quarta-feira, 16 de maio de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Trilho do Castelo - 13 de Maio (1.ªParte)

Interior da igreja de Santa Eufémia
No dia 13 de maio, domingo, mais de uma centena de caminheiros optaram por passar uns bons momentos ao ar livre participando no Percurso Pedestre organizado pela Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães, com o apoio das Juntas de Freguesia de Lavandeira e de Selores.
Adivinhar-se um percurso interessante, quer pela paisagem que se avista do castelo, quer pela visita a uma série de monumentos (além do castelo de Ansiães) muito interessantes e representativos no património construido do concelho.
Bandeira com Santa Eufémia
O grupo é assíduo, mantendo-se com pequenas variações desde a primeira caminha (esta foi a quarta). Gente de todas as idades, com constituição física e  interesses diversificados mas que gosta de fazer estes percursos pedestre e de participar nos convívios que a eles estão associados.
Pequeno almoço no Largo do Campo da Bola
O ponto de encontro foi no largo de Santa Eufémia, bem no centro de Lavandeira. O autocarro da autarquia transportou para o local mais de uma centena de participantes. Tal como como já disse, os interesses são diversificados mas uma visita à  bonita igreja matriz quase ninguém dispensou. Desde a minha última visita a Lavandeira, que não foi à muito tempo, notei a ausência dos leões junto à imagem de Santa Eufêmia. Soube que foram retirados para deles se fazer uma réplica, para serem colocados junto de outra imagem da Santa que existe na Casa dos Milagres. É curioso porque no último texto que escrevi para o jornal O Pombal, falei precisamente desses leões e do que eles significam.
Reza a lenda... que se ouvem os sinos da Sé de Braga
O interior da igreja (incluindo a sacristia) é digno de admiração. Os caixotões do teto contam muitas histórias e houvesse tempo para os admirar. Todos partiram em direção ao antigo campo da bola onde seria servido o pequeno almoço. O espaço é adequado, o tempo estava de feição e a Junta de Freguesia não se poupou a esforços para satisfazer o apetite de tanta gente, quer em quantidade quer em qualidade. Também não faltaram flores nas mesas.
Explicações sobre a história de Ansiães
Como novidades (para mim) neste percurso para o castelo refiro uma gravação numa rocha, a que chamaram "pegada de Nossa Senhora" e outra formação natural onde diziam que se "ouviam" os sinos da Sé de Braga. Esta história dos sinos suou-me a familiar e não fosse eu alertar os mais próximos de mim algum tinha caído na tentação de testar a audição. Achei interessante que tivessem assinalados estes pontos curiosos, mas não apreciei a aplicação de tinta spray nas rochas.
Aspeto do recinto dentro de primeira muralha
No pelotão da retaguarda lá consegui cegar ao castelo. A "multidão" já estaca acomodada para ouvir as explicações históricas sobre o monumento.
Nunca tinha visto o interior das muralhas tão limpo de vegetação. tal deve-se ao facto de estarem a decorrer obras de limpeza dos caminhos e  reconstrução de um torreão. Espero que os arqueólogos no terreno tenham os devidos cuidados para não destruírem. Estas pedras não são simples pedras são o esforço, história e possivelmente o sangue de uma região.
No Vértice Geodésico (810 metros de altitude)
Juntamente com um pequeno grupo de pessoas trocámos a visita ao interior da igreja de S. Salvador por uma subida ao ponto mais alto das muralhas. O dia estava luminoso e queria aproveitar a oportunidade de subir até ao Marco Geodésico no alto da muralha que assinala os 810 metros de altitude. Não me arrependi da opção.   Vale a pena subir ao topo do castelo para apreciar 360 graus de Carrazeda, desde a Vila, até ao pinocro de Fontelonga ou no sentido oposto, onde o planalto de desfaz ao encontrar  o leito do Douro.
Apetecia-me ficar por ali mais algum tempo, mas, entretanto, o grupo já se preparava para abandonar as muralhas, em direção a Marzagão.

Entrada no recinto muralhado pela Porta da Vila
Continua...

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 5/16/2012 08:00:00 AM

[A Linha é Tua] O que diz a comunicação social - Mai2012

 Outras notícias

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Publicada por Blogger em A Linha é Tua a 5/16/2012 12:05:00 AM

terça-feira, 15 de maio de 2012

[À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta] Passeio pedestre pela Calçada de Alpajares

Por montes e vales serpenteados pelo Douro, por caminhos marcados pela flora e paisagens moldadas pela Geologia, por recônditos arqueológicos e pré-históricos...
É este o cenário natural do VIIº Passeio Pedestre Caminhos do Douro, pela Calçada de Alpajares.
Um percurso guiado por especialistas em Geologia, Botânica e Arqueologia e acompanhado pelo som da gaita de foles e Burros de raça mirandesa. 
Venha, Descubra, Apaixone-se!

Dia 9 de Junho - Programa
08h30 Concentração  - Junto à Câmara Municipal
09h00 Saída de Freixo - Transporte até ao Penedo Durão
09h15   Mata-bicho - Miradouro do Penedo Durão
10h00   Início da Caminhada 
15h00   Almoço ao ar livre
- Castro de São Paulo

Percurso
Aproximadamente: 14 Km
Dificuldade: Média/Baixa

Inscrições
Menores de 6 anos: grátis
Dos 7 aos 12 anos: 5,00€
Maiores de 13 anos: 10,00€

Inscrições até ao dia 06/06/2012
As inscrições são limitadas

Para mais informações contacte:
Posto de Turismo
 00351 279 653 480
 postoturismo@cm-freixoespadacinta.pt

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta a 5/15/2012 09:27:00 PM

[A Linha é Tua] UNESCO quer mandar parar obras da barragem do Tua


Comité da UNESCO critica Portugal por não ter prestado informações sobre construção de barragens na altura do processo de candidatura do Douro Vinhateiro a património mundial. 

O "Público" escreve que parar imediatamente as obras de construção da barragem da Foz do Tua, solicitar uma missão conjunta de análise à situação da área de paisagem classificada do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial e remeter um relatório atualizado até ao final de janeiro próximo. Estas são as principais exigências que o Comité do Património Mundial da UNESCO se prepara para adotar na sua reunião de junho, relativamente ao caso da construção da barragem da EDP na foz deste afluente do rio Douro.

Além daquelas exigências, é também colocado em causa o comportamento das autoridades portuguesas ao longo de todo o processo, classificando a postura dos responsáveis portugueses como de certa deslealdade, por não terem prestado qualquer informação sobre os projetos de construção da barragem e autorizaram a sua construção numa altura em que a missão de análise que visitava o local não tinha sequer ainda iniciado o seu relatório.
 Quanto à parte decisória, a UNESCO quer "instar o Estado português a parar imediatamente todos os trabalhos de construção da barragem da Foz do Tua e toda a infraestrutura associada".

Fonte do texto: JN

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Publicada por Blogger em A Linha é Tua a 5/15/2012 02:20:00 PM

domingo, 13 de maio de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Peregrinações - Capelas de Vila Flor

Para terminar o conjunto, que já vai longo, de peregrinações pelos caminhos do concelho, faltava Vila Flor, a sede. As capelas são bastantes, mas quase todas muito próximas, afastando a possibilidade de uma verdadeira peregrinação. Mas, pensei no assunto e encontrei uma solução - porque não percorrer todas as capelas?
Escola e Capela de Santa Luzia
 No dia 5 de maio, desafiando a possibilidade de uma manhã de chuva, saímos à rua para fazer um percurso que levasse a todas as capelas possíveis de visitar, em Vila Flor. Partindo da Av. Marechal Carmona a primeira paragem foi na capela de Santa Luzia. Esta capela está quase sempre aberta e por isso é fácil de visitar. Não consigo entrar nela sem me lembrar das lamentações de alguns que não gostaram das profundas transformações que sofreu. Pode mesmo dizer-se que nada resta da construção original. Dizem que foi mesquita árabe e que substituiu a igreja matriz em determinados períodos em que esta esteve em ruínas (como em 1700 que a matriz ruiu). Ali foram sepultados pobres e pessoas de fora.
No início do séc. XX a capela fazia companhia a uma escola do sexo masculino do tipo Conde Ferreira. Foi demolida em 1954 para dar lugar à construção existente atualmente. A nova capela deve ter sido inaugurada em em 1957.
Praça da República e Ermida do Senhor Santo Cristo da Agonia
Alguns dezenas de metros mais abaixo, já na Praça da República, fica a Ermida do Senhor Santo Cristo da Agonia. Não sei quando foi construída, mas aparece nas primeiras fotografias que existem da praça. Eu relaciono a designação de ermida com a existência de um ermitão, mas, não é obrigatório que assim seja. As ermidas são pequenos templos, a maior parte das vezes localizados fora das povoações. Talvez já ali estivesse quando Vila Flor tinha muralha, estando este templo situado no exterior. Foi restaurada em 1995.
Altar da capela de Nossa Senhora da Piedade  (Igreja Matriz)
Em direção à Igreja da Misericórdia não podia faltar uma visita à Igreja Mariz. Esta designação - matriz - tem normalmente o significado de principal, mas também pode ser mãe, aquela onde se encontrava o Santíssimo. Na Matriz de Vila Flor o Santíssimo  não se encontra no sacrário do altar-mor mas sim numa capela lateral, a capela de Nossa Senhora da Piedade. Nela foram sepultados alguns dos donatários de Vila Flor com destaque para a família dos Condes de Sampaio.
Descendo ao Rossio, largo que já foi dos mais pitorescos que uma aldeia transmontana pode ter, mas que agora é um espaço arranjado e bonito, destaca-se a Igreja da Misericórdia, elegante, antiga. Substituiu a Igreja Matriz em vários períodos das história da vila. Ao lado existiu o primeiro hospital de Vila Flor. Este largo é um dos espaços encantados da vila, onde vale a pena passar algum tempo em dias de calmaria.
Interior da Igreja da Misericórdia
Esta igreja está muitas vezes fechada, mas aqui se celebram missas com regularidade ou se fazem exéquias fúnebres dos irmãos da Santa Casa da Misericórdia de Vila Flor, uma instituição com muita história e com grande património e obra em Vila Flor.
Antiga capela de Nossa Senhora do Bom Sucesso
 Nas traseira desta igreja está o que resta de uma antiga capela. Nunca lá entrei e tem aspeto de total abandono. Pelo que consegui apurar pertenceria à Casa dos Lemos, construida no Séc. XVII pelo Dr. João de Seixas Caldeira da Fonseca e Lemos. Seria da evocação de Nossa Senhora do Bom Sucesso.
Capela de S. José
Metemos pera Rua de S. José ao encontro da Rua da Portela de onde muita vezes se passeia o cheirinho a pão acabado de fazer. Na esquina das duas ruas há uma pequena capela desconhecida por muitos. Eu próprio demorei algum tempo até reparar nela. É muito humilde e, talvez por isso, não desperta cobiças e está quase sempre de porta aberta. É um espaço de oração e de vida, mesmo biológica porque as plantas preenchem muito do pequeno espaço. A imagem em destaque é a de S. José, que empresta o seu nome à capela, mas há imagens de Cristo Crucificado, Santa Filomena, etc. Em 1661 é referenciada uma capela de S. José em Vila Flor mas é impossível ser esta.
Capela de S. Sebastião
O percurso continuou pela Rua da Portela, onde o passado se encontra com o presente num grande choque de construções urbanas na Rua Dr. Monteiro.
Já à saída de Vila Flor, no final da rua de S. Sebastião encontrámos uma das mais antigas capelas da vila, construida no séc. XVI, por promessa de D. Manuel I. Trata-se da capela de S. Sebastião que foi reconstruida no séc. XIX.
Capela da Senhora da Veiga
O percurso seguiu pela estrada de Roios, admirando a quantidade de flores que salpicam os campos (há por aqui muito linho selvagem!) e pensando o que terá acontecido a outras capelas que aparecem referenciadas como a capela de S. Martinho (1569).
A paragem seguinte aconteceu no cemitério da Vila Flor. Há tempos que andava com vontade de conhecer a capela da Senhora da Veiga, mas isso ainda não iria acontecer porque não conseguimos a chave. Em 1873 os enterros eram feitos no interior desta capela, no entanto, a criação dos cemitérios só veio a acontecer mais tarde, o que confirma a minha suspeição de que é anterior ao cemitério.
Capela de Senhora da Veiga
Esta capela tem alguma imponência. É barroca e esteve vinculada a um morgadio instituído por  Paulo Montes de Madureira. O brasão o frontispício é ilegível.
No cemitério fiz questão de procurar o jazigo do Dr. Cabral Adão, que tanto me comove com a sua escrita.
Regressámos à estrada, com poucos quilómetros percorridos mas quase com a manhã passada! Seguimos para as Portas do Sol onde existem umas alminhas de que falarei noutra altura. Depois das alminhas há um caminho que sobre à serra contornando a Quinta de S, Gonçalo. Subimos por ele e aproveitámos para ir à Fraga do Frade. Além da vistosa paisagem que se alcança, foi uma pequena homenagem ao Dr. João de Sá, que se referia a este lugar como uma das melhores recordações de infância e como rampa para o inatingível.
Capelinhas, ao por do sol.
 Atingimos o alto do monte conhecido como "Capelinhas". Trata-se de um conjunto de 9 capelas de diferentes períodos e tipos de construção. O arranjo do espaço, ajardinamento e parque infantil data do ano 2000.  A mais antiga das capela é dedicada a Santa Marinha, sendo em 1760 construída a capela da Senhora da Lapa e, entre os séculos XIX e XX, foi erguido o santuário. É sempre difícil dizer a qual os vilaforenses têm maior devoção, mas parece-me que a Senhora da Lapa acolhe as preces da maioria.
Santuário das "Capelinhas"
A capela de Nossa Senhora da Lapa está parcialmente construida debaixo de uma fraga (lapa) e a ela está ligada uma lenda, que já transcrevi aqui no blogue e que é sempre bom recordar.
A visita a cada uma das capelas que integram este santuário é uma vontade que já tenho há bastante tempo, para vai ser muito difícil de concretizar. Há muito tempo que não acontece aqui qualquer celebração e cada capelinha tem uma ou mais zeladoras.
Vegetação colorida de Maio
Junto à ermida de Nossa Senhora da Lapa terminámos o nosso percurso pelas capelas de Vila Flor. Foi um percurso curto (pouco mais de 7 km), mas cheio de locais de interesse, que apetecia Descobrir ao pormenor.
Com este percurso são dadas por concluídas as Peregrinações (por acaso hoje é 13 de Maio!). Farei um balanço logo que haja tempo e haverá que preparar outras caminhadas, mas agora com outro tipo de destinos.

GPSies - Capelas_VilaFlor

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/13/2012 07:30:00 AM

quarta-feira, 9 de maio de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Vilas Boas recria 500 anos de foral


No dia 6 de Maio, Vilas Boas esteve em grande. O motivo foi a comemoração dos 500 Anos da outorga da Carta de Foral pelo rei D.Manuel I.
Pelas 11 horas, teve lugar a inauguração de uma estátua de Manuel I, no largo da Lamela, estando presentes os executivos da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal, povo de Vilas Boas e Banda de Música de Vila Flor.
Pelas 14 horas teve inicio a preparação do Cortejo Medieval que partindo do adro da Igreja, com 250 figurantes, percorreu a rua da Cadeia, Largo dos Sotos e rumou à Lamela. De repente, o Largo da Lamela, ficou medieval, repleto de figurantes, profissões e produtos medievais.
Com largas centenas de pessoas a assistir, junto à estátua do rei, procedeu-se à leitura da Carta de Foral pelo arauto que em seguida a entregou ao homem-bom do novo Concelho de Vilas Boas que fez os agradecimentos e declarou aberta a festa.
De repente, os jovens de Vilas Boas brindaram os presentes com danças medievais, tendo proporcionado um momento de alta qualidade artística.
Depois vieram os julgamentos no pelourinho e a apresentação do Auto da Barca do Inferno pela companhia Filandorra.
Às 18 horas, mais um momento significativo, com a recepção, na Lamela, ao senhor Bispo de Bragança-Miranda, D.José Cordeiro. Seguiu-se a saída para a Igreja ao som do grupo Almedievo. A meio do percurso os meninos de Vilas Boas, receberam o senhor Bispo de forma que só as crianças sabem fazer.
Na Igreja, com canto gregoriano e uma excelente homilia, teve lugar a eucaristia comemorativa dos 500 anos do foral.
Por fim, a ceia medieval, com excelente caldo de pedra, carne assada, bom vinho, música medieval, cuspidores de fogo e saltimbancos. Por volta da meia-noite, o grande dia chegou ao fim.
Registamos o empenho e a determinação dos organizadores. O povo de Vilas Boas, mais uma vez, esteve à altura do acontecimento. Que não seja a última vez que este evento se realiza, são os nossos desejos.
Estão todos de parabéns.

Abilio Evaristo (Presidente da Junta de Freguesia de Vilas Boas)

 Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/09/2012 09:28:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] Retratos de Vila Flor - VIII Santa Comba da Vilariça

Parte da chaminé da Casa dos Ochoas
 SITUAÇÃO: A 13 Km. de Vila Flor, à beira da estrada Ponte da  Junqueira - Macedo - Bragança.

ECONOMIA E PROGRESSO: Vive-se da agricultura e do comércio. Produção principal - o azeite (7000 almudes anuais e por média), cinco lagares em funcionamento. Muitíssima cortiça (4000 arrobas). Muito vinho, abundante fruta (laranja, figo, pêssego, etc.). Posto de correios com toda a espécie de operações realizáveis. Telefone, electricidade (Passa de cem o número de instalações particulares), água em abundância, se bem que mal canalizada.

 EDUCAÇÃO: Seis centenas de pessoas ali vivem, já sangradas pela emigração. Ciclo complementar. Instrução Primária garantida.

RELIGIÃO: Cristã, católica. Digno de admiração é o Santo Cristo, cruzeiro famoso, de origem romana. Igreja velhinha, estilo renascentista.

ACESSOS: Maus. As artérias precisam de renovação. A estrada camarária que liga para o Cachão, por Vale Frechoso, é má no piso, nas curvas e nos desfiladeiros agrestes. Pela sua utilidade, merece arranjo conveniente. A estrada do povoado podia estar com outra apresentação.

URGÊNCIA: Saneamento, ruas melhores, estrada arranjada e concessão de transportes, já pedidos há tanto tempo!.
Igreja Matriz de Santa Comba da Vilariça

N. FONSECA*
Texto publicado no Mensageiro de Bragança, a 26-03-1971

*José do Nascimento Fonseca nasceu no Nabo, a 22-12-1940.



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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/09/2012 08:30:00 AM

terça-feira, 8 de maio de 2012

[À Descoberta de Miranda do Douro] 250 anos Castelo de Miranda do Douro

O CASTELO DE MIRANDA NO TRÁGICO DIA 8 DE MAIO DE 1762
250 Anos de História
Uma fortaleza se ergueu, em Miranda do Douro, sobranceira ao rio Fresno, por ordem do grande Rei Dom Dinis, na década de 1290. A fortaleza resistiu às invasões castelhanas, durante as guerras do tempo de Dom Fernando I. A obra da torre de menagem é do tempo de João I, como prémio e distinção à vila de Miranda, por esta praça e sua gente ter levantado a voz em seu favor, ainda com o Mestre de Avis. Em 1641 Dom João IV mandou fortificar ainda mais o castelo e as muralhas do lado oriental.
A fortaleza resistiu à invasão castelhana de 1711 e aguentou, mais cinquenta e um anos, até que, no dia 8 de Maio De 1762, uma bomba lançada do exterior fez rebentar as cerca de mil e quinhentas arrobas de pólvora armazenadas no paiol e lançou por terra a torre de menagem e uma parte da cerca do castelo.
Faz, no próximo dia oito deste mês de Maio, duzentos e cinquenta anos que aconteceu esta tragédia que deixou Miranda cheia de sangue e lágrimas com todas as consequências sociais, económicas e religiosas que advieram para os que ficaram não só na cidade mas também na região e às quais faremos a mais exaustiva referência, logo que possível. Lembraremos aqueles "que por obras valorosas se vão da lei da morte libertando"(Camões ).


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Publicada por Blogger em À Descoberta de Miranda do Douro a 5/08/2012 04:39:00 PM

[A Linha é Tua] 2012-05-07 Reporter TVI - Facturas de Betão



Portugal vai fazer 9 barragens novas, que vão gastar mais electricidade do que produzir. Quem vai pagar são os consumidores, nas facturas. Saiba porque a electricidade é tão cara, no Repórter TVI. «Facturas de Betão» é uma Grande Reportagem do jornalista Carlos Enes, com imagem de Carlos Carvalho e montagem de Miguel Freitas.

Este vídeo encontra-se alojado no Youtube, mas é possível vê-lo com bastante qualidade (não sei até quando)no próprio sítio web de TVI24 AQUI

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Publicada por Blogger em A Linha é Tua a 5/08/2012 04:27:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] Uma catedra na montanha

Contemplado no sentido da linha de cumeada, ou cá de baixo das cercanias do cemitério, é que se compreende o motivo por que lhe chamam o "Frade": perfeitamente se distingue um enorme capuz monástico, de pedra contorcida e chamuscada pelo incêndio dos séculos, um pouco afastado do fraguedo principal onde existia, e penso que ainda existe, de difícil acesso e meio dissimulada por giestas e carquejas, uma gruta capaz de abrigar das intempéries, à vontade, três ou quatro pessoas.
Ganhou o rochedo, por via da fradesca similitude, significado mítico. Conta-se que, em invernoso entardecer, medievo monge ali se radicou a fim de sarar, com as compressas e ungüentos naturais da solidão da serra, as feridas abertas na alma pelo diamante de um amor impossível. Como nem ambiente e renúncia lhe houvessem aquietado a lancinância da paixão, o contristado religioso desapareceu na espessura verde da serrania, tendo deixado o hábito a simular a sua presença, que ainda hoje pode ver-se, mas transformado nas sinuosidades de um barroco.
Não tem esta evocação por objecto reconstituir as passadas imémores do frade rendido a poderoso enlevamento. Vamos esquecê-lo. O meu intento, hoje, é bem mais desambicioso: apenas recordar, cinco décadas volvidas, a caverna do rochedo que se transformou, por tardes de nevoeiro pingoso, em escola de história e literatura...
A coisa passou-se assim. Eu, o Guilhermino Mesquita (há meses, infaustamente, para sempre desaparecido) e o José Augusto tínhamos ficado pela 4.ª classe. Aprendíamos ofícios sem grandeza. Imposições da ordem iníqua estabelecida. Havia que respeitá-Ia. O repasto do saber não era para a totalidade dos indivíduos, apenas para os que podiam pagar o exorbitante bilhete de ingresso. Cinco ou seis privilegiados tinham ido estudar para Bragança, Porto, Coimbra... Quando vinham a férias, presunçosos, esmurravam a nossa ignorância com a autoridade dos seus conhecimentos... E nós, perplexos, aparávamos-lhes os golpes com o vulnerável elmo da impotência, uma vez que não podíamos dar-lhes troco adequado.
Um dia, com o piedoso sentimento de quem se sagra cavaleiro, à luz de um poente de Outono, proclamáramos bem alto, até à contorção das agulhas dos pinheiros, o clamor do nosso protesto: doravante iríamos conquistar, pelo nosso esforço, algo do que os outros iam aprender, longe, à custa da capacidade económica dos pais.
Juntámos, tostão a tostão, os trinta escudos - uma fortuna! - indispensáveis para mandar vir de Lisboa o Compêndio de História Universal, por António Mattoso, então adoptado nos liceus. Eu contribuí, de imediato, com "A Chave de Os Lusíadas" que o Pim me havia oferecido, onde cada estância do poema era claramente interpretada, em notas de rodapé. E lá íamos, serra acima, todos os domingos, chovesse ou ventasse, para a gruta do "Frade", onde nos instalávamos e fazíamos o ponto do que aprendêramos durante a semana.
Alguns supostos eruditos da terra, vendo-nos com "Os Lusíadas" debaixo do braço, não perdoavam a sem-medida do atrevimento: "Melhor fora que lêsseis 'As Pupilas do Sr. Reitor' ou 'O Amor de Perdição'. Camões não é para os vossos dentes!"
Recebíamos a censura como um vexame, porque compreendíamos - e, sobretudo, sentíamos - o que lêramos. E vibrávamos não só com a epopeia, mas também com o musical arrebatamento da lírica. Sabíamos, até, alguns sonetos de cor.
Entretanto, ocorreu acontecimento cultural de inexcedível valor, na passividade da Vila: o emérito Raul Correia instituía uma biblioteca, de leitura domiciliária inteiramente gratuita. Que dia grande, esse, gravado a sol nas nossas almas!
Começámos, já não sei como nem por quê, por Stefan Zweig.Nada sabíamos do seu drama de humanista expatriado pela hediondez nazi, dos seus livros proibidos e incinerados na praça pública, do seu trágico fim, em Petrópolis, próximo do Rio de Janeiro. E o prestante escritor austríaco foi-nos conduzindo para outras esferas: Erasmo, Dickens, Dostoievsky, Tolstoi, Nietzsche... Quanto entusiasmo deposto na leitura de "Maria Antonieta", "Fernão de Magalhães", "O Mundo de Ontem"... Que pena não ter existido um gravador de som, nas paredes do "Frade". Só ele poderia testemunhar do nosso enlevo.
O certo é que, a partir de então, quando os estudantes vinham em gozo de férias, se não sabíamos as leis da Física, nem demonstrar teoremas ou balbuciar Inglês e Francês, como eles, falávamos-lhes dos livros que havíamos lido e dos quais nunca tinham ouvido falar! Era a hora alta do nosso desforço.
Pouco durou esta cátedra na montanha. Em 1950 partia para Lisboa, onde, finalmente, ia poder dar corpo ao sonho de uma vida - estudar!
Muitas vezes me veio à lembrança a aprendizagem na caverna que, ao contrário da de Platão, não era de sombras, mas de inextinguível esplendor, pois nela germinaram algumas ideias básicas acerca do que deve entender-se por Cultura, talvez engrandecidas pelo esvoaçar do espírito do confesso que, vítima de um amor impossível, ali deixou o hábito para sempre esquecido, ou para sempre lembrado na perpetuidade da pedra afeiçoada pelos ventos volúveis da montanha...

João de Sá, do livro Mãe-D'água - Ficções e Memórias, publicado em 2003 pela Câmara Municipal de Vila Flor.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/08/2012 07:30:00 AM

segunda-feira, 7 de maio de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Quinta da Senhora da Ribeira


A Quinta da Senhora da Ribeira é uma das mais belas propriedades do Douro e está situada 24 km a montante da Quinta do Bomfim, no remoto Douro Superior. A quinta possui uma localização privilegiada na margem norte, sobranceira a um extenso meandro do Douro, directamente oposta a outra famosa propriedade da Symington: a Quinta do Vesúvio.
A Quinta da Senhora da Ribeira foi construída junto a uma antiga passagem do rio, guardada por dois castelos do século XII, em cada lado do rio, construídos pelos Mouros durante a sua centenária ocupação da Península Ibérica. A quinta deve o nome a uma pequena capela centenária devotada à "Senhora da Ribeira" que existia no local. Os viajantes paravam aqui para rezar por uma passagem segura do rio antes de prosseguirem viagem.


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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 5/07/2012 07:30:00 AM

[A Linha é Tua] Grande Reportagem-Factura das Barragens - Carlos Enes


Portugal vai fazer 9 barragens novas, que vão gastar mais electricidade do que produzir.
Quem vai pagar são os consumidores, nas facturas. Saiba porque a electricidade é tão cara, no Repórter TVI. «Facturas de Betão» é uma Grande Reportagem do jornalista Carlos Enes, com imagem de Carlos Carvalho e montagem de Miguel Freitas.

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Publicada por Blogger em A Linha é Tua a 5/07/2012 06:30:00 AM