segunda-feira, 8 de outubro de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Flor do Mês - Setembro de 2012

A borragem (Borago officinalis) é uma planta sobejamente conhecida, que desperta à atenção de quem por ela passe, quer pelo belo colorido das suas flores, quer pela quantidade de pelos que existem nas suas folhas. As flores são grandes, pediceladas, pendentes, azuis com escamas brancas e anteras violáceo-escuras. A floração ocorre de Janeiro a Outubro.
É frequente na proximidade das hortas, nos caminhos, nas encostas onde foram despejados restos de limpeza de quintais e entulho, sendo uma planta de crescimento fácil mesmo em terrenos pouco propícios.
É uma planta tipicamente mediterrânica mas as suas qualidades como planta medicinal fizeram com que se espalhasse pelo mundo.
As suas qualidades já eram conhecidas alguns séculos antes de Cristo, sendo muito utilizada pelos romanos. Era apreciada por fazer bem ao corpo, mas também ao espírito, espantando a melancolia e tornando as pessoas mais felizes.
Durante a idade média foi usada na alimentação e é possível que em Trás-os-Montes alguns ainda a conheçam como planta comestível, apesar do aspeto pouco atrativo das suas folhas. À exceção das raízes, toda a planta é utilizada tendo propriedades emolientes, sudoríferas e diuréticas, úteis no tratamento de sintomas relacionados com gripe, bronquite, infeções das vias urinárias, herpes e sarampo, entre outros. É usado o óleo, extraído das sementes e das folhas faz-se chá.
Ultimamente foram descobertas algumas propriedades que aconselham algum cuidado na utilização intensiva da borragem como planta medicinal, principalmente por grávidas.
As fotografias foram tiradas em Candoso, durante o mês de Setembro, mas a borragem é muito abundante nas hortas em redor das aldeias das do concelho.

Outras flores do mês


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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 10/08/2012 10:34:00 p.m.

[À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta] Capela de Santa Cruz

Capela de Santa Cruz, em Ligares.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta a 10/08/2012 12:51:00 a.m.

[À Descoberta de Vimioso] Capela de São Bartolomeu

Templo também conhecido pelo nome de Capela de Santo Cristo e situado na rua de Santo Cristo.
A sua elevação data século XVIII, em 1776, de inspiração de sentimentos piedosos, foi mandado elevar por Jerónimo Morais de Castro (abade de Caçarelhos), com as esmolas deste santo, tal como se pode ler na legenda colocada no portal:         
"ESTA CAPELLA A MANDOU FAZER O ABBADE JERONIMO DE MORAES CASTRO COM AJUDA DAS ESMOLAS DOS   DEVOTOS   DO   APOSTOLO  SAM BARTOLOMEU ANNO 1776 ".
Esta Capela tem nas entradas dois portais em cantaria trabalhada, no seu interior podemos admirar o retábulo do altar-mor, pautado de uma mistura de estilos (Rocaille com Joanino), contrastando entre si o jogo de colunas salomónicas (Joaninas) com as colunas marmóreas (Rocaille).
No interior do retábulo, encontram-se duas colunas de fuste liso, uma de cada lado do camarim, estando, ao centro, a escultura de Cristo pregado na cruz, escultura ladeada à direita, pela imagem de Nossa Senhora das Dores e, à esquerda, pela imagem de São Bartolomeu.

Fonte do texto: Caçarelhos

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vimioso a 10/07/2012 04:39:00 p.m.

[À Descoberta de Torre de Moncorvo] Carviçais

Casas em Carviçais.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Torre de Moncorvo a 10/08/2012 12:33:00 a.m.

domingo, 7 de outubro de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] À Descoberta de Belver (3/3)

Continuação de : À Descoberta de Belver 2/3
A capela foi construída aproveitando a existência de um cruzeiro em pedra com duas imagens, nas costas uma da outra, Santo Cristo da Agonia e Nª Sª do Amparo. O altar, ou melhor os altares, de costas um para o outro foram construídos mantendo as imagens em pedra no centro da talha em madeira, estando situados, mais ou menos, no meio da capela. Como tem duas portas de entrada e dois altares, pode dizer-se que é uma capela dupla, onde dois padres podem celebrar ao mesmo tempo, sem se verem. O fuste do cruzeiro e as imagens estão completamente pintados, não se notando, à primeira vista, a separação entre a pedra e a talha dos altares. O cruzeiro é muito mais antigo de que a capela, não se sabendo ao certo a sua origem. Ainda há pouco tempo vi um semelhante em Alcanices.
Esta capela foi atingida por um relâmpago em maio de 2011. O poder destrutivo começou na cruz cimeira, seguiu pela instalação elétrica, espalhou-se pelos altares fazendo saltar faíscas por todos os lados. As toalhas brancas dos ficaram com buracos causados pelo fogo. Foi recuperada, sendo mínimos os vestígios desse acidente. A cruz foi substituída, porque se partiu quando caiu ao chão. O interior foi restaurado e pintado. Também nas casas vizinhas o susto foi enorme causando estragos nos eletrodomésticos.
A capela é usada é usada como casa mortuária. A população é pouca e o espaço suficiente e aconchegado.
Há mais uma curiosidade nesta capela – a Pedra da Morte. O nome é sugestivo, mas a sua origem não é muito clara. A pedra tem quase um metro de altura e uma forma que se assemelha à base de um pilar. Seria a base do cruzeiro? É pouco provável. Apresenta em relevo uma figura humana, o próprio diabo, dizem. Há quem distinga nela os chifres e o rabo, que parte de um lado, e contorna toda a pedra. O que é garantido é que ela se encontrava no exterior da capela. Apenas foi colocada no interior com receio de que fosse roubada. Também é verdade que, em tempos idos, os rapazes mediam forças, uns com os outros, transportando a pedra às contas em voltas à capela.
Está referenciada também uma ermida, dedicada a S. Martinho, a um quarto de légua da igreja, mas desconheço a sua localização
A igreja matriz está próxima. Este templo deve ter sido construído no séc. XVI e reformulado mais tarde. Cristiano Morais diz que foi ampliada em 1775. Exteriormente é de linhas simples, constituída por uma planta longitudinal, composta por nave única e capela-mor. Apresenta uma torre sineira na fachada, dupla e central. Os pináculos, quer na igreja, quer na sacristia lateral, são singelos. No interior o retábulo que cobre o arco triunfal de volta perfeita e que integra os altares colaterais maneiristas, não é contemporâneo do da capela-mor. Este último foi restaurando há menos tempo, mas um pouco de atenção nos motivos evidenciam diferenças, para além do facto de um estar restaurado e do outro necessitar de restauro. Gosto mais do rendilhado do retábulo da nave.
No teto estão pintados os quatro evangelistas, os doze apóstolos e Nª Sª das Dores.
 Desde a última vez que estive na igreja houve algumas alterações. O ambão mudou de lado. A imagem de Nª Sª das Neves também mudou de posição. Em 2008 estava do lado do Evangelho e atualmente encontra-se do lado da Epístola. Tal mudança parece dever-se à existência de uma outra imagem, a de Nossa Senhora de Fátima, do lado do Evangelho. Qualquer pessoa que entre na igreja vai procurar a imagem do padroeiro/a na lugar em que se encontra hoje S. Pedro! Já em 1758 S. Pedro, com uma irmandade na paróquia e N.ª Sª das Neves, partilhavam o altar da capela-mor, mas a imagem da virgem com o Memino seria a que se encontra hoje na nave principal da igreja, que é muito vistosa. Esta imagem estava em 2008 num altar lateral, que foi entretanto desmontado e removido!
 Há mais imagens na igreja, mas a de Stª Ana e a de Nª Sª da Conceição merecem algum destaque.
Abandonado o adro da igreja e caminhando mais algumas centenas de metros em direção a Fontelonga, encontra-se o ribeiro do Moinho. Nele existem tanques para lavar roupa, mesmo no leito do ribeiro, junto ao antigo moinho. Deixa-se a estrada, à esquerda e caminha-se um pouco ao longo do ribeiro até atingir o moinho. Está prevista a sua recuperação por parte da Liga dos Amigos de Belver, mas não está minimamente preparado para ser visitado. Andei em volta e não consegui descobrir a porta! Com pena minha, abandonei o local.
 De novo na estrada, se o tempo disponível for suficiente e a vontade de caminhar for muita, pode seguir-se em direção ao bairro das Carvalhas e daí para a fraga das ferraduras. Este sítio de arte rupestre fica a aproximadamente 2 km de distância. Uma vez que se situa a poucos metros de distância da estrada que segue para a Piscina Municipal e barragem da Fontelonga é possível aceder-lhe facilmente em automóvel.
De regresso ao largo da Praça, falta uma última paragem, na fonte da Romana. Fica na canelha da Figueira, a curta distância da capela do Santo Cristo. Trata-se de uma fonte de mergulho, parcialmente abatida, mas que ainda têm água que é usada para regar algumas hortas em volta. Seria muito bom que se procedesse à preservação desta estrutura, bem bonita e que deve trazer boas recordações às pessoas mais idosas.
Termina assim o passeio À Descoberta de Belver. A aldeia apresenta um bom conjunto de pontos de interesse para ser visitada, com casas tradicionais, fontes e algum património religioso. O principal problema de Belver, é, sem dúvida, a falta de gente que utilize os espaços, que cuide deles, para que seja mais agradável viver neles e visita-los.
O encontro da Liga dos Amigos de Belver está marcado para agosto. Estive presente 2008 e posso garantir que os belverenses são exemplares no bem receber (bem à maneira transmontana). Até lá…

Artigo publicado do jornal O Pombal, em Julho de 2012

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 10/07/2012 07:03:00 p.m.

[À Descoberta de Vila Flor] Freguesia Mistério 63

 A Freguesia Mistério do mês de Agosto foi uma das mais "difíceis"  de sempre! Tratava-se de saber em que freguesia se encontrava determinada sinalética. Não teria escolhido a fotografia se não encontrasse nela algo invulgar, muito pouco frequente em Trás-os-Montes, onde todos os visitantes se queixam com falta de informação. Também não seria de admirar se as placas sinalizadoras estivessem em Vila Flor, invadida por obras de arte semelhantes trazidas pelas novas vias de acesso. O curioso da situação é que as placas se encontram numa aldeia, que, penso eu, terá muito pouco trânsito e onde os visitantes e residentes têm muito poucas hipóteses de se perderem.
Em que freguesia do concelho de Vila Flor pode pode ser encontrada sinalética? Vejamos as respostas, 17 no total.
Benlhevai (2) 12%
Carvalho de Egas (1) 6%
Lodões (1) 6%
Samões (1) 6%
Santa Comba de Vilariça (2) 12%
Trindade (1) 6%
Vale Frechoso (2) 12%
Vila Flor (5) 29%
Vilas Boas (2) 12%
Como vemos Vila Flor recebem 29% dos palpites, mas não se trata da resposta certa. A sinalética apresentada nas fotografias está na aldeia de Vale Frechoso, bem perto da igreja Matriz.
A avenida da Igreja é também a estrada Municipal 603 que faz a ligação a Santa Comba da Vilariça. A rua que parte em direção ao centro da aldeia não sei se também é a Francisco António Pereira.
Esta preocupação em sinalizar todos os espaços públicos da aldeia, até com algum exagero, é também notória nos números das casas, havendo portas com várias placas com o mesmo número.
A existência do Ecoponto e de várias placas para o não vazamento de lixo é um aspeto bastante positivo, é pena é que a fossa dos esgotos contamine com frequência as águas da ribeira (problema comum a muitas freguesias do concelho).
O desafio do mês de Setembro voltou-se (de novo) para o sagrado. É o interior de uma capela onde estive muito poucas vezes. Numa das aldeias mais distantes da sede de concelho.
Em que freguesia podemos encontrar a capela com este altar?
As respostas já foram dadas, em breve voltaremos ao assunto.
Já está no "ar" o desafio para Outubro. Trata-se de uma fonte de mergulho muito pouco conhecida da maioria das pessoas, até dos habitantes da própria aldeia. Onde se situa? Os palpites podem ser deixados na margem direita do blogue na Freguesia Mistério nº64. --
Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 10/07/2012 05:21:00 p.m.

[A Linha é Tua] A Linha do Tua


Desconheço o autor da montagem. Algumas fotografias são de minha autoria.

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Publicada por Blogger em A Linha é Tua a 10/07/2012 03:15:00 p.m.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

[À Descoberta de Vimioso] Pelourinho de Vimioso

A localidade de Vimioso é de muito remota origem, sendo já nomeado nas Inquirições de 1258, ordenadas por D. Afonso III. No entanto, recebeu foral e foi constituído Concelho apenas em 1516, por mercê do rei D. Manuel I, data a partir da qual se terá erguido o pelourinho. No ano anterior, o mesmo monarca havia criado o título de Conde de Vimioso a favor de D. Francisco de Portugal, filho de D. Afonso de Portugal, bispo de Évora, pelo que o foral do Vimioso permanece ligado à figura senhorial do 1º conde.
Trata-se de um monumento de feição muito rústica, denunciando mesmo um cariz arcaico que é típico de tantos outros pelourinhos da região. A picota ergue-se sobre um soco de quatro degraus quadrangulares, dos quais apenas três estão visíveis. A coluna é oitavada, assentando directamente sobre o soco, embora o troço inferior seja talhado de forma a simular um coxim cúbico. O fuste é constituído por quatro blocos de tamanho idêntico, ligados por argamassa visível. A meio do fuste existiria um brasão em pedra, de que se conservam registos (MAGALHÃES, F. Perfeito de, 1991, p. 66), bem como alguns vestígios no terceiro bloco. Este brasão, sem que seja possível garanti-lo, exibia provavelmente as armas dos Condes do Vimioso.
Sobre o fuste destaca-se o capitel, composto por um ábaco circular, de onde irradiam quatro braços curtos em cruz, ornamentados com pequenos botões esféricos nos topos arredondados. O remate é em pirâmide cónica, truncada, ornada com botões esféricos e uma sequência de hastes em H.
Este pelourinho foi deslocado para a implantação actual em 1958, ano no qual ocorreu igualmente o seu derrube acidental, durante uma festividade. É plausível que o brasão se tenha partido nesta altura.
Para melhor contextualização do Pelourinho de Vimioso, vejam-se, entre outros exemplares bragantinos, os Pelourinhos de Mogadouro e Bemposta, muito semelhantes.

Fonte do Texto: IGESPAR

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vimioso a 10/03/2012 03:45:00 p.m.

[À Descoberta de Vimioso] Museu Etnográfico

O Museu Etnográfico encontra-se instalado na Casa da Cultura de Vimioso. Tem uma exposição permanente de artesanato local, escrinhos, cobre, tecelagem, rendas, bordados e cestaria.
Nesta fotografia são visíveis muitos objetos que faziam parte da cozinha tradicional transmontana.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vimioso a 10/02/2012 06:15:00 p.m.

[À Descoberta de Torre de Moncorvo] Praça Francisco António Meireles


Praça Francisco António Meireles com Chafariz Filipino
Chafariz filipino datado de 1636, tendo sido desmontado no século XIX, restando apenas a taça e a base. Mais tarde, foi reconstituído e reposto na Praça Francisco Meireles.
Ao fundo o edifício do tribunal.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Torre de Moncorvo a 10/03/2012 02:01:00 a.m.

[À Descoberta de Vila Flor] Rancho de Vila Flor

REFRÃO
Rancho da vila, somos airosas,
Somos rainhas, não há igual,
Somos mais jovem e mais formosas,
Somos rainhas de Portugal.

I
Quando nossas bocas cantam
Nossas tão lindas canções
Há rouxinóis nas gargantas
Guitarras nos corações


REFRÃO

II
Ó Vila For ó vila
Dás de beber a quem passa
Tens a fonte no caminho
E o chafariz na praça

REFRÃO

III
Ó Vila Flor ó vila
Rodeada de olivais
No cimo tens varandinhas
Onde padecem meus ais

REFRÃO

IV
Vila Flor és um encanto
Onde meus olhos abri
E mal na serra os pregai
Logo uma graça colhi

REFRÃO


V
Ó Vila Flor ó vila
Província de Trás-os-Montes
No dia que te não vejo
Meus olhos são duas fontes

REFRÃO

VI
Adeus adeus Vila Flor
As costas te eu vou virando
Minha boca se vai rindo
Meu coração vai chorando

REFRÃO

A canção é do Rancho de Vila Flor.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 10/03/2012 01:41:00 a.m.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

[À Descoberta de Vimioso] Torre de Atalaia

 Trata-se de uma torre de observação de planta circular, que controlava as fronteiras com o reino de Leão e que se inseria no sistema defensivo do Castelo de Vimioso. A estrutura, de cerca de 6 m de altura, é constituída por xisto argamassado com barro. A norte da Atalaia existe um afloramento granítico onde se adossa a torre. A rodear a edificação encontra-se um fosso, talvez da época romana.

Acesso: Está implantada a este da vila de Vimioso, num cabeço com cerca de 600 m de altitude. Nas imediações existe uma escola primária e um bairro camarário.

Protecção: Imóvel de Interesse Público, Dec. nº 40 361, DG 228 de 20 Outubro 1955.

Fonte do texto: Carlos Pinheiro © 2000

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vimioso a 10/01/2012 02:31:00 p.m.