aparecerem nos aldeias de maior altitude do concelho, como Candoso e Valtorno.
Já comecei a receber as primeiras mensagens pedindo informações sobre quais os melhores dias para visitar o concelho. A partir deste momento já é possível apreciar esse bonito quadro das amendoeiras em flor. Isso quer dizer que no próximo fim de semana é uma boa altura para visitar a região. A última semana de Fevereiro e a primeira semana de Março, são, normalmente, as melhores semanas.
Ainda não é conhecido o Programa das Festas das Amendoeiras em Flor do Município de Vila Flor, mas, sabe-se pela Agenda Cultural que irá decorrer entre 19 de Fevereiro e 6 de Março. Foz Côa já deu a conhecer o seu programa, que será desenvolvido entre 25 de Fevereiro e 13 de Março.
Quando me é possível gosto de fazer algumas viagens pelos concelhos de Carrazeda de Ansiães, Vila Flor, Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta, mas também nos concelhos de Alfândega da Fé e Mogadouro há muitas amendoeiras (além de Foz Côa, na outra margem do rio Douro).
Este será um assunto a que, certamente, voltarei.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/12/2011 10:27:00 PM

[À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta] Janela

Pormenores na vila mais manuelina de Portugal, Freixo de Espada à Cinta.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta a 2/12/2011 02:02:00 AM

[À Descoberta de Torre de Moncorvo] Rua do Eivado - Adeganha

Pormenores, na freguesia de Adeganha.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Torre de Moncorvo a 2/12/2011 01:44:00 AM

[À Descoberta de Miranda do Douro] Paço Episcopal

Ruínas do Paço Episcopal e das traseiras da Sé de Miranda do Douro.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Miranda do Douro a 2/12/2011 01:39:00 AM

[À Descoberta de Mogadouro] Ponte de Remondes

A Ponte de Remondes, localizada sobre o rio Sabor, na estrada que liga Macedo de Cavaleiros a Mogadouro.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Mogadouro a 2/12/2011 01:32:00 AM