sexta-feira, 8 de junho de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] III Passeio Pedestre - Carrazeda/Fontelonga

Ainda não tive tempo para escrever algumas linhas sobre o III Passeio Pedestre que aconteceu no dia 27 de Maio, em Carrazeda de Ansiães, organizado pelas Juntas de Freguesia de Carrazeda de Ansiães e Fontelonga. Entretanto, e como o tempo passa, adianto algumas fotografias que já fui pondo a circular na página do Facebook que criei, dedicada ao concelho de Carrazeda de Ansiães.
Só há aqui fotografias junto à sedes da Junta de Freguesia em Carrazeda de Ansiães e depois já no parque de merendas junto ao Pinoco, na Fontelonga. O caminho foi longo e cheiro de paisagens bonitas, que espero mostrar.
O almoço foi do melhor, num espaço que estava preparado para nos receber. Até o S. Pedro ajudou, com uma temperatura mais amena do que aquela que eu esperava encontrar no ponto mais elevado do concelho.



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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 6/08/2012 11:00:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Festa do Corpo de Deus em Seixo de Manhoses

Apesar da continuidade da manutenção do dia santo no dia da celebração do Corpo de Deus não estar assegurada, sendo possivelmente este o último ano em que tal se verifica, esta festa tem profundas raízes nas celebrações católicas e um grande significado. Embora chamada do Corpo de Deus, a designação mais correta seria Corpo de Cristo, derivada de Corpus Christi. As celebrações tiveram início no séc. XIII, na Bélgica, espalhando-se depois por toda a Europa e mundo Católico. Esta festa está ligada à Páscoa, mais concretamente à Quinta-Feira Santa, daí a festa do Corpo de Deus se celebrar sempre numa quinta-feira. Acontece sempre 60 dias após a Páscoa.
Esta exaltação da presença real do corpo de Cristo na Eucaristia tem como ponto alto a realização de uma procissão, tendo a primeira sido realizada em 1264. Com o corpo de Cristo a ser transportado ao longo das ruas surgiu em Portugal (tendo-se espalhado depois para o Brasil) o hábito de fazer tapetes de flores ao longo das ruas por onde passa a Custódia, com a hóstia consagrada.
Guardo muitas recordações desta prática dos meus tempos de criança, e foi com bastante satisfação que a vim encontrar ainda viva em grande parte das aldeias do concelho de Vila Flor. Já em anos anteriores fiz referência às aldeias de Vilas Boas, Valtorno e Samões e, este ano, desloquei-me a Seixo de Manhoses para acompanhar estas celebrações.
A celebração seguida da procissão teve lugar ao fim da tarde. O dia esteve ventoso o que dificultou a tarefa de fazer o tapete de flores que percorria a maior parte da aldeia. Mesmo assim, as roas apresentavam um colorido admirável, elaborado com um misto de fé e de vaidade, porque há um certo despique para que a sua rua se distinga das restantes pela qualidade das flores e pelo arranjo das mesmas.
Parece que, em tempos, a Comissão Fabriqueira chegou mesmo a distribuir prémios pelas ruas que se distinguissem, mas tal não acorre atualmente, e acho bem, porque poderia desvirtuar o significado do gesto de fazer essas passadeias.
Os materiais para fazer as passadeiras podem ter algumas variações dependendo se a Páscoa ocorre mais cedo ou mais tarde, coincidindo ou não com a época de floração de algumas espécies. Originalmente a força das flores era de origem silvestre, com destaque para as flores das giestas (maias), amarelas, abundantes nas zonas mais frias do concelho. Este ano foi mesmo necessário procurarem-nas em zonas de maior altitude, perto do Mogo de Malta, porque é praticamente o último lugar onde ainda existem em abundância (por ser uma zona mais fria). Reparei que no Seixo não foram usadas as flores das arçâs (rosmaninho), mas noutras localidades são muito utilizadas.
Com algumas nuances de bairro para bairro, são usadas flores, pétalas e uma grande quantidade de verdes: rosas, maias, margaridas, sabugueiro, fetos, heras, funcho, serrim, etc. Em determinados locais foram "desenhados" cálices, custódias ou cruzes, em cores vivas e feitos com muito rigor.
A procissão saiu da igreja Matriz, seguiu pela Rua do Castelo, desceu ao largo de Santo António, Capela de Nossa Senhora do Rosário, Jardim de Infância, virando depois à esquerda para o largo do Senhor dos Aflitos. No cruzeiro que existe nesse local foi feita uma paragem para oração. A procissão regressou à igreja pela rua Principal e depois pela rua da Igreja.
Terminada a celebração é de louvar a mobilização das pessoas que rapidamente procederam à limpeza das ruas impedindo que o vento espalhasse os arranjos, dificultando depois a limpeza.
Esta bonita tradição ainda se mantém bem vida na aldeia de Seixo de Manhoses. Vamos esperar para ver como é que ela vai evoluir com o desaparecimento do Dia Santo.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 6/08/2012 08:00:00 AM

terça-feira, 5 de junho de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] No Jardim da Praça

Jardim da Praça Dom Lopo Vaz de Sampaio, em Carrazeda de Ansiães.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 6/05/2012 11:00:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Dia Mundial do Ambiente

Hoje é o Dia Mundial do Ambiente. Num concelho rural como o de Vila Flor podemos pensar que o ambiente não corre perigo, mas não se deixem iludir. Basta percorrer os caminhos rurais, espreitar os ribeiros apos a sua passagem pelas aldeias, verificar o que ainda fazem os lagares de azeite, para chegarmos à triste conclusão de que as pessoas ainda pensam de que o Homem é o centro do universo e de que todas as coisas foram criadas para o servirem.
Estamos em crise e toda a gente parece aflita. O ambiente está em morte lenta e poucos se preocupam.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 6/05/2012 08:00:00 AM

quinta-feira, 31 de maio de 2012

quarta-feira, 30 de maio de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] O moinho de vento, em Carrazeda de Ansiães

O moinho de vento, em Carrazeda de Ansiães, há muito que "vigia" quem entra na vila, da sua posição altaneira. A idade deu-lhe estatuto que estendeu às casas em redor, o Bairro do Moinho do Vento. Eu sempre o conheci assim e lembro-me de lhe ter feito uma "visita de estudo" num dos anos seguintes à revolução dos cravos, era ainda criança. A sua ruína talvez até nem seja muito antiga, uma vez que muitas pessoas ainda dele têm memória.
Foi pertença do Dr. Orlando e, posteriormente adquirido pela Câmara Municipal. Mesmo em tempo de crise, houve vontade e coragem para a sua recuperação. As obras estão praticamente concluídas, faltando apenas as velas.
Esta fotografia foi ficando aqui esquecida no computador, mas, quando no domingo passado visitei o interior do moinho, pude verificar que está operacional, falta apenas captar a energia para fazer rodar toda a engrenagem.  Só no domingo teve mais de 200 visitantes, foi, portanto, uma abertura em grande.
Há ruínas de outro moinho de vento em Mogo de Malta e, ao contrário do que se diz por aí, no alto do castelo, em Vilarinho da Castanheira também ainda conserva a estrutura de um antigo moinho de vento. Nas terras vizinhas, apenas conheço estruturas semelhantes na Lousa, concelho de Torre de Moncorvo.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 5/30/2012 10:00:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] Freguesia Mistério n.59

No mês de abril decorreu o desafio Freguesia Mistério n.º 58. Em tempo de quaresma escolhi um motivo adequado representado por um cruzeiro, ricamente ilustrado com Cristo crucificado. Até a cor envolvente é pascal com as delicadas flores de glicínia ajudando a dar ambiente.
Participaram neste desafio 11 pessoas. Os seus palpites ficaram distribuídos desta forma:
Carvalho de Egas (1) 9%
Lodões (1) 9%
Samões (5) 45% 
Vale Frechoso (1) 9%
Valtorno (2) 18%
Vilarinho das Azenhas (1) 9%
 Uma obra assim chama à atenção e não há muito semelhantes pelo concelho. Há um igualmente bonito, em Valtorno, que foi o motivo para a Freguesia Mistério n.º 39.  Este que constra na fotografia do desafio de abril pode ser admirado em Samões e é conhecido pelo nome de Cruzeiro do Senhor dos Aflitos. Está situado muito próximo da igreja matriz e também do cemitério, precisamente na Rua do Cruzeiro, nas traseiras da sede da Junta de  Freguesia. É visível e de fácil acesso da EN 21, bastando estar com atenção.
É um cruzeiro em granito, pintado e decorado com vários motivos todos eles relacionados com a morte de Cristo. Na face frontal apresenta o próprio Cristo e a seus pés a imagem de Nossa Senhora das Dores. Espalhados pela cruz há desenhos de objetos relacionados com a crucificação: escadas, martelos, turquês, etc. As pinturas são recentes e bem marcadas.
O desafio para o mês de maio já está a decorrer a algum tempo! O que se pretende é desvendar a freguesia em que podem ser encontradas duas rochas das quais uma é apresentada na fotografia. Não se trata de duas rochas "anónimas" mas rochas com "história", muitas vezes referenciadas em lendas e descrições de curiosidades sobre o concelho. Eu também já falei delas, várias vezes, no blogue. Estou em crer que as fotografias que apresentei na altura não estariam 100% certas, mas esse é o enigma que eu próprio tenho que desvendar.
Não custa nada, apresentem os vossos palpites.

Freguesia Mistério 59

Em que freguesia do concelho de Vila Flor pode ser encontrado este rochedo?







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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/30/2012 08:00:00 AM

segunda-feira, 28 de maio de 2012

[À Descoberta de Alfândega da Fé] III Maratona - Alfandega da Fé - 10 de Junho 2012


Programa:
Domingo, 10 de Junho:

7:30 - Abertura do Secretariado (Mercado Municipal);
8.30 - Concentração (Mercado Municipal);
8.40 – Breefing;
9.00 - Partida Oficial da II Maratona;
12.00 - Chegada prevista dos primeiros atletas a cumprirem a Meia-Maratona;
13.00 - Chegada prevista dos primeiros atletas a cumprirem a Maratona;
13.00 - Banhos (Bombeiros Voluntários de Alfândega da Fé);
14.00 - Almoço (Recinto da Ferira da Cereja).

nota: os pagamentos poderão ser efetuado no secretariado no dia da atividade.
Informações e Inscrições em: http://bttalfandegadafe.blogspot.com/

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Alfândega da Fé a 5/28/2012 08:18:00 AM

domingo, 27 de maio de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Ribeirinha, estação

Edifício da estação da Ribeirinha, um dos poucos espaços da Linha do Tua que ainda se encontra com vida.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/27/2012 09:00:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Rua Sra dos Aflitos

Já há bastante tempo que a entrada em Carrazeda de Ansiães anda em obras. Recentemente as coisas melhoraram e já se fazem os arranjos finais.
Também a rua Sra dos Aflitos, que muitos desconhecerão, foi melhorada e, posso afirmar, que está fantástica. Saindo da Fonte das Sereias em direção às últimas casas do fundo da vila (não seguindo a rua Sacadura Cabral, que indica direção Vila Flor, mas seguindo à direita, entra-se na rua Nossa Senhora dos Aflitos). Penso que deve esse nome à existência de um nicho antigo (recuperado, mas com muito mau gosto). Esta saída da vila já existia, mas o piso deixava muito a desejar. Com as obras mais recentes, além de um novo piso, há lugares de estacionamento e foram plantadas árvores, criando um espaço muito airoso e agradável.
Essa rua vai dar à Luís de Camões à entrada de Carrazeda, por baixo do Moinho de vento (que espero visitar ainda hoje).

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 5/27/2012 08:00:00 AM

sábado, 26 de maio de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Igreja Matriz de Vila Flor

Estilo renascentista. Data dos princípios de 1700.
É um dos mais belos Monumentos de Trás-os-Montes, considerada uma das melhores construções do seu género, sumptuosa e de elegante frontaria, sendo classificada como a terceira do Distrito de Bragança.
Em torno do edifício as paredes são apoiadas por fortes gigantes.
Tem duas elegantes torres, de 25 metros cada, a do norte com dois sinos , o maior pesando 25 arrobas (430 kg), colocado em 16-XI-1914 e a do sul possui um belo relógio de horas, adquirido em 1895, pela Câmara, custando 23 205 Reis.
 
Interiormente não desmerece se Sumptuosidade exterior. Tem 42 m de Comprimento, 14 m de largura e 15 m de altura. Tem seis altares, dois deles com belos retábulos, que foram do convento de Falperra, Braga, uma rica capela que era dos Condes de Sampayo (donatários de Vila Flor) com brasão.
Tem rico tecto em castanho apainelado e belas imagens de madeira, assim como paramentos, de muita valia, como se vê da cópia do Cadastro, feito em 1940 existente no Arquivo do Museu Municipal.
O painel do Altar-Mor a óleo, é de autoria do Pintor Vilaflorense Manuel de Moura, feito em 1880.

Texto de Raul de Sá Correia, escrito por solicitação do Presidente da Câmara, para ser enviado à Direcção-Geral de Educação Permanente.

Não consegui saber a data em que foi escrito o texto mas a referida Direcção-Geral apenas existiu com esta designação entre1972 e 1979.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/26/2012 10:00:00 AM