quarta-feira, 18 de maio de 2016

[A Linha é Tua] Informação (18.05.2016)

A última informação recebida dá conta de dois túneis atulhados: Fragas Más II (5,7 km) e Falcoeira (9,2 km). Acreditem que não é fácil contornar estes obstáculos.
Talvez o melhor percurso para se fazer neste momento seja Brunheda-Túnel da Falcoeira-Brunheda. Serão cerca de 20 km no total, com a vantagem de terminar no mesmo local (onde possivelmente se deixou a viatura).
Já fiz o percurso partindo de perto da aldeia de Paradela e descendo à linha junto da Ponte de Paradela, continuando para montante. É outra alternativa.

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Publicada por Blogger às A Linha é Tua a 5/18/2016 11:48:00 da tarde

segunda-feira, 25 de abril de 2016

[A Linha é Tua] O último ano do Tua

Em breve, centenas de hectares agrícolas, um dos melhores rios para a prática de desportos de montanha e águas bravas da Europa e uma linha ferroviária centenária serão submersos pela Barragem de Foz Tua, uma barragem que ninguém quer, mas que todos vão pagar. Conheça as histórias de quem se prepara para perder muito mais do que terra e junte-se ao Esporão na defesa desta região em ultimoanodotua.pt. Se não for já, já não é.

Assista e partilhe estes vídeos. Ajude-nos a espalhar a mensagem sobre o vale do TUA e actue.
Envie já a carta para a UNESCO. Evite a conclusão da barragem. #savetua
http://ultimoanodotua.pt/

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Publicada por Blogger às A Linha é Tua a 4/25/2016 07:06:00 da tarde

domingo, 24 de abril de 2016

[A Linha é Tua] A última descida do rio (Ricardo Inverno)

Esta é a história de Ricardo Inverno, presidente do Clube de Canoagem de Águas Bravas de Portugal. Como tantos outros, irá perder uma das melhores regiões para a prática de desportos de montanha e águas bravas da Europa, para que se construa a Barragem de Foz Tua, uma barragem que ninguém quer, mas que todos vão pagar.

Assista e partilhe estes vídeos. Ajude-nos a espalhar a mensagem sobre o vale do TUA e actue.
Envie já a carta para a UNESCO. Evite a conclusão da barragem. #savetua
http://ultimoanodotua.pt/

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Publicada por Blogger às A Linha é Tua a 4/24/2016 06:59:00 da tarde

sábado, 23 de abril de 2016

[A Linha é Tua] A Última Vindima (Pedro Duarte)

Esta é a história de Pedro Duarte, viticultor na região do Tua, integrada no Alto Douro Vinhateiro, classificado como Património Mundial pela UNESCO. Como tantos outros, foi obrigado a vender hectares de vinha para que se construa a Barragem de Foz Tua, uma barragem que ninguém quer, mas que todos vão pagar.

Assista e partilhe estes vídeos. Ajude-nos a espalhar a mensagem sobre o vale do TUA e actue.
Envie já a carta para a UNESCO. Evite a conclusão da barragem. #savetua
http://ultimoanodotua.pt/

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Publicada por Blogger às A Linha é Tua a 4/23/2016 06:57:00 da tarde

sexta-feira, 22 de abril de 2016

[A Linha é Tua] A Última Colheita (Manuel Queiroga)

Esta é a história de Manuel Queiroga, produtor agrícola na região do Tua, integrada no Alto Douro Vinhateiro, classificado como Património Mundial pela UNESCO. Como tantos outros, foi obrigado a vender o seu terreno agrícola para que se construa a Barragem de Foz Tua, uma barragem que ninguém quer, mas que todos vão pagar.

Assista e partilhe estes vídeos. Ajude-nos a espalhar a mensagem sobre o vale do TUA e actue.
Envie já a carta para a UNESCO. Evite a conclusão da barragem. #savetua
http://ultimoanodotua.pt/

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Publicada por Blogger às A Linha é Tua a 4/22/2016 06:49:00 da tarde

quinta-feira, 21 de abril de 2016

[A Linha é Tua] A última caminhada

Assista e partilhe estes vídeos. Ajude-nos a espalhar a mensagem sobre o vale do TUA e actue. Envie já a carta para a UNESCO. Evite a conclusão da barragem. #savetua

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Publicada por Blogger às A Linha é Tua a 4/21/2016 06:43:00 da tarde

sábado, 30 de janeiro de 2016

[À Descoberta de Alfândega da Fé] Cerejais - Porta da Misericórdia

Uma das marcas do Jubileu Extraordinário da Misericórdia é a existência das "Portas da Misericórdia". A primeira foi aberta pelo próprio Papa Francisco, em Roma, no dia 8 de dezembro seguindo-a a abertura de outras portas por todo o mundo católico.
Em Portugal serão 151 as igrejas jubilares, existindo  em cada uma porta com um simbolismo especial, capazes de conceder aos crentes indulgência plenária.
Na diocese Miranda/Bragança são 5 as Portas da Misericórdia que foram abertas nas seguintes datas:
13 de dezembro de 2015 – Catedral em Bragança; 03 de janeiro de 2016 – Concatedral em Miranda do Douro; 10 de janeiro de 2016 – Basílica do Santo Cristo em Outeiro; 17 de janeiro de 2016 – Santuário de Nossa Senhora de Balsamão e  24 de janeiro de 2016 – Santuário do Imaculado Coração de Maria em Cerejais.
A cerimónia levou largas centenas de pessoas ao Santuário dos Cerejais onde o o bispo D. José Cordeiro presidiu à cerimónia. Estavam presentes crentes do Arciprestado de Moncorvo, mas também vindos de locais mais distantes do distrito.


Cerejais - Abertura da Porta Santa
Abertura da Porta Santa do Ano da Misericórdia no Santuário de Cerejais | Diocese Bragança-Miranda Data: 24-Jan-2016Local: Cerejais, Alfândega da Fé
Publicado por Alfândega da Fé, concelho em Terça-feira, 26 de janeiro de 2016


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Publicada por Blogger às À Descoberta de Alfândega da Fé a 1/30/2016 11:39:00 da tarde

[À Descoberta de Alfândega da Fé] Reis 2016

 No dia 9 de janeiro o Auditório Dr. Manuel Faria enchei-se para mais uma gala dos Reis, no concelho de Alfândega da Fé.

Boas Festas vimos dar
P'ra manter a tradição
Estamos aqui p'ra cantar
Com toda a satisfação.
Grupo de Concertinas de Sambade
Ano Novo, Ano Novo,
Ano Novo, melhor ano
Nós vimos cantar os Reis
Como é lei de cada ano.

Nós andámos toda a noite
Toda a noite e todo o dia
A ver quem chega primeiro
Aos pés da Virgem Maria.
Grupo de Cantares de Carrazeda de Ansiães

Nós vimos cantar os Reis
Não é p'ra ganhar dinheiro
É p'ra lembrar
O dia 6 de janeiro.
Grupo de Cantares de Sambade
Foi a primeira vez que tive o prazer de estar presente numa destas galas, mas fiquei positivamente surpreendido pela qualidade dos grupos presentes e pela postura do publico presente, que esteve atento e deu os aplausos merecidos após cada actuação.
Grupo de Cantares de Alfândega da Fé
Nós somos a voz do povo
que os Reis gosta de louvar,
trazemos o Ano Novo
e muita força p'ra cantar.
Trazemos o Ano Novo
e muita força p´ra cantar.

Andamos p'la noite escura
caia neve ou faça frio,
sem medo nem amargura
cantamos ao desafio.
Sem medo nem amargura
cantamos ao desafio.
Não estava à espera, mas reencontrei bons amigos nos grupos visitantes. O facto de ter uma vida bastante nómada, em parte pelo prazer da fotografia, mas também por motivos profissionais, faz com que tenha conhecimentos em muitas localidades do distrito.
Grupo de Cantares de Alfândega da Fé
Senhores meus que estais à lareira
Nós vimos pela formosa noite fria
Com muito gosto as Boas Festas dar,
As Boas Festas tão cheias de alegria.

Venham depressa que entremos
Já nos cheira a salpicão
Venha a caneca pró lume
É que trás animação.
Grupo de Cantares de Carrazeda de Ansiães
Nós vimos p'la formosa noite escura
Pois está frio nem sequer faz luar
Nós desejamos que tenham Boas Festas
Paz, muita paz, alegria a todo o lar.

Dai-nos do trigo, nozes e marmelada
Dai-nos bom vinho, abri esses tonéis
Dai-nos do porco, chouriça bem assado
É o que quer quem vos vem cantar os Reis.

Grupo de Cantares de Alfândega da Fé
Confesso que estava à espera de maior participação por parte de grupos do concelho, quer freguesias ou associações culturais. Não sei se em anos anteriores isso aconteceu. O certo é que os cinco grupos presentes fizeram um grande espectáculo, que ocupou toda a tarde e pedir mais seria difícil.
Independentemente da história de cada grupo, da sua qualidade e mesmo do publico que cada um está habituado a enfrentar, todos deram o seu melhor.
Estiveram presentes o Grupo de Concertinas de Sambade e dos Grupos de Cantares de Alfândega da Fé e Sambade. Os Reis de Alfândega contaram ainda com a participação do Grupo de Cantares de Carrazeda de Ansiães e do Coro da Cruz Vermelha de Mirandela. A razão de ali estarmos era festejar os Reis e esse espírito esteve sempre presente.

Andam sorrisos nos lábios
Nos corações alegria
Quer dos pobres quer dos ricos
A festejar este dia

Vivam todos os senhores
E toda a sociedade
Tenham todos Boas Festas
E muita felicidade.

Vimos dar as Boas Festas
Anunciá-las também
Já nasceu o Deus Menino
No presépio em Belém.

Em Belém foi Deus nascido
No Jordão foi baptizado
Em Jerusalém foi preso
Na cruz foi crucificado.

Quem diremos nós que viva
Que ao toro cai a bolota
Se nos querem dar os Reis
Venham-nos abrir a porta.

Despedida, despedida,
Diz a cereja ao ramo,
Passem muito bem a noite
Adeus, até para o ano.

No final da festa houve um lanche convívio para os grupos participantes.
pensei ainda ter tempo para fazer um passeio nocturno pelo jardim para apreciar os presépios ainda expostos mas fazia mau tempo e pouco pude explorar.
 Está de parabéns a organização e os grupos participantes.
Agradeço ao Grupo de Cantares de Alfândega da Fé e ao Grupo de Cantares de Sambade por me terem disponibilizado as letras dos versos que cantaram.
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Publicada por Blogger às À Descoberta de Alfândega da Fé a 1/30/2016 10:29:00 da tarde

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

[A Linha é Tua] Respostas a algumas questões


Resposta a algumas questões que me chegaram via formulário da página no Facebook - A Linha é TUA.

- É preferível fazer a caminhada de Fiolhal para Brunheda ou de Brunheda para o Fiolhal?
São múltiplos os fatores que podem influenciar a escolha mas há alguns que me levam a preferir começar a caminhada em Fiolhal: a caminhada é bastante longa e pode tornar-se cansativa; tira-se muito mais prazer (e fotografias) nos primeiros quilómetros e o entusiasmo vai diminuindo; o percurso da Linha ao Fiolhal é muito esgotante para final da caminhada, principalmente se fizer calor:

- É necessário fazer todo o percurso entre Fiolhal e Brunheda ou podemos desistir noutro apeadeiro?
Entre Fiolhal e Brunheda o único acesso por carro ligeiro à linha é em S. Lourenço (ao 16.ºKm). Desistir em Tralhariz, Castanheiro ou Tralhão obrigaria a uma íngreme longa e caminhada até se ter acesso a uma estrada.

- Há algum taxista que possa ser contactado em caso de emergência?
 O serviço de táxi da Linha do Tua pode ser contactado através do n.º 917534718. Normalmente, existem 2 serviços, um pela manhã e outro ao final do dia.
Número de outros táxis (Carrazeda de Ansiães) 278 617351 / 964054167 / 966796765.

- Qual é o troço da Linha mais bonito?
Gostos não se discutem. A linha é muito diferente desde Foz-Tua a Mirandela e depende muito das estações do ano e do estado do tempo. Pela paisagem única, recomendo a parte que se calcula que venha a ficar submersa Fiolhal – S. Lourenço (16km). Para Caminhadas mais curtas Brunheda- Abreiro (9 Km) ou mesmo Abreiro-Ribeirinha (3,5 km).

- Quais os cuidados a ter nas caminhadas?
Caminhar em locais isolados de difícil acesso deve ser feito de forma muito cautelosa e nunca por pessoas isoladas. Não são necessárias lanternas para passar os túneis, e as pontes e viadutos são de pouca altitude (mas mesmo assim há pessoas que sentem fobia). O maior perigo é o de entorses ou quedas. Caminhar sobre a gavinha não é muito agradável e fazê-lo sobre as travessas também não. As travessas quando molhadas tornam-se muito escorregadias. São aconselhadas botas fortes e confortáveis. Em tempo quente é necessário transportar muita água. Os poucos pontos de água existentes vão-se perdendo e é melhor nem contar com eles.

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Publicada por Blogger às A Linha é Tua a 11/27/2015 09:33:00 da tarde

terça-feira, 10 de novembro de 2015

[À Descoberta de Vila Flor] Deixa falar o silêncio

Foi para ti, quenquer que sejas, que se aformoseou este recinto.
Superaste até o atingires, o cansaço da subida.
Convido-te a um instante de recolhimento.
Bem mereces uma pausa de harmonia interior.
Não procures palavras, deixa falar o silêncio.
João de Sá

Completou-se mais um aniversário do nascimento do grande poeta vilaflorense João de Sá. Para lembrar a data subi ao miradouro. Deliciei-me com as suas palavras e com a paisagem vibrante numa hora de sol num dia de nevoeiro.
Vaguei pelas capelinhas e senti que João de Sá estava lá, no coloridos das folhas, nas gotas do orvalho da manhã, nos cogumelos que crescem no humus e no melro azul que guarda os rochedos. Quantas poemas João de Sá terá recitado a esta ave solitária?
Deixei que o vento me sussurrasse alguns versos ao ouvido e prometi voltar mais vezes para lhe fazer alguma companhia.

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 11/07/2015 02:00:00 da tarde

domingo, 18 de outubro de 2015

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] XX Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite

Quem acompanha, ou acompanhava, este Blogue deve ter pensado que desertei, ou então que me chateei com as pessoas do concelho, uma vez que não digo nada de novo há mais de um ano. Infelizmente apenas ouvimos falar de Carrazeda na comunicação social quando algo de muito grave acontece e isso tem sido demasiado frequente.
Após um período de tempo em que fiz muitas visitas, reportagens e fotografias seguiu-se outro de maior afastamento fruto de algum desencanto, desilusão, de que nem todos são culpados, eu sei, mas a vida é assim cheia de períodos altos e baixos.
 Depois deste desabafo, pretendo mostrar um pouco do que encontrei em Carrazeda de Ansiães por altura da XX Feira da Maçã, do Vinho e do Azeite.
Este ano reservei uns dias para passar em Carrazeda e desta forma acompanhar o certame de mais perto. Fiz algum esforço para estar na abertura oficial, pois queria ver tudo em primeira mão. O espaço ocupado pelos expositores tem variado e não sabia com o que podia contar este ano. O mercado foi destruído, houve que criar uma alternativa.
A abertura, solene, contou com a presença do Sr. Secretário de Estado do Desporto e da Juventude, Dr. Emídio Guerreiro, com corte de fita, muitas fotografias e a presença da banda da Associação Filarmónica Vilarinhense.
A afluência deve ter sido muita, porque, mal entrei, pedi um programa do evento no secretariado, mas já não havia!
 À primeira volta pelo recinto da feira senti alguma desilusão. Muitos dos Stands estavam encerrados e não os vi abertos nem nessa noite nem no dia seguinte. Passei algum tempo a apreciar (e comprar) com calma alguns dos produtos mais genuínos do concelho. Perguntei de onde eram os vendedores, porque me interessava saber quantos e quais eram originários do concelho de Carrazeda. Fiquei com ideia de que a maçã e o vinho estavam bem representados, dos restantes produtos havia um pouco da região, sem que daí advenha nada de mal. O pior é mesmo marcar um espaço e não o abrir.
Parece-me que ainda há muito para melhorar no que respeita à comercialização de produtos tradicionais. Há tanta coisa boa que se faz no concelho e que podia estar presente, Interroguei-me se estavam ausentes por desinteresse em vender ou se seria por qualquer outra razão.
Também há excepções e gostei de conversar com responsáveis da Cozinha Regional, jovens produtores de fumeiro, a quem comprei o necessário para um bom jantar, cheio de sabores tradicionais.
 As atenções desviaram-se da Feira para a inauguração do Estádio Municipal de Futebol de Carrazeda de Ansiães. Gente da política não faltou e, felizmente, jovens também não. Houve discursos, bênção e bolo comemorativo, porque cerimónias destas não acontecem todos os dias. No local pude rever pessoas que não via há imenso tempo e, também por isso, já valeu a pena ir ao estádio.
Há noite houve animação musical com a banda Função Públika. Muitos efeitos luminosos (demasiados), muitas acrobatas penduradas no palco, cenário variados e música de qualidade, não vi foi pessoas a dançarem! Eu que até nem gosto muito de música pimba senti saudades dos ritmos bem portugueses (afinal é em Portugal que nós estamos).

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/18/2015 10:21:00 da tarde

sábado, 17 de outubro de 2015

[À Descoberta de S. João da Pesqueira] À Descoberta de S. João da Pesqueira

S. João da Pesqueira é uma vila, sede de concelho, que fica "ao lado" de onde nasci e onde continuo a fazer a minha vida, entre idas e vindas, ditadas pela necessidade de lutar pela vida. Apesar da proximidade, há um vale profundo "que nos separa", onde corre um rio que apaixona e que atrai gente de todos os cantos do mundo para apreciarem as vistas, os sabores e nem tanto as pessoas maravilhosas que aqui habitam.
S. João da Pesqueira foi local de passagem, em deslocações à Régua, a Lamego e a outras localidades. As poucas paragens que fiz não me afastaram muito da estrada nacional, não me permitindo uma imagem concreta da vila. Já das paisagens, dos vinhedos principalmente, guardo memória de imagens deslumbrantes, com vistas para o Douro de cortar a respiração, que fazem deste concelho um excelente ponto de referencia no que respeita ao Douro Património da Humanidade.
Um dos principais acontecimentos na vila é festa/feira Vindouro que teve este ano a 12.ª edição. Este ano aproveitei a festa, motivado também pelo convite que recebi da parte de do amigo Fernando Peneiras, fotógrafo amador com quem me cruzo com muita frequência, para conhecer melhor a vila e em parte, o concelho.
Inscrevi-me no 2.º Raid Fotográfico Alto Douro Vinhateiro - Vindouro - Festa Pombalina. Confesso que as festas, as feiras, os grupos, não são a minha forma preferida de Descobrir uma vila, ou um concelho, mas estas realizações permitem ter contacto com realidades que se encontram dispersas no dia a dia, ou que só acontecem nestes eventos. Têm o contra de que a quantidade de pessoas impede  a intimidade, a apropriação da atmosfera dos locais e o registo fotográfico limpo, tranquilo, pensado.
Desci para a Valeira acompanhado de um colega "fotógrafo", ou entusiasta da aventura como eu, mas encontrámos muitos mais, vindos dos confins dos distritos de Bragança, de Vila Real ou Viseu. A paixão de fotografar é uma excelente ponte entre pessoas.
O mata-bicho aconteceu no Parque das Devesas. Este espaço era-me completamente desconhecido, estava À Descoberta de S. João da Pesqueira. O queijo, muito bom, era de Trancoso, mas o presunto foi o produto estrela, não desfazendo de um pastel a quem dão o nome de "espiga", também muito saboroso. No vinho, certamente produto de excelência, poucos tocaram. Apesar de nenhum de nós ir conduzir, uma vez que nos íamos deslocar num autocarro da autarquia, ninguém queria que as fotografias ficassem "tremidas", até porque há toda uma reputação a defender.
A primeira paragem do Raid aconteceu no miradouro Frei Estevão. Toda esta estrada proporciona paisagens fantásticas mas é estreita e é perigoso parar fora dos miradouros preparados. É sem dúvida, um local de referência e vale sempre a pena uma paragem. Avista-se o rio Douro, o Pinhão e um conjunto de vinhedos e quintas no termo do concelho de S. João da Pesqueira.
Uma paragem foi suficiente para baralhar todo o programa do Raid, mas ninguém se sentiu incomodado por isso, o importante era visitar pontos estratégicos.
A segunda paragem aconteceu na adega da Quinta do Cadão. Esta empresa foi uma das patrocinadoras do Raid e uma visita a uma estrutura desta natureza era "obrigatória" para se conhecer o concelho. Fomos muito bem recebidos, com uma visita guiada seguida de prova dos bons vinhos que a empresa produz. Se investigarmos um pouco ficamos a saber que o grupo trabalha com boas quintas e tem arrecadado prémios para os seus vinhos Cadão, Clama e Cabeço do Pote. Interessante foi o convívio em redor da prova de vinhos, onde também podemos saborear um bom pão, queijo e chouriço.

Seguimos para a capela de Nossa Senhora das Neves. Insisti para que fossemos ao miradouro de Nossa Senhora de Lurdes, em Nagoselo do Douro, mas por dificuldade de acesso de autocarro acabamos por não seguir em frente. Nunca tinha estado em nenhum dos locais, mas quando me desloco pelo concelho de Carrazeda de Ansiães olho para ao alto do monte e digo para mim mesmo - Um dia vou subir ali.
O alto da capela de Nossa Senhora das Neves também é um excelente miradouro. Felizmente não faltavam conhecedores destas terras, para nos mostrar todos os pontos de referência abrangendo vários concelhos.
De regresso a S. João da Pesqueira atravessámos parte da vila a pé, enquanto esperávamos pelo almoço, servido na Escola Profissional Esprodouro. A ementa teve como prato principal algo bem tradicional: arroz de feijão vermelho com pataniscas de bacalhau. A simpatia não é coisa que recorde da recepção, mas deve ter-se devido ao excesso de trabalho.
Depois de um café no quartel dos bombeiros partimos para mais uma visita, desta vez ao miradouro de S. Salvador do Mundo. Este é um dos poucos pedaços do concelho que eu já conhecia, mas nunca é demais visitar um lugar tão grandioso de fé, história e horizontes largos.
Num lugar assim sentimos que somos pequenos, face à imensidão que a nossa vista alcança. Mas, um olhar atento à margem oposta do Douro, levamos a pensar no espírito lutador destas gentes, capazes de arrancar o sustento onde mais nada parece haver senão o duro granito, que até o rio cortou a custo. Só a barragem da Valeira veio amansar a eterna guerra entre o rio e a rochas, que também levou algumas vidas humanas.
Não faltam motivos de interesse neste miradouro. Começando pela origem remota da ocupação do morra, continuando pela história do surgimento e multiplicação das várias capelinhas e terminando na observação do vale escavado, de águas azuis, ou verdes, onde passam constantemente barcos repletos de turistas, ou mesmo procurando o traçado da Linha do Douro que parece penetrar nas entranhas da terra e delas saindo para atravessar o Douro na Ferradosa, local também previsto no itinerário do passeio, mas impossível de concretizar por escassez de tempo.
Fui dos últimos a abandonar o miradouro. Já o autocarro se fartava de buzinar, denunciando o atraso, mas cada caminho, cada vereda, cada rocha, proporcionava um ângulo novo, um espectáculo de natureza.
Seguimos para a vila orientados para uma visita ao Museu do Vinho. Depois de um "banho" de natureza, não reagi muito bem ao ambiente que se vivia na vila. Havia muita gente no museu e muitas marcas de vinho para provar. É, sem dúvida um edifício interessante, e caro, segundo me disseram, que merece uma visita, mas tem que ser feita com calma, num dia de menor afluência.
Pela vila procurei os produtos típicos do concelho e da região, desde o fumeiro, queijo, doçaria, etc. até ao artesanato, vinhos e pão. As barraquinhas estavam bastante dispersas e não consegui encontrar uma organização lógica.
Percorri as ruas, visitei o Salão de Exposições e terminei o passeio na Praça da República. É um espaço fantástico, coração do centro histórico da vila. Não faltam elementos de interesse; a capela da Misericórdia, o Arco, a torre do relógio, a arcada ou o edifico dos antigos passos do concelho e a cadeia.
Deste espaço estava a ser transmitido o programa Verão Total, a chegar a todo o país via RTP. Distrai-me a provar algumas iguarias nas bancas circundantes e quando me apercebi estava para chegar o Desfile Pombalino, um dos momentos mais altos destes festejos.
As pessoas eram muitas e entre cotoveladas dos colegas fotógrafos (éramos mais de 30!), dos operadores de câmara da RTP e do muito publico que enchia a praça, tentei captar algumas imagens do momento. Tenho a certeza que sem o chamariz do Verão Total o movimento seria muito menor e daria para acompanhar melhor a pequena representação teatral que aconteceu na praça. Ou pelo menos devia ter acontecido, porque estes programas de televisão "ligue já" não gostam de perder muito tempo a mostrar as localidades que visitam.
Para terminar o dia em ouro pude fazer um passeio de charrete, puxada por dois garbosos cavalos negros saídos da cena de qualquer filme.
A animação continuou pelas ruas e para a noite estava agendada a presença de Rita Guerra, voz e pessoa que aprecio bastante. Com fim de tarde a acontecer e algum caminho para "andar", foi a altura da despedida dos colegas que me acompanharam a longo do dia, um dia marcante, À Descoberta do Concelho de S. João da Pesqueira.
Só me resta agradecer ao amigo Fernando Peneiras pelo excelente acolhimento que nos fez e pelo Raid que preparou para nós e ao meu colega Helder Magueta que me acompanhou.
Este foi, sem dúvida, um passeio pela Pesqueira que servirá de incentivo a muitos regressos.




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Publicada por Blogger às À Descoberta de S. João da Pesqueira a 10/17/2015 12:26:00 da tarde