Capela do Divino Espírito Santo - Alganhafres
Completamente em ruínas e ao abandono, merecia um pouco mais de atenção, quanto mais não seja livrá-la do lixo e das silvas.
Fica situada à entrada da localidade de Alganhafres e também é conhecida por Capela do Ferraz
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 4/15/2012 10:41:00 AM
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domingo, 15 de abril de 2012
[À Descoberta de Vila Flor] A confissão da Amélia
"Estava uma noite encantadora de Agosto. A lua cheia, já bastante elevada na cúpula sideral, muito redondinha, muito branca de prata, talvez risonha, a arbitrar-lhe uma face bonacheirona, como a imaginação dos pintores humorísticos a fantasia, derramava sobre as terras, as árvores e os casais, uma luz mortiça e fina, que tornava lúgubres os tons escuros e berrantes os tons claros.
Semelhava, este luar, um manto de melancolia, ténue, duma translucidez de neblinas, que se desdobrasse, profuso, dos ombros duma moira encantada, a tonalizar a paisagem, de mimos e sonolências.
Já poucos ruídos de vida se percebiam pela extensão da planície, além da camada de sons miúdos da bicharada noctâmbula. E o rio, que ia alquebrado e rarefeito, gemia brandamente a sua impotência nos pedregulhos da represa do moinho, que há algumas semanas jazia parado, por falta de corrente capaz de o mover.
As latadas dos caminhos faziam-lhes sombras caprichosas, de o luar penetrar os intervalos das folhas e dos cachos, desenhando-lhes os contornos rendilhados.
Não corria aragem. Não se via nenhuma luz, além das que se projectavam do firmamento. Seria, talvez, esta visão de sonho, uma expressão, na Natureza, daquela sensação que a nossa alma experimenta, sem a saber explicar: a saudade! Choupos e ulmeiros, videiras e árvores de fruto, flores e ervas pobrezinhas, saudosas do sol que lhes dá vida, mas que também as queima e resseca, por vezes! Águas do rio, orvalho das flores e até a ligeira neblina dos baixios, saudosos do mesmo astro-rei, que os torna resplendentes, os purifica, os irisa, mas que, ao mesmo tempo, os evapora e os dispersa! Os muros alvinitentes e a voluptuosidade das quebradas, a recordarem, saudosos, os gritos fortes dos boieiros e carreiros, os cantares das cachopas, as tagarelices das crianças, características das fainas do dia, para os reproduzirem em ecos sonoros, entorpecidos na doce ilusão de falas naturais, que não possuem!
Saudade nos pomares, nos pinhais, dolentes, nos povoados tristes, nas ermidas altivas, a perfurar o céu! Um manto de luz mortiça... um manto de sons tristonhos... um manto de espíritos de fadas...
Na curva dum caminho entre-muros, encoberto com a sombra duma cerejeira graúda, um homem aparecera. Àquela hora, com os receios com que se movia, o olhar estranho que as coisas dirigia, dir-se-ia que tentava qualquer marosca ou temia qualquer perigo. Nem uma coisa nem outra.
Ao fundo do caminho, que era todo coberto de ramadas e orlado por olmos, amieiros e fruteiras, destacava-se, no seu aspecto de mancha cinzenta, do porpianho de granito antigo, uma casa de lavradores, comprida, de bastantes janelas, com currais e quintal anexos. À porta principal, larga, com almofadas já esfoladas do roçar dos eixos dos carros, que às vezes calhava, estava preso pela rédea a uma mó, já gasta, um cavalo branco.
Quando o espião (chamemos-lhe assim) se apercebeu dessa presença, estacou em frente da casa e o coração bateu-lhe com mais força. Não era um bater de crime, de rancor, de maldição: era um misto de paixão e ressentimento, de orgulho que não esquece e de sensibilidade que perdoa; era uma bater de saudade, naquela noite já tão infiltrada de saudosos fluidos!!!
E ali ficou colado ao muro velho, olhando o cavalo branco e a casa, sem perceber o que lá dentro se estaria a passar. No entanto, a sua agitação íntima crescia. Súbito, abre-se a porta e aparece no vão a figura dum homem novo, muito alto, muito forte, bem trajado, que ajeitou o chapéu e se curvou sobre os joelhos para enfiar as esporas nas botas grossas. Neste homem hercúleo, logo o espião reconheceu o médico, o doutor Casimiro Teixeira. Tendo um pressentimento horrível, adiantou-se com passos lentos e disse, sossegando o clínico:
- Muito boa noite, senhor doutor Casimiro! Não me fazia agora aqui, pois não? Realmente, nem eu supunha, há dias, que tão depressa regressaria.
- Quem és tu? - perguntou o médico, pondo-se a jeito com as sombras da ramada para reconhecer o interpelador.
- Ai, tu és o Maximino? Então já te passaram os vapores? Eu bem sei por que andas a rondar esta casa, rapaz! Mas olha que se tens raiva à Amélia, desfá-la quanto antes, para depois não teres remorsos. Olha que ela está mais para morrer que para viver!"
O resto da história pode ser lida no livro O Homem da Terra, da autoria de Luís Cabral Adão, publicado em 1986.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 4/15/2012 07:16:00 AM
sábado, 14 de abril de 2012
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Vilarinho da Castanheira

Festa de Nossa Senhora da Assunção, em Vilarinho da Castanheira.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 4/14/2012 11:00:00 AM
[À Descoberta de Vila Flor] Artefactos
Uma espécie de "museu" particular, em Candoso.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 4/14/2012 07:10:00 AM
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 4/14/2012 07:10:00 AM
sexta-feira, 13 de abril de 2012
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Senhora da Ribeira
O Rio Douro, na Senhora da Ribeira, Seixo de Ansiães.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 4/13/2012 10:41:00 AM
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 4/13/2012 10:41:00 AM
[À Descoberta de Vila Flor] Amanhecer
Um amanhecer em Vila Flor, dedicado à Transmontana, que sempre visita o blogue aos primeiros raios de luz.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 4/13/2012 06:24:00 AM
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 4/13/2012 06:24:00 AM
quinta-feira, 12 de abril de 2012
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Laranjas
Laranjas, em Ribalonga.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 4/12/2012 10:45:00 AM
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 4/12/2012 10:45:00 AM
[À Descoberta de Vila Flor] Rebanho
Rebanho de ovelhas, próximo de Lodões.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 4/12/2012 06:42:00 AM
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 4/12/2012 06:42:00 AM
quarta-feira, 11 de abril de 2012
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Pinhal do Norte 3
Cristo crucificado na igreja matriz de Pinhal do Norte.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 4/11/2012 10:43:00 AM
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 4/11/2012 10:43:00 AM
[À Descoberta de Vila Flor] Vila Flor - Av Marechal Carmona
Aspeto pouco habitual da Av. Marechal Carmona, em Vila Flor. A avenida esteve em obras mas já foi reaberta ao trânsito de cara lavada. O estacionamento continua algo desordenado!
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 4/11/2012 07:25:00 AM
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 4/11/2012 07:25:00 AM
terça-feira, 10 de abril de 2012
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Visita Pascal
Visita Pascal, na segunda-feira de Páscoa, em Coleja e na Quinta da Senhora da Ribeira.
9 de Abril de 2012.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 4/10/2012 11:30:00 AM
9 de Abril de 2012.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 4/10/2012 11:30:00 AM
[À Descoberta de Vila Flor] Equilíbrios difíceis
A Natureza encontra sempre um equilíbrio (quando o Homem não está por perto).
Uma das muitas curiosidades naturais que existem no termo de Samões.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 4/10/2012 07:30:00 AM
Uma das muitas curiosidades naturais que existem no termo de Samões.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 4/10/2012 07:30:00 AM
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