quinta-feira, 14 de junho de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] IC5

 Aspeto do IC5 à passagem por Carvalho de Egas.



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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 6/14/2012 07:00:00 AM

quarta-feira, 13 de junho de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] e de repente é noite (VI)


Fixa a mão o que Junho não foi.
Ou o que foi por ter sido noutro tempo
um mês irrepetível, um eco
de imaculadas lonjuras sequestradas.
Dizê-lo, agora, é conceder às cerdeiras
um vigor que me ascende o entendimento
a um indistinto som de musgo e água.
Uma luz muito alta e forte, cegando.
Sem uma sombra. Nem a de uma casa.
A minha. Dolorosamente. Por de mais vazia.

Poemas de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: Sobreiro, em Vilas Boas.  

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 6/13/2012 10:00:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] I Festa da Cereja - Amedo

No dia 10 de junho teve lugar em Amedo a I Festa da Cereja. Nesta aldeia existe uma quantidade apreciável destas árvores de fruto. Há árvores dispersas, mas também alguns pomares de dimensões consideráveis tendo em vista a comercialização.
Embora esta atividade não estivesse prevista, nestes moldes, no programa da Associação Recreativa Desportiva e Cultural de Amedo para 2012, deve ter havia razões para o previsto Passeio Pedestre tenha sido subsistido por esta Festa, mais completa e arrojada. Os últimos meses têm sido férteis em caminhadas no concelho de Carrazeda de Ansiães e o fim de semana de 9 e 10 de junho calharam mesmo bem na época de comercialização da cereja.
A Missa Campal teve início às 8:30 sendo celebrada pelo Sr. Padre Bernardo. Participaram cerca de 60 pessoas, mesmo com condições atmosféricas pouco favoráveis, com ventos fortes e momentos de sol intenso que levaram o sr. Padre a lamentar-se com alguma ironia.
O recinto da escola foi adaptado para a Eucaristia e tudo estava muito bem preparado. O clima ninguém consegue controlar. O Sr. Padre apercebeu-se da chegada dos romeiros (como ele próprio disse) e acelerou as exéquias para não atrasar o programa.
Chegou o autocarro da câmara com um grupo de caminheiros vindos de Carrazeda.
O Percurso Pedestre teve o apoio da Câmara Municipal e com a presença a arqueóloga que enriqueceu o Passeio com os seus conhecimentos especializados. Penso que a autarquia também colaborou na seleção do traçado.
O grupo foi tomando forma e arrancou pouco depois das nove e meia em direção à capela de S. Martinho. Depois da uma curta paragem e ouvida a história da capela, o grupo dirigiu-se para o Campo de Futebol continuando depois em direção à Ponto do Torno, na Ribeira da Regada. Penso que não chegámos a alcançar a ponte, eu pelo menos não me apercebi dela. Foi pena, era um ponto muito interessante.
Iniciámos o regresso à aldeia. Pelo caminho passámos num grande pomar de cerejeiras do sr. Castro onde podemos saborear várias variedades, qual delas a mais saborosa. Houve pessoas que pouco ligaram às cerejas e obrigaram os restantes a seguir caminho, para não atrasarem a caminhada. Esta visita ao pomar foi um dos aspetos mais positivos deste percurso.
Pouco depois estávamos na Igreja Matriz, orago de S. Tiago e que dá gosto visitar. No teto, ao centro do corpo da igreja está pintada uma imagem de Nossa Senhora da Graça. Sempre esperei que a caminhada me levasse à capelinha desta Senhora, mas as opções foram outras. Como também há um nisso com uma imagem da Senhora da Graça, depreendi que tem muitos devotos na aldeia. No teto da capela mor está pintado S. Martinho.
A caminhada continuou pela rua da Oliveira, depois pela rua Camões e pelo Fundo do Povo, afastando-se depois em direção à serra da Reborosa. O sol escaldava  mas a beleza da paisagem fazia esquecer qualquer cansaço. Os caminhos que percorrem a serra são de uma beleza rara, acrescida da exuberância de flores de muitas cores que formavam tufos, nas bermas do caminho. Eram muitas as espécies  e muita a vontade de parar a fotografar cada uma delas. Só o carro vassoura não me deixava descansado.
O grande grupo foi-se separando em grupos mais pequenos. Só de onde em onde, quando se avistava um pouco mais de caminho, se viam outras pessoas. A árvore mais abundante é o castanheiro, para madeira, e não para a produção de castanha. Como árvores de cultivo havia muitas amendoeiras, oliveiras e cerejeiras que apareciam com muita frequência.
De alguns locais avistava-se bem a aldeia do Amedo e de outros uma grande vastidão de terra, estendendo-se desde Areias e Pombal até ao outro lado do Tua. O olhar perdia-se por aldeias e vales que não consegui identificar.
Pensei que viríamos sair às primeiras casas da aldeia, na Av. dos Maios, mas não. Uma mudança de direção fez-nos entrar na aldeia e chegar ao Gricho. Estávamos de novo no povoado, quase sem dar por isso, tão entusiasmados que seguíamos a olhar a paisagens e a apreciar as espécies vegetais e animais que encontrámos.
Chegámos ao recinto da escola perto do meio dia. Devo dizer que fui o último a chegar, mas não me arrependi do tempo que demorei.
As entradas estavam servidas e foram saboreadas com algum entusiasmo. Parecendo que não, foram cerca de 9 quilómetros de caminhada, o que abriu o apetite. Havia queijo, chouriço, presunto, pão, vinho, sumo e água. O porco, já no ponto, no espeto, não demorou a chegar às mesas, acompanhado por uma salada alface.
As pessoas estavam distribuídas em pequenos grupos, possivelmente familiares ou de amigos. No meu grupo predominavam "caminheiros" de anteriores passeios, vindos de Pombal, Castanheiro, Carrazeda, Linhares, Mogo, Vila Flor, etc.
Perto das duas da tarde fizeram-se ouvir as vozes. Desfilaram canções, a maior parte delas muito conhecidas, que me fizeram viajar no tempo. Muitas eram canções de toda a parte, outras tinham um cunho bem local.

Vai de roda, vai de roda,
Não te encostes à videira,
Ainda sou muito nova,
Para andar na brincadeira.

Ó meu rico S. Tiago,
Meu rico S. Tiaguinho,
No S. Tiago pinta o bago,
E do bago faz-se o vinho.

Ó meu rico S. Tiago,
És o nosso padroeiro,
E nas festas do concelho
Tu és sempre o primeiro.

Tu és sempre o primeiro,
Porque pertences ao Amedo
É uma aldeia bonita
Rodeada de arvoredo.

Além das muitas canções que cantaram descobri, mais tarde, que se recordavam de autênticas relíquias dos anos 50, como esta:

Aí vai Amedo
Meu amor que tanto brilha
A mocidade vai cheia de maravilha
Pela manhã quando sai o sol da aurora
Tua és a terra mais bonita e encantadora.

Aí vai Amedo
Botão de rosa
És a mais linda
E a mais formosa.

Durante a tarde houve tempo para jogos de cartas e de dominó. Jogou-se a malha e até se ensaiaram alguns passos de dança. Em exposição estavam bordados realizados num curso. O valor da venda revertia a favor da Associação. Também se realizou uma pequena quermesse, mas adesão não me pareceu grande.
Havia algumas cerejas à venda. Tratando-se de uma Festa da Cereja esperava mais destaque a esta fruta, por exemplo na sobremesa. Além de não haver muita à venda, pareceu-me que o preço não era muito convidativo, o que fez com que ainda sobrasse. Eu comprei e eram muito boas.
Já perto das seis da tarde chegou o Rancho Folclórico de Carrazeda de Ansiães. Arranjou-se o terreiro para o baile. O grupo de bailadores integra bastantes crianças que já mostram muita desenvoltura nas danças de roda ou outra qualquer.
E foi ao som de folclore que dei por terminada a minha visita ao Amedo. O dia foi longo e cheio de motivos para Descobrir e fotografar. Como em todas as iniciativa, nem tudo foi perfeito, mas só quem nunca tentou organizar uma coisa semelhante é que pode dizer que é fácil.
Estão de parabéns os que se envolveram a organizar e a levar a cabo esta I Festa da Cereja.
Estou convencido que a segunda edição vai ser ainda melhor. Entretanto, já se falava da festa de julho e da realização de uma prova de carrinhos de rolamentos.
É assim que uma aldeia se quer, viva.

Percurso:
 GPSies - I Festa Da Cereja

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 6/13/2012 08:00:00 AM

terça-feira, 12 de junho de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] III Passeio Pedestre - Carrazeda/Fontelonga (2)

 São muitas a imagens para recordar do III Passeio Pedestre realizado entre Carrazeda de Ansiães e Fontelonga. Hoje deixo mais um conjunto de fotografias, o terceiro, com diferentes fazes da caminhada.
A primeira foi logo em Carrazeda, depois da partida, na sede da Junta de Freguesia, quando o grupo ainda seguia todo em pelotão. À cabeça o amigo Manuel Joaquim, do blogue Ripar Ansiães, também divulgador destes eventos e do concelho.
Depois do moinho do vento o grupo já seguia um pouco disperso, por entre pomares de macieiras.
Fazia momentos de sol, mas o ar era muito frio. Ainda chegaram a cair algumas gotas de chuva.
 Após o reforço havia dois percursos alternativos. Quem seguiu o percurso mais longo foi brindado com uma paisagem fantástica onde o amarelo das maias e o verde das giestas se destacavam em forte contraste. Parte deste percurso entrou pelo termo da freguesia de Selores, com a aldeia bem próxima.
À chegada a Fontelonga a Igreja Matriz deu-nos as boas-vindas. O céu alindou-se, as árvores criaram um moldura e não resisti a tirar mais uma fotografia. Esta já é a terceira fotografia que publico das traseiras desta igreja, mas vale a pena admirá-la (Primeira, Segunda).

Mais sobre esta caminhada:

 



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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 6/12/2012 10:00:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] e de repente é noite (VIII)

Não tem nome a barca.
Também o rio é só confusa lembrança.
Há um iodo endurecido, nas margens,
e um vento de cinza dissolvendo as folhas
até uma espessura de hóstia.
Ninguém conhece a extensão da ilha
pois os corvos, espantados,
sempre a ocultam
sob o negro do seu voo.
Só sabemos que vamos a caminho.
E uma vez lá, conheceremos tudo?

Poemas de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: Quinta da Peça, a caminho da Ribeirinha.  

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 6/12/2012 07:30:00 AM

[A Linha é Tua] Vale do Tua visto do ar (1/5)

 Nos próximos dias irei publicar um conjunto de fotografias de Alberto Aroso, realizadas numa viagem de helicóptero em 2005, percorrendo o vale do Tua a Mirandela. O autor autorizou a publicação das fotografias no Blogue, o que me deixou bastante satisfeito. Esta é uma visão do vale pouco fotografado, quer por mim quer pelos restantes entusiasta da Linha, do Rio e do Vale que o têm percorrido nos últimos tempos.
 Pelo aspeto da paisagem e pelo caudal do rio, as imagens devem ter sido obtidas em pleno Verão.
Na primeira fotografia vê-se S. Mamede de Riba Tua no alto da encosta. O troço da linha que se avista é anterior à apeadeiro de Tralhariz, conseguindo distinguir-se a entrada do túnel da Alvela ou de Tralhariz. O apeadeiro está escondido numa curva.
Na segunda fotografia nota-se a entrada zona mais difícil de abertura da linha, local onde existem dois túneis e um viaduto(Quilómetro 5º). Não chega a ver-se o 1.º túnel, das Fragas Más I. 
A terceira fotografia foi tirada ao ao quilómetro 7, apanhando a zona do Apeadeiro do Castanheiro. A construção não é visível porque está completamente encaixada na encosta mas. No rio há uma pequena praia de areia branca muito procurada por banhistas e pescadores. Também existiram algumas azenhas neste local,
A quarta fotografia penso que é a pequena distância da anterior. Na zona inferior vê-se a pequena praia de que falei.



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Publicada por Blogger em A Linha é Tua a 6/12/2012 12:47:00 AM

domingo, 10 de junho de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Aos 100 vai chegar


Quem souber comer,
E na vida andar,
Aos l00 vai chegar:
- Haja calma,
Barriga cheia,
Paz na alma,
Barriga meia,
Após a ceia!...
- E, quantas vidas se perdem,
Por não saberem ouvir
O que a vida lhes pede!
E quantas, quantas se vão,
Por não lhe saberem
Dizer: - Não.

Poema da autoria de Morais Fernandes, do livro Fogo e Lágrimas 2.
A fotografia; Sr. António Pereira, de Linhares.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 6/10/2012 12:00:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] e de repente é noite (XXXVI)


Que o gume das colinas
não rasgue o tegumento do tempo,
semente grávida de mistério.
Ignoremos as cartas
que nos anoitecem as mãos.
Os enigmas só ecoam nos vergéis
onde a luz não chega.
Tenho um corpo para a tua alma,
sob a memória fresca do feno
acabado de segar, tão verdadeiro
como este sol a escavar
silêncios fulvos
nas encostas da tarde.

Poemas de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: alto do Faro, em Vilarinho das Azenhas

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 6/10/2012 07:30:00 AM

sábado, 9 de junho de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Festa do Corpo de Deus em Seixo de Manhoses (2)

 Mais algumas fotografias com o aspeto das ruas de Seixo de Manhoses para a procissão do Corpo de Deus celebrado no dia 7 de Junho de 2012.
 Rua Principal
 Senhor dos Aflitos.
Porta da Igreja Matriz.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 6/09/2012 10:00:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] III Passeio Pedestre - 27 de Maio

 Depois de se terem realizado uma série de caminhadas no concelho, durante os meses de Abril e Maio, o grupo de adeptos das caminhadas foi engrossando e era esperado um bom número de pessoas para o III Passeio Pedestre da Junta de Freguesia de Carrazeda de Ansiães, esta ano estendendo-se a Fontelonga, também com o apoio da Junta de Freguesia local. Devo salientar, desde já, que a organização deste evento se fez de forma distinta das anteriores que aqui tenho mostrado, quase todas organizadas pela Câmara Municipal. A Junta de Freguesia de Carrazeda de Ansiães já organizou Passeios Pedestres em anos anteriores e, por isso, já tinha alguma experiência na planificação destes eventos.
Nos dias anteriores já se sabia que o número de participantes seria elevado, ultrapassando o número de participantes dos anos anteriores e surpreendendo até a própria organização. Foi necessário proceder a alguns ajustes na logística para que não faltasse nada no que seria um excelente manhã por terras de Ansiães.
 A concentração aconteceu na Junta de Freguesia de Carrazeda. O grupo habitual estava presente, mas desta vez havia muito mais gente. Foram dadas algumas instruções e fornecido um esboço do percurso a fazer. Não se tratou de nenhum Trilho com marcações definitivas mas de um percurso delineado de propósito para o passeio.
Descemos da fundo da vila e dali ao Moinho de Vento. Foi pena ainda não ter as velas, pois seria uma inauguração em grande. Mesmo assim muitos aproveitaram para entrar no moinho e ver toda a estrutura que enche quase por completo o interior. À entrada foram distribuídas cerejas!
Descemos à estrada N214 atravessando-a em direção ao ribeiro da Verga. O percurso estendeu-se por uma zona bastante plana em direção a sudoeste entrando nos pomares de macieiras perto da barragem da Barragem de Fontelonga. Foi pena não terem prevista a passagem junto da barragem, talvez até visitar a fraga das ferraduras, ali próxima. Mesmo sem estes atrativos a paisagem estava fantástica e em o estado do tempo instável perturbava a caminhada.
 Numa curva do percurso esperava-nos o reforço. Sumo, fruta, água, sandes e madalenas eram os géneros  disponíveis. A paragem foi curta e o grupo não chegou a juntar-se. À medida que chegaram partiam em grupos mais pequenos, com dois percursos alternativos: um de 9 quilómetros, outro de 12 quilómetros. Optei pelo mais longo e acho que fiz uma boa escolha. À medida que o caminho se aproximava de Selores, foi percorrendo áreas mais arborizadas, com pinheiros e giestas em flor. À distância via-se o castelo de Ansiães vigilante do vale do Douro, fronteira to território do concelho. Foi a parte do percurso que mais apreciei.
Ao som de cânticos dos escuteiros seguimos até que o caminho fletiu para sueste, ao encontro da estrada Fontelonga - Besteiros. Foi percorrendo esta estrada que atingimos a aldeia. Embora o percurso fosse agora ascendente, quase não se deu por isso.
Atravessámos a aldeia para seguirmos depois em direção ao pinocro, que em Fontelonga dizem pinoco!
A azáfama já era grande com os preparativos para dar de comer a mais de 220 pessoas. Os assadores já estavam acessos e as mesas e cadeiras preparadas. Formaram-se filas para o caldo verde, para a feijoada e para a carne assada. O vinho era bom, o ambiente animado e a companhia bem disposta. Não faltou mesmo a música pimba para dar o ambiente de um arraial.
Estão de parabéns os organizadores do evento. Conseguiram mobilizar um grande número de participantes e tudo correu às mil maravilhas. O Sr. presidente da Junta de Freguesia de Carrazeda (com raízes em Fontelonga) mostrou-se bastante satisfeito com adesão e com a forma como tudo decorreu. As experiência de partilha da organização com Fontelonga foi positiva proporcionando além da caminhada momentos de convívio entre pessoas de vários pontos do concelho e de várias faixas etárias. Esta foi a caminhada que teve gente mais jovem, de todas as que participei.
GPSies - Carrazeda_Pinoco

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 6/09/2012 07:30:00 AM

sexta-feira, 8 de junho de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] III Passeio Pedestre - Carrazeda/Fontelonga

Ainda não tive tempo para escrever algumas linhas sobre o III Passeio Pedestre que aconteceu no dia 27 de Maio, em Carrazeda de Ansiães, organizado pelas Juntas de Freguesia de Carrazeda de Ansiães e Fontelonga. Entretanto, e como o tempo passa, adianto algumas fotografias que já fui pondo a circular na página do Facebook que criei, dedicada ao concelho de Carrazeda de Ansiães.
Só há aqui fotografias junto à sedes da Junta de Freguesia em Carrazeda de Ansiães e depois já no parque de merendas junto ao Pinoco, na Fontelonga. O caminho foi longo e cheiro de paisagens bonitas, que espero mostrar.
O almoço foi do melhor, num espaço que estava preparado para nos receber. Até o S. Pedro ajudou, com uma temperatura mais amena do que aquela que eu esperava encontrar no ponto mais elevado do concelho.



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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 6/08/2012 11:00:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Festa do Corpo de Deus em Seixo de Manhoses

Apesar da continuidade da manutenção do dia santo no dia da celebração do Corpo de Deus não estar assegurada, sendo possivelmente este o último ano em que tal se verifica, esta festa tem profundas raízes nas celebrações católicas e um grande significado. Embora chamada do Corpo de Deus, a designação mais correta seria Corpo de Cristo, derivada de Corpus Christi. As celebrações tiveram início no séc. XIII, na Bélgica, espalhando-se depois por toda a Europa e mundo Católico. Esta festa está ligada à Páscoa, mais concretamente à Quinta-Feira Santa, daí a festa do Corpo de Deus se celebrar sempre numa quinta-feira. Acontece sempre 60 dias após a Páscoa.
Esta exaltação da presença real do corpo de Cristo na Eucaristia tem como ponto alto a realização de uma procissão, tendo a primeira sido realizada em 1264. Com o corpo de Cristo a ser transportado ao longo das ruas surgiu em Portugal (tendo-se espalhado depois para o Brasil) o hábito de fazer tapetes de flores ao longo das ruas por onde passa a Custódia, com a hóstia consagrada.
Guardo muitas recordações desta prática dos meus tempos de criança, e foi com bastante satisfação que a vim encontrar ainda viva em grande parte das aldeias do concelho de Vila Flor. Já em anos anteriores fiz referência às aldeias de Vilas Boas, Valtorno e Samões e, este ano, desloquei-me a Seixo de Manhoses para acompanhar estas celebrações.
A celebração seguida da procissão teve lugar ao fim da tarde. O dia esteve ventoso o que dificultou a tarefa de fazer o tapete de flores que percorria a maior parte da aldeia. Mesmo assim, as roas apresentavam um colorido admirável, elaborado com um misto de fé e de vaidade, porque há um certo despique para que a sua rua se distinga das restantes pela qualidade das flores e pelo arranjo das mesmas.
Parece que, em tempos, a Comissão Fabriqueira chegou mesmo a distribuir prémios pelas ruas que se distinguissem, mas tal não acorre atualmente, e acho bem, porque poderia desvirtuar o significado do gesto de fazer essas passadeias.
Os materiais para fazer as passadeiras podem ter algumas variações dependendo se a Páscoa ocorre mais cedo ou mais tarde, coincidindo ou não com a época de floração de algumas espécies. Originalmente a força das flores era de origem silvestre, com destaque para as flores das giestas (maias), amarelas, abundantes nas zonas mais frias do concelho. Este ano foi mesmo necessário procurarem-nas em zonas de maior altitude, perto do Mogo de Malta, porque é praticamente o último lugar onde ainda existem em abundância (por ser uma zona mais fria). Reparei que no Seixo não foram usadas as flores das arçâs (rosmaninho), mas noutras localidades são muito utilizadas.
Com algumas nuances de bairro para bairro, são usadas flores, pétalas e uma grande quantidade de verdes: rosas, maias, margaridas, sabugueiro, fetos, heras, funcho, serrim, etc. Em determinados locais foram "desenhados" cálices, custódias ou cruzes, em cores vivas e feitos com muito rigor.
A procissão saiu da igreja Matriz, seguiu pela Rua do Castelo, desceu ao largo de Santo António, Capela de Nossa Senhora do Rosário, Jardim de Infância, virando depois à esquerda para o largo do Senhor dos Aflitos. No cruzeiro que existe nesse local foi feita uma paragem para oração. A procissão regressou à igreja pela rua Principal e depois pela rua da Igreja.
Terminada a celebração é de louvar a mobilização das pessoas que rapidamente procederam à limpeza das ruas impedindo que o vento espalhasse os arranjos, dificultando depois a limpeza.
Esta bonita tradição ainda se mantém bem vida na aldeia de Seixo de Manhoses. Vamos esperar para ver como é que ela vai evoluir com o desaparecimento do Dia Santo.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 6/08/2012 08:00:00 AM