segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

[À Descoberta de Vila Flor] e de repente é noite (XXXIV)

 Não é sono nem desmaio nem esquecimento.
Talvez a transmutação adiada da pedra.
Uma palidez que já não lembra
coisas deste mundo.
O pouco que de cá levou
só se adivinha no afilado dos dedos
extenuados de tanto voo
contra os portais da adversidade.
O resto é o que dela em nós ficou:
a paciência dos seus rumos solitários,
o som das suas fontes interiores.
O que se apaga deixa um espaço
para a fatalidade de outros gestos.
Por isso tudo em volta se concentra
numa harmonia apenas intuída,
porque já não ressoa nos sentidos.

Poema de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: Cabeço de S. Pedro, Lodões.

--
Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 2/03/2014 12:57:00 da manhã

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

[A Linha é Tua] Salvar o Tua




--
Publicada por Blogger às A Linha é Tua a 1/22/2014 02:03:00 da manhã

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

[À Descoberta de Vila Flor] Vila Flor

Imagem noturna da Praça da República, em Vila Flor.

--
Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 1/08/2014 11:51:00 da tarde

[À Descoberta de Bragança] Castelo de Bragança

 O castelo, cuja construção se iniciou em 1409 e terminou trinta anos depois,  é constituído por um extenso conjunto de muralhas com um perímetro de 660 metros, que formam quatro recintos individualizados entre si. Conta com quinze torres ou cubelos e outros tantos panos de muro, com a espessura média de dois metros, com três portas (duas Portas de Santo António e a Porta do Sol) e dois postigos (a Porta da Traição e o postigo do Poço do Rei). Toda a cerca é ameada e define uma planta ovalada que apresenta o seu interior orientado segundo dois eixos viários, que estabelecem a ligação entre a Porta de Santo António, que dá para a parte velha da cidade, e a Porta do Sol, a nascente. Destes dois eixos é a rua da Cidadela aquela que faz o antigo traçado entre as duas portas.
O esquema desenhado tem como base a Porta de Santo António, a partir da qual irradiam duas ruas e respectivos quarteirões edificados. À esquerda encontra-se um pequeno quarteirão, interrompido pelo espaço onde se localiza o Pelourinho  e que antigamente foi ocupado pela igreja de S. Tiago. Ao centro fica o principal aglomerado populacional, que tem no seu topo a Igreja de Santa Maria (também designada de Nossa Senhora do Sardão) e a célebre Domus Municipalis. O lado norte, que esteve ocupado pelas instalações do Batalhão de Caçadores 3, foi arranjado e actualmente é uma ampla zona que torna a Torre de menagem ainda mais imensa do que já é.
Esta é um imóvel quadrangular de 17 m de lado e 34 m de altura, dotado de sapata de cerca de 6 m de altura. O acesso era feito outrora por uma ponte levadiça, que levava à porta que se encontra bem alta. Actualmente faz-se por uma estreita escadaria exterior, de pedra, adossada à face setentrional de um corpo saliente que serve de escudo ou couraça à própria torre. Na face sul da torre, a meia altura, está adossada uma pedra de armas com os emblemas da Casa de Avis, sinete do monarca que promoveu a edificação. Entre os elementos decorativos mais interessantes que a torre de menagem oferece contam-se as graciosas fiadas de ameias que lhe coroam o eirado e duas elegantes janelas góticas maineladas, uma na face sul outra na face este. Nas aberturas e nos cunhais, o material utilizado é o granito, com alguns blocos siglados, enquanto no recheio predomina a alvenaria de xisto. Nos ângulos superiores destacam-se quatro guaritas cilíndricas. A torre está adossada à muralha norte e obedece a um esquema que se foi tornando habitual, que é o de ver a cidadela encostada a um dos lados da muralha e não no centro.  Tem ainda defendê-la um muro com sete cubelos (três do lado nascente, três do poente e um a sul). Funciona no seu interior um Museu Militar.

Fonte do Texto
http://www.bragancanet.pt/patrimonio/castelobr.htm

--
Publicada por Blogger às À Descoberta de Bragança a 1/08/2014 01:02:00 da manhã

[À Descoberta de Miranda do Douro] Fogueira do Galo

No dia 24 de Dezembro é habitual em Miranda do Douro fazer a tradicional fogueira do galo. Logo pela manhã, os jovens mirandeses partem acompanhados do seu farnel, para o monte, a fim de cortar, carregar e transportar a lenha, nos típicos carros de bois para o adro da Sé.
    Depois dos carros carregados, faz-se uma pausa para saborear os tradicionais petiscos que compõem o farnel; bacalhau cru, alheiras, chouriças, chouriços, presunto e carne assada. Tudo isto acompanhado de bom pão e vinho tinto. O fim da tarde aproxima-se e os mordomos organizam a partida para a cidade. Os carros de lenha são puxados por todos os rapazes que participam alegremente nesta festa. A sua passagem pelas ruas atrai a atenção de toda a população e em especial dos turistas que aproveitam para tirar fotografias.
    Chegados ao adro da Sé, descarregam a lenha num amontoado de pneus e troncos de árvores já para aí transportados por um camião.
    Tiradas as usuais fotografias no escadario da Sé, a mocidade regressa a casa para em família fazer a tradicional ceia da Consoada.
    No início da noite, a fogueira é acesa, sem que ninguém dê conta de quem a acendeu.
    Por volta da meia noite os sinos tocam para a missa do galo. Toda a população comparece nesta missa, para ver a fogueira, o presépio, beijar o menino e entretanto ouvir os rapazes cantar as interessantes versões das tradicionais canções do beijai o menino.
    Terminada a missa, as pessoas reúnem-se à volta da fogueira, num cordial convívio de Natal e troca mútua de votos de Boas Festas.

6ºA - Português
EB2 de Miranda do Douro, 1998

--
Publicada por Blogger às À Descoberta de Miranda do Douro a 1/08/2014 12:46:00 da manhã

[À Descoberta de Vila Flor] e de repente é noite (XX)

Sabíamos a alba uma tela branca
a ser pintada pelas emoções
em desequilíbrio.
Fazíamos o sol
da casca das maçãs maduras,
segundo o molde de uma ventura
a escorrer-nos dos lábios.
E partilhávamos o espaço
do lugar certo dos ecos da manhã,
sobre as metamorfoses
dos degraus recém-acordados.

 Poema de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: Vilas Boas, desde o alto do Cabeço.

--
Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 1/08/2014 12:40:00 da manhã

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Moinho de vento

Pormenor de algumas peças do moinho de vento restaurado no "Moinho de Vento", em Carrazeda de Ansiães. São visíveis o carreto, o eixo ou mastro, entrosa e o carreto.

--
Publicada por Blogger às À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 1/06/2014 01:09:00 AM

[À Descoberta de Alfândega da Fé] Obra Incorporada

Trabalhos da Exposição Colectiva "Obra Incorporada" que esteve patente na Casa da Cultura de Alfândega da Fé. Out. e Nov. 2013
A exposição deu a conhecer a visão de 15 artistas, partindo todos da mesma cruz inicial.



--
Publicada por Blogger às À Descoberta de Alfândega da Fé a 1/06/2014 12:58:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Peregrinações - Síntese

Caminho no termo de Vale Frechoso
 A terminar mais um ano dei comigo a pensar nos caminhos feitos na tentativa, de descobrir novos a percorrer, mantendo o mesmo entusiasmo.
Durante os anos de  2010, 2011 e 2012 foram palmilhados muitos caminhos, agrupados com o nome de Peregrinações. Desde que terminaram que pensava agrupar os vários percursos de forma a ter uma ideia mais global do que foi feito.
Altar-mor da igreja matriz de Freixiel, após o restauro.
Vista a lista, até eu fico surpreendido! Foram muitas passadas, muitas fotografias e muitas emoções. Alguns percursos foram mais divertidos, com melhor tempo, outros mais rigorosos, com chuva, nevoeiro e mesmo alguma neve, mas foram todos feito por prazer e "Quem corre por gosto não cansa".
A caminho de Meireles, perdido algures no meio do nevoeiro.
Sem ser muito rigoroso direi que foram percorridos mais de 600 km! Praticamente todas as caminhadas tiveram como ponto de partida Vila Flor e terminaram na capela ou igreja que servia de destino. Como disse no início, não houve um objetivo religioso nestas peregrinações. Os edifícios religiosos são um importante património do concelho e te-los como destino foi mais um incentivo para partir. Por vezes não foi possível entrar nas capelas, mas ficou registado o percurso e "peregrinação" significa viagem, não tanto chegada.
Capela de Santa Marinha, em Meireles
 Esta série foi dada por encerrada em maio de 2012 dado lugar a outra série chamada Pontos Altos, que também já foi dada por terminada. Havia ainda muitas monumentos religiosos para visitar, capelas e igrejas, cruzeiros ou alminhas, mas os caminhos seriam sempre repetidos e já não teriam a mesma piada.
Capela de Nossa Senhora do Rosário, em Lodões.
Esta é a listagem de todas as caminhadas integradas nas Peregrinações. No final da descrição dos percursos, em muitos deles, há uma ligação para outro sítio web onde pode ser descarregado o percurso feito, de forma a que qualquer pessoa também o possa fazer, com a ,ajuda de um aparelho de GPS, mesmo sem conhecer o terreno.
Igreja matriz de Valtorno (Nossa Senhora do Castanheiro)
Ainda não encontrei um tema para novas caminhadas, por isso aceito sugestões. A ideia é continuar a palmilhar o concelho, arejando a mente, fazendo bem ao corpo, descobrindo os locais, os seres e as coisas como só quem anda de vagar consegue.


--
Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 1/06/2014 12:31:00 AM

sábado, 4 de janeiro de 2014

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Em Criança - à Criança

Era ainda criança;
- Que vida para mim!...
Sorrisos de esperança,
E graças sem fim;
Espasmos de sonhos,
Lindos, risonhos;
- Coisas de menino, -
Ânsias em delírio,
Botão pequenino,
De sonho e de lírio!...
E, quando a vida me for vida madura,
Só vida de amor, ó vida, me ensina;
Se outra vida me dás, é vida impura,
Que a pureza é mais que bela, é divina!...

Poema do livro Fogo e Lágrimas 2, da autoria de Morais Fernandes (Coimbra Editora, Limitada; 1997).

Fotografia - Parte do presépio na Praça do Município em Carrazeda de Ansiães.

--
Publicada por Blogger às À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 1/04/2014 11:53:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] e de repente é noite (XLII)


XLII
Sentemo-nos na soleira da porta.
Há canções que atravessam a rua
acima do tempo, como se as horas
sobrassem do sempre deste instante.
A serra, vista daqui,
é serena parede de hera.
Paisagem para emoldurar
e pôr no quarto, contra os malefícios.
Tudo parece construído
sobre colunas eternas negando a natureza.
Como foi possível, neste espaço,
que todos tivessem morrido?

Poema de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.

--
Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 1/04/2014 11:27:00 PM

[À Descoberta de Mogadouro] Estava solta

Estava solta
A tecla do teu piano,
E os sons agonizados
Voavam alto,
Onde a velha noite cultiva o medo.
As gotas da tua tempestade
Foram mais fortes
Que o vento que te guiava
Abriste as tuas asas
E na tua mão
Seguras para sempre
Um dó maior...

João Vasco

1.º Concurso de Poesia (En)Cantos dos Poetas
Edição da Câmara Municipal de Mogadouro, 2003.

--
Publicada por Blogger às À Descoberta de Mogadouro a 1/04/2014 11:01:00 PM