Majestoso castanheiro na freguesia do Mourão. O seu porte e o ponto elevado em que se encontra, têm feito deste castanheiro um excelente "modelo" para alguns dos meus disparos.
Nas últimas semanas tenho feito bastantes fotografias de castanheiros, que espero mostrar em breve.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 12/01/2011 07:25:00 AM
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
sábado, 30 de julho de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Barragem Mourão - Valtorno
Uma passagem pela barragem Mourão- Valtorno proporciona sempre uma bonita paisagem, mas, em Maio, o espetáculo era ainda mais bonito. Começou a encher em 2006, mas tinha algumas fugas o que fez com que em 2008 ainda não estivesse completamente cheia. Depois de algumas reparações o problema está resolvido e quando por lá passei em no dia 1de Maio, era grande o caudal que saía da barragem, porque esta estava cheia.
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 7/30/2011 08:30:00 AM
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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 7/30/2011 08:30:00 AM
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sábado, 9 de julho de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Peregrinações – Capela de S. Plácido (Mourão)
No primeiro dia do mês de Maio teve lugar mais uma longa caminhada, desta vez à freguesia do Mourão, bem nos limites do concelho de Vila Flor.
O dia 1 de Maio é muito simbólico, não só por ser o Dia do Trabalhador, mas também porque a ele estão associados um conjunto de tradições de que não se conhece bem a origem. Na noite de 30 de Abril para um de Maio são colocados ramos de giestas em flor (maias) na entrada das habitações.
Este gesto simbólico, cheio de superstições tem várias origens talvez nenhuma delas verdadeira ou todas verdadeiras no seu conjunto. Há quem aponte esta origem a questões de religião, nomeadamente a passagem bíblica em que Herodes manda matar a criança da casa assinalada com um ramo de giesta, aparecendo de manhã todas as casas enfeitadas com giesta, impedindo os soldados de cumprirem a cruel tarefa de matarem o menino. Maia era uma deusa grega. Na mitologia romana também existe a deusa Maia. Festejada a 15 de Maio, é considerada a deusa da fecundidade, da Primavera, sendo-lhe dedicados o primeiro e o décimo quinto dias do mês.
A verdade é que no primeiro dia do mês de Maio a maioria das casas das aldeias (e também na vila) aparecem enfeitadas com um ramo de giesta em flor. Este gesto é tido como protecção contra o infortúnio trazendo segurança e fartura às casas. Curiosamente não são só as casas de habitação que são "protegidas" com as maias; é possível ver as cortes dos animais e mesmo as viaturas ostentando o tradicional ramo de giesta em flor.
Caminhar até ao fim do termo do Mourão parece um grande desafio. Apesar de haver aldeias mais distantes geograficamente da sede de concelho, o relevo dita que algumas vivam mais distanciadas de Vila Flor, principalmente fruto das vias de comunicação, que não negam a história, conduzindo a outros locais. Se traçarmos uma linha recta entre Vila Flor e Mourão, ela passará no Seixo de Manhoses seguindo de perto o traçado de caminhos centenários usados em feiras e romarias desde a idade média até ao século XX, quando as deslocações se começaram a fazer de automóvel.
Palmilhar estes caminhos é uma oportunidade de reviver a história, mas também são momentos único de contacto com a Natureza (e com as pessoas) luxuriante nos meses de Primavera.
Contrariamente ao que aconteceu ao longo da semana, no dia 1 o clima não se mostrou nada acolhedor. Muitas nuvens e alguma chuva foram presença constante durante toda a manhã de Domingo.
O traçado não é nenhuma novidade: Vila Flor - Barragem Camilo Mendonça - Seixo de Manhoses - Barragem Mourão-Valtorno - Mourão - Capela de S. Plácido. É um excelente traçado, mesmo para BTT, com o desafio de descer à barragem e subir depois ao Mourão, com alguma dificuldade.
Ao longo dos caminhos era impossível ficar indiferente à explosão de vida e cor. Madres-silvas espalhavam o seu aroma tal como outras plantas aromáticas. O céu escuro ameaçava com chuva, mas a pujante vegetação parecia pedi-la. A passagem pela albufeira Camilo Mendonça foi rápida mas inspiradora.
O meu colega Helder acompanhava-me nesta "Peregrinação", por isso optei pelo caminho que conduz ao Seixo pelo ribeiro do Sangrinho, que tanto me tinha agradado na "Peregrinação" de 14 de Novembro de 2010. Uma novidade nesta caminhada foi a visão de tritões (penso que o tritão-marmoreado - Triturus marmoratus) e outras espécies animais que encontrámos em vários locais ao longo da caminhada. Com a erva molhada rapidamente ficámos com o calçado encharcado, mas isso é só mais um dos elementos que é necessário aprender a suportar.
No Seixo ainda tivemos tempo para um reconfortante café, antes de nos aventurarmos a caminho do barragem Mourão-Valtorno. Este troço do caminho já era nosso conhecido duma das primeiras caminhadas.
Depois do cruzeiro no caminho que desce para a barragem, há muito espinheiros. Contrariamente àquilo que eu previa não estavam em flor. Em volta da barragem sim, havia muitas giestas em flor e a água transbordava com enorme barulho.
Seguiu-se depois a etapa mais penosa da caminhada, até à aldeia do Mourão. Para a subida não ser tão íngreme, acabou por ser mais longa, uma vez que contornámos o cume onde se encontra o cemitério e entrámos pela aldeia quase a sul, onde também há um cruzeiro exposto a sul. Este caminho já o segui em anteriores ocasiões.
Na aldeia encontrámos pouca gente. Depois de pedirmos algumas orientações quanto à localização da capela de S. Plácido posemo-nos a caminho. Não há nada que enganar, basta seguir o caminho. Mas, para complicar as coisas perdemo-nos. Nunca tinha feito o trajecto Mourão - S. Sampainho. Sempre que fui à capela de S. Plácido fazia o percurso pela estrada de Vilarinho da Castanheira, da qual se avista, sendo fácil encontrá-la. Quando nos pareceu que já tínhamos andado demais, desviámo-nos do caminho, tentando encontrar a capela caminhando pelos terrenos. Foi uma grande asneira. Encharcámo-nos quase até à cintura e acabámos por encontrar a capela algumas centenas de metros mais adiante, na borda do caminho que iniciámos e que depois abandonámos.
Os últimos metros já foram bastante angustiantes. A somar ao cansaço havia a fome, porque a tarde já há muito tinha começado. Com o mau tempo existente também não havia disposição para fazer as coisas com calma e discernimento.
Junto à capela existem ruínas daquilo que resta do antigo lugar de S. Sampainho, presentemente abandonado mas que ainda era habitada no Séc. XVIII. A capela de S. Plácido foi recuperada e descaracterizada. A maior curiosidade está nas duas carrancas antropomórficas na fachada. Nas traseiras há uma pedra decorada que já mencionei numa anterior visita.
Quando atingimos a capela já o carro que nos havia de trazer de volta a Vila Flor esperava há muito tempo na estrada do Vilarinho da Castanheira. Depois de entrarmos no carro todos os cansaços passam e só ficam as peripécias interessantes da viagem. Foram mais de 14 km num ambiente completamente adverso, mas o desafio foi superado e já se planeavam outras "Peregrinações".
Percurso:

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Publicada por Aníbal G. em À Descoberta de Vila Flor a 7/09/2011 05:56:00 PM
O dia 1 de Maio é muito simbólico, não só por ser o Dia do Trabalhador, mas também porque a ele estão associados um conjunto de tradições de que não se conhece bem a origem. Na noite de 30 de Abril para um de Maio são colocados ramos de giestas em flor (maias) na entrada das habitações.
Este gesto simbólico, cheio de superstições tem várias origens talvez nenhuma delas verdadeira ou todas verdadeiras no seu conjunto. Há quem aponte esta origem a questões de religião, nomeadamente a passagem bíblica em que Herodes manda matar a criança da casa assinalada com um ramo de giesta, aparecendo de manhã todas as casas enfeitadas com giesta, impedindo os soldados de cumprirem a cruel tarefa de matarem o menino. Maia era uma deusa grega. Na mitologia romana também existe a deusa Maia. Festejada a 15 de Maio, é considerada a deusa da fecundidade, da Primavera, sendo-lhe dedicados o primeiro e o décimo quinto dias do mês.
A verdade é que no primeiro dia do mês de Maio a maioria das casas das aldeias (e também na vila) aparecem enfeitadas com um ramo de giesta em flor. Este gesto é tido como protecção contra o infortúnio trazendo segurança e fartura às casas. Curiosamente não são só as casas de habitação que são "protegidas" com as maias; é possível ver as cortes dos animais e mesmo as viaturas ostentando o tradicional ramo de giesta em flor.
Caminhar até ao fim do termo do Mourão parece um grande desafio. Apesar de haver aldeias mais distantes geograficamente da sede de concelho, o relevo dita que algumas vivam mais distanciadas de Vila Flor, principalmente fruto das vias de comunicação, que não negam a história, conduzindo a outros locais. Se traçarmos uma linha recta entre Vila Flor e Mourão, ela passará no Seixo de Manhoses seguindo de perto o traçado de caminhos centenários usados em feiras e romarias desde a idade média até ao século XX, quando as deslocações se começaram a fazer de automóvel.
Palmilhar estes caminhos é uma oportunidade de reviver a história, mas também são momentos único de contacto com a Natureza (e com as pessoas) luxuriante nos meses de Primavera.
Contrariamente ao que aconteceu ao longo da semana, no dia 1 o clima não se mostrou nada acolhedor. Muitas nuvens e alguma chuva foram presença constante durante toda a manhã de Domingo.
O traçado não é nenhuma novidade: Vila Flor - Barragem Camilo Mendonça - Seixo de Manhoses - Barragem Mourão-Valtorno - Mourão - Capela de S. Plácido. É um excelente traçado, mesmo para BTT, com o desafio de descer à barragem e subir depois ao Mourão, com alguma dificuldade.
Ao longo dos caminhos era impossível ficar indiferente à explosão de vida e cor. Madres-silvas espalhavam o seu aroma tal como outras plantas aromáticas. O céu escuro ameaçava com chuva, mas a pujante vegetação parecia pedi-la. A passagem pela albufeira Camilo Mendonça foi rápida mas inspiradora.
O meu colega Helder acompanhava-me nesta "Peregrinação", por isso optei pelo caminho que conduz ao Seixo pelo ribeiro do Sangrinho, que tanto me tinha agradado na "Peregrinação" de 14 de Novembro de 2010. Uma novidade nesta caminhada foi a visão de tritões (penso que o tritão-marmoreado - Triturus marmoratus) e outras espécies animais que encontrámos em vários locais ao longo da caminhada. Com a erva molhada rapidamente ficámos com o calçado encharcado, mas isso é só mais um dos elementos que é necessário aprender a suportar.
No Seixo ainda tivemos tempo para um reconfortante café, antes de nos aventurarmos a caminho do barragem Mourão-Valtorno. Este troço do caminho já era nosso conhecido duma das primeiras caminhadas.
Depois do cruzeiro no caminho que desce para a barragem, há muito espinheiros. Contrariamente àquilo que eu previa não estavam em flor. Em volta da barragem sim, havia muitas giestas em flor e a água transbordava com enorme barulho.
Seguiu-se depois a etapa mais penosa da caminhada, até à aldeia do Mourão. Para a subida não ser tão íngreme, acabou por ser mais longa, uma vez que contornámos o cume onde se encontra o cemitério e entrámos pela aldeia quase a sul, onde também há um cruzeiro exposto a sul. Este caminho já o segui em anteriores ocasiões.
Na aldeia encontrámos pouca gente. Depois de pedirmos algumas orientações quanto à localização da capela de S. Plácido posemo-nos a caminho. Não há nada que enganar, basta seguir o caminho. Mas, para complicar as coisas perdemo-nos. Nunca tinha feito o trajecto Mourão - S. Sampainho. Sempre que fui à capela de S. Plácido fazia o percurso pela estrada de Vilarinho da Castanheira, da qual se avista, sendo fácil encontrá-la. Quando nos pareceu que já tínhamos andado demais, desviámo-nos do caminho, tentando encontrar a capela caminhando pelos terrenos. Foi uma grande asneira. Encharcámo-nos quase até à cintura e acabámos por encontrar a capela algumas centenas de metros mais adiante, na borda do caminho que iniciámos e que depois abandonámos.
Os últimos metros já foram bastante angustiantes. A somar ao cansaço havia a fome, porque a tarde já há muito tinha começado. Com o mau tempo existente também não havia disposição para fazer as coisas com calma e discernimento.
Junto à capela existem ruínas daquilo que resta do antigo lugar de S. Sampainho, presentemente abandonado mas que ainda era habitada no Séc. XVIII. A capela de S. Plácido foi recuperada e descaracterizada. A maior curiosidade está nas duas carrancas antropomórficas na fachada. Nas traseiras há uma pedra decorada que já mencionei numa anterior visita.
Quando atingimos a capela já o carro que nos havia de trazer de volta a Vila Flor esperava há muito tempo na estrada do Vilarinho da Castanheira. Depois de entrarmos no carro todos os cansaços passam e só ficam as peripécias interessantes da viagem. Foram mais de 14 km num ambiente completamente adverso, mas o desafio foi superado e já se planeavam outras "Peregrinações".
Percurso:
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Publicada por Aníbal G. em À Descoberta de Vila Flor a 7/09/2011 05:56:00 PM
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sábado, 25 de junho de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Festa de S. João no Mourão
No dia 23 de Junho realizaram-se no Mourão as tradicionais festas de S. João. Este ano coincidiram com um dia feriado, o que me permitiu acompanhar de perto estas festividades.
Cheguei à aldeia a meio da tarde e a paz era tanta que eu pensei ter-me enganado na data. O palco montado na Largo de São Ciriaco desfez as minhas dúvidas. Depois de um largo passeio pela aldeia apercebi-me que as actividades estavam a decorrer no campo de futebol.
Nesse local decorreu uma animada disputa dos jogos da malha e do cepo, de que acompanhei a parte final. Estes jogos têm os seus adeptos habituais, que jogam como poucos e têm gosto em jogar. Estou habituado a vê-los, por exemplo na Festa das Maias, em Folgares. Em jogo estavam prémios como presuntos e cabritos, que já esperavam pelos vencedores dentro da casa dos milagres.
No largo preparavam-se tudo para um grande arraial. O porco no espeto começava a espalhar o seu aroma pelas redondezas. Preparavam-se as mesas e partia-se o pão. Mais tarde assaram-se as as sardinhas e barriga de porco.
Ao início da noite foi erguido o enorme mastro, um pinheiro com cerca de 10 metros de altura. Depois de revestido por palha, elevou-se às alturas com a força dos braços dos homens, já habituados a esta prática antiga.
Pouco depois das oito da noite, já com os prémios dos torneios entregues, iniciou-se o jantar. Parecia que a população de Mourão tinha triplicado! Na verdade havia pessoas de todo o concelho e até pessoas do concelho de Carrazeda de Ansiães!
O grupo musica, penso que se chamava "Terceira Geração", tocava música popular, nem sempre com grande afinação. É um grupo de jovens, irreverentes, que por vezes levaram o apimentado das músicas a excessos, mas poucos deviam estar com atenção às letras. A maior parte das pessoas dançava animadamente porque a noite estava muito fria, e, ou se aquecia o corpo com uns copos de vinho, ou com danças animadas ao som da concertina.
Já depois da meia noite foi pegado fogo ao vareiro. Estava vento e as chamas devoraram rapidamente a palha. Mal o pote de barro preso nas alturas caiu ao chão e se desfez em mil pedaços, também a multidão debandou, restituindo à aldeia a sua habitual pacatez.
A queima do vareiro é uma prática levada a cabo em muitas localidades de Portugal, mas na maior parte delas faz-se por altura do Carnaval (embora se faça também nos Santos Populares). Tentei falar com algumas pessoas e saber mais pormenores sobre a tradição mas, não encontrei grande receptividade. A organização desconhecia a existência deste blogue e tive alguma dificuldade em justificar a minha presença e o porquê de tantas fotografias.
Foi uma boa oportunidade para Descobrir mais do Mourão, mas acredito que as pessoas são mais recetivas e abertas do que o que senti. Voltarei, logo que haja outra oportunidade.
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Publicada por Aníbal G. em À Descoberta de Vila Flor a 6/25/2011 12:16:00 PM
Cheguei à aldeia a meio da tarde e a paz era tanta que eu pensei ter-me enganado na data. O palco montado na Largo de São Ciriaco desfez as minhas dúvidas. Depois de um largo passeio pela aldeia apercebi-me que as actividades estavam a decorrer no campo de futebol.
Nesse local decorreu uma animada disputa dos jogos da malha e do cepo, de que acompanhei a parte final. Estes jogos têm os seus adeptos habituais, que jogam como poucos e têm gosto em jogar. Estou habituado a vê-los, por exemplo na Festa das Maias, em Folgares. Em jogo estavam prémios como presuntos e cabritos, que já esperavam pelos vencedores dentro da casa dos milagres.
No largo preparavam-se tudo para um grande arraial. O porco no espeto começava a espalhar o seu aroma pelas redondezas. Preparavam-se as mesas e partia-se o pão. Mais tarde assaram-se as as sardinhas e barriga de porco.
Ao início da noite foi erguido o enorme mastro, um pinheiro com cerca de 10 metros de altura. Depois de revestido por palha, elevou-se às alturas com a força dos braços dos homens, já habituados a esta prática antiga.
Pouco depois das oito da noite, já com os prémios dos torneios entregues, iniciou-se o jantar. Parecia que a população de Mourão tinha triplicado! Na verdade havia pessoas de todo o concelho e até pessoas do concelho de Carrazeda de Ansiães!
O grupo musica, penso que se chamava "Terceira Geração", tocava música popular, nem sempre com grande afinação. É um grupo de jovens, irreverentes, que por vezes levaram o apimentado das músicas a excessos, mas poucos deviam estar com atenção às letras. A maior parte das pessoas dançava animadamente porque a noite estava muito fria, e, ou se aquecia o corpo com uns copos de vinho, ou com danças animadas ao som da concertina.
Já depois da meia noite foi pegado fogo ao vareiro. Estava vento e as chamas devoraram rapidamente a palha. Mal o pote de barro preso nas alturas caiu ao chão e se desfez em mil pedaços, também a multidão debandou, restituindo à aldeia a sua habitual pacatez.
A queima do vareiro é uma prática levada a cabo em muitas localidades de Portugal, mas na maior parte delas faz-se por altura do Carnaval (embora se faça também nos Santos Populares). Tentei falar com algumas pessoas e saber mais pormenores sobre a tradição mas, não encontrei grande receptividade. A organização desconhecia a existência deste blogue e tive alguma dificuldade em justificar a minha presença e o porquê de tantas fotografias.
Foi uma boa oportunidade para Descobrir mais do Mourão, mas acredito que as pessoas são mais recetivas e abertas do que o que senti. Voltarei, logo que haja outra oportunidade.
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Publicada por Aníbal G. em À Descoberta de Vila Flor a 6/25/2011 12:16:00 PM
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
[À Descoberta de Vila Flor] Plante-se uma árvore
Plante-se uma árvore.
Cresce, cresce voltada para o céu.
De repente, rasga-se uma janela
onde Deus se mostra
e nós desaparecemos.
Poema de João de Sá, do livro Pelo Sinal da Terra (2010).
Imagem. Trabalho tendo por base a fotografia de um castanheiro próximo da aldeia de Mourão.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/09/2011 02:09:00 AM
Cresce, cresce voltada para o céu.
De repente, rasga-se uma janela
onde Deus se mostra
e nós desaparecemos.
Poema de João de Sá, do livro Pelo Sinal da Terra (2010).
Imagem. Trabalho tendo por base a fotografia de um castanheiro próximo da aldeia de Mourão.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 2/09/2011 02:09:00 AM
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segunda-feira, 5 de julho de 2010
[À Descoberta de Vila Flor] Freguesia Mistério 38
A Freguesia Mistério esteve em votação durante dois meses. O número de pessoas que arriscam um palpite é muito reduzido, não sei se falta de entusiasmo, se têm medo de errar. Trata-se, apenas, de uma brincadeira e não deve haver receios.
Participaram 15 pessoas e os votos ficaram distribuídos da seguinte forma:
Assares (1) 7%
Benlhevai (1) 7%
Mourão (2) 13%
Nabo (2) 13%
Roios (1) 7%
Samões (2) 13%
Santa Comba de Vilariça (1) 7%
Valtorno (1) 7%
Vale Frechoso (1) 7%
Vilas Boas (3) 20%
A resposta não era fácil, mas às vezes o meu objectivo é mais espicaçar a curiosidade das pessoas para, quando passarem, no futuro, por determinados locais, a estarem mais atentas porque há muita coisa à nossa volta que nós não vemos. A resposta certa era Mourão, que teve apenas dois votos. Esta fonte está praticamente debaixo da estrada que dá acesso à aldeia, numa zona chamada "As Fontes", junto a um caminho com pouca circulação. São muito poucos os que se apercebem da sua presença.
O novo desafio é, de novo, uma fonte. Desta vez um fontanário público muito visível, no centro da aldeia. Tem uma placa que indica o "Largo do Pelourinho" e, só insto já reduz as possibilidades a duas ou três aldeias do concelho. Atenção que não basta olhar ao presente, é muitas vezes vezes necessário olhar para a história das freguesias.
Participem votando. A votação é possível na margem direita do blogue, em Freguesia Mistério n.º38.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 7/05/2010 01:23:00 AM
Participaram 15 pessoas e os votos ficaram distribuídos da seguinte forma:Assares (1) 7%
Benlhevai (1) 7%
Mourão (2) 13%
Nabo (2) 13%
Roios (1) 7%
Samões (2) 13%
Santa Comba de Vilariça (1) 7%
Valtorno (1) 7%
Vale Frechoso (1) 7%
Vilas Boas (3) 20%
A resposta não era fácil, mas às vezes o meu objectivo é mais espicaçar a curiosidade das pessoas para, quando passarem, no futuro, por determinados locais, a estarem mais atentas porque há muita coisa à nossa volta que nós não vemos. A resposta certa era Mourão, que teve apenas dois votos. Esta fonte está praticamente debaixo da estrada que dá acesso à aldeia, numa zona chamada "As Fontes", junto a um caminho com pouca circulação. São muito poucos os que se apercebem da sua presença.
O novo desafio é, de novo, uma fonte. Desta vez um fontanário público muito visível, no centro da aldeia. Tem uma placa que indica o "Largo do Pelourinho" e, só insto já reduz as possibilidades a duas ou três aldeias do concelho. Atenção que não basta olhar ao presente, é muitas vezes vezes necessário olhar para a história das freguesias.
Participem votando. A votação é possível na margem direita do blogue, em Freguesia Mistério n.º38.
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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 7/05/2010 01:23:00 AM
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