sexta-feira, 9 de março de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Carnaval 2012 (1)

O desfile de Carnaval com os as crianças do pré-escolar, primeiro e segundo ciclos, aconteceu no dia 17 de Fevereiro, em Vila Flor. Embora fotografar no meio da multidão e do barulho não seja uma coisa que faço habitualmente, houve momentos e "quadros" que pode valer a pena recordar. Aqui vemos duas crianças vindas de Samões, com as suas vistosas jubas de leão!


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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 3/09/2012 08:20:00 AM

quinta-feira, 8 de março de 2012

[À Descoberta de Miranda do Douro] Capela de S. Ciríaco

Capela de S. Ciríaco, em Genísio, Miranda do Douro (1261)
Para visitar a capela basta procurar o artesão "Tiu" Tibério, que mora ali perto e que guarda a chave. Também é uma boa oportunidade para visitar a sua forja e comprar uma das suas navalhas, que têm muita qualidade. Eu já lhe comprei várias.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Miranda do Douro a 3/08/2012 01:05:00 PM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Brasão da Casa de Selores

Um dos brasões existentes na chamada Casa de Selores, na freguesia de Selores.
Mostra no 1º quartel as armas dos Caldeiras, o 2º são as dos Morais, o 3º as dos Sousas e o 4º as dos Mesquitas.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/08/2012 11:27:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Fonte Romana - Vila Flor

Fonte Romana - Vila Flor
Conjunto hidráulico de planta em U invertido, delimitado por muro em cantaria de granito, em aparelho irregular, terminado em friso e cornija, que constitui o seu capeamento, integrando ao centro da ala central fonte de espaldar e tendo adossado à ala esquerda tanque bebedouro e à direita banco de cantaria, junto à qual, e já fora do espaço que o U delimita, se ergue fonte de mergulho sobreposto por mirante. FONTE DE MERGULHO de planta quadrangular simples, em cantaria de granito, de aparelho regular, com as juntas preenchidas a cimento, superiormente terminada em moldura de perfil curvo. Face principal virada a N., rasgada por vão em arco de volta perfeita, com a zona inferior protegida por pequeno murete em granito e fechado com portão em ferro, pintado de verde, decorado com volutas estilizadas e tendo a inscrição: "CM / MCMXCIV"; no interior, possui a nascente a 3 m de profundidade. Sobre a fonte de mergulho, ergue-se um mirante alpendrado, igualmente de planta quadrada, suportado por quatro pilares de faces almofadadas, tendo adossados meios colunelos de capitéis jónicos, e, a meio de cada uma das faces, por quatro colunelos iguais, assentes em soco com cornija saliente, e suportando arquitrave, com friso decorado por carrancas nos ângulos e, nas faces viradas a E. e N. por outras carrancas com trombetas, tendo ainda a do lado E. a inscrição "1578 ANOS". Cobertura em domo, de tijolo, rebocado e coroado por pináculo, coroado por volutas jónicas, interiormente rebocada e pintada de branco, assente em trompas de ângulo. FONTE DE ESPALDAR, de planta rectangular e corpo em cantaria de granito, de aparelho regular, com face principal delimitada por pilastras toscanas, coroadas por plintos paralelepipédicos, rematados por esferas de cantaria, e terminado em empena contracurvada, com cornija, integrando ao centro escudo, decorado por outro mais pequeno ostentando flor-de-lis, rematado por cartela recortada e ornamentada por ramo de três flores em alto relevo. Tem inferiormente, junto às pilastras, duas bicas de configuração circular, ostentando canalização recente. Em frente do espaldar surge tanque de planta rectangular, bastante baixo. Esta fonte é ladeada por dois pequenos vãos, em arco de volta perfeita e gradeados, rasgados no pano do muro, ao nível do pavimento. Ao longo de toda a ala esquerda do U e extravasando a mesma, dispõem-se o TANQUE BEBEDOURO, de planta rectangular, cujo muro forma espaldar, tendo a meio cartela rectangular com a inscrição "O. P. A. S. S. H. 1934"; o tanque possui as paredes em cantaria de granito, de aparelho irregular, com bordo bastante saliente e facetado. O recinto delimitado pelo U apresenta pavimento desnivelado e em terra.

Fonte do texto e mais informação: SIPA

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 3/08/2012 07:14:00 AM

quarta-feira, 7 de março de 2012

[À Descoberta de Mogadouro] Carro de bois

Começa a ser difícil encontrar exemplares de carros de bois ainda em atividade. O mais normal é vê-los a decorar jardins como peças de museu. Este fotografei-o em Vila de Ala, em 2011.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Mogadouro a 3/07/2012 02:45:00 PM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Casa da Moura em Zedes

A neve desperta a criança que há em mim. Fico eufórico e só me apetece caminhar, subir aos montes, guardar as imagens tão raras e efémeras que se podem apagar antes de lá chegarmos. No ano passado tive sorte. Quando me aproximava de Zedes o cenário era este, muito invulgar e belo.
Infelizmente este ano ainda não nevou (nem choveu!)! O Criador deve dar-me pouco crédito, porque lhe peço imensas vezes que mande um pouquinho de tinta branca para pintar os montes e lavar a minha alma com alegria. Como não neva... fica a fotografia do ano passado.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/07/2012 11:00:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Flor do Mês - Fevereiro de 2012

Fevereiro já lá vai e a Flor de Fevereiro ficou por escolher. Não que não tenham aparecido por aí algumas espécies a mostrarem um pouco da sua graça, mas a quantidade e a qualidade das flores não facilitou a tarefa. Assim, bastou fazer uma busca no mês de Fevereiro de anos anteriores (e já lá vão 6!) para encontrar algumas espécies capazes de representarem o referido mês. A escolha recaiu na Margaça (Chamaemelum fuscatum), Margaça-de-Inverno ou Margaça-fusca.
O nome margaça é também utilizado na região para a camomila, mas a Margaça-de-Inverno, tal como o nome indica, floresce em pleno inverno, estendendo-se a floração de Dezembro a Agosto. Durante o mês de Janeiro observei os primeiros exemplares nas zonas mais quentes do concelho, nas Peregrinações a Assares e Santa Comba da Vilariça. Embora seja abundante em todo o concelho (e em todo o Portugal) é junto à aldeia de Samões que tenho encontrado os mais belos campos repletos desta planta. São muito frequentes em olivais e vinhas, mas também em terrenos de poisio. Gostam de terrenos encharcados.
Pertence à ordem Asterales, família Asteraceae eu prefiro dizer que é da família das Compostas, porque foi assim que aprendi. As pétalas são brancas e o disco central é amarelo vivo com inflorescências hermafroditas e tubulosas. Os frutos formam aquénios.
Desde criança que conheço esta flor. Brincávamos com elas ao bem-me-quer, mal-me-quer, enquanto arrancávamos as pétalas uma, a uma.
Apesar de ter as mesmas caraterísticas medicinais de outras margaças como a mançanila (Chamaemelum nobile), não é usada como tal. Não conheço nenhuma utilização para esta bonita planta, no entanto, noutras regiões, ela é utilizada não como medicinal, mas como comestível, mas com o nome vulgar de pamposto. As suas folhas podem ser aproveitadas para confecionar vários pratos, sendo utilizadas como legume, nomeadamente em sopas! Encontrei pelo menos duas receitas com pampostos, da zona de Rio Maior.
 Por aqui, onde as até a vila é Flor, estas e outras flores são apenas aproveitadas para regalo dos nossos olhos, principalmente quando formam mantos brancos visíveis à distância.

Outras Flores de Fevereiro:

  • Fevereiro de 2009 - Campainha (Narcissus bulbocodium. L.) 
  • Fevereiro de 2008 - Amendoeira (Prunus dulcis)


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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 3/07/2012 07:37:00 AM

terça-feira, 6 de março de 2012

[À Descoberta de Miranda do Douro] Rua da Costanilha

Esta rua é de referência no património do concelho porque fazem parte dela casas do séc. XV, possuem a especificidade de portas rectangulares e janelas floridas. Destaque para uma das casas que possui janelas geminadas e cachorros medievais esculpidos no granito. Nela se encontra também a Porta Gótica das antigas muralhas que lhe servem de acesso.

Fonte do texto: Junta de Freguesia de Miranda do Douro

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Miranda do Douro a 3/06/2012 12:39:00 PM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Recordar Parambos

Depois da caminhada no dia 4 de Março em Linhares, nada como recordar outra que tive o prazer de fazer com o pessoal de Parambos, em 22 de Agosto de 2010. Sei que têm feito mais caminhadas, acompanho o Blogue Viver Parambos, não me tem sido possível estar marcar presença.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/06/2012 07:24:00 AM

segunda-feira, 5 de março de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Peregrinações - Capela de S. Sebastião (Santa Comba)

Quase um ano após a reinauguração a capela de S. Sebastião, em Santa Comba da Vilariça foi o destino de mais uma caminhada da série Peregrinações, a 14 de Janeiro.
Para não variar, o dia estava muito frio, para não dizer gelado. O nevoeiro nem sequer foi esperado, porque apareceu mal demos os primeiros passos em direção à Serra. Quer o gelo, quer o nevoeiro, longe de se tornarem uma dificuldade, acabaram por ser elementos que proporcionaram momentos únicos, fezendo desta caminhada uma das mais marcantes, em termos fotográficos.
Para evitar erros anteriores, devidos ao nevoeiro, a solução seria seguir apenas por caminhos já conhecidos e, não havendo outra hipótese, utilizar as estradas.
Mais uma vez o percurso consistiu na subida à Serra, Roios, Vale Frechoso, Benlhevai e, depois, Santa Comba da Vilariça.
Gilbardeira (Ruscus aculeatus)
O raios de sol que tentavam penetrar por entre as árvores e o nevoeiro que tentava apagá-los, obrigaram-me a paragens frequentes e demoradas, pelo que os primeiros quilómetros da caminhada não foram muito rápidos. Depois de passarmos Roios as coisas melhoraram e rapidamente atingimos Vale Frechoso. Os lameiros que antecedem a aldeia, ao longo do curso de água, apresentaram-se nesse dia com uma beleza diferente, proporcionada pelo nevoeiro. Ofereciam cenas cheias de mistério, dignas de fazerem parte de um filme.
A passagem pela aldeia foi rápida. Havia tanto nevoeiro que apenas alguns gatos se aperceberam da nossa presença. Decididamente não estava um dia convidativo para as pessoas saírem para a rua.
Optámos por um dos caminhos alternativos que nos levaram ao Alto da Serra, praticamente onde começam os soutos dos castanheiros que tanto caracterizam Benlhevai. E foi no Alto da Serra (há aí um marco geodésico que marca os 690 metros de altitude) que tivemos o atrevimento de fazer o que não tínhamos ideia de fazer - seguir por um caminho completamente desconhecido. Entretidos a observar os cogumelos que ainda eram abundantes, apesar de a maior parte estar estragado pelo gelo, seguimos por um caminho descendente pelo meio do pinhal.
Perto de Vale Frechoso
Rapidamente perdemos toda a orientação. No meio do nevoeiro, sem ver o alto dos montes que sempre são os pontos de referência para a orientação, começámos a ponderar termos que virar para trás. Para piorar as coisas, o caminho terminou de repente num olival. Era difícil andar no meio das giestas porque estavam encharcadas. Procurámos uma saída em redor do olival  e acabámos por seguir por um trilho estreito que nos levou a um verdadeiro caminho. Respirámos de alívio. Com sorte o caminho levar-nos-ia a Benlhevai ... e assim aconteceu. Entretanto passámos por locais com uma beleza difícil de descrever, mas que as fotografias ilustram (com alguma dificuldade).
Já na aldeia, decidimos seguir até Santa Comba da Vilariça por estrada. Tínhamos perdido muito tempo e já passava da uma hora da tarde. Assim fizemos.
Não houve muito tempo para apreciar o IP2 e os belos pomares de fruteiras, à medida que nos aproximávamos da aldeia. A vontade era mesmo chegar ao destino. Os quilómetros já eram muitos. calçado estava molhado e cheio de lama, mas como o percurso era agora alcatroado e descendente, não havia grande grandes problemas.
Sanchas (Lactarius deleciosus)/Canários (Tricholoma equestre)
Chegámos às primeiras casas às duas horas menos um quarto, da tarde. A fome já tinha passado e, desta vez, comemos a fruta que normalmente levamos e raramente comemos!
A capela de S. Sebastião está situada à entrada de Santa Comba, para quem se aproxima vindo de Benlhevai. Fica numa pequena elevação a que chamam Calvário. Ali perto está uma padaria e um dos cruzeiros medievais, o tal que se pensava ser um Pelourinho e que perdeu a classificação de Monumento Nacional.
A capela de S. Sebastião reabriu ao culto em Janeiro de 2011, depois de ter sido alvo de recuperação e de ter sido arranjado todo o espaço envolvente. A primeira impressão é muito positiva. Há canteiros para jardim, bancos e espaço para estacionamento de automóveis. Tudo arranjado para que a pequena capela, virada a poente, possa "respirar".
 Capela de S. Sebastião (Santa Comba da Vilariça)
No exterior não há grandes elementos arquitetónicos a referir, além de torre sineira, central, mas sem qualquer sino. É elegante e tem alguns motivos gravados.
No interior o altar em talha dourada do Séc. XVII contrasta com as paredes caiadas de branco. Foram instalados dois focos nas paredes laterais que iluminam a imagem de S. Sebastião e fazem brilhar os dourados do altar. Numa das paredes laterais está um altar com a imagem de Santo António. Completam o conjunto de imagens uma de Nossa Senhora de Fátima e outra do Sagrado Coração de Jesus.
Todo o interior respira beleza e mostra o carinho e atenção com que é cuidada, bem evidente nos arranjos de verdes e flores que tinha. Esta capela, é, sem dúvida, mais um elemento de vaidade para os habitantes de Santa Comba e eu pude ver estampada no rosto de alguns habitantes no Calvário com quem falei.
 Interior da capela de S. Sebastião (Santa Comba da Vilariça)
Terminada a visita à capela., percorremos o espaço que nos separava da Escola de 1.ºCiclo, implementada no largo mais espaçoso da aldeia. Foi aí o ponto de encontro com o transporte que nos trouxe de volta a Vila Flor.

Perfil de altitude (altimetria)
Diferenças de Altitudes 428 Metros (Altitude desde 276 Metros para 704 Metros)
Subida acumulada 474 Metros
Descida acumulada 762 Metros
GPSies - VilaFlor_SantaComba

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 3/05/2012 09:06:00 PM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Trilho de Linhares - 04 de Março

A Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães teve a feliz ideia de provocar os seus munícipes para fazerem alguns percursos pedestres, durante os meses de Março, Abril, Maio e Junho. Trata-se de percursos de Pequena Rota, marcados em 2008 e que integram a Rede Municipal de Percursos Pedestres do Concelho de Carrazeda de Ansiães.
Para iniciar este conjunto de 5 percursos foi escolhido o PR1, com a designação de Trilho de Linhares, junto à aldeia de Linhares. O principal motivo de interesse deste percurso é a paisagem, mas também são visitados alguns monumentos representativos da aldeia e até significativos para o concelho.
O local de concentração foi junto à Câmara Municipal. A adesão foi grande, ultrapassando em mais do dobro o número de participantes potencialmente previstos. Houve 80 participantes! Foi necessário o autocarro da autarquia fazer duas viagens, deslocando todos os participantes para a Junta de Freguesia de Linhares, onde foi feita uma pequena receção.
Depois de toda a gente reunida, o sr. Presidente da Junta deu as boas vindas, mostrando-se satisfeito e disponíveis para colaborar neste tipo de eventos. Foi servido um Porto acompanhado por um bom mata-bicho.
As condições atmosféricas não eram as melhores, mas ninguém se mostrou desmoralizado, deslocando-se todos para a Igreja Matriz, local onde se inicia o percurso.
Já há bastante tempo que pretendia conhecer a igreja e esta foi uma excelente oportunidade que não desperdicei. Pena que não tivessem também aberto as portas das capelas por onde passámos, mas, vamos à igreja.
Este templo é do Séc. XVIII de estilo barroco. O interior é rococó. Foi inicialmente planeada para ser de maiores dimensões do que aquelas com que foi terminada, daí que haja um desnível muito evidente, no telhado, entra a capela mor e o corpo da igreja. A torre sineira é quadrada e lateral. No interior chamam à atenção os altares em talha dourada , tendo uma configuração bastante diferente do habitual noutras igrejas do concelho. Ao centro há uma grande representação de S. Miguel, padroeiro de Linhares, mas a imagem quase passa despercebida, do lado direito do altar-mor.
A arqueóloga (Isabel Lopes) que acompanhava o percurso chamou a atenção para o facto haver uma igreja anterior, junto do castelo, onde já era praticado o culto a S. Miguel. Quando as pessoas se deslocaram para uma zona mais baixa, foi edificado este novo templo.
A paragem seguinte seria junto ao Pelourinho, mas sem antes atravessarmos novamente a Ponte Românica, de cuja beleza original já quase nada se pode apreciar. A necessidade de a alargar e possivelmente reforçar, deixou os seus arcos com pouca visibilidade. O ribeiro, que aqui já vem de longe, está praticamente seco.
O Pelourinho é muito simples. Não ostenta elementos decorativos de vulto, apresenta-se como uma estrutura em cantaria de granito, composto por soco quadrangular de três degraus, onde assenta fuste liso e redondo com tendência a estreitar à medida que se aproxima do remate. Este último é em forma de florão.
É, possivelmente, do Séc. XVII.
Depois da visita a estes locais de interesse começou a caminhada propriamente dita. O grupo integrava algumas crianças, e, em maior número, pessoas de avançada idade, muitas delas de Linhares.
O percurso deixa a casas e dirige-se par os campos agrícolas para jusante da Ribeira de Linhares até perto do local onde esta se cruza com a Ribeira da Lameira, que nasce perto de Parambos. No meio dos terrenos fica a Capela de S. Gonçalo. É bastante grande. Tem à frente um espaço coberto, não chegando a ser um átrio, porque não tem qualquer parede. Pelo que foi dito por alguns habitantes locais é bastante útil, porque as pessoas que andam a trabalhar nos campos recolhem-se aqui, quando vem alguma chuvada.
Depois de atravessada a ribeira, o percurso dirigi-se de novo para a aldeia, passando junto à fonte do Carvalhal. Apesar de eu ter chamado à atenção para a existência desta interessante fonte de mergulho, não sei se alguém passou por lá, uma vez que é necessário fazer um desvio de umas dezenas de metros.
De novo na aldeia o percurso dirigi-se para o ponto mais elevado das redondezas, o Castelo. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é castelo só de nome, tendo mesmo ali existindo um castelo até à idade média, mas o espaço já era povoado na pré-história. Este castelo, juntamente com o castelo de Ansiães e o Castelo das Donas (Marzagão), deviam fazer parte de uma linha defensiva, na margem norte do rio Douro, onde os árabes espreitavam uma oportunidade de alargarem a sua influência.
A subida é íngreme, mas depois de ver alguns idosos a fazê-la com grande destreza, não vi razão para me queixar. Levantou-se algum vento e caíram algumas gotas de chuva. Realmente não esteve o melhor dia para apreciar a lindíssima passagem que se avista deste ponto. São 360º de deslumbramento que é necessário apreciar com calma.
No ponto mais alto (729 metros de altitude) está uma enorme cruz, com a data de 18-06-67. São visíveis alguns restos de muralhas e ao longo do percurso foram aparecendo fragmentos de cerâmica, alguns mais antigos, outros mais recentes.
Depois de algumas fotografias no topo, para recordar o momento, iniciámos a descida, pelo mesmo caminho da subida, e que a Junta de Freguesia tinha limpo expressamente para a caminhada.
Depois de uma visita a uma loja escura onde diziam que estava a verdadeira pia de S. Miguel (realmente estava lá uma antiga pia em granito!), todos se juntaram na Casa do Povo, onde foi servido o almoço.
A ementa constou de sopa, carne assada no churrasco, vinho, sumo e pão. De sobremesa havia maçãs e laranjas. Escusado será dizer que para comer aparecem sempre mais uns quantos!
Eu (e o meu colega de caminhadas Helder Magueta) não tínhamos previsto almoçar com o grupo, mas como nem sequer foi facultado o transporte para Carrazeda, não nos pareceu má ideia continuar com os restantes. O almoço custou 5€ (esta informação não é disponibilizada nos cartazes ou na ficha de inscrição). Tinha a ideia que a refeição seria em Carrazeda, num restaurante, mas, assim, no lugar da caminhada, acaba por ser mais interessante. Se o dia estivesse mais convidativo, a capela de S. Bárbara tinha sido um bom local para servir o almoço.
Depois do almoço, eu e o meu colega, decidimos voltar para Carrazeda de Ansiães a pé. Foi uma boa ideia porque o dia acabou por melhorar, proporcionando uma excelente tarde de caminhada.
O balanço neste primeiro Percurso Pedestre foi bastante positivo. Gostei de encontrar muita gente que já não via há muito tempo, mas também de conversar com as pessoas de Linhares que fizeram o percurso.
Foi uma bom momento de Descoberta, tal como este blogue pretende ser.
Vamos esperar pelos próximos percurso (o seguinte é no dia 1 de Abril).

Perfil de altitude (altimetria) Elevação: 599 m @ 4.6 km
Diferenças de Altitudes 136 Metros (Altitude desde 562 Metros para 698 Metros)
Subida acumulada 150 Metros
Descida acumulada 151 Metros
GPSies - Trilho de Linhares

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/05/2012 08:05:00 AM

sábado, 3 de março de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Chove em Vila Flor!

Poderá não ser uma grande coisa, mas é um bom motivo de satisfação. Neste ano, completamente atípico, esta é a primeira vez que vejo algumas gotas de chuva nos últimos meses. Ainda terça-feira passei pela barragem do peneireiro e o cenário é preocupante. As estatísticas dizem que em 2005 estivemos pior, mas, nunca na minha vida vi as reservas de água tão em baixo.
Acho qu não vai chover significativamente, mas que seja uma amostra para que março e abril compensem estes meses de seca absoluta. Também é importante para o blogue. Ele segue os ritmos da natureza e precisa que a natureza esteja bem, para poder mostrar as belezas deste concelho que se que apresenta como paraíso natural.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 3/03/2012 03:01:00 PM