terça-feira, 17 de julho de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Pombal

Vista parcial da aldeia do Pombal, em Carrazeda de Ansiães.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 7/17/2012 11:30:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] e de repente é noite (XLVI)

Que realidade procuram surpreender
os cautelosos geólogos ao fotografarem
as paisagens
amputando-lhes quiméricas dimensões?
É agitando luzeiros nas escarpas da utopia
que as redes se enchem com o fascínio das sereias.
E há manhãs de natal sem dezembros dentro
que transfiguram em estames de bruma
um revérbero de sol
e transformam as nossas saudades
em dolorosas estátuas de gelo.

Poemas de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: Rio Tua, em Ribeirinha, Vilas Boas.   

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 7/17/2012 06:30:00 AM

[À Descoberta de Torre de Moncorvo] Segada e malhada tradicionais em Adeganha (1ªParte)

Teve lugar no dia 14 de julho, em Adeganha, a realização de uma segada, seguida de malhada, tradicionais. Na verdade foi muito mais do que isto, dado que foi um dia inteiro de atividades, das quais vou dar o meu testemunho pessoal.
A notícia chegou-me via Facebook. Parece que não é só nas grandes cidades que se promovem eventos recorrendo às redes sociais, defeitos à parte, as tecnologias também têm as suas vantagens.
Cheguei a Adeganha a meio da manhã. Desde o IC5 que encontrei placas específicas sinalizadoras do local do evento. Isto demonstra a preocupação em facilitar a vida às pessoas.
No largo da Lameira a azáfama já era grande. As bancas de produtos locais estavam muito atrativas. Além de produtos da aldeia identifiquei bancas de Estevais e da Cardanha.
Havia uma exposição de alfaias ligadas ao cultivo do cereal e à feitura do pão. À entrada no recinto estava um carro de bois carregado de cereal, dando as boas-vindas a quem chegava.
Andando de um lado para o outro perdias atividades previstas para a manhã, que eram: yoga, oficina da lã e do linho, oficina do pão e dos bolos tradicionais.
 O sino da igreja chamou os crentes para o culto. Alguns com um traje já pouco habitual, outros com um traje domingueiro mais atual, era sábado, mas de festa, todos se juntaram na antiquíssima igreja de S. Tiago para a Eucaristia. Meso com a presença dos visitantes, a igreja não encheu. Durante a celebração foram houve duas ideias que o sr. Padre realçou e me chamaram à atenção. A primeira tem a ver com o título do movimento que realizou a festa - Aldeia Viva. Também a igreja incentiva à entrega, à partilha à participação, só assim se pode ser um bom católico. A segunda ideia está intimamente ligada com a Eucaristia e com a partilha de Deus sob a forma de pão. "Eu sou o pão vivo, descido dos céus", cantou o grupo coral.
 Após a Eucaristia aproveitei para apreciar a igreja. Não foi a primeira vez que a visitei, mas este monumento é merecedor de mais do que uma visita. A igreja é do séc. XIII sendo monumento nacional desde 1944. è um dos mais belos templos românicos de Portugal. Para além de outros elementos dignos de realce por especialistas, a mim agradam-me particularmente a figura das três mulheres no frontispício (que dão origem a uma curiosa historia, mas que possivelmente representam um parto) e o motivos representados na cachorrada, sobretudo zoomórficos com pássaros, touros, etc. No interior chamam à atenção dois altares laterais em talha dourada e os frescos nas paredes, bem ao estilo da Ermida de Nª Sª da Teixeira na freguesia da Açoreira.
Dirigi-me à pressa para o largo da Lameira. Estava à espera de uma cerimónia formal de bênção do pão, mas não chegou a acontecer!
À hora de almoço fiz uma passagem por todas as tasquinhas fazendo um "inventário" das possibilidades. A oferta era bastante variada, dentro dos tradições das segadas e malhadas. Havia rojões, carne estufada, milhos, feijão frade com atum, dobrada, caldeirada de borrego, migas de/e com bacalhau. A minha escolha recaiu sobre a tasquinha da Comissão de Festas de Nª Sª do Castelo. Acho que fiz uma boa escolha, e aponto apenas duas razões. Comi rodeado de gentes de Adeganha, a maior parte idosa, com quem conversei longamente . Neste grupo estavam, entre outros, o Sr. Moisés e o Sr. Francisco Barros, pessoas com a pele queimada de muitos sois e os dedos habituados aos dedais.
 Antigamente a época da segada era longa. Começava na Vilariça, mais quente, na Horta ou Junqueira e prolongava-se durante mais de um mês, em altitude, lá para o Planalto Mirandês, no Variz, Urrós ou mesmo Duas Igrejas. Terminados os dias de trabalho, alguns regressavam de comboio, pela antiga Linha do Sabor, outros voltam a pé, com o burrico pela rédea e menos de 1000 escudos no bolso. E ... havia festa.

 A segunda razão porque fiz uma boa escolha foi  ementa. Paguei 7€, mas tive a possibilidade de provar todos os pratos ( e eram bastantes). Acompanhei tudo com salada de alface com porretas (folhas aéreas da cebola), mas havia batatas cozidas, a murro e arroz. Estava tudo excelente e não me coibi de dar os parabéns à D. Ermelinda Pinto pela confeção de tão fausto e e apetitoso almoço.
Como sobremesa havia laranjas e peras, tudo de produção local, arroz doce e, novidade para mim, milhos doces! Gostei desta iguaria tradicional.
É à mesa que se cultiva a amizade e a refeição serviu para eu me sentir integrado e à vontade com as pessoas de Adeganha. Conheci o Sr. Presidente da Junta, o já "amigo virtual" Bruno Moreira, revi os amigos Leonel Brito e Arnaldo Silva, da vila.
 Depois de uma tão substancial refeição a solução foi queimar algumas calorias nuns passos de dança. A acordeonista Cristiana lançou a música a jeito e os mais animados não se fizeram rogados. O recinto era espaçoso e os dançarinos poucos (embora bons). Também se cantou o fado, por jovens e menos jovens. Se alguma desafinação houve, a culpa foi de certeza do acompanhamento instrumental e não da sangria, que estava ali mesmo ao lado.

Continua.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Torre de Moncorvo a 7/17/2012 02:36:00 AM

sexta-feira, 13 de julho de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] II Caminhada por Terras de Beira Grande (2)

 Mais algumas fotografias da II Caminhada por Terras de Beira Grande.
Na primeira vê-se o momento do reforço, com uma paisagem fantástica para o rio Douro.

Nesta imagem vemos o grupo dos caminheiros e, parece que está próximo, mas não está, uma aldeia do outro lado do rio Douro. Não sei o nome da aldeia. O amigo António Joaquim "comanda" o grupo.
Um grupo de caminheiros já com vasta experiência, oriundos de Carrazeda de Ansiães, Linhares e Marzagão (e Peredo dos Castelhanos!).

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 7/13/2012 11:00:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Paisagens

Esta é uma das fotografias que tirei na minha última caminhada, na semana passada. Passei pelo Gavião, freguesia de Seixo de Manhoses e esta é o que se avista olhando em direção a Moncorvo.
A barragem que se avista é a Barragem do Arco e do Ribeiro Grande, Nabo, Vila Flor.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 7/13/2012 08:30:00 AM

[À Descoberta de Alfândega da Fé] Visita a Cilhades

 A Câmara Municipal de Alfândega da Fé organizou, em parceria com a EDP, uma visita à estação arqueológica de Cilhades, no dia 7 de julho.
Não costumo ter uma postura tranquila quando vejo o logótipo da EDP envolvido. Sempre fui, e serei, contra as barragens no rio Tua e Sabor, mas achei que esta iniciativa é daquelas que se repetem poucas vezes e não quis perder a oportunidade. Contactei o posto de Turismo de Alfândega e fiz a minha inscrição (paravam-se 5€).
Cheguei a Alfândega pouco antes da hora prevista, as 2 da tarde. Percorri pela primeira vez a o IC5 entre a Vilariça e a Vila, parecendo-me o caminho bem mais curto e rápido. Ao chegar a Alfândega senti-me completamente "perdido". Não é normal eu ficar desorientado, direi mesmo desNorteado, mas acho que isso se deveu a ir com atenção ao GPS (só por curiosidade) que também não reconhecia a estrada.
Para piorar as coisas a vila está completamente "em pantanas". Há paralelos por todos os cantos, os passeios estão desfeitos e as ruas esburacadas. Não tem um aspeto muito acolhedor. Só me senti orientado quando cheguei ao centro.
À hora marcada estava cheio um mini-autocarro e uma carrinha de nove lugares, cerca de 30 pessoas. Ao que percebi a procura excedeu as disponibilidades da oferta, sendo necessário limitar as inscrições.
Conheço relativamente bem a estrada de Alfândega à Póvoa, já no concelho de Torre de Moncorvo. Gouveia, Adeganha, Cardanha e Póvoa são aldeias que já visitei várias vezes. Quase não dá para imaginar, mas a minha esposa já lecionou na Cardanha. Nessa altura os alunos da Póvoa deslocavam-se para a Cardanha num táxi!
Fizemos uma paragem nos estaleiros da barragem. Distribuíram coletes, capacetes e panfletos sobre a obra. O meu constrangimento começou quando iniciámos a descida até às margens do Sabor. A desolação é tremenda. Nunca frequentei uma área de guerra, mas foi essa a ideia com que fiquei ao ver quilómetros de montanhas esventradas.
 Este triste cenário ficou para trás e aproximar-nos de Cilhades, no termo de Felgar, concelho de Torre de Moncorvo. Já tinha estado no local algumas vezes, por isso tinha alguma ideia do que iria encontrar.
A primeira paragem aconteceu no sítio arqueológico do Castelinho, alto amuralhado datado da Idade do Ferro. Este lugar era completamente novo para mim, mas tive dividir o tempo e a atenção entre a fotografia e a audição das explicações da equipa de arqueólogos no local. Fiquei positivamente surpreendido com a forma como o sítio foi apresentado, de forma simples, clara e creio que suficientemente histórica para todos perceberem o que se apresentava a nossos olhos.
O sítio fortificado parece estar datado da II Idade do Ferro, tendo um perímetro oval com cerca de 100 metros de comprido, com 60 de largo. A largura da muralha é de aproximadamente 4 metros mas no lugar mais acessível chega a ter 11 metros! Externamente há um conjunto de fossos a completar a linha defensiva. Na extremidade sul há uma rampa que dá acesso a uma entrada ladeada por dois torreões. Todo o interior está repleto de estruturas interessantes, que só os arqueólogos sabem descrever com exatidão. Além das estruturas visíveis têm sido encontradas muitos fragmentos cerâmicos, fíbuários de vários tipos, um anel, várias moedas, etc. Embora o sítio não tenha sido romanizado (possivelmente não era suficientemente atrativo), as moedas encontradas eram romanas sendo uma datada do ano 7 a.C.
 Também já foi encontrada uma cabeça antropomórfica, em granito. O que eu achei mais interessante foi mesmo um vasto conjunto de lajes em xisto, com os mais variados motivos gravados. Foi-nos mostrada uma no local, mas vimos um extenso conjunto delas nos estaleiro, na sala de Espólio.
A segunda paragem aconteceu na necrópole do Laranjal, a menor altitude, já no complexo de Cilhades. O nome Laranjal advém da existência de um conjunto de laranjeiras, numa zona com  mais de solo. Mas as sepulturas ultrapassam essa zona e espalham-se pela encosta, umas simplesmente escavadas na terra, outras bem delimitadas e cobertas por lajes em xisto. Aqui foram encontrados muitos ossos e alguns esqueletos quase completos. A existência deste cemitério era do conhecimento de algumas pessoas de Felgar, dado que alguns artefactos foram surgindo à superfície denunciando a sua presença. Deve ser do período medieval.
 Mais próximo das casas apresenta-se outra área onde há grande atividade de escavação. É o cemitério dos Mouros. A área é grande, mostrando muros de diferentes períodos, mas não nos foram mostrados elementos de relevo.
Visitámos algumas casas onde onde nos foi explicado como estavam organizadas e para que serviam.
Por último visitámos a pequena capela de S. Lourenço. Foram feitas prospeções no chão e nas paredes. É possível perceber que a capela tinha uma sacristia encostada, que foi destruída e o acesso tapado. A talha do altar estava coberta por uma tela.
É possível que a primeira capela se situasse no antigo cemitério do Laranjal. Há no local uma estrutura mais elaborada, com algumas pedras em granito, que pode bem ser a base de uma pequena capela. Foi também nesta área que foi encontrada uma ara votiva de granito dedicada a Tutela, um dos achados mais recentes mais relevantes. Já anteriormente  tinha sido encontrada no local outra ara votiva dedicada a Denso (ambas divindades tutelares).
A capela de S. Lourenço vai ser transladada para um local mais elevado, na margem oposta do rio.
Abandonámos Cilhades. O dia estava luminoso mas fazia algum vento e a poeira dificultou a visita e a audição das explicações, mas fiquei bastante satisfeito com o que vi, ouvi e fotografei.
 A paragem seguinte foi junto ao paredão da barragem. Quando atravessámos o leito do rio (moribundo), parecia que o paredão era gigantesco, mas quando nos colocámos à altitude a que vai chegar deu para perceber que ainda vai ser necessário fabricar muito betão (para contentamento do eng, Sócrates). O paredão vai ter 123 metros de altura. Os poços onde vão ficar as duas turbinas estão completamente enfiados na montanha granítica, não se vendo mais do que o local de saída da água para o exterior. Não vai haver nenhum sistema a  possibilitar a circulação de peixes. Na barragem mais pequena, a jusante, será construido um percurso alternativo (via ribeira da Vilariça) para a circulação dos peixes. Espero bem que isso não fique só no plano das intenções, como está a ficar a alternativa ferroviária, na Linha do Tua, na barragem de Foz-Tua.
Quando a barragem estiver concluída vai ser possível circular. O estradão que serve para os camiões vai ser transformado em estrada e estão já marcados alguns miradouros!
Toda a maquinaria estava em funcionamento, produzindo betão, que era despejado no paredão. Mesmo não partilhando da miragem do progresso e do benefício nacional que algumas pessoas veem nestas estruturas, não deixa de ser impressionante a capacidade do homem organizar tanta maquinaria, cabos, tubagens, etc. sendo capaz de mover montanhas.
Voltámos a atravessar o leito seco do rio em direção a Póvoa, onde se situam os estaleiros e o Gabinete de Espólio. A par do Castelinho e da necrópole do Laranjal, este foi um dos locais mais interessantes da visita. É impressionante o espólio recolhido! Foram-nos mostrados os achados mais importantes, podendo fazer perguntas e tirar fotografias. No entanto, fomos alertados para o facto de não deveram ser publicadas fotografias, o que me deixou bastante limitado. As lajes em xisto com guerreiros a cavalo, veados, javalis, ou simples padrões de riscas, ou estrelas impressionaram-me.
Nem todo o espólio está tratado, existindo muitos  achados encaixotados à espera da sua vez. Acredito que haja grande entusiasmo, porque os achados são de relevo e têm sido apresentados em encontros de arqueologia em Portugal e Espanha.
Se eu já tinha reservas quanto à construção da barragem - não me consigo esquecer que vai destruir território da Rede Natura 2000 - agora fico com a certeza de que também vai submergir importantes sítios arqueológicos. É que além daqueles que estão a ser estudados, e só do período românico já são bastantes, quantos mais se perderão para sempre?
Está assumido que a barragem vai produzir pouca energia, não vai servir para rega, funcionando principalmente como reserva de água e de energia! Está por estudar o duplo sistema de turbinagem e bombagem e a experiência já está a ficar-nos cara, mesmo sem sabermos se vai dar resultado. Será que as eólicas vão cumprir a sua função? Será que os parques eólicos conseguem manter-se sem os exagerados apoios estatais? São muitas perguntas por responder.
Terminada a visita à sala de Espólio terminou também o programa de visita, com o regresso a Alfândega da Fé, um pouco depois da hora prevista, porque toda a gente estava bastante entusiasmada.
Independentemente da minha posição em relação à construção da barragem gostei muito da visita. Cilhades e a zona envolvente, são espaços de acesso livre, podendo ser visitados. Os arqueólogos presentes mostraram disponibilidade para prestar esclarecimentos a potenciais visitantes. A obra do Escalão e a Sala do Espólio só são acessíveis em visitas autorizadas pela EDP, em iniciativas semelhantes a esta.
Ainda não está definido, ou eu não consegui perceber, o destino a dar ao espólio. As equipas de arqueólogos farão a divulgação gradual, em encontros ou artigos científicos, mas que não chegam ao grande publico. É natural que Torre de Moncorvo esteja interessado em manter e mostrar todo este espólio. A antiga escola Primária de Felgar pode ser a solução. Será necessário bastante espaço porque o espólio já é vasto e variado, mas, pelo que li, a referida escola tem 6 salas e alguma área coberta. O importante é não deixar sair o espólio da região, tal como já aconteceu com outro, nomeadamente algum encontrado no vale da Vilariça.
 Já em Alfândega da Fé decidi não usar o IC5 para voltar a casa. Percorrer as estradas estreitas e sinuosas do concelho é uma coisa que me dá muito prazer. Posso fazer inúmeras paragens, conhecer as pequenas aldeias e Descobrir as belezas do concelho.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Alfândega da Fé a 7/12/2012 06:50:00 PM

domingo, 8 de julho de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Pic-Nic dos Caminheiros

Pic-Nic de Caminheiros (2012)
No dia 22 de Junho, na Zona de Lazer da Piscina Municipal de Carrazeda de Ansiães.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 7/08/2012 09:20:00 PM

quinta-feira, 5 de julho de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Flor do Mês - Maio de 2012

 Maio já lá vai há algum tempo, mas ficou por selecionar a flor representativa desse mês. Não foram muitas as saídas, mas não é necessário procurar muito para esbarrar com carradas de flores, todas elas vistosas e dignas de representar bem o mês e a região.
No seguimento da escolha do mês de abril, optei por mais uma espécie da família Cistaceae (Ordem: Malvales). Contrariamente ao flor do mês anterior, do género cistus, talvez mais conhecido entre nós, esta espécie pertence ao género halimium  e é conhecida pelo nome vulgar de sargaço ou sargaço-moiro (Halimium lasianthum).
Trata-se de uma espécie que habita terrenos ácidos e pobres, incultos, muitas vezes sob pinhais, mas também são frequentes sob eucaliptos, na Quinta do Caniço.
Existem na parte norte da Península Ibérica e no sul de França; têm flores amarelas com 5 pétalas e são de folha persistente.
Quer o género cistus quer o halimium são cultivadas e vendidas como plantas decorativas, de jardim, sendo muito pouco exigentes e apresentando flores de cores vivas, embora de curta duração. Tirando a utilização decorativa, desprezada entre nós, não conheço mais nenhuma utilização desta espécie.
As fotografias  apresentadas foram tiradas junto às Capelinhas, em Vila Flor a 6 de maio de 2012.

Outras Flores de maio:


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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 7/05/2012 11:30:00 AM

quarta-feira, 4 de julho de 2012

[A Linha é Tua] Stop the Tua River Dam - Parar a barragem do Tua

Why this is important

In May 2012, the World Heritage Committee of UNESCO, asked the Portuguese government to stop the construction of the hidroelectric dam at the mouth of the Portuguese River Tua. Its construction threatens the classified area of the Alto Douro Wine Region.
Let's say to Portuguese Parliament that we are against the construction of this dam, which in addition to adversely affecting the our world cultural and natural heritage, will cause the cost per kWh of electrical energy production to be more than twice the current average cost of production, five times greater than just reinforcement of existing dams and twelve times greater than the implementation of measures for energy efficiency. Several new dams such as this one could imply a 10% increase in electricity bills of Portuguese families! The only ones benefiting from this are EDP (the biggest Portuguese energy corporation) and its managers.
The World Heritage Status of the Alto Douro Wine Region will be examined by the World Heritage Committee at its 36th session in St Petersburg 24 June-6 July 2012 ... but the Portuguese government is still defending the impossible - that the dam can be made compatible with the World heritage landscape.
We have no time to lose, sign the petition to stop the dam and save the river Tua, its natural environment and our common heritage (yes its yours too - its world heritage after all! ) and spread the word outside Portugal as international attention can make a huge difference! 


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Publicada por Blogger em A Linha é Tua a 7/04/2012 09:33:00 PM

[A Linha é Tua] Comunicado MCLT

O MCLT mostra-se chocado e indignado pela impunidade com que o Conselho de Administração da CP tem lidado com a Linha do Tua, os seus utentes e funcionários. No passado dia 1 de Julho, quando nada o fazia prever, e sem qualquer tipo de aviso nas estações da Linha do Tua – meramente no seu sítio na Internet – a CP concluiu de forma admirável que o melhor meio de transporte para o vale do Tua é o rodoviário (algo curiosamente desmentido no Estudo de Impacte Ambiental da barragem do Tua), o qual etiqueta mesmo de mais ecológico que o próprio comboio. Como tal, faz tábua rasa de um protocolo que assinou juntamente com 5 autarquias, a REFER e a EDP, e unilateralmente e sem consultar nenhuma das partes decidiu acabar com o transporte alternativo entre o Cachão e o Tua.
Esta fantástica conclusão surge depois de actos levados a cabo por esta empresa e pela REFER, que se dão ao luxo de ludibriar as sucessivas tutelas com dados falsos acerca das actividades ferroviárias que desempenham, desde a década de 1980: redução e desadequação de horários, desinvestimento na manutenção dos elementos da via, emparedamento de estações, encerramento do troço Mirandela – Bragança (o de maior procura na Linha do Tua) na Noite do Roubo, etc. O próprio administrador nomeado pela CP para o Metro de Mirandela dá-se ao luxo de não apreciar propostas para a redução de custos de exploração, o que atesta o total desprezo desta empresa pública pela Linha do Tua.
Lembramos que o transporte alternativo era efectuado por táxi, com uma reduzidíssima oferta de lugares e horários simplesmente absurdos, ao contrário do que se passou por exemplo em linhas como as do Corgo e do Tâmega, que dispunham de melhores horários e de transporte em autocarros. Ademais, foi apenas por iniciativa do Metro de Mirandela que se conseguiu reduzir de forma significativa os custos com este transporte, ao abrir um concurso local a vários taxistas. Por iniciativa – ou puro laxismo – do Conselho de Administração da CP, a sangria de dinheiro público poderia ter continuado incólume.
Esta decisão unilateral contra um compromisso assumido perante e em conjunto com várias entidades públicas vem assim atirar com dezenas de habitantes do vale do Tua para um dia a dia sem qualquer transporte público, onerando em alguns casos de forma insustentável a sua qualidade de vida e a sua própria sobrevivência – caso de vários idosos que dependiam do comboio para as suas consultas médicas e compra de medicamentos, esmagados por pensões de miséria. Para além disso, vem colocar em xeque a existência do Metro de Mirandela, não apenas no troço Mirandela – Cachão, mas até no troço Mirandela – Carvalhais, onde os transportes rodoviários da Câmara Municipal de Mirandela não terão capacidade para transportar todos os alunos inscritos nas escolas situadas junto à estação de Carvalhais destas para a cidade. Nos principais horários dos dias de semana, o Metro de Mirandela circula LOTADO no pequeno troço de 4 km reaberto depois do encerramento decretado por um Governo de Cavaco Silva.
O MCLT urge assim à tutela que imponha ordem e respeito a este Conselho de Administração néscio, mesquinho e inconsequente. Fazemos sobretudo o apelo a uma concertação com a sociedade civil local, que conhece muito melhor as necessidades e acessibilidades da região que um Conselho de Administração sedeado a 400 km de distância. É urgente passar a gestão da exploração da Linha do Tua a uma entidade local e isenta, que entenda que as receitas de um caminho-de-ferro como a Linha do Tua vão muito além das que provêm apenas da bilheteira: provêm do turismo, do merchandising, da publicidade, de viagens charter, do aluguer de espaços nas estações, e do transporte de despachos. Estas componentes poderão assegurar um encaixe correspondente a pelo menos 50% daquele obtido nas bilheteiras, e que poderá, aliado a medidas de incentivo da utilização do comboio, significar a sustentabilidade financeira da exploradora da Linha do Tua, sem qualquer tipo de subsídio ou compensação do Estado.
 
Pelo MCLT
Mirandela, 2 de Julho de 2012


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Publicada por Blogger em A Linha é Tua a 7/04/2012 09:13:00 PM