Está quase a terminar a época da floração das amendoeiras.No fim de semana passado, numa deslocação que fiz a Carrazeda de Ansiães pude verificar que nas zonas maia elevadas e frias do concelho ainda há bastantes amendoeiras com flores, mas na Vilariça e à volta da vila já não é possível apreciar esse bonito cenário.
Felizmente eu fiz alguns registos e não vale a pena guardá-los para o próximo ano porque novas flores virão.
Estas fotografias foram feitas num dos meus locais preferidos para fotografar flores de amendoeira, que é num amendoal perto do Arco, depois do cruzamento da estrada o Seixo de Manhoses. Todos os anos vou várias vezes a este local.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 3/22/2011 02:13:00 AM
Concelho:
| Carrazeda de Ansiães | Vila Flor | Miranda do Douro | Mogadouro | Torre de Moncorvo | Freixo de E.C. | Alfândega da Fé | |
terça-feira, 22 de março de 2011
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Chegou a Primavera (Ribalonga)
No sábado passado fiz um longo passeio pela freguesia de Ribalonga. Ao longo de quase todo o dia percorri as ruas, canelhos, largos e até deu para sair da aldeia e procurar fotografá-la vista de fora. Fiz um conjunto bastante considerável de fotografias.
Uma das coisas que me surpreendeu foi sentir que estava na presença de um dia de Primavera (mesmo sem estar). O clima ameno local proporciona a animais e plantas condições favoráveis para o seu desenvolvimento temporão. Fotografei algumas espécies em flor, mas também os aves entoavam já os seus cantos de Primavera.
Aqui ficam as primeiras imagens de Ribalonga.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/22/2011 01:51:00 AM
Uma das coisas que me surpreendeu foi sentir que estava na presença de um dia de Primavera (mesmo sem estar). O clima ameno local proporciona a animais e plantas condições favoráveis para o seu desenvolvimento temporão. Fotografei algumas espécies em flor, mas também os aves entoavam já os seus cantos de Primavera.
Aqui ficam as primeiras imagens de Ribalonga.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/22/2011 01:51:00 AM
quinta-feira, 17 de março de 2011
[A Linha é Tua] Abraço ao Tua
Abraço ao Tua – Dia 27 de Março pelas 15h – na Foz do Tua
Na Foz do Tua, os cidadãos pela defesa da Linha e Vale do Tua querem mostrar que Há Vida no Tua e apelámos a todos a participar no Abraço de Solidariedade com as pessoas que vivem na Região de Trás-os-Montes e Alto Douro e que dependem deste Bem Comum.
Programa:
(saídas do Porto e de Lisboa)
(saídas do Porto e de Lisboa)
Programa
7h25 Saída de Estação Campanhã/Porto
10H00 Encontro na estação do Tua
10h30 Início da caminhada pela Linha do Tua: Castanheiro até Foz Tua*
14h00 Almoço/Piquenique (trazer farnel)
15h00 ABRAÇO ao TUA
16h00 Convívio e outras actividades
7h25 Saída de Estação Campanhã/Porto
10H00 Encontro na estação do Tua
10h30 Início da caminhada pela Linha do Tua: Castanheiro até Foz Tua*
14h00 Almoço/Piquenique (trazer farnel)
15h00 ABRAÇO ao TUA
16h00 Convívio e outras actividades
* Transporte de autocarro até Castanheiro (5€) + Seguro (1€); percurso de média dificuldade (sobre travessas dos carris) – trazer botas, água, reforço alimentar e roupa adequada às condições metereológicas.
Inscrição 6€
Inscrição em http://www.campoaberto.pt/contacte-nos/inscricoes-1/
Inscrição em http://www.campoaberto.pt/contacte-nos/inscricoes-1/
Com o avanço das políticas que levam à ruína uma Linha Ferroviária que é parte do Património Vivo desta região a única forma de preservar o coração do Vale do Tua é dar os braços e impedir a sua destruição e garantir a prosperidade de todas as pessoas que subsistem desta enorme grandeza natural e cultural. Com este ABRAÇO ao TUA queremos expressar a profunda admiração que nutrimos pela beleza natural do rio e a harmonia que a Linha do Tua serpenteou ao longo de uma paisagem cheia de cor e vida.
A Linha do Tua tem uma importância fundamental para o desenvolvimento sustentável e para a qualidade de vida das pessoas desta região e é um meio de grande interesse para a exploração do Turismo na Região de Trás-os-Montes e Alto Douro. O corte da linha amputa um importante eixo de mobilidade inutilizando os 133km de linha férrea que liga Bragança e Mirandela à Linha do Douro e impede a ligação à Régua e Porto. Esta barragem acaba também com a possibilidade de modernização da Linha do Tua desde Bragança até Puebla de Sanábria, um troço de 40km que ligaria toda esta região às redes ferroviárias convencionais de Espanha e também à Rede Internacional de Alta Velocidade.
Todo o Vale do Tua é um potencial de desenvolvimento que se deve defender e uma boa gestão dos recursos passa por modernizar a Linha do Tua para assegurar um transporte seguro, económico e ecológico que não dependa de combustíveis fósseis.
É tempo de aproveitar aquilo que Portugal tem de bom! Todos perdemos com a construção da barragem!
Juntem-se neste Abraço ao Tua. Pelo Vale, pela Linha, pelo Tua!
** A organizar por associações culturais locais
Ergue a tua Voz
À Luz da Lua!
Junta-te a Nós,
A Linha é Tua!
À Luz da Lua!
Junta-te a Nós,
A Linha é Tua!
O comboio vai passar
Traz nele uma criança
Está feliz vem a cantar
Muito perto de Bragança!
Traz nele uma criança
Está feliz vem a cantar
Muito perto de Bragança!
Mais informações:
Nuno Pereira – 962621945
Email: abracoTUA@gmail.com
Nuno Pereira – 962621945
Email: abracoTUA@gmail.com
A Linha e Vale do Tua conta com todos.
O Movimento de Cidadãos em Defesa da Linha do Tua
Contacto: Armando Azevedo ou Graciela Nunes – gracielanunes@sapo.pt
TM: 965 622 858
Contacto: Armando Azevedo ou Graciela Nunes – gracielanunes@sapo.pt
TM: 965 622 858
A Associação dos Amigos do Vale do Rio Tua
Campo Aberto
Contacto: Daniel Carvalho – danielpc@fastmail.fm
TM: 965402834
www.campoaberto.pt
Contacto: Daniel Carvalho – danielpc@fastmail.fm
TM: 965402834
www.campoaberto.pt
GAIA
Contacto: André Studer – andre.studer@gmail.com
TM: 965698370
www.gaia.org.pt
Contacto: André Studer – andre.studer@gmail.com
TM: 965698370
www.gaia.org.pt
COAGRET
Contacto: António Lourenço – ajm_lourenco@hotmail.com
www.coagret.com
Contacto: António Lourenço – ajm_lourenco@hotmail.com
www.coagret.com
Quercus
Contacto: Melissa Shin – melissa.shinn@gmail.com
www.quercus.pt
Contacto: Melissa Shin – melissa.shinn@gmail.com
www.quercus.pt
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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 3/17/2011 02:13:00 AM
terça-feira, 15 de março de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Ameixieira-de-jardim - Prunus cerasifera
Mesmo com mau tempo e com o espectáculo das amendoeiras em flor a entrar numa fase de decadência, é possível encontrar exemplares de rara beleza nas ruas de Vila Flor. Os primeiros pés da Ameixeira-de-jardim a florirem foram dois que se situam à entrada da Praça da República (quem desce da Câmara).
Para quem quiser apreciar o espectáculo completo recomendo um passeio pela Av. Dr. Francisco Guerra (por trás da Câmara Municipal).
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 3/15/2011 02:49:00 AM
Para quem quiser apreciar o espectáculo completo recomendo um passeio pela Av. Dr. Francisco Guerra (por trás da Câmara Municipal).
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 3/15/2011 02:49:00 AM
domingo, 13 de março de 2011
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Seixo de Ansiães - Panorâmica
A 11 de Março de 1908 foi inaugurada a feira mensal em Seixo de Ansiães.
Seixo de Ansiães - Panorâmica
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/11/2011 09:20:00 PM
Seixo de Ansiães - Panorâmica
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/11/2011 09:20:00 PM
sábado, 12 de março de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Desfile de Carnaval
No dia 4 de Março, à tarde, realizou-se um cortejo de Carnaval que juntou todas as crianças do pré-escolar do concelho, os alunos de todas as escolas do primeiro ciclo do e os alunos do 2.ºciclo da Escola EB2,3 de Vila Flor.
Este cortejo e já uma tradição no Carnaval. É organizado pelo Agrupamento de Escolas e pela Câmara Municipal sendo uma festa de cor e alegria, apesar do frio que normalmente se faz sentir. Este ano não foi excepção e, apesar da ameaça de chuva, tal não veio a acontecer, permitindo que centenas de crianças tenham percorrido as principais ruas da vila em enorme animação.
Os disfarces envergados pelas crianças, cheios de cor e de materiais reciclados, foram elaborados integrados no tema do Projecto Educativo, sobre o tema Saúde e Sustentabilidade.
A escola de música Zécthoven foi a responsável pela animação musical, abrindo o cortejo com um animado grupo de bombos.
Após a queima do Entrudo, ano após ano relutante em arder, que este ano foi feito pelo Jardim-de-Infância da Santa Casa da Misericórdia, foi distribuído um lanche a todas as crianças.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 3/12/2011 11:59:00 PM
Este cortejo e já uma tradição no Carnaval. É organizado pelo Agrupamento de Escolas e pela Câmara Municipal sendo uma festa de cor e alegria, apesar do frio que normalmente se faz sentir. Este ano não foi excepção e, apesar da ameaça de chuva, tal não veio a acontecer, permitindo que centenas de crianças tenham percorrido as principais ruas da vila em enorme animação.
Os disfarces envergados pelas crianças, cheios de cor e de materiais reciclados, foram elaborados integrados no tema do Projecto Educativo, sobre o tema Saúde e Sustentabilidade.
A escola de música Zécthoven foi a responsável pela animação musical, abrindo o cortejo com um animado grupo de bombos.
Após a queima do Entrudo, ano após ano relutante em arder, que este ano foi feito pelo Jardim-de-Infância da Santa Casa da Misericórdia, foi distribuído um lanche a todas as crianças.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 3/12/2011 11:59:00 PM
terça-feira, 8 de março de 2011
[A Linha é Tua] Tua
Este vídeo hoje já não seria possível, foi feito em Maio de 2006 na Linha do Tua, as filmagens foram obtidas entre a estação da Brunheda e a Estação do Tua, no âmbito de um trabalho académico (Bento Aires, Ivan Leite, Claudia Felizardo, Sara Rodrigues e Isabel Nóbrega), sobre o impacte ambiental da barragem do Tua.
Esta é a zona que vai ficar submersa pela barragem do Tua recentemente lançada, fica o registo, esperemos as vantagens e os pontos fortes superem as perdas.
Retirado do Youtube
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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 3/08/2011 10:37:00 PM
domingo, 6 de março de 2011
[A Linha é Tua] BTT pela Linha do Tua
Caro Aníbal Gonçalves,
Eu e alguns amigos fascinados pelo btt, pensamos fazer um raid pela linha do Tua, antes da construção da barragem.
Não conheço a zona, tentei pesquisar na net e vi fotografias de rara beleza paisagística, o que mais me entusiasmou.
...
JS
Olá JS
Não é fácil fazer BTT ao longo da linha assim como não foi fácil construir a linha, muitas vezes rasgando o granito só com largura suficiente para a composição passar. Em grande parte do traçado seria simplesmente destruir a bicicleta, uma vez que teria que ir sobre a linha ou sobre a gravilha. Apenas entre Mirandela e Ribeirinha, mais a montante da linha que não corre o risco de ficar submersa, é possível acompanhar de perto a mesma, utilizando estradas ou caminhos rurais.
Eu já há muito tempo que pensei em fazer o percurso Mirandela - Foz Tua em BTT. Estudei um traçado, com pouco mais de 80 km, que segue o mais próximo possível da Linha do Tua, com algumas excepções.
- No concelho de Vila Flor, há um afastamento com o objectivo de subir ao monte de Nossa Senhora da Assunção, um dos miradouros mais fantásticos de Trás-os-Montes (exige bastante esforço).
- No concelho de Alijó o traçado é pela margem esquerda do rio, bastante afastado dele, pelo alto das montanhas. Esta zona, a teoricamente ficará submersa, é muito agreste e é impossível seguir por algum caminho ao longo do vale. Todos os caminhos sobem do fundo do vale para a crista das montanhas em redor, onde se situam as aldeias. De qualquer forma o percurso no concelho de Alijó permitiria ver a linha de alguns miradouros com paisagens fantásticas. Conheço mais mal este concelho e por isso o traçado está feito por estrada, talvez seja possível melhorá-lo.
Ainda não ganhei coragem (nem preparação física) para me lançar em mais esta aventura, mas a ideia não está esquecida.
Cumprimentos
Aníbal Gonçalves
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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 3/06/2011 12:38:00 AM
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] À Descoberta de Marzagão (2.ªParte)
Continuação de: À Descoberta de Marzagão (1.ªParte)
O melhor lugar para deixar o automóvel é o Largo da Igreja. O resto da aldeia deve ser explorado a pé. Tomando a Rua de S. João Baptista chega-se à capela de S. João. É uma construção sóbria, pequena, recuperada depois de muitos anos de abandono. Não tem qualquer altar, mas no tecto são visíveis alguns vestígios de pintura.
Depois de se passar na Fonte da Santinha (tem um painel de azulejo representando Nossa senhora de Fátima) e a Rua do Loureiro há uma capela com um pórtico de volta perfeita, em granito. É propriedade privada e poucos sabem o que está lá dentro.
Continuando na rua de S. João Baptista surge, à esquerda, mais um cruzeiro. Agora completamente lavado, já teve um aspecto bastante diferente. Estava decorado com a imagem de Cristo crucificado, tendo pintado à frente de uma das mãos um martelo; à frente da outra mão uma turquês; num dos lados da cruz estava pintada uma escada. Os restos da pintura desapareceram há mais de meio século, após uma limpeza.
É preciso percorrer a rua de S. João Baptista até ao final, ultrapassar as últimas casas em direcção ao Carrascal, para se encontrar a Fonte do Gricho. Completamente recuperada é, de novo, motivo de orgulho para todos os habitantes. Aqui alguns passaram momentos importantes das suas vidas, num tempo em que ir à fonte era uma das actividades mais interessantes, principalmente para as moças solteiras. Quando aparecia um rapaz com habilidade para o realejo, os pesados canecos de madeira ficavam esquecidos na borda da fonte e improvisava-se um baile, que durava até ao fim da tarde.
A fonte do Gricho é uma bonita fonte de mergulho, talhada em granito, embutida numa parede, a que se tem acesso do caminho descendo alguns degraus. Do lado direito está gravada uma data, que não se percebe completamente. Parece ser 1844A, mas não tenho a certeza.
De regresso à aldeia, foi a altura de me perder pelas ruas mais estreitas, becos e caminhos sem nome. Nome? Têm … como Rua da Portelinha, Rua do Cruzeiro, Rua das Poldras, Rua do Loureiro, Rua da Pereira, Rua da Escola, Rua da Fonte Nova, Largo do Terreiro, Cimo do Povo, Laja, etc. O problema é que não existem placas, e, mesmo os residentes, não sabem bem o nome da rua em que moram! Segundo consegui apurar, há muitos anos atrás as ruas tiveram placas com os nomes, mas foram retiradas! Se forem placas em chapa, esmaltadas, como a que está no início da rua S. João Baptista, acho que é de as repor, são muito bonitas.
Não resisti a subir ao Cimo do Povo. Deixei as casas para trás e subi ao alto de um rochedo de onde tinha uma nova perspectiva da aldeia. O núcleo mais antigo de casas está muito degradado. Há locais onde não chegam os automóveis e onde praticamente não mora ninguém. Também Marzagão sobre do mal geral, a desertificação. Os que restam procuram melhores condições, construindo à volta, em bairros novos, com mais espaço, com melhores acessos. Apesar da falta de pessoas, as condições são melhores do que alguma vez foram, com os estreitos caminhos calcetados e limpos.
Espreitando aqui e além, fui descobrindo curiosidades que me tinham passado despercebidas em visitas anteriores. Quando descia do Cimo do Povo encontrei outra fonte de mergulho, muito mais rústica e antiga do que a Fonte do Gricho. Pelo desgaste na soleira que lhe dá acesso, deve ter sido muito utilizada. Mesmo em frente da fonte, uma casa velha tem gravado na ombreira da porta as iniciais A. J. e o ano de 1760.
Há várias janelas e portas com estilo manuelino. Nada de muito elaborado, mas o suficiente para merecerem ser preservadas. Perto da rua da Pereira há duas coisas que também merecem ser referenciadas. Uma delas é o pórtico de uma casa, em granito, ricamente trabalhado. Infelizmente estava tapado por fitas para as moscas! A outra são dois ornamentos, chamados mísulas com representação de duas cabeças. Uma, dizem que representa Marzagão e a outra a sua esposa.
Ao longo de toda a aldeia há interessantes alpendres em madeira, pedras gravadas com desenhos e datas (dizem que algumas vieram do castelo), bem como alguns trabalhos em ferro forjado dignos serem fotografados.
Existe na aldeia um bonito café, mas que raramente está aberto. A taberna Trigo também já está encerrada, depois de ter servido durante dezasseis anos. A idade avançada e a falta de clientes, ditaram a morte do espaço, que pouco mudou desde então. E foi com um copo de vinho fino na taberna, aberta só para satisfazer a minha curiosidade, que terminei o meu périplo pela aldeia de Marzagão.
Ficou muita coisa por visitar: o castelo das Donas; uma necrópole; a Fonte Santa; os moinhos de água que se estendiam pela Ribeira de Linhares, etc. Ficou por fazer; um passeio pedestre entre Marzagão e o castelo; explorar o vale ao longo da ribeira da Ferradosa, quem sabe até uma caminhada entre Marzagão e Campelos. São muitas as razões para voltar a Marzagão em breve.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/06/2011 12:35:00 AM
O melhor lugar para deixar o automóvel é o Largo da Igreja. O resto da aldeia deve ser explorado a pé. Tomando a Rua de S. João Baptista chega-se à capela de S. João. É uma construção sóbria, pequena, recuperada depois de muitos anos de abandono. Não tem qualquer altar, mas no tecto são visíveis alguns vestígios de pintura.
Depois de se passar na Fonte da Santinha (tem um painel de azulejo representando Nossa senhora de Fátima) e a Rua do Loureiro há uma capela com um pórtico de volta perfeita, em granito. É propriedade privada e poucos sabem o que está lá dentro.
Continuando na rua de S. João Baptista surge, à esquerda, mais um cruzeiro. Agora completamente lavado, já teve um aspecto bastante diferente. Estava decorado com a imagem de Cristo crucificado, tendo pintado à frente de uma das mãos um martelo; à frente da outra mão uma turquês; num dos lados da cruz estava pintada uma escada. Os restos da pintura desapareceram há mais de meio século, após uma limpeza.
É preciso percorrer a rua de S. João Baptista até ao final, ultrapassar as últimas casas em direcção ao Carrascal, para se encontrar a Fonte do Gricho. Completamente recuperada é, de novo, motivo de orgulho para todos os habitantes. Aqui alguns passaram momentos importantes das suas vidas, num tempo em que ir à fonte era uma das actividades mais interessantes, principalmente para as moças solteiras. Quando aparecia um rapaz com habilidade para o realejo, os pesados canecos de madeira ficavam esquecidos na borda da fonte e improvisava-se um baile, que durava até ao fim da tarde.
A fonte do Gricho é uma bonita fonte de mergulho, talhada em granito, embutida numa parede, a que se tem acesso do caminho descendo alguns degraus. Do lado direito está gravada uma data, que não se percebe completamente. Parece ser 1844A, mas não tenho a certeza.
De regresso à aldeia, foi a altura de me perder pelas ruas mais estreitas, becos e caminhos sem nome. Nome? Têm … como Rua da Portelinha, Rua do Cruzeiro, Rua das Poldras, Rua do Loureiro, Rua da Pereira, Rua da Escola, Rua da Fonte Nova, Largo do Terreiro, Cimo do Povo, Laja, etc. O problema é que não existem placas, e, mesmo os residentes, não sabem bem o nome da rua em que moram! Segundo consegui apurar, há muitos anos atrás as ruas tiveram placas com os nomes, mas foram retiradas! Se forem placas em chapa, esmaltadas, como a que está no início da rua S. João Baptista, acho que é de as repor, são muito bonitas.
Não resisti a subir ao Cimo do Povo. Deixei as casas para trás e subi ao alto de um rochedo de onde tinha uma nova perspectiva da aldeia. O núcleo mais antigo de casas está muito degradado. Há locais onde não chegam os automóveis e onde praticamente não mora ninguém. Também Marzagão sobre do mal geral, a desertificação. Os que restam procuram melhores condições, construindo à volta, em bairros novos, com mais espaço, com melhores acessos. Apesar da falta de pessoas, as condições são melhores do que alguma vez foram, com os estreitos caminhos calcetados e limpos.
Espreitando aqui e além, fui descobrindo curiosidades que me tinham passado despercebidas em visitas anteriores. Quando descia do Cimo do Povo encontrei outra fonte de mergulho, muito mais rústica e antiga do que a Fonte do Gricho. Pelo desgaste na soleira que lhe dá acesso, deve ter sido muito utilizada. Mesmo em frente da fonte, uma casa velha tem gravado na ombreira da porta as iniciais A. J. e o ano de 1760.
Há várias janelas e portas com estilo manuelino. Nada de muito elaborado, mas o suficiente para merecerem ser preservadas. Perto da rua da Pereira há duas coisas que também merecem ser referenciadas. Uma delas é o pórtico de uma casa, em granito, ricamente trabalhado. Infelizmente estava tapado por fitas para as moscas! A outra são dois ornamentos, chamados mísulas com representação de duas cabeças. Uma, dizem que representa Marzagão e a outra a sua esposa.
Ao longo de toda a aldeia há interessantes alpendres em madeira, pedras gravadas com desenhos e datas (dizem que algumas vieram do castelo), bem como alguns trabalhos em ferro forjado dignos serem fotografados.
Existe na aldeia um bonito café, mas que raramente está aberto. A taberna Trigo também já está encerrada, depois de ter servido durante dezasseis anos. A idade avançada e a falta de clientes, ditaram a morte do espaço, que pouco mudou desde então. E foi com um copo de vinho fino na taberna, aberta só para satisfazer a minha curiosidade, que terminei o meu périplo pela aldeia de Marzagão.
Ficou muita coisa por visitar: o castelo das Donas; uma necrópole; a Fonte Santa; os moinhos de água que se estendiam pela Ribeira de Linhares, etc. Ficou por fazer; um passeio pedestre entre Marzagão e o castelo; explorar o vale ao longo da ribeira da Ferradosa, quem sabe até uma caminhada entre Marzagão e Campelos. São muitas as razões para voltar a Marzagão em breve.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/06/2011 12:35:00 AM
sábado, 5 de março de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Pedro Barroso actuou em Vila Flor
No dia 26 de Fevereiro teve lugar no auditório Adelina Campos, em Vila Flor um concerto musical com Pedro Barroso, no âmbito da das festividades da Amendoeira em Flor.
Foi um espectáculo intimista onde os sons e as palavras se combinaram em encantamento, palavra que o próprio Pedro Barroso utilizou com frequência. As canções desfilaram de forma espontânea, umas mais antigas outras mais recentes, pelo menos uma ainda não gravada. Com "Menina dos olhos de água", "Viva quem canta" e "Verdes são os campos" o concerto atingiu os pontos mais altos, mas também o "Fado Quitério" acolheu grandes aplausos. Para os mais atentos às palavras, não devem ter passados despercebidos "Bonita", "Cantarei" ou "Maria Montanha".
É pena que o auditório não tenha enchido, mas cada um sabe a melhor forma de ocupar o seu tempo.
Está de parabéns a Câmara Municipal pelo convite feita a Pedro Barroso. Já não passava um momento assim desde que cá esteve o Fernando Tordo.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 3/05/2011 01:31:00 PM
Foi um espectáculo intimista onde os sons e as palavras se combinaram em encantamento, palavra que o próprio Pedro Barroso utilizou com frequência. As canções desfilaram de forma espontânea, umas mais antigas outras mais recentes, pelo menos uma ainda não gravada. Com "Menina dos olhos de água", "Viva quem canta" e "Verdes são os campos" o concerto atingiu os pontos mais altos, mas também o "Fado Quitério" acolheu grandes aplausos. Para os mais atentos às palavras, não devem ter passados despercebidos "Bonita", "Cantarei" ou "Maria Montanha".
"falavas de projectos e futuro
de coisas banais frivolidades
mas quando me sorriste parou tudo
problemas do mundo enormidades
senti que um rio parava e o nevoeiro
vestia nos teus dedos capa e espada
queria tanto que um olhar bastasse
e não fosse no fundo preciso
queria tanto que um olhar bastasse
e não fosse preciso dizer nada
é tão difícil encontrar pessoas assim bonitas"A acompanhar a voz e a guitarra de Pedro Barroso estiveram mais três exímios músicos que mostraram muita qualidade e cumplicidade. Adorei a sonoridade do acordeão e do piano de cauda, mas as violas ou a flauta transversal também estiveram fantásticas. Em suma, foi um espectáculo maravilhoso.
É pena que o auditório não tenha enchido, mas cada um sabe a melhor forma de ocupar o seu tempo.
Está de parabéns a Câmara Municipal pelo convite feita a Pedro Barroso. Já não passava um momento assim desde que cá esteve o Fernando Tordo.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 3/05/2011 01:31:00 PM
sexta-feira, 4 de março de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Olha Vila Flor
Olha Vila Flor
Que bonita vai
Olha o meu amor
Que daqui não sai
Olha Vila Flor
Que bonita está
No seu esplendor
Mais linda não há
O queijo e o requeijão
Vão sempre à nossa mesa
O chouriço e o salpicão
Produtos à portuguesa
Do mel que saboreei
E dos figos que comi
Outros sabores eu provei
Para não me esquecer de ti
Deixei o vinho a correr
Enquanto o mel fui tirar
Tinha amêndoas para comer
E azeite para apaladar
A alheira tradicional
Aqui tem mais sabor
È feita em especial
Por gentes de Vila Flor
No cesto trago saudade
No coração trago amor
Muita paz e felicidade
São votos de Vila Flor
Foi entre as amendoeiras
Vinhas e Olivais
Tantas raparigas solteiras
Ali deixaram seus ais
Olha Vila Flor
Que bonita vai
Olha o meu amor
Que daqui não sai
Olha vila flor
Que bonita está
No seu esplendor
Mais linda não há
Poema de Fernando Silva.
Fotografias tiradas em Samões.
--
Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 3/04/2011 02:55:00 AM
Que bonita vai
Olha o meu amor
Que daqui não sai
Olha Vila Flor
Que bonita está
No seu esplendor
Mais linda não há
O queijo e o requeijão
Vão sempre à nossa mesa
O chouriço e o salpicão
Produtos à portuguesa
Do mel que saboreei
E dos figos que comi
Outros sabores eu provei
Para não me esquecer de ti
Deixei o vinho a correr
Enquanto o mel fui tirar
Tinha amêndoas para comer
E azeite para apaladar
A alheira tradicional
Aqui tem mais sabor
È feita em especial
Por gentes de Vila Flor
No cesto trago saudade
No coração trago amor
Muita paz e felicidade
São votos de Vila Flor
Foi entre as amendoeiras
Vinhas e Olivais
Tantas raparigas solteiras
Ali deixaram seus ais
Olha Vila Flor
Que bonita vai
Olha o meu amor
Que daqui não sai
Olha vila flor
Que bonita está
No seu esplendor
Mais linda não há
Poema de Fernando Silva.
Fotografias tiradas em Samões.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 3/04/2011 02:55:00 AM
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Prosas e poesias (I)
"A aldeia era animada e havia muita mocidade, especialmente raparigas, que os rapazes estavam a ir em bandos para o Brasil, no sonho de fortuna seguramente rápida, a abanar a árvore das patacas; composta de um aglomerado velho de casas de pedra nua, atravessado a meio por um caminho largo que conduzia a Montelongo, capela de dois altares e igreja matriz da Senhora das Neves com torre sineira e relógio accionado por dois pesos de granito, três fontes de mergulho: a da gricha, a do valtalho e a da Canelha. Era nesta última que Joaquina recolhia os canecos de água, não só por ser a mais próxima mas também por ser a mais limpa: nas outras duas os animais bebiam com frequência da mesma água das pessoas. Esta tinha uma abóbada de pedra colocada de tal forma que os animais tinham dificuldade em chegar à água e dois degraus laterais que serviam de banco, num plano inferior ao do caminho, onde as pessoas podiam conversar. Além disso, a canelha não tinha muito movimento, pois só de manhã e à noite os lavradores passavam por ali para levar ou trazer os animais dos lameiros da pontesinha, e por isso os namorados a preferiam."Do romance "O violino do meu pai: Partir ou Ficar em Trás-os-montes" da autoria de Campos Gouveia.
A fotografia foi tirada a 28 de Janeiro de 2011, em Belver.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/04/2011 02:25:00 AM
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