quinta-feira, 25 de outubro de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Cores de Outono (II)




Fotografias tiradas no Parque Verde de Carrazeda de Ansiães, junto à barragem de Fontelonga.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/25/2012 12:22:00 a.m.

[À Descoberta de Vila Flor] Saudação

Trago-te a paz dos campos e a brancura
Das ermidas na imensidão das serras.
Que te sirvam de elmo em tuas guerras,
Saciem tua fome de lonjura.

A teus pés as deponho com ternura,
Pelos mais altos sonhos em que encerras
Prodígios de visões a que te aferras
Sem almejares o termo da procura!

Bem mereces a brisa que amacia,
Porque acreditas, amas e não esfria,
Em qualquer circunstância, o teu ardor.

Há, em ti, o impulso da semente:
Sulco de terra transformado em gente,
És Vila Flor servindo Vila Flor!

Poema do Dr. João de Sá, do livro "Flores para Vila Flor", 1996.
Fotografia: miradouro, em Vila Flor.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 10/25/2012 12:12:00 a.m.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Cogumelos

Ainda não apanhei muitos, mas para a fotografia já chegaram. Apanhei várias rocos, em Zedes, na semana passada. Em breve vai haver cogumelos em quantidade.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/24/2012 01:03:00 a.m.

[À Descoberta de Vila Flor] Samões - Cruzeiro

Cruzeiro, em Samões, no concelho de Vila Flor.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 10/24/2012 12:55:00 a.m.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

[À Descoberta de Miranda do Douro] Picote

Largo e coreto em Picote.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Miranda do Douro a 10/23/2012 02:42:00 a.m.

[À Descoberta de Torre de Moncorvo] Chafariz


Praça Francisco António Meireles, com o seu Chafariz filipino datado de 1636, em Torre de Moncorvo.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Torre de Moncorvo a 10/23/2012 02:33:00 a.m.

[À Descoberta de Vimioso] Bombeiros de Vimioso

Vista parcial do quartel dos Bombeiros Voluntários de Vimioso.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vimioso a 10/22/2012 06:25:00 p.m.

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Cores de Outono




Fotografias tiradas no Parque Verde de Carrazeda de Ansiães,junto à barragem de Fontelonga.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/23/2012 02:16:00 a.m.

[À Descoberta de Vila Flor] Vila Metafísica


Quase ao cimo desta pátria lusa
É Vila Flor, na voz rumores de serra,
Onde aprendi a dizer Mãe e Terra
E a estar presente mesmo na recusa.

Canto-te e sou, existo em minha Musa:
Medas de trigo onde o luar se encerra
E, de manhã, a luz do Sol desterra.
Odor a lar na rua mais escusa...

Sou deste chão de auroras de medronhos,
Átrio de Ser, esfera além dos sonhos,
A essência do verde por pronome.

Pulsa meu coração em consonância
Com a glicínia azul da minha infância.
Se tem nome a Beleza, és tu seu nome.

Poema do Dr. João de Sá, do livro "Flores para Vila Flor", 1996.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 10/23/2012 01:48:00 a.m.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Cogumelos - Vaquinha (Fistulina hepatica)

Língua-de-vaca, Vaquinha, Ventarola, Vitela Fistulina hepatica
Características: o esporóforo carnudo com 10 a 30 cm de comprimento e 2 a 6 cm de espessura tem inicialmente forma de língua a forma de rim e toma a forma lobular ou de fígado ou de chapéu formando um pé afunilado no local de implante. No estado jovem o lado superior é cor de laranja ou cor-de-rosa; depois muda de cor para vermelho-sangue a vermelho-acastanhado e por fim castanho-escuro. No lado inferior encontram-se tubos muito finos cujos poros são inicialmente brancos a amarelados e depois cor-de-rosa, podendo tomar-se muitas vezes acastanhados ao toque ou quando velhos; no estado jovem, os poros segregam muitas vezes um líquido vermelho. A carne vermelho-sangue escuro percorrida por fibras mais claras ("veias") é tenra e suculenta; ao ser cortada, segrega uma seiva cor de sangue, fazendo com que o esporóforo se assemelha um pouco a carne de animal (daí o nome comum "Língua-de-vaca"). Os esporos arredondados a ovóides medem 4,5 a 5,5 x 3,5 a 4 µm; a esporada é acastanhada.
Habitat Esta espécie cresce em árvores vivas, de preferência sobre carvalhos ou faias vermelhas velhas; os esporóforos surgem entre Agosto e Outubro.
Valor:  Comestível no estado jovem. Quanto mais velho for o esporóforo, mais tempo tem de ser cozinhado, de modo a eliminar os taninos.
Fonte: adaptado do Guia dos Cogumelos (Dinalivro)
O exemplar da fotografia foi encontrado no termo de Roios, a 21 de Outubro de 2012.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 10/22/2012 01:35:00 a.m.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] João de Sá - Um ano de Saudade


Arpa eólia

Se queres ouvir o tempo anda comigo,
A sua voz de hera feita idade,
Até à Fonte, está seco o pascigo
Que o vento arqueia e parte por metade.

Queiramos, sob a cúpula romana,
Da Úmbria antiga projecção sem génio,
Saber que a água é de nós que emana,
Desta vagabundagem sem remédio...

Depois, já sob o Arco desse Rei
Troveiro de canções de riso e pranto;
Apuremos o ouvido, a velha grei
É harpa eólia a repartir o canto...

E nada se resuma ao que entardece.
Cada olhar tenha o longe que merece!

Poema do Dr. João de Sá, do livro "Flores para Vila Flor", 1996.


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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 10/19/2012 02:44:00 a.m.

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Rota da Maçã

A Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães e a Junta de Freguesia de Marzagão organizaram no dia 14 de Outubro uma caminhada de 10,5 km, denominada Rota da Maçã.
Com o ritmo de caminhadas iniciadas na Primavera e continuadas no Verão, é quase certo que todas as iniciativas deste género conseguem mobilizar um bom número de participantes e esta não foi exceção.
 Pensada desde alguns meses atrás para coincidir com a época da maçã, esta caminhada teve como atrativo exatamente a maçã, uma das principais produções agrícolas do concelho. Os pomares de macieiras encontram-se espalhados por todas as freguesias do planalto do concelho e, por isso, não seria difícil escolher um trajeto que levasse os participantes de encontro aos pomares.
Não percebi o cartaz e pensei que a caminhada teria início em Marzagão, por isso estava na aldeia à hora de início. Só mais tarde percebi que o início estava previsto para Carrazeda de Ansiães, para onde me desloquei o mais rápido de pude. Já não apanhei o início da caminhada, mas juntei-me ao grupo ainda em Carrazeda, perto da capela de Nossa Senhora de Fátima.
 O dia estava cinzento, algo frio e a ameaçar com chuva a qualquer momento. Estas condições pouco favoráveis não assustaram os caminheiros, que apareceram em força, ainda em maior número. A maior parte das pessoas são habitues das caminhadas, mas alguns rostos vi-os pela primeira vez (também não tenho conseguido participar em todas as caminhadas).
 O grupo desfez-se logo de início e nunca mais se juntou. Confesso que gosto mais quando o grupo se mantêm coeso, a pouca distância uns dos outros. Além de permitir conversar com muita gente, afinal já somos "companheiros" de muitos caminhos, também me proporciona oportunidades fotográficas únicas com a presença das pessoas, porque para fotografar as paisagens é muito melhor fazer o percurso sozinho, sem pressas para chegar.
Na antiga escola de 1.ºciclo de Luzelos foi servido o reforço. Nestas instalações funciona a Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Luzelos. Cheguei ao local acompanhado de um pequeno grupo de pessoas que mal parou! Segui caminho tentando não perder de vista outros participantes, o que veio a acontecer pouco depois de atravessar a estrada N214. Vi algumas pessoas junto de uma carrinha a alguns metros do caminho, mas não percebi a razão, afinal era outro local de reforço!
 A partir desse ponto segui sozinho até Marzagão! O percurso percorreu pomares de macieiras em Carrazeda, Luzelos, Arnal, Parambos e Marzagão. Já havia poucas maçãs nas árvores. Em contrapartida ainda se viam algumas uvas bem apetitosas nas parreiras.
Houve um momento que cheguei a duvidar se estaria no percurso certo, mas quando cheguei a Arnal tive a certeza que sim. Felizmente não tinha visto nem ouvido nenhuma notícia sobre o que se tem passado nesta aldeia, caso contrário não teria circulado com tanta tranquilidade.

A capela de Arnal estava aberta. Foi uma boa ideia, porque ficava no percurso e assim todos podemos visitá-la. Foi a primeira vez que entrei naqueles espaço e gostei bastante.
Continuei o caminho sozinho. Entre Arnal e Marzagão o percurso atravessou o ponto mais negro, precisamente uma área ardida! o cenário deplorável, com pinhal (e vinha) ardido. Depois vieram os pomares, grandes, que devem oferecer um belo cenário quando estão floridos ou carregados de frutos.
Um pouco mais à frente está um dos principais monumentos de Marzagão, a Ponte do Galego.

Trata-se de uma ponte muito antiga, em pedra, com altura superior ao nível da estrada, motivo pela qual tem rampas de acesso ao tabuleiro. Por baixo deste figuram dois arcos de volta perfeita. Já foi alvo de reformas no século XX.
Na aldeia ainda tive tempo para uma visita a algumas ruas e à igreja, monumento obrigatório para quem vai a Marzagão.
No bar da Comissão de Festas já se preparavam as coisas para o almoço. A julgar pelos preparativos deve ter uma boa confraternização, pelo repasto e pela companhia. Não fiquei para a refeição, tinha outros compromissos que me obrigaram a abandonar o grupo "no melhor da festa".

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/19/2012 12:06:00 a.m.