Aventura, emoção, animação e muita adrenalina são alguns dos ingredientes que vai encontrar no Passeio Pedestre no Planalto Mirandês, a realizar no próximo dia 1 de setembro.
A história, a cultura e a tradição vão marcar presença ao longo dos 14 km de percurso entre Miranda do Douro e o Naso.
Para além disso, os participantes vão ter a oportunidade única de desfrutar de uma das mais belas paisagens do Planalto Mirandês e ao mesmo tempo comunicar com os habitantes de algumas aldeias do concelho.
Inscrições até ao próximo dia 29 de agosto no Posto de Turismo de Miranda do Douro, Edifício da UTAD e Juntas de Freguesia.
Participe!
Programa
Hora da partida: 8h.00
Local da partida: Posto de Turismo de Miranda do Douro
Itinerário: Miranda – Malhadas – Naso - Regresso a Miranda do Douro (transporte assegurado pela autarquia)
Total do percurso: 14 km
Duração: 3 horas
Conselhos úteis – calçado apropriado, roupa leve, água fresca.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Miranda do Douro a 8/13/2013 11:48:00 AM
Concelho:
| Carrazeda de Ansiães | Vila Flor | Miranda do Douro | Mogadouro | Torre de Moncorvo | Freixo de E.C. | Alfândega da Fé | |
terça-feira, 13 de agosto de 2013
sábado, 10 de agosto de 2013
[À Descoberta de Torre de Moncorvo] Segada e malhada tradicionais 2013
A segada e a malhada tradicionais realizadas em 2012 em Adeganha foram fantásticas, quer para quem participou, quer para quem assistiu e o evento repetiu-se num outro formato, em 2013.
O programa estendia-se ao longo de dois dias, 13 e 14 de Julho, com atividades a desenvolverem-se em três aldeias Cardanha, Adeganha e Estevais, com o lema Planalto em Movimento 2013.
Inicialmente tinha previsto marcar presença nos dois dias, mas, depois, optei por ir só ao segundo dia, onde se desenvolveu a segada e a malhada, consciente de que perderia atividades (novidades gastronómicas) bastante interessantes.
Cheguei a Estevais a meio da manhã do dia 14. Pensei chegar ainda a tempo da visita guiada ao Baldoeiro, mas não. Aproveitei a calmaria no largo da aldeia para explorar as ruas e ruelas. Fiquei admirado com a quantidade de habitações antigas, muitas delas em ruínas que devem ter constituído a antiga aldeia! Seria muito maior do que é hoje, situada em terrenos mais acidentados, sobre lajes de granito, voltada para o vale da Vilariça. Tirei imensas fotografias desta aldeia "fantasma".
Quando regressei ao largo já estava a ser ultimado o almoço. Fazia muito sol e calor e todos procuravam um lugar à sombra. Estava mesmo muita gente! A custo consegui um espacinho junto ao Sr. Moisés, bom garfo, confiante que ele teria vindo acompanhado de algum garrafão da Adeganha. A D. Ermelinda tinha preparado um almoço bem tradicional, mas eu estava a contar com outros pratos, foi o que deu não ter ido à ceia do dia 13.
Não foi fácil servir tanta gente. O vento teimava e levar os guardanapos e pratos vazios. Quanto aos talhares, fizeram mal as contas e foi necessários recolhe-los em várias casas, mas eram mais pesados e não eram levados pelo vento. Com calma e boa vontade todos se acomodaram e foram servidos.
O melhor, e não podia ser de outra maneira, foi o convívio entre as pessoas, as conversas espontâneas e francas, a partilha da salada o incentivo a mais um copo. Até um zamorano se juntou a nós e se sentiu em casa, comendo e bebendo, mas com menos "coragem" que os transmontanos.
Aproveitei a pausa depois do almoço para fazer alguns retratos. A franqueza da gente deixaram-me à vontade para uma aproximação mais frontal, individual mesmo. O registo dos traços dos rostos marcados pelo tempo, os mesmos que já havia registado um ano antes, foi muito entusiasmante.
Não acompanhei as atividades seguintes mas à hora marcada estava na Cardanha para assistir à segada. O grupo de segadores era razoável e nem parecia que estavam a brincar! Não sei se me apetecia mais fotografar ou pegar numa ceitoira e recordar o passado com eles. Tentei fazer as duas coisas, perdendo algumas oportunidades fotográficas de pormenores que seriam bastante interessantes.
O centeio foi transferido para a eira, a alguma distância. Optei por ir a pé, na companhia de outras pessoas.
Por sorte as pessoas que estavam a assistir à malhada recolheram-se à sombra o que prometia um espaço "limpo" para fotografar a malhada tradicional. Infelizmente alguns entusiastas da fotografia e vídeo apareciam por todo o lado rivalizando em protagonismo com os verdadeiro intervenientes.
Mais uma vez a malhada tradicional foi o momento mais alto das atividades. Notava-se que a experiência do ano anterior tinha sido benéfica, sobretudo para reavivar os procedimentos. Numa próxima realização poderia ser boa ideia dar oportunidade a quem nunca manejou o malho. Isto sem colocar em perigo a integridade física de ninguém, é claro.
Lembrei-me disto ao ver uma criança a brinca com o grão que ficou na eira, depois de todas as tarefas terminadas. Possivelmente nunca tinha visto o grão, quanto mais tido a oportunidade de enterrar as mãos e senti-lo escorregar por entre os dedos.
Foi servida a merenda, extensível à assistência, incluindo fotógrafos. Mais uma vez a enorme cabaça andou de mão em mão manchando de tinto as camisas dos menos experientes.
Regressámos à aldeia. Junto à capela do Senhor dos Aflitos organizou-se o "baile" que antecedeu o encerramento das atividades. Com arcos enfeitados e vestidos a preceito, vários grupos, penso que seria 3 um de cada aldeia, cantaram e dançaram como há já muito tempo não faziam. E foi neste ambiente de arraial que terminou a festa.
Este modelo com atividades a desenvolverem-se em três locais distintos tornou mais difícil o acompanhamento, mas criou outro envolvimento. Fiquei com a sensação que perdi muito bons momentos, mas isso só é razão para pensar já na próxima recreação. Espero que todos os envolvidos na organização destas atividades, que merecem ser aplaudidos e acarinhados, não percam o entusiasmo e mantenham o dinamismo que foi criado e que já faz a diferença, no concelho e para além dele.
Muito obrigado a todos.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Torre de Moncorvo a 8/10/2013 02:52:00 PM
O programa estendia-se ao longo de dois dias, 13 e 14 de Julho, com atividades a desenvolverem-se em três aldeias Cardanha, Adeganha e Estevais, com o lema Planalto em Movimento 2013.
Inicialmente tinha previsto marcar presença nos dois dias, mas, depois, optei por ir só ao segundo dia, onde se desenvolveu a segada e a malhada, consciente de que perderia atividades (novidades gastronómicas) bastante interessantes.
Cheguei a Estevais a meio da manhã do dia 14. Pensei chegar ainda a tempo da visita guiada ao Baldoeiro, mas não. Aproveitei a calmaria no largo da aldeia para explorar as ruas e ruelas. Fiquei admirado com a quantidade de habitações antigas, muitas delas em ruínas que devem ter constituído a antiga aldeia! Seria muito maior do que é hoje, situada em terrenos mais acidentados, sobre lajes de granito, voltada para o vale da Vilariça. Tirei imensas fotografias desta aldeia "fantasma".
Quando regressei ao largo já estava a ser ultimado o almoço. Fazia muito sol e calor e todos procuravam um lugar à sombra. Estava mesmo muita gente! A custo consegui um espacinho junto ao Sr. Moisés, bom garfo, confiante que ele teria vindo acompanhado de algum garrafão da Adeganha. A D. Ermelinda tinha preparado um almoço bem tradicional, mas eu estava a contar com outros pratos, foi o que deu não ter ido à ceia do dia 13.
Não foi fácil servir tanta gente. O vento teimava e levar os guardanapos e pratos vazios. Quanto aos talhares, fizeram mal as contas e foi necessários recolhe-los em várias casas, mas eram mais pesados e não eram levados pelo vento. Com calma e boa vontade todos se acomodaram e foram servidos.
O melhor, e não podia ser de outra maneira, foi o convívio entre as pessoas, as conversas espontâneas e francas, a partilha da salada o incentivo a mais um copo. Até um zamorano se juntou a nós e se sentiu em casa, comendo e bebendo, mas com menos "coragem" que os transmontanos.
Aproveitei a pausa depois do almoço para fazer alguns retratos. A franqueza da gente deixaram-me à vontade para uma aproximação mais frontal, individual mesmo. O registo dos traços dos rostos marcados pelo tempo, os mesmos que já havia registado um ano antes, foi muito entusiasmante.
Não acompanhei as atividades seguintes mas à hora marcada estava na Cardanha para assistir à segada. O grupo de segadores era razoável e nem parecia que estavam a brincar! Não sei se me apetecia mais fotografar ou pegar numa ceitoira e recordar o passado com eles. Tentei fazer as duas coisas, perdendo algumas oportunidades fotográficas de pormenores que seriam bastante interessantes.
O centeio foi transferido para a eira, a alguma distância. Optei por ir a pé, na companhia de outras pessoas.
Por sorte as pessoas que estavam a assistir à malhada recolheram-se à sombra o que prometia um espaço "limpo" para fotografar a malhada tradicional. Infelizmente alguns entusiastas da fotografia e vídeo apareciam por todo o lado rivalizando em protagonismo com os verdadeiro intervenientes.
Mais uma vez a malhada tradicional foi o momento mais alto das atividades. Notava-se que a experiência do ano anterior tinha sido benéfica, sobretudo para reavivar os procedimentos. Numa próxima realização poderia ser boa ideia dar oportunidade a quem nunca manejou o malho. Isto sem colocar em perigo a integridade física de ninguém, é claro.
Lembrei-me disto ao ver uma criança a brinca com o grão que ficou na eira, depois de todas as tarefas terminadas. Possivelmente nunca tinha visto o grão, quanto mais tido a oportunidade de enterrar as mãos e senti-lo escorregar por entre os dedos.
Foi servida a merenda, extensível à assistência, incluindo fotógrafos. Mais uma vez a enorme cabaça andou de mão em mão manchando de tinto as camisas dos menos experientes.
Regressámos à aldeia. Junto à capela do Senhor dos Aflitos organizou-se o "baile" que antecedeu o encerramento das atividades. Com arcos enfeitados e vestidos a preceito, vários grupos, penso que seria 3 um de cada aldeia, cantaram e dançaram como há já muito tempo não faziam. E foi neste ambiente de arraial que terminou a festa.
Este modelo com atividades a desenvolverem-se em três locais distintos tornou mais difícil o acompanhamento, mas criou outro envolvimento. Fiquei com a sensação que perdi muito bons momentos, mas isso só é razão para pensar já na próxima recreação. Espero que todos os envolvidos na organização destas atividades, que merecem ser aplaudidos e acarinhados, não percam o entusiasmo e mantenham o dinamismo que foi criado e que já faz a diferença, no concelho e para além dele.
Muito obrigado a todos.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Torre de Moncorvo a 8/10/2013 02:52:00 PM
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
[À Descoberta de Miranda do Douro] Cruzeiro de Sendim
Cruzeiro de encruzilhada constituído por três degraus moldurados, um plinto de planta quadrada, um fuste cilíndrico, um capitel coríntio e uma cruz de secção quadrada. Foi, provavelmente, construído em 1907, conforme data gravada no fuste.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Miranda do Douro a 8/09/2013 01:23:00 PM
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Miranda do Douro a 8/09/2013 01:23:00 PM
terça-feira, 6 de agosto de 2013
[À Descoberta de Vila Flor] Ânsia
Amanheceu. No píncaro do monte,
Saudava com amor a luz do dia.
Um véu azul, do val' se desprendia
Pra que um ninho de amor cedo desponte.
Um dentinho de sol, súbito, ria
Na diáfama linha do horizonte
Vindo louvar em cânticos de fonte
A minha terra - alvura e louçania!
Olho de cá do alto a vila, o ninho
De que me sinto ledo passarinho
Com ânsia de voar, sempre voar...
Dar volta ao mundo todo, aos quatro cantos,
E, fatigado dos maiores encantos,
Ao torrão que me deu, vir descansar!
Soneto retirado do livro "Versos – Vila Flor", impresso em Novembro de 1966, da autoria do Dr. Luís Manuel Cabral Adão.
Notas: Luís Cabral Adão nasceu em Vila Flor, Trás-os-Montes, no dia 24 de Junho de 1910, tendo falecido em Almada a 6 de Agosto de 1992. Os restos mortais foram sepultados no cemitério da terra natal, assim se concretizando um anseio que expressamente havia manifestado.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 8/06/2013 11:20:00 PM
Saudava com amor a luz do dia.
Um véu azul, do val' se desprendia
Pra que um ninho de amor cedo desponte.
Um dentinho de sol, súbito, ria
Na diáfama linha do horizonte
Vindo louvar em cânticos de fonte
A minha terra - alvura e louçania!
Olho de cá do alto a vila, o ninho
De que me sinto ledo passarinho
Com ânsia de voar, sempre voar...
Dar volta ao mundo todo, aos quatro cantos,
E, fatigado dos maiores encantos,
Ao torrão que me deu, vir descansar!
Soneto retirado do livro "Versos – Vila Flor", impresso em Novembro de 1966, da autoria do Dr. Luís Manuel Cabral Adão.
Notas: Luís Cabral Adão nasceu em Vila Flor, Trás-os-Montes, no dia 24 de Junho de 1910, tendo falecido em Almada a 6 de Agosto de 1992. Os restos mortais foram sepultados no cemitério da terra natal, assim se concretizando um anseio que expressamente havia manifestado.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 8/06/2013 11:20:00 PM
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
[À Descoberta de Montalegre] Batateiras
A produção de batata de semente é uma atividade de relevo no concelho de Montalegre. Não esperava era usar as flores de batateira em primeiro plano para fotografar a cristas das montanhas do Gerês.
Em Pitões das Júnias, Julho de 2013.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Montalegre a 8/01/2013 04:57:00 PM
Em Pitões das Júnias, Julho de 2013.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Montalegre a 8/01/2013 04:57:00 PM
[À Descoberta de Chaves] Igreja de Santa Maria Maior
Chaves e a sua Igreja de Santa Maria Maior (Chaves) ou Igreja Matriz, classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 67/97, DR n.º 301, de 31-12-1997), foi durante o período romano, um dos mais importantes núcleos urbanos da península, tendo os registos da época das invasões suevas, citado a cidade como sede de um bispado cristão. O templo existente teria sido parcialmente destruído,tendo a época de ocupação árabe, ditado a extinção da diocese.
As referências documentais à Igreja de Santa Maria Maior aparecem lavradas nas Inquirições Afonsinas de 1259. O templo românico terá sido construído possivelmente no século XII, sobre outro de origem visigótica. Ainda se mantêm a torre sineira e o seu portal da estrutura medieval.
Foram feitas uma grande reforma ao templo no reinado de D. João III, ao integrar na estrutura românica, dois portais bem ao estilo renascentista.
De linhas claramente inspiradas na arquitectura italiana, com um arco de volta perfeita e ladeado por colunelos é inserido no frontão de remate triangular.
O portal lateral, é atribuído ao pedreiro, escultor João Noblé. A decoração é repleta de motivos de grutesco, possuindo esculpidos no extradorso do arco os bustos de São Paulo e São Pedro.
No interior conserva-se a estrutura medieval composto por três naves marcadas por robustos pilares, tecto de madeira (século XIX), Originalmente a cobertura era feita por abóbadas de canhão. Antes da capela-mor, existem duas capelas. A capela do Santíssimo, do séc. XVI e reconstruída em meados de Setecentos. No espaço fronteiro, a capela é dedicada a Santa Maria, atrás da qual se situa a sacristia.
A Capela-mor reedificada na segunda metade do século XVI, (1561), a expensas de Domingos Gonçalves. Abre com um arco triunfal ogival, encimado por um painel de azulejos, alusivo à Assunção de Maria. A abóbada polinervada , apoiada em mísulas.
Fonte do texto:Wikipédia
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Chaves a 8/01/2013 03:39:00 PM
As referências documentais à Igreja de Santa Maria Maior aparecem lavradas nas Inquirições Afonsinas de 1259. O templo românico terá sido construído possivelmente no século XII, sobre outro de origem visigótica. Ainda se mantêm a torre sineira e o seu portal da estrutura medieval.
Foram feitas uma grande reforma ao templo no reinado de D. João III, ao integrar na estrutura românica, dois portais bem ao estilo renascentista.
De linhas claramente inspiradas na arquitectura italiana, com um arco de volta perfeita e ladeado por colunelos é inserido no frontão de remate triangular.
O portal lateral, é atribuído ao pedreiro, escultor João Noblé. A decoração é repleta de motivos de grutesco, possuindo esculpidos no extradorso do arco os bustos de São Paulo e São Pedro.
No interior conserva-se a estrutura medieval composto por três naves marcadas por robustos pilares, tecto de madeira (século XIX), Originalmente a cobertura era feita por abóbadas de canhão. Antes da capela-mor, existem duas capelas. A capela do Santíssimo, do séc. XVI e reconstruída em meados de Setecentos. No espaço fronteiro, a capela é dedicada a Santa Maria, atrás da qual se situa a sacristia.
A Capela-mor reedificada na segunda metade do século XVI, (1561), a expensas de Domingos Gonçalves. Abre com um arco triunfal ogival, encimado por um painel de azulejos, alusivo à Assunção de Maria. A abóbada polinervada , apoiada em mísulas.
Fonte do texto:Wikipédia
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Chaves a 8/01/2013 03:39:00 PM
terça-feira, 30 de julho de 2013
[À Descoberta de Montalegre] Abertura do Blogue
![]() |
| Albufeira do Alto Rabagão / Vilarinho de Negrões - Montalegre. |
![]() |
| Torre de menagem do castelo de Montalegre |
Os Blogues estão a cair em desuso nesta era do Facebook. No entanto, a escrita, nem sempre fácil nem rápida, obriga a uma descoberta mais aprofundada, deixando também um registo mais duradouro ao contrário da volatilidade de outras plataformas virtuais tipo Facebook. Por isso vou fazer um esforço para deixar alguns testemunhos escritos.
![]() |
| Página no Facebook em parceria com este Blogue. |
Acabei de passar alguns dias no concelho de Montalegre. Nunca tinha estado na vila e apenas tinha cruzado algumas estradas do concelho, muito poucas vezes. A única aldeia que conhecia era Fafião!
![]() |
| Rochedo em Fafião |
Espero vê-los por aqui mais vezes...
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Montalegre a 7/30/2013 11:42:00 AM
segunda-feira, 29 de julho de 2013
[A Linha é Tua] A paisagem também é Tua
Conservar uma paisagem longamente intervencionada, como é a do vale do Tua, implica conservar os processos que a construíram e mantiveram.
"Centremo-nos, por economia de argumentação, no Douro vinhateiro, património mundial. As intervenções a que hoje atribuímos este estatuto patrimonial não podem, em qualquer análise, ser consideradas como intervenções de pequena escala e respeitadoras da paisagem pré-existente.
A sedimentação das intervenções que resulta de um tempo longo, apesar da escala de intervenção gigantesca, leva-nos a aceitar mais facilmente estas alterações que outras mais pequenas, mas muito mais concentradas no tempo, como parques eólicos, barragens ou estradas.(…)
Quer sejam florestações extensas, largas urbanizações, barragens, esporões, estradas, parques eólicos, cortes de árvores, todos nós, quando não directamente envolvidos, sentimos uma perda, se, de repente, a paisagem que sempre nos pareceu imutável nos aparece alterada."(1)
Conservar uma paisagem longamente intervencionada, como é a do vale do Tua, implica conservar os processos que a construíram e mantiveram.
Vem isto a propósito da discussão sobre a barragem do Tua e das suas implicações na paisagem.
A paisagem do Tua é uma paisagem lindíssima que conheço de muitas vezes ter lá passado, em especial de comboio. Nas 14 horas que a viagem entre Bragança e Lisboa demorava foi muito o tempo que passei a olhar, fascinado, aquela paisagem em ruínas.
A paisagem do Douro vinhateiro também a conheço, incluindo de comboio. E olhar para essa paisagem, vibrante, cheia de actividade e com uma economia invejável, também me fascina.
Qualquer pessoa tem a percepção imediata e intuitiva da distância que vai da paisagem do Douro vinhateiro à paisagem do Tua.
O que digo acima não torna a paisagem do Tua irrelevante, que não é, mas coloca o problema da sua relevância patrimonial num patamar que vale a pena discutir.
Esses processos estão hoje mortos ou moribundos, ao contrário do que se passa no Douro vinhateiro. As pessoas emigraram, os cereais de Inverno desapareceram, o gado raramente se vê, os olivais estão abandonados, os amendoais fugidos e as hortas deixaram de ser fabricadas.
A opção não é pois entre conservar uma paisagem ou fazer uma barragem, mas a escolha entre um processo de evolução comandado pelo abandono ou outro processo de evolução assente numa barragem.
Não tenho posição definida sobre a barragem do Tua, ao contrário da do Sabor, que contesto. Mas gostaria de ver uma discussão séria e profunda sobre a paisagem do Tua, com base na sua história e no que se pode prever que seja o seu futuro, clarificando que valores sociais estão em jogo em cada uma das opções.
Infelizmente o que vejo é a paisagem ser usada como mais um pretexto para marcar a posição de cada um sobre a barragem.
A paisagem merecia bem mais que isso, porque não é um cenário, é um património vivo, constantemente em mutação, que reflecte grande parte da nossa identidade.
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(1) "Do tempo e da paisagem", Principia, 2010
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Publicada por Blogger às A Linha é Tua a 7/29/2013 11:49:00 AM
"Centremo-nos, por economia de argumentação, no Douro vinhateiro, património mundial. As intervenções a que hoje atribuímos este estatuto patrimonial não podem, em qualquer análise, ser consideradas como intervenções de pequena escala e respeitadoras da paisagem pré-existente.
A sedimentação das intervenções que resulta de um tempo longo, apesar da escala de intervenção gigantesca, leva-nos a aceitar mais facilmente estas alterações que outras mais pequenas, mas muito mais concentradas no tempo, como parques eólicos, barragens ou estradas.(…)
Quer sejam florestações extensas, largas urbanizações, barragens, esporões, estradas, parques eólicos, cortes de árvores, todos nós, quando não directamente envolvidos, sentimos uma perda, se, de repente, a paisagem que sempre nos pareceu imutável nos aparece alterada."(1)
Conservar uma paisagem longamente intervencionada, como é a do vale do Tua, implica conservar os processos que a construíram e mantiveram.
Vem isto a propósito da discussão sobre a barragem do Tua e das suas implicações na paisagem.
A paisagem do Tua é uma paisagem lindíssima que conheço de muitas vezes ter lá passado, em especial de comboio. Nas 14 horas que a viagem entre Bragança e Lisboa demorava foi muito o tempo que passei a olhar, fascinado, aquela paisagem em ruínas.
A paisagem do Douro vinhateiro também a conheço, incluindo de comboio. E olhar para essa paisagem, vibrante, cheia de actividade e com uma economia invejável, também me fascina.
Qualquer pessoa tem a percepção imediata e intuitiva da distância que vai da paisagem do Douro vinhateiro à paisagem do Tua.
O que digo acima não torna a paisagem do Tua irrelevante, que não é, mas coloca o problema da sua relevância patrimonial num patamar que vale a pena discutir.
Esses processos estão hoje mortos ou moribundos, ao contrário do que se passa no Douro vinhateiro. As pessoas emigraram, os cereais de Inverno desapareceram, o gado raramente se vê, os olivais estão abandonados, os amendoais fugidos e as hortas deixaram de ser fabricadas.
A opção não é pois entre conservar uma paisagem ou fazer uma barragem, mas a escolha entre um processo de evolução comandado pelo abandono ou outro processo de evolução assente numa barragem.
Não tenho posição definida sobre a barragem do Tua, ao contrário da do Sabor, que contesto. Mas gostaria de ver uma discussão séria e profunda sobre a paisagem do Tua, com base na sua história e no que se pode prever que seja o seu futuro, clarificando que valores sociais estão em jogo em cada uma das opções.
Infelizmente o que vejo é a paisagem ser usada como mais um pretexto para marcar a posição de cada um sobre a barragem.
A paisagem merecia bem mais que isso, porque não é um cenário, é um património vivo, constantemente em mutação, que reflecte grande parte da nossa identidade.
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(1) "Do tempo e da paisagem", Principia, 2010
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Henrique Pereira dos Santos
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Publicada por Blogger às A Linha é Tua a 7/29/2013 11:49:00 AM
sábado, 27 de julho de 2013
[À Descoberta de Vila Flor] Só tu
Só Tu,
Nos dias infelizes,
Nas horas de Dor,
Quando no barco sem vela
Navegar em redor...
Quando, semi-nu,
Chorar o meu Destino
E ao vento ensinar
As covas do caminho...
A sós, no deserto,
Cruel e esmagado,
Olha-me com a piedade,
O amor e a doçura
Que na vida,
Fugida,
Me deste,
Só Tu...
Texto de Nascimento Fonseca*, publicada no jornal Mensageiro de Bragança, a 06-03-1970.
Fotografia: Estrada entre Carvalho de Egas e Samões
*José do Nascimento Fonseca nasceu no Nabo a 22-12-1940 e faleceu a 27-07-1983.
--
Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 7/27/2013 06:00:00 AM
Nos dias infelizes,
Nas horas de Dor,
Quando no barco sem vela
Navegar em redor...
Quando, semi-nu,
Chorar o meu Destino
E ao vento ensinar
As covas do caminho...
A sós, no deserto,
Cruel e esmagado,
Olha-me com a piedade,
O amor e a doçura
Que na vida,
Fugida,
Me deste,
Só Tu...
Texto de Nascimento Fonseca*, publicada no jornal Mensageiro de Bragança, a 06-03-1970.
Fotografia: Estrada entre Carvalho de Egas e Samões
*José do Nascimento Fonseca nasceu no Nabo a 22-12-1940 e faleceu a 27-07-1983.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 7/27/2013 06:00:00 AM
segunda-feira, 22 de julho de 2013
[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Capela de S. Pedro - Parambos
S. Pedro tem direito a uma capela situada no lugar com o mesmo nome - S. Pedro, na freguesia de Parambos.
Existiu aqui em tempos um enorme negrilho, junto à capela e era um espaço privilegiado de encontro e festa da aldeia.
O que mais me chamou à atenção foi o bem cuidado jardim, repleto de lírios em flor, com flores coloridas de várias cores.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 7/22/2013 02:05:00 AM
Existiu aqui em tempos um enorme negrilho, junto à capela e era um espaço privilegiado de encontro e festa da aldeia.
O que mais me chamou à atenção foi o bem cuidado jardim, repleto de lírios em flor, com flores coloridas de várias cores.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 7/22/2013 02:05:00 AM
[À Descoberta de Mirandela] A vitória da Alheira de Mirandela
A Alheira de Mirandela só pode ser produzida a partir de agora no concelho de origem, uma ambição antiga dos produtores locais que se concretiza com a atribuição de Indicação Geográfica Protegida (IGP) ao enchido tradicional.
O novo estatuto foi autorizado pela Comissão Europeia e confirmado pelo Governo português no despacho do secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Gomes da Silva, publicado a 3 de Julho em Diário da República.
A partir de agora o nome Alheira de Mirandela é de uso exclusivo dos produtores do concelho, como Pedro Caldeira, que vê nesta certificação "uma mais-valia para a economia local" e o resultado de "uma luta pela defesa da região, do produto e do bom nome dos produtores".
Desde 1996 que este enchido tem protecção de Especialidade Tradicional Garantida (ETG), mas o nome da "Alheira de Mirandela podia ser usado e o produto fabricado em qualquer parte", como recordou aquele produtor.
A IGP limita a produção ao concelho e "vai acabar com as falsificações, em que muitas vezes o produto era apresentado ao consumidor dizendo que era de Mirandela, na realidade não sendo", afiançou.
Pedro Caldeira é gerente de uma das maiores empresas da Alheira de Mirandela, a Topitéu, criada em 1982 pelo agrupamento de três pequenos produtores.
Este produtor faz chegar a Alheira de Mirandela a 11 países, com as exportações a representarem 20% da facturação anual de "três milhões de euros", em que se incluem também outros enchidos e 40 postos de trabalho.
Há mais de sete anos que a Associação Comercial e Industrial de Mirandela tinha requerido a IGP agora alcançada.
A Lusa tentou contactar, sem sucesso, o presidente daquele organismo, Jorge Morais.
Já para o presidente da Câmara de Mirandela, António Branco, esta certificação "é fundamental para o futuro da alheira", um dos produtos regionais com maior peso económico no concelho, que movimenta 28 milhões de euros anualmente e emprega 550 pessoas.
Segundo o autarca, actualmente existem, em Mirandela, sete produtores certificados para a confecção da alheira, mas o novo estatuto, acredita, "pode ser o impulso para a união e para outros aderirem".
António Branco assegurou que a IGP "é uma forma de garantir que a Alheira de Mirandela é apenas produzida no concelho e uma forma de proteger a qualidade" do enchido.
Fonte do Texto: Público Lusa 10/07/2013 - 17:06
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Mirandela a 7/22/2013 01:54:00 AM
O novo estatuto foi autorizado pela Comissão Europeia e confirmado pelo Governo português no despacho do secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Gomes da Silva, publicado a 3 de Julho em Diário da República.
A partir de agora o nome Alheira de Mirandela é de uso exclusivo dos produtores do concelho, como Pedro Caldeira, que vê nesta certificação "uma mais-valia para a economia local" e o resultado de "uma luta pela defesa da região, do produto e do bom nome dos produtores".
Desde 1996 que este enchido tem protecção de Especialidade Tradicional Garantida (ETG), mas o nome da "Alheira de Mirandela podia ser usado e o produto fabricado em qualquer parte", como recordou aquele produtor.
A IGP limita a produção ao concelho e "vai acabar com as falsificações, em que muitas vezes o produto era apresentado ao consumidor dizendo que era de Mirandela, na realidade não sendo", afiançou.
Pedro Caldeira é gerente de uma das maiores empresas da Alheira de Mirandela, a Topitéu, criada em 1982 pelo agrupamento de três pequenos produtores.
Este produtor faz chegar a Alheira de Mirandela a 11 países, com as exportações a representarem 20% da facturação anual de "três milhões de euros", em que se incluem também outros enchidos e 40 postos de trabalho.
Há mais de sete anos que a Associação Comercial e Industrial de Mirandela tinha requerido a IGP agora alcançada.
A Lusa tentou contactar, sem sucesso, o presidente daquele organismo, Jorge Morais.
Já para o presidente da Câmara de Mirandela, António Branco, esta certificação "é fundamental para o futuro da alheira", um dos produtos regionais com maior peso económico no concelho, que movimenta 28 milhões de euros anualmente e emprega 550 pessoas.
Segundo o autarca, actualmente existem, em Mirandela, sete produtores certificados para a confecção da alheira, mas o novo estatuto, acredita, "pode ser o impulso para a união e para outros aderirem".
António Branco assegurou que a IGP "é uma forma de garantir que a Alheira de Mirandela é apenas produzida no concelho e uma forma de proteger a qualidade" do enchido.
Fonte do Texto: Público Lusa 10/07/2013 - 17:06
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Mirandela a 7/22/2013 01:54:00 AM
[À Descoberta de Alfândega da Fé] Igreja Matriz de Vilarelhos
Igreja barroca e neobarroca de planta longitudinal composta por uma nave, uma capela-mor mais estreita, uma sacristia e uma torre sineira. No interior, destaque para o coro-alto, o batistério, o púlpito e os retábulos novecentistas.
Localização
Morada: Avenida Engenheiro Camilo Mendonça (EM 588-1) | 5350 Alfândega da Fé.
Longitude: -7,03868 | 7° 02' 19,3" W
Latitude: 41,34887 | 41° 20' 55,9" N
Características
Época de construção: Século XVII | Século XVIII
Estilo: Barroco | Revivalista
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Alfândega da Fé a 7/22/2013 01:42:00 AM
Localização
Morada: Avenida Engenheiro Camilo Mendonça (EM 588-1) | 5350 Alfândega da Fé.
Longitude: -7,03868 | 7° 02' 19,3" W
Latitude: 41,34887 | 41° 20' 55,9" N
Características
Época de construção: Século XVII | Século XVIII
Estilo: Barroco | Revivalista
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Alfândega da Fé a 7/22/2013 01:42:00 AM
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