Continuação de: À Descoberta de Seixo de Ansiães (1/3)
Para norte segue a estrada CM1142 que conduz ao campo de futebol e ao cemitério e que depois segue para Besteiros com ligação a Fontelonga (agora com o pavimento recuperado). Em sentido contrário volta-se ao centro da aldeia pela rua do Arieiro, passando junto à sede da Junta de Freguesia. Mas, entrando pela rua da Lameira conhece-se outra vertente da aldeia. Nesta zona as construções são mais recentes e as ruas mais largas. Há um conjunto de ruas paralelas denotando já algum planeamento no seu traçado, coisa pouco habitual nas nossas aldeias. O ponto mais alto, o Calvário sugere a existência de algum símbolo religioso, que ninguém me confirmou. Foi, em tempos, uma das muitas eiras da aldeia, onde se fazia a debulha do cereal.
A rua do Nicho segue em direção à saída da aldeia onde se encontra um bonito recanto constituído por um nicho em granito, com a imagem de Nossa Senhora dos Caminhos e parte de um lagar de azeite. O nicho foi construído há algumas décadas atrás mas o arranjo do espaço foi feito em 2007.
Percorridas algumas dezenas de metros ao longo da estrada municipal 632 é a altura de conhecer a área situada à direita desta estrada, que corta a aldeia em duas. Seguindo pela rua do Loureiro encontram-se, além de bonitos exemplares de habitações, umas antigas alminhas, em granito, aparelhado, já sem qualquer retábulo mas que ainda apresenta vestígios de pintura. É uma peça única, que aparece um pouco desenquadrada embutida numa parede recente. É bem possível que este não seja o seu local primitivo.
Em direção à saída para Beira Grande pode-se admirar mais um cruzeiro, semelhante ao que se encontra mo início da rua da Tapada. Em sentido contrário fica a rua do Pereiro onde se encontra mais um elemento do património edificado que orgulha os residentes, é o Chafariz. É uma segunda fonte arcada.
Curiosamente a curta distância fica a rua da Fonte Nova. Uma busca pela fonte será infrutífera, mas nem sempre foi assim. Existiu outra fonte nessa rua. A sua localização está assinalada por uma pequena cruz numa rocha da parede. É também pela rua da Fonte Nova que se pode chegar à fonte das Calçadas, local com uma bela paisagem e com uma das lendas mais curiosas de Seixo de Ansiães. Junto desta fonte está a figura de uma ferradura gravada na rocha. Reza a lenda que esta marca foi deixada pelo cavalo do diabo quando este aí apoiou a patas para saltar para a Ôla, queda de água de mais de trinta metros de altura, um pouco abaixo da povoação do Pinhal do Douro, onde o diabo se queria juntar às feiticeiras que aí habitualmente dançam às sextas-feiras, pela meia-noite.
Deixando a aventura pelo termo para outra altura, pode seguir-se pela rua do Valado para conhecer mais umas alminhas, estas mais preservadas, exibindo um bonito painel em azulejo policromado. Ainda tem mealheiro! É um dos mais bonitos monumentos do género existentes no concelho. Inicialmente estas alminhas encontravam-se no seguimento da rua do Pereiro, num lugar chamado Sobreira. Era essa a principal via de ligação a Coleja e a Senhora da Ribeira.
Continuando no seguimento da rua do Valado entra-se de novo num dos núcleos mais antigos da aldeia. Na periferia do povoado está a pequena capela do Espírito Santo. É uma construção com origem muito antiga. No séc. XVII houve no Seixo a confraria do Espírito Santo e a capela aparece registada num escrito do século seguinte. Foi-me dito que a capela era utilizada por uma comunidade de judeus que vivia num bairro próximo (rua da Carreira), que se fechava ao exterior com uma pesada porta! Mesmo sendo imaginação, o bairro existe, e é constituído por casas muito humildes. Descobri algumas cruzes gravadas nas ombreiras das portas!
Não entrei na capela do Espírito Santo. O exterior não apresenta grande valor arquitetónico. É um edifício retangular, revestido e pintado de branco, rodeado por um muro em blocos rusticamente colocados. Destaca-se a sua pequena torre sineira, de um único sino, em arco de volta perfeita.
Continua:
À Descoberta de Seixo de Ansiães (3/3)
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 2/07/2012 10:55:00 AM
Concelho:
| Carrazeda de Ansiães | Vila Flor | Miranda do Douro | Mogadouro | Torre de Moncorvo | Freixo de E.C. | Alfândega da Fé | |
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
[À Descoberta de Vila Flor] Os caminhos do Cabeço
Se todos os caminhos do mundo vão dar a Roma e os da Europa a São Tiago, todos os caminhos de Trás-os-Montes vão dar ao Santuário de Nossa Senhora da Assunção. Fica a seis quilómetros de Vila Flor na ponta leste do planalto da Carrazeda. Mas há caminhos e caminhos. Ao longo dos tempos, os romeiros privilegiaram alguns. Um deles passava pela minha terra. Toda aquela gente que vinha dos concelhos de Mogadouro, de Vimioso e de Alfândega da Fé descia, nas vésperas do 15 de Agosto, ao Vale da Vilariça para pernoitar connosco.
Chegavam sempre com ar de quem ia para a festa. À noitinha, acomodavam as bestas no olival da igreja e no do castelo. Depois, vinham os romeiros acomodar-se no Terreiro da Fonte para se refrescarem e cearem. E logo que surgia no céu a primeira estrela, saía do bolso o primeiro realejo, depois outro e outro… E começava o animadíssimo baile dos realejos ao luar de Agosto.
Não há amor como o primeiro
Nem luar como o de Janeiro
Mas lá vem o de Agosto
Que lhe dá no rosto.
Era ali o primeiro arraial do Cabeço: dançavam novos e velhos; os de fora com os da terra; jogos de roda e agarradinhos. Também vinham os fadistas cantar fado ao desafio que é o fado típico na Vilariça. Bebia vinho quem gostava, com tremoços e azeitonas, e água da fonte romana, quem queria. Era o arraial mais lindo daquelas redondezas com inveja dos vizinhos.
Mas nunca a inveja medrou
Nem quem ao pé dela morou.
Depois da meia-noite, esmorecia o baile. Era preciso descansar as pernas para, na madrugada do dia seguinte, palmilhar as poucas léguas que ainda faltavam para chegar ao Cabeço.
Nós, os da terra, sempre partíamos lá para o meio da manhã. Só ficavam os tolos, os velhos e os aleijados com a obrigação de guardarem as casas e acomodarem as crias. Mas ficavam com a parte da merenda a que tinham direito.
Algumas mães dificultavam a ida às filhas. Mas bastava elas dizerem que tinham promessas a cumprir e logo as dificuldades se esvaneciam…
Ó minha mãe, deixe, deixe
Ó minha mãe deixe-m' ir
Ó arraial do Cabeço.
Bou lá e torno a bir.
Bou lá e torno a bir,
Num sei se birei ó não…
Ó minha mãe deixe-m' ir
À Senhora d'Assenção.
As filhas aldrabavam. Mas as mães já tinham feito o mesmo às suas… E por aí fora até à Idade Média. Assim rezam as Cantigas de Romaria em que as filhas se iam encontrar com os namorados garantindo às mães que iam pôr velas aos santos ou "candeas queimar". As mães bem o sabiam como o revela um dos nossos Cancioneiros:
Pois nossas madres vam a Sam Simon
De Val de Prados candeas queimar,
nós, as meninhas, punhemos d' andar
Com nossas madres, e elas enton
Queimen candeas por nós e por si
E nós, meninhas, bailaremos i.
Nossos amigos todos lá iran
por nos veer, e andaremos nós
bailando ant'eles, fremosas (en) cós,
e nossas madres, pois que alá van,
queimen candeas por nós e por si
e nós, meninhas, bailaremos i.
Nesse tempo, Portugal e a Galiza, unidos como unha e carne, falavam e escreviam a mesma língua. Curiosamente Carolina Michaelis situa este santuário de San Simon em Trás-os-Montes. Já vem de longe este nosso gostinho pelas romarias.
Excerto do livro "A Romaria do Cabeço" da autoria do Sr. P.e. Joaquim Leite. Pode ser adquirido no Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 2/07/2012 08:13:00 AM
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] À Descoberta de Seixo de Ansiães (1/3)
Seixo de Ansiães é uma aldeia (e freguesia) do concelho de Carrazeda de Ansiães que dista aproximadamente 10 km da sede. Situada no extremo sul, o seu termo compreende uma área de bastante altitude exposta e outra mais protegida, na margem do rio Douro.
Os meus contactos com esta aldeia resumem-se à participação nalgumas atividades desportivas (futebol e também atletismo) durante a minha juventude e a um número considerável de passagens pelo centro da aldeia em visitas a Coleja ou à Senhora da Ribeira.
Na aproximação à aldeia, quer vindo de Carrazeda, via Selores, quer vindo por Fontelonga, via Besteiros, surpreende a rusticidade da paisagem, com formações rochosas em quantidades inimagináveis que formam montes íngremes como a Cabeçoita. Os recentes incêndios que dizimaram grande parte da vegetação, composta essencialmente por giestas e pinheiros, contribuíram para esta imagem agreste.
A estrada que dá acesso à aldeia, via Besteiros, permite prolongar a vista pela encosta abaixo, desde o ponto mais alto, onde se situa Vilarinho da Castanheira, até ao ponto mais distante, onde se adivinha o grande rio. Foi neste vale escavado, onde corre o ribeiro da Vila e onde existiram em tempos inúmeros moinhos de água, que dizem que se formou o primeiro povoado que deu origem a Seixo de Ansiães (sem no entanto haver grandes vestígios arqueológicos que comprovem esta teoria). Certo é que existem algumas ruínas de habitações e as pessoas mais velhas ainda têm memória da antiga capela de S. Bartolomeu nesse local. Em meados do séc. XVIII ali se celebrava uma missa no dia de S. Bartolomeu e há pouco mais de 50 anos a capela ainda tinha telhado.
É, também, nestas quotas mais baixas, perto do rio Douro, que aparecem os mais antigos vestígios da presença humana, principalmente do período de influência romana. São inscrições, habitat e minas. Junto à Quinta de Fonte Santa existem ruínas de umas antigas termas que se mantiveram em funcionamento até à segunda metade do séc. XX. Mas foi no interior da aldeia, ou próximo dela, que centrei a minha atenção, na tentativa de ficar a conhecer melhor Seixo de Ansiães.
O melhor lugar para começar um percurso pela aldeia é o largo do Adro. Há espaço par estacionar o carro, sombra e um café por perto, no caso de se querer tomar alguma coisa antes de começar a volta pelas principais ruas.
Ao longo da rua da Fonte podem ser apreciadas as construções típicas, que se podem encontrar em todas as áreas mais antigas da aldeia. O granito é o material mais utilizado e o caminho de acesso à fonte do Valado também é pavimentado com lajes desta rocha. A fonte do Valado é uma fonte arcada, antiga, que ainda hoje é bastante utilizada, quer para a recolha de água para uso doméstico, quer no bebedouro para os animais, quer para a utilização nos tanques anexos, na lavagem manual da roupa.
Voltando à rua da Fonte, várias são as alternativas na tentativa de encontrar os recantos mais caraterísticos e mais antigos. A rua do Forno seria uma boa escolha, outra é continuar pela rua da Fonte em direção ao antigo campo de futebol. No local está um completo polidesportivo, com bancadas e tudo! A aldeia continua a ter um campo de futebol de onze, a curta distância daí, não sei é se ainda tem gente em número suficiente para fazer duas equipas, e com ganas de jogar.
Depois de percorrida a travessa da Cruzinha, com cheiro a pão acabado de cozer, aparece à entrada da rua da Tapada, o cruzeiro com o mesmo nome. Este cruzeiro está neste local há pouco mais de 30 anos, encontrando-se originalmente a algumas dezenas de metros de distância, no caminho velho que ligava o Seixo a Besteiros. Na base do cruzeiro há uma mensagem gravada que mal se lê. Consegui decifrar as palavras "nós que estamos penando". A frase completa é muitas vezes: "Vós que ides passando orai por nós que estamos penando" mas não a consegui confirmar. Pode também ter as iniciais PNAM, que significa "Pai Nosso e Avé Maria". As pessoas que passavam pelo cruzeiro, rezavam um Pai Nosso e uma Avé Maria e depositavam uma moeda no mealheiro, que serviria para mandar rezar missas pelas almas do purgatório.
Continua
À Descoberta de Seixo de Ansiães (2/3)
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 2/02/2012 12:00:00 PM
Os meus contactos com esta aldeia resumem-se à participação nalgumas atividades desportivas (futebol e também atletismo) durante a minha juventude e a um número considerável de passagens pelo centro da aldeia em visitas a Coleja ou à Senhora da Ribeira.
Na aproximação à aldeia, quer vindo de Carrazeda, via Selores, quer vindo por Fontelonga, via Besteiros, surpreende a rusticidade da paisagem, com formações rochosas em quantidades inimagináveis que formam montes íngremes como a Cabeçoita. Os recentes incêndios que dizimaram grande parte da vegetação, composta essencialmente por giestas e pinheiros, contribuíram para esta imagem agreste.
A estrada que dá acesso à aldeia, via Besteiros, permite prolongar a vista pela encosta abaixo, desde o ponto mais alto, onde se situa Vilarinho da Castanheira, até ao ponto mais distante, onde se adivinha o grande rio. Foi neste vale escavado, onde corre o ribeiro da Vila e onde existiram em tempos inúmeros moinhos de água, que dizem que se formou o primeiro povoado que deu origem a Seixo de Ansiães (sem no entanto haver grandes vestígios arqueológicos que comprovem esta teoria). Certo é que existem algumas ruínas de habitações e as pessoas mais velhas ainda têm memória da antiga capela de S. Bartolomeu nesse local. Em meados do séc. XVIII ali se celebrava uma missa no dia de S. Bartolomeu e há pouco mais de 50 anos a capela ainda tinha telhado.
É, também, nestas quotas mais baixas, perto do rio Douro, que aparecem os mais antigos vestígios da presença humana, principalmente do período de influência romana. São inscrições, habitat e minas. Junto à Quinta de Fonte Santa existem ruínas de umas antigas termas que se mantiveram em funcionamento até à segunda metade do séc. XX. Mas foi no interior da aldeia, ou próximo dela, que centrei a minha atenção, na tentativa de ficar a conhecer melhor Seixo de Ansiães.
O melhor lugar para começar um percurso pela aldeia é o largo do Adro. Há espaço par estacionar o carro, sombra e um café por perto, no caso de se querer tomar alguma coisa antes de começar a volta pelas principais ruas.
Ao longo da rua da Fonte podem ser apreciadas as construções típicas, que se podem encontrar em todas as áreas mais antigas da aldeia. O granito é o material mais utilizado e o caminho de acesso à fonte do Valado também é pavimentado com lajes desta rocha. A fonte do Valado é uma fonte arcada, antiga, que ainda hoje é bastante utilizada, quer para a recolha de água para uso doméstico, quer no bebedouro para os animais, quer para a utilização nos tanques anexos, na lavagem manual da roupa.
Voltando à rua da Fonte, várias são as alternativas na tentativa de encontrar os recantos mais caraterísticos e mais antigos. A rua do Forno seria uma boa escolha, outra é continuar pela rua da Fonte em direção ao antigo campo de futebol. No local está um completo polidesportivo, com bancadas e tudo! A aldeia continua a ter um campo de futebol de onze, a curta distância daí, não sei é se ainda tem gente em número suficiente para fazer duas equipas, e com ganas de jogar.
Depois de percorrida a travessa da Cruzinha, com cheiro a pão acabado de cozer, aparece à entrada da rua da Tapada, o cruzeiro com o mesmo nome. Este cruzeiro está neste local há pouco mais de 30 anos, encontrando-se originalmente a algumas dezenas de metros de distância, no caminho velho que ligava o Seixo a Besteiros. Na base do cruzeiro há uma mensagem gravada que mal se lê. Consegui decifrar as palavras "nós que estamos penando". A frase completa é muitas vezes: "Vós que ides passando orai por nós que estamos penando" mas não a consegui confirmar. Pode também ter as iniciais PNAM, que significa "Pai Nosso e Avé Maria". As pessoas que passavam pelo cruzeiro, rezavam um Pai Nosso e uma Avé Maria e depositavam uma moeda no mealheiro, que serviria para mandar rezar missas pelas almas do purgatório.
Continua
À Descoberta de Seixo de Ansiães (2/3)
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 2/02/2012 12:00:00 PM
[À Descoberta de Vila Flor] Em Novembro
Durante o mês e novembro fiz algumas caminhadas pela serra, tendo como principal objetivo a procura de cogumelos. Tinha prometido a mim mesmo fazer algumas reportagens sobre esta iguaria, mas o ano não correu de feição. As chuvas que teimaram em não cair, foram adiando, adiando, aquela que seria a altura propícia para o desenvolvimento dos cogumelos (o que não significa que não se tenham desenvolvido mais tarde, uma vez que os tenho encontrado durante todo o mês de janeiro!).
Se a busca dos cogumelos foi, em parte infrutífera, limitando a pouco mais do que os exemplares que aparecem nas fotografias, as caminhadas serviram sobretudo para proporcionarem bons momentos fotográficos. Estávamos na altura ideal para fotografar o outono, com bonitas folhas de castanheiros e carvalhos, com os medronheiros carregados de frutos, bem como as oliveiras.
Nem sempre o que se encontra é inspirador e belo. Desde que a lixeira foi encerrada surgem cada vez mais montes de lixo, monstros e entulho espalhados pelos caminhos. Numa das vezes encontrei muito, muito lixo, que incluía muitas matrículas de automóveis e documentos, faturas e documentos fiscais que permitiam facilmente identificar a sua proveniência. Caso estranho, numa das caminhadas de janeiro verifiquei que esse lixo tinha sido removido! O que se terá passado? Gostava de ver mais fiscalização e punição dos infratores.
Dá a impressão que o desenvolvimento não se está a manifestar em civismo, pelo menos por parte de um bom grupo de pessoas, entre os quais empresários de várias áreas, umas vez que os lixos, na maior parte das vezes, não são de origem doméstica.
Descer a serra até perto de Roios permite encontrar uma espécie de microclima que se estende ao longo de vários cursos se água que passam junto da povoação. Neles crescem cogumelos e fetos de várias espécies, protegidos por tojos e silvas que até os animais selvagens têm dificuldades em ultrapassar.
No regresso a casa ainda é o colorido das folhas das videiras que existem em volta de Vila Flor, que desperta à atenção.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 2/02/2012 07:10:00 AM
Se a busca dos cogumelos foi, em parte infrutífera, limitando a pouco mais do que os exemplares que aparecem nas fotografias, as caminhadas serviram sobretudo para proporcionarem bons momentos fotográficos. Estávamos na altura ideal para fotografar o outono, com bonitas folhas de castanheiros e carvalhos, com os medronheiros carregados de frutos, bem como as oliveiras.
Nem sempre o que se encontra é inspirador e belo. Desde que a lixeira foi encerrada surgem cada vez mais montes de lixo, monstros e entulho espalhados pelos caminhos. Numa das vezes encontrei muito, muito lixo, que incluía muitas matrículas de automóveis e documentos, faturas e documentos fiscais que permitiam facilmente identificar a sua proveniência. Caso estranho, numa das caminhadas de janeiro verifiquei que esse lixo tinha sido removido! O que se terá passado? Gostava de ver mais fiscalização e punição dos infratores.
Dá a impressão que o desenvolvimento não se está a manifestar em civismo, pelo menos por parte de um bom grupo de pessoas, entre os quais empresários de várias áreas, umas vez que os lixos, na maior parte das vezes, não são de origem doméstica.
Descer a serra até perto de Roios permite encontrar uma espécie de microclima que se estende ao longo de vários cursos se água que passam junto da povoação. Neles crescem cogumelos e fetos de várias espécies, protegidos por tojos e silvas que até os animais selvagens têm dificuldades em ultrapassar.
No regresso a casa ainda é o colorido das folhas das videiras que existem em volta de Vila Flor, que desperta à atenção.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 2/02/2012 07:10:00 AM
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
[À Descoberta de Vila Flor] Fonte da Almoinha (Valbom)
Valbom é uma aldeia anexa à freguesia de Trindade que faz fronteira já com Vilares da Vilariça já de Alfândega da Fé, tendo a barragem de permeio.Fonte do texto: Virgílio Tavares, Conheça a Nossa Terra -Vila Flor, Editora Cidade Berço, 2001.
Fica à direita da via que vem da Ponte do Sabor e segue para Macedo, perto da Ribeira da Vilariça.
Não sendo uma povoação muito grande, torna se aconchegada com o casario à volta da Capela de S. Gregório, numa leve encosta sobre o vale.
Valbom tem duas tabernas, um negociante e dois pastores com outros tantos rebanhos de ovelhas. Têm ainda um forno de cozer o pão. Moinhos havia dois, mas a construção da Barragem de Vilares da Vilariça fê los desaparecer.
O local mais frequentado pelos seus habitantes é o Largo da Cruz, ou então junto à Taberna.
Em Valbom existe uma Fraga que chamam dos Namorados e que tem várias letras e sinais cruciformes. Nos Arrodeios aparecem sepulturas antigas. E na povoação pode se visitar também o Solar, antiga Casa Paroquial dos vigários que residiam naquela aldeia, bem como a Fonte da Almoinha (que é medieval e tem arcada).
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 2/01/2012 07:30:00 AM
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
[À Descoberta de Vila Flor] Flor do Mês - Janeiro 2012
Demorei algum tempo a escolher a flor para representar este mês de janeiro, prestes a findar. Por um lado o leque de escolha é bastante reduzido, depois, as fotografias nem sempre saem como o desejado e não ia mostrar uma flor triste, sem cor. Até foi bom, porque a minha escolha acabou por recair numa espécie bastante bonita e interessante.
A calêndula (Calendula arvensis) tem um colorido que não passa despercebido durante os meses de inverno. Podemos encontrá-la nas encostas da berma da estrada e em terrenos incultos mas é nos terrenos cultivados, como olivais e vinha que ela está bastante presente durante o mês de janeiro. Em todo o vale da Vilariça rivaliza com as margaças (talvez a Chamaemelum fuscatum)e algumas Brassicaceas a alegrar os campos bastante despidos de folhas e de alegria.
A calêndula tem uma parente bastante próxima que quase toda a gente conhece, a calêndula officinalis, muito frequente nos jardins e já conhecida e utilizada como planta medicinal por gregos, romanos, árabes e outras civilizações do oriente. A calêndula escolhida para representar o mês de janeiro tem as flores mais pequenas do que a espécie usada nos jardins, mas partilha com ela a maior parte das características.
É frequente em todo a península Ibérica, nos Açores e Madeira, mas também em grande parte da Europa e África. Trata-se de uma planta anual, que pode atingir mais de 25 cm de altura, com flores alaranjadas ou amareladas. De acordo com os registos da UTAD, a floração ocorre de dezembro a maio. As características botânicas são complexas e por vezes aborrecidas para quem não se interessa por esta matéria, mas há algumas características que são facilmente identificáveis por um leigo. Uma delas é a flor em capítulo, ou seja com um vasto conjunto de flores num disco central, rodeado por um conjunto de flores periféricas que identificamos como "as pétalas". Esta "flor" é sobejamente conhecida nas margaridas, mal-me-queres, girassol ou gerbera.
Os romanos chamavam-lhe solsequium, que significa seguir o sol, uma vez que a calêndula tem um comportamento semelhante ao girassol, seguindo o sol de acordo com a rotação da terra. Ao cair da noite as flores fecham e só se abrem ao nascer do dia.
Toda a planta pode ser usada para fim medicinais, desde as flores às raízes. Na sua composição entram algumas substâncias com interesse medicinal, de entre os quais a calendulina. Tem uma lista enorme de utilizações: uso interno (fervendo flores ou folhas em água ou leite - funciona como regulador do fluxo menstrual, reduz inflamações, aumenta o número de glóbulos vermelhos no sangue e ativa a circulação, servindo ainda como remédio para o estômago, intestino, ulceras gástricas ou infeções causadas por bactérias; uso externo (sob a forma de pomada) - pode ser usada contra queimaduras, contorções, eczema, hemorroides, etc.
É incrível mas não conheço nenhuma utilização desta planta, no concelho!
Em Espanha esta planta tem alguns nomes curiosos, como erva vaqueira, erva do podador, erva lava-mãos, cu-de-velha, pata-de-galo, unha-de-gato, flor dos mortos, etc. Em Portugal a lista é mais curta: Calendula; Erva-vaqueira; Malmequer-dos-campos; Vaqueira.
Quando passar pelos campos nos próximos meses e vir esta planta. é bom lembrar que está ali um espécie vegetal cheia de potencial.
As fotografias foram tiradas durante o mês de Janeiro, entre Roios e Lodões.
Outras Flores do Mês de Janeiro:
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/31/2012 07:08:00 AM
A calêndula (Calendula arvensis) tem um colorido que não passa despercebido durante os meses de inverno. Podemos encontrá-la nas encostas da berma da estrada e em terrenos incultos mas é nos terrenos cultivados, como olivais e vinha que ela está bastante presente durante o mês de janeiro. Em todo o vale da Vilariça rivaliza com as margaças (talvez a Chamaemelum fuscatum)e algumas Brassicaceas a alegrar os campos bastante despidos de folhas e de alegria.
A calêndula tem uma parente bastante próxima que quase toda a gente conhece, a calêndula officinalis, muito frequente nos jardins e já conhecida e utilizada como planta medicinal por gregos, romanos, árabes e outras civilizações do oriente. A calêndula escolhida para representar o mês de janeiro tem as flores mais pequenas do que a espécie usada nos jardins, mas partilha com ela a maior parte das características.
É frequente em todo a península Ibérica, nos Açores e Madeira, mas também em grande parte da Europa e África. Trata-se de uma planta anual, que pode atingir mais de 25 cm de altura, com flores alaranjadas ou amareladas. De acordo com os registos da UTAD, a floração ocorre de dezembro a maio. As características botânicas são complexas e por vezes aborrecidas para quem não se interessa por esta matéria, mas há algumas características que são facilmente identificáveis por um leigo. Uma delas é a flor em capítulo, ou seja com um vasto conjunto de flores num disco central, rodeado por um conjunto de flores periféricas que identificamos como "as pétalas". Esta "flor" é sobejamente conhecida nas margaridas, mal-me-queres, girassol ou gerbera.
Os romanos chamavam-lhe solsequium, que significa seguir o sol, uma vez que a calêndula tem um comportamento semelhante ao girassol, seguindo o sol de acordo com a rotação da terra. Ao cair da noite as flores fecham e só se abrem ao nascer do dia.
Toda a planta pode ser usada para fim medicinais, desde as flores às raízes. Na sua composição entram algumas substâncias com interesse medicinal, de entre os quais a calendulina. Tem uma lista enorme de utilizações: uso interno (fervendo flores ou folhas em água ou leite - funciona como regulador do fluxo menstrual, reduz inflamações, aumenta o número de glóbulos vermelhos no sangue e ativa a circulação, servindo ainda como remédio para o estômago, intestino, ulceras gástricas ou infeções causadas por bactérias; uso externo (sob a forma de pomada) - pode ser usada contra queimaduras, contorções, eczema, hemorroides, etc.
É incrível mas não conheço nenhuma utilização desta planta, no concelho!
Em Espanha esta planta tem alguns nomes curiosos, como erva vaqueira, erva do podador, erva lava-mãos, cu-de-velha, pata-de-galo, unha-de-gato, flor dos mortos, etc. Em Portugal a lista é mais curta: Calendula; Erva-vaqueira; Malmequer-dos-campos; Vaqueira.
Quando passar pelos campos nos próximos meses e vir esta planta. é bom lembrar que está ali um espécie vegetal cheia de potencial.
As fotografias foram tiradas durante o mês de Janeiro, entre Roios e Lodões.
Outras Flores do Mês de Janeiro:
- 2009 - Capuz-de-Fradinho (Arisarum vulgare Targ.-Tozz)
- 2008 - Urze (Erica australis L.)
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/31/2012 07:08:00 AM
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
[À Descoberta de Vila Flor] Arrematação de S. Sebastião (2012)
Teve lugar ontem, em Freixiel, a tradicional arrematação de S. Sebastião, que todos os anos acontece por esta altura, mais dia menos dia. O dia de S. Sebastião foi dia 20, mas este evento, nos últimos anos, tem ocorrido mais próximo do fim do mês.
Estes peditórios, seguidos de arrematação, não são únicos no concelho, mas, em Freixiel, esta antiga tradição mantém-se viva e é significativa, em oposição a outras que se realizavam no concelho (como o peditório seguido de leilão do Menino Jesus, no Seixo de Manhoses). Em Freixiel também se realizava no dia primeiro do ano o peditório para o Menino Deus.
S. Sebastião tem em Freixiel uma pequena capela, situada na Portela da Forca, a nascente da aldeia. Estas capelas, a nascente das vilas, foram mandadas construir por D. Manuel I (no séc. XVI) para proteger os habitantes da peste. É simples, sendo apenas de assinalar o arco gótico da porta.
A par da força que esta tradição ainda mantém, é de realçar também a existência do habito de levar a leilão algumas embalagens "surpresa" conhecidas como Segredos. Quem "pica" e acaba por comprar estas caixas, por vezes ricamente embrulhas com fitinha colorida e tudo, não faz a mínima ideia do que elas contêm, havendo mesmo a convicção que possam conter coisas pouco agradáveis, como ratos ou outros animais de pequeno porte. Por isso, o leilão dos Segredos não atinge montantes significativos, mesmo havendo uma boa quantidade deles. Os Segredos foram os primeiros produtos a ser leiloados. Todos os que vi abrir tinham um conteúdo agradável, tal como figos secos, chávenas, chocolates, rebuçados, lenguiças, etc. Registei apenas a existência de uma pedra, possivelmente para aumentar o peso da caixa!
Significativa é a quantidade e bolos que vão a leilão. Todos são acompanhados por garrafas que vão do vinho verde, ao vinho do Porto, passando pelo whisky. Por vezes o preço alcançado mal daria para pagar a garrafa da bebida, quanto mais o bolo! Mas, dada a quantidade de produtos que são arrematados, é costume conseguirem-se algumas centenas de euros que revertem para o altar de S. Sebastião.
Os produtos da terra, principalmente batatas, cebolas, azeite e figos secos, são aguardados com alguma expectativa, sendo uma oportunidade de os conseguir a preços mais vantajosos do que os praticados no comércio. Também o fumeiro marca uma boa presença, sendo, por vezes os produtos que atingem preços mais elevados. As línguas de porco eram muitas vezes oferecidas para leilão, mas este ocorria em qualquer domingo, depois da missa, não sendo um produto muito oferecido para a arrematação de S. Sebastião. Disseram-me que, nalguns domingos, havia mais de 10 línguas para arrematação, mas neste leilão apenas havia uma! Esta situação é compreensiva porque praticamente acabaram as matanças tradicionais do porco e também se alteraram os hábitos alimentares das pessoas.
Embora me queira parecer que havia menos produtos de que em anos anteriores e alguma retração na hora de "mandar", a oferta era abundante e variada e juntou no adro da igreja um bom número de pessoas. É de registar que vêm pessoas de fora, expressamente para comprarem neste leilão.
O dia esteve agradável, cheio de sol, proporcionando uma tarde muito agradável.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/30/2012 03:26:00 AM
Estes peditórios, seguidos de arrematação, não são únicos no concelho, mas, em Freixiel, esta antiga tradição mantém-se viva e é significativa, em oposição a outras que se realizavam no concelho (como o peditório seguido de leilão do Menino Jesus, no Seixo de Manhoses). Em Freixiel também se realizava no dia primeiro do ano o peditório para o Menino Deus.
S. Sebastião tem em Freixiel uma pequena capela, situada na Portela da Forca, a nascente da aldeia. Estas capelas, a nascente das vilas, foram mandadas construir por D. Manuel I (no séc. XVI) para proteger os habitantes da peste. É simples, sendo apenas de assinalar o arco gótico da porta.
A par da força que esta tradição ainda mantém, é de realçar também a existência do habito de levar a leilão algumas embalagens "surpresa" conhecidas como Segredos. Quem "pica" e acaba por comprar estas caixas, por vezes ricamente embrulhas com fitinha colorida e tudo, não faz a mínima ideia do que elas contêm, havendo mesmo a convicção que possam conter coisas pouco agradáveis, como ratos ou outros animais de pequeno porte. Por isso, o leilão dos Segredos não atinge montantes significativos, mesmo havendo uma boa quantidade deles. Os Segredos foram os primeiros produtos a ser leiloados. Todos os que vi abrir tinham um conteúdo agradável, tal como figos secos, chávenas, chocolates, rebuçados, lenguiças, etc. Registei apenas a existência de uma pedra, possivelmente para aumentar o peso da caixa!
Significativa é a quantidade e bolos que vão a leilão. Todos são acompanhados por garrafas que vão do vinho verde, ao vinho do Porto, passando pelo whisky. Por vezes o preço alcançado mal daria para pagar a garrafa da bebida, quanto mais o bolo! Mas, dada a quantidade de produtos que são arrematados, é costume conseguirem-se algumas centenas de euros que revertem para o altar de S. Sebastião.
Os produtos da terra, principalmente batatas, cebolas, azeite e figos secos, são aguardados com alguma expectativa, sendo uma oportunidade de os conseguir a preços mais vantajosos do que os praticados no comércio. Também o fumeiro marca uma boa presença, sendo, por vezes os produtos que atingem preços mais elevados. As línguas de porco eram muitas vezes oferecidas para leilão, mas este ocorria em qualquer domingo, depois da missa, não sendo um produto muito oferecido para a arrematação de S. Sebastião. Disseram-me que, nalguns domingos, havia mais de 10 línguas para arrematação, mas neste leilão apenas havia uma! Esta situação é compreensiva porque praticamente acabaram as matanças tradicionais do porco e também se alteraram os hábitos alimentares das pessoas.
Embora me queira parecer que havia menos produtos de que em anos anteriores e alguma retração na hora de "mandar", a oferta era abundante e variada e juntou no adro da igreja um bom número de pessoas. É de registar que vêm pessoas de fora, expressamente para comprarem neste leilão.
O dia esteve agradável, cheio de sol, proporcionando uma tarde muito agradável.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/30/2012 03:26:00 AM
sábado, 28 de janeiro de 2012
[À Descoberta de Vila Flor] Ao crepúsculo
No dia 29 de outubro fiz mais uma pequena caminhada nos arredores de Vila Flor.
Comprei uma pequena máquina fotográfica, Sony, que pesa apenas 100g e que desejava experimentar "no terreno". Não é nada de especial, apenas uma pequena compacta mais pequena que um maço de cigarros. A Panasonic que tenho usado nas caminhadas ainda dá conta do recado, mas um gesto irrefletido deixou alguns riscos na objetiva. É muitas fotografias esse defeito é visível.
Já era bastante tarde, por isso escolhi um percurso muito pequeno que basicamente vai de Vila Flor ao Barracão, sobre ao alto do Facho, partindo da zona industrial e volta a Vila Flor pela rua do Carriço. Apesar do percurso ser curto, mais de metade foi feito já com noite cerrada.
Os momentos mais interessantes aconteceram quase à saída da vila, Há um medronheiro junto das vinhas, que na altura tinha alguns frutos maduros. A luz doce do por do sol proporcionou algumas fotografias interessantes. Foi um bom momento para por a máquina fotográfica à prova (e para ter as primeiras desilusões). Quando se procura algo muito económico (pouco mais de 100€) não se pode esperar ter tudo o que se precisa no ato de fotografar. As primeiras dificuldades começaram com a focagem, porque a máquina não têm nenhum programa para macrofotografia. Por mais que tentasse focava sempre a paisagem de fundo e nunca os frutos maduros. Com alguma insistência, consegui enganar o sistema. A máquina não permite nenhum controlo manual sobre a exposição, essencial a quem gosta de ser criativo e personalizar o resultado. Assim, nada mais é possível do que tirar partido do que a máquina está programada para fazer, usando alguns truques para tentar dar-lhes a volta.
O momento foi entusiasmante e o sol acabou por se esconder, ainda eu não tinha chegado ao Barracão! O melhor era voltar para trás, pela estrada, mas um aventureiro seguiria para a serra em plena noite e foi o que eu fiz.
O caminho que segui é-me bastante familiar, por isso o risco era diminuto. De todas as formas, causa alguns calafrios, andar num lugar tão agreste sem qualquer iluminação. Imaginei um encontro com javalis, porque passei numa zona onde vão todas as noites, mas, felizmente não vi nenhum. Não me ia sentir muito à vontade.
Experimentei algumas fotografias com flash. Nada feito. A luz apenas deve ter servido par enviar algum sinal à distância, desde o alto da serra. Desisti de apreciar a paisagem e tentei regressar o mais rapidamente possível a casa.
Percurso: 6,15 km
Diferenças de Altitudes 176 Metros(Altitude desde 569 Metros para 745 Metros)
Subida acumulada 181 Metros
Descida acumulada 181 Metros
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/28/2012 07:24:00 AM
Comprei uma pequena máquina fotográfica, Sony, que pesa apenas 100g e que desejava experimentar "no terreno". Não é nada de especial, apenas uma pequena compacta mais pequena que um maço de cigarros. A Panasonic que tenho usado nas caminhadas ainda dá conta do recado, mas um gesto irrefletido deixou alguns riscos na objetiva. É muitas fotografias esse defeito é visível.
Já era bastante tarde, por isso escolhi um percurso muito pequeno que basicamente vai de Vila Flor ao Barracão, sobre ao alto do Facho, partindo da zona industrial e volta a Vila Flor pela rua do Carriço. Apesar do percurso ser curto, mais de metade foi feito já com noite cerrada.
Os momentos mais interessantes aconteceram quase à saída da vila, Há um medronheiro junto das vinhas, que na altura tinha alguns frutos maduros. A luz doce do por do sol proporcionou algumas fotografias interessantes. Foi um bom momento para por a máquina fotográfica à prova (e para ter as primeiras desilusões). Quando se procura algo muito económico (pouco mais de 100€) não se pode esperar ter tudo o que se precisa no ato de fotografar. As primeiras dificuldades começaram com a focagem, porque a máquina não têm nenhum programa para macrofotografia. Por mais que tentasse focava sempre a paisagem de fundo e nunca os frutos maduros. Com alguma insistência, consegui enganar o sistema. A máquina não permite nenhum controlo manual sobre a exposição, essencial a quem gosta de ser criativo e personalizar o resultado. Assim, nada mais é possível do que tirar partido do que a máquina está programada para fazer, usando alguns truques para tentar dar-lhes a volta.
O momento foi entusiasmante e o sol acabou por se esconder, ainda eu não tinha chegado ao Barracão! O melhor era voltar para trás, pela estrada, mas um aventureiro seguiria para a serra em plena noite e foi o que eu fiz.
O caminho que segui é-me bastante familiar, por isso o risco era diminuto. De todas as formas, causa alguns calafrios, andar num lugar tão agreste sem qualquer iluminação. Imaginei um encontro com javalis, porque passei numa zona onde vão todas as noites, mas, felizmente não vi nenhum. Não me ia sentir muito à vontade.
Experimentei algumas fotografias com flash. Nada feito. A luz apenas deve ter servido par enviar algum sinal à distância, desde o alto da serra. Desisti de apreciar a paisagem e tentei regressar o mais rapidamente possível a casa.
Percurso: 6,15 km
Diferenças de Altitudes 176 Metros(Altitude desde 569 Metros para 745 Metros)
Subida acumulada 181 Metros
Descida acumulada 181 Metros
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/28/2012 07:24:00 AM
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] O Outono em Besteiros
Esta fotografia, e muitas outras no mesmo género, captei-as teias em Besteiros, numa das minhas deslocações À Descoberta de Seixo de Ansiães.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 1/27/2012 10:54:00 AM
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 1/27/2012 10:54:00 AM
[À Descoberta de Vila Flor] Capela de Sto António (Ribeirinha)
Pormenor da sineira da capela de Santo António, na Ribeirinha.
Fotografias da capela: interior - interior - exterior - exterior.
Tudo sobre a Ribeirinha.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/27/2012 07:04:00 AM
Fotografias da capela: interior - interior - exterior - exterior.
Tudo sobre a Ribeirinha.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 1/27/2012 07:04:00 AM
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
[A Linha é Tua] O que diz a comunicação social - Jan2012
- 26.01.2012 - Expresso - Três mortos em acidente na barragem do Tua
- 26.01.2012 - Público - Normas de segurança estavam a ser "cumpridas" na obra da barragem
- 26.01.2012 - Público - Derrocada matou três operários na obra da barragem de Foz Tua
- 26.01.2012 - RTP - Acidente na barragem de Foz Tua faz três mortos
- 26.01.2012 - SIC Notícias - Três mortos em acidente nas obras na barragem do Tua
- 26.01.2012 - DN - Foz Tua vai acentuar desertificação
- 26.01.2012 - DN - EDP abre inquérito a acidente
- 26.01.2012 - DN - Barragem de 300 milhões de euros
- 26.01.2012 - DN - Vítimas eram de Alijó, Armamar e Cabeceiras de Basto
- 26.01.2012 - DN - Os Verdes pedem "suspensão imediata" da construção da barragem após a morte de três trabalhadores
- 26.01.2012 - DN - Vídeo com imagens aéreas do local do acidente
- 26.01.2012 - Público - Linha do Tua: CP sonegou dados pedidos pelo Parlamento, acusa relator
- 26.01.2012 - JN - Parlamento debate petição pela reabilitação da Linha do Tua
- 26.01.2012 - DN - Os Verdes pedem "suspensão imediata" da construção da barragem após a morte de três trabalhadores
- 24.01.2012 - PTJornal - Cidadãos entregam petição na AR para preservar Linha do Tua
- 19.01.2012 - PTJornal - Ferrovia do rio Tua em debate no Parlamento
- 03.01.2012 - PTJornal - BE acusa Governo de pôr em causa futuro dos transmontanos
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Publicada por Anibal G. em A Linha é Tua a 1/26/2012 11:30:00 PM
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