terça-feira, 31 de janeiro de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Flor do Mês - Janeiro 2012

 Demorei algum tempo a escolher a flor para representar este mês de janeiro, prestes a findar. Por um lado o leque de escolha é bastante reduzido, depois, as fotografias nem sempre saem como o desejado e não ia mostrar uma flor triste, sem cor. Até foi bom, porque a minha escolha acabou por recair numa espécie bastante bonita e interessante.
A calêndula (Calendula arvensis) tem um colorido que não passa despercebido durante os meses de inverno. Podemos encontrá-la nas encostas da berma da estrada e em terrenos incultos mas é nos terrenos cultivados, como olivais e vinha que ela está bastante presente durante o mês de janeiro. Em todo o vale da Vilariça rivaliza com as margaças (talvez a Chamaemelum fuscatum)e algumas Brassicaceas a alegrar os campos bastante despidos de folhas e de alegria.
A calêndula tem uma parente bastante próxima que quase toda a gente conhece, a calêndula officinalis, muito frequente nos jardins e já conhecida e utilizada como planta medicinal por gregos, romanos, árabes e outras civilizações do oriente. A calêndula escolhida para representar o mês de janeiro tem as flores mais pequenas do que a espécie usada nos jardins, mas partilha com ela a maior parte das características.
É frequente em todo a península Ibérica, nos Açores e Madeira, mas também em grande parte da Europa e África. Trata-se de uma planta anual, que pode atingir mais de 25 cm de altura, com flores alaranjadas ou amareladas. De acordo com os registos da UTAD, a floração ocorre de dezembro a maio. As características botânicas são complexas e por vezes aborrecidas para quem não se interessa por esta matéria, mas há algumas características que são facilmente identificáveis por um leigo. Uma delas é a flor em capítulo, ou seja com um vasto conjunto de flores num disco central, rodeado por um conjunto de flores periféricas que identificamos como "as pétalas". Esta "flor" é sobejamente conhecida nas margaridas, mal-me-queres, girassol ou gerbera.
Os romanos chamavam-lhe solsequium, que significa seguir o sol, uma vez que a calêndula tem um comportamento semelhante ao girassol, seguindo o sol de acordo com a rotação da terra. Ao cair da noite as flores fecham e só se abrem ao nascer do dia.
Toda a planta pode ser usada para fim medicinais, desde as flores às raízes. Na sua composição entram algumas substâncias com interesse medicinal, de entre os quais a calendulina. Tem uma lista enorme de utilizações: uso interno (fervendo flores ou folhas em água ou leite - funciona como regulador do fluxo menstrual, reduz inflamações, aumenta o número de glóbulos vermelhos no sangue e ativa a circulação, servindo ainda como remédio para o estômago, intestino, ulceras gástricas ou infeções causadas por bactérias; uso externo (sob a forma de pomada) - pode ser usada contra queimaduras, contorções, eczema, hemorroides, etc.
É incrível mas não conheço nenhuma utilização desta planta, no concelho!
Em Espanha esta planta tem alguns nomes curiosos, como erva vaqueira, erva do podador, erva lava-mãos, cu-de-velha, pata-de-galo, unha-de-gato, flor dos mortos, etc. Em Portugal a lista é mais curta: Calendula; Erva-vaqueira; Malmequer-dos-campos; Vaqueira.
Quando passar pelos campos nos próximos meses e vir esta planta. é bom lembrar que está ali um espécie vegetal cheia de potencial.

As fotografias foram tiradas durante o mês de Janeiro, entre Roios e Lodões.
Outras Flores do Mês de Janeiro:


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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/31/2012 07:08:00 AM

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Arrematação de S. Sebastião (2012)

Teve lugar ontem, em Freixiel, a tradicional arrematação de S. Sebastião, que todos os anos acontece por esta altura, mais dia menos dia.  O dia de S. Sebastião foi dia 20, mas este evento, nos últimos anos, tem ocorrido mais próximo do fim do mês.
Estes peditórios, seguidos de arrematação, não são únicos no concelho, mas, em Freixiel, esta antiga tradição mantém-se viva e é significativa, em oposição a outras que se realizavam no concelho (como o peditório seguido de leilão do Menino Jesus, no Seixo de Manhoses). Em Freixiel também se realizava no dia primeiro do ano o peditório para o Menino Deus.
 S. Sebastião tem em Freixiel uma pequena capela, situada na Portela da Forca, a nascente da aldeia. Estas capelas, a nascente das vilas, foram mandadas construir por D. Manuel I (no séc. XVI) para proteger os habitantes da peste. É simples, sendo apenas de assinalar o arco gótico da porta.
A par da força que esta tradição ainda mantém, é de realçar também a existência do habito de levar a leilão algumas embalagens "surpresa" conhecidas como Segredos. Quem "pica" e acaba por comprar estas caixas, por vezes ricamente embrulhas com fitinha colorida e tudo, não faz a mínima ideia do que elas contêm, havendo mesmo a convicção que possam conter coisas pouco agradáveis, como ratos ou outros animais de pequeno porte. Por isso, o leilão dos Segredos não atinge montantes significativos, mesmo havendo uma boa quantidade deles. Os Segredos foram os primeiros produtos a ser leiloados. Todos os que vi abrir tinham um conteúdo agradável, tal como figos secos, chávenas, chocolates, rebuçados, lenguiças, etc. Registei apenas a existência de uma pedra, possivelmente para aumentar o peso da caixa!
Significativa é a quantidade e bolos que vão a leilão. Todos são acompanhados por garrafas que vão do vinho verde, ao vinho do Porto, passando pelo whisky. Por vezes o preço alcançado mal daria para pagar a garrafa da bebida, quanto mais o bolo! Mas, dada a quantidade de produtos que são arrematados, é costume conseguirem-se algumas centenas de euros que revertem para o altar de S. Sebastião.

Os produtos da terra, principalmente batatas, cebolas, azeite e figos secos, são aguardados com alguma expectativa, sendo uma oportunidade de os conseguir a preços mais vantajosos do que os praticados no comércio. Também o fumeiro marca uma boa presença, sendo, por vezes os produtos que atingem preços mais elevados. As línguas de porco eram muitas vezes oferecidas para leilão, mas este ocorria em qualquer domingo, depois da missa, não sendo um produto muito oferecido para a arrematação de S. Sebastião. Disseram-me que, nalguns domingos, havia mais de 10 línguas para arrematação, mas neste leilão apenas havia uma! Esta situação é compreensiva porque praticamente acabaram as matanças tradicionais do porco e também se alteraram os hábitos alimentares das pessoas.
Embora me queira parecer que havia menos produtos de que em anos anteriores e alguma retração na hora de "mandar", a oferta era abundante e variada e juntou no adro da igreja um bom número de pessoas. É de registar que vêm pessoas de fora, expressamente para comprarem neste leilão.
O dia esteve agradável, cheio de sol, proporcionando uma tarde muito agradável.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/30/2012 03:26:00 AM

sábado, 28 de janeiro de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Ao crepúsculo

No dia 29 de outubro fiz mais uma pequena caminhada nos arredores de Vila Flor.
Comprei uma pequena máquina fotográfica, Sony, que pesa apenas 100g e que desejava experimentar "no terreno". Não é nada de especial, apenas uma pequena compacta mais pequena que um maço de cigarros. A Panasonic que tenho usado nas caminhadas ainda dá conta do recado, mas um gesto irrefletido deixou alguns riscos na objetiva. É muitas fotografias esse defeito é visível.
Já era bastante tarde, por isso escolhi um percurso muito pequeno que basicamente vai de Vila Flor ao Barracão, sobre ao alto do Facho, partindo da zona industrial e volta a Vila Flor pela rua do Carriço. Apesar do percurso ser curto, mais de metade foi feito já com noite cerrada.
Os momentos mais interessantes aconteceram quase à saída da vila, Há um medronheiro junto das vinhas, que na altura tinha alguns frutos maduros. A luz doce do por do sol proporcionou algumas fotografias interessantes. Foi um bom momento para por a máquina fotográfica à prova (e para ter as primeiras desilusões). Quando se procura algo muito económico (pouco mais de 100€) não se pode esperar ter tudo o que se precisa no ato de fotografar. As primeiras dificuldades começaram com a focagem, porque a máquina não têm nenhum programa para macrofotografia. Por mais que tentasse focava sempre a paisagem de fundo e nunca os frutos maduros. Com alguma insistência, consegui enganar o sistema. A máquina não permite nenhum controlo manual sobre a exposição, essencial a quem gosta de ser criativo e personalizar o resultado. Assim, nada mais é possível do que tirar partido do que a máquina está programada para fazer, usando alguns truques para tentar dar-lhes a volta.
O momento foi entusiasmante e o sol acabou por se esconder, ainda eu não tinha chegado ao Barracão! O melhor era voltar para trás, pela estrada, mas um aventureiro seguiria para a serra em plena noite e foi o que eu fiz.
O caminho que segui é-me bastante familiar, por isso o risco era diminuto. De todas as formas, causa alguns calafrios, andar num lugar tão agreste sem qualquer iluminação. Imaginei um encontro com javalis, porque passei numa zona onde vão todas as noites, mas, felizmente não vi nenhum. Não me ia sentir muito à vontade.
Experimentei algumas fotografias com flash. Nada feito. A luz apenas deve ter servido par enviar algum sinal à distância, desde o alto da serra. Desisti de apreciar a paisagem e tentei regressar o mais rapidamente possível a casa.
Percurso: 6,15 km
Diferenças de Altitudes 176 Metros(Altitude desde 569 Metros para 745 Metros)
Subida acumulada 181 Metros
Descida acumulada 181 Metros


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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/28/2012 07:24:00 AM

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] O Outono em Besteiros

Esta fotografia, e muitas outras no mesmo género, captei-as teias em Besteiros, numa das minhas deslocações À Descoberta de Seixo de Ansiães.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 1/27/2012 10:54:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Capela de Sto António (Ribeirinha)

Pormenor da sineira da capela de Santo António, na Ribeirinha.
Fotografias da capela: interior - interior - exterior - exterior.
Tudo sobre a Ribeirinha.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/27/2012 07:04:00 AM

[A Linha é Tua] Três trabalhadores morreram nas obras da barragem do Tua





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Publicada por Anibal G. em A Linha é Tua a 1/27/2012 12:30:00 AM

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

[A Linha é Tua] O que diz a comunicação social - Jan2012

 Outras notícias

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Publicada por Anibal G. em A Linha é Tua a 1/26/2012 11:30:00 PM

[A Linha é Tua] Acidente na barragem do Tua faz três mortos


Três trabalhadores morreram esta quinta-feira soterrados, na sequência de um acidente ocorrido nas obras da barragem da Foz do Tua.

Na origem do acidente terá estado um aluimento de terras no local onde decorriam as obras, que terá levado à queda de uma máquina.

O número de vítimas mortais foi entretanto confirmado à Sic Notícias pelo vice-presidente da câmara de Alijó, Adérito Figueira.

O mesmo responsável não adiantou as razões que motivaram o acidente, por serem ainda escassas as informações, mas disse que não deverão existir mais vítimas a lamentar entre os trabalhadores.

Notícia atualizada às 15.10 horas
Fonte: A Bola.pt

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Publicada por Anibal G. em A Linha é Tua a 1/26/2012 11:00:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] Caprichos da natureza

Rochedo, perto da aldeia do Vieiro, fotografado na caminhada realizada à Ribeirinha em Outubro de 2011.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/26/2012 07:30:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Contrastes

Pormenor numa casa em Codeçais.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 1/26/2012 10:40:00 AM

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

[A Linha é Tua] Tragédia de Ribadelago em exposição em Foz Côa

A exposição "Ribadelago, a morte de uma aldeia" estará patente de 22 de Janeiro a 19 de Fevereiro, em Vila Nova de Foz Côa.

Ribadelago, aldeia da comarca de Sanábria (vizinha do concelho de Bragança), fundada na Alta Idade Média próximo do belo lago glaciar, desapareceu do mapa numa madrugada do mês de Janeiro de 1959, arrastada por uma tromba de água proveniente do rebentamento do paredão da barragem hidroeléctrica de Vega de Tera, inaugurada cerca de 3 anos antes.

Na tragédia, pereceram 144 dos seus 549 habitantes - dos quais somente se recuperaram 28 cadáveres -, 60% das casas foram arrasadas e morreram 1.500 animais.

Foi a aldeia reconstruida, num outro local, a que o ditador Franco chamou "Ribadelago de Franco", hoje "Ribadelago Nuevo".


Esta exposição pretende homenagear as vítimas dessa tragédia e contribuir para não deixar cair no esquecimento, a dívida que o povo de Espanha tem para com estes sanabreses, nossos vizinhos raianos e irmãos no infortúnio, num momento em que o Douro Transmontano é alvo da soberba humana na questão do PNBEPH.

Autor: Asociación Hijos de Ribadelago
Local: Sala de Exposições
Organização: Fozcôactiva, E.E.M

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Publicada por Anibal G. em A Linha é Tua a 1/24/2012 11:00:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Peregrinações - Capela de São Gregório (Valbom)

No mês de Outubro aconteceu mais uma longa caminhada, que teve como destino a aldeia de Valbom, num dos pontos do concelho mais afastados de Vila Flor, no sopé da serra de Bornes. Tratou-se de um verdadeiro desafio. Este trajeto já tinha sido tentado uma vez, mas não foi concluído, terminando a viagem em Benlhevai, por falta de tempo.
A partida aconteceu bem cedo, e valeu a pena. Quando o sol surgiu lá para os lados do Felgar (Torre de Moncorvo) o céu cobrou-se de um rosa muito invulgar. Nunca tinha visto o céu com semelhante tonalidade.
A avenida andava em obras e o IC5 ainda não tinha sido concluída. Decidimos ir pela estrada até Roios, com a intenção de variarmos o percurso, mas também o de observarmos as obras de mais perto.
As obras da estrada podem ser vistas de várias maneiras; com admiração pela obra realizada; com expectativa com o hipotético desenvolvimento que vão trazer ou pela destruição que causam e o seu impacto na natureza. A caminho de Roios impressionou-me mais a destruição.
A passagem por Roios, Vale Frechoso e Benlhevai foi o mais rápida possível. Todos os caminhos já foram anteriormente percorridos noutras "Peregrinações". O tempo estava ameno e havia pessoas a trabalharem nos campos. Estávamos na altura das castanhas, mas a o ano não foi benéfico e as poucas que havia eram de muito má qualidade. Há castanheiros espalhados por quase todas as aldeias das zonas mais frias do concelho, mas creio que deve ser ao longo desta linha que seguimos que há mais, principalmente em Roios e Benlhevai.
Já há algumas pessoas que estão habituadas à nossa passagem. Quando as encontramos não podemos evitar alguns momentos de conversa, mas sempre a olhar para o relógio, para não se desperdiçar muito tempo.
Depois de passarmos sobre o IP2 (entre Benlhevai e Trindade) entrámos num percurso realmente novo. Os últimos quilómetros até Valbom nunca foram percorridos a pé e foi mesmo uma novidade fazê-los. A paisagem para o vale da Vilariça é sempre digna de se admirar. Neste pouco, quase no início do vale, avista-se a barragem da Burga e a freguesia de Vilares da Vilariça, já pertencente a Alfândega da Fé.
Valbom é uma aldeia bastante pequena pertencente à freguesia da Trindade. Já a visitei várias vezes anteriormente, mas tem a desvantagem de estar num extremo e por isso não é local de passagem para outras caminhadas.
Já chegámos a Valbom ao início da tarde. Mesmo com a preocupação de não perder tempo, a distância é muita, e o percurso não é propriamente plano.
Conseguimos que alguém nos mostrasse a pequena capela de S. Gregório. Apesar de pequena está muito bem arranjada e é bastante bonita. O último restauro aconteceu em 2008. A simplicidade das linhas da capela são compensadas pela beleza do seu interior e pelas imagens interessantes que apresenta. Todas as imagens estão restauradas. A mais curiosa, e já falei dela em visitas anteriores é a de Nossa Senhora do Parto.
No passado existia grande devoção a esta Nossa Senhora, por parte das grávidas em final de gestação e por parte dos familiares das mesmas. Faziam-se promessas para que no momento do parto tudo corresse bem e, pouco tempo depois do nascimento a promessa tinha que ser paga. Por vezes eram os familiares que se dirigiam à pequena capela para pagamento da promessa. Com a diminuição dos partos e também com a sua realização em unidades hospitalares este ritual foi-se perdendo.
Curioso é também o facto de existir na sacristia uma imagem de Santa Filomena. A iconografia não deixa lugar para dúvidas; tem uma âncora, uma palma e algumas flechas. Esta imagem não está restaurada, como as restantes e ocupa um lugar afastado do centro de culto. Tal facto pode dever-se às dúvidas que se levantaram há mais de cem anos sobre a sua santidade. Tendo vivido supostamente no séc. III, só no séc. XVIII é que a igreja lhe começou a prestar culto, em Itália. Apesar de o culto a Santa Filomena se ter difundido ao longo de muitos anos, a sua santidade, e mesmo a sua existência, são questionadas.
Terminada a visita à capela, pouco mais havia a fazer. Enquanto esperámos pelo transporte para casa ainda fizemos uma visita à fonte de Almoinha, que é um local interessante da aldeia, quer e pela fonte em si, quer pelo espaço circundante. É um local muito agradável, principalmente no verão.
Percurso:
Dintância: 18,37 km
Diferenças de Altitudes: 301 Metros (Altitude desde 380 Metros para 681 Metros )
Subida acumulada: 522 Metros
Descida acumulada: 698 Metros

A capela de São Gregório foi Freguesia Mistério 22, em 2008.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/24/2012 07:08:00 AM