segunda-feira, 22 de julho de 2013

[À Descoberta de Mirandela] A vitória da Alheira de Mirandela

A Alheira de Mirandela só pode ser produzida a partir de agora no concelho de origem, uma ambição antiga dos produtores locais que se concretiza com a atribuição de Indicação Geográfica Protegida (IGP) ao enchido tradicional.
O novo estatuto foi autorizado pela Comissão Europeia e confirmado pelo Governo português no despacho do secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Gomes da Silva, publicado a 3 de Julho em Diário da República.
A partir de agora o nome Alheira de Mirandela é de uso exclusivo dos produtores do concelho, como Pedro Caldeira, que vê nesta certificação "uma mais-valia para a economia local" e o resultado de "uma luta pela defesa da região, do produto e do bom nome dos produtores".
Desde 1996 que este enchido tem protecção de Especialidade Tradicional Garantida (ETG), mas o nome da "Alheira de Mirandela podia ser usado e o produto fabricado em qualquer parte", como recordou aquele produtor.
A IGP limita a produção ao concelho e "vai acabar com as falsificações, em que muitas vezes o produto era apresentado ao consumidor dizendo que era de Mirandela, na realidade não sendo", afiançou.
Pedro Caldeira é gerente de uma das maiores empresas da Alheira de Mirandela, a Topitéu, criada em 1982 pelo agrupamento de três pequenos produtores.
Este produtor faz chegar a Alheira de Mirandela a 11 países, com as exportações a representarem 20% da facturação anual de "três milhões de euros", em que se incluem também outros enchidos e 40 postos de trabalho.
Há mais de sete anos que a Associação Comercial e Industrial de Mirandela tinha requerido a IGP agora alcançada.
A Lusa tentou contactar, sem sucesso, o presidente daquele organismo, Jorge Morais.
Já para o presidente da Câmara de Mirandela, António Branco, esta certificação "é fundamental para o futuro da alheira", um dos produtos regionais com maior peso económico no concelho, que movimenta 28 milhões de euros anualmente e emprega 550 pessoas.
Segundo o autarca, actualmente existem, em Mirandela, sete produtores certificados para a confecção da alheira, mas o novo estatuto, acredita, "pode ser o impulso para a união e para outros aderirem".
António Branco assegurou que a IGP "é uma forma de garantir que a Alheira de Mirandela é apenas produzida no concelho e uma forma de proteger a qualidade" do enchido.

Fonte do Texto: Público  Lusa 10/07/2013 - 17:06

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Mirandela a 7/22/2013 01:54:00 AM

[À Descoberta de Alfândega da Fé] Igreja Matriz de Vilarelhos


Localização
Morada: Avenida Engenheiro Camilo Mendonça (EM 588-1) | 5350 Alfândega da Fé.
Longitude: -7,03868 | 7° 02' 19,3" W
Latitude: 41,34887 | 41° 20' 55,9" N
Características
Época de construção: Século XVII | Século XVIII
Estilo: Barroco | Revivalista
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Alfândega da Fé a 7/22/2013 01:42:00 AM

[À Descoberta de Miranda do Douro] L burro i L gueiteiro


XI Edição do Festival Itinerante da Cultura Tradicional L BURRO I L GUEITEIRO

Passaram dez anos de L Burro i L Gueiteiro. O balanço? Centenas de pessoas vieram descobrir as Terras de Miranda. Quase todas as aldeias foram visitadas. Dezenas de burros e outros tantos gaiteiros animaram o Planalto Mirandês – e os números cada vez mais gordos de uns e de outros só mostram que o trabalho desenvolvido ao longo de uma década para prevenir que ambas as espécies desapareçam tem dado frutos. E dos suculentos!
O Festival Itinerante de Cultura Tradicional L Burro i L Gueiteiro apresenta-se assim, nesta XI edição, com uma dupla missão: continuar a mostrar o melhor do Planalto e quebrar, ao mesmo tempo, o estereótipo de uma cultura parada no tempo. Bem pelo contrário, acreditamos que está em constante transformação e que temos, por isso mesmo, a responsabilidade de contribuir com actividades criativas e de qualidade que a estimulem. Isso significa trazer pedaços de outras culturas, mas também repensar o contacto com o que é de cá, e que continuamos a privilegiar.
O L Burro i L Gueiteiro é então um festival que pretende, acima de tudo, dar a conhecer a riqueza e diversidade do Planalto Mirandês: das paisagens aos saberes, dos campos às aldeias, dos burros aos gaiteiros, tendo presente que tradição e inovação não se opõem – constroem-se mutuamente; e que, por essa razão, não é só o festival que é itinerante, mas também a cultura que viaja com ele. É um evento a pensar em todos - miúdos e graúdos – os que gostam de caminhadas por percursos bonitos, de refeições apetitosas, de sestas burriqueiras, de oficinas instrutivas, de boa música e de muita festa. Por tudo isto, é ainda um festival familiar e relaxado, como se de um longo e preguiçoso Domingo em família, entre burros e ao som da gaita-de-fole se tratasse.

Fonte : AEPGA

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Miranda do Douro a 7/22/2013 01:31:00 AM

domingo, 21 de julho de 2013

[À Descoberta de Vila Flor] Faro - Vilarinho das Azenhas

Uma das caminhadas que ficou por relatar no Blogue aconteceu nos primeiros dias de janeiro (tempo fresquinho) e teve lugar num dos pontos de maior altitude do concelho o Faro. Embora o Cabeço do santuário de Nossa Senhora da Assunção seja bastante alto, quando se está nele não pode deixar de se admirar a cadeira montanhosa que se ergue a Norte, e o seu ponto mais alto, o Faro, onde se ergue um marco geodésico que já não consta nas mais recentes listas da rede geodésica.
 É um marco diferente de todos os outros do concelho, maior, de maior diâmetro e de forma completamente diferente, não possuindo a base de maior diâmetro que quase todos os outros têm. Está meio desfeito no topo e não dá para ver bem como seria, mas pode ser que o que dele resta hoje seja exatamente a base. Esta afirmação deves-se essencialmente ao facto de ter a nascente umas escadinhas metálicas, podendo o verdadeiro cone ter estado colocado sobre esta estrutura.
A ida até lá não é fácil. Alguns dos que se aventuram serra acima deixaram pintadas no marco recordações da sua presença, a par de alguns símbolos nazistas.
Embora o marco esteja no topo da serra, no termo de Vilarinho das Azenhas, a melhor forma de lá chegar talvez seja partindo de Vilas Boas, de junto da estátua de S. Cristóvão, junto à queijaria. O caminho sobe encosta acima, sem grande esforço, passando junto às ruínas da antiga capela de S. Cristóvão e terminando a algumas centenas de metros do topo do monte. Este percurso é alternativo a outro que sobe pela encosta mais lentamente, mas é mais longo, por onde subi, mesmo em BTT, nas primeiras vezes em que fui ao Faro. A serra foi reflorestada há pouco tempo e parece que foi aberta uma saída para a vertente da serra virada para o Vilarinho, mas não posso confirmar.
Em janeiro estava um lindo sol, mas como é habitual nesta época do ano, o nevoeiro cobria todas as partes mais baixas da paisagem. O nível atingido pelo nevoeiro seria a quota dos 550 metros de altitude o que deixava a descoberto o Cabeço de Nossa Senhora da Assunção, o Cabeço de S. Cristóvão, e a maior distância o Reboredo (Moncorvo) a serra de Bornes (Alfândega da Fé) e a serra dos Paços, lá para os lados de Mirandela. mesmo para um transmontano habituado a muitos invernos por montes e vales a paisagem é surpreendente.
As últimas centenas de metros antes de atingir o março geodésico têm que ser feitos em corta mato. Apesar de já lá ter subido perto de meia dúzia de vezes nunca consigo seguir o mesmo trilho. Botas de montanha e calças fortes são recomendadas por há muito mato, algumas silvas e muitas pedras cortantes e escorregadias.
Depois de se atingir o cume da serra do Faro quase se conseguem ver 360º de maravilhamento. Só em direção ao Cachão, como a cordilheira se prolonga até se precipitar no Tua, é que não é possível avistar a paisagem a muitos quilómetros de distância.
Não apetece sair deste ponto de observação. Não admira que os humanos primitivos aqui tivessem vindo erguer um castro, com muralha, para se protegeram de outras tribos hostis. Ainda há alguns vestígios da muralha.
Os javalis também gostam de aqui vir, porque está sempre tudo fossado, em busca de raízes ou de pequenos animais.
Fazendo o percurso mais longo para voltar ao ponto de partida, pela vertente virada a Meireles, são algumas centenas de metro mais. Tudo, ou seja, partindo da estátua de S. Cristóvão e voltando ao mesmo lugar, são perto de seis quilómetros. O caminho mais curto é mais íngreme e exige algumas paragens para repor a respiração. O mais longo é mais descansado, permitindo apreciar a vegetação composta essencialmente por estevas, carquejas e medronheiros. Aos sobreiros que foram plantados não foi dada muita atenção. A maior parte secou, outros foram arrancados pelos javalis. Estou curioso para verificar se sobreviveu algum.



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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 7/21/2013 11:43:00 PM

quarta-feira, 3 de julho de 2013

[À Descoberta de Valpaços] Rosas no jardim público

O jardim público no centro de Valpaços é um dos espaços mais bonitos e acolhedores da sede de concelho. Nota-se um cuidado especial com este jardim e as cores são abundantes e diversidicadas nas diferentes estações do ano. As rosas são a flores dominantes nesta época do ano.
Embora este jardim tenha um bonito repuxo, em todas as vezes que estive no jardim, não tive o prazer de o ver a funcionar.



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Publicada por Blogger às À Descoberta de Valpaços a 7/02/2013 06:05:00 PM

[À Descoberta de Alfândega da Fé] Cruzeiro - Vilares da Vilariça

Vilares da Vilariça tem vários cruzeiros, mas este situado no centro da aldeia, parece-me um dos mais antigos e dos mais bonitos. Em redor também há algumas construções interessantes e uma fonte de mergulho.

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Alfândega da Fé a 7/03/2013 01:57:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Recordar 2011

Estas duas imagens ficaram por aqui perdidas no computador. São de um evento que teve lugar no dia 25 e 26 de junho de 2011, chamado Ansiães na Idade Média.
Este ano realizou-se um evento dentro do mesmo formato, De Ansiães para Carrazeda de Ansiães, de também falei no Blogue.
São acontecimentos muito interessantes, que é sempre bom recordar.

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 7/03/2013 01:42:00 AM

sábado, 29 de junho de 2013

[À Descoberta de Alijó] Alminhas - Franzilhal

Alminhas na aldeia de Franzilhal, freguesia de Carlão.

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Alijó a 6/29/2013 11:31:00 PM

[À Descoberta de Mirandela] Pelourinho de Abreiro

Dos tempos em que Abreiro era um importante município do nordeste transmontano, conserva um Pelourinho quinhentista erguido sobre um soco de três degraus quadrangulares, sendo o primeiro de altura irregular para corrigir o desnível do terreno. A base,  tronco-piramidal de secção octogonal, apresenta faces irregulares com o rebordo saliente. A coluna, de fuste oitavado liso, é encimada por um capitel de quatro faces onde se observam as armas de Portugal além de outros emblemas ilegíveis. O remate é constituído por uma pirâmide que sustenta uma esfera.
Época de Construção - Séc. XVI
Cronologia
1514 — D. Manuel concede foral novo, na sequência do qual se deve ter construído o Pelourinho;
1962 — Queda do pelourinho e sua reconstrução.
Acesso
EN 314, a 14 km de Vila Flor. Fica num pequeno largo da aldeia, a alguns metros da estrada nacional, do lado esquerdo no sentido de Vila Flor.
Proteção
Imóvel de Interesse Público, Dec. nº 23 122, DG 231 de 11 Outubro 1933.
Fonte:  Carlos Pinheiro © 2000

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Mirandela a 6/29/2013 11:11:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] Caminhada Solidária - Fotografias 02







Fotografias da Caminhada Solidária realizada no dia 23 de Junho, em Vila Flor.
A receita reverteu a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro - Núcleo Regional do Norte.


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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 6/29/2013 10:36:00 PM

[A Linha é Tua] Algumas ideias para a Linha do Tua

Dear Sir, Madam,
First of all, accept my apologies for not writing in Portuguese, my knowledge of your language is unfortunately much too weak...
I recently visited the Tua line: It is the only scenic narrow gauge line for which all the infrastructure is basically still in place to allow some kind of railway operation. The other line, the Vouga line, is not as beautiful as far as the scenery is concerned and is still operated by CP. Other lines have been dismantled (Corgo being the last one).
In many other European countries, private volunteer organisations operate scenic trains, so why not in Portugal?
The first step is to make a call for railway enthusiasts to set up an organisation and collect funds. Then you could buy a second hand diesel to operate some trains with selected cars from the ones that are standing in Tua station, following an agreement with the infrastructure owner (REFER).
The second step should be to contact an other European organisation that operates narrow gauge steam engines and have an agreement with them to operate one of their steam engines on the Tua line. HSB (Wernigerode, Germany) is the best to my eyes for that purpose. All steam engines in Portugal are beyond repair and none is in state good enough to be put on steam. So a foreign loco is required.
Interested partners should be:
  • - Mirandela authorithies (the train would attract tourist to Mirandela)
  • - CP (the Tua tourist train would complemente their own Regua-Tua "comboio histórico"
  • - Owners of businesses in Tua station and along the line (The train would attract clients)
  • - "Rabelos" operators on the Douro river (idem).
There is to my knowledge no other scenic tourist (privately) operated train in Portugal. So there may be a "business case" for this project providing that you could drum up enough volunteers and support, both local and foreign.
Hope my suggestion will attract someone's attention.
Kind regards,

Jean-Louis Couvreur.
Belgium.
Lover of the Douro region and of scenic trains.

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Publicada por Blogger às A Linha é Tua a 6/29/2013 05:32:00 PM

quinta-feira, 27 de junho de 2013

[À Descoberta de Valpaços] A festa do Verão

"Afluem os penitentes, alguns de bem longes terras, para cumprir suas promessas. Ali vai o alqueire de centeio, pendente do jugo daquela junta de bois, de chifres engalanados de flores. Mais atrás, lindo jumentinho esbranquiçado alomba com um bom taleigo de chícharros. Lá vai aquela mulher tesa e hierática  que «pormeteu» vir à festa sem dar uma única fala... Outra rapariga, seios túrgidos, o lábio sensual e bom, porque casou, vai levar as suas argolas em oiro. Aqueloutra, que esteve às portas, da última vez que pariu, vai oferecer um menino de cera, em tamanho natural. Ai!, e aquela pobre mãe que prometeu dar sete voltas, de joelhos, à capela, por o filho ter vindo são e salvo de África. Ei-la arrastando-se penosamente, joelhos em chaga, amparada nas últimas voltas, pelo próprio filho, deixando antever na sua máscara de dor, um vislumbre de felicidade...
Entretanto, ali mesmo ao lado, no «recinto», a classe engravatada, folga, ri, dança, damas e madamos, estreando fatiotas novas, ostentando amorável pirismo..."
Texto: Monografia de Valpaços, A. Veloso Martins (2.ªEdição, 1990)

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Valpaços a 6/27/2013 02:11:00 PM