A segunda caminhada da temporada aconteceu em setembro e e teve como destino a abandonada aldeia do Gavião no termo de Seixo de Manhoses.
Não seguiu o norma, tendo como destino um marco geodésico, por o mais próximo do Gavião é o vértice geodésico da Cheira, por mim visitado pela última vez em julho de 2012. O objetivo foi mesmo caminhar e aproveitar a viagem para procurar uma caixinha (Geocache) escondida algures entre as ruínas das casas.
O tempo estava espetacular, com um sol brilhante e nos campos ainda abundavam os frutos, em especial as uvas que se dão muito bem nas encostas do ribeiro grande. è mesmo uma doas zonas onde se produzem alguns dos melhores vinhos do concelho.
A primeira paragem do percurso aconteceu na Fonte do Olmo, junto ao Estádio Municipal. O espaço não estava propriamente apresentável, tal como o não está agora, porque ainda lá estive há poucos dias. Estes locais com algum interesse para serem visitados deveriam ser mais cuidados. É assim que se constrói uma imagem e se podem atrair pessoas.
No percurso ao lugar do Arco já avistámos muitas videiras carregadas de uvas. Este ano não foi um mau ano, tal como pude comprovar mais tarde participando na vindima na quinta Valtorinho.
A pequena aldeia do Arco parecia adormecida. Estendais de figos secavam ao sol. Aproveitámos para nos refrescar-mos com a água do fontanário da aldeia. Apesar de ter uma placa a indicar que é Imprópria para consumo, alguns habitantes insistem em bebe-la e a nós também não nos fez mal. Pareceu-me bem saborosa e fresquinha.
Nas hortas do fundo da aldeia ainda havia abóboras, nada mais.
O percurso do Arco ao Gavião é bastante interessante, com uma vista excelente para o Nabo e Vale da Vilariça e com vegetação rica em medronheiros e outras espécies vegetais que não são muito frequentes. Há mais do que uma alternativa de percurso; arriscarei a dizer que há pelo menos três, mais ou menos com o mesmo grau de dificuldade e a chegarem todas ao Gavião. Como as ruínas se veem ao longe, recortadas no horizonte, não há perigo de engano no caminho.
A sensação quando se chega ao Gavião é a de se estar numa aldeia fantasma, num cenário de um filme. A tristeza das paredes caídas é facilmente ultrapassada quando se olha a paisagem. As encostas estão, em grande parte, aproveitadas para a agricultura. Crescem aqui com grade facilidade as oliveiras, as videiras e as amendoeiras. E produzem também com abundância e qualidade. Os campos não sofreram o mesmo destino da aldeia e apresentam-se bastante cuidados. Direi até que com carinho, que se manifesta no cuidado na manutenção dos muros, na orientação e poda das árvores, na limpeza das silvas ou na abertura de novos e melhores acessos.
A procura da dita caixa, não muito maior do que um maço de tabaco, exige a utilização de um aparelho com GPS. Com alguma insistência e mais alguma atenção às pistas, ela acabou por aparecer, onde realmente deveríamos ter começado a procurar.
Ainda tentámos explorar alguns recantos, por entre as ruínas, mas as silvas vão tomando conta do espaço, servindo de consolo as amoras negras que ostentavam de forma quase provocadora.
Procurámos um bom miradouro para o vale. A barragem do Nabo/Ribeiro Grande é bem visível perto de Godeiros, onde está a famosa Pala do Conde.
Começámos o percurso de regresso. Dado o adiantado da hora não foi possível regressar a Vila Flor a pé, um carro de apoio foi buscar-nos à aldeia de Seixo de Manhoses.
O percurso entre o Gavião e o Seixo faz-se muito bem a pé, pode até ser feito de carro ligeiro, com algum cuidado. Há poucos anos falou-se que foi arranjado para poderem ser gravadas algumas cenas da telenovela "A Outra" no Gavião, mas a produção desistiu. Tinha sido um momento único para a Lost Village e muito agradaria às pessoas que ainda se recordam do tempo em que ali viveram.
O percurso feito a pé, com passagem pela Fonte do Olmo, Arco, Gavião e final em Seixo de Manhoses, perfaz 7,5 km, sempre por caminhos (e um pouco por estrada). É um bonito passeio que pode continuar pela barragem do Peneireiro e regresso à Vila, por isso não admira que possa ser repetido no futuro.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 12/17/2013 05:36:00 PM
Concelho:
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terça-feira, 17 de dezembro de 2013
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
[A Linha é Tua] “ADVOGADOS PELO TUA"
Foi iniciada a construção da barragem Foz Tua. Está assim iminente a destruição do Vale do Tua, uma das mais belas, ricas e bem preservadas paisagens de Portugal, parte da herança e identidade nacionais. Não podemos assistir indiferentes à destruição irreversível de um património de inestimável valor social, ecológico e económico. Por isso, decidimos agir através dos meios que a Lei nos faculta. Dez razões objetivas para suspender a construção da barragem Foz Tua:
1. É ilegal. O aproveitamento hídrico do Vale do Tua viola a Convenção para a Proteção do Património Mundial, Cultural e Natural (1972) que Portugal ratificou através do Decreto nº 49/79, de 6 de Junho.
2. Viola o direito constitucional ao ambiente. A barragem Foz do Tua acarreta restrições intoleráveis do direito de todos ao ambiente, tão fundamental quanto os direitos, liberdades e garantias individuais.
3. Desrespeita o estatuto conferido pela Unesco. Foz Tua constitui uma flagrante violação dos valores que deram origem à classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da Unesco.
4. Não cumpre os objetivos. Foz Tua faz parte do Programa Nacional de Barragens, que produziria no seu conjunto 0,5% da energia gasta em Portugal (3% da eletricidade), reduzindo apenas em 0,7% as importações de energia e em 0,7% as emissões de gases com efeito de estufa. Foz Tua contribuiria com uns míseros 0,1% da energia do País.
5. Não é necessária. As metas do Programa já foram ultrapassadas com os reforços de potência em curso: a curto prazo disporemos no total de 7020 MW hidroelétricos instalados (o Programa pretendia alcançar os 7000 MW), dos quais 2510 MW equipados com bombagem (o Programa previa chegar a 2000 MW). Será assim sem nenhuma barragem nova.
6. É cara. As novas barragens, se avançarem, custarão cerca de 15 000 milhões de euros, que os cidadãos vão pagar na fatura elétrica e nos impostos - uma média de 1500 euros por português. Com estas barragens, durante os 75 anos das concessões, as famílias e as empresas pagarão uma eletricidade pelo menos 8% mais cara.
7. Há alternativas melhores. Todos os objetivos de política energética podem ser cumpridos de forma muito mais eficaz e mais barata com opções alternativas, destacando-se três medidas: (i) investimentos em eficiência energética, com custo por kWh 10 (dez) vezes menor que Foz Tua; (ii) reforço de potência das barragens existentes, com custo por kWh 5 (cinco) vezes menor que Foz Tua; (iii) dentro de poucos anos, a energia fotovoltaica será competitiva com a rede.
8. É um atentado cultural. A albufeira de Foz Tua destruirá a centenária linha ferroviária do Tua, um vale com paisagens naturais e humanas de elevado valor patrimonial e turístico, para além de pôr em perigo a classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património da Humanidade.
9. É um atentado ambiental. Foz Tua destruirá irreversivelmente solos agrícolas e habitats ribeirinhos raros, porá em risco espécies ameaçadas e protegidas, criará riscos adicionais de erosão no litoral devido à retenção de areias, e provocará inevitavelmente a degradação da qualidade da água.
10. É um atentado económico e social. A barragem põe em causa a qualidade vitivinícola desta secção do Alto Douro, devido ao sério risco de alterações microclimáticas. Desaparece a possibilidade de rentabilizar activos turísticos de alto valor, como os desportos de águas brancas, a ferrovia de montanha e o eco-turismo. Criar um emprego permanente no turismo é 11 (onze) vezes mais barato que criar um emprego na barragem.
Há empreendimentos cuja construção se justifica, em nome do desenvolvimento sustentável do País. Outros, como a barragem de Foz Tua, empobrecem-nos a todos. Não podemos aceitar a destruição de um património ambiental único, sem qualquer ganho para o País e o bem público. É nossa responsabilidade garantir que as gerações futuras terão a oportunidade de desfrutar, como nós, o Vale do Tua.
Os signatários desta Declaração estão unidos numa vontade comum: SALVAR O TUA
Signatários da Declaração
Afonso Henriques Vilhena
Agostinho Pereira de Miranda
Alexandra Vaz
António Furtado dos Santos
Augusto Lopes Cardoso
Carla Amado Gomes
Elizabeth Fernandez
Fernando Fragoso Marques
Hernâni Rodrigues
Jan Dalhuisen
José António Campos de Carvalho
José Manuel Lebre de Freitas
Manuel Almeida Ribeiro
Manuel Magalhães e Silva
Maria da Conceição Botas
Pedro Cardigos
Pedro Raposo
Raul Mota Cerveira
Rita Matias
Vitor Miragaia
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Publicada por Blogger às A Linha é Tua a 12/13/2013 06:47:00 PM
1. É ilegal. O aproveitamento hídrico do Vale do Tua viola a Convenção para a Proteção do Património Mundial, Cultural e Natural (1972) que Portugal ratificou através do Decreto nº 49/79, de 6 de Junho.
2. Viola o direito constitucional ao ambiente. A barragem Foz do Tua acarreta restrições intoleráveis do direito de todos ao ambiente, tão fundamental quanto os direitos, liberdades e garantias individuais.
3. Desrespeita o estatuto conferido pela Unesco. Foz Tua constitui uma flagrante violação dos valores que deram origem à classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da Unesco.
4. Não cumpre os objetivos. Foz Tua faz parte do Programa Nacional de Barragens, que produziria no seu conjunto 0,5% da energia gasta em Portugal (3% da eletricidade), reduzindo apenas em 0,7% as importações de energia e em 0,7% as emissões de gases com efeito de estufa. Foz Tua contribuiria com uns míseros 0,1% da energia do País.
5. Não é necessária. As metas do Programa já foram ultrapassadas com os reforços de potência em curso: a curto prazo disporemos no total de 7020 MW hidroelétricos instalados (o Programa pretendia alcançar os 7000 MW), dos quais 2510 MW equipados com bombagem (o Programa previa chegar a 2000 MW). Será assim sem nenhuma barragem nova.
6. É cara. As novas barragens, se avançarem, custarão cerca de 15 000 milhões de euros, que os cidadãos vão pagar na fatura elétrica e nos impostos - uma média de 1500 euros por português. Com estas barragens, durante os 75 anos das concessões, as famílias e as empresas pagarão uma eletricidade pelo menos 8% mais cara.
7. Há alternativas melhores. Todos os objetivos de política energética podem ser cumpridos de forma muito mais eficaz e mais barata com opções alternativas, destacando-se três medidas: (i) investimentos em eficiência energética, com custo por kWh 10 (dez) vezes menor que Foz Tua; (ii) reforço de potência das barragens existentes, com custo por kWh 5 (cinco) vezes menor que Foz Tua; (iii) dentro de poucos anos, a energia fotovoltaica será competitiva com a rede.
8. É um atentado cultural. A albufeira de Foz Tua destruirá a centenária linha ferroviária do Tua, um vale com paisagens naturais e humanas de elevado valor patrimonial e turístico, para além de pôr em perigo a classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património da Humanidade.
9. É um atentado ambiental. Foz Tua destruirá irreversivelmente solos agrícolas e habitats ribeirinhos raros, porá em risco espécies ameaçadas e protegidas, criará riscos adicionais de erosão no litoral devido à retenção de areias, e provocará inevitavelmente a degradação da qualidade da água.
10. É um atentado económico e social. A barragem põe em causa a qualidade vitivinícola desta secção do Alto Douro, devido ao sério risco de alterações microclimáticas. Desaparece a possibilidade de rentabilizar activos turísticos de alto valor, como os desportos de águas brancas, a ferrovia de montanha e o eco-turismo. Criar um emprego permanente no turismo é 11 (onze) vezes mais barato que criar um emprego na barragem.
Há empreendimentos cuja construção se justifica, em nome do desenvolvimento sustentável do País. Outros, como a barragem de Foz Tua, empobrecem-nos a todos. Não podemos aceitar a destruição de um património ambiental único, sem qualquer ganho para o País e o bem público. É nossa responsabilidade garantir que as gerações futuras terão a oportunidade de desfrutar, como nós, o Vale do Tua.
Os signatários desta Declaração estão unidos numa vontade comum: SALVAR O TUA
Signatários da Declaração
Afonso Henriques Vilhena
Agostinho Pereira de Miranda
Alexandra Vaz
António Furtado dos Santos
Augusto Lopes Cardoso
Carla Amado Gomes
Elizabeth Fernandez
Fernando Fragoso Marques
Hernâni Rodrigues
Jan Dalhuisen
José António Campos de Carvalho
José Manuel Lebre de Freitas
Manuel Almeida Ribeiro
Manuel Magalhães e Silva
Maria da Conceição Botas
Pedro Cardigos
Pedro Raposo
Raul Mota Cerveira
Rita Matias
Vitor Miragaia
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Publicada por Blogger às A Linha é Tua a 12/13/2013 06:47:00 PM
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
[À Descoberta de Vila Flor] Vila Flor - Cabeço
Quase um mês sem escrever neste blogue pode dar a ideia que emigrei. Ainda não aconteceu, mas não significa que não tenha pensado nisso. Entretanto, e como a terra não para, não podemos nós ficar parados, sob pena de cairmos na monotonia dos dias iguais e cinzentos.
As caminhadas têm-se realizado, a menor ritmo, mas sempre entusiasmantes e cheias de cores diferentes consoante a estação do ano.
A 15 de setembro, ainda com os dias de calor bem presentes, e talvez para ganhar coragem para mais um ano de trabalho, a caminhada foi ao Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas.
O percurso foi o mesmo já tantas vezes seguido. A estrada pode ser o caminho mais rápido e reto, para quem se dirige ao Santuário, mas eu gosto de passar pela aldeia e depois subir o escadório, mais de 400 escadas, até chegar ao cume do cabeço.
O caminho que seguimos foi: Vila Flor - Barracão - Cooperativa de Olivicultores - Pedreira de Freixiel - Quinta do Reboredo - Vilas Boas - Santuário. Este percurso soma perto de 9 km.
No santuário celebrava-se Santa Eufêmia, com bastantes pessoas à volta da capela, na eucaristia ou mesmo a comerem à sombra das muitas árvores existentes.
De regresso a casa ainda pudemos ver uma área ardida junto ao santuário, onde ocorreu um início de incêndio no dia anterior.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 12/03/2013 08:43:00 PM
As caminhadas têm-se realizado, a menor ritmo, mas sempre entusiasmantes e cheias de cores diferentes consoante a estação do ano.
A 15 de setembro, ainda com os dias de calor bem presentes, e talvez para ganhar coragem para mais um ano de trabalho, a caminhada foi ao Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas.
O percurso foi o mesmo já tantas vezes seguido. A estrada pode ser o caminho mais rápido e reto, para quem se dirige ao Santuário, mas eu gosto de passar pela aldeia e depois subir o escadório, mais de 400 escadas, até chegar ao cume do cabeço.
O caminho que seguimos foi: Vila Flor - Barracão - Cooperativa de Olivicultores - Pedreira de Freixiel - Quinta do Reboredo - Vilas Boas - Santuário. Este percurso soma perto de 9 km.
No santuário celebrava-se Santa Eufêmia, com bastantes pessoas à volta da capela, na eucaristia ou mesmo a comerem à sombra das muitas árvores existentes.
De regresso a casa ainda pudemos ver uma área ardida junto ao santuário, onde ocorreu um início de incêndio no dia anterior.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 12/03/2013 08:43:00 PM
[À Descoberta de Alfândega da Fé] Onde param os cogumelos?
Voltar a Alfândega da Fé é sempre bom, mas confesso que já andava com muita vontade de percorrer algumas estradas e caminhos do concelho, convencido de que encontraria um colorido muito característico das terras de maior altitude em época de Outono.
Mo dia 30 fui a Alfândega da Fé para participar no Workshop de Micologia. Embora o assunto até me desperte bastante interesse, não era estar fechado na Casa da Cultura que me entusiasmava mais, mas sim percorrer os campos, verificar se as minhas desconfianças à cerca das tonalidades de outono se verificavam.
Para isso fui muito cedo, decidido a aproveitar o tempo. Entrei no concelho pela Estrada Nacional 315 (Mirandela). Questionei-me onde realmente se iniciaria o termo do concelho, mas essa foi uma dúvida que esclareci mais tarde. Durante muito tempo pensei que o concelho começaria junto ao atual IP2, mas agora sei que não.
Subir a serra de Bornes às primeiras horas da manhã, mesmo com uma grande geada, foi a primeira compensação pelo despertar atempado. A vista do vale desde a pousada de Nossa Senhora das Neves e as casas de Covelas por entre o colorido das folhas dos castanheiros já convidavam-me a passar por ali o resto do dia, mas o destino era outro. Após algumas fotografias rápidas rumei à vila onde cheguei com tempo para um passeio na geada do Parque Verde.
Às 10 da manhã começaram a juntar-se os participantes no Workshop. Durante a manhã estava prevista uma saída de campo para recolha de exemplares de cogumelos. A acompanhar os participantes estariam três membros da Associação Xixorra, que ajudariam na identificação. Não fazia a ideia do local onde íamos procurar os cogumelos mas quando o carro partir de novo em direção a Sambade tive a esperança que fossemos à Serra. Acabámos por ir para Vales, local integrado no Trilho de Alvazinhos, que iríamos seguir parcialmente.
O grupo não era grande, mas não faltavam as cestas para a recolha de cogumelos. Só eu... não levava mais do que a máquina fotográfica.
Ainda na aldeia de Vales foi feito um pequeno aquecimento e partimos em direção a Alfândega (e aos pinhais).
Confesso que a procura dos cogumelos não me interessou grandemente. A época já vai adiantada para os que crescem nos castanheiros e o ano foi seco. Nos pinhais, ainda jovens, não havia humidade nenhuma. Dos poucos que encontrei, metade deles estava seca. Para piorar as coisas os pinhais onde fomos foram lavrados à relativamente pouco tempo.
Como a quantidade não era importante, a cada espécie nova, comestível ou não, fazíamos uma paragem para ouvir os especialistas. Foram apresentados alguns conceitos sobre as características dos fungos em geral e dos cogumelos em particular. Ficámos também a conhecer o significado de píleo, volva, estipe, anel, micélio, ... tudo termos essenciais a quem se interessa pela micologia. Confesso que estava mais interessado em espreitar em direção a Pombal, na ânsia de poder ver o belo vale da Vilariça, com o sol tímido a espelhar-se na albufeira de Vilarelhos. Não consegui arranjar bons miradouros, mas ainda consegui apanhar algumas espécies de cogumelos.
Sem ser em direção ao vale a paisagem também era admirável. Os castanheiros estão cheios de folhas de mil tons de outono e as cerejeiras desafiam todas as outras espécies com o tom vermelho vivo das suas folhas. As videiras já perderam as folhas, mas oliveiras carregadas de frutos também se destacam na paisagem.
As pessoas espalharam-se pelos pilhais e a busca começou a dar os seus frutos. Dos cogumelos que conheço destaco as sanchas (Lactarius deliciosus), os canários/míscaros (Tricholoma equestre), os moncosos (Suillus bellinii) e os rócos (Macrocepiota procera), foram alguns dos que encontrámos. Dos perigosos aparecem vários Amanitas. Fiquei a saber que afinal não são tão mortais como se pensa...
O melhor da apanha foi a chegada de dois amigos que tinham escolhido outro local e que vinham carregados (vários sacos) de sanchas. Além de distribuírem o fruto da sua apanha, ainda nos conduziram ao pinhal onde tinham andado e que trouxe alguma alegria ao grupo.
Pelo caminho passámos pelo parque infantil/de merendas de Alvazinhos. Despertou-me a curiosidade este local. Pode ser que seja um bom local para visitar noutra altura do ano.
O mini-autocarro do município "apanhou-nos junto à Quinta de Alvazinhos já depois da uma e meia da tarde. Regressámos à vila, onde decorreram as restantes atividades do encontro, nomeadamente a degustação de várias utilizações de cogumelos e o Workshop de Micologia.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Alfândega da Fé a 12/03/2013 05:57:00 PM
Mo dia 30 fui a Alfândega da Fé para participar no Workshop de Micologia. Embora o assunto até me desperte bastante interesse, não era estar fechado na Casa da Cultura que me entusiasmava mais, mas sim percorrer os campos, verificar se as minhas desconfianças à cerca das tonalidades de outono se verificavam.
Para isso fui muito cedo, decidido a aproveitar o tempo. Entrei no concelho pela Estrada Nacional 315 (Mirandela). Questionei-me onde realmente se iniciaria o termo do concelho, mas essa foi uma dúvida que esclareci mais tarde. Durante muito tempo pensei que o concelho começaria junto ao atual IP2, mas agora sei que não.
Subir a serra de Bornes às primeiras horas da manhã, mesmo com uma grande geada, foi a primeira compensação pelo despertar atempado. A vista do vale desde a pousada de Nossa Senhora das Neves e as casas de Covelas por entre o colorido das folhas dos castanheiros já convidavam-me a passar por ali o resto do dia, mas o destino era outro. Após algumas fotografias rápidas rumei à vila onde cheguei com tempo para um passeio na geada do Parque Verde.
Às 10 da manhã começaram a juntar-se os participantes no Workshop. Durante a manhã estava prevista uma saída de campo para recolha de exemplares de cogumelos. A acompanhar os participantes estariam três membros da Associação Xixorra, que ajudariam na identificação. Não fazia a ideia do local onde íamos procurar os cogumelos mas quando o carro partir de novo em direção a Sambade tive a esperança que fossemos à Serra. Acabámos por ir para Vales, local integrado no Trilho de Alvazinhos, que iríamos seguir parcialmente.
O grupo não era grande, mas não faltavam as cestas para a recolha de cogumelos. Só eu... não levava mais do que a máquina fotográfica.
Ainda na aldeia de Vales foi feito um pequeno aquecimento e partimos em direção a Alfândega (e aos pinhais).
Confesso que a procura dos cogumelos não me interessou grandemente. A época já vai adiantada para os que crescem nos castanheiros e o ano foi seco. Nos pinhais, ainda jovens, não havia humidade nenhuma. Dos poucos que encontrei, metade deles estava seca. Para piorar as coisas os pinhais onde fomos foram lavrados à relativamente pouco tempo.
Como a quantidade não era importante, a cada espécie nova, comestível ou não, fazíamos uma paragem para ouvir os especialistas. Foram apresentados alguns conceitos sobre as características dos fungos em geral e dos cogumelos em particular. Ficámos também a conhecer o significado de píleo, volva, estipe, anel, micélio, ... tudo termos essenciais a quem se interessa pela micologia. Confesso que estava mais interessado em espreitar em direção a Pombal, na ânsia de poder ver o belo vale da Vilariça, com o sol tímido a espelhar-se na albufeira de Vilarelhos. Não consegui arranjar bons miradouros, mas ainda consegui apanhar algumas espécies de cogumelos.
Sem ser em direção ao vale a paisagem também era admirável. Os castanheiros estão cheios de folhas de mil tons de outono e as cerejeiras desafiam todas as outras espécies com o tom vermelho vivo das suas folhas. As videiras já perderam as folhas, mas oliveiras carregadas de frutos também se destacam na paisagem.
As pessoas espalharam-se pelos pilhais e a busca começou a dar os seus frutos. Dos cogumelos que conheço destaco as sanchas (Lactarius deliciosus), os canários/míscaros (Tricholoma equestre), os moncosos (Suillus bellinii) e os rócos (Macrocepiota procera), foram alguns dos que encontrámos. Dos perigosos aparecem vários Amanitas. Fiquei a saber que afinal não são tão mortais como se pensa...
O melhor da apanha foi a chegada de dois amigos que tinham escolhido outro local e que vinham carregados (vários sacos) de sanchas. Além de distribuírem o fruto da sua apanha, ainda nos conduziram ao pinhal onde tinham andado e que trouxe alguma alegria ao grupo.
Pelo caminho passámos pelo parque infantil/de merendas de Alvazinhos. Despertou-me a curiosidade este local. Pode ser que seja um bom local para visitar noutra altura do ano.
O mini-autocarro do município "apanhou-nos junto à Quinta de Alvazinhos já depois da uma e meia da tarde. Regressámos à vila, onde decorreram as restantes atividades do encontro, nomeadamente a degustação de várias utilizações de cogumelos e o Workshop de Micologia.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Alfândega da Fé a 12/03/2013 05:57:00 PM
domingo, 1 de dezembro de 2013
[À Descoberta de Macedo de Cavaleiros] À Descoberta ... da Linha do Tua
A "saga" À Descoberta começou há quase 10 anos, no concelho de Miranda do Douro, mas já há algum tempo que estava previsto estender-se também ao concelho de Macedo de Cavaleiros. Não aconteceu não porque o concelho não apresente atrativos suficientes, mas unicamente por falta de tempo.
Posso dizer que a janela se abriu, primeiramente no Flikr (em 2010) e depois numa página do Facebook, que dá pelo nome de Macedo de Cavaleiros, concelho e só agora se estendeu ao Blogue À Descoberta de Macedo de Cavaleiros.
Durante o verão passado acompanhei, à distância, uma série de iniciativas relacionadas com a natureza, muitas vezes na barragem do Azibo e também as atividades do grupo Alustro (Clube de Fotografia A. M. Pires Cabral). Quando recebi um convite, daqueles virtuais que se pensa que não servem para nada, achei que era altura de participar a sério e rumei para Macedo de Cavaleiros no dia 23 de novembro de 2013.
O desafio partiu do Clube de Fotografia Alustro, que pretende fazer um levantamento do que ainda resta da Linha do Tua ao longo do concelho. Há anos que percorro a Linha do Tua a pé entre Foz-Tua e Mirandela (ver Blogue A Linha é TUA) e conhecer o restante trajeto é para mim muito aliciante. Estavam juntos vários elementos incentivadores: conhecer o concelho de Macedo de Cavaleiros, conhecer os elementos do Alustro; tirar fotografias e conhecer mais um troço da Linha do Tua.
Às 10 da manhã estava em Macedo de Cavaleiros. O dia estava frio, com bastante geada e pouco prometedor. O grupo juntou-se, constituído por "velhos" amigos, todos apaixonados pela fotografia e não tive dificuldade em me integrar.
Partimos de autocarro para Sendas, para lá dos limites do concelho. No meu trabalho de preparação na noite anterior verifiquei que apenas íamos percorrer pouco mais de 6 km! pareceu-me manifestamente pouco, mas o percurso estava traçado: Sendas - Azibo (Vale da Porca).
Ainda usei o comboio nalgumas deslocações entre Mirandela e Bragança, poucas vezes, muito poucas. Nalguns anos que passei em Carvalhais o comboio fazia parte do meu dia a dia, mas o tempo passou e deste troço da Linha não tinha a mais vaga ideia.
Em Sendas os edifícios ainda estão em pé, muito degradados e ainda se veem os carris por entre o lixo e as silvas que tomaram conta da linha. Quando se passa por debaixo da estrada N15-5, que segue para Vila Franca, o cenário ainda piora: deixa de haver carris e praticamente não se encontram mais até ao Azibo, precisamente sobre a ponte que passa sobre o rio. Não estava à espera de tal cenário. Há 5 anos que acompanho de perto o que se passa com o troço Foz-Tua / Mirandela envolvendo-me ativamente na luta contra a construção da barragem mas esqueci-me que nesta parte da linha a o abandono já começou em 1991.
Na linha havia muito pouco para fotografar. Aos espaços fui-me afastando para fotografar a flora, surpreendentemente colorida de outono. Ou soutos, os carvalhos, as videiras já quase despidas, foram algumas das espécies maiores que fotografei. Mas também apareceu a roseira brava, sumagre, medronheiros, madressilva, espinheiro, gilbardeira, trovisqueira, etc.
Passámos junto à aldeia de Valdrez. O desalento do grupo com a destruição da Linha era evidente, mas não faltava entusiasmo para a fotografia. Quando apareceu o edifício do apeadeiro de já havia algum apetite. Procurámos nas mochilas algo para enganar a fome até chegarmos ao apeadeiro de Salselas.
Nesta zona, tirando um ou outro local, a linha, ou espaço onde ela estava, está transitável como caminho. Em vários locais ela é mesmo usada com regularidade como caminho rural. Não há sinais dos carris nem das travessas.
O apeadeiro de Salselas situado à entrada da aldeia, deve ter sido um edifício elegante, embora pequeno. Foi o lugar escolhido para o almoço.
Caminhar é um exercício que abre o apetite, se acrescentarmos ainda o levantar cedo, são dois fatores para "fazer lume com os dentes". Cada um saboreou a merenda, com alguma partilha e ainda houve tempo para um café no bar do Museu Rural de Salselas.
Retomámos o percurso da Linha. Em vários locais foi muito difícil passar. As silvas tomaram conta do espaço e crescem a vários metros de altura. Nalguns pontos foi necessário seguir pelos terrenos agrícolas limítrofes. A chegada ao rio Azibo animava a caminhada pois prometia um belo cenário fotográfico.
Por fim chegámos. O cenário é realmente idílico e está cuidado, mas a luz já não era a mais adequada.
A linha passa sobre o rio Azibo na primeira única ponte que encontrámos no percurso feito. A ponte metálica parece estar estável, mas ostenta um aviso proibindo a circulação.
As folhas do outono a deslizarem nas águas do rio reorientaram as os objetivas levando-as (temporariamente) a esquecerem a Linha.
Foi um bonito local que descobri nesta caminhada. Para mim Vale da Porca era (para além da terra natal de Roberto Leal) o cruzamento onde já passei muitas vezes nas deslocações com passagem pelo santuário de Santo Ambrósio. Agora o nome da aldeia tem mais significados.
Seguimos até à estação de Azibo, agora já com os carris bem visíveis. Foi bom verificar que esta estação ainda está bem preservada. Além do edifício intacto e fechado, muitas das estruturas anexas também estão em razoável estado de conservação. Há alguns anexos que ainda servem para a criação de galinhas. Crescem nos canteiros algumas plantas de jardim e árvores de fruto.
Com a luz do sol rasante a brilhar nos carris terminamos a nossa caminhada. Foram poucos quilómetros de Linha, que motivaram muitos lamentos e alguns insultos aos responsáveis por tanta destruição.
Foi feita o levantamento possível o que resta da Linha do Tua. Para mim foi também importante e surpreendente o contacto com o concelho de Macedo de Cavaleiros. Os espaços percorridos, a divisão dos terrenos, espécies cultivadas e selvagens ajudaram a construir uma ideia mais rigorosa do concelho e despertaram o apetite para novas viagens, caminhadas de preferência. Descobrir um concelho é uma tarefa nunca terminada, mas começa com o primeiro passo e esse já foi dado.
Agradeço a todos os amigos do ALUSTRO o excelente dia que passei com eles.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Macedo de Cavaleiros a 12/01/2013 07:29:00 PM
Posso dizer que a janela se abriu, primeiramente no Flikr (em 2010) e depois numa página do Facebook, que dá pelo nome de Macedo de Cavaleiros, concelho e só agora se estendeu ao Blogue À Descoberta de Macedo de Cavaleiros.
Durante o verão passado acompanhei, à distância, uma série de iniciativas relacionadas com a natureza, muitas vezes na barragem do Azibo e também as atividades do grupo Alustro (Clube de Fotografia A. M. Pires Cabral). Quando recebi um convite, daqueles virtuais que se pensa que não servem para nada, achei que era altura de participar a sério e rumei para Macedo de Cavaleiros no dia 23 de novembro de 2013.
O desafio partiu do Clube de Fotografia Alustro, que pretende fazer um levantamento do que ainda resta da Linha do Tua ao longo do concelho. Há anos que percorro a Linha do Tua a pé entre Foz-Tua e Mirandela (ver Blogue A Linha é TUA) e conhecer o restante trajeto é para mim muito aliciante. Estavam juntos vários elementos incentivadores: conhecer o concelho de Macedo de Cavaleiros, conhecer os elementos do Alustro; tirar fotografias e conhecer mais um troço da Linha do Tua.
Às 10 da manhã estava em Macedo de Cavaleiros. O dia estava frio, com bastante geada e pouco prometedor. O grupo juntou-se, constituído por "velhos" amigos, todos apaixonados pela fotografia e não tive dificuldade em me integrar.
Partimos de autocarro para Sendas, para lá dos limites do concelho. No meu trabalho de preparação na noite anterior verifiquei que apenas íamos percorrer pouco mais de 6 km! pareceu-me manifestamente pouco, mas o percurso estava traçado: Sendas - Azibo (Vale da Porca).
Ainda usei o comboio nalgumas deslocações entre Mirandela e Bragança, poucas vezes, muito poucas. Nalguns anos que passei em Carvalhais o comboio fazia parte do meu dia a dia, mas o tempo passou e deste troço da Linha não tinha a mais vaga ideia.
Em Sendas os edifícios ainda estão em pé, muito degradados e ainda se veem os carris por entre o lixo e as silvas que tomaram conta da linha. Quando se passa por debaixo da estrada N15-5, que segue para Vila Franca, o cenário ainda piora: deixa de haver carris e praticamente não se encontram mais até ao Azibo, precisamente sobre a ponte que passa sobre o rio. Não estava à espera de tal cenário. Há 5 anos que acompanho de perto o que se passa com o troço Foz-Tua / Mirandela envolvendo-me ativamente na luta contra a construção da barragem mas esqueci-me que nesta parte da linha a o abandono já começou em 1991.
Na linha havia muito pouco para fotografar. Aos espaços fui-me afastando para fotografar a flora, surpreendentemente colorida de outono. Ou soutos, os carvalhos, as videiras já quase despidas, foram algumas das espécies maiores que fotografei. Mas também apareceu a roseira brava, sumagre, medronheiros, madressilva, espinheiro, gilbardeira, trovisqueira, etc.
Passámos junto à aldeia de Valdrez. O desalento do grupo com a destruição da Linha era evidente, mas não faltava entusiasmo para a fotografia. Quando apareceu o edifício do apeadeiro de já havia algum apetite. Procurámos nas mochilas algo para enganar a fome até chegarmos ao apeadeiro de Salselas.
Nesta zona, tirando um ou outro local, a linha, ou espaço onde ela estava, está transitável como caminho. Em vários locais ela é mesmo usada com regularidade como caminho rural. Não há sinais dos carris nem das travessas.
O apeadeiro de Salselas situado à entrada da aldeia, deve ter sido um edifício elegante, embora pequeno. Foi o lugar escolhido para o almoço.
Caminhar é um exercício que abre o apetite, se acrescentarmos ainda o levantar cedo, são dois fatores para "fazer lume com os dentes". Cada um saboreou a merenda, com alguma partilha e ainda houve tempo para um café no bar do Museu Rural de Salselas.
Retomámos o percurso da Linha. Em vários locais foi muito difícil passar. As silvas tomaram conta do espaço e crescem a vários metros de altura. Nalguns pontos foi necessário seguir pelos terrenos agrícolas limítrofes. A chegada ao rio Azibo animava a caminhada pois prometia um belo cenário fotográfico.
Por fim chegámos. O cenário é realmente idílico e está cuidado, mas a luz já não era a mais adequada.
A linha passa sobre o rio Azibo na primeira única ponte que encontrámos no percurso feito. A ponte metálica parece estar estável, mas ostenta um aviso proibindo a circulação.
As folhas do outono a deslizarem nas águas do rio reorientaram as os objetivas levando-as (temporariamente) a esquecerem a Linha.
Foi um bonito local que descobri nesta caminhada. Para mim Vale da Porca era (para além da terra natal de Roberto Leal) o cruzamento onde já passei muitas vezes nas deslocações com passagem pelo santuário de Santo Ambrósio. Agora o nome da aldeia tem mais significados.
Seguimos até à estação de Azibo, agora já com os carris bem visíveis. Foi bom verificar que esta estação ainda está bem preservada. Além do edifício intacto e fechado, muitas das estruturas anexas também estão em razoável estado de conservação. Há alguns anexos que ainda servem para a criação de galinhas. Crescem nos canteiros algumas plantas de jardim e árvores de fruto.
Com a luz do sol rasante a brilhar nos carris terminamos a nossa caminhada. Foram poucos quilómetros de Linha, que motivaram muitos lamentos e alguns insultos aos responsáveis por tanta destruição.
Foi feita o levantamento possível o que resta da Linha do Tua. Para mim foi também importante e surpreendente o contacto com o concelho de Macedo de Cavaleiros. Os espaços percorridos, a divisão dos terrenos, espécies cultivadas e selvagens ajudaram a construir uma ideia mais rigorosa do concelho e despertaram o apetite para novas viagens, caminhadas de preferência. Descobrir um concelho é uma tarefa nunca terminada, mas começa com o primeiro passo e esse já foi dado.
Agradeço a todos os amigos do ALUSTRO o excelente dia que passei com eles.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Macedo de Cavaleiros a 12/01/2013 07:29:00 PM
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
[À Descoberta de Vila Flor] Em louvor da Terra e da Gente Transmontanas
Se o poeta João de Sá fosse vivo completaria hoje 85 anos. Apenas o conheci nos últimos anos de vida, depois de conhecer a sua escrita, que me fascinou e me fez gostar de forma quase incompreensível de Vila Flor.
O poeta vagueia algures entre o Facho e o Frade acompanhando com o olhar as pombas da igreja e suspirando pelo aroma da glicínia de sua casa.
Publico hoje um poema de 1962, poema com que João de Sá alcançou o 1.º Prémio nos Jogos Florais Transmontanos do Clube de Vila Real.
Esta ligação à terra, à serra, aos horizontes largos que a vista alcança, acompanharam-no toda a vida. Nos seus últimos poemas, 50 anos mais tarde, a serra, continua presente, com a mesma força, com tonalidades várias mas sempre com sentimentos intensos.
E no dia de hoje, talvez ganhe coragem para subir à serra. É apaziguar admirar as cores das videiras pintadas de outono e é uma justa homenagem declamar baixinho o poema cravado na rocha no alto da serra.
Granito e altura!
Firmeza e ânsia de se ir mais além,
Meta que se desloca e não se alcança
E mais alinda o gesto da procura...
Vento em correria,
Parecendo ultrapassar o céu e a terra
E o gémeo de Van Gogh
Vertendo novas cores por sobre a serra.
Se uma canção perturba
A solidão do monte, de tão pura
E sentida ergue-se tanto,
Que o azul transborda no cristal da taça
E tomba sobre as notas desse canto.
Manhãs de neve, em que a paisagem
É um bailado fantástico de cisnes!
Silêncios brancos sobre velha fonte.
Dádiva do mistério ao nosso sonho
Perdido na distância do horizonte...
Tudo se passa muito além de nós
Mas tudo é simples, puro, sem tamanho:
Um perfume indivisível, uma flor,
Um vôo de ave, a fimbria dum rebanho,
Uma canção, dorida, de pastor...
Sentimos ânsias de abrir com jeito
O coração
E introduzir nele uma semente.
Duma matéria embora bem diferente
Casa-se com a terra o nosso peito!
Olhos volvidos para além do mar...
Lábios de encantamento primitivo...
O ar salgado não os fez gretar,
Sabem a frutos e a grãos de trigo.
Inatingível, no azul da altura,
Quanto mais perto dela mais distantes...
O sagrado padece da lonjura.
Por isso temos que nos ausentar
Se quisermos que ela nos pertença
E nos caiba, inteira, no olhar!
A tua gente tem a alma de granito!
Rasga as mãos, a sorrir;
Sucumbe, sem um grito:
Lábios que tem sede e chamam pelo sol!
Olhos de abismo
- Duas aves, pousadas sobre a alma
A sondar-lhe as lonjuras...
Olhos de espaço, onde se projecta
O mistério sagrado das alturas.
Perfis morenos
Que o escopro do vento alevantou
Num recanto do espaço.
E as raízes vão beber mais fundo
A seiva que lhes há-de erguer o braço!
Homem de ontem. Homem de amanhã.
Perto ou longe, sempre o mesmo homem.
Uma fé viva onde ele estiver presente,
Pois ele é como que um prolongamento
Da vastidão da serra-mãe ausente!
Homem da serra, afeito a ver subir
As águias e os milhafres
Que depois se diluem na lonjura.
Homem do monte - símbolo da terra,
Mas ânsia estranha de maior altura!
Homem do longe!
Há um rito de amor
No gesto com que lanças sobre a terra
Uma simples semente.
E o milagre é sempre uma flor,
Um diadema a ornamentar-lhe o ventre.
Volúpia de criar!
Fechar as mão e abri-las, incendidas,
Num gesto natural,
Sobre a palpitação de novas vidas.
Conceber, é dar forma a alguma coisa.
E toda a criação exige esforço
E todo o esforço é dor!
Mas, sem o sofrimento a retalhar o peito,
O que seria o amor?
Não basta desbravar a terra,
É preciso regá-la com suor,
Encaminhar os caules que tombaram,
Sentir bater o coração da flor...
Em cada pedra há um epitáfio e um berço.
Só tem valor a luta em que não há quebranto.
A serra continua a desventrar-se em pão,
Muda de espanto!
É o olhar que exprime
Os mais secretos sentimentos da alma:
As nódoas recônditas do mal,
As luminosas pétalas do bem.
Trás-os-Montes - olhar de Portugal!
TRANSMONTANO (João de Sá)
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 11/07/2013 12:50:00 AM
O poeta vagueia algures entre o Facho e o Frade acompanhando com o olhar as pombas da igreja e suspirando pelo aroma da glicínia de sua casa.
Publico hoje um poema de 1962, poema com que João de Sá alcançou o 1.º Prémio nos Jogos Florais Transmontanos do Clube de Vila Real.
Esta ligação à terra, à serra, aos horizontes largos que a vista alcança, acompanharam-no toda a vida. Nos seus últimos poemas, 50 anos mais tarde, a serra, continua presente, com a mesma força, com tonalidades várias mas sempre com sentimentos intensos.
E no dia de hoje, talvez ganhe coragem para subir à serra. É apaziguar admirar as cores das videiras pintadas de outono e é uma justa homenagem declamar baixinho o poema cravado na rocha no alto da serra.
Granito e altura!
Firmeza e ânsia de se ir mais além,
Meta que se desloca e não se alcança
E mais alinda o gesto da procura...
Vento em correria,
Parecendo ultrapassar o céu e a terra
E o gémeo de Van Gogh
Vertendo novas cores por sobre a serra.
Se uma canção perturba
A solidão do monte, de tão pura
E sentida ergue-se tanto,
Que o azul transborda no cristal da taça
E tomba sobre as notas desse canto.
Manhãs de neve, em que a paisagem
É um bailado fantástico de cisnes!
Silêncios brancos sobre velha fonte.
Dádiva do mistério ao nosso sonho
Perdido na distância do horizonte...
Tudo se passa muito além de nós
Mas tudo é simples, puro, sem tamanho:
Um perfume indivisível, uma flor,
Um vôo de ave, a fimbria dum rebanho,
Uma canção, dorida, de pastor...
Sentimos ânsias de abrir com jeito
O coração
E introduzir nele uma semente.
Duma matéria embora bem diferente
Casa-se com a terra o nosso peito!
Olhos volvidos para além do mar...
Lábios de encantamento primitivo...
O ar salgado não os fez gretar,
Sabem a frutos e a grãos de trigo.
Inatingível, no azul da altura,
Quanto mais perto dela mais distantes...
O sagrado padece da lonjura.
Por isso temos que nos ausentar
Se quisermos que ela nos pertença
E nos caiba, inteira, no olhar!
A tua gente tem a alma de granito!
Rasga as mãos, a sorrir;
Sucumbe, sem um grito:
Lábios que tem sede e chamam pelo sol!
Olhos de abismo
- Duas aves, pousadas sobre a alma
A sondar-lhe as lonjuras...
Olhos de espaço, onde se projecta
O mistério sagrado das alturas.
Perfis morenos
Que o escopro do vento alevantou
Num recanto do espaço.
E as raízes vão beber mais fundo
A seiva que lhes há-de erguer o braço!
Homem de ontem. Homem de amanhã.
Perto ou longe, sempre o mesmo homem.
Uma fé viva onde ele estiver presente,
Pois ele é como que um prolongamento
Da vastidão da serra-mãe ausente!
Homem da serra, afeito a ver subir
As águias e os milhafres
Que depois se diluem na lonjura.
Homem do monte - símbolo da terra,
Mas ânsia estranha de maior altura!
Homem do longe!
Há um rito de amor
No gesto com que lanças sobre a terra
Uma simples semente.
E o milagre é sempre uma flor,
Um diadema a ornamentar-lhe o ventre.
Volúpia de criar!
Fechar as mão e abri-las, incendidas,
Num gesto natural,
Sobre a palpitação de novas vidas.
Conceber, é dar forma a alguma coisa.
E toda a criação exige esforço
E todo o esforço é dor!
Mas, sem o sofrimento a retalhar o peito,
O que seria o amor?
Não basta desbravar a terra,
É preciso regá-la com suor,
Encaminhar os caules que tombaram,
Sentir bater o coração da flor...
Em cada pedra há um epitáfio e um berço.
Só tem valor a luta em que não há quebranto.
A serra continua a desventrar-se em pão,
Muda de espanto!
É o olhar que exprime
Os mais secretos sentimentos da alma:
As nódoas recônditas do mal,
As luminosas pétalas do bem.
Trás-os-Montes - olhar de Portugal!
TRANSMONTANO (João de Sá)
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 11/07/2013 12:50:00 AM
domingo, 20 de outubro de 2013
[A Linha é Tua] Mobilidade no vale do Tua só para turismo
Plano põe fim ao serviço público de caminho-de-ferro
Mobilidade no vale do Tua só para turismo
A infraestrutura intermodal do Tua só irá funcionar na sua plenitude entre maio e outubro. Esta novidade foi avançada durante a 3ª conferência internacional "Railroads in Historical Context" que decorreu sexta-feira, em Alijó, e reuniu mais de 40 investigadores internacionais, entidades oficiais, operadores turísticos do Douro e a EDP. Assim, caiu por terra a vontade de várias associações que exigiam o regresso do serviço público ao troço desativado.
Foi pela boca de Sérgio Figueiredo, administrador-delegado da Fundação EDP, que se fez "luz" sobre o que poderá ser o megaprojeto de mobilidade intermodal de Foz Tua, que pretende constituir uma oferta turística de excelência assente em três meios de mobilidade: o funicular, o barco e o comboio.
Durante este encontro internacional, foram apresentados e debatidos estudos sobre a história do Vale do Tua e da Linha do Tua, bem como... (*)
Leia a notícia completa
na edição em PDF
(*) Apenas utilizadores registados
Fonte: A Voz de Trás-dos-Montes
Regiões | Alijó | 17-10-2013 | Edição Nº 3301
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Publicada por Blogger às A Linha é Tua a 10/20/2013 10:33:00 AM
sábado, 19 de outubro de 2013
[À Descoberta de Vila Flor] Vila Flor, concelho - no Facebook
A Página Vila Flor, concelho atingiu no dia 29de Setembro 1000 gostos! Criada a 26 de Maio de 2012 com o intuito de chamar as pessoas a visitarem o Blogue À Descoberta de Vila Flor, que nasceu em 2006, foi-se assumindo como uma plataforma alternativa de promoção do concelho, como montra, como centro de distribuição de notícias e local de encontro.
A plataforma Facebook tem as suas vantagens, como a facilidade de utilização e democratização e os seus defeitos, como a rapidez com que a informação fica esquecida ou a falta de respeito pelos direitos de autor, mas leva a informação onde outras plataformas não chegavam e em segundos.
Aos poucos a Página foi assumindo "personalidade" própria, autónoma do Blogue, no entanto, como criador e administrador dos dois, não os consigo ver separados. O Blogue é a base, o repositório das imagens e do texto, um baú onde se guardam "tesouros" descobertos por todo o concelho, segredos e emoções sentidas a desvendar esses segredos. A página no Facebook são pinceladas rápidas, flashes de beleza e algumas notícias tristes. O Blogue é um caminho pessoal, na página são publicadas contribuições de toda a gente, principalmente fotografias, que podem ser comentadas e partilhadas contribuindo, em rede, para a divulgação do concelho.
Os GOSTOS não são só bons para o ego de quem administra a página são também um indicador de que a informação chega mais longe, tornando-se mais eficiente e uma melhor montra. As fotografias são organizadas em Álbuns, tendo por base as diferentes freguesias e respetivas anexas. Desta forma é possível encontrá-las facilmente e divulgá-las repetidas vezes.
Agradeço a todos os que vistam a página e partilham os seus conteúdos. Está aberta à contribuição de toda a gente, desde que as contribuições se destinem a divulgar o concelho, as atividades que aqui têm lugar, publicitar serviços ou produtos que aqui são produzidos.
Vamos continuar a encontrar-nos todos os dias.
Endereço da página no Facebook
https://www.facebook.com/vilaflor.pt
Nota: Não é necessário ter uma conta no Facebook para ver a página.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 10/19/2013 08:00:00 AM
A plataforma Facebook tem as suas vantagens, como a facilidade de utilização e democratização e os seus defeitos, como a rapidez com que a informação fica esquecida ou a falta de respeito pelos direitos de autor, mas leva a informação onde outras plataformas não chegavam e em segundos.
Aos poucos a Página foi assumindo "personalidade" própria, autónoma do Blogue, no entanto, como criador e administrador dos dois, não os consigo ver separados. O Blogue é a base, o repositório das imagens e do texto, um baú onde se guardam "tesouros" descobertos por todo o concelho, segredos e emoções sentidas a desvendar esses segredos. A página no Facebook são pinceladas rápidas, flashes de beleza e algumas notícias tristes. O Blogue é um caminho pessoal, na página são publicadas contribuições de toda a gente, principalmente fotografias, que podem ser comentadas e partilhadas contribuindo, em rede, para a divulgação do concelho.
Os GOSTOS não são só bons para o ego de quem administra a página são também um indicador de que a informação chega mais longe, tornando-se mais eficiente e uma melhor montra. As fotografias são organizadas em Álbuns, tendo por base as diferentes freguesias e respetivas anexas. Desta forma é possível encontrá-las facilmente e divulgá-las repetidas vezes.
Agradeço a todos os que vistam a página e partilham os seus conteúdos. Está aberta à contribuição de toda a gente, desde que as contribuições se destinem a divulgar o concelho, as atividades que aqui têm lugar, publicitar serviços ou produtos que aqui são produzidos.
Vamos continuar a encontrar-nos todos os dias.
Endereço da página no Facebook
https://www.facebook.com/vilaflor.pt
Nota: Não é necessário ter uma conta no Facebook para ver a página.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 10/19/2013 08:00:00 AM
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
[À Descoberta de Torre de Moncorvo] Alma de Ferro - Aniversário
Conheci o Grupo Alma de Ferro por aí, À Descoberta. Mesmo sem nunca os ter visto em palco, aprendi a admirar a sua postura, a alegria e o à vontade com que se apresentam no meio das pessoas, vestindo a pele de loucos, mendigos ou de membros da nobreza.
Despidos das personagens mantêm a mesma abertura, alegria e camaradagem. Por isso, acalentava a ideia de me deslocar a Torre de Moncorvo para os ver atuar "à séria". Quando vi o cartaz do 5.º Aniversário, a 13 de Setembro, pensei para comigo - Não posso perder esta oportunidade.
Consegui mobilizar a família e alguns amigos para um a passeio à vila. Uma volta à igreja, a subida ao castelo e porta da vila, um bom jantar num restaurante de que já tinha saudades, fizeram parte do programa que antecedeu a festa de aniversário.
À hora marcada estávamos no Celeiro. Os lugares estavam todos preenchidos e o espetáculo começou.
Não sou grande apreciador de teatro, também porque as oportunidades de assistir a uma peça não são muitas, mas o que é certo é que ri a bom rir, enquanto desfilaram pequenos excertos de várias peças saídas do baú das memórias do Alma de Ferro.
A distância entre o palco e plateia era tão curta que os dois espaços fundiam-se. A cumplicidade era completa e as palmas eram fartas, francas e ... merecidas.
Terminada a apresentação foi feita uma pequena homenagem à escritora da terra Dr.ª Júlia Biló. Adoro a forma como escreve e fico sem saber onde termina a realidade e começa a ficção, ou mesmo se não há ficção.
Todos foram convidados para uma fatia de bolo e um copo de champanhe. Foi uma boa oportunidade para cumprimentar alguns amigos, que não via há algum tempo. Foi também um bom momento de confraternização, a oportunidade de felicitar o grupo pelo percurso feito e pela sua resistência. Afinal o nome Alma de Ferro é cheio e significados e foi muito bem escolhido.
Espero voltar mais vezes... a Moncorvo,.. ao teatro, de preferência para ver o grupo Alma de Ferro.
--
Publicada por Blogger às À Descoberta de Torre de Moncorvo a 10/18/2013 10:50:00 PM
Despidos das personagens mantêm a mesma abertura, alegria e camaradagem. Por isso, acalentava a ideia de me deslocar a Torre de Moncorvo para os ver atuar "à séria". Quando vi o cartaz do 5.º Aniversário, a 13 de Setembro, pensei para comigo - Não posso perder esta oportunidade.
Consegui mobilizar a família e alguns amigos para um a passeio à vila. Uma volta à igreja, a subida ao castelo e porta da vila, um bom jantar num restaurante de que já tinha saudades, fizeram parte do programa que antecedeu a festa de aniversário.
À hora marcada estávamos no Celeiro. Os lugares estavam todos preenchidos e o espetáculo começou.
Não sou grande apreciador de teatro, também porque as oportunidades de assistir a uma peça não são muitas, mas o que é certo é que ri a bom rir, enquanto desfilaram pequenos excertos de várias peças saídas do baú das memórias do Alma de Ferro.
A distância entre o palco e plateia era tão curta que os dois espaços fundiam-se. A cumplicidade era completa e as palmas eram fartas, francas e ... merecidas.
Terminada a apresentação foi feita uma pequena homenagem à escritora da terra Dr.ª Júlia Biló. Adoro a forma como escreve e fico sem saber onde termina a realidade e começa a ficção, ou mesmo se não há ficção.
Todos foram convidados para uma fatia de bolo e um copo de champanhe. Foi uma boa oportunidade para cumprimentar alguns amigos, que não via há algum tempo. Foi também um bom momento de confraternização, a oportunidade de felicitar o grupo pelo percurso feito e pela sua resistência. Afinal o nome Alma de Ferro é cheio e significados e foi muito bem escolhido.
Espero voltar mais vezes... a Moncorvo,.. ao teatro, de preferência para ver o grupo Alma de Ferro.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Torre de Moncorvo a 10/18/2013 10:50:00 PM
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