sábado, 11 de junho de 2011

[À Descoberta de Miranda do Douro] Festa das Aves II - 10 de Junho

No dia 10 de Junho desloquei-me a Vila Chã da Braciosa para participar na II Festa das Aves. As aves fazem parte da minha vida e, desde miúdo que nutro por elas uma profunda admiração, posso mesmo dizer paixão. Ao longo dos anos poucas vezes tive oportunidade de aprofundar o meu conhecimento sobre estes seres vivos tão especiais mas sempre comprei e li livros (alguns guias) sobre elas. Posso dizer que tenho uma pequena biblioteca sobre aves, rivalizando este hobby com o da fotografia e o da informática.
Além do encontro sobre aves atraiu-me a possibilidade de passar três dias no Planalto Mirandês. Tenho andado bastante afastado e cinco anos de ausência deixam algumas saudades, das pessoas, da paisagem, dos sons e das cores.
Fui o primeiro a chegar à Junta de Freguesia de Vila Chã. Um pouco mais tarde o que o que o programa marcava, juntou-se o grupo e deu-se início ao encontro. Após uma mensagem de boas vindas pela organização, o Dr. Paulo Travassos, do Laboratório de Ecologia Aplicada da UTAD fez a primeira abordagem à observação de aves, equipamentos auxiliares e métodos.
O grupo, composto de cerca de 15 participantes, quase todos jovens, mostrou-se bastante interessado e não se coibiu em fazer perguntas.
A saída para o campo também aconteceu mais tarde do que o previsto, depois de albardados os burros e ajustados os binóculos.
Os burros foram a alegria das crianças, que fizeram um largo passeio, enquanto os adultos se dedicavam a observar os passarinhos.
Dado o adiantado da hora, o percurso foi reajustado, distanciando-se pouco da aldeia. Mesmo na aldeia apareceram os primeiros exemplares, pardal-comum (Passer domesticus) e andorinha-dos-beirais (Delichon urbica), que toda a gente conhecia. Maia tarde foram aparecendo outras espécies menos conhecidas, como o picanço-barreteiro ( Lanius senator) ou a trepadeira azul (Sitta europaea). Mesmo na berma do caminho uma cia (Emberiza cia) levantou voo, denunciando a localização do seu ninho.
De olhar atento e ouvidos alerta seguimos por um bonito caminho ladeado de carrascos. Foram sendo avistadas várias espécies, sobretudo de passeriformes e aves de rapina, sendo observadas, discutidas e classificadas, uma a uma. Os conhecimentos do grupo foram postos à prova, sobretudo com as rapaces (águias, grifos, britangos, peneireiros, etc.) todos tão distantes que só com a ajuda do telescópio conseguimos a sua identificação. Até o cuco-canoro (Cuculus canorus), de cujo o canto já tínhamos escutado à distância, decidiu exibir-se em grande.
Já de regresso à aldeia, junto ao cemitério, havia uma cerejeira carregadinha de cerejas bem vermelhinhas! A maior parte dos participantes não conseguiu resistir à tentação, esquecendo-se das aves.
O almoço, confeccionado pela organização, foi servido no salão da Casa do Povo, teve lugar perto das duas da tarde, ao preço de 6€. O menu era bastante sugestivo: lombo de porco à pisco com batata à pardal. A condimentar este prato havia finos rebentos de alecrim! O menu para vegetarianos também tinha bom aspecto e melhor sabor (mas não tinha rebentos de soja).
Depois do almoço seguiu-se uma pausa para um café, num estabelecimento da aldeia e até para alguns jogos de matraquilhos. Aproveitei também para visitar o interior da igreja matriz onde não me recordava de alguma vez ter entrado. Gostei bastante porque se trata de um monumento muito antigo (Séc. XVIII), com altares em talha dourada dignos de serem admirados. Senti pena de não ter a mão uma máquina fotográfica melhor, mas talvez nos dias seguintes surja uma nova oportunidade de visitar o espaço.
Os trabalhos da tarde iniciaram-se com a apresentação da lista das espécies identificadas durante a manhã. Foram abordados mais alguns conhecimentos teóricos como o canto, pontos adequados para a observação de aves de no território nacional, diferentes habitats, particularidades de algumas espécies mais difíceis de identificar, etc.
Já quase ao fim da tarde houve nova saída para a observação de aves. A hora já não era a mais propícia, mas, mesmo assim, foram identificadas novas espécies, para somar à lista já considerável.
Depois do regresso à aldeia foi servido o jantar nos mesmos moldes do almoço. O menu foi: vitela à moda da tia Bonelli com esparguete cobreira (uma prato muito sugestivo). Há noite houve uma mostra de cinema, mas eu não fiquei para acompanhar mais essa actividade.
Feito o balanço deste primeiro dia evidencia-se o seguinte: os atrasos no cumprimento do horários tem obrigado a ajustes nas saídas de campo que não acontecem nas melhores horas para observar aves; a lista de aves observadas é considerável (e há muitas espécies abundantes que ainda não foram observadas).
Amanhã (dia 11) há mais saídas de campo.


Lista das espécies que observei
1 Águia-calçada - Hieraaetus pennatus
2 Águia-cobreira - Circaetus gallicus
3 Águia-da-asa-redonda - Buteo buteo
4 Alveola-branca - Motacilla alba alba
5 Andorinha-das-chaminés - Hirundo rustica
6 Andorinha-dos-beirais - Delichon urbica
7 Britango - Neophron percnopterus
8 Cegonha-branca - Ciconia ciconia
9 Chamariz - Serinus serinus
10 Chapim-azul - Parus caeruleus
11 Chapim-real - Parus major
12 Cia - Emberiza cia
13 Cotovia-pequena - Lullula arborea
14 Cuco-canoro - Cuculus canorus
15 Escrevedeira-de-garganta-preta - Emberiza cirlus
16 Felosa-do-mato - Sylvia undata
17 Gaio - Garrulus glandarius
18 Grifo - Gyps fulvus
19 Melro - Turdus merula
20 Milhafre-preto - Milvus migrans
21 Pardal-comum - Passer domesticus
22 Picanço-barreteiro - Lanius senator
23 Picanço-real - Lanius excubitor
24 Pintassilgo - Carduelis carduelis
25 Pisco-rabirruivo - Phoenicurus ochruros
26 Pombo-torcaz - Columba palumbus
27 Rola-comum - Streptopelia turtur
28 Rola-turca - Streptopelia decaoto
29 Rouxinol - Cettia cetti
30 Tentelhão - Fringilla coelebs
31 Toutinegra-carrasqueira - Sylvia cantillans
32 Trepadeira azul - Sitta europaea
33 Trepadeira-comum - Certhia brachydactyla
34 Trigueirão - Miliaria calandra
35 Verdelhão - Carduelis chloris

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Miranda do Douro a 6/10/2011 11:16:00 AM

quinta-feira, 9 de junho de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Vila Flor (vista parcial)

Vista parcial da vila de Vila Flor em Fevereiro de 2011. São visíveis as nabiças floridas e também algumas amendoeiras em flor, à luz difusa do amanhecer.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 6/09/2011 10:00:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Feira Medieval em Carrazeda de Ansiães

Ainda não há muita informação disponível mas o Município de Carrazeda de Ansiães já anunciou a a realização da Feira Medieval, em Carrazeda de Ansiães, para os dias 24, 25 e 26 de Junho.
A julgar pela informação disponibilizada pela companhia de teatro VivArte, o evento seguira de perto o realizado em 2010. Estive presente durante um dia completo e devo dizer que me agradou bastante.
Parece-me evidente a participação da Escola Profissional de Carrazeda, uma vez que está prevista formação em esgrima e danças medievais, nesta localidade, nos dias 16 e 17 de Junho.
 Mesmo sem conhecer pormenores do programa, haverá uma ceia medieval, possivelmente no Castelo, no dia 24 e uma Feira Medieval (Séc. XIV) nos dias 25 e 26. No último dia da feira será levado a cabo um torneio de armas a cavalo no Castelo de Ansiães. Na realização de 2010 este torneio a cavalo foi uma das componentes mais apreciada e que mais gente atraiu a Carrazeda.
A companhia de VivArte faz-se sempre acompanhar de grupos de música, cavaleiros, falcoeiros, encantadores de serpentes, etc.,  e, por isso, é muito difícil prever com exatidão o que vai acontecer. Gostaria de encontrar de novo o grupo de música Cornalusa, quem sabe se já com um CD na algibeira. Vamos esperar para ver...

Reportagem de 2010 - Feira Medieval (1) - Feira Medieval (2)

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 6/09/2011 09:00:00 AM

[A Linha é Tua] De Lisboa ao Tua e do Tua a Mirandela

Desde há muito tempo que ansiava fazer esta linha a pé. Lancei a ideia e acabei por juntar um forte grupo de caminhantes, entre amigos e colegas de trabalho. Mas ao contrário da maioria dos caminhantes desta linha, fomos em autonomia total e com o objectivo de cumprir a totalidade do percurso. Indo de comboio até à estação do Tua e regressando a Lisboa de expresso.
A nossa viagem começou em Lisboa, pelas 11h40 de sexta-feira 27 de Maio, onde seis dos sete elementos embarcaram de comboio com destino à estação do Tua. No Marco de Canaveses juntou-se-nos o sétimo elemento, o Alves.
Na estação de Mosteirô estivemos parados cerca de duas horas devido à queda de uma árvore na linha, o que veio atrasar todo o nosso percurso.
Finalmente chegados ao Tua começá-mos a caminhar já com a noite a fechar-se. Mas não desistimos de fazer o planeado para esse dia, percorrer os primeiros 7 kms de linha para pernoitar no apeadeiro de Castanheiro. Não fazíamos ideia se as estações/apeadeiros estariam ou não abertos, para nos abrigarmos. No Castanheiro alguém abriu acesso, que nos deu jeito para nos refugiarmos da chuva que já caia grossa nessa noite.
No dia seguinte, com um óptimo tempo, já pudemos observar a bela paisagem que o Tua tem para nos oferecer, e não conseguimos resistir a dar um mergulho antes de nos fazermos ao caminho.
Em Santa Luzia cruzámos-nos com um grupo grande que estava a descansar à sombra. Em São Lourenço subimos à aldeia para abastecer de água e conhecer as termas.
O nosso dia terminou em Abreiro, onde construímos um bivaque com toldos. A noite esteve muito quente, ao ponto de ser desconfortável.
No domingo, 29, apontámos a um dos maiores objectivos desta expedição, a Ribeirinha. Mal lá chegámos fomos directo ao Lucky Luke. Fomos muito bem recebidos pelos donos e ficámos a conhecer o Mário, filho do Sr Abílio. Acabámos por ficar lá um bom bocado a comer, beber minis, contar e especialmente ouvir as histórias do Mário, que são de chorar a rir! Estávamos já de partida do Lucky Luke quando eis que o Sr Abílio aparece, lentamente, agarrado à sua bengala. Mais umas fotos rápidas e regresso à linha!
No Cachão, o Alves, teve que partir de Metro até Mirandela, para garantir que chegava a horas ao trabalho na segunda-feira. Ficámos os restantes para devorar o restinho de travessas que nos separava de Mirandela.
A ideia inicial era pernoitar a 4 km de Mirandela, na estação de Latadas, e retomar na segunda-feira. Mas nem sinal das ruínas da estação, nem de um local aprazível junto ao rio para montarmos bivaque. A opção foi continuar até Mirandela. O que a mim, pessoalmente, custou bastante, devido ao muito cansaço acumulado. Lá nos conseguimos arrastar até ao km 54.
Não aconselho a fazer o percurso integral em 3 dias como nós, porque já é difícil andar com aquele passito de travessa em travessa, ainda pior com a casa às costas.

Travessas: 150 a cada 100 metros, 1500 a cada km e em 54km são 81000.
Cada um gastou cerca de €15 em alimentação.
Transportes ida e volta €42.
1º dia 7,6km
2º dia 21,7km
3º dia 24,8km

Primeiro quero agradecer a todos os elementos que alinharam neste empreendimento que há muito queria fazer, ao blog "A linha é Tua", pelas valiosas informações que disponibiliza, e especialmente ao documentário "Pare Escute e Olhe" que nos impulsionou e nos ajudou a perceber o valor da zona que visitá-mos.

Os elementos do grupo: B. Fernandes (eu), Alves, A. Fernandes, André, Barata, Gomes e Henrique.

Nota: Agradeço a B. Fernandes (e todos os que o acompanharam) por partilharem neste blogue a sua aventura na Linha do Tua.
Aníbal Gonçalves

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Publicada por Xo_oX em A Linha é Tua a 6/09/2011 08:00:00 AM

quarta-feira, 8 de junho de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Cabeço - Ascenção do Senhor

No Cabeço, em Vilas Boas, celebram-se várias festas ao longo do ano. A mais importante, a que mais gente chama ao Santuário de Nossa Senhora da Assunção é a festa realizada a 15 de Agosto, mas há outras que também são marcantes e dignas de serem referenciadas.
No dia 5 de Junho a igreja Católica celebrou a Ascensão do Senhor. Esta festa religiosa leva ao santuário centenas de crentes vindos de distintos pontos do concelho e de concelhos limítrofes. Esta festa tem uma característica que a liga a este blogue, muitos dos crentes deslocam-se para o santuário a pé, em peregrinação.
Esta foi razão suficiente para a caminhada habitual de Domingo, da série "Peregrinações" fosse programada para o Santuário, em Vilas Boas.
Foram muitos os que connosco se cruzaram pelos caminhos; vindos de Vila Flor, Samões, Candoso, Freixiel ou Vieiro. A pé, ou de bicicleta, foram vários os meios, mas o destino foi o mesmo.
Este encontro, no alto de um monte, tem algum paralelismo com a festa celebrada. Há milhares de anos atrás, Jesus Cristo, ressuscitado, encontrou-se com os discípulos no alto do um monte, na Galileia.
Não chegámos a tempo de seguir o programa, chegando ao capela perto do meio dia, quando já a procissão Via lucis fazia o percurso descendente em direcção à base do santuário onde se celebrou a Eucaristia.
Fizemos também a pé o percurso de regresso a casa, a hora aceitável para o almoço.
Pela tarde abateu-se sobre Vila Flor ( e também Vilas Boas) um forte temporal, com chuva abundante e trovões, como é pouco habitual, mas que começa a ser frequente nesta Primavera.
Para mim foi uma realização, uma vez que, há 4 anos que planeava integrar-me  nesta peregrinação ao Cabeço.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 6/08/2011 08:30:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Cerejas

Este ano está a ser um ano excecionalmente bom para a produção de cereja. Em todo o concelho, foi no Amedo onde fui encontrar mais e mais atraentes exemplares para fotografar( e não só).

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 6/08/2011 08:00:00 AM

terça-feira, 7 de junho de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Ao Povo Transmontano


Sabes fazer amigos, que amigo és Tu,
Já que em teu peito reina a Forja do Bem;
Que abraço verdadeiro, fraterno e nu,
Só nasce no coração de quem o tem!...
Não o abraço protocolar do momento,
Ou a conveniência da ocasião;. . .
Mas o forte e profundo sentimento
Que, à força do Bem, pões força e razão!
E, já das lavas do reino de Vulcano,
São tuas mágoas de benção e de amor,
- Grinaldas, elmo do Povo Transmontano.
Assim nasceste e assim viverás!
Alma em fogo, o teu peito de granito,
Transmontano irmão, tudo vencerás;
Teu corpo é dor, tua alma infinito.
Luta até ao último adeus, - à morte, -
No frio ardente do gelo da sorte!...

Linhares, 1 de Abril 1993

Poema de Morais Fernandes, natural de Linhares, retirado do livro "Fogo e Lágrimas 2 - Poemas", editado em 1997, editado pela Coimbra Editora, Limitada.
Fotografia: Rio Tua visto do termo de Parambos.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 6/07/2011 10:00:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Voz dos sinos

Como pastor atento dum rebanho
De mansas ovelhinhas, bom pastor,
Ergue-se a igreja matriz, dum tamanho
Que sobrepuja tudo ao seu redor,

Ali, na pia baptismal, um banho
Tomou a nossa alma, redentor;
E no sacrário brilha o Santo Lenho
E a Eucaristia, a dar-Se por amor.

Torres bem altas, azulejos finos,
Coruchéus e pilar's monumentais,
O templo é sentinela e oração

A tansmitir a'Deus pla voz dos sinos,
No repique festivo ou nos sinais,
As vibrações o nosso coração.

Soneto retirado do livro "Versos – Vila Flor", impresso em Novembro de 1966, da autoria do Dr. Luís Manuel Cabral Adão.
Ouros poemas de Cabral Adão: Árvore em flor, Trovoada, Carícia real e Modelação

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Vila Flor a 6/07/2011 08:29:00 AM

[À Descoberta de Miranda do Douro] II Festa das Aves

A AEPGA (Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino) juntamente com a PALOMBAR (Associação de Proprietários de Pombais Tradicionais do Nordeste) e o Laboratório de Ecologia Aplicada (LEA) da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) vêm por este meio convidá-lo a participar na II Edição da FESTA DAS AVES, que terá lugar na aldeia de Vila Chã de Braciosa, no concelho de Miranda do Douro, nos dias 10, 11 e 12 de Junho de 2011.

A FESTA DAS AVES foi delineada com o intuito de promover a valorização da natureza através das aves.

Um dos objectivos do evento é também chamar a atenção para os recursos ornitológicos existentes em Portugal, particularmente, para a zona rupícola do PNDI (paisagem dominada pelas escarpas do vale do rio Douro) considerada como uma das melhores áreas do País para a observação de aves de rapina, tendo todas as condições para apostar neste segmento do Turismo de Natureza, se apostar num modelo sustentável de turismo, sensibilizando para a preservação da natureza, pela via do conhecimento e interpretação múltipla do que nos rodeia bem como em serviços qualificados.

Ao longo do fim-de-semana, ocorrerão inúmeras actividades que incluem, passeios na natureza, tertúlias, mostra de filmes, eventos artísticos, actividades para crianças (manualidades como oficinas de construção de caixas-ninho), exposições de fotografia, entre outras. Após as explicações teóricas que decorrerão ao longo do fim-de-semana realizar-se-ão as caminhadas na natureza para observação e identificação de aves, pelas imediações da aldeia de Vila Chã da Braciosa, o­nde os participantes poderão observar na prática os temas abordados. Munidos de binóculos e telescópios, colaboradores com experiência em observação de aves vão encher de cor e brilho os olhos de todos os visitantes que terão, a partir deste fim-de-semana, mais razões para contribuir para a conservação e preservação da natureza .

Caso necessitem de mais informações sobre este evento, poderão contactar-nos através do e-mail burranco@gmail.com ou dos telefones 966151131/92 5790396.

INSCRIÇÕES: http://www.aepga.pt/portal/PT/111/EID/118/DETID/9/default.aspx


REPORTAGEM DA I FESTA DAS AVES, realizada em Vila Chã, em 2010.

Mais informações AQUI


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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Miranda do Douro a 6/07/2011 08:00:00 AM

segunda-feira, 6 de junho de 2011

[À Descoberta de Miranda do Douro] Ronda das Adegas, em Atenor

A Aldeia de Atenor realizou a Ronda das Adegas, nos dias 27 e 28 de Maio. Foi no dia 28 que tive oportunidade de me deslocar a Atenor para participar da dita ronda. Já há alguns anos que não visitava esta aldeia e, mesmo sem saber bem em que consistiria a dita Ronda das Adegas seria para mim um prazer percorrer de novo as ruas Atenor.
Quando cheguei, pouco depois do almoço, o movimento ainda era pouco. Apenas na antiga escola primária, transformada em bar e sede da Associação havia um grupo de pessoas.
Tomei um café e fui fazer uma visita ao simpáticos burros que ali passam grande parte do ano em completo repouso.
Quando voltei, já se notava a festa. Um grupo de gaiteiros animava a rua, trazendo aquele ar festivo que só a gaita de foles sabe dar.
Entrei na primeira porta que via aberta. Tratava-se de um perfeito museu rural com tudo que existia (e em parte ainda existe) numa casa do planalto mirandês. Demorei imenso tempo a apreciar alfaias agrícolas, a cozinha e o curral. Tratava-se da casa do Tiu Pedro. Aqui havia oficinas de fabrico de sabão e queijo.

A segunda paragem foi na oficina do pão, no forno da Ti Laurentina. Cheguei mesmo a tempo de ver sair uma fornada, e que bem que eles cheiravam.
A paragem seguinte foi numa adega... sim daquelas onde há vinho. Com bom vinho, queijo, azeitonas, chouriço, pimentos em vinagre e pão, a coisa prometia. Foram chegando pessoas conhecidas e a conversa animou. Bebi alguns copos (tive de comprar a caneca)e recordei com os presentes alguns dos lugares por onde já vivi e trabalhei no passado. É interessante como as adegas são bons locais para conversar. Não quero mentir, mas não sei se foi na Adega do Tiu Mário se na adega do Tiu Marina (ou se estive nas duas).
E foi na adega que passei a maior parte da tarde.
Mais tarde continuei o passeio por junto da igreja. Havia jogos tradicionais e tascas representantes de grupos musicais. Também sou grande apreciador da música mirandesa e aproveitei para comprar mais um CD, "La Caramontaína", do grupo Reberdegar.
Ainda tive tempo para entrar no curral onde se encontravam os animais para os passeios. Também aí havia uma exposição fotográfica sobre a "Mulher Rural".
Para terminar chegou um grupo de praticantes de paramotor (parapente com motor) que emprestaram um colorido interessante aos céus da aldeia.
Do programa ainda constavam mais actividades e nem sequer visitei todas as tascas e adegas, mas o tempo passou rapidamente.
Está de parabéns a organização deste evento e todos os que nele se envolveram. Dá gosto ver as aldeias animadas, sem complexos de mostrar o tradicional inovando, chamando gerações mais novas que acabam por se apaixonar pelo planalto e pelo seu estilo próprio de viver.
Espero voltar a Atenor, em próximas realizações deste evento.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Miranda do Douro a 6/05/2011 08:30:00 AM

[À Descoberta de Mogadouro] Caminhada à Barca / Brunhoso

No dia 29 de Maio passado realizou-se em Brunhoso uma caminhada, tendo como destino o Rio Sabor, no lugar da Barca. Esta iniciativa inseriu-se no programa de caminhadas de fim de mês, organizadas pelo Ginásio Municipal, desta vez no termo da freguesia de Brunhoso e com a colaboração da Junta desta freguesia.
Este tipo de actividade já não são novidade em Brunhoso, mas, desta vez, contou com a organização de uma instituição externa, de âmbito concelhio, que chamou participantes de variadas origens, ultrapassando mesmo as fronteiras do concelho. O próprio Presidente da autarquia fez questão de realizar este bonito percurso pedestre.
A caminhada teve início às 9:30, junto à sede da Junta de Freguesia, com mais de uma centena de participantes. Pela frente perto de 8 km, na totalidade por caminhos vicinais desde os quase 700 metros de altitude até aos 200 metros, junto ao rio Sabor. Tratava-se, portanto, de um percurso quase na integra em descida, com as paisagens mais agrestes e mais bonitas da freguesia.
 O percurso tinha um traçado paralelo à ribeira de Juncaínhos, a meia encosta, por entre frondosos sobreiros e alguns olivais. Apesar da força da floração primaveril já ter passado, não faltam flores de várias cores para darem mais colorido e perfume à caminhada.
Quando se passou sobre a ribeira de Juncaínhos houve algumas centenas de metros de íngreme subida, mas valeu a pena. Do alto da fraga do Poio tem-se uma visão magnífica em direcção ao Sabor. Avista-se o Cachão, o Picão, a Barca e terras de outras freguesias como Paradela, Vilar Chão, Castro Vicente e Remondes. Para muitas pessoas esta foi a primeira vez que tiveram esta visão, e será a última, uma vez que esta paisagem está prestes a ser destruída.
A Junta de Freguesia de Brunhoso, com o apoio de alguns emigrantes no Brasil, melhorou os acessos à fraga e construiu um miradouro, que permite usufruir desta visão magnífica sem grande esforço e com alguma segurança.
Neste local foi fornecida água e fruta, aos participantes da caminhada.
Os últimos quilómetros foram feitos em descida acentuada até ao lugar da Barca. Tal como o nome indica, deve aqui ter existido uma barca, possivelmente muito utilizada no Inverno, uma vez que há em redor muitos olivais. São ainda visíveis no leito do rio as estruturas de um açude, mas já nada resta do antigo moinho.
Além de uma pequena praia com areia, e um bom local para banhos, rapidamente aproveitadas pelos mais novos e afoitos, há, a poucos metros, um enorme sobreiro que já emprestou a sua sombra para eventos semelhantes. Sob a sua copa foram montadas as mesas para servirem a refeição que a Junta de freguesia ofereceu a todos os participantes. Arroz, frango e barriga de porco assada foram algumas das opções servidas.
O regresse à aldeia fez-se em carrinhas todo-o-terreno, mas não sem antes fazerem uma visita às prospeções arqueológicas feitas no meio do olival. Nas covas abertas são bem visíveis restos de construções e muita cerâmica, sobretudo tégulas, aparecendo algumas quase inteiras! São vestígios romanos ou um pouco posteriores, mas que poucos sabiam da sua existência.
Estão de parabéns a Câmara Municipal pela iniciativa da realização destes eventos, a Junta de Freguesia de Brunhoso pelo apoio prestado e todos os participantes por aderiram a esta forma desportiva, ecológica e divertida de passar o dia.

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Mogadouro a 6/05/2011 06:00:00 PM

domingo, 5 de junho de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] No Amedo (03)

Grupo de senhoras junto à capela de S. Martinho, no Amedo. A fotografia foi tirada no dia 03 de Junho, em mais uma visita que fiz à freguesia. Em breve colocarei mais fotografias,

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Publicada por Xo_oX em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 6/05/2011 09:30:00 AM