terça-feira, 26 de março de 2013

[À Descoberta de Vila Flor] Vilas Boas na Idade Média

Se ainda não visitou a exposição de fotografia Vilas Boas na Idade Média, com fotografias de Jorge Delfim, presente no Centro Cultural em Vila Flor, tem até ao final do mês para o fazer.
Trata-se de uma foto reportagem da grande festa que teve lugar em Vilas Boas no dia 6 de maio de 2012 e que festejou os 500 anos do foral atribuído por D. Manuel I àquela antiga vila  e sede de concelho.



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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 3/26/2013 03:33:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Prova do Folar - Vilarinho da Castanheira



Tradicional Prova do Folar que teve lugar junto aos moinhos recuperados, em Vilarinho da Castanheira, no dia 24 de março de 2013.

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 3/26/2013 02:39:00 AM

[À Descoberta de Torre de Moncorvo] Feira Medieval 2013 - Fotografias 1








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Publicada por Blogger às À Descoberta de Torre de Moncorvo a 3/26/2013 02:26:00 AM

sábado, 23 de março de 2013

[À Descoberta de Valpaços] À Descoberta de Valpaços

 A primeira visita ao concelho de Valpaços no âmbito desta "aventura" À Descoberta do concelho de aconteceu no dia 22 de março, no primeiro dia da Feira do Folar 2013.
Apesar de ser um concelho com uma área considerável, confesso que pouco conheço, quer da cidade, quer das aldeias que o integram. Tenho a certeza que as mais de 100 localidades encerram muita variedade e muita riqueza do ponto de vista cultural, natural ou histórico.
Atravessei o concelho várias vezes (pela EN213) em direção a Chaves. Conhecia, dessas viagens, as avenidas largas da cidade, mas nunca tinha feito uma paragem, um passeio ou tomado uma refeição.
Este blogue é uma intenção de alterar as coisas. Porque não "calçar as botas" e sair pela estrada À Descoberta (também) do concelho de Valpaços?
A primeira visita foi bastante animadora.Tudo foi novidade. Tinha previsto chegar de manhã cedo, mas  o clima anda incerto e choveu no primeiro dia de Primavera. Depois de almoço o céu abriu-se e, com a desculpa de visitar a Feira do Folar, lá fomos nós ao encontro da cidade.
Como sempre, procuro as zonas mais antigas das localidades. Parei perto da igreja matriz (fechada) e passeei por ruas e travessa onde apreciei algumas construções mais antigas, umas preservadas, outras mais abandonadas.
Depois andei um pouco ao acaso (à descoberta, é a palavra certa) por avenidas e espaços verdes aproveitando a luz que ora mostrava um céu azul, ora se cobria de fartas nuvens ameaçando com mais chuva.
Teria apreciado um mapa ou uma sinalização e identificação dos principais monumentos, mas as atenções estavam centradas na Feira, até as lojas estavam em grande parte encerradas, apesar de ser dia de trabalho.
Identifiquei a Casa do Arco, a Biblioteca, os Paços do Concelho, o antigo Hospital, a pedra furada o bonito coreto no centro do jardim público, etc. Tudo isto são referências e agora Valpaços começa a fazer sentido.
A meio da tarde dirigimo-nos  ao Pavilhão Multiusos, depois de já termos ouvido ao longe o som de uma fanfarra, uma banda de música e uma salva de foguetes, creio que a  dar as boas vindas a algum político (nunca faltam nestas ocasiões).
Saímos do pavilhão, já bastante tarde, depois de jantar. A cidade tinha uma iluminação muito bonita, mas a noite estava fria, não convidando a passeios noturnos.
Esta primeira visita foi como que o aperitivo para outras que espero que se sigam, à cidade e ás aldeias do concelho. Entretanto vou tentar saber mais. Há muitas formas de conhecer, e todas elas contribuem para o conhecimento individual, único e o mais valioso de todos.

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Valpaços a 3/23/2013 01:25:00 PM

sexta-feira, 22 de março de 2013

[À Descoberta de Vila Flor] e de repente é noite (X e XI)

X
Não me despertes para o festim
da primeira neve.
Não o desejo nem mereço.
Aperta, em teus dedos,
corolas de açucenas
e fecha todas as janelas.
Que nada nos chegue da rua.
Sabemos a medida perfeita
cinzelada no circulo do tempo.
Não te importes que os outros,
por nós, tenham pequenas razões.



XI
A cidade rarefaz-se, ao longe,
torna-se lembrança. Um barco
esfuma-se entre céu e mar.
A água lodosa bate no paredão.
Apagam-se as páginas do livro,
como primeiro sinal da noite.
E tu vens falar-me
da imutabilidade do real,
cansada de acenares a todas as naves,
cingindo uma túnica de âncoras e cais.
Habitamos a certeza
de que não viemos para ficar.
Adiámos o fascínio de todas as viagens.
E nunca sabemos a quem dizer adeus:
se ao navio que desaparece,
se a nós por deixarmos de o ver.

Poema de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: pinheiros ao anoitecer, em Candoso. 


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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 3/22/2013 12:23:00 AM

quinta-feira, 21 de março de 2013

[À Descoberta de Mirandela] Feira da Alheira de Mirandela 2013

Mirandela despediu-se este fim de semana (07-03-2013) de mais uma edição da Feira da Alheira ao som da Brass Band da Esproarte e da Band'Alheira.
Com o sucesso da Feira no edifício da Alfândega do Porto, as expetativas eram elevadas para o Parque do Império.
Depois de um começo tímido no primeiro fim de semana com o frio e a escassez de excursionistas a dar o mote, o segundo fim de semana correspondeu largamente aos anseios dos expositores que fazem um balanço positivo de todo o evento.
Os aspetos que mais contribuíram para o sucesso da Feira foram sem dúvida a localização junto ao rio Tua, num ponto central da cidade, a aposta na divulgação, a animação a cargo de bandas e coletividades locais, a inquestionável qualidade dos produtos e o empenhamento de todos os que participaram no evento.

Fonte do texto: Câmara Municipal de Mirandela

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Mirandela a 3/21/2013 08:46:00 PM

[À Descoberta de Valpaços] XV Feira do Folar

Organizada pela Câmara Municipal de Valpaços, a Feira do Folar de Valpaços é considerada um dos certames mais importantes realizados no interior do país.

O Folar é o "rei da festa", mas são produtos de destaque o fumeiro, o mel, o bolo podre, o pão centeio, os frutos secos, entre muitos outros, que valem a pena provar e comprar. O azeite e o vinho de Valpaços, sobejamente conhecidos pelas dezenas de prémios nacionais e internacionais conquistados anualmente, estarão também em evidência.

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Valpaços a 3/21/2013 01:12:00 PM

[À Descoberta de Miranda do Douro] 14ª edição do Festival de Sabores Mirandeses

Superou as expectativas a 14ª edição do Festival de Sabores Mirandeses.
A câmara municipal ainda não tem números oficiais de visitantes mas acredita que este ano a feira recebeu mais de 50 mil pessoas. 
O autarca local considera que esta é a prova de que os produtos regionais ainda mobilizam o interesse da população."Vale a pena apostar nos produtos da terra e nos pequenos produtores", refere Artur Nunes, acrescentando que "esta é uma forma de nós resolvermos alguns problemas de geração de rendimento, criação de riqueza e injetar dinheiro nos pequenos produtores". Para Artur Nunes "esta feira foi um sucesso, nós ficámos surpreendidos com o aumento do número de visitantes em relação ao ano passado".
Os expositores ficaram satisfeitos com a afluência ao pavilhão multiusos de Miranda do Douro porque isso lhes permitiu escoar o produto."Correu espetacularmente bem pois vendi muito bem todo o fumeiro, especialmente as alheiras", afirma Casimira Ginjo. "Todos os anos corre bem e este não é exceção pois esgotei quase tudo", refere Alberto Marçal. Também para Filomena Antão, o balanço é positivo afirmando que "apesar de já ter passado o Carnaval e a época dos enchidos vendemos bastante bem e tivemos muitos visitantes".
Um dos fatores que ajudou a ter casa cheia neste certame foi a presença da estação de televisão TVI que realizou em direto de Miranda do Douro o programa da tarde de ontem, Somos Portugal.

Fonte do texto: Rádio Brigantia






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Publicada por Blogger às À Descoberta de Miranda do Douro a 3/21/2013 07:20:00 PM

[À Descoberta de Torre de Moncorvo] Feira Medieval

O Agrupamento de Escolas de Torre de Moncorvo realizou pela segunda vez a Feira Medieval, com a colaboração da autarquia.
Se a escola deve estabelecer pontes com os encarregados de educação e com a comunidade, a realização deste evento parece-me especialmente vocacionada  para o fazer, conseguindo talvez ir mais além dos objetivos previstos.
O desfile tomou forma junto às instalações do Agrupamento de Escolas. Os professores e educadores vestiram farda de generais ou de fadas madrinhas, conforme o grau de ensino e organizaram as tropas/duendes com o rigor necessário para colocar as hostes em ordem e em marcha. Participaram no desfile um conjunto de alunos de outros países uma vez que se encontravam e Moncorvo um grupo de 27 alunos e 19 professores vindos da Polónia, Roménia Turquia e Espanha, ao abrigo do Projeto Coménius.
 Não estive presente na primeira edição (há dois anos atrás) e estava expectante com o que se iria passar.
O cortejo, já completamente organizado subiu a Corredoura e a rua Tomás Ribeiro em direção à praça Francisco António Meireles, onde o aguardava uma considerável multidão. Não pude deixar de comparar este desfile com os desfiles de carnaval de há um mês atrás. Sinceramente achei este muito mais interessante, bonito, educativo e mesmo interessante para os alunos. As artes, a literatura e a história são áreas que podem explorar este tipo de eventos.
Nas escadas que dão acesso ao Castelo/Câmara Municipal estava montado o cenário para a próxima cena.  A nobreza e o clero, acompanhados pelos seus súbditos tomaram os seus lugares e foi lida a carte da feira, vinda diretamente das cortes de D. Dinis com a presença do monarca e da rainha Santa Isabel. Os direitos e deveres dos feirantes, os impostos sobre transações comerciais  fizeram parte deste apontamento histórico de grande interesse e com grande impacto cénico.
A multidão vibrou com a lutas de espada e a cavalo e riu com  a figura grotesca de um pedinte que tentou aproximar-se de sua majestade, sendo prontamente detido  e afastado pela guarda real.
O cortejo rumou depois para o largo General Claudino onde estava montado o mercado.
Depois de uma visita às tasquinhas e bancos de venda as figuras ilustres ocuparam os seus caldeirões no adro da imponente igreja matriz onde se desenvolveram as mais variadíssimas atividades. Houve danças medievais, teatro, lutas, exibição de cetraria e música, muita música vinda do planalto mirandês com uma sonoridade bem conhecida e agradável. Tanta música teve um propósito, esperar pela chagada de sua excelência o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
 Elementos do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local tomaram posição e quando o "chefe supremo" chegou envolto num batalhão de GNR e acompanhado de um grupo de ambiciosos com sorrisos amarelos decidiu fazer um passeio rápido e regressar apressadamente ao seu luxuoso automóvel estacionado bem próximo, não fosse o diabo tece-las. Desprezou a "nobreza" e o "clero", que se fartaram de o esperar no adro da igreja, mas que rapidamente o esqueceram, envoltos na magia do "povo".
 Na feira o movimento era enorme. A par da quantidade e variedade dos figurantes, cerca de 700, foi o entusiasmo da feira o que mais me surpreendeu. Vendiam-se a um ritmo admirável feijões, azeite, grelos, amêndoas, queijo, pão, licores, .. muitos bolos. O preço era de saldo  e parece que o concelho inteiro acorreu àquela feira! E compravam felizes!
Pela tarde ainda houve o "assalto ao castelo" e há noite a ceia tradicional e a representação da peça de teatro "A farsa de Inês Pereira" pelo grupo de teatro local, Alma de Ferro. Elemento deste grupo de teatro participaram também durante o dia encarnando vários personagens que deram um ar mais "real" aos vários acontecimentos que foram tendo lugar.
O sucesso deste evento não deixa margem para dúvidas, certamente que será uma iniciativa a repetir nos próximos anos. Parabéns a todos os que participaram e organizaram.

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Publicada por Blogger às À Descoberta de Torre de Moncorvo a 3/21/2013 06:27:00 PM

sábado, 16 de março de 2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

[À Descoberta de Vila Flor] Freixiel - Freixiel

Nos finais do mês de Janeiro aconteceu mais uma caminhada da série Pontos Altos. O "ponto alto" escolhido foi o marco geodésico de Freixiel, situado entre a Sapinha e Serra Tinta. Confesso que não foi a primeira vez que saí de casa com intenção de lá chegar, mas o objetivo não foi alcançado. Contudo já estive no local uma vez, a 20 de fevereiro de 2007.
A caminhada foi feita em companhia do colega Hélder e começou por volta das 9:30, num dia fresco e cheio de sol. As últimas chuvas faziam antever caminhos encharcados e ribeiros com caudais generosos, coma erva a despontar do prolongado inverno.
O percurso até a Palhona, perto do Vieiro já imensas vezes percorrido; com passagem por Samões, descida às Olgas, atravessar a ribeira, subir à estrada nacional. Ir pela estrada até à Palhona, cortar à esquerda, subir à Sapinha; continuar pelo cume da serra até ao marco geodésico e depois seguir em direção a Freixiel passando pela Quinta da Serra. Tratou-se de um circuito linear com 16 km de extensão, com o ponto mais elevado um pouco acima dos 600 metros de altitude, exatamente no marco geodésico.
As expetativas concretizaram-se e encontrámos várias pequenas cachoeiras pelo caminho.
O percurso foi feito calmamente, saboreando o sol, só dando para "aquecer" quando começámos a subida para  a Sapinha. A serra onde se situa cria uma barreira natural que separa Freixiel de Vieiro, aldeia anexa à freguesia de Freixiel. Custa a acreditar que houve tempo que as crianças de Freixiel tinham que atravessar a serra para frequentarem a escola Primária em Freixiel. Imagino o esforço e o tempo necessário, quem sabe com que condições atmosféricas, para atravessar a serra dias a dias a fio.
 A primeira elevação dá pelo nome de Sapinha. é uma área onde têm sido plantadas novas vinhas. A paisagem já é admirável mas o caminho continua ao longo da serra proporcionando "quadros" onde se pode ver a aldeia de Freixeiel e os seus vales cavados, ou para o outro lado da serra, o Vieiro e terras dalém Tua, culminando na serra dos Passos.
 Entusiasmámo-nos tanto na caminhada que quando demos por isso tínhamos ultrapassado o local do marco geodésico (pelo que as fotografias do mesmo são de uma visita anterior). è necessário abandonar o caminho e seguir por entre a vegetação rasteira até atingir o ponto mais alto da serra, exatamente a 618 metros de altitude.
 Um fator que contribuiu para a distração foi o facto de existir no local rede Wireless, com acesso à Internet e tudo! Entusiasmei-me a colocar algumas fotografias na Internet e não prestei a atenção que devia ao percurso. Também devia ter estudado melhor a localização do marco geodésico que se vê muito bem à distância mas não se vê quando estamos próximos.
O marco geodésico é bastante vulgar tipo bolembriano (nome comum das construções em alvenaria de forma tronco-cónica que, em Portugal, são utilizadas como vértices geodésicos de 2ª e 3ª ordens.). Está implantado sobre a rocha, proporcionando um excelente miradouro.
 Quando demos por nós estávamos já na Serra Tinta, onde se localiza uma enorme antena de telecomunicações. Quando nos apercebemos que tínhamos ultrapassado o "ponto alto" que pretendíamos visitar só havia duas alternativas: voltar a trás e procurar o marco, ou esquecer o marco e alcançar Freixiel a uma hora decente para o almoço. Optámos pela segunda hipótese. Eram quase duas horas da tarde e e a caminhada já ia longa. Descemos o caminho que leva a Freixiel passando junto do antigo campo de futebol de 11, onde há alguns anos joguei futebol. Sabia existirem perto umas alminhas escavadas numa rocha. Tinha receio que passássemos por elas sem as ver, mas encontrámo-las.
A localização destas alminhas só reforça a importância deste caminho em tempos idos. Elas eram erigidas nas principais entradas das localidades, exatamente para que quem chegasse ou saísse, se arrependesse, rezasse e, se possível,    contribuísse com alguma moeda a fim de se celebrar uma missa pelas benditas almas do purgatório.
A ribeira da Redonda levava muita água e não fosse o adiantado da hora, teria proporcionado boas fotografias.
A caminha terminou na estrada da aldeia, para quem vem de Folgares. Sobre a Ribeira da Cabreira há uma robusta ponte e ali esperámos pelo transporte que nos trouxe a Vila Flor. O percurso foi cumprido, com a ressalva de não termos estado no marco geodésico, mas também pouco importou. O incessante foi percorrer os caminhos, desvendar as paisagens, encontrar a frescura dos regatos e apreciar as primeiras flores. Fizemos tudo isso.




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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 3/15/2013 01:54:00 AM

terça-feira, 12 de março de 2013

[À Descoberta de Vila Flor] Caminhar em Portugal (Vila Flor)

 Se me dissessem que a marcação na Internet de uma caminhada em Vila Flor traria ao concelho perto de meia centena de pessoas vindas dos mais variados pontos do país,  eu não acreditaria. Mas se me dissessem que cada participante teria que ser autónomo, tratar do transporte, do alojamento, da alimentação, etc para estar dois dias em Vila Flor, eu ainda seria mais cético. Mas foi isso que aconteceu.
Para mim tudo começou quando recebi um email a anunciar uma caminhada para os dias 9 e 10 de março, proposta por um grupo de pessoas dos arredores de Lisboa. Dois dias?! Lisboetas em Vila Flor?!O grupo chama-se CAOS (Círculo de Atividades Oxigénio&Sol) e organizam-se através de uma plataforma on line que dá pelo nome Caminhar em Portugal.
Inscrevi-me na plataforma e mostrei a minha disponibilidade em integrar as atividades do dia 9, uma vez que já tinha destinado o dia 10 para fazer uma visita a Foz Côa que se encontrava a festejar as Amendoeiras em Flor. A inscrição é meramente informativa, uma vez que o grupo é "desorganizado" tanto quanto possível.
No sábado de manhã estava em frente à Câmara Municipal para conhecer os colegas da jornada. A maior parte deles viajou na véspera, pernoitando em Vila Flor (e também em Carrazeda de Ansiães). Tal como eu, havia um pequeno grupo que se estrearam nas caminhadas do CAOS, mas a maior parte já se conheciam. Havia muitos transmontanos na diáspora mas também de Lisboa, do Porto e das Beiras e do Alentejo. Curiosamente todos falavam a "mesma linguagem" e não foram precisas muitas explicações para se formar um verdadeiro grupo.
Viajámos até Santa Cecília (Seixo de Manhoses) onde se desenvolveriam as atividades de sábado. Dadas algumas explicações o grupo preparou-se para uma caminhada com cerca de 17 quilómetros. A liderança estava a cargo de Gil Pacheco, com raízes em Seixo de Manhoses, mas o meu estatuto de caminheiro residente deu-me a possibilidade de introduzir pequenas alterações no percurso de forma a torná-lo mais interessante.
O tempo esteve mau, era mesmo aconselhável a prática de atividades ao ar livre e mal saímos do santuário começou a chover. As previsões de mau tempo afastaram muito participantes de comparecerem em Vila Flor.
Perto da igreja de Nossa Senhora do Castanheiro encontrámos um grande amendoal em plena floração. Foi um momento de entusiasmo. Mas descer ao longo do ribeiro dos moinhos arrancou verdadeiras expressões de espanto ao participantes. A água abundante, a espécies vegetais interessantes, os moinhos as nuvens escuras que a espaços deixavam a destapado um céu azul intenso tornaram o caminhar interessante e ameno. Escusado será dizer que as pessoas também são pessoas com uma forma de ser e de estar especial, só assim de justifica que fizessem centenas de quilómetros para caminhar numa terra "desconhecida" debaixo de uma chuva que teimava em não arredar pé e com ventos que por vezes se tornaram assustadores.
Subimos à Aldeia de Seixo de Manhoses. Visitámos a Fonte Sangrinho e seguimos por um estreito trilho que começa no final da rua da Fraga. Acabámos por almoçar por ali, perto da rua da Atafona. O almoço carregado na mochila tem que ser prático e rápido, mas a minha bota espanhola cheia de vinho tento da terra fez algum sucesso. Partimos em direção à igreja e depois ao Gavião. Não seguimos o caminho normal, que passa junto ao cemitério, mas contornámos o alto da Cheira por sul, com uma vista fantástica para o Ribeiro Grande e para o Nabo. Entrámos no gavião por oeste, depois de termos enfrentado o pior momento da nossa jornada com ventos fortes e bastante chuva.
Voltámos ao Seixo, por um caminho rural ali perto da Quinta de Valtorinho. Mal posemos um pé na aldeia e subimos em direção ao marco geodésico do Conceieiro. A subida prolongada, os quilómetros acumulados e a chuva intensa começaram a fazer mossa, e o grupo foi-se alongando. A fotografia de grupo no ponto mais elevado do percurso acabou por não acontecer, mas para compensar, avistámos os tão raros narcisos selvagens que eu desconhecia existirem naquele local.
Chegámos ao final do percurso, Santuário de Santa Cecília perto das 17 horas. Enquanto esperávamos que o jantar ficasse pronto aproveitámos para petiscar alguma coisa e para nos conhecermos melhor. A "bota espanhola" com vinho tinto voltou a fazer sucesso desafiando a destreza dos que tentaram beber.
O jantar teve como prato principal borrego. A boa disposição foi o ingrediente principal e já ninguém mostrava o mais leve sinal de cansaço.
No dia seguinte houve um passeio pelas Capelinhas, visita à Quinta de S. Gonçalo, passeio pela Barragem do Peneireiro e visita à parte antiga de Vila Flor. Já não tive o prazer de acompanhar os participantes, mas pelo que pude ver nas fotografias foi um belo passeio, que encantou quem nos visitou.
Pela minha parte também fiquei encantado com o espírito jovem e ecológico dos participantes. Não vejo a hora de puder repetir a experiência num local próximo ou distante, porque existem núcleos de  caminheiros espalhados pelo país inteiro. Aprendi bastante, abrigado a todos.

Ligações:
Plataforma - Caminhar em Portugal 
Rede Social - CAOS




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Publicada por Blogger às À Descoberta de Vila Flor a 3/12/2013 11:21:00 PM