Grupo de senhoras junto à capela de S. Martinho, no Amedo. A fotografia foi tirada no dia 03 de Junho, em mais uma visita que fiz à freguesia. Em breve colocarei mais fotografias,
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 6/05/2011 09:30:00 AM
Concelho:
| Carrazeda de Ansiães | Vila Flor | Miranda do Douro | Mogadouro | Torre de Moncorvo | Freixo de E.C. | Alfândega da Fé | |
domingo, 5 de junho de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Ruralidades (02)
Em Fevereiro, no Arco, ainda se preparava a terra para as batatas, mas agora elas já cresceram, viçosas e cheias de promessas. Os plásticos servem para espantar os pássaros das ervilhas.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 6/05/2011 08:30:00 AM
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 6/05/2011 08:30:00 AM
sábado, 4 de junho de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Ruralidades
Foi talvez em Fevereiro, junto à Rua dos Louseiros, em Vila Flor, que me deparei com esta cena digna de mais uma fotografia. As nabiças foram enterradas,foram alimentar a terra, mas a fotografia ficou e já correu mundo no Flickr e agora aqui. São cenas rurais, cheias de beleza e nostalgia.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 6/04/2011 08:00:00 AM
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 6/04/2011 08:00:00 AM
sexta-feira, 3 de junho de 2011
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] XXII Feira do Livro (02)
Desde o dia 2 de Junho que está a decorrer a XXII Feira do Livro em Carrazeda de Ansiães.
Hoje, pela manhã, realizou-se uma actividade dinamizada pela Dr.ª Otília Lage, que teve como alvo as crianças do 1.º ciclo do Ensino Básico.
Amanhã, dia 4, será o ultimo dia deste evento. Não perca as actividades que estão marcadas para animar o dia entre as quais um Passeio Pedestre pelo Trilho da Foz do Tua e um espectáculo musical com violino e piano. Também digno de destaque é a apresentação do livro Património Imaterial do Douro, de Alexandre Perafita, com recolha de lendas, muitas das quais no concelho de Carrazeda de Ansiães.
Aprovei-te para comprar um livro, preferencialmente de um autor do concelho. Se ainda não leu o romance "O violino do meu pai: Partir ou Ficar em Trás-os-montes" da autoria de Campos Gouveia, é uma boa opção. Eu comprei-o na feira do ano passado, e não me arrependi.
Programa da feira.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 6/03/2011 11:10:00 PM
Hoje, pela manhã, realizou-se uma actividade dinamizada pela Dr.ª Otília Lage, que teve como alvo as crianças do 1.º ciclo do Ensino Básico.
Amanhã, dia 4, será o ultimo dia deste evento. Não perca as actividades que estão marcadas para animar o dia entre as quais um Passeio Pedestre pelo Trilho da Foz do Tua e um espectáculo musical com violino e piano. Também digno de destaque é a apresentação do livro Património Imaterial do Douro, de Alexandre Perafita, com recolha de lendas, muitas das quais no concelho de Carrazeda de Ansiães.
Aprovei-te para comprar um livro, preferencialmente de um autor do concelho. Se ainda não leu o romance "O violino do meu pai: Partir ou Ficar em Trás-os-montes" da autoria de Campos Gouveia, é uma boa opção. Eu comprei-o na feira do ano passado, e não me arrependi.
Programa da feira.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 6/03/2011 11:10:00 PM
[À Descoberta de Vila Flor] Carvalho de Ega (01)
Aspeto da passagem inferior ao traçado do IC5 em Carvalho de Egas. Por aqui vai passar o caminho que sai da rua da Atafona/ ou igreja de Santa Catarina, em direção a Vila Flor ou Samões.
Este era o aspeto em Janeiro, agora está ligeiramente diferente, mas muito longe ainda de estar terminado. Junto à aldeia de Carvalho de Egas o traçado é escavado em granito bem rijo, sendo aberto à custa de muito dinamite.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 6/03/2011 08:30:00 AM
Este era o aspeto em Janeiro, agora está ligeiramente diferente, mas muito longe ainda de estar terminado. Junto à aldeia de Carvalho de Egas o traçado é escavado em granito bem rijo, sendo aberto à custa de muito dinamite.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 6/03/2011 08:30:00 AM
quinta-feira, 2 de junho de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Peregrinações – Capela de Nossa Senhora do Rosári...
A segunda peregrinação de Fevereiro aconteceu no dia 26 e teve como destino Samões. Tal como já disse anteriormente, as caminhadas realizadas nesse mês tiveram como destino locais onde havia probabilidades de se encontrarem amendoeiras em flor.
Um destino assim tão próximo, justificou a utilização de equipamento fotográfico de melhor qualidade, em oposição à máquina fotográfica de bolso, normalmente utilizada.
A sessão fotográfica começou antes da caminhada, uma vez que encontrei as primeiras amendoeiras em flor, aqui mesmo, quase no centro de Vila Flor, antes mesmo de me encontrar com o companheiro de "viagem". Pode parecer estranha a publicação de imagens destas, neta altura do ano, mas é "saboroso". É como sentir de novo o perfume das flores nas manhãs orvalhadas de Fevereiro.
O caminho é curto e sobejamente conhecido. É só o caminho mais interessante que liga a Vila Flor, mas parece-me que tem os dias contados! Andaram a arrancar as videiras em redor... parece-me que se vai tornar numa estrada.
Rapidamente chegámos a Samões. Acedemos à aldeia por detrás da igreja e não faltavam amendoeiras em flor nas imediações. Não fomos diretamente à capela escolhida como destino da nossa "peregrinação", antes escolhemos afastar-nos da aldeia em direção a poente. Nesta zona há bons terrenos agrícolas e eram várias as pessoas que se encontravam pelos campos a trabalhar. Ainda bem, o caminho que seguimos não tem continuidade e assim podemos pedir autorização para circular pelos terrenos.
Havia uma razão para querermos ir ali. Crescem no local imensas margaças, formando um manto muito extenso e bonito. Já em anos anteriores tirei algumas fotografias no local.
Mesmo antes de atingirmos os campos com margaças, chamava a atenção à distância uma amendoeira carregada de flores incrivelmente rosa. O dono do terreno, emigrante em Paris, facultou-nos o acesso e chegámo-nos mais perto. Além dos ramos repletos de flores rosa, tinha também alguns ramos com flores brancas, estas bem mais normais.
Pouco depois chegámos ao campo com margaças (mais conhecidas como margaridas). As joaninhas tinham chegado antes de nós e havia-as às dezenas! O terreno estava bastante encharcado obrigando a algum cuidado.
Um pouco mais à frente encontrámos algumas pessoas a limparem oliveiras, com quem conversámos bastante tempo sobre oliveiras, olival e azeite, num ano com uma produção baste boa.
O nosso objetivo era atingir um ponto bastante elevado entre o Carvalhal e a Moira. Nesse lugar há alguns amendoais mais recentes, mas a floração dessas amendoeiras é mais tardia. Sentámo-nos nas rochas a olhar para as Olgas enquanto comemos o magro farnel.
Regressámos à aldeia. A capela de Nossa Senhora do Rosário fica no fundo do povo. É uma bonita capela, que sofreu obras há muito pouco tempo. As pedras do seu cabido mostram bem a antiguidade deste templo. O seu interior também está muito bem cuidado.
No regresso a Vila Flor ainda passámos junto à capela de Nossa Senhora de Lurdes, bem situada junto à estrada nacional.
A caminhada realizada teve a extensão de cerca de 9km. O tempo esteve fantástico e encontrámos as amendoeiras em flor que esperávamos encontrar. Foi uma das mais interessantes caminhadas já realizadas.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 6/02/2011 08:30:00 AM
Um destino assim tão próximo, justificou a utilização de equipamento fotográfico de melhor qualidade, em oposição à máquina fotográfica de bolso, normalmente utilizada.
A sessão fotográfica começou antes da caminhada, uma vez que encontrei as primeiras amendoeiras em flor, aqui mesmo, quase no centro de Vila Flor, antes mesmo de me encontrar com o companheiro de "viagem". Pode parecer estranha a publicação de imagens destas, neta altura do ano, mas é "saboroso". É como sentir de novo o perfume das flores nas manhãs orvalhadas de Fevereiro.
O caminho é curto e sobejamente conhecido. É só o caminho mais interessante que liga a Vila Flor, mas parece-me que tem os dias contados! Andaram a arrancar as videiras em redor... parece-me que se vai tornar numa estrada.
Rapidamente chegámos a Samões. Acedemos à aldeia por detrás da igreja e não faltavam amendoeiras em flor nas imediações. Não fomos diretamente à capela escolhida como destino da nossa "peregrinação", antes escolhemos afastar-nos da aldeia em direção a poente. Nesta zona há bons terrenos agrícolas e eram várias as pessoas que se encontravam pelos campos a trabalhar. Ainda bem, o caminho que seguimos não tem continuidade e assim podemos pedir autorização para circular pelos terrenos.
Havia uma razão para querermos ir ali. Crescem no local imensas margaças, formando um manto muito extenso e bonito. Já em anos anteriores tirei algumas fotografias no local.
Mesmo antes de atingirmos os campos com margaças, chamava a atenção à distância uma amendoeira carregada de flores incrivelmente rosa. O dono do terreno, emigrante em Paris, facultou-nos o acesso e chegámo-nos mais perto. Além dos ramos repletos de flores rosa, tinha também alguns ramos com flores brancas, estas bem mais normais.
Pouco depois chegámos ao campo com margaças (mais conhecidas como margaridas). As joaninhas tinham chegado antes de nós e havia-as às dezenas! O terreno estava bastante encharcado obrigando a algum cuidado.
Um pouco mais à frente encontrámos algumas pessoas a limparem oliveiras, com quem conversámos bastante tempo sobre oliveiras, olival e azeite, num ano com uma produção baste boa.
O nosso objetivo era atingir um ponto bastante elevado entre o Carvalhal e a Moira. Nesse lugar há alguns amendoais mais recentes, mas a floração dessas amendoeiras é mais tardia. Sentámo-nos nas rochas a olhar para as Olgas enquanto comemos o magro farnel.
Regressámos à aldeia. A capela de Nossa Senhora do Rosário fica no fundo do povo. É uma bonita capela, que sofreu obras há muito pouco tempo. As pedras do seu cabido mostram bem a antiguidade deste templo. O seu interior também está muito bem cuidado.
No regresso a Vila Flor ainda passámos junto à capela de Nossa Senhora de Lurdes, bem situada junto à estrada nacional.
A caminhada realizada teve a extensão de cerca de 9km. O tempo esteve fantástico e encontrámos as amendoeiras em flor que esperávamos encontrar. Foi uma das mais interessantes caminhadas já realizadas.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 6/02/2011 08:30:00 AM
quarta-feira, 1 de junho de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Às crianças da minha terra
Todas as vezes que vos vejo
E me espelho em vós
Sinto cá dentro o desejo
De vos estreitar a sós!
Sinto saudades imensas
Apertar-se-me o coração
Dos tempos de inocências
E doutros que já lá vão!
Sinto lágrimas bailarem-me
De tantos dias felizes
Os embargos a sufocarem-me
Nestes meigos deslizes!
Vós sois na inocência
Madrigais em flor
Eu já sou a plangência
Cantando no Mundo a dor!
Há bem pouco, eu era então,
Miudinho como vós
Sentindo já no coração
Pesares, carpires e dós!...
Era assim criança imbele
Não sei bem... como dizer
Uma pombinha sem fel
Caída do Céu ao nascer!
Era assim gentil criança
Como vós o sois ainda
Uma saudade na lembrança
Dessa idade tão linda!
Brincava como vós brincais
Em doce paz e harmonia
Sem jamais soltar ais
Do romper ao fim do dia!
Ressaltava e pulava
Nesta Terra sem igual
Eu ainda mal falava...
Tinha o tamanho dum pardal!...
Era assim como vós
Uma florinha d'açucena
Um fiozinho de retrós
A bordar esta cena!...
Vinha p'la mão de meus Pais
A caminho da escola
Soltando longos ais
Ou brincando com a bola!...
As vezes p'la tardinha,
De penumbra doce ou fria
Seguia com minha Mãezinha
Rezar a Jesus e a Maria!
E depois, na brincadeira.
Como vós ainda brincais
A vida era tão fagueira
Como não encontrei mais!...
Poema do vilaflorense Cristiano de Morais, do livro Riquezas e Encantos de Trás-os-Montes, publicado em 1950.
As fotografias foram tiradas no dia 01-06-2009, na Escola EB2,3/S de Vila Flor.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 6/01/2011 01:52:00 PM
E me espelho em vós
Sinto cá dentro o desejo
De vos estreitar a sós!
Sinto saudades imensas
Apertar-se-me o coração
Dos tempos de inocências
E doutros que já lá vão!
Sinto lágrimas bailarem-me
De tantos dias felizes
Os embargos a sufocarem-me
Nestes meigos deslizes!
Vós sois na inocência
Madrigais em flor
Eu já sou a plangência
Cantando no Mundo a dor!
Há bem pouco, eu era então,
Miudinho como vós
Sentindo já no coração
Pesares, carpires e dós!...
Era assim criança imbele
Não sei bem... como dizer
Uma pombinha sem fel
Caída do Céu ao nascer!
Era assim gentil criança
Como vós o sois ainda
Uma saudade na lembrança
Dessa idade tão linda!
Brincava como vós brincais
Em doce paz e harmonia
Sem jamais soltar ais
Do romper ao fim do dia!
Ressaltava e pulava
Nesta Terra sem igual
Eu ainda mal falava...
Tinha o tamanho dum pardal!...
Era assim como vós
Uma florinha d'açucena
Um fiozinho de retrós
A bordar esta cena!...
Vinha p'la mão de meus Pais
A caminho da escola
Soltando longos ais
Ou brincando com a bola!...
As vezes p'la tardinha,
De penumbra doce ou fria
Seguia com minha Mãezinha
Rezar a Jesus e a Maria!
E depois, na brincadeira.
Como vós ainda brincais
A vida era tão fagueira
Como não encontrei mais!...
Poema do vilaflorense Cristiano de Morais, do livro Riquezas e Encantos de Trás-os-Montes, publicado em 1950.
As fotografias foram tiradas no dia 01-06-2009, na Escola EB2,3/S de Vila Flor.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 6/01/2011 01:52:00 PM
terça-feira, 31 de maio de 2011
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] À Descoberta de Ribalonga (3.ª Parte)
Continuação de: À Descoberta de Ribalonga (2.ª Parte)
Depois de largos minutos de contemplação, desci os socalcos e segui em direcção ao cemitério. Junto deste existe uma capela recuperada recentemente. Foi colocada uma pequena torre sineira, arranjado o chão, paredes e o altar em talha, que estava bastante deteriorado. O interior está limpo e é luminoso. A recuperação deste espaço foi feita também com o objectivo de para aqui se mudar a imagem de Nosso Senhor dos Passos. A idade avançada dos seus menos de 100 habitantes causa a desconfiança de que a distância da capela poderia ser mais uma dificuldade para a incorporação do andor com esta imagem nas procissões. Assim, a capela é usada no dia dos Fieis Defuntos e, ocasionalmente, nalgum funeral.
No cemitério, com uma excelente localização, admirei uma bonita cruz em granito e os pináculos, que superam em beleza os da igreja. Junto deste bairro encontrei também uma das mais altas e invulgares oliveiras que já vi na vida!
Dei continuação ao passeio seguindo pela rua da Fonte. Não tinha encontrado registado em lugar algum a existência de uma fonte de mergulho, mas, na verdade, há uma nessa rua. Encontra-se numa posição bastante inferior em relação ao caminho, mas talvez nem sempre tenha estado assim. As fontes não descem, normalmente são os caminhos que sobem a fim de serem alargados e nivelados. Está cheia de água e parece-me que pode acarretar algum perigo para quem passa no caminho.
Por cima da fonte, junto a um medronheiro e um pequeno espaço ajardinado, foi feito um nicho em xisto. Tem no seu interior a imagem de S. António, com o Menino ao colo.
Próximo desta, e num espaço muito bem arranjado, está outra fonte que tem gravado o ano de 1938. O tanque com lavadouros é recente. Só aqui faz falta alguma sombra, para o espaço se tornar mais agradável.
Seguindo pela rua da Fonte fui de novo dar à fonte de Santa Marinha. Desta vez sentei-me à sua frente, à sombra, uma vez que o sol do meio-dia estava quente. É feita em granito bem aparado e limpo recentemente. Tem ao centro um painel de azulejo em azul e branco feito em Coimbra. Ao centro diz: "Fonte de Santa Marinha". Não provei a água. Não encontrei ninguém a quem perguntar se a mesma era potável, nem havia qualquer placa indicativa do contrário.
Depois de alguns minutos de descanso subi à rua do Cimo do Povo. Tal como em quase toda a aldeia, também aqui se combinam as casas bonitas, recuperadas, com as mais antigas, em ruínas, algumas do início do século XX. As varandas tradicionais, em madeira, já não são muito frequentes mas aqui fui encontrar algumas. Do lado de baixo da estrada, quase escondida, encontrei uma espécie de nascente.
Regressei à rua da Calçada disposto a percorre-la até ao fim. É longa e sempre a descer, seguindo o declive do vale orientado para o Douro. Embora pouco povoada, é uma rua antiga, que já conheceu melhores dias. Melhor, nunca deve ter estado o acesso, através do Canelho Novo, composto, que nos conduz à rua da Amendoeira, a mais movimentada da aldeia. Ainda desci alguns metros na esperança de encontrar aberto o espaço comercial constituído por um minimercado e um café, que outrora ali existiu. Estava fechado, e já assim deve estar há alguns anos.
De regresso ao largo do coreto passei pela antiga escola Primária. Riba Longa teve escola primária masculina desde 1901, até que a diminuição da população e a falta de uma política de desenvolvimento local levaram ao seu encerramento, há poucos anos. O edifício serve actualmente para convívios entre a população. Merece ser recuperado e arranjado o espaço envolvente.
Do alto das escadas de uma casa em frente à escola chegou-me uma calorosa "Boa tarde". Uma criança com cerca de quatro anos olhava-me com olhos curiosos. Alguém que passa na rua, ainda que desconhecido, é bem-vindo para quem vive quase sozinho, sem outras crianças para brincar. São assim as nossas aldeias.
Quando cheguei ao local onde tinha iniciado o meu percurso pela aldeia senti-me bastante satisfeito com o que tinha visto e fotografado. Há sempre coisas diferentes para ver, e Descobrir Ribalonga sem fazer uma visita à Fragas das Ferraduras e às pinturas rupestres do Cachão da Rapa é imperdoável. Recordo-me vagamente do caminho e sei que ainda é bastante longe. Farão parte do programa de uma nova visita a Ribalonga.
Subi pela estrada municipal em direcção a Castanheiro do Norte. A inclinação é grande mas vale a pena fazer algumas paragens onde a largura da estrada o permitir com segurança. A paisagem que se estende vale abaixo é deslumbrante. As linhas ondulantes dos socalcos, os reflexos do sol nos arames, as rústicas paredes de xisto que mal deixam ver o solo, tudo são elementos de um dos mais belos quadros de Portugal.
Não quis terminar a visita sem percorrer a estrada Nacional 214 durante alguns quilómetros em direcção a Foz-Tua. Com a luz rasante do final do dia a entrar pelo vale adentro foi-se instalando a hora do silêncio. Aos poucos os pássaros regressaram aos seus locais de repouso e Ribalonga aninhou-se no quentinho do seu vale.
Terminou mais um dia.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 5/31/2011 08:30:00 AM
Depois de largos minutos de contemplação, desci os socalcos e segui em direcção ao cemitério. Junto deste existe uma capela recuperada recentemente. Foi colocada uma pequena torre sineira, arranjado o chão, paredes e o altar em talha, que estava bastante deteriorado. O interior está limpo e é luminoso. A recuperação deste espaço foi feita também com o objectivo de para aqui se mudar a imagem de Nosso Senhor dos Passos. A idade avançada dos seus menos de 100 habitantes causa a desconfiança de que a distância da capela poderia ser mais uma dificuldade para a incorporação do andor com esta imagem nas procissões. Assim, a capela é usada no dia dos Fieis Defuntos e, ocasionalmente, nalgum funeral.
No cemitério, com uma excelente localização, admirei uma bonita cruz em granito e os pináculos, que superam em beleza os da igreja. Junto deste bairro encontrei também uma das mais altas e invulgares oliveiras que já vi na vida!
Dei continuação ao passeio seguindo pela rua da Fonte. Não tinha encontrado registado em lugar algum a existência de uma fonte de mergulho, mas, na verdade, há uma nessa rua. Encontra-se numa posição bastante inferior em relação ao caminho, mas talvez nem sempre tenha estado assim. As fontes não descem, normalmente são os caminhos que sobem a fim de serem alargados e nivelados. Está cheia de água e parece-me que pode acarretar algum perigo para quem passa no caminho.
Por cima da fonte, junto a um medronheiro e um pequeno espaço ajardinado, foi feito um nicho em xisto. Tem no seu interior a imagem de S. António, com o Menino ao colo.
Próximo desta, e num espaço muito bem arranjado, está outra fonte que tem gravado o ano de 1938. O tanque com lavadouros é recente. Só aqui faz falta alguma sombra, para o espaço se tornar mais agradável.
Seguindo pela rua da Fonte fui de novo dar à fonte de Santa Marinha. Desta vez sentei-me à sua frente, à sombra, uma vez que o sol do meio-dia estava quente. É feita em granito bem aparado e limpo recentemente. Tem ao centro um painel de azulejo em azul e branco feito em Coimbra. Ao centro diz: "Fonte de Santa Marinha". Não provei a água. Não encontrei ninguém a quem perguntar se a mesma era potável, nem havia qualquer placa indicativa do contrário.
Depois de alguns minutos de descanso subi à rua do Cimo do Povo. Tal como em quase toda a aldeia, também aqui se combinam as casas bonitas, recuperadas, com as mais antigas, em ruínas, algumas do início do século XX. As varandas tradicionais, em madeira, já não são muito frequentes mas aqui fui encontrar algumas. Do lado de baixo da estrada, quase escondida, encontrei uma espécie de nascente.
Regressei à rua da Calçada disposto a percorre-la até ao fim. É longa e sempre a descer, seguindo o declive do vale orientado para o Douro. Embora pouco povoada, é uma rua antiga, que já conheceu melhores dias. Melhor, nunca deve ter estado o acesso, através do Canelho Novo, composto, que nos conduz à rua da Amendoeira, a mais movimentada da aldeia. Ainda desci alguns metros na esperança de encontrar aberto o espaço comercial constituído por um minimercado e um café, que outrora ali existiu. Estava fechado, e já assim deve estar há alguns anos.
De regresso ao largo do coreto passei pela antiga escola Primária. Riba Longa teve escola primária masculina desde 1901, até que a diminuição da população e a falta de uma política de desenvolvimento local levaram ao seu encerramento, há poucos anos. O edifício serve actualmente para convívios entre a população. Merece ser recuperado e arranjado o espaço envolvente.
Do alto das escadas de uma casa em frente à escola chegou-me uma calorosa "Boa tarde". Uma criança com cerca de quatro anos olhava-me com olhos curiosos. Alguém que passa na rua, ainda que desconhecido, é bem-vindo para quem vive quase sozinho, sem outras crianças para brincar. São assim as nossas aldeias.
Quando cheguei ao local onde tinha iniciado o meu percurso pela aldeia senti-me bastante satisfeito com o que tinha visto e fotografado. Há sempre coisas diferentes para ver, e Descobrir Ribalonga sem fazer uma visita à Fragas das Ferraduras e às pinturas rupestres do Cachão da Rapa é imperdoável. Recordo-me vagamente do caminho e sei que ainda é bastante longe. Farão parte do programa de uma nova visita a Ribalonga.
Subi pela estrada municipal em direcção a Castanheiro do Norte. A inclinação é grande mas vale a pena fazer algumas paragens onde a largura da estrada o permitir com segurança. A paisagem que se estende vale abaixo é deslumbrante. As linhas ondulantes dos socalcos, os reflexos do sol nos arames, as rústicas paredes de xisto que mal deixam ver o solo, tudo são elementos de um dos mais belos quadros de Portugal.
Não quis terminar a visita sem percorrer a estrada Nacional 214 durante alguns quilómetros em direcção a Foz-Tua. Com a luz rasante do final do dia a entrar pelo vale adentro foi-se instalando a hora do silêncio. Aos poucos os pássaros regressaram aos seus locais de repouso e Ribalonga aninhou-se no quentinho do seu vale.
Terminou mais um dia.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 5/31/2011 08:30:00 AM
[À Descoberta de Vila Flor] Candoso (02)
Há dias, numa passagem por Candoso em mais uma "peregrinação"parei um pouco junto a um espaço com pequenas hortas que existe no centro da aldeia. É muito curiosa a forma esmerada com que tratam estes pequenos canteiros, apesar de cada vez haver menos gente a cuidá-los. Mas foi a roseira, coberta de rosas vermelhas, que foi a minha escolha para partilhar hoje. Isto também porque, em todas as aldeias, por estes dias, podemos apreciar bonitos jardins cheios de flores de todas as cores.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 5/31/2011 08:00:00 AM
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 5/31/2011 08:00:00 AM
[À Descoberta de Mogadouro] Na Barca
Barca é um lugar da freguesia de Brunhoso, junto ao Rio Sabor, onde se realizou o almoço da caminhada que teve lugar no dia 29 de de Maio. Brevemente serão publicadas mais fotografias deste evento.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Mogadouro a 5/31/2011 01:13:00 AM
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Mogadouro a 5/31/2011 01:13:00 AM
[À Descoberta de Miranda do Douro] Em Malhadas
No Sábado passado à tarde, à passagem por Malhadas encontrei este simpático grupo. Após a fotografia, em parte consentida, em parte "forçada", surgiu uma interessante conversa a respeito da forma de dançar dos Pauliteiros. É importante que cada grupo, que corresponde normalmente a uma aldeia, mantenha a sua identidade, traduzida na forma de dançar, uma vez que os trajes são muito semelhantes (com raras excepções).
Já tenho saudades de ver dançar os Pauliteiros, mas, estou em crer que no próximo Verão terei várias oportunidades para os apreciar.
Até lá deixo de novo um vídeo que fiz em Malhadas, nas festas de Santa Bárbara em 2009.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Miranda do Douro a 5/31/2011 12:29:00 AM
Já tenho saudades de ver dançar os Pauliteiros, mas, estou em crer que no próximo Verão terei várias oportunidades para os apreciar.
Até lá deixo de novo um vídeo que fiz em Malhadas, nas festas de Santa Bárbara em 2009.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Miranda do Douro a 5/31/2011 12:29:00 AM
segunda-feira, 30 de maio de 2011
[À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta] V caminhada pela calçada de Alpaj...
Reportagem da Porto Canal da V caminhada pela calçada de Alpajares, Freixo de Espada à Cinta.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta a 5/30/2011 01:24:00 AM
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta a 5/30/2011 01:24:00 AM
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