sexta-feira, 27 de maio de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] XXII Feira do Livro

Mais uma boa razão para visitar Carrazeda de Ansiães.
Eu vou fazer os possíveis por estar presente e adquirir mais alguns livros que me ajudem a Descobrir o concelho de Carrazeda de Ansiães. A publicação de de obras de autores locais, ou sobre o concelho, não é muito abundante mas, este ano, haverá a apresentação de um interessante livro de Alexandre Parafita, Património Imaterial do Douro, onde tenho também alguma participação a nível fotográfico.
Infelizmente no dia 4 de Junho  não vou poder estar, mas espero visitar a feira no dia 3.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 5/26/2011 06:29:00 PM

quarta-feira, 25 de maio de 2011

[A Linha é Tua] A ponte

Ponte rodoviária sobre o Rio Tua que une os concelhos de Alijó e Carrazeda de Ansiães. Ao fundo a ponte ferroviária da Linha do Douro, e o Rio Douro. A fotografia foi tirada no dia em que se realizou a iniciativa "Abraço ao Tua".

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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 5/25/2011 10:04:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] Cantos da Montanha ( VI -10 )


Um dia,
talvez nos encontremos
num espaço sem caminhos.
Terá de ser longe,
onde não chegue a chuva nem o vento,
mas onde se ouça o canto de uma fonte
em que bebamos, juntos,
e nossos lábios se unam
para sempre
na música reverberante da água.

Poema do livro do Dr. João de Sá, Cantos da Montanha (Canto VI, 10).
Fotografia: no alto do monte do Facho, em Vila Flor.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 5/24/2011 08:27:00 PM

[À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta] V Passeio Pedestre pela Calçada de...

A admirar a paisagens no Penedo Durão, antes do início da caminhada.

Os primeiros passos rumo à Calçada.

Pouco antes da chegada ao Castro de S. Paulo (e início da descida da calçada de Alpajares).

No final da calçada de Alpajares há uma pequena ribeira que termina na ribeira do Mosteiro, poucos metros mais à frente.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta a 5/25/2011 01:14:00 AM

terça-feira, 24 de maio de 2011

[À Descoberta de Mogadouro] 29 de Maio - Caminhada à Barca / Brunhoso

No dia 29 de Maio de 2011 vai realizar-se uma caminhada em Brunhoso. A caminhada realiza-se entre a aldeia de Brunhoso e o lugar da Barca, junto ao rio Sabor, numa extensão de cerca de 6 Km. A organização é do Município de Mogadouro, através do Ginásio Municipal e conta com o apoio da Junta de Freguesia de Brunhoso.

Ficha de inscrição:
As inscrições podem ser feitas até ao dia ao dia 26 de Maio  e enviadas ou entregues no Gabinete de Desporto ou no Ginásio Municipal.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Mogadouro a 5/24/2011 02:31:00 PM

segunda-feira, 23 de maio de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Peregrinações – Capela de Nossa Senhora do Carras...

As caminhas do mês de Fevereiro tiveram um elemento extra de entusiasmo, as amendoeiras em flor. A primeira aconteceu a 12 de Fevereiro e teve como destino a capela de Nossa Senhora do Carrasco, no Nabo. Este destino, em direção a terras mais quentes da Vilariça, iria permitir encontrar as primeiras amendoeiras em flor, como de facto aconteceu.
O percurso seguido, ao contrário do habitual, é muito pouco utilizado por mim. A saída aconteceu ao fundo da vila, na Volta dos Tristes, por um caminho que segue para o Cardal, exatamente no ponto onde se desenvolvem grandes obras para a travessia do IC5. Utilizo poucas vezes este caminho mais por receio dos cães, que já me fizeram passar por alguns apertos. Como nesta caminhada éramos dois, sentia-me mais sossegado.
 Depois de algum tempo de caminhada em que apenas nos despertaram a atenção as cebolas albarrãs que despontavam com grande energia, e um rebanho de ovelhas que esperava o seu pastor, chegámos à estrada nacional 215, junto à Quinta do Ramalhão.
Atravessada a estrada, o percurso continua pela encosta, numa zona que penso que se chama Godeiros (há outros Godeiros, no junto à albufeira, no Nabo). Foi nesta zona que fomos surpreendidos pelas primeiras flores de amendoeira. Primeiro alguma meia dúzia, mas, depois, algumas árvores completas, em todo o seu esplendor.
A aldeia do Nabo, sempre visível, estava já rodeada de muitas amendoeiras floridas. Entrámos na aldeia pela Rua da Mãe d'Agua. Quisemos visitar a fonte de mergulho que existe do outro lado do ribeiro, mas, havia tanto lixo no caminho, que nos vimos mal para lá chegar.
A capela de Nossa Senhora do Carrasco fica situada numa elevação. No Roteiro de Vila Flor da autoria de Cristiano Morais é dito que se trata de antiga capela de Nossa Senhora do Rosário. Do grande carrasco que parece ter existido na parede do cabido da capela, e que deu origem ao nome de Senhora do Carrasco, não há vestígios. É um lugar muito tranquilo.
 A capela tem um aspeto robusto e parece recente embora seja românica. Não há nenhuma indicação da data em que foi erigida. O cabido exterior tem um bonito portão em ferro forjado que já fotografei por várias vezes. O largo em redor, espaçoso, chama-se simplesmente Largo da Capela.
O interior da capela também é muito bonito. O altar ocupa toda a parede frontal e destaca-se nele a imagem de Nossa Senhora do Carrasco com o Menino, que segura uma pomba. A capela está sempre muito bem cuidada.
 Depois de restabelecidas as forças, preparámo-nos para o percurso de regresso. Fizemo-lo seguindo pela Rua do Rebentão, em direção ao Arco. Embora tenha grande declive, trata-se de uma estrada, onde a progressão é sempre mais fácil.
Chegámos ao Arco já com a hora bastante adiantada pela tarde. Com a barriga a dar horas, pareceu-nos melhor pedir para nos irem buscar, e assim aconteceu. Regressámos a Vila Flor de carro, depois de termos percorrido um pouco mais de 10 km a pé.
O reencontro com as amendoeiras em flor muito gratificante e abriu perspetivas para as semanas seguintes.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 5/23/2011 11:23:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] Termo de Roios

Foi em Janeiro, entre Roios e Vale Frechoso algures perto do marco geodésico do Maragato. Durante a Primavera tenho passado várias vezes do mesmo local e, em contraste com as flores, recordo este dia de Janeiro em que o nevoeiro dava ao relevo e à vegetação visão diferente.


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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 5/22/2011 10:19:00 PM

[À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta] V Passeio Pedestre pela Calçada de...

Primeiras fotografias da V Passeio Pedestre pela Calçada de Alpajares, realizada no dia 21 de Maio pelo Município de Freixo de Espada-à-Cinta e a Junta de Freguesia de Poiares com o apoio da Turismo do Douro.
Foi um dia cheio de entusiasmo (e algum suor) que pretendo descrever em mais pormenor em próximas reportagens. Não faltou a gaita de foles e o tambor que deram mais colorido e vida aos rochedos ciclópicos que rodeiam a calçada.
Alguns dos meus colegas de caminhada, já na parte final da caminhada, junto à Ribeira do Mosteiro.
Tenda onde se realizou o almoço. Embora no campo, não faltaram iguarias e o bom vinho de Freixo para compensar as energias gastas na caminhada.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta a 5/23/2011 02:17:00 AM

sábado, 21 de maio de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Coração na fala

Qualquer relevo ao sol é um altar.
Toda a curva de serra é um regaço.
O que nos vê tem júbilo de abraço.
Tempos e modos de alma, o verbo amar!

Ressuma ausência o acto de chegar.
Somos o centro e queremos mais espaço:
Acaso um outro mês antes de Março,
A fim de a Primavera antecipar.

Meu zénite de anjos verdadeiros,
Minha Vila Flor, alvares primeiros
De uma alba quase comungada!

Quero dizer-te mais, e fico mudo.
Não te descrevo, sinto-te - e é tudo.
Não te amo, adoro-te - mais nada!

Soneto de João de Sá, do livro Vila À Flor dos Montes (2008).
Fotografia: Pinheiros; próximo de Roios.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 5/20/2011 06:19:00 PM

[À Descoberta de Alfândega da Fé] Trilho da Serra de Bornes

 Sem saber bem como, veio parar ao meu email uma mensagem que publicitava uma caminhada na serra de Bornes, no dia 30 de Abril. Gosto de caminhar, e faço-o com regularidade, mas fazê-lo no alto da serra, pareceu-me uma oportunidade a não perder.
Tratei da minha inscrição na caminhada, pelo telefone, junto do gabinete de Turismo da autarquia e, no dia marcado, tive de me levantar um pouco mais cedo para chegar atempadamente ao Hotel & SPA, um dos pontos de encontro dos participantes.
Logo à saída de Vila Flor comecei a achar que ia ser um dia em cheio. Estava um dia daqueles que ninguém escolheria para fazer uma caminhada no alto da serra, mas estas coisas não se adivinham. Parei inúmeras vezes antes de chegar ao sopé da serra. O nevoeiro quer no vale do Tua quer no da Vilariça, emprestava à paisagem um ar cénico, algo tenebroso, mas bonito. Estava tudo molhado e a chuva nunca se afastou.
Fui o primeiro a chegar ao local do encontro junto do Hotel. A maior parte dos participantes viria da Vila e iriam concentrar-se junto ao posto do Turismo.
Aproveitei para dar um passeio pelas imediações do Hotel e tirar algumas fotografias.
Pouco depois chegaram os restantes participantes. Fomos transportados para o alto da Serra para darmos início à caminhada. Julgo que se tratou da abertura de mais um trilho integrado na rede de percursos pedestres sinalizados pela autarquia de Alfândega da Fé. Este trilho denominado Trilho da Serra de Bornes, é um trilho de Pequena Rota, circular, com 8,9 km de extensão. Estes dados fui-os sabendo ao longo do percurso, nas conversas que mantive com vários participantes.
Mal a caminhada começou, recomeçou a chover e, penso que choveu durante toda a manhã. Os primeiros 2 Km são ao longo da crista da serra, por um estradão que dá acesso aos geradores de energia eólica. Não foi fácil manusear a máquina fotográfica só com uma mão, enquanto a outra segurava o guarda-chuva, mas foi o que fiz durante todo o percurso.
Como sempre, tudo na berma do caminho despertava a minha atenção, mas fiz os possíveis por não me afastar do grupo. A solução foi caminhar mais rapidamente que os restantes e depois aproveitar, enquanto esperava pelo grupo, fotografar a flora da serra. A minha ambição era encontrar alguma orquídea selvagem ou outras espécies interessantes, por isso prestei muita atenção a tudo à minha volta.
O grupo de participantes na caminhada, 24, era muito heterogéneo em idades. Pareceu-me que quase todos se conheciam e já tinham participado em caminhas anteriores, que foram comentando uns com os outros.
Eu aproveitei para conversar pessoas da organização, para saber como é que este conjunto de trilhos tinha surgido e das actividades já realizadas e das futuras.
Uma das preocupações no traçado dos percursos é a inclusão de núcleos urbanos, neste caso Vila Nova, da freguesia de Sambade.
Foi precisamente ao atravessar este pequeno lugar que me comecei a entusiasmar com as fotografias. Primeiro porque havia muitos castanheiros e caminhos muito bonitos ladeados por vegetação, depois porque os habitantes da aldeia com que nos cruzámos nos olhavam com curiosidade mas com muita simpatia.
É neste ponto que o percurso deixa de ser em descida (dos mais de 1100 metros aos 850 metros de altitude) e passa a ser em subida, terminando no alto da Serra, à mesma altitude a que foi iniciado.
Gostei mais da metade ascendente, apesar de chover com mais intensidade. No ribeiro, no centro de Vila Nova, algumas flores despertaram a minha atenção, mas não tive tempo suficiente para as fotografar. Felizmente voltei a encontrá-las. As duas espécies mais interessantes que encontrei foi a Aquilégia, de que já falei aqui no blogue e pequenas Prímulas. Fiquei excitado com o achado, nunca tinha encontrado prímulas selvagens! Vim a saber que nalguns trilhos de Alfândega elas são muito abundantes. Fiquei aborrecido quando uma pessoa arrancou uma destas plantas, mas o regulamento dos percursos é bem claro -  estes procedimentos não são permitidos.
Foi com algum alívio que chegámos ao alto da Serra. A chuva não parou de chatear e a maior parte das pessoas estava encharcada. Eu nem cheguei a usar o impermeável que levava na mochila.
Terminada a caminhada, as carrinhas da autarquia levaram as pessoas de volta ou ao Hotel, ou à vila.
O percurso foi complicado, em termos climatéricos, mas despertou-me a vontade de o conhecer melhor. Como tinha na mochila mantimentos para um "almoço" ligeiro, decidi que continuaria na Serra, por mais algumas horas.
Percurso (pode não ser exactamente o percurso marcado, uma vez que o tracei, mais tarde, de memória).
GPSies - Trilho da Serra de Bornes

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Alfândega da Fé a 5/20/2011 03:04:00 PM

segunda-feira, 16 de maio de 2011

[A Linha é Tua] Caminhada na Linha do Tua

A viagem correu sem sobressaltos, tendo sido bastante apreciada por todos os que nela participaram. A calma e beleza do vale são absolutamente indescritíveis.
Tivemos a sorte de ter tido uma descrição pormenorizada do relevo e da fauna, pois alguns dos nossos amigos que foram connosco são biólogos e outros geólogos, tendo-nos assim alertado para alguns pormenores fantásticos que de outra forma nos teriam passado despercebidos.
Tanto numa como noutra área o vale é riquíssimo, tendo nós observado alguns especimens pouco comuns como sejam, citando apenas as mais importantes, 3 tartarugas terrestres, um Guarda Rios, um Papa Figos, (do Tua até S. Lourenço) e várias colónias de morcegos no interior dos túneis, o que nos preocupou um pouco a todos, pois ainda não vimos nenhuma informação sobre a criação de abrigos alternativos para estes amigos alados, para o caso da barragem vir mesmo a ser construída.
Ficámos todos um pouco tristes com a destruição que já se vê em virtude das obras que já estão em curso, tendo ainda a esperança que seja tudo reposto e que o projecto da barragem seja abandonado.
No conjunto todos ficámos maravilhados com a riqueza e tranquilidade do vale, tendo apreciado um valente mergulho no fim da caminhada junto a estação de Brunheda, onde encontramos várias amostras de bivalves dos Rios (ameijoa dos rios), ou para ser mais correcto, do que sobrou delas pois não encontramos nenhuma viva, apenas cascas vazias...
Por fim resta-me agradecer em nome de todos a esplêndida ajuda que nos deu, pela qual ficamos todos imensamente gratos...
Seguem em anexo algumas das fotos que tirámos, se necessitar de mais será um prazer.
Jorge Salvado


Caminhada realizada por Jorge Salgado em Maio de 2010.
Agradeço a Jorge Salgado e companheiros na caminhada por terem permitido o seu testemunho no Blogue A Linha é Tua.

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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 5/12/2011 12:01:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Peregrinações - Capela de Nossa Senhora das Graça...

Foi já no longínquo Janeiro que partimos em mais uma "Peregrinação" à Descoberta do concelho. O destino estava muito próximo:  Roios, mesmo por detrás da serra. Na selecção deste destino pesou o estado do tempo, muito inconstante a tender para o chuvoso e a hora adiantada da partida, não permitindo grandes distâncias. Como habitualmente escolhemos como destino uma local religioso, neste caso a capela de Nossa Senhora das Graças.
Para ir de Vila Flor a Roios, sem ser pela estrada normal, há várias alternativas, todas elas atravessando a serra, terreno que me faz lembrar histórias de encantar, onde os lobos são presença quase obrigatória. Os tempos mudaram e, cada vez que percorro este espaço agreste sonho encontrar-me com algum desta ser desta espécie, mas nunca aconteceu.
Escolhemos para chegar a Roios um caminho muito interessante, contornando a serra por Norte. É um caminho muitas vezes utilizado que parte das traseiras do Ecomarché e vai sair à zona industrial, no Barracão. De junto das instalações que actualmente ocupam os bombeiros voluntários parte um caminho que contorna o Facho, passando junto ao depósito de aterro que existia atrás da serra.
Verificámos que o espaço estava fechado e vedado mas, infelizmente, os efeitos verificavam-se ao longo dos caminhos. Com o aterro fechado o linho foi despejado noutros locais não muito distantes, mostrando a falta de civismo que ainda é apanágio de muitas pessoas que por aqui habitam. Não há interesse nas autoridades em identificar e punir os culpados, porque o que não faltavam eram facturas e outros documentos que permitiriam facilmente chegar à origem dos lixos.
Como a descer todos os santos ajudam, rapidamente chegámos ao centro de Roios. Questionámos algumas pessoas sobre quem nos poderia facultar o acesso à capela de Nossa Senhora das Graças. Batemos às portas certas mas, por má vontade, ou por desconfiança acabámos por não ter acesso ao interior da capela. Trata-se de uma capela do início do século XVIII. Segundo Cristiano Morais a antiga capela estava junto ao ribeiro e foi mudada e ampliada porque a ela acorriam muitos romeiros. A água da fonte junto da capela era considerada miraculoso. Ainda hoje existe uma fonte de mergulho situada por debaixo do recinto da capela, a que se tem acesso descendo por degraus em pedra ao leito do ribeiro. Em cima, por detrás da capela, está uma fonte mais recente.
Não conseguimos ter acesso à capela mas facultaram-nos o acesso à igreja matriz. Já estive no interior desta igreja por várias vezes e já a considerei uma das mais bonitas do concelho.
Os altares em talha dourada e o tecto da capela-mor são aspectos dignos de serem admirados. Há um altar já no corpo da igreja que não parece ser contemporâneo dos restantes.
De volta zona da capela, entrámos no café para saciarmos a sede. O dono do estabelecimento já se encontrava a almoçar. Um prato bem típico da nossa região nesta época: batatas cozidas, com grelos e alheira (não faltando o vinho e o azeite).
Foi com água na boca que iniciámos o caminho de regresso a Vila Flor. Subir de Roios às Caplinhas é um bom exercício físico e obriga a várias paragens para recuperar o fôlego. Depois de atingirmos o santuário ainda parámos mais um pouco para restaurar o ritmo cardíaco. Restou-nos descer, calmamente à vila para o almoço, quem sabe se uma bela alheira grelhada.

Percurso (11,5 km, realizado no dia 15 de Janeiro de 2011)
GPSies - VilaFlor_Roios_VilaFlor

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 5/16/2011 07:15:00 AM