sexta-feira, 21 de março de 2014

[À Descoberta de Torre de Moncorvo] Reboredo

Oh Serra do Reboredo
Tua alma abre-so no vento
E leve e subtil o sou pulsar
Marca o pensamento
Dos teus filhos
Lá longo dos teus pinhos longínquos.

Oh Serra do Reboredo
O cheiro dos teus cedros
Deixou um rasto tão fundo
Que no fundo do tempo e do mundo
Ainda impregnará as mãos
Que um dia os tocaram.

Oh Serra do Reboredo
Asa protectora de ave sábia
Que atravessou o mar,
Viu a terra, sorveu o ar
E regressou ao ninho
Antiquíssimo.

 Oh Serra do Reboredo
Que vives na terra
Que vive em meus dedos
Tenho um segredo
A brisa to leva e ao ouvido to diz:
"Não te esqueci".

Poema de Júlia de Barros Biló
(1953)
Do livro "Somos Poeira, Somos Astros".


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Publicada por Blogger às À Descoberta de Torre de Moncorvo a 3/21/2014 11:41:00 da tarde

[À Descoberta de Vila Flor] Chamada

Algarve não é só no baixo Sul,
Com a graça da flor de amendoeiras:
Cá nos montes também há céu azul
E sedas, linhas, cor's e bordadeiras...

Fev'reiro vai comprar o caracule
Para enfeitar d'encantos as fruteiras.
Corta agulhas nos juncas do paul
E veste de noivado estas ladeiras.

Oh viajantes! Vinde à minha terra,
Vinde descer ao vale, subir à serra,
Encher os olhos deste estranho amor.

Vede, gentes! que lindo que isto é,
Seja em redor de Alfândega da Fé,
Moncorvo, Mirandela ou Vila Flor!!!
Soneto retirado do livro “Versos – Vila Flor”, impresso em Novembro de 1966, da autoria do Dr. Luís Manuel Cabral Adão.


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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 3/21/2014 10:46:00 da tarde

terça-feira, 18 de março de 2014

[À Descoberta de Vila Flor] Perspetivas

O tamanho das coisas depende do ponto de onde as olhamos.

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 3/18/2014 11:53:00 da tarde

[À Descoberta de Alfândega da Fé] Amendoeiras em flor



Amendoeiras em flor, no concelho de Alfândega da Fé.
Cerejais e Sardão.

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Alfândega da Fé a 3/18/2014 01:09:00 da manhã

[À Descoberta de Chaves] Paços do Concelho

Está situado na Praça de Camões. Foi edificado em meados do século XIX e vendido pelo seu proprietário em 1861 à Câmara Municipal para as suas novas instalações. O seu interior foi remodelado em 1980 com o objectivo de lhe doar maior funcionalidade.
Presidindo à praça, ergue-se altiva uma estátua de bronze de D. Afonso, conde de Barcelos.

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Chaves a 3/18/2014 12:53:00 da manhã

[À Descoberta de Montalegre] Pelourinho de Montalegre

Pelourinho de arquitetura revivalista, com três degraus, um plinto paralelepipédico e um capitel tipo tabuleiro quadrangular. Apresenta um brasão com as armas de Portugal e, na face posterior, uma cruz pátea num círculo.

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Montalegre a 3/18/2014 12:33:00 da manhã

[À Descoberta de Mirandela] Mirandela

Vista parcial de Mirandela sob um céu de medronhos.

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Mirandela a 3/18/2014 12:29:00 da manhã

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Amendoeiras em flor, em Zedes.

 Amendoeiras em flor, em Zedes.



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Publicada por Blogger às À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/18/2014 12:23:00 da manhã

[À Descoberta de Miranda do Douro] Adonde stás?

Adonde stás?
An gametas.
Dás-me deilhas?
You darei.
Pon-te aí,
que you çcansarei.

Adonde stás?
An gamefas.
Dás-me deilhas?
You darei.
Toma-las alhá,
que you te las darei .

Jogo tradicional mirandés reculhido por
Ana Rita, 9°ano, Scuola de Sendin

La Gameta, rebista de is alunos de lhéngua i cultura mirandesa
númaro dous
setembre-junho 2004/2005


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Publicada por Blogger às À Descoberta de Miranda do Douro a 3/18/2014 12:15:00 da manhã

[À Descoberta de Vila Flor] e de repente é noite (XXXIX)


Nunca me disseste que virias
pelo cansaço de uma outra boca.
A carne e o sangue acesos
esperam que qualquer tempo chegue
para a vindima aguardada
pela candura de inquietas imperfeições.
Rasgam-se-me acessos,
no saibro húmido da retina,
à decifração das árvores de outono.
Continuam a ferir-me os espinhos da chuva
no odor dos outeiros ao cair da noite.
Não dês novas de ti.
Será um sinal de benquerença.
Nada é definitivo.
Quando uma ave emudece
talvez pense na melhor maneira
de nos emprestar as asas.

Poema de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: Pôr do sol - Candoso.

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 3/18/2014 12:02:00 da manhã

domingo, 16 de março de 2014

[À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta] 1.º Passeio Pedestre das Amendoeiras em Flor

Parece coincidência, ou talvez não, quando se fala da calçada de Alpajares este blogue ganha de novo vida! Não posso esconder que o contacto com a natureza me atrai e, embora o concelho tenha um bom conjunto de locais de cortarem a respiração de beleza, à calçada não consigo resistir.
Havia várias razões para uma visita a Freixo mas o 1.º Passeio Pedestre das Amendoeiras em Flor foi uma razão que pesou bastante. Realizou-se no dia 8 de Março, integrado no programa das Amendoeiras em Flor.
Esta caminhada cobria a distancia de 15 Km, desde a Ribeira do Mosteiro a Freixo de Espada à Cinta e foi classificada com grau de dificuldade Difícil. Não sei se foi por isso, mas os participantes não foram muitos, na ordem das 3 dezenas, quase todos do concelho.
Surpreendeu-me, logo no local da partida, a presença de crianças e pessoas com bastante idade. Afinal o grau de dificuldade não ia ser impeditivo.
A caminhada iniciou-se perto da foz da Ribeira do Mosteiro, junto ao rio Douro, a pouco mais de 170 metros de altitude. O local está sinalizado, com traçado do PNDI, o único percurso sinalizado no concelho. Ao todo este percurso tem 7,5 km, é circular, mas não ia ser percorrido na totalidade nesta caminhada.
A primeira parte do percurso segue em sentido contrário à Ribeira do Mosteiro, até um pontão, depois da Quinta do Lameirão, onde se inicial a calçada. Achei curiosa a existência das ruínas de uma ponte na ribeira, com o nome de Ponte do Diabo. A história e o nome são os mesmo de uma ponte que existia sobre o rio Tua, muito próximo de Abreiro.
O dia estava excelente com o sol a brilhar e os campos mostravam já toda a exuberância do início da primavera. As flores já apareciam por todo o lado, mas a esperança estava nas Amendoeiras, mas só na parte mais próxima da vila de Freixo.
A calçada foi percorrida, lentamente, com frequentes paragens para apreciar a paisagem ou observar as espécies vegetais. Não sabia que esta zona é frequentada por cegonhas negras, por isso não prestei atenção. Os grifos mostraram-se por diversas vezes.
Sensivelmente a meio da subida até ao castro de S. Paulito encontra-se a Fraga do Gato, com pinturas rupestres representando dois animais: uma a vermelho, podendo ser uma lontra e outra a negro, que eu nunca tinha visto, mas que representa um bufo, com toda a perfeição!
No ponto mais alto da calçada fica o castro de S. Paulito, onde para além de outras coisas podem ser observadas sepulturas escavas nas rochas.  A paragem não foi grande, havia ainda muito caminho para percorrer.
A parte mais difícil da caminhada foram as centenas de metros seguintes. Embora a subida não seja tão íngreme como na calçada, o facto de não haver calçada e não se fazerem paragens e também o sol intenso trouxeram alguma dificuldade. O caminho seguido passa próximo do marco geodésico da Ferreira a 622 metros de altitude.
Já tinha feito este percurso, mas em sentido inverso, desde o Penedo Durão à Calçada de Alpajares.
Passámos por vários bebedouros, não sei se destinam à caça, ao gado, ou a ambos.
Já com Poiares à vista, fletimos à direita em direção à aldeia, passando junto ao Cabeço da Raposa.
Na sede da Junta de Freguesia de Poiares iria ser servido o mata-bicho. Aproveitei um tempo de pausa, enquanto esperávamos que chegassem todos os participantes, para fazer um passeio rápido pela aldeia.
O mata-bicho foi farto e diversificado. Apreciei principalmente a bola de carne e outra bola, não sei se seria de azeite, que comi com fatias de queijo. Não faltaram o vinho de Freixo e boas laranja.
Já me parecia a mim que estávamos perto, mas tínhamos ainda mais de duas horas de caminho pela frente.
As amendoeiras começaram a aparecer e concentrei a minha atenção nelas. Estavam em plena época de floração. À Medida que nos aproximávamos de Freixo a quantidade de amendoeiras ia aumentando.
 Descemos a Serra de Poiares pela Quinta dos Milagres. Aqui já havia amendoais extensos em flor. O grupo seguia bastante espalhado, a um passo muito lento denotando já bastante cansaço. Isso dava-me tempo de fazer paragens frequentes e até a puder acercar-me mais das árvores.
Já passava das duas da tarde quando chegámos ao Pavilhão Multiusos em Freixo de Espada à Cinta. O almoço volante estava pronto e já apetecia. Saborosas sandes de porco no espeto, agora sim, "regadas" com bom vinho. Foi um bom momento de convívio para aprofundar os contactos estabelecidos ao longo da caminhada. Acompanhei quase sempre participantes de Lagoaça mas também um casal de espanhóis, já entrados na idade mas uns jovens de espírito.
Terminada a refeição ainda houve algum tempo para um passeio pela zona histórica de Freixo e para uma visita à XIVª Feira Transfronteiriça das Arribas do Douro e Águeda.

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta a 3/16/2014 10:01:00 da tarde

[À Descoberta de Vila Flor] Amendoeiras em Flor 2014 (2)

As amendoeiras em flor vão-se despedindo do concelho, mantendo-se ainda por mais alguns dias nas zonas mais frias, nas proximidades com o concelho de Carrazeda de Ansiães.
Apesar de não ter falado muito sobre a floração deste ano, foi um dos anos em que tirei mais fotografias, embora quase todas nas proximidades da vila.
Conheço já algumas amendoeiras e todos os anos visito as mesmas. É que, ao contrário do que muitos pensam, as flores variam muito em cor, em tamanho e mesmo na forma. Tive mesmo a ideia de fazer uma espécie de catálogo de flores de amendoeira, mas seria uma curiosidade que não teria qualquer interesse para além do fotográfico.
Para matar as saudades a quem não conseguiu ver esta beleza ao vivo, partilho algumas fotografias, de pormenor, que ilustram bem o que disse sobre as cores e formas do flor. Todas as fotografias foram tiradas no raio de 500 metros, entre Vila Flor e Arco.
Tenho mais fotografias, mas ficam na "gaveta" para outro dia.

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 3/16/2014 07:24:00 da tarde