domingo, 22 de abril de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Quadros de Abril (I)

Um curto passeio pela serra, ao fim da tarde de Sábado, permitiu captar mais alguns quadros de paisagens características desta época do ano.



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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 4/22/2012 06:50:00 AM

quinta-feira, 19 de abril de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Ascensão duas faces

Esta obra de arte do é da autoria de Ângelo de Sousa (Moçambique) e integra o Museu Internacional de Arte Contemporânea ao Ar Livre de Carrazeda de Ansiães. Está situada junto ao Mercado Municipal.
A obra dá a ideia de um equilíbrio precário e é isso que acontece! Desde já há bastante tempo que sofreu uma inclinação e ameaça tombar.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 4/19/2012 10:28:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Aqui há javali!

Em tantas caminhadas realizadas, nunca aconteceu um encontro com um javali, mas os sinais da sua presença são inequívocos na maior parte do território do concelho. O local fotografado está bem próximo da Vila e quase jurava que "os bichos" vêm aqui todas a noites tomar banhos de lama.
Os encontros com coelhos, perdizes e raposas (e até doninhas) são frequentes.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 4/19/2012 06:38:00 AM

[A Linha é Tua] O que diz a comunicação social - Abr2012

 Outras notícias

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Publicada por Anibal G. em A Linha é Tua a 4/19/2012 01:27:00 AM

quarta-feira, 18 de abril de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Lavandeira (II)

Vista parcial da aldeia da Lavandeira, concelho de Carrazeda de Ansiães.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 4/18/2012 03:29:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] Dia Internacional dos Monumentos e Sítios - 18 de Abril

No dia 18 de Abril comemora-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Criado pelo Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios, em 1982, e aprovado no ano seguinte pela UNESCO, este dia pretende sensibilizar o público para a diversidade e vulnerabilidade do património e para o esforço envolvido e desenvolvido na sua proteção.
Este ano o tema é "Do Património Mundial ao Património Local: proteger e gerir a mudança".
Assinalando o 40º aniversário da Convenção do Património Mundial da UNESCO – a partir da qual se instituiu a lista do Património Mundial – o tema deste ano pretende chamar a atenção para o complexo desafio que hoje se coloca à proteção e gestão do património, numa época de marcada globalização económica e cultural, de profundas transformações sociais e de mudança de paradigmas.
Parece-me que o património ainda não tem a importância que merece e, quando há dificuldades, as questões do património e da cultura tendem a ser relegadas para segundo plano, mas talvez tenham sido este tipo de procedimentos que ajudam a que tenhamos este ano um dos piores resultados económicos do mundo!
A zona antiga de Vila Flor é uma boa amostra do património que é necessário recuperar e preservar. Por isso, se não puder apreciar outro sítios e/ou monumentos, dê um passeio pela zona antiga da vila, livre de obras.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 4/18/2012 07:13:00 AM

terça-feira, 17 de abril de 2012

[A Linha é Tua] Figuras públicas assinam Manifesto pelo Tua

Um conjunto de figuras públicas, das mais diversas áreas - professores universitários, profissionais da cultura, dirigentes associativos, políticos, jornalistas, empresários e dirigentes políticos - já assinaram o Manifesto pelo Tua, mais uma iniciativa de um conjunto de organizações não governamentais em defesa do Vale do Tua.

Aproveitando o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que se celebra esta quarta-feira, Geota, Quercus, LPN, SPEA e GAIA redigiram um documento que, sucintamente, apresenta sete razões pelas quais a construção da Barragem de Foz Tua deve ser parada. De acordo com o Manifesto do Tua, divulgado esta terça-feira à comunicação social, a Barragem de Foz Tua "não cumpre os objetivos, não é necessária, é cara, há alternativas melhores, é um atentado cultural ambiental, cultural e social".

Entre os signatários, que "defendem a paragem imediata das obras antes que sejam cometidos danos irreparáveis sobre um património de inestimável valor social, ecológico e económico", estão Viriato Soromenho Marques, Rui Reininho, Ana Benavente, António Carmona Rodrigues, Duarte Pio, Gonçalo Ribeiro Telles, Francisco Louçã e Macário Correia.

Alguns dos subscritores vão marcar presença no encontro sobre património, organizado pelo IGESPAR, na quarta-feira, no Museu Nacional de Etnologia, que contará com a presença do secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, para questionarem o responsável governamental sobre esta questão.

A Barragem de Foz Tua, incluída no Plano Nacional de Barragens e concessionada à EDP, tem sido alvo de contestação de organizações não governamentais pelas consequências "irreparáveis" que trará ao Vale do Tua. A submersão de um troço da Linha do Tua e a sua localização na Paisagem Cultural do Alto Douro Vinhateiro, classificada como Património da Humanidade pela UNESCO, são dois dos aspetos negativos apontados, aos quais se junta a destruição do ecossistema do vale.

por Marina Marques
Fonte: DN 

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Publicada por Anibal G. em A Linha é Tua a 4/17/2012 11:52:00 PM

[Clube de Ciclismo de Vila Flor - BTT] VI Rota da Liberdade - 15 de Abril

O Clube de Ciclismo de Vila Flor (CCVF) realizou no dia 15 de Abril a 6.ª edição da Rota da Liberdade em BTT, depois de um ano de interregno. A prova contou com a presença de 73 participantes da modalidade e 9 pessoas que fizeram um interessante percurso pedestre. A meia-maratona recebeu a preferência da maioria dos participantes.
A prova teve início no complexo do Peneireiro, junto às piscinas municipais e Estádio Municipal, e percorreu alguns dos caminhos e trilhos mais bonitos do concelho, sem descurar a exigência física e técnica. O percurso desenvolveu-se pelo termo das freguesias de Vila Flor, Seixo de Manhoses, Valtorno, Candoso, Carvalho de Egas e Samões, decorrendo entre os 450 e os 750 metros de altitude. Os caminhos tradicionais fizeram as delícias dos praticantes das duas rodas, com destaque para o single track do ribeiro dos moinhos em Valtorno.
A maratona foi ganha por Leonardo Lico, da aacr-bikemania; a meia maratona por Diogo Tomé, da CC Torre Dona Chama-Rodas de Fogo e a mini maratona por Leando Silva.  
O passeio pedestre visitou a aldeia abandonada do Gavião, local também incluído no percurso traçado para as duas rodas.
O reforço foi servido na Junta de Freguesia de Valtorno e o almoço no edifício do Turismo de Vila Flor.
A direção do CCVF ficou satisfeita com a forma como decorreu a prova, mas gostava de ter tido um maior número de participantes. O ano de interregno foi justificado pelo trabalho que dá organizar um evento do género, onde todo o trabalho é voluntariado, não podendo prejudicar a vida familiar e profissional dos envolvidos. "O importante não é fazer todos os anos, mas fazer bem" diz Nuno Palmeirão, presidente da direção. A crise em que o país se encontra mergulhado também não facilita as coisas, sendo cada vez mais difícil conseguir os apoios necessários das entidades e comércio local. No entanto, há um bom leque de patrocinadores que continua a apoiar a prova.
A 7.ª edição ainda não tem data marcada, nem foi equacionada pela direção. Está dependente de um conjunto de fatores que podem fazer com que ela se realize já em 2013, ou então, em 2014. Até lá, o CCVF vai continuar a proporcionar aos seus sócios a prática do ciclismo e a realizar eventos, mas de menores dimensões.
Aníbal Gonçalves


Apoios:
Câmara Municipal de Vila Flor - Junta de Freguesia de Vila Flor - Junta de Freguesia de Valtorno

Colaboração:

ACB - UVP - Instituto do Desporto de Portugal - Santa Casa da Misericórdia de Vila Flor - BV de Vila Flor - GNR de Vila Flor

Patrocinadores:
Nostri- Engenheira Informática - Barros - Seguros e Banca - Compal / Sumol - Ecomarche de Vila Flor - Cooperativa Agrícola dos Olivicultores de Vila Flor e Ansiães - Mini Preço de Vila Flor - Vinho Holminhos - 1000 Odisseias – Actividades de Lazer, lda - CreativeMoto Bike - DiBiNorte.


Com o maior apoio de todos - os sócios - que sempre que o clube precisa marcam presença e colaboram das mais variadas formas.


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Publicada por Anibal G. em Clube de Ciclismo de Vila Flor - BTT a 4/17/2012 08:49:00 PM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] À Descoberta de Zedes (2/3)

 Continuação de: À Descoberta de Zedes (1/3)
 A poucos metros de distância da escola está a capela de S. Roque. A original, de 1611, foi ficando ao abandono até que não foi possível a sua recuperação. Nos finais do séc. XX foi desmantelada e reconstruida, perdendo a sua orientação original (virada para Poente), mas ganhando um novo enquadramento com a rua. O seu interior é muito sóbrio, sem qualquer altar. No séc. XVII existiu em Zedes a confraria de S. Roque. A veneração a este santo não terminou, a sua imagem encontra-se na igreja matriz e é uma das que integra as procissões nas grandes festas da aldeia.
No levantamento feito em 1758 o vigário Cosme Xavier descrevia Zedes assim: "A Paróquia está na borda de um prado que está cercado das casas do mesmo povo e fora destas tem mais duas ruas, uma a que chamam o cima da Chã, onde está também a capela de Santa Margarida e outra a que chamam do Galego, que tem no final uma capela da evocação de S. Roque".
Deixando a capela de S. Roque entra-se na rua da Carreira, antiga rua do Galego. É uma das ruas mais antigas da aldeia, mas onde já não mora ninguém. Um pouco mais à frente encontra-se com a rua do Loureiro, guardada há décadas por um loureiro que deu nome à rua e sabor a muitos pratos que se confecionam na aldeia. Não muito distante, numa canelha que já deve ter sido um dos principais acessos à terra, está escondida uma centenária fonte, a fonte do Galego. Era uma estrutura muito grande, abaixo do nível do solo, coberta por lajes em granito. Oferecia algum perigo e, nos últimos tempos em que esteve à mostra, era local de despejo de lixo. Há muito que a Junta de Freguesia decidiu tapá-la canalizando a água para os tanques públicos, um pouco mais abaixo.
A rua do Loureiro conduz a um lugar conhecido pela designação de Cano! Não sei se a designação se deve à existência no local de uma fonte (que deve ter sido em tempos um simples cano). Esta água vem de um nascente num terreno mais acima, não sendo da rede pública. Existe no Cano, saliente na parede, um rosto talhado em granito. Tal como noutras freguesias, este rosto personifica a aldeia, sendo conhecido como o "Zedes". Ouvi, em tempos, contar a história de que aldeia teria cinco entradas, cada uma com uma porta, que se fecharia durante a noite. Isto levar-nos-ia a pensar numa aldeia fechada, dentro de uma espécie de muro, o que me parece difícil dada a configuração das ruas, com braços que se estendem em diversas direções. Esta ideia foi passando de geração em geração, embora tenha pouco fundamento. A verdade é que existiam três destas "caras", em três locais diferentes da aldeia. Duas ainda existem, a uma terceira, que se na rua da Oliveira, perdeu-se-lhe o rasto há relativamente pouco tempo. Eu cheguei a vê-la.
Continuando pela rua de Santa Margarida chega-se a um pequeno largo com uma bonita capela, de Santa Margarida. A capela é conhecida por este nome, mas o largo é mais conhecido por Cimo da Aldeia prenunciando-se Cima-D'Aldeia. Neste local há também um fontanário (e existiu, em tempos um comércio). A capela é pequena, mas é possível que tenha sido matriz. Nas traseiras da capela há dois blocos em pedra que foram retirados da frente da mesma. Estes blocos podem ter uma simbologia pagã, com ligação a alguma crença ou prática.
Há uma tradição muito antiga ligada ao culto de Santa Margarida. Quando se aproximava o momento de determinada mulher dar à luz, um familiar seu subia ao telhado da capela e virava uma telha ao contrário. Este simples gesto faria com que o parto corresse bem, com a ajuda da Santa venerada.
O interior da capela está limpo e o telhado foi refeito para impedir a infiltração de água. No entanto, a recuperação do altar nunca foi feita. Não tem qualquer amostra de tinta, percebendo-se de que deve ter sido um elegante altar em talha dourada. O elemento que mais me cativa na capela é a torre sineira, com elementos em relevo que fazem lembrar espíritos que voam.
Continuando para norte afastar-nos-íamos do centro da aldeia, em direção ao bairro do Carvalho ou à rua do Vale que dão depois acesso a Pereiros e Areias. O melhor é voltar para trás e descer à Portela.
Continua em: À Descoberta de Zedes (3/3)

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 4/17/2012 10:56:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Pontos Altos - Introdução

 Estou prestes a terminar o conjunto de caminhadas a que chamei Peregrinações. Foram algumas dezenas, distribuídas pelos quatro cantos do concelho. Mas, como parar é morrer, já penso em algo que me motive a não ficar parado.
Penha do Abutre (567 m de altitude)
Como resultado do contacto com a natureza,  aumentou a profunda admiração que sinto pelos espaços abertos que se avistam de muitos dos caminhos, cada vez menos percorridos e que se espalham pelos sítios mais recônditos e improváveis do termo.
O próximo conjunto de caminhadas vai chamar-se Pontos Altos. Não se trata de nenhuma modalidade de bordado, mas sim de marcos geodésicos, também conhecidos por talefes ou pinocros. A ideia não é nova, como o prova o mapa que comecei a compor já em 2007.
Faro (822 m de altitude)
Ao longo dos anos tenho percorrido a maior parte destes pontos e tenho mostrado o concelho a partir da maior altitude possível, mas não o tenho feito de forma organizada nem tendo-os como objetivo final da caminhada. Há mais alguns além dos representados e é possível que outros se tenham perdido, à medida que foram ficando esquecidos pelos serviços de cartografia que os utilizavam. Será um reviver as emoções. O peito enche-se de ar e o olhar perde-se até à linha do horizonte mais longínquo. tão longínquo que pode ultrapassar as fronteiras do distrito e até do país.
Mapa que comecei a construir em 2007 com os marcos geodésicos
que conhecia na altura.
Vou chamar-lhe Pontos Altos porque, para além de serem os pontos de maior altitude em termos geográficos, proporcionam também experiência únicas, físicas e emocionais. Desde criança que estes talefes despertaram a minha atenção e, sempre que subi ao alto da Senhora da Graça (freguesia de Carrazeda de Ansiães) me senti mais leve, não sei se pela proximidade com os deuses, se pela vontade de me lançar no espaço, de braços abertos e concretizar o sonho que muitas vezes tinha: voar. Agora sei que voar é impossível, mas só com o corpo.
Não há nenhum marco geodésico aqui.
Fonte do Seixo (684m de altitude)
Fazer estes percursos vai ser uma oportunidade para captar novas imagens das paisagens do concelho de Vila Flor, conhecer melhor a flora e a fauna e, quem sabe, encontrar amigos que também sentem que há melhores alternativas do que o sofá e a televisão, ou a mesa do café. Não é só o balsamo para o espírito que me move, é também o bem estar físico. A vida sedentária que levamos a par do prazer de saborear a boa comida que se faz em Trás-dos-Montes precisa de exercício físico para manter o equílibrio, sob pena da saúde ficar em risco.
Pendão (737 m de altitude)
Está, portanto, marcado o encontro. Os Pontos Altos vão ser uma presença assídua no Blogue, retratando uma caminhada, mostrando a paisagem, a vida que se encontra pelo caminho, sempre numa atitude de Descoberta.

Notas: Não deixa de ser curioso, agora que a possível junção das freguesias começa a estar na ordem do dia verificar que os limites oficiais das freguesias não são bem como pensamos.Eis alguns exemplos, segundo o IGP (Instituto Geográfico de Português): o santuário de Santa Cecília está situado em território de Valtorno!; Algumas casas de Carvalhos de Egas pertencem à freguesia de Valtorno!; O termo de Vale Frechoso e Roios estende-se até à Ribeira da Fragada (perto da Quinta da Veiguinha); a Zona Industrial de Vila Flor pertence a Samões!; o termo de Vilarinho das Azenhas incluiu todo o Faro, Cabeço de S. Cristóvão e algumas casas de Meireles!a freguesia de Vila Flor prolonga-se quase até à discoteca Vício da Noite (Quinta da Terrincha)!. Estarão estes dados errados?!

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 4/17/2012 07:23:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Rota dos 7 Amedos - 6 de Maio

Prova de BTT levada a cabo pela Associação Recreativa Desportiva e Cultural de Amedo, no dia 6 de Maio de 2012.
Participa!

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 4/17/2012 12:46:00 AM

segunda-feira, 16 de abril de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] À Descoberta de Zedes (1/3)

Zedes é uma freguesia do concelho de Carrazeda de Ansiães que dista aproximadamente 6 quilómetros da sede de concelho. Situada nas terras mais altas do planalto, virada a sudeste, goza de uma boa exposição ao sol, estendendo-se em ruas compridas com povoamento mais disperso do que o normal, para a região em que nos encontramos. A aproximação à aldeia feita pela estrada que liga Carrazeda de Ansiães a Zedes permite, no lugar do Barreiro, apreciar uma paisagem das mais bonitas que existem no concelho. Trata-se do vale da Cabreira, percorrido na sua zona mais profunda por uma ribeira que tem início perto da Sainça, freguesia de Belver, e se estende por todo vale em direção a norte, fletindo depois para a esquerda e precipitando-se no rio Tua, já com um caudal considerável.
A este vale estão ligadas algumas das lendas que sobreviveram ao tempo, contadas de boca em boca, no calor das fogueiras de inverno. Num cabeço granítico que se destaca quase no início do vale há um buraco enorme, onde existe um tesouro. Esse tesouro é guardado por um touro medonho que lança longos mugidos e espuma pela boca, causando pavor a quem tem a infelicidade de ter que por ali passar ou se aventura atrás do tesouro. É junto deste cabeço (conhecido como Pé-de-Cabrito) que passa a linha divisória que separava o termo do antigo concelho de Freixiel (território doado aos Hospitalários, no séc. XII) e do de Ansiães, ligado ao antiquíssimo castelo de Ansiães.
Ao longo de crista da montanha, acompanhando a estrada que segue para Folgares, durante alguns quilómetros é possível encontrar um bom conjunto de marcações com cruzes gravadas nas rochas graníticas, umas da Ordem de Malta e outras não.
Mesmo antes de se chegar à aldeia é possível encontrar o mais antigo e significativo monumento de Zedes, trata-se da anta, ou dólmen, localmente conhecido como Casa da Moura. Encontra-se devidamente sinalizado, a poucas centenas de metros da estrada, sendo possível chegar junto dele mesmo em carro ligeiro, ou então, fazendo um pequeno passeio a pé, enquanto se admira a aldeia, ao longe, sobre um extenso pomar de macieiras, uma das maiores riquezas locais.
A Casa da Moura mantém-se em bom estado de conservação, apesar de muito pouco ter sido feito para a sua preservação. Ao longo dos anos foi servindo como local para guardar alfaias, de refúgio da chuva onde se podia acender uma fogueira e esperar que a intempérie passasse. Esta ausência de proteção puseram-na por várias vezes em risco, e disso deu conta o Abade de Baçal nas suas andanças. Mas sobreviveu ao tempo e, pelo menos agora, a agricultura em redor deixou de ser um problema, mas a falta de classificação mantêm-se. Apesar de não ser o único dólmen sobrevivente do concelho, tendo que dividir a atenção com a enorme Anta de Vilarinho da Castanheira, o monumento megalítico de Zedes tem umas linhas e uma implantação no terreno que lhe conferem uma beleza ímpar. Já circulou em selo dos correios e foi vendida como postal ilustrado, mas são muitos os que se deslocam a Zedes só para a poderem ver ao vivo. Consta de uma câmara poligonal e um corredor orientado a nascente. Estrutura-se em oito esteios imbricados, incluindo a pedra de cabeceira e a respetiva tampa do monumento funerário. Em vários dos seus esteios distinguem-se ainda vestígios de motivos pintados a ocre. A laje de cabeceira apresenta na face externa motivos gravados constituídos por sulcos e fossetes. A sua entrada virada a Este é marcada pela existência de um vestíbulo, constituído por duas lajes baixas.
A forte inclinação de alguns dos seus esteios motivou, em 1991, uma intervenção de consolidação estrutural.
Não muito distante desta anta é possível encontrar os esteios de outro monumento semelhante e não está afastada a possibilidade de terem existindo mais, constituindo uma necrópole megalítica mais vasta.
Pouco antes de se encontrar a primeira casa da aldeia há, junto da estrada, um nicho dedicado a Nossa Senhora de Fátima e uma fonte em granito. Trata-se de estruturas novas (a fonte é mais recente) que vieram aumentar os pontos de interesse da aldeia.
Toda a rua do Emigrante é constituída por construções pouco antigas, fruto da segunda vaga de emigração, sina de muitos dos filhos da terra. Nos anos 60 os destinos foram a França, Canadá, Angola e Alemanha; hoje os destinos mudaram, mas a necessidade de partir continua a ser forte levando Zedenses principalmente para a Suíça e Luxemburgo.
A escola primária e o seu espaçoso recreio, são uma amostra da vida que a terra já teve, quando as crianças corriam em volta das amendoeiras em flor, ou dançavam em jogos de roda. Está encerrada há vários anos, apenas se abrindo a porta em esporádicos momentos eleitorais.

Continua em:  À Descoberta de Zedes (2/3)

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 4/16/2012 10:50:00 AM