quarta-feira, 9 de maio de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Retratos de Vila Flor - VIII Santa Comba da Vilariça

Parte da chaminé da Casa dos Ochoas
 SITUAÇÃO: A 13 Km. de Vila Flor, à beira da estrada Ponte da  Junqueira - Macedo - Bragança.

ECONOMIA E PROGRESSO: Vive-se da agricultura e do comércio. Produção principal - o azeite (7000 almudes anuais e por média), cinco lagares em funcionamento. Muitíssima cortiça (4000 arrobas). Muito vinho, abundante fruta (laranja, figo, pêssego, etc.). Posto de correios com toda a espécie de operações realizáveis. Telefone, electricidade (Passa de cem o número de instalações particulares), água em abundância, se bem que mal canalizada.

 EDUCAÇÃO: Seis centenas de pessoas ali vivem, já sangradas pela emigração. Ciclo complementar. Instrução Primária garantida.

RELIGIÃO: Cristã, católica. Digno de admiração é o Santo Cristo, cruzeiro famoso, de origem romana. Igreja velhinha, estilo renascentista.

ACESSOS: Maus. As artérias precisam de renovação. A estrada camarária que liga para o Cachão, por Vale Frechoso, é má no piso, nas curvas e nos desfiladeiros agrestes. Pela sua utilidade, merece arranjo conveniente. A estrada do povoado podia estar com outra apresentação.

URGÊNCIA: Saneamento, ruas melhores, estrada arranjada e concessão de transportes, já pedidos há tanto tempo!.
Igreja Matriz de Santa Comba da Vilariça

N. FONSECA*
Texto publicado no Mensageiro de Bragança, a 26-03-1971

*José do Nascimento Fonseca nasceu no Nabo, a 22-12-1940.



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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/09/2012 08:30:00 AM

terça-feira, 8 de maio de 2012

[À Descoberta de Miranda do Douro] 250 anos Castelo de Miranda do Douro

O CASTELO DE MIRANDA NO TRÁGICO DIA 8 DE MAIO DE 1762
250 Anos de História
Uma fortaleza se ergueu, em Miranda do Douro, sobranceira ao rio Fresno, por ordem do grande Rei Dom Dinis, na década de 1290. A fortaleza resistiu às invasões castelhanas, durante as guerras do tempo de Dom Fernando I. A obra da torre de menagem é do tempo de João I, como prémio e distinção à vila de Miranda, por esta praça e sua gente ter levantado a voz em seu favor, ainda com o Mestre de Avis. Em 1641 Dom João IV mandou fortificar ainda mais o castelo e as muralhas do lado oriental.
A fortaleza resistiu à invasão castelhana de 1711 e aguentou, mais cinquenta e um anos, até que, no dia 8 de Maio De 1762, uma bomba lançada do exterior fez rebentar as cerca de mil e quinhentas arrobas de pólvora armazenadas no paiol e lançou por terra a torre de menagem e uma parte da cerca do castelo.
Faz, no próximo dia oito deste mês de Maio, duzentos e cinquenta anos que aconteceu esta tragédia que deixou Miranda cheia de sangue e lágrimas com todas as consequências sociais, económicas e religiosas que advieram para os que ficaram não só na cidade mas também na região e às quais faremos a mais exaustiva referência, logo que possível. Lembraremos aqueles "que por obras valorosas se vão da lei da morte libertando"(Camões ).


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Publicada por Blogger em À Descoberta de Miranda do Douro a 5/08/2012 04:39:00 PM

[A Linha é Tua] 2012-05-07 Reporter TVI - Facturas de Betão



Portugal vai fazer 9 barragens novas, que vão gastar mais electricidade do que produzir. Quem vai pagar são os consumidores, nas facturas. Saiba porque a electricidade é tão cara, no Repórter TVI. «Facturas de Betão» é uma Grande Reportagem do jornalista Carlos Enes, com imagem de Carlos Carvalho e montagem de Miguel Freitas.

Este vídeo encontra-se alojado no Youtube, mas é possível vê-lo com bastante qualidade (não sei até quando)no próprio sítio web de TVI24 AQUI

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Publicada por Blogger em A Linha é Tua a 5/08/2012 04:27:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] Uma catedra na montanha

Contemplado no sentido da linha de cumeada, ou cá de baixo das cercanias do cemitério, é que se compreende o motivo por que lhe chamam o "Frade": perfeitamente se distingue um enorme capuz monástico, de pedra contorcida e chamuscada pelo incêndio dos séculos, um pouco afastado do fraguedo principal onde existia, e penso que ainda existe, de difícil acesso e meio dissimulada por giestas e carquejas, uma gruta capaz de abrigar das intempéries, à vontade, três ou quatro pessoas.
Ganhou o rochedo, por via da fradesca similitude, significado mítico. Conta-se que, em invernoso entardecer, medievo monge ali se radicou a fim de sarar, com as compressas e ungüentos naturais da solidão da serra, as feridas abertas na alma pelo diamante de um amor impossível. Como nem ambiente e renúncia lhe houvessem aquietado a lancinância da paixão, o contristado religioso desapareceu na espessura verde da serrania, tendo deixado o hábito a simular a sua presença, que ainda hoje pode ver-se, mas transformado nas sinuosidades de um barroco.
Não tem esta evocação por objecto reconstituir as passadas imémores do frade rendido a poderoso enlevamento. Vamos esquecê-lo. O meu intento, hoje, é bem mais desambicioso: apenas recordar, cinco décadas volvidas, a caverna do rochedo que se transformou, por tardes de nevoeiro pingoso, em escola de história e literatura...
A coisa passou-se assim. Eu, o Guilhermino Mesquita (há meses, infaustamente, para sempre desaparecido) e o José Augusto tínhamos ficado pela 4.ª classe. Aprendíamos ofícios sem grandeza. Imposições da ordem iníqua estabelecida. Havia que respeitá-Ia. O repasto do saber não era para a totalidade dos indivíduos, apenas para os que podiam pagar o exorbitante bilhete de ingresso. Cinco ou seis privilegiados tinham ido estudar para Bragança, Porto, Coimbra... Quando vinham a férias, presunçosos, esmurravam a nossa ignorância com a autoridade dos seus conhecimentos... E nós, perplexos, aparávamos-lhes os golpes com o vulnerável elmo da impotência, uma vez que não podíamos dar-lhes troco adequado.
Um dia, com o piedoso sentimento de quem se sagra cavaleiro, à luz de um poente de Outono, proclamáramos bem alto, até à contorção das agulhas dos pinheiros, o clamor do nosso protesto: doravante iríamos conquistar, pelo nosso esforço, algo do que os outros iam aprender, longe, à custa da capacidade económica dos pais.
Juntámos, tostão a tostão, os trinta escudos - uma fortuna! - indispensáveis para mandar vir de Lisboa o Compêndio de História Universal, por António Mattoso, então adoptado nos liceus. Eu contribuí, de imediato, com "A Chave de Os Lusíadas" que o Pim me havia oferecido, onde cada estância do poema era claramente interpretada, em notas de rodapé. E lá íamos, serra acima, todos os domingos, chovesse ou ventasse, para a gruta do "Frade", onde nos instalávamos e fazíamos o ponto do que aprendêramos durante a semana.
Alguns supostos eruditos da terra, vendo-nos com "Os Lusíadas" debaixo do braço, não perdoavam a sem-medida do atrevimento: "Melhor fora que lêsseis 'As Pupilas do Sr. Reitor' ou 'O Amor de Perdição'. Camões não é para os vossos dentes!"
Recebíamos a censura como um vexame, porque compreendíamos - e, sobretudo, sentíamos - o que lêramos. E vibrávamos não só com a epopeia, mas também com o musical arrebatamento da lírica. Sabíamos, até, alguns sonetos de cor.
Entretanto, ocorreu acontecimento cultural de inexcedível valor, na passividade da Vila: o emérito Raul Correia instituía uma biblioteca, de leitura domiciliária inteiramente gratuita. Que dia grande, esse, gravado a sol nas nossas almas!
Começámos, já não sei como nem por quê, por Stefan Zweig.Nada sabíamos do seu drama de humanista expatriado pela hediondez nazi, dos seus livros proibidos e incinerados na praça pública, do seu trágico fim, em Petrópolis, próximo do Rio de Janeiro. E o prestante escritor austríaco foi-nos conduzindo para outras esferas: Erasmo, Dickens, Dostoievsky, Tolstoi, Nietzsche... Quanto entusiasmo deposto na leitura de "Maria Antonieta", "Fernão de Magalhães", "O Mundo de Ontem"... Que pena não ter existido um gravador de som, nas paredes do "Frade". Só ele poderia testemunhar do nosso enlevo.
O certo é que, a partir de então, quando os estudantes vinham em gozo de férias, se não sabíamos as leis da Física, nem demonstrar teoremas ou balbuciar Inglês e Francês, como eles, falávamos-lhes dos livros que havíamos lido e dos quais nunca tinham ouvido falar! Era a hora alta do nosso desforço.
Pouco durou esta cátedra na montanha. Em 1950 partia para Lisboa, onde, finalmente, ia poder dar corpo ao sonho de uma vida - estudar!
Muitas vezes me veio à lembrança a aprendizagem na caverna que, ao contrário da de Platão, não era de sombras, mas de inextinguível esplendor, pois nela germinaram algumas ideias básicas acerca do que deve entender-se por Cultura, talvez engrandecidas pelo esvoaçar do espírito do confesso que, vítima de um amor impossível, ali deixou o hábito para sempre esquecido, ou para sempre lembrado na perpetuidade da pedra afeiçoada pelos ventos volúveis da montanha...

João de Sá, do livro Mãe-D'água - Ficções e Memórias, publicado em 2003 pela Câmara Municipal de Vila Flor.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/08/2012 07:30:00 AM

segunda-feira, 7 de maio de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Quinta da Senhora da Ribeira


A Quinta da Senhora da Ribeira é uma das mais belas propriedades do Douro e está situada 24 km a montante da Quinta do Bomfim, no remoto Douro Superior. A quinta possui uma localização privilegiada na margem norte, sobranceira a um extenso meandro do Douro, directamente oposta a outra famosa propriedade da Symington: a Quinta do Vesúvio.
A Quinta da Senhora da Ribeira foi construída junto a uma antiga passagem do rio, guardada por dois castelos do século XII, em cada lado do rio, construídos pelos Mouros durante a sua centenária ocupação da Península Ibérica. A quinta deve o nome a uma pequena capela centenária devotada à "Senhora da Ribeira" que existia no local. Os viajantes paravam aqui para rezar por uma passagem segura do rio antes de prosseguirem viagem.


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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 5/07/2012 07:30:00 AM

[A Linha é Tua] Grande Reportagem-Factura das Barragens - Carlos Enes


Portugal vai fazer 9 barragens novas, que vão gastar mais electricidade do que produzir.
Quem vai pagar são os consumidores, nas facturas. Saiba porque a electricidade é tão cara, no Repórter TVI. «Facturas de Betão» é uma Grande Reportagem do jornalista Carlos Enes, com imagem de Carlos Carvalho e montagem de Miguel Freitas.

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Publicada por Blogger em A Linha é Tua a 5/07/2012 06:30:00 AM

domingo, 6 de maio de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Vilas Boas - Comemoração dos 500 anos do foral

A freguesia de Vilas Boas, no concelho de Vila Flor, esteve hoje em festa. A 4 de maio de 1512 Vilas Boas afastou-se do concelho de Mirandela, a que pertencia, assumindo-se como sede de concelho. A autonomia foi instituída com a atribuição de uma carta de foral pelo rei, documento que definia as normas que regiam as relações dos seus habitantes entre si e destes com o rei, além de regular impostos, portagens, direitos de proteção e obrigações militares.
A festa dos 500 anos da atribuição do foral integrou um conjunto de atividades que levaram a esta antiga vila várias centenas de pessoas vindas dos mais variados pontos do concelho e arredores.
As cerimónias iniciaram-de com a a inauguração de uma estátua do rei D. Manuel I no largo da Lamela, foi este monarca que concedeu a Vilas Boas o seu foral, ficando a partir de hoje mais presente no quotidiano da aldeia. A estátua é em granito, num pedestal do mesmo material que ostenta um extrato da carta de foral com grafia atualizada. Este pequeno texto parece, nalguns parágrafos,  talhado à medida para os tempos que correm, nomeadamente ao que toca à cobrança de impostos que ultrapassasse o estabelecido no foral. Concordo completamente que as mesmas medidas fosse aplicadas aos políticos e agentes do estado de hoje.
Às quinze horas realizou-se um desfile medieval. Os figurantes eram muitos integrando o grupo profissional de teatro Filandorra, algumas escolas e grupos de teatro e habitantes de Vilas Floras devidamente trajados.
O Largo da Lamela transformou-se de repente num cenário medieval, com um mercado onde não faltava as artes e os produtos mais característicos da época.
Junto ao Pelourinho foi lida a carta de foral e representadas algumas cenas que levaram os presentas a darem enormes gargalhadas. Houve música da época (pelo grupo Al Medievo), dança e muito vinho, em copos alusivos em barro, com tinto tirado diretamente do tonel.
Às dezassete horas o grupo de teatro Filandorra apresentou o Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.
Pouco depois das dezoito horas chegou ao recinto Sua Excelência Reverendíssima D. José Cordeiro, Bispo da Diocese de Bragança - Miranda, que depois de uma visita à capela de S. Sebastião, também no Largo da Lamela, conduziu os crentes à igreja matriz onde presidiu à Eucaristia.
Às vinte horas as atenções voltaram-se de novo para o largo envolvente ao Pelourinho onde a animação continuou.
A ceia teve como pratos fortes sopa de pedra e carne assada, tudo regado com o bom vinho que se produz na aldeia. Houve saltimbancos, cuspidores de fogo e musica medieval a completar o ambiente que fez brilhar e fervilhar de vida o largo da Lamela.
Que não sejam necessários outros quinhentos anos para voltarmos a ver uma festa assim...

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/06/2012 11:06:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] Igreja da Misedicórdia de Vila Flor


O edifício original foi construído no século XVIII, mas depois de um desabamento, em 1882, foi reconstruida em 1883/1986. Apresenta uma planta longitudinal de nave única, com uma capela-mor retangular e com cobertura em telhado de duas águas na nave e três águas na capela-mor. No exterior, destaque para a torre sineira de coruchéu e para o portal em arco abatido.

Largo do Rossio, 05 de Maio de 2012.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/06/2012 07:30:00 AM

sexta-feira, 4 de maio de 2012

[À Descoberta de Miranda do Douro] It's An Old Portugese Custom (1934)

IT'S AN OLD PORTUGESE CUSTOM aka IT'S AN OLD PORTUGUESE CUSTOM



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Publicada por Blogger em À Descoberta de Miranda do Douro a 5/04/2012 04:03:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] Os cinzas da saudade

Na rua da Portela, em Vila Flor.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/04/2012 11:00:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Rostos transmontanos - Pombal

Um rosto conhecido de muitos de nós, da altura em que o sr António fazia a venda ambulante de pão, o famoso pão de Pombal de Ansiães.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 5/04/2012 10:00:00 AM

[À Descoberta de Torre de Moncorvo] Moncorvo é notícia - Mai12


Outras Notícias sobre Torre de Moncorvo

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Torre de Moncorvo a 5/04/2012 09:00:00 AM