segunda-feira, 10 de outubro de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Exposição - A Música no Mundo

A Biblioteca Municipal de Carrazeda de Ansiães tem patente ao público desde o dia 30 de Setembro uma exposição temática denominada A Música no Mundo. A par com um vasto conjunto de instrumentos musicais com origem nas mais variadas partes da terra e alguns livros sobre música e instrumentos,  são também desenvolvidas diversas atividades destinadas a crianças, jovens e idosos. Foi o caso da animação musical que decorreu no dia 3 de Outubro, poucos dias depois de se comemorar o Dia Mundial da Música que teve lugar no dia 1 de Outubro.
A exposição pode ser visitada de segunda a sesta-feira, no horário normal das instituições públicas e ao domingo das 14:30 às 18 horas, até ao dia 14 de Outubro.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/09/2011 03:23:00 PM

domingo, 9 de outubro de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Freguesia Mistério n.º51

O desafio Freguesia Mistério n.º 50 decorreu durante o mês de Agosto. A pergunta era fácil e a resposta foi na direção certa, coisa que é raro verificar-se.
A fotografia que ilustrava o desafio mostrava apenas uma parte do monumento, facilmente identificável como sendo os três pastorinhos. Seria fácil de prever que junto a eles estaria a imagem de Nossa Senhora de Fátima.
Participaram 11 pessoas e os votos ficaram distribuídos da seguinte forma:
Benlhevai (6) 55%
Candoso (1) 9%
Freixiel (1) 9%
Samões (2) 18%
Seixos de Manhoses (1) 9%
Há vários conjuntos com N.ª S.ª de Fátima com os pastorinhos no concelho, nomeadamente em Samões e Valbom. No caso concreto, a imagem mostrava um monumento existente em Benlhevai. Está situada à entrada da aldeia, a poucos metros do cruzamento com estrada nacional.
A imagem de N.ª S.ª de Fátima está numa posição elevada, sobre uma rocha granítica. A seus pés estão as imagens dos três pastorinhos (durante algum tempo faltou um!). O conjunto está sempre cuidado, a maior parte das vezes decorado com flores naturais.
O desafio seguinte foi descobrir a localização do campanário de uma capela. Decorreu durante o mês de Setembro e em breve darei conta dos resultados.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 10/09/2011 09:57:00 PM

terça-feira, 4 de outubro de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] 1 dia por terras de Ansiães (05)

 Já tinha vontade de passar mais um dia À Descoberta de terras de Ansiães! Arranja-se a mochila com algumas sandes, fruta e água, prepara-se o material fotográfico, apronta-se o caderno de campo, estudam-se alguns dados sobre a freguesia a visitar e "ala... que se faz tarde" (como se diz no planalto Mirandês).
A segunda-feira passada começou bem cedo com uma visita à Biblioteca Municipal em Carrazeda de Ansiães. O objetivo era devolver alguns livros requisitados para as férias, de que dei conhecimento no blogue. Gostei bastante de ler "Como sombras no muro", romance de Gilberto Pinto e Fogo e Lágrimas, livro de poemas de Morais Fernandes. Já aqui tinha falado do livro Fogo e Lágrimas 2, do mesmo autor e senti-me com curiosidade de ler também o primeiro livro, o que aconteceu nas férias de Verão.
Quando cheguei à biblioteca foi surpreendido com muita música e animação. A biblioteca desenvolveu uma série de iniciativas relacionadas com o Dia Mundial da Música (1 de Outubro) e tinha um grupo de idosos do Centro Social e Paroquial de Mogos assistirem a um momento musical. Achei muito interessante a iniciativa e não pude deixar de ficar algum tempo a assistir ao fantástico desempenho musical do senhor Machado, do Castanheiro e de conversar um pouco com os idosos.
 O destino do dia era Pinhal do Norte.
Estes dias de final de verão e início de outono não proporcionam muitos motivos fotográficos mas um olhar atento consegue encontrar muitos momentos que vale a pena registar. O dia estava quente, diria mesmo muito quente. Enquanto descia em direção a Areias foi recordando alguns momentos passados no Amedo. Sou realmente um privilegiado.
As obras do IC5 estão adiantadas e, vistas as coisas de longe, parece estar quase pronta. Quer em Areias, quer junto ao Pinhal do Norte, o movimento era intenso.
Cheguei ao Pinhal pouco antes da hora do almoço. Contrariamente ao que é habitual encontrei bastantes pessoas que passavam ou que estavam sentadas à sombra junto das casas. Estive também nos dois cafés que existem na aldeia.
Como esta era a minha segunda visita, pretendia ver alguns locais específicos e, se possível, falar com algum membro da junta. Por norma faço uma volta completa às aldeias e raramente falo com as pessoas, que são poucas e por vezes desconfiadas. Não foi o que se passou no Pinhal. Conversei com muitas pessoas, principalmente com um grupo de idosos no café do sr. Gonçalves.
 Os lagares cheiravam a mosto e fazia-se a carreja das uvas. A chuva que não cai causa transtornos na agricultura e os campos estão secos. Os trabalhos nas hortas são mínimos e terminadas as vindimas são as chuvas que dão início a um novo ciclo, mas estas tardam em chegar.
Visitei a igreja, a Cruz, várias fontes e lagares. Quase sem dar pela conta adiantou-se a tarde, forçando o regresso a casa.
 Mais do que as fotografias tiradas, o que marcou o dia foram mesmo os momentos de conversa que tive com vários habitantes da aldeia. Foi muito interessante ouvi-los falar da aldeia da sua meninice, das tradições, das alegrias e das necessidades. São imensas e bonitas as histórias de vida que se escondem por detrás de muitos dos rostos que ainda povoam as nossas aldeias.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/04/2011 11:39:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] De regresso aos caminhos do concelho

 O primeiro passeio do sexto ano realizou-e antes mesmo da "cerimónia" de arranque de mais um ano, no dia 3 de Setembro. Além da alegria do regresso aos caminhos do concelho, houve mais dois fatores que fizeram com que eu apreciasse de uma forma especial este passeio: o meu regresso à BTT e a companhia do meu filho mais novo, principiante nas duas rodas.
O passeio aconteceu ao fim da tarde por caminhos das freguesias de Samões, Carvalho de Egas e Seixo de Manhoses. Foi também o meu primeiro contacto com algumas áreas ardidas, que oferecem um cenário desolador, principalmente porque as percorri durante os meses de primavera, quando as giestas formavam um espesso manto florido.
 Deu para observar que havia muitas uvas, e de boa qualidade, embora este cenário não fosse uniforme em todo o concelho. Também havia muitas amendoeiras carregadas de frutos prontos a apanhar, que, quase de certeza, ficaram nas árvores para alimentar pássaros e outros animais selvagens.
O traçado do IC5 está praticamente pronto. Passámos em vários locais onde se vê a estrada já asfaltada e as passagens inferiores que dão continuidade aos antigos caminhos, que quase sempre sigo nas deslocações a pé ou em bicicleta pelo concelho.
Chegámos ao santuário de Santa Cecília quando o sol ganhou bonitas tonalidades douradas. Ainda visitei a pequena macieira de que comi suculentas maçãs no ano passado, mas este ano está completamente despida de frutos. Ela está no meio do parque de estacionamento do santuário, portanto num espaço completamente público.
 O regresso a casa aconteceu pelo tradicional caminho do Concieiro. Apreciámos (mais uma vez) as várias alminhas que existem neste caminho e formações rochosas com figuras caricatas e fotogénicas. Pelo adiantado da hora, ainda fomos brindados com a visão de alguns coelhos bravos que em breve vão enfrentar a fúria de incansáveis caçadores.
Foi um passeio para abrir o apetites para outros que se seguirão e para ficar gravado como o primeiro que fizemos juntos em BTT. Espero fazer muitos mais.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 10/04/2011 07:37:00 PM

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

[À Descoberta de Torre de Moncorvo] Ermida de Nossa Senhora da Teixeira


Acesso: EN 102, 4 km antes de Moncorvo, virando para Açoreira. Dois km depois, e logo após o cruzamento à direita para Sequeiros, toma-se um caminho de terra com cerca de 100 metros, até ao topo de uma colina, onde se localiza a capela.

Proteção: Imóvel de Interesse Público, Dec. nº 129/77, DR 226 de 29 Setembro 1977.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Torre de Moncorvo a 9/22/2011 12:25:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Mistérios da Casa da Moura



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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 9/22/2011 12:15:00 AM

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Flor do Mês - Setembro 2011

Uma das coisas que vou recuperar de anos anteriores é a Flor do Mês. Durante os anos de 2008 e 2009 escolhi uma flor representativa de cada mês, quase sempre selvagens, quase sempre abundantes e conhecidas. Além da dificuldade que tive em encontrar representantes para todos os meses do ano, também não foi fácil a identificação da espécie. Mas À Descoberta é isso mesmo, ir à procura, saber um pouco mais. Fotografar a natureza dá-me imenso prazer e as flores são dos elementos mais belos coloridos e perfumados que se podem encontrar. Não sei se vou encontrar uma Flor do Mês para mais este ciclo de Setembro a Setembro, mas a preocupação para o conseguir será mais um reforço para sair pelos campos, em longos ou pequenos passeios, de olhar atento e câmara em riste.
A representante do mês de setembro acabei de a fotografar há alguns minutos atrás. Bastou-me sair a porta de casa para aparecer o primeiro exemplar, mas, no final da rua, encontrei imensas plantas, todas elas com bastantes flores.
A Flor do Mês de Setembro é conhecida pelo nome de Tágueda (Inula viscosa (L.) Aiton), mas tem muitas outras designações (Énula-peganhosa, Erva-dificil-cheirosa). Basta um olhar para verificarmos algumas semelhanças com os mal-me-queres ou com a camomila. São plantas da família das compostas (agora Asteraceae), que têm flores muito fáceis de identificar.
Esta espécie é abundante em todo o país e é típica do mediterrâneo. Pertence a um grupo de plantas conhecidas por ruderais, que têm como característica comum instalarem-se com facilidade em ambientes fortemente alterados pela atividade humana como taludes, aterros, berma dos caminhos, etc.
A floração começa em Junho e prolonga-se até Outubro. Chama à atenção a forma como esta planta se mantém verde (e em flor) quando à sua volta tudo seca com o calor do Verão.
Além dos atributos peganhosa, viscosa, cheirosa, as designações em Espanha apontam-na como mata-mosquitos, mata-moscas, mata-pulgas. O aroma que liberta é agradável para uns, desagradável para outros (eu sou neutro). Encontrei algumas borboletas e abelhas a alimentarem-se nas suas flores (há poucas alternativas nesta época do ano). Dada a sua longa floração estival tem interesse para a manutenção das colmeias mas o mel a que dá origem não é muito apreciado.
A utilização medicinal da planta está registada ao longo da história em várias regiões. Os romanos, os árabes e os hebreus conheciam-na bem: tratamento das dores reumáticas, como cicatrizante ou até a utilização das folhas secas como o tabaco!
A utilidade desta planta não se fica por aqui. A sua utilidade mais curiosa está ligada à luta biológica e à utilização como inseticida vegetal. A designação de olibarda (em castelhano), está ligada ao reconhecimento do efeito benéfico que a existência desta planta tem na diminuição da mosca-da-azeitona. Não é fácil compreender a relação, mas são insetos que parasitam a tágueda que vão atacar a mosca-da-azeitona. A natureza surpreende-nos com a mais pequena erva da borda da estrada.

Deixo uma lista das Flores do Mês a que dei atenção em anos anteriores.

2009
2008


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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 9/19/2011 09:05:00 PM

sábado, 10 de setembro de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Triste Episódio


Eram altas horas.
A torre bateu
Suaves, sonoras.
Contei!...
Absorto fiquei.
Uma borboleta pousou
No dorso da minha mão,
E exausta, ficou
Presa, à sua condição:
- Cega, à luz que encadeia; -
E eu, de repente,
Como quem nada receia,
- Irreflectidamente, -
Co'a minha pena malvada,
Vibrei-lhe cruel estocada!
E, inerte, não se moveu...
De novo olhei para ela,
E as asitas bateu,
Voando pela janela.
A sorrir fiquei eu,
E a rir, se foi ela.

Linhares, Junho 19

Poema da autoria de Morais Fernandes, do livro Fogo e Lágrimas 2.
Fotografia: Janela, em Ribalonga.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 9/10/2011 08:30:00 AM

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Parabéns! Cinco anos À Descoberta...

 É verdade, o Blogue completou cinco anos de existência. Os dias passam e somam semanas, as semanas meses e os meses anos. O blogue vai somando fotografias, palavras e visitantes. O objetivo principal mantêm-se inalterável: descobrir o concelho de Vila Flor, no terreno, percorrendo estradas caminhos e montes em busca das paisagens, das ruínas, dos rostos que fazem de recanto do nordeste um paraíso natural. Ao mesmo tempo são descobertas as palavras, livros de vilaflorenses que não se cansam de cantar a sua terra, que também eles descobriram.
 O quinto ano teve como novidade principal as caminhadas, a que chamei Peregrinações. A primeira teve lugar precisamente há um ano atrás e levou-me ao Vilarinho das Azenhas. Seguiram-se mais 25 caminhadas, distribuídas ao longo do ano, com as mais variadas condições atmosféricas. Descobrir o concelho a pé foi fantástico! Só assim se mantém a velocidade necessária para poder ver o que se vai encontrando ao longo do caminho. Estas Peregrinações tiveram mais duas características: a primeira foi a companhia do meu colega e amigo Helder Magueta, a quem agradeço muito. A sua companhia serviu de incentivo e seu interesse pelas rochas, flora e fauna, o seu gosto em conversar, foram elementos que contribuíram para um olhar e um contacto mais próximo, mais rico. A segunda característica, principalmente quando caminhei sozinho, foi a música. Comei a levar um leitor de MP3 com música e apercebi-me que a música dava uma outra dimensão a tudo o que via. É como ver um filme, com paisagens deslumbrantes e com um fundo musical que nos leva a viajar, quase voar, sobre as coisas, abandonando a nossa limitação corporal.
 No que diz respeito às notícias tentei manter um equilíbrio. Agora que as pessoas me conhecem, gostam (quase exigem) que eu esteja presente em muito do que acontece no concelho. Este blogue não pode tornar-se um depósito de notícias sobre o concelho. Como o que eu ganho é o simples prazer de conhecer e do contacto com as pessoas, não posso ceder à pressão de me tornar num pseudo-jornalista. O que escrevo no blogue é sempre uma visão pessoal, não são notícias.
 Ao longo deste último ano, para além das Peregrinações,  marcou-me: a homenagem a o Dr. Cabral Adão, em Setembro; o estudo que fiz sobre os cogumelos selvagens que se apanham na região e que espero continuar este Outono; o cantar dos Reis (são um momento único de contacto com a população do concelho); as amendoeiras em flor (este ano não publiquei muitas fotografias, mas fiz alguns passeios interessantes); a Páscoa (que este ano tentei acompanhar na Vila e nos livros que a descrevem noutros tempos); a TerraFlor (não estive todos os dias, mas participei no máximo possível).
 O meu tempo livre é cada vez menos e recorro-me da noite. Escrevo a altas horas da madrugada e nem sempre como deve ser. Por vezes os textos saem com gralhas e com falta de letras e palavras (agora com o acordo ortográfico a coisa complica-se). Com todas as limitações fiz perto de 150 postagens e recebi 185 comentários. Como comentadora mais presente não posso deixar de agradecer à Transmontana. É uma voz amiga e um incentivo À Descoberta. Publiquei perto de 600 fotografias, das 15400 que tirei.
A vertente BTT esteve arredada deste quinto ano de percursos. Fiz 60 km em bicicleta (2056 km nos 5 anos) e 373 km a pé (não contabilizei os dos anos anteriores).
 Como incentivo refiro os milhares de visitantes que o blogue continua a receber, 50 000 no último ano, e as muitas mensagens de emails que recebo. A limitação de tempo não me permite responder como desejaria, mas leio tudo com atenção, quase no momento em que escrevem, e aprecio muito que me escrevam ou que comentem no blogue.
E para o futuro? Tenho algumas ideia alinhadas. O importante é manter o entusiasmo. Com o passar dos anos as novidades, os pontos de interesse vão diminuindo. Pretendo regressar ao BTT, continuar a percorrer o concelho, a visitar o museu, a ler e dar a conhecer os livros que os vilaflorenses escreveram. Não faço grandes promessas para além da minha vontade de continuar À Descoberta de todo o concelho. Não é a minha terra natal, mas é a terra que vivo e todos os momentos são únicos.

Números do 5.ºano:
Páginas vistas - 92 132
Visitantes - 49 912
Comentários - 185
Postagens - 150
Km percorridos em BTT - 60
Km percorridos a pé - 373
Fotografias tiradas - 15 400
Fotografias publicadas - 584

Números totais (5 anos):
Páginas vistas - 508 898
Visitantes - 204 890
Postagens - 842
Km percorridos em BTT - 2 056
Fotografias tiradas - 95 475


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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 9/05/2011 06:14:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] Parabéns!


O Blogue À Descoberta de Vila Flor completou 5 anos. Na idade dos humanos é uma criança, na idade dos blogues é muito tempo. Em 5 anos os blogues passaram de uma plataforma inovadora onde toda a gente se encontrava a locais mais ou menos interessantes, não conseguindo rivalizar com o Facebook como lugar de encontro e de participação.
Aqui estão guardados mais do que 5 anos de história, são 5 anos de vida.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 9/05/2011 07:30:00 AM

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] TerraFlor - Dia do Mundo Rural (26-08-2011)

O último dia da feira TerraFlor foi dedicado ao mundo rural. Coincidindo com a feira quinzenal, era certo que haveria muito gente no recinto da feira, local onde se realizaram também os diferentes concursos constantes no programa. O dia estava agradável. Depois de terem caído as primeiras chuvas é habitual a transação de muitas couves, que acompanharão nos campos a sementeira das nabiças (de que darei conta no blogue quando estiverem em flor).
Estavam previstos os seguintes concursos: XXI Concurso da Cabra Serrana; VII Concurso da Ovelha Churra da Terra Quente; II Concurso de Cão de Gado Transmontano. Havia uma novidade agendada: o I Leilão de reprodutores de Cabra Serrana e Ovelha Churra. Estes concursos trazem a Vila Flor um grande número de criadores, vindos dos mais variados pontos do distrito e dos distritos vizinhos.
Este facto deve-se ao envolvimento da Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Raça Churra da Terra Quente (ANCOTEQ) e da Associação Nacional de Caprinicultores da Raça Serrana (ANCRAS). Estas associações são responsáveis pelos concursos de ovinos e caprinos fomentando a melhoria de efetivos dos seus associados. A presença de criadores do concelho é, pelo que tenho visto nos últimos concursos, fraca à exceção dos ovinos.
Prestei especial atenção ao concurso de Cão de Gado Transmontano. Não porque goste particularmente destes animais, tenho até algum medo deles e já apanhei alguns sustos nas minhas andanças pelo concelho, mas porque neste concurso se pôde aprender bastante. O técnico que julgou os animais, fê-lo ao microfone, justificando as suas opções com o estalão da raça, distribuído aos concorrentes, mas acessível a toda a gente. Após assistir ao concurso em vários escalões, comecei eu próprio a tentar julgar os animais expostos. É bastante complexo, mas , como tudo, pode aprender-se.
 Só foi apresentado um exemplar oriundo do concelho no concurso de Cão de Gado Transmontano, tratou-se de um macho, de um pastor de Freixiel.
Se com os cães até me atrevia a dar uma opinião, com os ovinos e os caprinos limitei-me a assistir e a conversar com alguns criadores. O julgamento era feito por técnicos no mais completo silêncio e os resultados só foram anunciados à hora de almoço.
O leilão de reprodutores começou timidamente, mas melhorou, com várias pessoas a fazerem lances sucessivos. Como as associações davam ao criador 50 euros por cada animal posto em leilão, só foram aceites lances de criadores inscritos nas associações, embora houvesse outros interessados.
O almoço foi servido no polivalente da Escola EB2,3/S de Vila flor, para os criadores e seus familiares.
Da ementa fizeram parte os produtos da região, com destaque para o prato principal, caldeirada de borrego. Foram distribuídos os prémios dos ovinos e caprinos o que atrasou bastante a refeição.
À mesa terminaram as atividades do Dia do Mundo Rural, possivelmente aquele que é o dia maior da TerraFlor.
Ao fim da tarde encerrou definitivamente a Feira de Produtos e Sabores, uma vez que a feira quinzenal só durou até à hora de almoço. Nessa mesma tarde teve início a XVI Feira da Maçã do Vinho e do Azeite em Carrazeda de Ansiães. Este figurino da TerraFlor, com este calendário, teve vantagens e desvantagens, mas isso ficará para um balanço posterior.


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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 9/02/2011 09:34:00 AM