terça-feira, 8 de março de 2011

[A Linha é Tua] Tua

Este vídeo hoje já não seria possível, foi feito em Maio de 2006 na Linha do Tua, as filmagens foram obtidas entre a estação da Brunheda e a Estação do Tua, no âmbito de um trabalho académico (Bento Aires, Ivan Leite, Claudia Felizardo, Sara Rodrigues e Isabel Nóbrega), sobre o impacte ambiental da barragem do Tua.
Esta é a zona que vai ficar submersa pela barragem do Tua recentemente lançada, fica o registo, esperemos as vantagens e os pontos fortes superem as perdas.

Retirado do Youtube

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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 3/08/2011 10:37:00 PM

domingo, 6 de março de 2011

[A Linha é Tua] BTT pela Linha do Tua



Caro Aníbal Gonçalves,
Eu e alguns amigos fascinados pelo btt, pensamos fazer um raid pela linha do Tua, antes da construção da barragem.
Não conheço a zona, tentei pesquisar na net e vi fotografias de rara beleza paisagística, o que mais me entusiasmou.
...

JS


Olá JS
Não é fácil fazer BTT ao longo da linha assim como não foi fácil construir a linha, muitas vezes rasgando o granito só com largura suficiente para a composição passar. Em grande parte do traçado seria simplesmente destruir a bicicleta, uma vez que teria que ir sobre a linha ou sobre a gravilha. Apenas entre Mirandela e Ribeirinha, mais a montante da linha que não corre o risco de ficar submersa, é possível acompanhar de perto a mesma, utilizando estradas ou caminhos rurais.
Eu já há muito tempo que pensei em fazer o percurso Mirandela - Foz Tua em BTT. Estudei um traçado, com pouco mais de 80 km, que segue o mais próximo possível da Linha do Tua, com algumas excepções.
- No concelho de Vila Flor, há um afastamento com o objectivo de subir ao monte de Nossa Senhora da Assunção, um dos miradouros mais fantásticos de Trás-os-Montes (exige bastante esforço).
- No concelho de Alijó o traçado é pela margem esquerda do rio, bastante afastado dele, pelo alto das montanhas. Esta zona, a teoricamente ficará submersa, é muito agreste e é impossível seguir por algum caminho ao longo do vale. Todos os caminhos sobem do fundo do vale para a crista das montanhas em redor, onde se situam as aldeias. De qualquer forma o percurso no concelho de Alijó permitiria ver a linha de alguns miradouros com paisagens fantásticas. Conheço mais mal este concelho e por isso o traçado está feito por estrada, talvez seja possível melhorá-lo.
Ainda não ganhei coragem (nem preparação física) para me lançar em mais esta aventura, mas a ideia não está esquecida.
Cumprimentos
Aníbal Gonçalves

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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 3/06/2011 12:38:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] À Descoberta de Marzagão (2.ªParte)

Continuação deÀ Descoberta de Marzagão (1.ªParte)
O melhor lugar para deixar o automóvel é o Largo da Igreja. O resto da aldeia deve ser explorado a pé. Tomando a Rua de S. João Baptista chega-se à capela de S. João. É uma construção sóbria, pequena, recuperada depois de muitos anos de abandono. Não tem qualquer altar, mas no tecto são visíveis alguns vestígios de pintura.
Depois de se passar na Fonte da Santinha (tem um painel de azulejo representando Nossa senhora de Fátima) e a Rua do Loureiro há uma capela com um pórtico de volta perfeita, em granito. É propriedade privada e poucos sabem o que está lá dentro.
Continuando na rua de S. João Baptista surge, à esquerda, mais um cruzeiro. Agora completamente lavado, já teve um aspecto bastante diferente. Estava decorado com a imagem de Cristo crucificado, tendo pintado à frente de uma das mãos um martelo; à frente da outra mão uma turquês; num dos lados da cruz estava pintada uma escada. Os restos da pintura desapareceram há mais de meio século, após uma limpeza.
É preciso percorrer a rua de S. João Baptista até ao final, ultrapassar as últimas casas em direcção ao Carrascal, para se encontrar a Fonte do Gricho. Completamente recuperada é, de novo, motivo de orgulho para todos os habitantes. Aqui alguns passaram momentos importantes das suas vidas, num tempo em que ir à fonte era uma das actividades mais interessantes, principalmente para as moças solteiras. Quando aparecia um rapaz com habilidade para o realejo, os pesados canecos de madeira ficavam esquecidos na borda da fonte e improvisava-se um baile, que durava até ao fim da tarde.
A fonte do Gricho é uma bonita fonte de mergulho, talhada em granito, embutida numa parede, a que se tem acesso do caminho descendo alguns degraus. Do lado direito está gravada uma data, que não se percebe completamente. Parece ser 1844A, mas não tenho a certeza.
De regresso à aldeia, foi a altura de me perder pelas ruas mais estreitas, becos e caminhos sem nome. Nome? Têm … como Rua da Portelinha, Rua do Cruzeiro, Rua das Poldras, Rua do Loureiro, Rua da Pereira, Rua da Escola, Rua da Fonte Nova, Largo do Terreiro, Cimo do Povo, Laja, etc. O problema é que não existem placas, e, mesmo os residentes, não sabem bem o nome da rua em que moram! Segundo consegui apurar, há muitos anos atrás as ruas tiveram placas com os nomes, mas foram retiradas! Se forem placas em chapa, esmaltadas, como a que está no início da rua S. João Baptista, acho que é de as repor, são muito bonitas.
Não resisti a subir ao Cimo do Povo. Deixei as casas para trás e subi ao alto de um rochedo de onde tinha uma nova perspectiva da aldeia. O núcleo mais antigo de casas está muito degradado. Há locais onde não chegam os automóveis e onde praticamente não mora ninguém. Também Marzagão sobre do mal geral, a desertificação. Os que restam procuram melhores condições, construindo à volta, em bairros novos, com mais espaço, com melhores acessos. Apesar da falta de pessoas, as condições são melhores do que alguma vez foram, com os estreitos caminhos calcetados e limpos.
Espreitando aqui e além, fui descobrindo curiosidades que me tinham passado despercebidas em visitas anteriores. Quando descia do Cimo do Povo encontrei outra fonte de mergulho, muito mais rústica e antiga do que a Fonte do Gricho. Pelo desgaste na soleira que lhe dá acesso, deve ter sido muito utilizada. Mesmo em frente da fonte, uma casa velha tem gravado na ombreira da porta as iniciais A. J. e o ano de 1760.
Há várias janelas e portas com estilo manuelino. Nada de muito elaborado, mas o suficiente para merecerem ser preservadas. Perto da rua da Pereira há duas coisas que também merecem ser referenciadas. Uma delas é o pórtico de uma casa, em granito, ricamente trabalhado. Infelizmente estava tapado por fitas para as moscas! A outra são dois ornamentos, chamados mísulas com representação de duas cabeças. Uma, dizem que representa Marzagão e a outra a sua esposa.
Ao longo de toda a aldeia há interessantes alpendres em madeira, pedras gravadas com desenhos e datas (dizem que algumas vieram do castelo), bem como alguns trabalhos em ferro forjado dignos serem fotografados.
Existe na aldeia um bonito café, mas que raramente está aberto. A taberna Trigo também já está encerrada, depois de ter servido durante dezasseis anos. A idade avançada e a falta de clientes, ditaram a morte do espaço, que pouco mudou desde então. E foi com um copo de vinho fino na taberna, aberta só para satisfazer a minha curiosidade, que terminei o meu périplo pela aldeia de Marzagão.
Ficou muita coisa por visitar: o castelo das Donas; uma necrópole; a Fonte Santa; os moinhos de água que se estendiam pela Ribeira de Linhares, etc. Ficou por fazer; um passeio pedestre entre Marzagão e o castelo; explorar o vale ao longo da ribeira da Ferradosa, quem sabe até uma caminhada entre Marzagão e Campelos. São muitas as razões para voltar a Marzagão em breve.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/06/2011 12:35:00 AM

sábado, 5 de março de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Pedro Barroso actuou em Vila Flor

No dia 26 de Fevereiro teve lugar no auditório Adelina Campos, em Vila Flor um concerto musical com Pedro Barroso, no âmbito da das festividades da Amendoeira em Flor.
Foi um espectáculo intimista onde os sons e as palavras se combinaram em encantamento, palavra que o próprio Pedro Barroso utilizou com frequência. As canções desfilaram de forma espontânea, umas mais antigas outras mais recentes, pelo menos uma ainda não gravada. Com "Menina dos olhos de água", "Viva quem canta" e "Verdes são os campos" o concerto atingiu os pontos mais altos, mas também o "Fado Quitério" acolheu grandes aplausos. Para os mais atentos às palavras, não devem ter passados despercebidos "Bonita", "Cantarei" ou "Maria Montanha".
"falavas de projectos e futuro
de coisas banais frivolidades
mas quando me sorriste parou tudo
problemas do mundo enormidades
senti que um rio parava e o nevoeiro
vestia nos teus dedos capa e espada
queria tanto que um olhar bastasse
e não fosse no fundo preciso
queria tanto que um olhar bastasse
e não fosse preciso dizer nada
é tão difícil encontrar pessoas assim bonitas"
A acompanhar a voz e a guitarra de Pedro Barroso estiveram mais três exímios músicos que mostraram muita qualidade e cumplicidade. Adorei a sonoridade do acordeão e do piano de cauda, mas as violas ou a flauta transversal também estiveram fantásticas. Em suma, foi um espectáculo maravilhoso.
É pena que o auditório não tenha enchido, mas cada um sabe a melhor forma de ocupar o seu tempo.
Está de parabéns a Câmara Municipal pelo convite feita a Pedro Barroso. Já não passava um momento assim desde que cá esteve o Fernando Tordo.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 3/05/2011 01:31:00 PM

sexta-feira, 4 de março de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Olha Vila Flor

Olha Vila Flor
Que bonita vai
Olha o meu amor
Que daqui não sai

Olha Vila Flor
Que bonita está
No seu esplendor
Mais linda não há

O queijo e o requeijão
Vão sempre à nossa mesa
O chouriço e o salpicão
Produtos à portuguesa

Do mel que saboreei
E dos figos que comi
Outros sabores eu provei
Para não me esquecer de ti

Deixei o vinho a correr
Enquanto o mel fui tirar
Tinha amêndoas para comer
E azeite para apaladar

A alheira tradicional
Aqui tem mais sabor
È feita em especial
Por gentes de Vila Flor

No cesto trago saudade
No coração trago amor
Muita paz e felicidade
São votos de Vila Flor

Foi entre as amendoeiras
Vinhas e Olivais
Tantas raparigas solteiras
Ali deixaram seus ais

Olha Vila Flor
Que bonita vai
Olha o meu amor
Que daqui não sai

Olha vila flor
Que bonita está
No seu esplendor
Mais linda não há

Poema de Fernando Silva.
Fotografias tiradas em Samões.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 3/04/2011 02:55:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Prosas e poesias (I)

"A aldeia era animada e havia muita mocidade, especialmente raparigas, que os rapazes estavam a ir em bandos para o Brasil, no sonho de fortuna seguramente rápida, a abanar a árvore das patacas; composta de um aglomerado velho de casas de pedra nua, atravessado a meio por um caminho largo que conduzia a Montelongo, capela de dois altares e igreja matriz da Senhora das Neves com torre sineira e relógio accionado por dois pesos de granito, três fontes de mergulho: a da gricha, a do valtalho e a da Canelha. Era nesta última que Joaquina recolhia os canecos de água, não só por ser a mais próxima mas também por ser a mais limpa: nas outras duas os animais bebiam com frequência da mesma água das pessoas. Esta tinha uma abóbada de pedra colocada de tal forma que os animais tinham dificuldade em chegar à água e dois degraus laterais que serviam de banco, num plano inferior ao do caminho, onde as pessoas podiam conversar. Além disso, a canelha não tinha muito movimento, pois só de manhã e à noite os lavradores passavam por ali para levar ou trazer os animais dos lameiros da pontesinha, e por isso os namorados a preferiam."
Do romance "O violino do meu pai: Partir ou Ficar em Trás-os-montes" da autoria de Campos Gouveia.
A fotografia foi tirada a 28 de Janeiro de 2011, em Belver.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/04/2011 02:25:00 AM

[A Linha é Tua] Audição Pública sobre a Linha do Tua - Cachão

No dia 28 de Fevereiro, realizou-se no Cachão, freguesia de Frechas, uma audição pública sobre a Petição n.º 119/XI, recentemente apresentada na Assembleia da República contra o encerramento da Linha do Tua. Esta audição foi feita pelo deputado Bruno Dias, do PCP, relator da referida petição.
Estiveram presentes cerca de três de dezenas de defensores da Linha do Tua, pessoas anónima, políticos e representantes de vários movimentos defensores da Linha do Tua, ameaçada pela construção da barragem de Foz-Tua que porá debaixo de água 16 quilómetros da linha centenária.
Das várias intervenções feitas destacaram-se as de José Brinquete (Associação Municipal de Bragança), Daniel Conde (Movimento Cívico da Linha do Tua), Graciela Nunes (movimento surgido em Codeçais), Pedro Fonseca (Assembleia de Municipal de Mirandela), Gabriel Lopes (Associação Valonguense dos Amigos da Ferrovia) e Manuela Cunha (deputada do grupo parlamentar Os Verdes).
Todas as vozes, sem excepção, realçaram a importância da Linha do Tua para a manutenção do Vale do Tua, património natural único de grande interesse turístico e com fortes ligações às populações locais. Esgrimindo argumentos emocionais, mais económicos ou políticos, em síntese, foram estas as ideias fortes defendidas:
- É importante que a questão da linha seja discutida localmente, e não em Lisboa;
- Os horários das composições da linha do Tua, o apoio da autarquia de Mirandela ao transporte rodoviário da população escolar, não apoiando de forma semelhante o passe no metro, levaram à decrescente utilização da linha;
- Nunca foram divulgados os números relativos aos utilizadores da linha e à sua evolução ao longo dos anos;
- A manutenção da Linha do Tua foi descuidada durante muitos anos;
- As autarquias abrangidas nunca se preocuparam com progressiva decadência da infra-estrutura;
- Os acidentes ocorridos foram “muito convenientes” e “oportunos”;
- A Linha e o Rio formam um conjunto único, com grande potencial, devendo ser defendidos em conjunto;
- A barragem não vai trazer benefícios às populações locais;
- A água da barragem ficará sem vida, poluída e mal cheirosa;
- A barragem poderá criar dificuldades de navegação no Douro;
- Há muitas dúvidas se o rio Tua se torna navegável;
- As barragens não trazem desenvolvimento (Trás-os-Montes já é exemplo);
- Os autarcas acreditam nas promessas do Governo, mas estas promessas merecem pouca de credibilidade;
- As diferentes entidades envolvidas não são transparentes no que toca à Linha do Tua;
- A proposta apresentada para o transporte de turistas (serviço multimodal) é anedótico (caro, incómodo e pouco atractivo) e pouco credível;
- Era possível desenvolver o vale do Tua sem a barragem, nomeadamente com o melhoramento da linha, o seu aproveitamento turístico e com o prolongamento da mesma até Espanha;
- O encerramento da Linha do Sabor é um mau exemplo, que não deve ser seguido;
- O governo não cumpre o que ele próprio estabeleceu (como por exemplo uma alternativa ferroviária);
- A autarquia de Mirandela reteve uma quantidade assinalável de assinaturas recolhidas para a petição (que mesmo assim ultrapassou as 5 mil assinaturas);
- O autarca de Mirandela tornou-se uma desilusão para os defensores das Linha do Tua.
A discussão prolongou-se por mais de duas horas, com a apresentação de outros problemas como a poluição do rio Tua, a poluição atmosférica no Cachão e as recentes alterações nos horários do metro e dos táxis alternativos.
O deputado tomou nota das posições defendidas e prometeu apresentá-las logo no dia seguinte, reuniões que teria com representantes do governo.
Estiveram também na audição mais alguns lutadores pela Linha do Tua como Mário de Carvalho, Célia Quintas e Vânia Seixas.
Apesar do sentimento de abandono por parte do poder local e do descrédito do poder central, os defensores da Linha do Tua continuam convictos que ainda vale a pena lutar, até porque defendem valores como a água, a vida, a identidade de uma região, que não se compram com 10 milhões de euros e promessas.

Nota: a fotografia da reunião foi cedida por Adriano Pereira, também ele um defensor da Linha do Tua.
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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 3/04/2011 01:54:00 AM

quinta-feira, 3 de março de 2011

[A Linha é Tua] Navegabilidade do Douro poderá estar em causa com a barragem ...


O Deputado do PEV, José Luís Ferreira, confronta o Ministro das Obras Públicas sobre a navegabilidade no Douro e os transportes alternativos à Linha do Tua - Comissão de Obras Públicas, na Assembleia da República, a 1 de Março de 2011.

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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 3/03/2011 10:35:00 PM

[A Linha é Tua] A primeira pedra no TUA

Tanto espectáculo com a primeira pedra no TUA... afinal ela já foi ali colocada há milhares de anos por algum primata!

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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 3/03/2011 10:10:00 PM

terça-feira, 1 de março de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Natureza morta

Cenário posto em palco pelo Grupo de Música Tradicional da Associação Cultural e Recreativa de Vila Flor, na Gala dos Reis 2011.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/28/2011 09:32:00 PM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Centro de Dia de Santa Eufémia

Utentes do Centro de Dia de Santa Eufémia, na Lavandeira.
Obrigado pela recepção.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/01/2011 12:31:00 AM

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

[A Linha é Tua] Quilómetro 4

Ao quilómetro 4 entre a estação de Tralhariz e o Túnel das Fragas Más.

Audição Pública
sobre a Linha do Tua 
28 de Fevereiro (segunda-feira) 
18:00
antigo Infantário do Cachão
Cachão


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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 2/28/2011 02:34:00 AM