No dia 28 de Fevereiro, realizou-se no Cachão, freguesia de Frechas, uma audição pública sobre a Petição n.º 119/XI, recentemente apresentada na Assembleia da República contra o encerramento da Linha do Tua. Esta audição foi feita pelo deputado Bruno Dias, do PCP, relator da referida petição.
Estiveram presentes cerca de três de dezenas de defensores da Linha do Tua, pessoas anónima, políticos e representantes de vários movimentos defensores da Linha do Tua, ameaçada pela construção da barragem de Foz-Tua que porá debaixo de água 16 quilómetros da linha centenária.
Das várias intervenções feitas destacaram-se as de José Brinquete (Associação Municipal de Bragança), Daniel Conde (Movimento Cívico da Linha do Tua), Graciela Nunes (movimento surgido em Codeçais), Pedro Fonseca (Assembleia de Municipal de Mirandela), Gabriel Lopes (Associação Valonguense dos Amigos da Ferrovia) e Manuela Cunha (deputada do grupo parlamentar Os Verdes).
Todas as vozes, sem excepção, realçaram a importância da Linha do Tua para a manutenção do Vale do Tua, património natural único de grande interesse turístico e com fortes ligações às populações locais. Esgrimindo argumentos emocionais, mais económicos ou políticos, em síntese, foram estas as ideias fortes defendidas:
- É importante que a questão da linha seja discutida localmente, e não em Lisboa;
- Os horários das composições da linha do Tua, o apoio da autarquia de Mirandela ao transporte rodoviário da população escolar, não apoiando de forma semelhante o passe no metro, levaram à decrescente utilização da linha;
- Nunca foram divulgados os números relativos aos utilizadores da linha e à sua evolução ao longo dos anos;
- A manutenção da Linha do Tua foi descuidada durante muitos anos;
- As autarquias abrangidas nunca se preocuparam com progressiva decadência da infra-estrutura;
- Os acidentes ocorridos foram “muito convenientes” e “oportunos”;
- A Linha e o Rio formam um conjunto único, com grande potencial, devendo ser defendidos em conjunto;
- A barragem não vai trazer benefícios às populações locais;
- A água da barragem ficará sem vida, poluída e mal cheirosa;
- A barragem poderá criar dificuldades de navegação no Douro;
- Há muitas dúvidas se o rio Tua se torna navegável;
- As barragens não trazem desenvolvimento (Trás-os-Montes já é exemplo);
- Os autarcas acreditam nas promessas do Governo, mas estas promessas merecem pouca de credibilidade;
- As diferentes entidades envolvidas não são transparentes no que toca à Linha do Tua;
- A proposta apresentada para o transporte de turistas (serviço multimodal) é anedótico (caro, incómodo e pouco atractivo) e pouco credível;
- Era possível desenvolver o vale do Tua sem a barragem, nomeadamente com o melhoramento da linha, o seu aproveitamento turístico e com o prolongamento da mesma até Espanha;
- O encerramento da Linha do Sabor é um mau exemplo, que não deve ser seguido;
- O governo não cumpre o que ele próprio estabeleceu (como por exemplo uma alternativa ferroviária);
- A autarquia de Mirandela reteve uma quantidade assinalável de assinaturas recolhidas para a petição (que mesmo assim ultrapassou as 5 mil assinaturas);
- O autarca de Mirandela tornou-se uma desilusão para os defensores das Linha do Tua.
A discussão prolongou-se por mais de duas horas, com a apresentação de outros problemas como a poluição do rio Tua, a poluição atmosférica no Cachão e as recentes alterações nos horários do metro e dos táxis alternativos.
O deputado tomou nota das posições defendidas e prometeu apresentá-las logo no dia seguinte, reuniões que teria com representantes do governo.
Estiveram também na audição mais alguns lutadores pela Linha do Tua como Mário de Carvalho, Célia Quintas e Vânia Seixas.
Apesar do sentimento de abandono por parte do poder local e do descrédito do poder central, os defensores da Linha do Tua continuam convictos que ainda vale a pena lutar, até porque defendem valores como a água, a vida, a identidade de uma região, que não se compram com 10 milhões de euros e promessas.
Nota: a fotografia da reunião foi cedida por Adriano Pereira, também ele um defensor da Linha do Tua.
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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 3/04/2011 01:54:00 AM
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sexta-feira, 4 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
[A Linha é Tua] Navegabilidade do Douro poderá estar em causa com a barragem ...
O Deputado do PEV, José Luís Ferreira, confronta o Ministro das Obras Públicas sobre a navegabilidade no Douro e os transportes alternativos à Linha do Tua - Comissão de Obras Públicas, na Assembleia da República, a 1 de Março de 2011.
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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 3/03/2011 10:35:00 PM
[A Linha é Tua] A primeira pedra no TUA
Tanto espectáculo com a primeira pedra no TUA... afinal ela já foi ali colocada há milhares de anos por algum primata!
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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 3/03/2011 10:10:00 PM
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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 3/03/2011 10:10:00 PM
terça-feira, 1 de março de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Natureza morta
Cenário posto em palco pelo Grupo de Música Tradicional da Associação Cultural e Recreativa de Vila Flor, na Gala dos Reis 2011.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/28/2011 09:32:00 PM
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/28/2011 09:32:00 PM
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Centro de Dia de Santa Eufémia
Utentes do Centro de Dia de Santa Eufémia, na Lavandeira.
Obrigado pela recepção.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/01/2011 12:31:00 AM
Obrigado pela recepção.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/01/2011 12:31:00 AM
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
[A Linha é Tua] Quilómetro 4
Ao quilómetro 4 entre a estação de Tralhariz e o Túnel das Fragas Más.
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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 2/28/2011 02:34:00 AM
Audição Pública
sobre a Linha do Tua
sobre a Linha do Tua
28 de Fevereiro (segunda-feira)
18:00
antigo Infantário do Cachão
Cachão
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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 2/28/2011 02:34:00 AM
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Selores (3)
Na sexta-feira passada fiz uma paragem em Selores para percorrer algumas ruas da freguesia, que mal conheço. Logo quando estacionei chamou-me à atenção o enorme chorão junto ao coreto que começa a rebentar depois da pausa invernal. As nuvens puseram-se a jeito e não resisti a registar o momento, que, diga-se, estava digno de ser admirado.
Posteriormente mostrarei mais algumas fotografias do passeio.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 2/28/2011 02:27:00 AM
Posteriormente mostrarei mais algumas fotografias do passeio.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 2/28/2011 02:27:00 AM
[À Descoberta de Vila Flor] Quadros de Inverno
Tal como anunciei, Sábado aconteceu mais uma "Peregrinação", desta vez tendo como ponto forte um passeio por Samões, na senda das Amendoeiras em Flor. Podem crer que foram quadros de rara beleza, os que encontrei pelo caminho. Deles dou amostra com esta duas fotografias que publico, para animar mais uma semana de trabalho.
As amendoeiras apresentaram-se fantásticas, com o seu mais belo vestido. O dia esteve luminoso com um céu azul, com poucas nuvens. Nas quase 5 horas na "estrada" o sol deixou marcas na minha pele, sinal de que o clima está a mudar e em breve vamos ter grandes transformações na natureza.
O Inverno está a morrer.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/27/2011 09:00:00 PM
As amendoeiras apresentaram-se fantásticas, com o seu mais belo vestido. O dia esteve luminoso com um céu azul, com poucas nuvens. Nas quase 5 horas na "estrada" o sol deixou marcas na minha pele, sinal de que o clima está a mudar e em breve vamos ter grandes transformações na natureza.
O Inverno está a morrer.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/27/2011 09:00:00 PM
sábado, 26 de fevereiro de 2011
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Cenas do quotidiano (2)
Em Marzagão, hoje à tarde.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 2/26/2011 01:19:00 AM
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 2/26/2011 01:19:00 AM
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Amendoeiras em Flor 2011 (1)
Numa passagem que fiz hoje por algumas aldeias do concelho pude verificar que as amendoeiras estão já bastantes vestidas com as suas bonitas pétalas. Este fim-de-semana e o próximo serão os melhores dias para uma visita ao nordeste transmontano para apreciar este espectáculo natural de rara beleza (para quem não se pode deslocar durante a semana).
Para que o prazer da visita se prolongue para lá do regresso a casa, recomendo a compra de produtos da região, embebidos da beleza e dos paladares das paisagens e do saber de séculos de história: destaco o azeite, o vinho e o queijo.
Amanhã eu também vou fazer uma caminhada À Descoberta de algumas amendoeiras em flor. Depois mostrarei alguns por menores das minhas descobertas.
Fotografia: Amendoeira em flor, Nabo.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/25/2011 11:11:00 PM
Para que o prazer da visita se prolongue para lá do regresso a casa, recomendo a compra de produtos da região, embebidos da beleza e dos paladares das paisagens e do saber de séculos de história: destaco o azeite, o vinho e o queijo.
Amanhã eu também vou fazer uma caminhada À Descoberta de algumas amendoeiras em flor. Depois mostrarei alguns por menores das minhas descobertas.
Fotografia: Amendoeira em flor, Nabo.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/25/2011 11:11:00 PM
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Pedro Barroso, em Vila Flor
No próximo dia 26 de Fevereiro vamos ter oportunidade de vermos e ouvirmos Pedro Barroso, no Centro Cultural, em Vila Flor.
É uma oportunidade única de ouvirmos, na minha opinião, uma lenda viva da canção portuguesa. Na sua discografia fascina-me a importância das palavras e a simplicidade com que são ditas. A suas músicas são simples mas com uma melodia onde a voz, os instrumentos e as pausas se combinam na fórmula mágica da beleza. Infelizmente já não há muita gente a fazer música como o Pedro Barroso.
Eis um dos seus maiores sucessos:
Encontramo-nos no Centro Cultural, no dia 26 de Fevereiro.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/21/2011 12:02:00 PM
É uma oportunidade única de ouvirmos, na minha opinião, uma lenda viva da canção portuguesa. Na sua discografia fascina-me a importância das palavras e a simplicidade com que são ditas. A suas músicas são simples mas com uma melodia onde a voz, os instrumentos e as pausas se combinam na fórmula mágica da beleza. Infelizmente já não há muita gente a fazer música como o Pedro Barroso.
Eis um dos seus maiores sucessos:
Encontramo-nos no Centro Cultural, no dia 26 de Fevereiro.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/21/2011 12:02:00 PM
[À Descoberta de Vila Flor] Peregrinações – Ruínas da capela de S. Cristóvão ...
As reportagens das caminhas/peregrinações estão atrasadas, mas, o verdadeiro prazer está em fazê-las e, felizmente, esse prazer tenho-o sentido quase semanalmente pelos caminhos gelados e encharcados do concelho.
Foi já no longínquo 28 de Novembro de 2010 que eu e o meu companheiro de caminhadas partimos para mais uma peregrinação, desta vez às ruínas da capela de S. Cristóvão, em Vilas Boas.
A manhã está gélida. Quando passámos junto a Samões vinha um vento gelado vale de Freixiel que nos fustigava a cara. Em conversa com um pastor da freguesia investigámos a melhor maneira de chagar a Vilas Boas sem pisar o asfalto. Esse percurso não era desconhecido, mas, questionar sobre o caminho é uma boa forma de meter conserva (que eu aproveito muitas vezes).
À medida que caminhávamos sentíamos o gelo ranger sob os nossos pés. O gelo levantava a terra, formando curiosas formações por debaixo dela. Nunca nas caminhadas anteriores me tinha apercebido de tanto gelo, apesar de estar um sol esplêndido.
Com uma temperatura assim não o melhor é não fazer pausas e caminhar depressa para manter o corpo quente. Passámos perto da pedreira e junto à Quinta do Reboredo. Não demorou muito até chegarmos a Vilas Boas. Como era Domingo, aproveitámos para fazer uma passagem pela igreja matriz que estava aberta. Dentro de pouco tempo ia celebrar-se a missa dominical.
Ao caminharmos pelas ruas de Vilas Boas esbarramos sempre com motivos de interesse, sejam eles capelas, cruzeiros, nichos ou simples recantos cheios de beleza na sua rusticidade.
Encaminhámo-nos pela estrada de Meireles até encontrarmos uma estátua representando S. Cristóvão. É também este o cesso para a queijaria onde se fabrica o tão conhecido Queijo Terrincho.
Uma das razões que nos levou a subir ao monte de S. Cristóvão foi o facto da Junta de Freguesia ter aberto um caminho da queijaria às ruínas da antiga capela. Pelo eco que me chegou há o interesse em recuperar a capela. O local é lindíssimo e as ruínas devem ser antiquíssimas. Há ainda algumas pedras trabalhadas da ombreira da porta. As paredes eram feitas de pedra miúda, em xisto. Notam-se algumas pedras no local onde deve ter sido o altar. Não sei se há intenção de recuperar ou simplesmente arrasar tudo e fazer de novo. Acho que seria interessante uma nova construção integrasse algumas pedras da capela original. Não notei preocupação com a preservação.
Não foi a primeira vez que estive no local, mas, era necessário fazer uma longa caminhada para ali chegar. Com o caminho que agora foi rasgado, chega-se lá em poucos minutos (e algum suor).
A nossa caminhada podia ter terminado por ali, nas ruínas da capela de S. Cristóvão, mas, o desafio de subir ao cimo do morro com o mesmo nome não nos deixou parar. É uma escalada que necessita muito esforço e envolve algum risco. Quem tem fobia às alturas não deve fazer aquele trajecto e muito menos olhar para trás.
Depois de alcançado o cume das rochas tem-se uma das visões mais fantásticas que possível gozar no concelho de Vila Flor.
Sentados nas rochas recuperámos a respiração e comemos o que já é a nossa "merenda" típica, fruta.
Já não tivemos coragem para descer pela escarpa por onde subimos. Isso obrigou-nos a contornar o cabeço pelas traseiras, por ponte e voltar ao caminho. Não é tão assustador mas não é isento de riscos, porque é difícil andar por lugares tão agrestes. As urzes rasgam a roupa e as rochas são duras e afiadas como facas. Só com muito cuidado e bastante tempo voltámos ao caminho.
O regresso a Vilas Boas foi muito rápido. Esperámos que nos fossem buscar de carro, no largo do Cruzeiro de Nossa Senhora do Rosário, um dos pontos mais centrais do povoado.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/21/2011 12:14:00 AM
Foi já no longínquo 28 de Novembro de 2010 que eu e o meu companheiro de caminhadas partimos para mais uma peregrinação, desta vez às ruínas da capela de S. Cristóvão, em Vilas Boas.
A manhã está gélida. Quando passámos junto a Samões vinha um vento gelado vale de Freixiel que nos fustigava a cara. Em conversa com um pastor da freguesia investigámos a melhor maneira de chagar a Vilas Boas sem pisar o asfalto. Esse percurso não era desconhecido, mas, questionar sobre o caminho é uma boa forma de meter conserva (que eu aproveito muitas vezes).
À medida que caminhávamos sentíamos o gelo ranger sob os nossos pés. O gelo levantava a terra, formando curiosas formações por debaixo dela. Nunca nas caminhadas anteriores me tinha apercebido de tanto gelo, apesar de estar um sol esplêndido.
Com uma temperatura assim não o melhor é não fazer pausas e caminhar depressa para manter o corpo quente. Passámos perto da pedreira e junto à Quinta do Reboredo. Não demorou muito até chegarmos a Vilas Boas. Como era Domingo, aproveitámos para fazer uma passagem pela igreja matriz que estava aberta. Dentro de pouco tempo ia celebrar-se a missa dominical.
Ao caminharmos pelas ruas de Vilas Boas esbarramos sempre com motivos de interesse, sejam eles capelas, cruzeiros, nichos ou simples recantos cheios de beleza na sua rusticidade.
Encaminhámo-nos pela estrada de Meireles até encontrarmos uma estátua representando S. Cristóvão. É também este o cesso para a queijaria onde se fabrica o tão conhecido Queijo Terrincho.
Uma das razões que nos levou a subir ao monte de S. Cristóvão foi o facto da Junta de Freguesia ter aberto um caminho da queijaria às ruínas da antiga capela. Pelo eco que me chegou há o interesse em recuperar a capela. O local é lindíssimo e as ruínas devem ser antiquíssimas. Há ainda algumas pedras trabalhadas da ombreira da porta. As paredes eram feitas de pedra miúda, em xisto. Notam-se algumas pedras no local onde deve ter sido o altar. Não sei se há intenção de recuperar ou simplesmente arrasar tudo e fazer de novo. Acho que seria interessante uma nova construção integrasse algumas pedras da capela original. Não notei preocupação com a preservação.
Não foi a primeira vez que estive no local, mas, era necessário fazer uma longa caminhada para ali chegar. Com o caminho que agora foi rasgado, chega-se lá em poucos minutos (e algum suor).
A nossa caminhada podia ter terminado por ali, nas ruínas da capela de S. Cristóvão, mas, o desafio de subir ao cimo do morro com o mesmo nome não nos deixou parar. É uma escalada que necessita muito esforço e envolve algum risco. Quem tem fobia às alturas não deve fazer aquele trajecto e muito menos olhar para trás.
Depois de alcançado o cume das rochas tem-se uma das visões mais fantásticas que possível gozar no concelho de Vila Flor.
Sentados nas rochas recuperámos a respiração e comemos o que já é a nossa "merenda" típica, fruta.
Já não tivemos coragem para descer pela escarpa por onde subimos. Isso obrigou-nos a contornar o cabeço pelas traseiras, por ponte e voltar ao caminho. Não é tão assustador mas não é isento de riscos, porque é difícil andar por lugares tão agrestes. As urzes rasgam a roupa e as rochas são duras e afiadas como facas. Só com muito cuidado e bastante tempo voltámos ao caminho.
O regresso a Vilas Boas foi muito rápido. Esperámos que nos fossem buscar de carro, no largo do Cruzeiro de Nossa Senhora do Rosário, um dos pontos mais centrais do povoado.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/21/2011 12:14:00 AM
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