Ferro forjado numa porta em Carviçais, Torre de Moncorvo.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Torre de Moncorvo a 5/11/2011 02:29:00 AM
Concelho:
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quarta-feira, 11 de maio de 2011
[À Descoberta de Miranda do Douro] Flores e o Douro
Flores de amendoeira com o rio Douro ao fundo. A fotografia foi tirada junto às muralhas da cidade.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Miranda do Douro a 5/11/2011 02:24:00 AM
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Miranda do Douro a 5/11/2011 02:24:00 AM
[À Descoberta de Mogadouro] Rostos
Elemento do Rancho Folclórico e Etnográfico de Mogadouro, aquando da participação no Festival de Folclore realizado em Mogadouro no dia 6 de Março, integrado nos festejos da Amendoeira em Flor.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Mogadouro a 5/11/2011 02:14:00 AM
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Mogadouro a 5/11/2011 02:14:00 AM
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Ribalonga (III)
Foi publicado na última edição do jornal "O Pombal" de Pombal de Ansiães, o relato da minha memorável visita a Ribalonga no dia 19 de Março. Foi um dia de reconhecimento dos mais pequenos recantos da aldeia, mas, o deslumbramento começou mesmo antes de aí chegar. Esta é a visão que se tem, mal se deixa o Castanheiro em direcção a Ribalonga.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 5/11/2011 02:08:00 AM
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 5/11/2011 02:08:00 AM
[À Descoberta de Vila Flor] As cores do momento
No dia 30 de Abril participei numa caminhada no alto da Serra de Bornes, organizada pela Câmara Municipal de Alfândega da Fé. Quando me dirigia para a serra, ainda bastante cedo, não resisti a fazer algumas paragens pelo caminho para registar o momento e o local. Duma destas paragens resultou este trabalho. Foi conseguido próximo de Vale Frechoso. O monte, ao fundo, é o grandioso Faro, vigilante do Cabeço de Nossa Senhora da Assunção.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 5/10/2011 06:19:00 PM
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 5/10/2011 06:19:00 PM
[A Linha é Tua] Percurso da linha do Tua pé
Éramos 4. Encontrámo-nos na Brunheda por volta das 08H30, onde deixámos um dos carros junto à estação.
Às 09H30 depois de algumas fotos junto dos comboios e carruagens que se encontram na estação de Foz-Tua, iniciamos o percurso.
Como parámos muitas vezes para contemplar a paisagem, que é lindíssima, e tirar fotografias em todos os marcos que assinalam os "Km's" (faltam alguns), demoramos mais tempo que o previsto.
O viaduto das Presas, caso não estivesse "coberto com tábuas" era capaz de assustar ainda mais e após o túnel das sentimos as primeiras dificuldades, dado não existirem carris nem traves e o percurso foi percorrido sobre cascalho durante um km.
Por volta das 11H15 estávamos no viaduto das "Fragas Más" que assusta um pouco e por volta das 11H45 parámos para um primeiro reforço alimentar em "Castanheiro", onde passou por nós um casal que caminhava no mesmo sentido.
Antes do Km 9 fomos alcançados por um outro casal que nos acompanhou durante alguns kms (O Ricardo Leonardo, que fez um comentário no vosso blogue) e no sentido oposto caminhava um grupo que teria mais de 20 pessoas.
Por volta das 13H15 chegámos à Ponte da Paradela que impôs algum respeito. Parámos para almoçar e recolher água em S. Lourenço às 14H30.
Saímos passado uma hora, e daí para a frente, foi quase sempre a andar. Chegámos a Brunheda por volta das 17H00 e regressamos de carro novamente a Foz-Tua.
A dificuldade da viagem está em conseguir o ritmo certo para caminhar em cima das travessas. A distância entre elas é mais curta que o passo normal e o calçado, este sim, de extrema importância.
O que nos valeu foram as "dicas" que colocou no blogue, nomeadamente calçado a usar, pontos de água e km/hora.
É caso para dizer que ficamos viciados em linhas e já este sábado, dia 07/05/2011, vamos fazer a 2ª etapa, Brunheda - Cachão.
Nuno Cunha
Caminhada realizada no dia 9 de Abril de 2011, entre Foz-Tua e Brunheda.
Obrigado pela partilha das emoções e das fotografias.
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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 5/11/2011 12:15:00 AM
segunda-feira, 9 de maio de 2011
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Belver (03)
Um recanto florido de Belver.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 5/09/2011 02:42:00 AM
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 5/09/2011 02:42:00 AM
[À Descoberta de Alfândega da Fé] Flora (01) - Aquilégia
Este foi um dos exemplares de Aquilégia que pude fotografar na caminhada que realizei no dia 30 de Abril em plena Serra de Bornes. Os primeiros exemplares encontrei-os no ribeiro em Vila Nova, mas julguei tratar-se de alguma espécie cultivada que se espalhou das hortas em redor. A minha dúvida dissipou-se quando encontrei um pé florido mesmo no alto da serra, perto das antenas, no meio dos carvalhos. Depois de alguma insistência encontrei uma grande quantidade de pés, todos com flores fantásticas como as presentadas na fotografia.
Trata-se da espécie Aquilegia vulgaris L. conhecida como Aquilégia, Columbina, Erva-pombinha, Luvas-de-Nossa-Senhora, Viúvas, etc. Questionei algumas das pessoas presentes na caminhada sobre o nome que teria localmente. Responderam-me sininhos, mas sem grande convicção.
Trata-se de uma planta da família das ranunculáceas, originária da Europa e que se desenvolve em matos, matagais e relvados húmidos. A floração acontece entre Maio e Julho.
Já foi usada no passado como planta medicinal, mas, na actualidade, há varias variantes com flores de muitas cores que são usadas como plantas decorativas nos jardins.
Foi a primeira vez que fotografei esta espécie.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Alfândega da Fé a 5/08/2011 06:36:00 PM
Trata-se da espécie Aquilegia vulgaris L. conhecida como Aquilégia, Columbina, Erva-pombinha, Luvas-de-Nossa-Senhora, Viúvas, etc. Questionei algumas das pessoas presentes na caminhada sobre o nome que teria localmente. Responderam-me sininhos, mas sem grande convicção.
Trata-se de uma planta da família das ranunculáceas, originária da Europa e que se desenvolve em matos, matagais e relvados húmidos. A floração acontece entre Maio e Julho.
Já foi usada no passado como planta medicinal, mas, na actualidade, há varias variantes com flores de muitas cores que são usadas como plantas decorativas nos jardins.
Foi a primeira vez que fotografei esta espécie.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Alfândega da Fé a 5/08/2011 06:36:00 PM
[À Descoberta de Vila Flor] A caminho da Trindade
Estas são mais algumas imagens que realizei em Janeiro quando realizei uma caminhada de Vila Flor à Trindade. Apesar do mau tempo e das dificuldades que senti, foi uma aventura muito entusiasmante e que me proporcionou alguns momentos fotográficos únicos com o nevoeiro que esteve sempre presente ou mais próximo, ou à distância.
A igreja da Tindade é românica
Rolos de arame retirados de uma vinha, próxima da Trindade.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 5/09/2011 12:10:00 AM
A igreja da Tindade é românica
Rolos de arame retirados de uma vinha, próxima da Trindade.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 5/09/2011 12:10:00 AM
domingo, 1 de maio de 2011
[À Descoberta de Alfândega da Fé] Abertura do Blogue

A série de blogues "À Descoberta" começou há 5 anos, em Miranda do Douro, como motivação para muitas viagens pelo concelho, quase sempre em BTT. Desde então para cá, novos blogues foram dedicados a outros concelhos: Carrazeda de Ansiães, Mogadouro, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Freixo de Espada à Cinta. O blogue A Linha é TUA, apesar de não ter âmbito concelhio, inteiramente dedicado à linha do comboio do Tua, segue o mesmo modelo dos restantes. São, na sua essência, espaços de partilha pessoal, com fotografias e palavras, fruto do entusiasmo por viajar e conhecer o mais possível o máximo de recantos do Nordeste Transmontano. Sempre que possível as deslocações são feitas em bicicleta ou a pé, proporcionando momentos únicos de contacto com a natureza.
O último a nascer é "À Descoberta de Alfândega da Fé". A área deste concelho faz fronteira com alguns dos que já percorro sendo quase um prolongamento. No dia 30 de Abril de 2011 realizei um memorável Percurso Pedestre na Serra de Bornes que me entusiasmou a querer conhecer melhor o concelho.
Não tenho planos para o Blogue. Espero poder mostrar o que mais me tocar, poesia, flora, rostos, locais, etc., porque tenho a certeza que há muito para descobrir. O ritmo será o possível, ao sabor da vida.
A primeira fotografia que mostro foi tirada no alto da Serra de Bornes, num dia que se esperava primaveril, mas não o foi.
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Publicada por alfandegadafe.blog em À Descoberta de Alfândega da Fé a 4/30/2011 04:00:00 PM
domingo, 24 de abril de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Domingo de Páscoa
O dia da Ressurreição surgiu radioso. Se é aceitável achar-se colaboração do sol nas festas sagradas da cristandade, eu direi que o sol é diferente em certos dias festivos, o ar mais compassivo, a temperatura mais acariciadora. Como que se nota perplexidade nos elementos, o ar suspende a respiração, a Natureza pasma-se, recolhendo-se em quietudes de seivas para dar sua oração a Quem na cria. Há Páscoas com tempestades de chuva, de manhã à noite. Mas isso não conta.
Diz-se apenas que o sol quando vem à festa, fá-lo integrado conscientemente na solenidade. Só assim se compreende a bênção do céu sobre os estandartes encarnados da procissão que sai da igreja matriz após a missa, e desce a Rua da Igreja, sobe a Praça com garbo e impecável organização; depois, vai a Santa Luzia, e regressa pela Rua de S. Martinho, Estrada e Largo do Município. A bênção era lançada pelas pombas, que eu via sempre, ébrias de alegria, rodopiando no fluido azul da cúpula, a alvejar inocências ao olhar risonho do astro da vida, cioso da prodigalidade com que distribui a luz em que plantas e animais satisfazem a ânsia de alegria e cor!
As festas de igreja correram como se desejava. Os rapazes do Grupo trabalharam exaustivamente, dia e noite. Emagreceram, perderam interesses. Mas cumpriram brilhantemente a tarefa que se propuseram.
À porta traseira da sacristia, estavam eles, pela tarde, empenhados numa partilha difícil: a divisão do círio pascal em partes iguais, troféus bentos para guardar nos cantos dos oratórios ou sobre as peanhas dos santos caseiros. E à noite, no monumental teatro, lá se apresentaram, frescos como alfacers, desempenhando com a graça mais subtil os papéis de «O Cabo d'Ordes», que arrancavam trovoadas de riso na plateia.
O Aureliano lá estava; e como se falara em cena das «Danças do Príncipe Igor», tomou nota e nessa mesma noite escrevia para o Porto a pedir os discos.
Excerto do livro Paisagens do Norte, de Cabral Adão.
Fotografias: Vila Flor
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 4/24/2011 12:20:00 AM
Diz-se apenas que o sol quando vem à festa, fá-lo integrado conscientemente na solenidade. Só assim se compreende a bênção do céu sobre os estandartes encarnados da procissão que sai da igreja matriz após a missa, e desce a Rua da Igreja, sobe a Praça com garbo e impecável organização; depois, vai a Santa Luzia, e regressa pela Rua de S. Martinho, Estrada e Largo do Município. A bênção era lançada pelas pombas, que eu via sempre, ébrias de alegria, rodopiando no fluido azul da cúpula, a alvejar inocências ao olhar risonho do astro da vida, cioso da prodigalidade com que distribui a luz em que plantas e animais satisfazem a ânsia de alegria e cor!
As festas de igreja correram como se desejava. Os rapazes do Grupo trabalharam exaustivamente, dia e noite. Emagreceram, perderam interesses. Mas cumpriram brilhantemente a tarefa que se propuseram.
À porta traseira da sacristia, estavam eles, pela tarde, empenhados numa partilha difícil: a divisão do círio pascal em partes iguais, troféus bentos para guardar nos cantos dos oratórios ou sobre as peanhas dos santos caseiros. E à noite, no monumental teatro, lá se apresentaram, frescos como alfacers, desempenhando com a graça mais subtil os papéis de «O Cabo d'Ordes», que arrancavam trovoadas de riso na plateia.
O Aureliano lá estava; e como se falara em cena das «Danças do Príncipe Igor», tomou nota e nessa mesma noite escrevia para o Porto a pedir os discos.
Excerto do livro Paisagens do Norte, de Cabral Adão.
Fotografias: Vila Flor
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 4/24/2011 12:20:00 AM
sexta-feira, 22 de abril de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Quarta, quinta e sexta-feira santa
Quarta-feira de trevas. Era a perdição do rapazio por causa das matracas. Não havia bicho careto que não fizesse umas matracas. Com três tábuas, seis furos e um fio, era um aparelho feito, pronto a matracar! Dumas me lembra, que o meu sapateiro apresentou numa ocasião, com perto dum metro de comprido. E o Henriqueto, assim lhe chamavam, era marau! Metias-as debaixo do capote, lá mesmo ao fundo da igreja. E durante os ofícios, sacava delas... tracla tracla tracla... Quem sabia lá que era o Henriqueto que assim prevaricava?! Fartava-se de gozar, com um risinho amariolado. O pior foi quando o Padre António descobriu! Se o sapateiro apanhou ou não com elas, já me não lembra. Mas não mais se tomaram a ouvir!
Quando chegava o fim dos ofícios e os padres batiam palmadas nos livros, oh barulho ensurdecedor! E quem é que acabava com aquela música!? Um desaforo, as tais matracas.
As solenidades religiosas de quinta e sexta-feira santa decorriam com o máximo relevo que a liturgia prescreve, não faltando um único preceito ao desenrolar das cerimónias, mais rigorosas e luzi das que as congéneres das grandes cidades, saiba-se.
Ninguém se eximia ao uso dum sinal de luto, por pequeno que fosse, fato, gravata ou singelo peitilho negro. O ar de todos era compungido ou simplesmente respeitoso. A
igreja enchia-se de chales e fatos pretos, os dois dias eram guardados, a vida inteira vivia o drama da Paixão, como desgosto que pertencesse a cada família habitante, quer de jornaleiros quer de ricaços. As ruas eram juncadas de alecrins e arreçãs, nome nortenho do rosmaninho.
Após uma gestação de tanto rigor, não admira que as aleluias saíssem esfuziantes, atingindo o delírio, mesmo, nas ruas, onde os Judas estoiravam, casacas esventradas vertendo palhuço e cinza pelo rombo. Os sinos tocam até lhes cair o badalo ou racharem, como por vezes aconteceu. O rapazio vai em bando pelas portas dos abastados a pedir rebatinha, que as meninas de casa lançam em tabuleiros: nozes, figos secos, amêndoas ou moedas de tostão, gozando o teatro dos atropelos, com a fúria de cada um apanhar a maior parte. E os fomos pejavam-se de empadas (folares) e bolos doces, obrigatórios na ementa do domingo de Páscoa.
Excerto do livro Paisagens do Norte, de Cabral Adão.
Fotografias: Cerimónias da Semana Santa 2011, em Vila Flor.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 4/22/2011 03:00:00 PM
Quando chegava o fim dos ofícios e os padres batiam palmadas nos livros, oh barulho ensurdecedor! E quem é que acabava com aquela música!? Um desaforo, as tais matracas.
As solenidades religiosas de quinta e sexta-feira santa decorriam com o máximo relevo que a liturgia prescreve, não faltando um único preceito ao desenrolar das cerimónias, mais rigorosas e luzi das que as congéneres das grandes cidades, saiba-se.
Ninguém se eximia ao uso dum sinal de luto, por pequeno que fosse, fato, gravata ou singelo peitilho negro. O ar de todos era compungido ou simplesmente respeitoso. A
igreja enchia-se de chales e fatos pretos, os dois dias eram guardados, a vida inteira vivia o drama da Paixão, como desgosto que pertencesse a cada família habitante, quer de jornaleiros quer de ricaços. As ruas eram juncadas de alecrins e arreçãs, nome nortenho do rosmaninho.
Após uma gestação de tanto rigor, não admira que as aleluias saíssem esfuziantes, atingindo o delírio, mesmo, nas ruas, onde os Judas estoiravam, casacas esventradas vertendo palhuço e cinza pelo rombo. Os sinos tocam até lhes cair o badalo ou racharem, como por vezes aconteceu. O rapazio vai em bando pelas portas dos abastados a pedir rebatinha, que as meninas de casa lançam em tabuleiros: nozes, figos secos, amêndoas ou moedas de tostão, gozando o teatro dos atropelos, com a fúria de cada um apanhar a maior parte. E os fomos pejavam-se de empadas (folares) e bolos doces, obrigatórios na ementa do domingo de Páscoa.
Excerto do livro Paisagens do Norte, de Cabral Adão.
Fotografias: Cerimónias da Semana Santa 2011, em Vila Flor.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 4/22/2011 03:00:00 PM
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