quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

[À Descoberta de Torre de Moncorvo] Achados em Felgar deverão ser preservados


Cemitério medieval encontrado no antigo povoado de Cilhades é raro em Portugal.

Primeiro foi um osso, depois outro, a seguir uma série deles e os arqueólogos já localizaram quase uma centena de cadáveres, com mais de mil anos, ainda nas suas sepulturas.

O cemitério medieval encontrado em Cilhades, o povoado que terá dado origem à aldeia de Felgar, em Torre de Moncorvo, é um dos raros encontrados em Portugal, "e mais ainda no Norte do país", explicou ao Jornal Nordeste a arqueóloga Sara da Luz, responsável pelos trabalhos de escavações que ali começaram a 28 de Agosto. Trabalhos que têm de andar a todo o vapor, uma vez que a EDP espera começar a encher a barragem do Baixo Sabor, ali bem à vista, uns quilómetros mais à frente, ainda antes do final deste ano.
Por isso, e dada a urgência das decisões, foi já sugerido quer à ACE (dona da obra que vai submergir toda aquela zona do vale do Sabor), quer ao Instituto de Gestão do Património Arqueológico e Arquitectónico (IGESPAR) a musealização dos achados que ali têm sido encontrados, sobretudo dos esqueletos que têm sido localizados, ainda dentro de sepulturas intactas, que os arqueólogos estimam datarem dos séculos IX ao XII, pouco depois de os Mouros terem sido expulsos do território.
A EDP admite que os achados mais importantes podem vir a ficar expostos ao público, algo que as gentes da terra pretendem.
A Junta de Freguesia já endereçou uma missiva à eléctrica no sentido de preservar o que ali for encontrado, e um grupo de naturais de Felgar tem procurado divulgar todas as descobertas. "Gostávamos que todo este património cultural, que é de todos nós, fosse preservado", explicavam alguns populares, à margem de uma visita informal ao local.

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Fonte do Texto: Jornal Nordeste

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Torre de Moncorvo a 1/05/2012 11:00:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Presépio - Benlhevai

O sr. Padre José Rodrigues e o presépio, em Benlhevai.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/05/2012 08:18:00 AM

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

[À Descoberta de Torre de Moncorvo] Barragem do Baixo Sabor descobre vestígios da idade do ferro


A construção da barragem do Baixo Sabor pôs a descoberto um castro e uma necrópole medieval perto de Felgar, Torre de Moncorvo. São achados arqueológicos considerados de valor. A preservação já está a ser estudada. Na necrópole foram descobertas 90 campas e sete esqueletos já foram estudados, são de mulheres e de crianças. Foi já identificado também um achado raro, um anel. Há ainda uma capela. As estruturas do castro estão já a ser consolidadas.
2011-12-30 14:20:04

Fonte: RTP

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Torre de Moncorvo a 1/04/2012 10:46:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] Peditório do Menino Jesus - Seixo de Manhoses

Na freguesia de Seixo de Manhoses sobrevive há muitas década um ritual único no concelho que acontece a cada dia um de janeiro, conhecido como o peditório do Menino Jesus. Esta tradição foi-se alterando com a evolução dos tempos, mas, no dia de ano novo, cumpriu-se mais uma vez a tradição.
Todos os anos é nomeado o mordomo do Menino Jesus. É sempre um menino, com cerca de 10 anos de idade, que é acompanhado de perto no desempenho da sua "missão" pelo pai, uma vez que a tarefa exige responsabilidade.
Ao raiar do dia um ou dois foguetes anunciam o início do peditório. Todas as famílias aguardam à porta de casa pela chegada do menino, com o Menino Jesus, uma vez que a criança (com o seu pai) levam a imagem do Jesus a abençoar todos os lares da aldeia. Não se trata da imagem do Menino, típico do presépio, mas sim uma imagem maior, representando Jesus mais crescido. Esta imagem está permanentemente num dos altares laterais da igreja matriz.
Os membros da família juntam-se na sala, muitas vezes junto do presépio, onde beijam a imagem do Menino Jesus que o mordomo transporta. A entrada na casa é acompanhada de palavras como "Boas Festas, Bom Ano Novo" ou "O Menino Jesus abençoa esta casa".
Se neste momento a volta pela aldeia é dada unicamente pelo jovem mordomo e pelo seu pai, uma vez que apenas é recolhido dinheiro, que o adulto vai guardando numa bolsa, nem sempre foi assim. Tradicionalmente o peditório recolhia os mais variados géneros alimentares, que se destinavam a um grande leilão, realizado no centro da aldeia. Vários homens transportavam cestos de verga revestidos com tolhas brancas onde depositavam as dádivas. Os produtos mais abundantes eram fruta, queijos, fumeiro e orelhas de porco. Também era recolhida grande quantidade de batatas, azeite, vinho e feijões. Todos estes produtos eram postos a leilão, em pequenas quantidades no largo de Santo António, junto de uma grande fogueira. Algumas pessoas aguardavam por este dia, porque era uma boa oportunidade de comprarem a bom preço produtos da terra que não produziam e de que iriam necessitar ao longo do ano. O vinho não era leiloado, circulava de mão em mão, por aqueles que "picavam" os produtos em leilão, aquecendo o corpo e os ânimos.
Antigamente a aldeia estava mais concentrada, mas havia que ir ao Gavião, porque quem lá morava também gostava de receber o Menino Jesus em sua casa. Durante a volta pela aldeia havia necessidade de ir esvaziar os cestos por várias vezes, o que era feito nos baixos de alguma casa perto do largo. Este trabalho de auxílio ao mordomo era compensado com o almoço, servido depois de terminada a volta e antes de ter início o leilão. A responsabilidade de alimentar estes homens estava a cargo do mordomo. Também a cargo do mordomo estava um dos elementos mais característicos desta tradição, o galheiro. Este objeto era usado em muitas aldeias, nomeadamente pelos cantadores dos Reis. Tratava-se de um ramo de árvore, com uma certa quantidade de galhos, onde eram penduradas as ofertas arrecadadas de porta em porta. Neste caso, no peditório do Menino Jesus, o galheiro era da total responsabilidade do mordomo que o "vestia" de produtos o mais atrativos que podia, com alguma vaidade e em despique com os dos anos anteriores, de forma a conseguir que rendesse bom dinheiro, quando fosse arrematado no final do leilão. O importante era que mal se conseguisse ver a madeira e para isso contribuíam as uvas, maçãs, rebuçados, bolachas, vinho fino e tudo o mais que fosse possível arranjar e pendurar.
Terminado o leilão, não terminava a festa. Em tempos remotos eram os acordeões, os realejos ou as violas que animavam os bailes, depois chegaram as aparelhagens e os grupos musicais.
Todos este ritual foi-se adaptando ao ritmo dos tempos. À medida que os párocos foram deixando de receber a côngrua em géneros e passaram a recolher apenas dinheiro, o leilão foi morrendo e a tradição do galheiro também. Manteve-se o mais simbólico, a visita do Menino Jesus à casa das pessoas, abençoando-as para um novo ciclo. O dinheiro arrecadado é entregue à igreja.
Terminada a sua "missão", o pequeno mordomo indica o seu sucessor para o ano seguinte. O mordomo é sempre um rapaz, havendo memória de uma única exceção, em que as funções foram desempenhadas por uma rapariga, no cumprimento de uma promessa.
As origens desta tradição são desconhecidas. O culto do Menino Jesus, ou do Menino Deus como antigamente era chamado é muito antigo. No século XVIII o culto ao Menino Deus já era referenciado em Seixo de Manhoses, mas também é verdade que ele existia em mais de metade dos povoados do concelho e em muitos da região. Há nesta tradição do peditório do Menino Jesus, do galheiro, do mordomo rapaz, do início do ano, ligações a outras tradições remotas espalhadas pelas mais diversas aldeias da região (festas do ramo, festas de S. Estêvão, charolo, etc.). Um antropólogo seria capaz de interpretar estas ligações.
Em 2011 a tarefa de mordomo, coube ao Ruben. Já não usou o galheiro, nem leilão, mas a volta pela aldeia foi demorada. Ao fim da tarde consegui encontrá-lo já quando estava prestes a terminar. Andou o dia todo de casa em casa (incluindo o santuário de S. Cecília), mas estava satisfeito por ter sido o mordomo do Menino Jesus.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/04/2012 08:00:00 AM

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Ano novo, vida nova

Ano novo, vida nova - a expressão é conhecida, mas na aldeia de Benlhevai ela assume um significado de festa, convívio e encontro.
A história remonta há 16 anos atrás quando a Junta de Freguesia decidiu fazer um convívio, fornecendo o almoço a toda a população da aldeia. O objetivo primeiro era o de aproximar as pessoas, uma vez que havia algumas desavenças políticas. "À mesa" é mais fácil a aproximação.
A festa profana conjuga-se com a festa religiosa do primeiro dia de Janeiro, Dia de Santa Maria, dia de Ano Novo. Logo pela manhã começa a azáfama. Não é fácil preparar o almoço para tanta gente, mas a experiência já começa a dar os seus frutos e a grande fogueira está presente, para que não falte o combustível.
Pela manhã celebra-se a Eucaristia. A igreja está bem preservada e já é grande para a população da aldeia. Termina com cânticos ao Menino Jesus e com toda a gente a beijar o Menino e a sair pela porta da sacristia. Seguia-se depois a "arrematação das leiras". Os bens da igreja (terrenos de pasto, cultivo, colheita, alugueres e rendas) eram arrematados, renovando-se o ciclo anualmente. Esta arrematação já não se faz.
 Toda a gente se dirige para o largo da aldeia, próximo da igreja, onde as mesas já estão postas e a comida acabada de fazer. Toda a aldeia está convidada e os visitantes também são bem-vindos.
A ementa foi variando ao longo dos ano, havendo mesmo a preocupação de não a repetir: num ano matou-se um porco, noutro comeu-se entrecosto de vitela, salsichas assadas com pão de forno, ou borrego estufado com batata cozida com casca, caldeirada de borrego, etc. Este ano marcaram presença frango e barriga de porco no churrasco e sopa de couve e feijão vermelho, feita em enormes panelas de ferro no lume da fogueira. Vinho e pão também nunca faltaram.
Este são convívio parece ter a aprovação das forças dívinas, uma vez que, nos 16 anos consecutivos em que se realizou nunca a chuva impediu o convívio.
A festa continua pela tarde e prolonga-se pela noite. Em edições anteriores houve a presença de ranchos folclóricos, grupos musicais, ou, a aparelhagem da junta de Freguesia animou a malta, prolongando a festa e o convívio.
Para acentuar a singularidade deste convívio em Benlhevai falta lembrar que os elementos da Junta são eleitos como independentes. Talvez em 2012 se tenha assistido ao encerramento de um ciclo, ou talvez não... vamos esperar por 1 de Janeiro de 2013.
Parabéns à Junta de Freguesia e a toda a população participante. A fraternidade de que tanto se fala na quadra natalícia não deve ficar só pelas intensões.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/02/2012 12:27:00 PM

domingo, 1 de janeiro de 2012

sábado, 31 de dezembro de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Feliz 2012

Que o calor e a luz sejam coisas que não faltem em 2012.
Um bom ano para todos os visitantes do Blogue.
Fotografia: Fogueia em Marzagão (31-12-2012)

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 12/31/2011 08:13:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] Um ano 2012 feliz


Numa altura em que tudo parece desabar, tornando o futuro cada vez mais incerto é dentro de nós e das pessoas que nos rodeiam que temos que procurar as energias necessárias para iluminar e colorir os 365 dias de 2012.
Contem comigo.
Um excelente 2012 para todos.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 12/31/2011 07:45:00 PM

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

[À Descoberta de Miranda do Douro] Detalhes em Ferro (I)

Detalhe da fechadura da porta lateral da igreja matriz de Cércio. Um trabalho muito bonito, preto num fundo vermelho, com alguma decoração de Natal.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Miranda do Douro a 12/29/2011 02:35:00 PM

[À Descoberta de Mogadouro] Rebanho (01)

Rebanho, perto de Vale da Madre, Mogadouro.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Mogadouro a 12/29/2011 12:00:00 PM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Castanheiros (02)

Já há alguns anos que tenho por hábito passar (com frequência) por Mogo de Malta. Uma das razões são os soutos de castanheiros que me proporcionam algumas imagens de que gosto. Este ano não foi exceção.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 12/29/2011 10:21:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Vilas Boas (02)



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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 12/29/2011 08:30:00 AM