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terça-feira, 7 de agosto de 2012
[À Descoberta de Vila Flor] Histórias de Benlhevai
José Maria Sousa Fernandes lançou a 5 de agosto "Histórias de Benlhevai"
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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 8/07/2012 07:15:00 p.m.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
[À Descoberta de Vila Flor] É d'agora viva!!!
O acontecimento mais importante daqueles dias monótonos lá da terra, a quebrar a pasmaceira habitual das tardinhas mornas, era a chegada, à praça central, da camioneta da carreira. Logo que se ouvia ao longe aquele silvo roufenho da buzina, despontavam das portas meio fechadas das mercearias, pátios e farmácia, uns tantos pasmados que, de chapéu sobre os olhos, andar lento e dedos nas cavas do colete ou no cinto das calças, se chegavam para um dos topos do rectângulo, onde costumava parar o carro.
Aí, sob as tílias frondosas da borda, já esperavam as sardinheiras, de cócoras, lenços desapertados sobre as fartas cabeleiras, de tranças enroscadas em puxo, blusas de riscado desbotado, mais puído nos seios, saias de grande roda, com remendos quadrados na barra, descendo até aos pés descalços, a mostrar o calcanhar rachado. Conversavam sobre o negócio, dando que dando às rodilhas de trapo distraidamente suspensas das mãos.
- Mas tu esperas, ó Janota?
- Pois atão não havera de esperar? Se ele o meu fornecedor mandou-me uma parte, por telegrama, a dizer que vinham...
- A minha vem-me mais cara. Sessenta e tal mel reis o milheiro. Mas eu cá subo-lhe também ao preço. Olaré! Quem quiser que as plante! E ninguém gosta de trabalhar para aquecer.
- Lá isso é verdade - anuíu a Moga, a Esperança. - Vá que uma pessoa ganhe quinze mel reis. Vá lá mesmo, doze mel reis com uma coroa, em cada caixa. Mas menos, isso é que não!
- É! - reforçou a Maria da Júlia. - Vejam lá aquela paspalhona da Recha a vender a sardinha barata, a sete à coroa, por causa dum despique, e não chegou a tirar, forros, uma libra com um quartinho. Quem é que está por isso? Também se amolou, que a sardinha estava tão ardida que ninguém a podia «levar». Ora toma! E os fregueses olham agora para o peixe dela, desconfiados...
Com estas e com outras, parou ali mesmo a camioneta. Saíram alguns passageiros (três caixeiros viajantes e o pagador das Obras Públicas), abriu-se o rolo dos jornais que os assinantes, ávidos, reclamavam, para desandar depois, a ler os títulos da primeira página; e das coxias e de sob os bancos, o «chauffeur» tirava caixas de sardinha, com as tábuas húmidas, salgadas, espalhando no veículo um salitre e um fedor horríveis!
Distribuídas as caixas às suas destinatárias, as mulherzinhas abaixaram-se e despregavam-lhes as tábuas do cimo com um calhau, ou com qualquer escoprozito que levavam adrede no bolso da saia. Depois... caixas à cabeça, sobre as rodilhas, e elas aí vão a correr, divergindo para os quatro pontos cardeais do povoado.
- É d'agora viva!
- É vivinha!
- Quem merca a sardinha fresca?
- Quem n'a quer fresquinha?
O resto da história pode ser lida no livro O Homem da Terra, da autoria de Luís Cabral Adão, publicado em 1986.
1ª fotografia - Praça da República em 1921 (Arquivo do Museu Berta Cabral)
2.ªfotografia - Homenagem ao Dr. Cabral Adão, em Vila Flor, a 18-09-2010.
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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 8/06/2012 07:00:00 AM
Aí, sob as tílias frondosas da borda, já esperavam as sardinheiras, de cócoras, lenços desapertados sobre as fartas cabeleiras, de tranças enroscadas em puxo, blusas de riscado desbotado, mais puído nos seios, saias de grande roda, com remendos quadrados na barra, descendo até aos pés descalços, a mostrar o calcanhar rachado. Conversavam sobre o negócio, dando que dando às rodilhas de trapo distraidamente suspensas das mãos.
- Mas tu esperas, ó Janota?
- Pois atão não havera de esperar? Se ele o meu fornecedor mandou-me uma parte, por telegrama, a dizer que vinham...
- A minha vem-me mais cara. Sessenta e tal mel reis o milheiro. Mas eu cá subo-lhe também ao preço. Olaré! Quem quiser que as plante! E ninguém gosta de trabalhar para aquecer.
- Lá isso é verdade - anuíu a Moga, a Esperança. - Vá que uma pessoa ganhe quinze mel reis. Vá lá mesmo, doze mel reis com uma coroa, em cada caixa. Mas menos, isso é que não!
- É! - reforçou a Maria da Júlia. - Vejam lá aquela paspalhona da Recha a vender a sardinha barata, a sete à coroa, por causa dum despique, e não chegou a tirar, forros, uma libra com um quartinho. Quem é que está por isso? Também se amolou, que a sardinha estava tão ardida que ninguém a podia «levar». Ora toma! E os fregueses olham agora para o peixe dela, desconfiados...
Com estas e com outras, parou ali mesmo a camioneta. Saíram alguns passageiros (três caixeiros viajantes e o pagador das Obras Públicas), abriu-se o rolo dos jornais que os assinantes, ávidos, reclamavam, para desandar depois, a ler os títulos da primeira página; e das coxias e de sob os bancos, o «chauffeur» tirava caixas de sardinha, com as tábuas húmidas, salgadas, espalhando no veículo um salitre e um fedor horríveis!
Distribuídas as caixas às suas destinatárias, as mulherzinhas abaixaram-se e despregavam-lhes as tábuas do cimo com um calhau, ou com qualquer escoprozito que levavam adrede no bolso da saia. Depois... caixas à cabeça, sobre as rodilhas, e elas aí vão a correr, divergindo para os quatro pontos cardeais do povoado.
- É d'agora viva!
- É vivinha!
- Quem merca a sardinha fresca?
- Quem n'a quer fresquinha?
O resto da história pode ser lida no livro O Homem da Terra, da autoria de Luís Cabral Adão, publicado em 1986.
1ª fotografia - Praça da República em 1921 (Arquivo do Museu Berta Cabral)
2.ªfotografia - Homenagem ao Dr. Cabral Adão, em Vila Flor, a 18-09-2010.
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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 8/06/2012 07:00:00 AM
domingo, 5 de agosto de 2012
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] À Descoberta de Lavandeira (1/3)
Lavandeira é uma aldeia do concelho de Carrazeda de Ansiães, distando cerca de 7 km da sede. Muitos desconhecerão quase completo esta aldeia, recordando apenas o acontecimento de maior relevo que aí acontece todos os 15 e 16 de Setembro, as grandiosas festas em honra de Santa Eufémia. Outros farão a ligação da aldeia ao altaneiro e secular castelo de Ansiães, monumento ímpar no concelho, no distrito e mesmo na região, com uma história que se estende para lá da nacionalidade, podendo recuar mesmo à pré-história.
O visitante apressado, ou mesmo o romeiro dos dias de hoje, raramente tem tempo para saborear a beleza da paisagem, interpretar os sinais dos locais ou mesmo ter tempo para uma conversa sem hora marcada nem tema definido, apenas conversa, muitas vezes marcada pela recordação, pela saudade de pessoas, vivências e pelos espaços, que ainda existem mas que vão perdendo utilidade e significado. Por isso, pode ser interessante partir comigo numa "viagem", À Descoberta de mais esta freguesia.
Lavandeira não é muito rica em determinado tipo de património, por exemplo capelas, basta compará-la com Selores, ali ao lado, mas, nem por isso os habitantes da aldeia deixam de ter orgulho em lá morar e em se empenharem em querer mantê-la limpa e florida, como poucas no concelho. Nas primeiras vezes que visitei a aldeia, e já lá vão algumas décadas, foram as flores espalhadas por cada rua, por cada beco, por cada entrada de casa, que me fizeram gostar do lugar. Não só pela beleza das flores, mas também porque a sua plantação e manutenção mostra sensibilidade e brio, que, infelizmente, não abunda em todos os locais que tenho visitado.
Mais recentemente visitei a aldeia por duas vezes, com espaço de um ano entre elas. Por coincidência ambas aconteceram em março, quando a natureza começa a despertar de um período de dormência, sendo esse despertar evidente nas hortas e quintais, cheios de nabiças e amendoeiras em flor. E são estas subtilezas que realçam a rusticidade com que eram construída as casas da aldeia, do mais puro e duro granito, tal como ainda é possível encontrar em muitas ruas.
Um passeio pela Lavandeira deve começar no seu centro, posso mesmo dizer pelo seu "coração", o largo de Santa Eufémia. Em redor deste largo podem-se referenciar dois coretos (lembro-me de haver outro quase no centro), a Casa dos Milagres, o Centro de Dia e a Igreja Matriz.
O Centro de Dia Santa Eufémia é uma IPSS que presta serviço a cerca de uma dezena de idosos. A sua ação alarga-se no apoio domiciliário a mais de duas dezenas de idosos espalhados por várias freguesias, algumas distantes, como o Castanheiro. O ambiente é calmo e luminoso com as vidraças viradas a poente, recebendo o sol quente do fim de tarde com a tranquilidade que só os idosos podem gozar. Às vezes cantam, outras rezam, mas a maior alegria é a companhia, que aqui se procuram.
A Casa dos Milagres, agora ampla e remodelada, poderia contar histórias infindáveis de outros tempos, da grandeza das cerimónias que se desenvolviam em honra de Santa Eufémia. Já não há tulhas para guardar o cereal e outras dádivas trazidas pelos romeiros devotos que aqui se dirigiam, no entanto, ainda são visíveis alguns elementos que recordam o passado, como ex-votos, quadros pintados representando milagres e agradecimentos pela cura conseguida. Alguns estão datados do início do séc. XIX, mas a Casa dos Milagres tem na fachada o ano de 1929. Aqui se podem pagar promessas e comprar as mais variadas lembranças. Há desde uma simples vela (0,50€), ao corpo de uma pessoa em cera (250€).
É também na Casa dos Milagres que está um surpreendente conjunto de cadernos com o nome dos irmãos da Confraria de Santa Eufémia. Esta confraria terá tido início no séc. XVI e conseguiu um considerável numero de irmãos (vários milhares) espalhados por vários concelhos. O Papa Pio XIV declarou-a como Irmandade Perpétua. A cobrança aos irmãos era feita em duas voltas (além-Tua e Vilariça) que abrangiam numerosos concelhos. As pessoas destacadas para a fazerem saíam no início de agosto e só regressavam em setembro. Durante esse tempo percorriam as aldeias, dormindo em casa de irmãos. Muitas aldeias tinham o seu próprio zelador, que se encarregava de fazer a recolha na sua aldeia. Devo dizer que sou irmão desta confraria desde que me lembro de ser gente!
Esta irmandade possuía um património em terras, que arrendava a bom dinheiro (noutros tempo). Além de mandar rezar uma missa por cada irmão que morria (com documento comprovativo que era enviado, penso que ainda é, para a morada do falecido), podia dar-se ao luxo de emprestar dinheiro.
Antes de uma visita à belíssima igreja matriz, talvez seja interessante fazer um percurso pela aldeia, conhecendo os seus espaços mais característicos.
Continua: À Descoberta de Lavandeira (2/3)
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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 8/05/2012 07:30:00 AM
O visitante apressado, ou mesmo o romeiro dos dias de hoje, raramente tem tempo para saborear a beleza da paisagem, interpretar os sinais dos locais ou mesmo ter tempo para uma conversa sem hora marcada nem tema definido, apenas conversa, muitas vezes marcada pela recordação, pela saudade de pessoas, vivências e pelos espaços, que ainda existem mas que vão perdendo utilidade e significado. Por isso, pode ser interessante partir comigo numa "viagem", À Descoberta de mais esta freguesia.
Lavandeira não é muito rica em determinado tipo de património, por exemplo capelas, basta compará-la com Selores, ali ao lado, mas, nem por isso os habitantes da aldeia deixam de ter orgulho em lá morar e em se empenharem em querer mantê-la limpa e florida, como poucas no concelho. Nas primeiras vezes que visitei a aldeia, e já lá vão algumas décadas, foram as flores espalhadas por cada rua, por cada beco, por cada entrada de casa, que me fizeram gostar do lugar. Não só pela beleza das flores, mas também porque a sua plantação e manutenção mostra sensibilidade e brio, que, infelizmente, não abunda em todos os locais que tenho visitado.
Mais recentemente visitei a aldeia por duas vezes, com espaço de um ano entre elas. Por coincidência ambas aconteceram em março, quando a natureza começa a despertar de um período de dormência, sendo esse despertar evidente nas hortas e quintais, cheios de nabiças e amendoeiras em flor. E são estas subtilezas que realçam a rusticidade com que eram construída as casas da aldeia, do mais puro e duro granito, tal como ainda é possível encontrar em muitas ruas.
Um passeio pela Lavandeira deve começar no seu centro, posso mesmo dizer pelo seu "coração", o largo de Santa Eufémia. Em redor deste largo podem-se referenciar dois coretos (lembro-me de haver outro quase no centro), a Casa dos Milagres, o Centro de Dia e a Igreja Matriz.
O Centro de Dia Santa Eufémia é uma IPSS que presta serviço a cerca de uma dezena de idosos. A sua ação alarga-se no apoio domiciliário a mais de duas dezenas de idosos espalhados por várias freguesias, algumas distantes, como o Castanheiro. O ambiente é calmo e luminoso com as vidraças viradas a poente, recebendo o sol quente do fim de tarde com a tranquilidade que só os idosos podem gozar. Às vezes cantam, outras rezam, mas a maior alegria é a companhia, que aqui se procuram.
A Casa dos Milagres, agora ampla e remodelada, poderia contar histórias infindáveis de outros tempos, da grandeza das cerimónias que se desenvolviam em honra de Santa Eufémia. Já não há tulhas para guardar o cereal e outras dádivas trazidas pelos romeiros devotos que aqui se dirigiam, no entanto, ainda são visíveis alguns elementos que recordam o passado, como ex-votos, quadros pintados representando milagres e agradecimentos pela cura conseguida. Alguns estão datados do início do séc. XIX, mas a Casa dos Milagres tem na fachada o ano de 1929. Aqui se podem pagar promessas e comprar as mais variadas lembranças. Há desde uma simples vela (0,50€), ao corpo de uma pessoa em cera (250€).
É também na Casa dos Milagres que está um surpreendente conjunto de cadernos com o nome dos irmãos da Confraria de Santa Eufémia. Esta confraria terá tido início no séc. XVI e conseguiu um considerável numero de irmãos (vários milhares) espalhados por vários concelhos. O Papa Pio XIV declarou-a como Irmandade Perpétua. A cobrança aos irmãos era feita em duas voltas (além-Tua e Vilariça) que abrangiam numerosos concelhos. As pessoas destacadas para a fazerem saíam no início de agosto e só regressavam em setembro. Durante esse tempo percorriam as aldeias, dormindo em casa de irmãos. Muitas aldeias tinham o seu próprio zelador, que se encarregava de fazer a recolha na sua aldeia. Devo dizer que sou irmão desta confraria desde que me lembro de ser gente!
Esta irmandade possuía um património em terras, que arrendava a bom dinheiro (noutros tempo). Além de mandar rezar uma missa por cada irmão que morria (com documento comprovativo que era enviado, penso que ainda é, para a morada do falecido), podia dar-se ao luxo de emprestar dinheiro.
Antes de uma visita à belíssima igreja matriz, talvez seja interessante fazer um percurso pela aldeia, conhecendo os seus espaços mais característicos.
Continua: À Descoberta de Lavandeira (2/3)
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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 8/05/2012 07:30:00 AM
[À Descoberta de Vila Flor] Seixo de Manhoses
Vista parcial da aldeia de Seixo de Manhoses.
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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 8/05/2012 12:52:00 AM
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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 8/05/2012 12:52:00 AM
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
[À Descoberta de Vila Flor] Pão sem côdea
- É da minha lembrança, o pão de dois vinténs. Não vale a pena a gente andar a matar-se. Os burritos são da casa , mas que importa!? Os adubos caros como o lume. Pessoal, de grilo! O filho anda na guerra, quem o fabrica?
- Vá, homem anda lá! dou-te uma ajuda. A segada é dura.
- O apetite não existe!
- Anda, anima-te! Come p´ra diante, carrega-lhe no presunto.
- A pinga é valente, é o que me vai valendo. Sangue da videira.
Na eira a máquina trabalha. A máquina vomita. Palha e grão, palha e grão. O motor não pára.
Sacos sobre sacos. O carro já espera.
- Deitar água, depressa, ide a buscar mais! Ai o meu pãozinho - fujam - o motor estoirou.
- Água!
- Água!
- Água!
O fogo de várias línguas lambe e come até fartar.
Tudo estala e foge. O lume assa Julho.
O pão ardeu. Dos sacos nem baraços.
Choros e mãos a abanar.
- Que será de nós?
Tinha de não ter côdea. Não volta a fabricar.
N. Fonseca.
Texto publicado no Jornal Énié, a 08-10-1975
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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 8/03/2012 07:00:00 AM
[A Linha é Tua] Valerá a pena?
Destruir
- Um vale único
- Uma linha de caminho de ferro considerada uma das maiores obras da Engenharia Portuguesa e uma das mais belas do Mundo
- Oliveiras centenárias que produzem o melhor azeite do Mundo
- Videiras e um microclima que produz o melhor vinho do Mundo
- Termas sulfurosas milenares
- A ligação de caminho de ferro ao interior de Trás os Montes
- Aumentar a desertificação e abandonar as populações
- Arriscar que o DOURO PERCA A CLASSIFICAÇÃO DE PATRIMÓNIO MUNDIAL
Por
- UM MONSTRO DE UMA BARRAGEM QUE SÓ VAI CONTRIBUIR COM A PRODUÇÃO DE 0.3% DA ENERGIA ??????
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Publicada por Blogger em A Linha é Tua a 8/03/2012 12:57:00 AM
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
[À Descoberta de Vila Flor] Freguesia Mistério n.º61
A Freguesia Mistério n.60 esteve "no ar" durante o mês de junho. O enigma era um painel de azulejos que dizia:
Tendo nascido engegado
De muito longe aqui vim
Tomei banho e bebi água
Com saúde forte vou assim.
Os azulejos estão colados na frente de uma capela, da devoção de Santa Cruz (ou Senhora da Conceição), muito antiga, situada a alguma distância da aldeia do Nabo. A quadra não se refere à capela, ou unicamente à capela, mas sim a uma fonte que existia no local (e que ainda existe) com água supostamente com puderes curativos. Estas fontes eram procuradas por pessoas que sofriam de grandes males, muitas vezes de pele, que procuravam a cura, tanto nos puderes medicinais das águas, como na fé (principalmente nesta). Existe outra fonte com igual fama em Roios, junto à capela de Nª Sª do Rosário.
Não muito longe da capela de Santa Cruz ficam as águas de Bem Saúde, em Sampaio.
Não mostro fotografias da capela, mas já há várias no blogue (Fotografia 1 - Fotografia 2 - Fotografia 3)
Em resposta à pergunta "Em que freguesia do concelho de Vila Flor pode pode ser encontrado este painel em azulejo?", 5 pessoas arriscaram um palpite.
Carvalho de Egas (1) 20%
Freixiel (1) 20%
Nabo (1) 20%
Seixos de Manhoses (1) 20%
Trindade (1) 20%
Como se pode ver cada uma das cinco pessoas"apostou" numa freguesia diferente! A resposta certa era Nabo, que teve 1/5 das respostas.
O próximo desafio é um relógio de sol. Já não é o primeiro com relógios de sol, mas sim o terceiro.
Freguesia Mistério n.º 4 - Relógio de Sol em Vilas Boas
Freguesia Mistério n.º 6 - Relógio de Sol em Vila Flor
Este desafio também já terminou, vamos ver qual será o seguinte.
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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 8/02/2012 07:30:00 AM
Tendo nascido engegado
De muito longe aqui vim
Tomei banho e bebi água
Com saúde forte vou assim.
Os azulejos estão colados na frente de uma capela, da devoção de Santa Cruz (ou Senhora da Conceição), muito antiga, situada a alguma distância da aldeia do Nabo. A quadra não se refere à capela, ou unicamente à capela, mas sim a uma fonte que existia no local (e que ainda existe) com água supostamente com puderes curativos. Estas fontes eram procuradas por pessoas que sofriam de grandes males, muitas vezes de pele, que procuravam a cura, tanto nos puderes medicinais das águas, como na fé (principalmente nesta). Existe outra fonte com igual fama em Roios, junto à capela de Nª Sª do Rosário.
Não muito longe da capela de Santa Cruz ficam as águas de Bem Saúde, em Sampaio.
Não mostro fotografias da capela, mas já há várias no blogue (Fotografia 1 - Fotografia 2 - Fotografia 3)
Em resposta à pergunta "Em que freguesia do concelho de Vila Flor pode pode ser encontrado este painel em azulejo?", 5 pessoas arriscaram um palpite.
Carvalho de Egas (1) 20%
Freixiel (1) 20%
Nabo (1) 20%
Seixos de Manhoses (1) 20%
Trindade (1) 20%
Como se pode ver cada uma das cinco pessoas"apostou" numa freguesia diferente! A resposta certa era Nabo, que teve 1/5 das respostas.O próximo desafio é um relógio de sol. Já não é o primeiro com relógios de sol, mas sim o terceiro.
Freguesia Mistério n.º 4 - Relógio de Sol em Vilas Boas
Freguesia Mistério n.º 6 - Relógio de Sol em Vila Flor
Este desafio também já terminou, vamos ver qual será o seguinte.
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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 8/02/2012 07:30:00 AM
[A Linha é Tua] O que diz a comunicação social - Ago2012
- 01.08.2012 - SIC Notícias - Foz Tua: Secretaria de Estado da Cultura considera "inútil" construção de mais um museu na região
- 01.08.2012 - RTP Notícias - UNESCO diz ser importante ouvir diferentes opiniões antes de chegar a conclusões sobre barragem de Foz Tua
- 01.08.2012 - RTP Notícias - Ambientalistas apelam à UNESCO para travar construção da barragem
- 01.08.2012 - TSF - Sociedade civil contra construção de barragem de Foz Tua, frisa ambientalista
- 01.08.2012 - RR - Técnicos da UNESCO avaliam barragem do Foz Tua no Douro Vinhateiro
- 01.08.2012 - RR - Mexia levou técnicos da UNESCO à barragem do Foz Tua
- 01.08.2012 - RR - Quercus acredita que Unesco vai mandar parar barragem de Foz Tua
- 01.08.2012 - RR - Autarcas do Tua recusam parar obras da barragem
- 01.08.2012 - JN - Missão da UNESCO recebida por manifestação na Régua
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Publicada por Blogger em A Linha é Tua a 8/02/2012 12:38:00 AM
[A Linha é Tua] O que diz a comunicação social - Jul2012
- 31.07.2012 - ptjornal - UNESCO chama 'Os Verdes' para discussão sobre barragem do Tua
- 30.07.2012 - TVI24 - Património em risco? UNESCO avalia barragem
- 30.07.2012 - Jornal Nordeste - "Barragem de Foz Tua não é necessária"
- 17.07.2012 - Terra Quente - População volta a ter taxis até ao Tua até setembro
- 09.07.2012 - Diário Digital - Linha do Tua: Transportes alternativos retomados quarta-feira
- 09.07.2012 - Expresso - Linha do Tua: Transportes alternativos retomados quarta-feira
- 06.07.2012 - Diário Digital - Linha do Tua: EDP desmente obrigação legal de assegurar transportes
- 05.07.2012 - RR - Bloco de Esquerda e Verdes insistem em parar barragem do Tua
- 04.07.2012 - Expresso - Linha do Tua: Movimento cívico indignado com suspensão de transportes alternativos sem aviso
- 04.07.2012 - Jornal Nordeste - Tua fica sem táxis
- 03.07.2012 - TSF - Foz Tua: Autarcas ameaçam opor-se a barragem se plano de mobilidade não for cumprido
- 02.07.2012 - RTP - Mirandela espera que Estado cumpra compromissos
- 02.07.2012 - RTP - Habitantes da zona do Tua queixam-se de falta de alternativas de transporte
- 02.07.2012 - RTP - Habitantes da região da linha ferroviária do Tua sem transportes
- 02.07.2012 - Sol - Transportes alternativos no Tua acabaram
- 02.07.2012 - Jornal de Notícias - Suspensão de transportes na Linha do Tua viola plano de mobilidade
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Publicada por Blogger em A Linha é Tua a 7/04/2012 08:47:00 PM
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
[A Linha é Tua] Autarcas do Tua recusam parar obras da barragem
Defendem que a esta altura do campeonato a beleza natural do vale já não vai existir e que já só há a ganhar com o desenvolvimento que a obra traz à região.
Os presidentes de câmara da região do Alto Douro Vinhateiro dizem ser inaceitável parar nesta altura as obras da Barragem de Foz Tua. Depois dos ambientalistas, foi a vez de os autarcas dizerem o que pensam à delegação da UNESCO que está de visita à região.
As obras não podem parar, é a posição transmitida esta quarta-feira às técnicas da Unesco pelo presidente da Associação de Desenvolvimento do Vale do Tua e da Comunidade Intermunicipal do Douro.
"Aquilo que tínhamos a perder já perdemos, que é de facto a questão da beleza selvagem, e aquilo que agora teríamos a ganhar, se parasse, não ganhávamos nada", defende Artur Cascarejo.
"A beleza natural do vale enquanto vale selvagem já não vai existir. Vai existir é um projecto de desenvolvimento regional em parceria com as autoridades locais e com o Governo português, que têm um verdadeiro projecto de desenvolvimento integrado para todo o território", argumenta.
"As populações do Vale do Tua não podem perder esta oportunidade porque ela representa o fim do esquecimento a que durante anos este território foi votado pelos diferentes Governos. Esta é uma oportunidade única que nós agarramos com todas as mãos e que portanto não vamos perder", insiste ainda o autarca.
É possível compatibilizar a central hidroeléctrica com a paisagem Património da Humanidade, dizem os autarcas, que não aceitam perder um projecto que segundo eles trará desenvolvimento à região e ao país.
Sem grandes conclusões para divulgar, a delegação da UNESCO para já sublinha a importância de recolha de opiniões diversas sobre um projecto polémico com algum impacto em área protegida.
Fonte do texto: Renascença
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Publicada por Blogger em A Linha é Tua a 8/01/2012 11:58:00 PM
Os presidentes de câmara da região do Alto Douro Vinhateiro dizem ser inaceitável parar nesta altura as obras da Barragem de Foz Tua. Depois dos ambientalistas, foi a vez de os autarcas dizerem o que pensam à delegação da UNESCO que está de visita à região.
As obras não podem parar, é a posição transmitida esta quarta-feira às técnicas da Unesco pelo presidente da Associação de Desenvolvimento do Vale do Tua e da Comunidade Intermunicipal do Douro.
"Aquilo que tínhamos a perder já perdemos, que é de facto a questão da beleza selvagem, e aquilo que agora teríamos a ganhar, se parasse, não ganhávamos nada", defende Artur Cascarejo.
"A beleza natural do vale enquanto vale selvagem já não vai existir. Vai existir é um projecto de desenvolvimento regional em parceria com as autoridades locais e com o Governo português, que têm um verdadeiro projecto de desenvolvimento integrado para todo o território", argumenta.
"As populações do Vale do Tua não podem perder esta oportunidade porque ela representa o fim do esquecimento a que durante anos este território foi votado pelos diferentes Governos. Esta é uma oportunidade única que nós agarramos com todas as mãos e que portanto não vamos perder", insiste ainda o autarca.
É possível compatibilizar a central hidroeléctrica com a paisagem Património da Humanidade, dizem os autarcas, que não aceitam perder um projecto que segundo eles trará desenvolvimento à região e ao país.
Sem grandes conclusões para divulgar, a delegação da UNESCO para já sublinha a importância de recolha de opiniões diversas sobre um projecto polémico com algum impacto em área protegida.
Fonte do texto: Renascença
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Publicada por Blogger em A Linha é Tua a 8/01/2012 11:58:00 PM
[À Descoberta de Vila Flor] Flor do Mês - Junho de 2012
A representar o mês de junho está uma bela planta que dá pelo nome de Gala crista. O seu nome cientifico é Salvia verbenaca, e tem como nomes vulgares Erva-crista, Crista de galo, Jarvão, Salva-dos-caminhos, etc.
Aqui vemo-la em flor, porque é de flores que falamos. É percetível a semelhança da flor desta espécie com a da arçã, a do alecrim ou mesmo a do tomilho, são todas da mesma família (lamiaceae). Como planta muito próxima da vulgar salva (Salvia officinalis) deve possuir muitas das suas caraterísticas medicinais. Não esquecer que salvia deriva de salvere, portanto "estar com saúde", "estar salvo".
Trata-se de uma planta abundante em todo o país, que cresce em terrenos incultos e encostas. Tal como um dos nomes vulgares indica, cresce na borda dos caminhos, e é nesse ambiente que a tenho encontrado mais vezes. Em Vila Flor costumo fotografá-la numa espécie de prado que existe em volta da Fonte do Olmo, mesmo junto o Estádio Municipal. Ocupa uma grande área e forma um conjunto harmonioso com outras flores primaveris, papoila, camomila, pimpilros, etc. A floração pode ocorrer (segundo a base de dados da UTAD) quase todo o ano, mas é mais frequente em maio e junho.
A principal curiosidade desta espécie está nas suas sementes. Eram usadas para fazer a limpeza dos olhos, quer contra pó, pólen, ou contra outras coisas que invadissem os olhos. As pequenas sementes eram colocadas diretamente no olho, por debaixo das pálpebras, sendo depois retiradas com a sujidade, funcionando como uma "vassoura". Podia ser retirada do olho com a ajuda de uma pena de ave! A semente passa de negro a branca, porque com a humidade há libertação de algumas substâncias! Esta utilização é muito conhecida em Trás-os-Montes, mas também noutras zonas do país. Em Espanha chega a receber o nome "hierba de los ojos" ou "hierba del ciego".
Procurei alguma ligação entre esta planta e os galos, ou as galinhas, que explicasse a designação gala (de galo ou galinha) e crista. Parece-me muita coincidência. Será que a haste floral se assemelha a uma crista de galo ou de galinha?
Foi também a Espanha que fui buscar a informação de que a infusão das sementes também é usada como cicatrizante, por aplicação direta sobre as feridas, quente, com a ajuda de um pano, como emplastro. Esta compressa é renovada quando arrefece. No pós guerra chegou a ser fumada, como tabaco!
Outras Flores de maio:
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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 8/01/2012 02:29:00 PM
Aqui vemo-la em flor, porque é de flores que falamos. É percetível a semelhança da flor desta espécie com a da arçã, a do alecrim ou mesmo a do tomilho, são todas da mesma família (lamiaceae). Como planta muito próxima da vulgar salva (Salvia officinalis) deve possuir muitas das suas caraterísticas medicinais. Não esquecer que salvia deriva de salvere, portanto "estar com saúde", "estar salvo".
Trata-se de uma planta abundante em todo o país, que cresce em terrenos incultos e encostas. Tal como um dos nomes vulgares indica, cresce na borda dos caminhos, e é nesse ambiente que a tenho encontrado mais vezes. Em Vila Flor costumo fotografá-la numa espécie de prado que existe em volta da Fonte do Olmo, mesmo junto o Estádio Municipal. Ocupa uma grande área e forma um conjunto harmonioso com outras flores primaveris, papoila, camomila, pimpilros, etc. A floração pode ocorrer (segundo a base de dados da UTAD) quase todo o ano, mas é mais frequente em maio e junho.
A principal curiosidade desta espécie está nas suas sementes. Eram usadas para fazer a limpeza dos olhos, quer contra pó, pólen, ou contra outras coisas que invadissem os olhos. As pequenas sementes eram colocadas diretamente no olho, por debaixo das pálpebras, sendo depois retiradas com a sujidade, funcionando como uma "vassoura". Podia ser retirada do olho com a ajuda de uma pena de ave! A semente passa de negro a branca, porque com a humidade há libertação de algumas substâncias! Esta utilização é muito conhecida em Trás-os-Montes, mas também noutras zonas do país. Em Espanha chega a receber o nome "hierba de los ojos" ou "hierba del ciego".
Procurei alguma ligação entre esta planta e os galos, ou as galinhas, que explicasse a designação gala (de galo ou galinha) e crista. Parece-me muita coincidência. Será que a haste floral se assemelha a uma crista de galo ou de galinha?
Foi também a Espanha que fui buscar a informação de que a infusão das sementes também é usada como cicatrizante, por aplicação direta sobre as feridas, quente, com a ajuda de um pano, como emplastro. Esta compressa é renovada quando arrefece. No pós guerra chegou a ser fumada, como tabaco!
Outras Flores de maio:
- Junho 2009 - Perpétuas (Helichrysum stoechas (L.) Moench)
- Junho 2008 - Cravinas-bravas (Dianthus lusitanus)
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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 8/01/2012 02:29:00 PM
[A Linha é Tua] Tua: UNESCO recebida por manifestação de ambientalistas
De acordo com a Lusa, três especialistas do Comité do Património Mundial da UNESCO deslocaram-se ao Douro, esta semana, para avaliar, no local, os impactos provocados pelos trabalhos de construção da Barragem de Foz Tua, entre os concelhos de Alijó e Carrazeda de Ansiães.
A missão da UNESCO reúne-se hoje, na Régua, com organizações ligadas ao ambiente, que desde o início estão contra a construção do empreendimento hidroelétrico, como o Partido Ecologista «Os Verdes», a Quercus ou o Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), e com os autarcas da região.
À chegada ao Museu do Douro, os técnicos foram recebidos por cerca de 20 manifestantes e uma das especialistas parou para falar com os ambientalistas e para tirar fotografias dos cartazes colocados nas paredes do edifício.
Nestes cartazes podia ler-se «STOP novas barragens», «Barragem de Foz Tua = cancro no Alto Douro Vinhateiro» ou «Barragens afundam património».
A visita ao Douro vinhateiro foi agendada após a última reunião do Comité do Património Mundial da UNESCO, que decorreu em São Petersburgo, Rússia, e durante a qual foi aprovado um «abrandamento significativo» das obras da barragem, em alternativa à suspensão das mesmas.
Este ritmo de trabalhos vai manter-se até à apresentação do relatório da missão da UNESCO, que deverá estar pronto até ao final do ano.
Durante esta semana está a ser apresentado à UNESCO o projeto do arquiteto Souto Moura, que tem em vista a compatibilização da central hidroelétrica, inserida na área classificada, com a paisagem.
O projeto pretende enterrar toda a central. Será ainda feito um pequeno reajuste do ângulo da própria barragem que pretende diminuir o impacto visual da mesma.
Durante a realização desta nova missão, Portugal espera poder convencer a UNESCO, em definitivo, sobre a compatibilidade da construção da barragem no Tua, nos seus novos moldes, com a classificação do Douro como Património Mundial.
O Douro foi distinguido como Património Mundial da Humanidade em 2001.
A barragem, cujas obras arrancaram há 15 meses, vai ocupar 2,9 hectares do Alto Douro Vinhateiro, o que representa 0,001 por cento do total da área classificada.
Por: tvi24 | 1- 8- 2012 10: 4
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Publicada por Blogger em A Linha é Tua a 8/01/2012 01:00:00 PM
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