sábado, 17 de março de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Pelourinho de Freixiel

Trata-se de um pelourinho manuelino erguido sobre um soco quadrado de quatro degraus que compensam o desnível do terreno.
A coluna, de base quadrangular com os cantos chanfrados, tem, junto à base, uma argola esculpida. O fuste, de 6,42 m de altura, é hexagonal e tem no seu topo as arestas decoradas com florões, de modo a transformar o hexágono em quadrado.
O capitel, paralelepipédico com os cantos chanfrados, tem as faces parcialmente côncavas, decoradas com florões e outros motivos.
O remate é igualmente paralelepipédico, e ostenta numa face as armas nacionais e nas outras símbolos heráldicos, hoje pouco perceptíveis; é encimado por uma pequena pirâmide.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 3/17/2012 07:34:00 AM

sexta-feira, 16 de março de 2012

[À Descoberta de Miranda do Douro] Pauliteiros de Malhadas

Pauliteiros de Malhadas junto à igreja Matriz, em dia de festa de S. Bárbara.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Miranda do Douro a 3/16/2012 11:56:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Centro Social e Paroquial de Mogos - Capela

Capela do lar de idosos do Centro Social e Paroquial de Mogos, em Mogo de Malta.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/16/2012 11:01:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] A Casa

A casa é longe, só a angústia é perto.
E não se avista a hora de chegar!
E, de sobra, sabemos que um deserto
É feito de areias e luar.

São as areias o meu peito aberto.
E a lua a distância tutelar,
Onde a casa é um palor incerto
Tornado a própria acção de procurar.

E vamos de jornada. Só partidas
Espargem sal e fogo em nossas feridas
A florirem rosas, onde a onde...

O trem sempre em adeus. E, da janela,
A casa, longe, cada vez mais bela
Quando ao aceno já ninguém responde!

 Soneto de João de Sá, do livro "Vila à Flor dos Montes", 2008.
Fotografia: Praça da República, Vila Flor.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 3/16/2012 06:49:00 AM

[A Linha é Tua] O que diz a comunicação social - Mar2012

 Outras notícias

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Publicada por Anibal G. em A Linha é Tua a 3/16/2012 12:48:00 AM

[A Linha é Tua] Ecos do Acampamento

Seria um erro. Seria um erro muito grande se permitíssemos a construção da barragem edp em Foz-Tua. Seria um erro ser conivente com tamanha construção erguida no seio do Património da Humanidade. Por este motivo estamos no acampamento e fazemos o convite a todos os que se dignam em defender o Património Natural e Cultural. Convidámos todos a não cometer o erro de ver o Vale do Tua, a Linha do Tua e o Douro Vinhateiro ser afundado.

Viemos cá, nem mais nem menos, para parar a construção da barragem. Para quem conhece a beleza deste vale, o local de construção é um cenário dantesco, revela o total divórcio entre o ser humano e a natureza. A simbiose do labor do homem com a Natureza, muito característica desta região está a ser completamente desvirtuada pela corrupção humana.

Entendemos que este é o momento Actuar. A construção da barragem do Tua apenas traz proveito para os interesse dos tecnocratas na monopolização dos recursos naturais comuns. O Rio Tua, a Linha do Tua e o Douro Vinhateiro fazem parte do Património da Humanidade em Trás-os-Montes e Alto Douro. A partir de amanhã iremos publicamente expulsar empresas facciosas como a EDP, a Mota Engil e a Somague do nosso Património. Iremos denunciá-los e acusá-los publicamente de prevaricação e atentado crime contra o Património e contra o Ambiente.

Não estamos sós. Os habitantes da região não têm escondido a sua revolta em relação à barragem e têm dado o seu apoio ao acampamento, nomeadamente com a oferta de alimentos. É importante para nós sentir o calor humano, é importante sentir que o logro das políticas energéticas são faliciosas, é importante para nós sentir que as pessoas não querem ver o Património destruído, espoliado e coberto de cimento! O Rio Tua é muito mais que cimento e betão. O Rio, a Linha, o Vale não têm igual noutro país. Todo este Património vale mais que todas as barragens juntas construídas em Portugal

Somos pouco, Somos! Temos poucos meios, Temos! Pensamos diferente, Pensamos! É isso que nos move. A nossa diferença e o nosso direito em distinguir-mo-nos de partidos políticos e empresas público-privadas que afundam o Património e poluem o nosso Planeta. Apenas temos um planeta mas consumimos energia de três planetas. Por isso, existem 156 grandes barragens em Portugal e 50 na bacia hidrográfica do Douro, mas não é o suficiente, nunca é suficiente. O Douro, o Tâmega o Sabor e agora o Tua. Onde vamos parar? Quando tivermos roubado todos os recursos às gerações futuras?

Não. A gula, corrupção e avareza da EDP pára aqui!

O Governo está contra os portugueses e está contra o Património. Mas não permitimos que nos enfiem mentiras pelas goelas abaixo. As mentiras sobre produção de energia, as mentiras sobre independência energética e as mentiras do mito das hidroeléctricas promoverem o desenvolvimento regional. Mentiras que destroem de década para década a identidade cultural e os recursos naturais e monumentais do país. Queremos a mudança. Queremos, podemos e desfazemos. Parem a construção da barragem em Foz Tua Agora!

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Publicada por Anibal G. em A Linha é Tua a 3/16/2012 12:26:00 AM

quinta-feira, 15 de março de 2012

[À Descoberta de Miranda do Douro] Na Praça

Grupo de Sendim, em Miranda do Douro, à espera da hora certa para a sua atuação.
Junto à Câmara Municipal.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Miranda do Douro a 3/15/2012 02:00:00 PM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Castelo de Ansiães

Vista do Castelo de Ansiães a partir da aldeia da Lavandeira. O caminho entre a aldeia e o castelo é fantástico e penso fazê-lo em breve na companhia de alguns amigos.
Dá quase para imaginar como seriam estes socalcos (para nós da região chamam-se calçadas!) na idade média. Certamente que haveria muito menos mato, mas muitas das paredes parecem não ter mudado muito desde essa época.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/15/2012 10:47:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Caminho, em Roios

Este é um caminho existente em Roios, interessante para caminhadas ou para BTT. Vai desde a aldeia até à Quinta do Galego, passando por Jomais, junto ao marco geodésico do Maragôto. No percurso descendente a entrada no caminho é junto à Fonte do Seixa.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 3/15/2012 07:36:00 AM

quarta-feira, 14 de março de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Assares (03)

Aspeto do Vale da Vilariça junto de Assares. A aldeia acabou por ficar no meio de duas estradas: a N103/E802 e a recente IP2 que é visível na fotografia.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 3/14/2012 10:25:00 AM

terça-feira, 13 de março de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] 1 Dia por terras de Ansiães (6)

Já há algum tempo que que não passava um dia completo À Descoberta de Carrazeda de Ansiães. Desde Outubro do ano passado.
As alternativas eram tantas, que me senti baralhado na momento de escolher. Dado o mês, e a pensar nas amendoeiras em flor, pensei que dar uma volta pela parte mais alta do concelho me podia proporcionar algumas fotografias interessantes.
O passeio (de carro), começou em Belver. O movimento era pouco e a paisagem pareceu-me muito adormecida. A par das amendoeiras, as nabiças em flor emprestam um colorido que vale a pena ver. Por ouro lado, os ribeiros secos, os lameiros sem pinga de água... são cenários que metem dó. Já para não falar dos incêndios que não param, lavrando, pouco a pouco, a parca verdura que consegue sobreviver nos nossos montes.
 A viagem seguiu até Fontelonga. A água abundante que sempre corre na fonte à entrada da aldeia, não estava lá! Após uma curta paragem continuei até Besteiros. Com o céu limpo e sem nada a obstruir-me a visão, pode ser, quase perto, Vilarinho da Castanheira, num morro onde se podia quase imaginar o seu antigo castelo. Recordei uma série de fotografias que fiz em Besteiros no meio do nevoeiro. Como a paisagem muda com o estado do tempo!
A estrada para Seixo de Ansiães tem sido bastante percorrida por mim. Fiz algumas paragens para tentar captar a magia que se vê lá para os lados de Coleja. Nem sempre a máquina fotográfica consegue captar as nuances que o nossos olhos observam, A neblina do vale é uma destas situações.
As amendoeiras em flor foram aparecendo, espelhadas por entre fragas em pequenos terrenos agrícolas. Foi no Seixo, junto à aldeia que fui encontrar o amendoal mais bonito que já vi este ano! As amendoeiras foram cortadas e enxertadas já de grandes. A floração é uniforme em todas as plantas e estava no auge da floração. O terreno estava vedado e fiz o que pude para conseguir algumas fotografias através dos buracos da rede.
 Ainda desci até Beira Grande, mas nem cheguei a sair do carro. Voltei ao Seixo e rumei até à Lavandeira. Fez uma ano há poucos dias que passei lá um dia inteiros, mas ficou muita coisa por ver.
Almocei no Largo de Santa Eufémia, um almoço volante, daqueles que se levam na mochila sem muito esforço. Comecei um percurso pelas ruas da aldeia, mas quando dei por mim estava a subir o caminho em direção ao Castelo. Não pretendia lá chegar, mas apenas encontrar uma fonte que existe algures pelo caminho, a Fonte Nova. Apenas estive nesse lugar uma única vez e já devem ter passado mais de 25 anos.
Gostei de percorrer o caminho. Encontrei a fonte e voltei para trás. Acabei por me demorar mais do que o que esperava porque saí do caminho e comecei a explorar algumas formas rochosas e espécies vegetais. Encontrei dois medronheiros, mas não deu para perceber se eram espontâneos ou se foram ali plantados.
Na descida, já perto da aldeia, encontrei o Sr. Padre Bernardo, meu conterrâneo e uma das pessoas que me dá gosto ouvir. Conversámos um pouco e regressámos à Lavandeira para visitar a igreja. É algo de extraordinário. Chegaram mais dois padres para as confissões. Como também ia haver Eucaristia e não ficava bem andar a circular pela igreja,  parti para Selores.
 A paróquia de Selores estava a festejar S. Gregório, o seu padroeiro. As celebrações iniciaram pela manhã, às onze horas, com as confissões e a Eucaristia, concelebrada pelo  Padre Bernardo e pelo Padre Humberto.
S. Gregório Magno nascido no ano 540, em Roma, foi papa da Igreja Católica tendo um papel de relevo. Fundou mosteiros, enviou missionários às ilhas Britânicas e também lhe é atribuída a divulgação do canto gregoriano, bastante conhecido na atualidade.
Às cinco realizava-se a procissão com o andor de S. Gregório a percorrer as principais ruas de Selores e de Alganhafres.
A imagem de S. Gregório foi restaurada há pouco tempo, sendo a primeira vez que saiu em procissão após o restauro.
A procissão demorou a sair. Percebi que esperavam que as crianças chegassem da escola. Achei bem, são poucas, mas são importantes. Aproveitei para fazer um passeio, em circulo, o mesmo que sempre faço. É uma terra bastante pequena.
 Acompanhei a procissão em parte do percurso. Regressei rapidamente à Lavandeira onde alguém me esperava para eu poder ver a igreja sem perturbar o culto.
Entretanto a noite chegou! Faltou tempo, para ver tanta coisa!...
Em nova passagem por Selores o palco já estava montado. certamente se encontravam a jantar para depois animar as festa. Para mim, o dia por terras de Ansiães já tinha terminado.
 A coleção de fotografias do dia é grande. Espero mostrá-las aos poucos, antes de 1 novo dia À Descoberta...

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/13/2012 07:30:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Carnaval 2012 (2)

Estas são mais duas fotografias do desfile de Carnaval que aconteceu no dia 17 de Fevereiro, em Vila Flor, com as crianças das escolas do concelho.

Outras 2 fotografias.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 3/13/2012 07:36:00 AM