quinta-feira, 1 de setembro de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Freguesia Mistério n.º50

A Freguesia Mistério n.º49 teve em votação mais um penedo. Desta vez não um penedo no seu ambiente natural, mas uma adaptação do homem. A pergunta era: Em que freguesia podemos encontrar este rochedo? A miniatura da fotografia mostrada apresentavam "as costas", ou seja, o que é possível ver quando se abandona a freguesia em questão. Não podia apresentar a outra face pura e simplesmente porque o nome da freguesia aparece lá escrito.
Participaram 17 pessoas que concentraram os seus palpites apenas em três freguesias. A resposta correta era Valtorno, que obteve 65% dos palpites. Poucas desafios têm tido esta margem de respostas certas. O rochedo que está na fotografia pode ser encontrado junto à freguesia de Carvalho de Egas (perto do cruzeiro e da estrada para a Stª Cecília). Outros semelhantes podem ser visto junto de Alagoa, ou quando se deixa o termo do Mourão para entrar no de Valtorno. Estão, portanto, em todas as entradas (e saídas) da freguesia. Dão as boas-vindas a quem entra e agradecem a quem sai. No concelho de Mogadouro é possível encontrar estas mensagens em todas as freguesias, com marcos em granito e ferro, colocados pela autarquia. Em Vila Flor esta parece-me ser a primeira freguesia a fazê-lo.
Os palpites ficaram distribuídos desta forma:
Freixiel (1) 6%
Vale Frechoso (4) 24%
Valtorno (11) 65%
Vila Flor (1) 6%
O desafio do mês de Agosto consistiu em adivinhar em  em que freguesia se poderiam encontrar as imagens mostradas. Está fácil de ver que se trata dos três pastorinhos, com o Francisco em primeiro plano. Há pelo menos três imagens de Nossa Senhora de Fátima com os três pastorinhos, em três freguesias distintas. O tamanho e o espaço que ocupam permitem aos olhares mais atentos distingui-las. Será que os palpites estão certos?

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 9/01/2011 10:44:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] Colóquio: Agricultura – Comercialização e Estraté...

Não estive presente na abertura e primeiros dias da IX TerraFlor, mas fiz questão de participar no colóquio Agricultura – Comercialização e Estratégias de Mercado, que teve lugar no dia 25 de Agosto, com início pouco depois das 14 horas. Embora a agricultura não seja uma presença constante na minha vida, sou filho de agricultores, está presente na minha formação académica e bastava interessar-me pelo que se passa em Vila Flor, concelho marcadamente rural para me interessar pelo assunto. O Azeite é o produto referência do certame e já tinha tido um dia que lhe foi inteiramente dedicado (que perdi, com muita pena minha).
O programa das apresentações fazia pensar que os temas estariam mais relacionados com as hortícolas e com a fruta, com grande interesse para a agricultura do vale da Vilariça, mas também para outros pontos do concelho onde se produz fruta, como por exemplo Candoso.
 Não estranhei, mas as cadeiras do anfiteatro do Centro Cultural ficaram maioritariamente vazias. Este será um dos pontos em que os agricultores do concelho também têm que melhorar bastante: acreditar nos técnicos especializados e procurar informação atualizada como forma de melhorar a rentabilidade das suas explorações.
O colóquio iniciou-se com a algumas breves palavras proferidas pelo representante da TerraFlor, Eng. Fernando Barros. Congratulou-se por ver envolvidas todas as associações de agricultores do concelho e lamentou a falta de assistência para escutar as apresentações de grande interesse para a agricultura concelhia.
O primeiro orador do colóquio Eng. Augusto Ferreira (da CONFAGRI) louvou o trabalho da Associação de Agricultores do Nordeste Transmontano, sua parceira. Dentro do tema Desafios e oportunidades para o sector hortofrutícola no contexto atual, começou por fazer uma abordagem à Política Agrícola Comum e à situação de Portugal à evolução da realidade europeia. A PAC consome cerca de 40% do orçamento comunitário, embora este valor tenha vindo a baixar. Falou depois na produção frutícola a nível global e das dificuldades que o sector se debate. Uma das maiores dificuldades na comercialização no caso português está na falta de organização dos produtores de forma a poderem melhorar a qualidade, terem mais eficiência na produção e maior poder de negociação.
A Engª Marta Baptista (Fenafrutas) apresentou o tema O Sector hortofrutícola e o mercado. Visão do sector cooperativo. Mostrou dados estatísticos das exportações e das importações de Portugal de diversos produtos agrícolas. Focou a atenção nos produtos hortícolas e nas frutas. Apresentou de forma sintética as dificuldades que estes sectores apresentam e quais as soluções possíveis, nomeadamente: reforço da organização; marketing; baixar os custos de produção; formação para diretores, gestores e sócios; redimensionamento das cooperativas; promoção; melhoramento da competitividade e certificação de produtos.
Reforçou a importância do cooperativismo, apresentou as exigências mínimas para a constituição de uma organização de produtores e as vantagens que daí podem advir em de apoios económicos e em competitividade.
No tema 3 – Regadio da Vilariça – situação atual e perspetivas futuras, usou da palavra o Eng. Fernando Brás, presidente da Associação de Beneficiários do Regadio do Vale da Vilariça. A associação pretende fazer a gestão de todo o perímetro de rega, desde a barragem da Burga até à Foz do Sabor. Há ainda um longo caminho a percorrer com o levantamento de todas as parcelas do regadio e a implementação de contadores da água gasta por telegestão. Será necessária a união dos agricultores para a reconversão e formação de blocos de produção, tendo em atenção as características dos solos e a água disponível. Não basta ter água, é necessário saber geri-la como um bem comum, escasso e que é necessário rentabilizar. Reforçou também a necessidade de uma melhor organização.
 No período de perguntas e respostas destacaram-se duas ideias: é necessária uma maior organização dos produtores; é cada vez mais difícil negociar e chegar às bancas das grandes superfícies.
Terminado o colóquio, pelas 17 horas e trinta minutos, seguiu-se uma prova de produtos no recinto da feira.
As diferentes associações de produtores disponibilizaram amostras que foram degustadas pelos participantes do colóquio e por alguns visitantes da Feira que foram passando pelo local. Desde o azeite, passando por várias marcas de vinho, queijo, pimentos e tomates, frutos secos, em calda ou em compota, até às salsichas de carne de ovelha e de cabra. Foi um desfilar de sabores como nunca em tinha saboreado em todas as edições da TerraFlor em que estive presente.



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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 9/01/2011 09:30:00 AM

[À Descoberta de Mogadouro] Nossa Senhora do Caminho (2011)

As festas de Nossa Senhora do Caminho tiveram início no dia 06 de Agosto, mas os dias fortes  foram os dias 27 e 28. Esta festa rivaliza com as maiores que se realizam no distrito, juntando milhares de pessoas, quer na componente religiosa, quer nos espetáculos musicais e feira.
Acompanhei as festas nos dias 27 e 28.
A festa de Nossa Senhora do Caminho é igual e diferente das restantes grandes festas e romarias. A semelhança está na alegria, no movimento de pessoas e no comércio que rodeia estes eventos. Tal como noutras festas, o comércio mais representativo são os vendedores do norte de África, mas que vendem marcas famosas e caras. Na minha opinião, a diferença está na fé, no respeito e na forma como decorrem as procissões de Sábado e de Domingo.
Mogadouro é um concelho agrícola, onde se movimenta muito dinheiro. Mas é também um concelho de emigração, principalmente para Espanha. O mês de Agosto é o mês em que Mogadouro se enche de pessoas, em que os emigrantes regressam à terra natal, em que se visita a família e se reveem os amigos. Os momentos altos do mês são, sem dúvida, a Festa de S. Ambrósio (esta no concelho de Macedo de Cavaleiros, mas bastante frequentada por Mogadourenses) e a Nossa Senhora do Caminho (isto quando as duas não coincidem na mesma data).
Realizam-se duas grandes procissões, uma no Sábado, outra no Domingo. Tradicionalmente a procissão do Sábado era mais curta e com menos gente, do que a de Domingo. Na atualidade as coisas não são bem assim. Foram muitas centenas de crentes que participaram na procissão e milhares os que assistiram à sua passagem. Depois da celebração da Eucaristia, com um sermão à moda antiga, prepararam-se os anjinhos, em grande número e forma-se as tradicionais quatro filas de pessoas que cumprem promessas. São muitas pessoas, novas ou de mais idade, principalmente do sexo feminino. A maior parte faz o percurso da procissão descalça, segurando uma vela acesa. Há apenas um andor, o de Nossa Senhora do Caminho, decorado com flores naturais, de cores brancas e azuis em sintonia com as cores da imagem, muito, muito bonita.
Do decurso da procissão verifica-se, mesmo nas pessoas que assistem, um silêncio e um respeito já pouco habituais nos tempos que correm. Não sei se há fé nas pessoas que veem a procissão passar do passeio, ou nas varandas, mas já fico admirado só pelo respeito.
No Domingo repetem-se os cenários, mas com muito mais gente a assistir e a participar nos atos religiosos. A procissão faz um percurso maior, contornando o castelo e fazendo uma entrada triunfal na alameda do recinto do santuário. Tal como no Sábado, duas bandas de música abrilhantaram a procissão e dois elementos da GNR montados a cavalo abriam caminho na cabeça da mesma.
À chegada do andor a ermida é lançada uma salva de morteiro que faz tremer as pedras da calçada e disparar os alarmes dos automóveis.
As noites são animadas, com variados conjuntos musicais, quase sempre dois. No Sábado o nome sonante foi José Cid. O recinto esteve cheio e, estou certo que o artista ficou muito feliz com a assistência a fazer coro em todas as canções que cantou. Não deixa de ser surpreendente, uma vez que estamos a falar de sucessos, alguns deles com mais de 30 anos! Não havia só cabelos brancos na assistência; muitos jovens também apreciam as baladas melodiosas do José Cid.
O conjunto de mordomos das festas está de parabéns. Foi um prazer participar nas Festas de Nossa Senhora do Caminho 2011.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Mogadouro a 9/01/2011 08:30:00 AM

sábado, 27 de agosto de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Festas em honra de S. Bartolomeu

No dia 24 de Agosto realizaram-se em Vila Flor as festas em honra de S. Bartolomeu. Como habitualmente foram muitos os que marcaram presença, quer nas cerimónias religiosas quer no arraial que se realizou no espaço em frente aos Passos do Concelho.
Dia 24 de Agosto é feriado municipal em Vila Flor e, também por isso, a população das diferentes freguesias deslocou-se em massa para a sede de concelho, onde também puderam visitar a IX TerraFlor, Feira de Produtos e Sabores do concelho de Vila Flor. Isto é, não esquecendo a fé, que também é um dos motivos porque muita gente se desloca a estas festas. S. Bartolomeu é o patrono da vila e os crentes do concelho têm-lhe muita devoção.
A cerimónias religiosas iniciaram-se com a celebração da Eucaristia às onze horas e terminaram com a realização da procissão que teve lugar às seis da tarde.
Integraram a majestosa procissão um vasto conjunto de andores ricamente enfeitados com flores naturais as imagens mais significativas da igreja matriz da vila e da igreja da Misericórdia, mas também outras que mais raramente são vistas pela população. É o caso de Nossa Senhora da Lapa, S. Sabastião, S. Luzia e Nossa Senhora da Encarnação.
A Banda Filarmónica da ACR de Vila Flor marcou o ritmo e a procissão percorreu as principais ruas da vila que estavam apinhadas de gente.
À noite houve animação musical com as atuações do Grupo de Música Tradicional da ACR Vila Flor e do Grupo Musical Norte Música.
Para terminar o dia das festas de S. Bartolomeu, realizou-se um grande espetáculo de fogo de artifício à meia noite.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 8/27/2011 03:54:00 PM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] XVI Feira da Maçã do Vinho e do Azeite...

A XVI Feira da Maçã do Vinho e do Azeite já começou! Ontem foi o primeiro dia da feira e deu para perceber que promete ser uma grande feira. O espaço é agradável, os expositores estão bem distribuídos e a população compareceu em grande número.
Recomendo uma visita cuidada à tenda que está dentro do recinto da feira onde se expõem os principais produtos locais, a maçã e o Vinho. É interessante verificar que o concelho tem crescido, na produção e que tem aprendido a apresentar/vender. Todos os expositores estão montados com muito bom gosto, os produtos têm uma apresentação fantástica e, é claro, a qualidade é algo de que nos devemos orgulhar.
A primeira noite esteve fria, mas, mesmo assim os vários espaços estavam bastante preenchidos.
O mercado pareceu-me pequeno, para o efeito, mas também é verdade que muitas pessoas se refugiavam no seu interior para se resguardarem do frio. Tentei comer alguma coisa, mas havia tanta gente que acabei por desistir.
O grupo grande, que atuou no palco principal, não conseguiu chamar a atenção das pessoas. Tocaram o que dizem ser Rock Popular e, na minha opinião, bastante bem. O jogo de luzes esteve fantástico, o som também. A sua energia parecia inesgotável, face ao frio que se fazia sentir. O género musical é que talvez não seja o mais adequado para este tipo de eventos, uma vez que a maior parte dos visitantes não é apreciador. Talvez sejam adequados para um evento no género do Carviçais Rock. Certo é que os gostos também se educam. É um pouco como a aposta que se tem feito em Vila Flor na promoção do fado...
Foi a primeira vez que visitei a feira nos moldes em que ela agora se apresenta e fiquei muito satisfeito, para não dizer vaidoso. É bom que todo o concelho se saiba promover.
Não vou estar nos restantes dias da Feira. Vou de viagem até Mogadouro participar nas festas de Nossa Senhora do Caminho. Desejo o maior sucesso para a feira.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 8/27/2011 03:48:00 PM

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] 1.ª Gincana em Bicicletas

No dia 24 de Agosto, no Largo das Finanças, pelas 15 horas realizou-se a 1.ª Gincana em Bicicletas. Esta iniciativa foi organizada pelo Clube de Ciclismo local e teve a colaboração do Município e da Junta de Freguesia de Vila Flor. Tratou-se de uma atividade desportiva e recreativa com o objetivo de proporcionar algum exercício físico aos jovens entre os 6 e os 12 anos, mas também incentivá-los a estilos de vida saudáveis e ao gosto pela bicicleta.
O trajeto era fácil, quando feito com calma, mas como os tempos eram cronometrados a precipitação levou os participantes a sofrerem algumas penalizações. No entanto, a competição não era o que se pretendia, uma vez que todos os participantes receberam as mesmas lembranças, independentemente dos tempos praticados.
O Clube de Ciclismo de Vila Flor tem já alguns anos de história e organiza várias provas e passeios ao longo do ano, em BTT, mas também em estrada. Tem feito algum esforço do sentido de despertar nas crianças e jovens o gosto pela prática de desporto ligado à bicicleta.
Os participantes não foram muitos, mas os que estiveram fizeram-no com muito prazer e alegria.
Está de parabéns o Clube de Ciclismo de Vila Flor e a organização da IX TerraFlor, uma vez que esta iniciativa se integrou no programa daquele evento, que decorre na Vila até ao dia 26 de Agosto.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 8/26/2011 08:30:00 AM

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Desolação

Cheguei há poucas horas de um passeio À Descoberta de outras terras. À chegada fui surpreendido por um cenário desolador: uma vasta área das freguesias de  Roios, Vilas Boas e Vale Frechoso foi consumida pelo fogo reduzindo a cinza muita vegetação espontânea e algumas árvores de fruto. É também o habitat de numerosas espécies que foi destruído, facilitada a erosão e destruição dos magros solos.
Este Verão está a ser doloroso para Vila Flor no que toca a fogos florestais.
Um bom feriado.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 8/24/2011 08:30:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] IX TerraFlor - mais actividades (2)

IX TerraFlor - Agricultura - Comercialização e Estratégias de Mercado, - Programa
Dia 25 de Agosto de 2011, no centro Cultural em Vila Flor, às 14:00 horas.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 8/24/2011 02:02:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Sonhando

Voei em sonho, voei,
Todo feito de reveses,
Nas asas dum sonho -. Sonhei.
- Sonhar é viver mais vezes -
Voei na incerteza de chegar.
Cheguei,
Tão longe, tão longe que cheguei
Até aonde o sonho não cabia,
E a ânsia me bastou.
Voei até aonde a esp'rança é dia!
Que sonho, que doce fantasia,
A dum sonho que eu nunca vi,
Como se a vida fora um sonho,
Todo o sonho que vivi!...

Poema da autoria de Morais Fernandes, do livro Fogo e Lágrimas 2.
Fotografia: jardim à beira da estrada, em Belver.


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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 8/24/2011 12:07:00 AM

terça-feira, 23 de agosto de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] e de repente é noite (XXXII)


Já ninguém lembra o que sobrou de nós.
E tanto foi, do tamanho dos sonhos.
Já poucos sabem onde ficava a casa.
Os que ainda a recordam, hoje,
chamam-lhe campo-santo ou terra de ninguém.
O sol passa de longe, e mais aviva
as arestas do grito sitiado.
O peso dos destroços avalia-se
com a balança do silêncio.
Resta-nos, em segredo, instalar
o nosso desespero. Dar a sua cor
às aéreas paredes.
A alegria exige múltiplas palavras.
E a nós já nem nos resta um nome completo.

Poemas de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: algures, no Alto da Caroça em Vila Flor. 

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 8/23/2011 01:07:00 AM

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Zedes - Festas de Sta Bárbara

2011fest01pNos dias 5, 6 e 7 de Agosto decorreram em Zedes, as tradicionais festas em honra de Stª Barbara. Foram três dias cheios de animação, com o calor a atingir temperaturas que convidavam a não fazer nada. Contrariamente aos dias, as noites estiveram bastante frescas, o que não impediu que o bar fizesse uma boa receita.
Estas festas são uma excelente oportunidade de encontro entre as famílias e até entre amigos. Este ano não foi exceção.
A freguesia de Zedes tem, como muitas aldeias do concelho, uma grande comunidade de emigrantes. Os seus locais de trabalho são principalmente a França, Alemanha e Suíça. Apesar da crise, este ano foram muitos os que vieram matar saudade da aldeia, dos familiares e amigos.

2011fest01p

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Para além da festa religiosa, concentrada no domingo, e das atividades desportivas, os arraiais nos três dias que durou a festa foram os pontos mais altos. Na sexta-feira o já mais que conhecido em Zedes, Mário Madeira, animou a noite com o seu ritmo acelerado de verão. O frio foi só mais uma motivação para a dança. No Domingo foi a festa religiosa que concentrou as atenções. A procissão, com bastantes andores, deu a tradicional volta à aldeia. A o percurso é longo e são poucos os que a cumprem na integra. Apesar do cansaço, a passagem pelo Vale e pelo Calvário, são momentos únicos, que convém saborear, enquanto duram. À noite ,foi o grupo Sons do Norte que animou a festa. Uns gostaram, outros nem tanto. Acho que há muito pouca diferença entre os grupos. Em três noites diferentes ouviu-se o mesmo ritmo, nas mesmas músicas. Ao fim do terceiro dia já se notava alguma falta de entusiasmo.
Não fiquei até à hora em que a cerveja passaria a ser vendida a metade do preço, mas a coisa prometia. Viveram-se em Zedes grandes momentos de alegria e boa disposição. No que me diz respeito, foi muito bom ter revisto pessoas com quem não falava à muito tempo.
Parabéns à comissão organizadora das festas.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 8/19/2011 08:43:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] IX TerraFlor - mais actividades


IX TerraFlor - Atividades para o dia 19, 20 e 21 de Agosto.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 8/19/2011 08:14:00 AM