quinta-feira, 31 de maio de 2012

quarta-feira, 30 de maio de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] O moinho de vento, em Carrazeda de Ansiães

O moinho de vento, em Carrazeda de Ansiães, há muito que "vigia" quem entra na vila, da sua posição altaneira. A idade deu-lhe estatuto que estendeu às casas em redor, o Bairro do Moinho do Vento. Eu sempre o conheci assim e lembro-me de lhe ter feito uma "visita de estudo" num dos anos seguintes à revolução dos cravos, era ainda criança. A sua ruína talvez até nem seja muito antiga, uma vez que muitas pessoas ainda dele têm memória.
Foi pertença do Dr. Orlando e, posteriormente adquirido pela Câmara Municipal. Mesmo em tempo de crise, houve vontade e coragem para a sua recuperação. As obras estão praticamente concluídas, faltando apenas as velas.
Esta fotografia foi ficando aqui esquecida no computador, mas, quando no domingo passado visitei o interior do moinho, pude verificar que está operacional, falta apenas captar a energia para fazer rodar toda a engrenagem.  Só no domingo teve mais de 200 visitantes, foi, portanto, uma abertura em grande.
Há ruínas de outro moinho de vento em Mogo de Malta e, ao contrário do que se diz por aí, no alto do castelo, em Vilarinho da Castanheira também ainda conserva a estrutura de um antigo moinho de vento. Nas terras vizinhas, apenas conheço estruturas semelhantes na Lousa, concelho de Torre de Moncorvo.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 5/30/2012 10:00:00 PM

[À Descoberta de Vila Flor] Freguesia Mistério n.59

No mês de abril decorreu o desafio Freguesia Mistério n.º 58. Em tempo de quaresma escolhi um motivo adequado representado por um cruzeiro, ricamente ilustrado com Cristo crucificado. Até a cor envolvente é pascal com as delicadas flores de glicínia ajudando a dar ambiente.
Participaram neste desafio 11 pessoas. Os seus palpites ficaram distribuídos desta forma:
Carvalho de Egas (1) 9%
Lodões (1) 9%
Samões (5) 45% 
Vale Frechoso (1) 9%
Valtorno (2) 18%
Vilarinho das Azenhas (1) 9%
 Uma obra assim chama à atenção e não há muito semelhantes pelo concelho. Há um igualmente bonito, em Valtorno, que foi o motivo para a Freguesia Mistério n.º 39.  Este que constra na fotografia do desafio de abril pode ser admirado em Samões e é conhecido pelo nome de Cruzeiro do Senhor dos Aflitos. Está situado muito próximo da igreja matriz e também do cemitério, precisamente na Rua do Cruzeiro, nas traseiras da sede da Junta de  Freguesia. É visível e de fácil acesso da EN 21, bastando estar com atenção.
É um cruzeiro em granito, pintado e decorado com vários motivos todos eles relacionados com a morte de Cristo. Na face frontal apresenta o próprio Cristo e a seus pés a imagem de Nossa Senhora das Dores. Espalhados pela cruz há desenhos de objetos relacionados com a crucificação: escadas, martelos, turquês, etc. As pinturas são recentes e bem marcadas.
O desafio para o mês de maio já está a decorrer a algum tempo! O que se pretende é desvendar a freguesia em que podem ser encontradas duas rochas das quais uma é apresentada na fotografia. Não se trata de duas rochas "anónimas" mas rochas com "história", muitas vezes referenciadas em lendas e descrições de curiosidades sobre o concelho. Eu também já falei delas, várias vezes, no blogue. Estou em crer que as fotografias que apresentei na altura não estariam 100% certas, mas esse é o enigma que eu próprio tenho que desvendar.
Não custa nada, apresentem os vossos palpites.

Freguesia Mistério 59

Em que freguesia do concelho de Vila Flor pode ser encontrado este rochedo?







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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/30/2012 08:00:00 AM

segunda-feira, 28 de maio de 2012

[À Descoberta de Alfândega da Fé] III Maratona - Alfandega da Fé - 10 de Junho 2012


Programa:
Domingo, 10 de Junho:

7:30 - Abertura do Secretariado (Mercado Municipal);
8.30 - Concentração (Mercado Municipal);
8.40 – Breefing;
9.00 - Partida Oficial da II Maratona;
12.00 - Chegada prevista dos primeiros atletas a cumprirem a Meia-Maratona;
13.00 - Chegada prevista dos primeiros atletas a cumprirem a Maratona;
13.00 - Banhos (Bombeiros Voluntários de Alfândega da Fé);
14.00 - Almoço (Recinto da Ferira da Cereja).

nota: os pagamentos poderão ser efetuado no secretariado no dia da atividade.
Informações e Inscrições em: http://bttalfandegadafe.blogspot.com/

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Alfândega da Fé a 5/28/2012 08:18:00 AM

domingo, 27 de maio de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Ribeirinha, estação

Edifício da estação da Ribeirinha, um dos poucos espaços da Linha do Tua que ainda se encontra com vida.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/27/2012 09:00:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Rua Sra dos Aflitos

Já há bastante tempo que a entrada em Carrazeda de Ansiães anda em obras. Recentemente as coisas melhoraram e já se fazem os arranjos finais.
Também a rua Sra dos Aflitos, que muitos desconhecerão, foi melhorada e, posso afirmar, que está fantástica. Saindo da Fonte das Sereias em direção às últimas casas do fundo da vila (não seguindo a rua Sacadura Cabral, que indica direção Vila Flor, mas seguindo à direita, entra-se na rua Nossa Senhora dos Aflitos). Penso que deve esse nome à existência de um nicho antigo (recuperado, mas com muito mau gosto). Esta saída da vila já existia, mas o piso deixava muito a desejar. Com as obras mais recentes, além de um novo piso, há lugares de estacionamento e foram plantadas árvores, criando um espaço muito airoso e agradável.
Essa rua vai dar à Luís de Camões à entrada de Carrazeda, por baixo do Moinho de vento (que espero visitar ainda hoje).

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 5/27/2012 08:00:00 AM

sábado, 26 de maio de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Igreja Matriz de Vila Flor

Estilo renascentista. Data dos princípios de 1700.
É um dos mais belos Monumentos de Trás-os-Montes, considerada uma das melhores construções do seu género, sumptuosa e de elegante frontaria, sendo classificada como a terceira do Distrito de Bragança.
Em torno do edifício as paredes são apoiadas por fortes gigantes.
Tem duas elegantes torres, de 25 metros cada, a do norte com dois sinos , o maior pesando 25 arrobas (430 kg), colocado em 16-XI-1914 e a do sul possui um belo relógio de horas, adquirido em 1895, pela Câmara, custando 23 205 Reis.
 
Interiormente não desmerece se Sumptuosidade exterior. Tem 42 m de Comprimento, 14 m de largura e 15 m de altura. Tem seis altares, dois deles com belos retábulos, que foram do convento de Falperra, Braga, uma rica capela que era dos Condes de Sampayo (donatários de Vila Flor) com brasão.
Tem rico tecto em castanho apainelado e belas imagens de madeira, assim como paramentos, de muita valia, como se vê da cópia do Cadastro, feito em 1940 existente no Arquivo do Museu Municipal.
O painel do Altar-Mor a óleo, é de autoria do Pintor Vilaflorense Manuel de Moura, feito em 1880.

Texto de Raul de Sá Correia, escrito por solicitação do Presidente da Câmara, para ser enviado à Direcção-Geral de Educação Permanente.

Não consegui saber a data em que foi escrito o texto mas a referida Direcção-Geral apenas existiu com esta designação entre1972 e 1979.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/26/2012 10:00:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] III Rota das Maias - Pombal, 20 de Maio

 A Associação Cultural e Recreativa de Pombal de Ansiães (ACRPA) organizou no dia 20 Maio a III Rota das Maias, percurso pedestre pelo temo da aldeia com passagem por algumas vizinhas.
O mês de maio já se assumiu há muito como o mês do coração, por isso as caminhadas são frequentes por todo o lado, criando o hábito e o gosto por caminhar, aliado ao convívio, contacto com a natureza e até oportunidades gastronómicas interessantes.
Mesmo sem grande publicidade ao evento a ARCPA conseguiu juntar perto de uma centena de pessoas prontas para percorrerem mais de uma dezena de quilómetros numa freguesia em que a possibilidade de traçar percursos planos é muito reduzida.
Tal como comentei durante a caminhada, é possível que a organização tenha escolhido os melhores percursos da 1.ª e na 2.ª edição, mas, nesta altura do ano haverá algum caminho que não seja agradável de percorrer?
A concentração aconteceu às nove horas junto à sede da Associação, tendo o caminhada iniciado poucos minutos depois. Percorridas a rua da Escola, a rua da Capela e a rua do Concelho o trajeto afastou-se da aldeia pela tão famosa calçada romana. Esta calçada de cronologia indeterminada, mesmo não sendo romana, não deixa de ser local interessante para visitar, tal como as restantes calçadas existentes no concelho. Não sei se repararam, mas junto da ribeira há um marco com a data de1851.

Quando chegámos à estrada  EN314-1 pensava que iríamos em direção a Paradela, mas junto à ribeira do Frarigo mudámos de direção começando a subir uma encosta íngreme com vinha.
O tempo estava muito instável, com frio e ameaças de chuva a qualquer instante. Se por um lado não havia calor, por outro o ar encontrava-se saturado de água, o que também não é propriamente agradável para a respiração. Mas o grupo seguia animado, começando a fracionar-se consoante a velocidade adequada a cada um. Escusado será dizer que rapidamente fiquei na cauda do pelotão! Além de tentar fotografar os participantes, não queria desperdiçar este percurso sem registar as belas paisagens e, se possível, alguns exemplares interessantes da flora ou formações rochosas. Como não fazia ideia do percurso, não sabia o que viria a seguir.
Consegui algumas fotografias panorâmicas do Pombal. Há anos que não o via assim. Depois de encontrar o caminho de terra batida que une Pombal a Areias, senti-me de novo orientado, em terrenos que já conhecia.
O percurso desenvolveu-se numa zona de pouco declive, paralelamente à ribeira que desce do Pinhal, contrastando com os picos quartizíticos do Seixigal. A capela de Santa Marinha anunciou-me de novo território conhecido. Há pouco mais de ano que andei por ali num largo passeio pelos locais interessantes de Pinhal do Norte. Um pouco mais adiante, depois de passar sob a estrada vi à direita a Senhora dos Aflitos, mas não tive tempo para lhe fazer uma visita. Seguia nesta altura completamente sozinho, com o grosso do grupo já distante, à minha frente, e um pequeno grupo, também distante, atrás de mim. Pensei que o reforço seria no centro do Pinhal, ali pelo largo do Terreiro, com tantas coisas interessantes para rever, mas não aconteceu.
 As ruas do Pinhal estavam cheias de rosas, rosa, mas principalmente vermelhas. Apeteceu-me afrouxar o passo, consolar-me com a beleza das imagens, ou com o sabor das cerejas maduras que já espreitavam das cerdeiras. A aldeia parecia meia adormecida, muitos idosos foram nesse dia em passeio a Salamanca, onde foi também a minha mãe.
Depois de deixar as últimas casas de adivinhei a descida para o vale do Tua. Entusiasmava-me a ideia. Depois de tantas vezes palmilhar o fundo do vale, ao longo da linha, ia conhece-lo de cima, de um ângulo completamente novo. À direita, mesmo sem ninguém para mo confirmar, percebi que havia um cabeço que seria o Castelo ou Castelejo. Neste morro granítico existem vestígios de um povoado da Idade do Ferro.
Absorto na paisagem que se estendia do Castelejo até ao outro lado do rio onde se exibia Franzilhal, quase tropecei no grupo que já se deliciava com um apetecido e apetecível reforço.

A mesa estava farta, capaz de abrir o apetite ao mais fiel cumpridor de dietas. Desde presunto, chouriço, torresmos, rissóis, bola de carne, marmelada, fruta, água, sumo e... querem ver que se esqueceram do vinho?! E esqueceram mesmo. A verdade é que não fez falta e o percurso que seguimos era tão inclinado e escorregadio que qualquer copito de tinto (com o grau habitual do Pombal), teria dificultado as coisas.
Saciada a gula, mais do que a fome que era pouca, o caminho seguiu por entre vinhas até atingir a Linha do Tua, perto da foz da Ribeira das Loiras. Conheço cada curva do rio e imaginei o apeadeiro do Tralhão, escondido atrás de uma ravina mais saliente.
Rio e linha fazem um acentuada curva respeitando os caprichos da natureza. Este lugar, de nome Ferrado, parece distante de tudo o que é civilização, mas há muito que foi explorado pelo homem como o provam os restos de tégulas que os romanos por aqui deixaram espalhadas.
Entre momentos de sol abrasador e grossas gotas de chuva que teimavam e refrescar-nos a fronte, fomo-nos aproximando da linha. Nessa altura já eu seguia acompanhado por alguns caminhantes do Pombal que me confessaram terem tomado imensos banhos no Tua, no local com o nome de Poço Chorido. Deve ali ter existido em tempos uma azenha. O açude e o próprio leito rochoso do rio criaram uma represa que fazia as delícias da garotada no pico do verão.
 O percurso ao longo da linha tinha aproximadamente 2 quilómetros. Aqui não são as vistas largas que enchem os olhos mas é a harmonia, o abandono, o domínio da rocha e da água, a sensação de que a natureza nos acolhe no seu recanto mais íntimo e nos enche paz, de tempo até para esquecer o tempo, porque o que é bom é para ser vivido devagar.
As casas de S. Lourenço, ou o que resta delas, tornaram-se visíveis. Da estação subimos às termas onde o tempo parece ter parado. Um grupo de pessoas continuava à espera da sua vez para um banho cálido e revigorante; à porta do pequeno soto assomou a mesma cara, com os mesmo óculos, como se o tempo tivesse parado há décadas atrás; só as ruínas estão mais ruínas porque os pinheiros altos e vigilantes nas casas cimeiras continuam lá, testemunhando as histórias que talvez um dias as águas serenas da barragem venham a submergir.
A caminha terminou no caldas de S. Lourenço. O autocarro da câmara transportou os participantes para a sede da ACRPA, onde iria ser servido o almoço. Para não ficar à espera, eu e mais algumas pessoas, fomos subindo a encosta a pé. Tanto subimos que acabámos por fazer todo o percurso até ao Pombal.
O almoço foi preparado pela Associação à base de carne, sardinhas assadas e arroz branco. O salão transformou-se numa enorme sala de restaurante onde nada foi colocado ao acaso. As saladas, as frutas, os próprios talheres foram colocados nas mesas com gosto, próprio de quem tem prazer naquilo que faz.
Como já é habitual, para comer aparecem sempre mais uns quantos. Não consegui perceber se também havia inscrições só para o almoço, mas penso que sim. Almoçaram mais de uma centena de pessoas, sem pressas, num ambiente alegre e de amizade. Não faltou o tão afamado vinho do Pombal, de consumo mas também tratado, tão velho que parecia licor. Terminado o repasto, tomámos um café no bar da Associação e demos por terminada a missão que nos levou ao Pombal.
 Em jeito de balanço só posso dar os parabéns à organização.O percurso foi interessante e diversificado; a marcação estava exemplar, poucas vezes vi um trabalho tão bem executado; o reforço e o almoço estiveram para além de todas as expectativas. O grupo de caminheiros, esse então é sensacional. A maior parte tem-se encontrado nas caminhadas pelo conselho organizadas pela Câmara Municipal. Quanto às gentes do Pombal em geral e aos corpos gerentes da ACRPA em especial, a sua disponibilidade e simpatia são o melhor que a aldeia tem para oferecer e fizeram-nos sentir em casa. Só tenho pena de ter perdido as duas primeiras edições.
 Mais fotografias:


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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 5/26/2012 08:00:00 AM

quinta-feira, 24 de maio de 2012

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Trilho do Castelo - 13 de Maio 2012

 
Mais algumas fotografias tiradas no dia 13 de Maio de 2012 no Passeio Pedestre realizado em Lavandeira, Castelo de Ansiães, Marzagão e Selores.
A reportagem pode ser lida aqui e aqui.



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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 5/24/2012 09:30:00 AM

[À Descoberta de Vila Flor] Pendão - Valtorno/Mourão

Após alguns passeios de preparação para a série de caminhadas a que decidi chamar Pontos Altos, de que falei no dia 17 de abril foi já no mês de março que foi feita a primeira caminhada a sério, tendo como objetivo o marco geodésico Pendão, situado na fronteira das freguesias de Valtorno e Mourão. Entretanto andei a ler algumas coisas sobre o assunto de forma a aprender alguma coisa e a não cometer muitas calinadas no que disser sobre os marcos. Embora nós lhe chamemos talefes ou marcos, encontrei a designação vértices geodésicos, que decidi adotar, uma vez que me parece mais ligada à função para que foram criados.
Não foi a primeira vez que estive no local, mas procurei traçar um percurso com alguma novidade. Entre Samões e Carvalho de Egas há uma caminho rural que acompanha o IC5. Infelizmente não começa junto à estrada que vai de Samões para a Barragem do Peneireiro, o que dava bastante jeito, começando algumas centenas de metros mais à frente e acompanhando o IC5 durante alguns quilómetros. Está asfaltada e tem um perfil muito engraçado com subidas e descidas constantes, pelo Urreiro e Serra de Candoso, mais parecendo uma montanha russa.
Encontrada a estrada EM609 (Carvalho de Egas - Santa Cecília) virámos à esquerda para depois apanharmos um caminho que vai pela crista da montanha até ao Ribeiro dos Moinhos, em Valtorno, perto da igreja de Nossa Senhora do Castanheiro.

Decorria por essa altura a iniciativa "Let's do It! World Cleanup 2012", semelhante à Limpar Portugal, de 2010, mas agora à escala mundial. Aproveitámos para verificar alguns dos locais que foram limpos em 2010 e verificámos que alguns ainda se mantêm limpos noutros já que acumula uma montanha de monstros. Tenho-me cansado de dizer que é muito feito, mas algumas pessoas só aprenderiam se o lixo fosse carregado e despejado à porta de casa de quem ali o foi deitar. E não era difícil saber a proveniência, acreditem.
Perto da igreja ainda havia algumas amendoeiras em flor! Valtorno e Candoso  são das últimas aldeias a gozarem deste espetáculo.
Contornada a igreja, onde um jovem castanheiro desponta timidamente junto ao seu avô centenário, voltámos à estrada EM626 (Valtorno - Mourão) para nos aproximarmos mais do marco geodésico.
No fundo do vale a barragem Mourão/Valtorno mostrada as suas margem de terra ressequida, saudosa das águas de inverno que não chegaram a vir. Junto do caminho algum podador esqueceu uma garrafa de tinto encostada ao tronco de uma amendoeira. Saberia que nós viríamos?!! Não creio, não nos atrevemos a provar.
A distância da estrada ao marco geodésico é pouca, mas sempre a subir. 
Do alto dos mais de 700 metros de altitude domina-se a paisagem em redor, principalmente em direção ao Vale da Vilariça. è um bom miradouro para Valtorno, mas o Mourão não é visível na totalidade. Para poente eleva-se ainda mais alto o cabeço com a capela de Nossa Senhora de Lurdes, em Alagoa, com 852 metros de altitude, e, mais distante o pinocro de Fontelonga, vértice geodésico de 1.ª Categoria, a uma altitude de 883 metros.
Depois de alguns momentos de repouso, o suficiente para rilharmos uma maçã, descemos a Valtorno onde nos foram buscar de automóvel.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/24/2012 08:00:00 AM

quarta-feira, 23 de maio de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Largo da Lamela, Vilas Boas

Largo da Lamela, em Vilas Boas, Vila Flor, aquando da comemoração dos 500 anos do foral atribuído por D. Manuel I. De frente está a capela de S. Sebastião.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/23/2012 10:00:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Na III Rota das Maias, em Pombal






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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 5/23/2012 08:00:00 AM

sábado, 19 de maio de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] e de repente é noite (VII)

Nos vasos do coração
depositas o sangue das rosas,
num jardim de apreensivos deuses.
Um acordeão de estrelas
percorre-te a garganta,
menos veloz que a minha dor.
Um sorriso magoado nos fustes do porvir.
Silenciosos, trocamos sinais
para nos encontrarmos na praça deserta,
entre as árvores que povoam as noites
da fulgurante nudez dos seus diálogos.
Não quebremos, com as palavras,
a inocência de nossas idades
levedando
sob as pálpebras da minha nostalgia.
Só tu és a exacta medida do invisível,
a transparência que completa o dia.
Passas e não fazes sombra,
porque és luz atravessando a luz.


Poemas de João de Sá, do livro "E de repente é noite", 2008.
Fotografia: Vila Flor, alto do Facho.

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/19/2012 07:30:00 AM

sexta-feira, 18 de maio de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] 18 de Maio - Dia Internacional dos Museus

No dia 18 de Maio - Dia Internacional dos Museus não deixe de fazer uma visita ao Museu Berta Cabral, em Vila Flor fundado em 1957. Espaço museológico instalado no Solar setecentista de Aguillares (primeiros donatários de Vila Flor (esta informação não é unanimemente aceite), um exemplar raro de habitação senhorial que apresenta as Arnas Reais na fachada principal e a Flor de Lis na fachada poente.
Apresenta um valioso espólio, com coleções de pintura, de arqueologia e etnografia, bem como artesanato africano, arte sacra, numismática e medalhística. Tem uma grande coleção de livros pois aqui funcionou a Biblioteca Municipal  e ainda guarda vários manuscritos raros.
A fotografia é de 1910. Este edifício do séc XII/ XIII foi tribunal, cadeia, Paços do Concelho, biblioteca e mantém-se hoje como museu.




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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/18/2012 08:00:00 AM

quinta-feira, 17 de maio de 2012

[À Descoberta de Vila Flor] Capela de Santa Luzia


A Capela de Santa Luzia foi mesquita árabe, serviu de templo quando a Igreja Matriz Ruiu. Foi renovada em meados do séc. XX e, mais recentemente foi alvo de nova intervenção, quer na própria capela, quer no bonito jardim que a rodeia. Em tempos, no mesmo local onde se encontra a capela, funcionou uma escola primária.
Fonte do texto: sítio da Junta de Freguesia de Vila Flor

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Vila Flor a 5/17/2012 08:00:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Trilho do Castelo - 13 de Maio (2.ªParte)

Vista parcial de Marzagão
Continuação de: Trilho do Castelo - 13 de Maio (1.ªParte)
Entusiasmado com o Castelo de Ansiães perdi-me do grupo! O percurso oficial do Trilho do Castelo foi alterado levando a caminhada a Marzagão. Não é coisa que me tenha incomodado, mas para não ser agradável anunciar um percurso de 5,3 km e alarga-lo mais de 10!
Interior da Igreja Matriz de Marzagão
Junto à Igreja de S. João Baptista o percurso deixou a estrada e meteu por um caminho que desce o vale em direção ao Douro. Há tempos que sonhava conhecer este vale, mas não me senti muito à vontade. O carro vassoura já tinha passado e foi recolhendo as marcações existente. Um companheiro da caminhada apercebeu-se da minha ausência e esperou por mim. Não sabíamos se estávamos no percurso certo e não conseguimos apreciar a paisagem como pretendíamos.
Apesar de toda a área ter ardido à poucos anos, há muita vegetação. Algumas manchas não arderam, outras recuperaram parte da vegetação. Havia muita erva e de vários locais corria água que se juntava no ribeiro da Ferradosa para se precipitar no Rio Douro.
Exterior da Igreja Matriz de Marzagão (e S. João Batista)
 Quando nos pareceu que podíamos inverter o sentido descendente e tentar alcançar Marzagão, fizémo-lo e foi a opção correta. Ficámos mais sossegados quando chegámos à Igreja Matriz, pouco depois de terminar a Eucaristia. A festa de Nossa Senhora do Rosário aconteceu dia 6 de Maio e a igreja ainda ostentava uma roupagem florida exuberante. Mas não precisava. A igreja de S. João Baptista da paróquia extra-muros do castelo de Ansiães foi transladada para aqui no ano de 1575. A ela estiveram ligadas mais de metade das atuais paroquias do concelho, tendo Marzagão um papel invejável na vida religiosa (e não só) do concelho.É um templo que visito muitas vezes, mas nunca me canso de apreciar o trabalho em talha dourada dos altares, os caixotões do teto, as imagens...desta vez o que entusiasmou foi apreciar a imagem de S. João Baptista que era exibida na igreja mãe, no castelo!
Sobremesas, em Selores
Mais seguros do caminho a seguir, dirigi-mo-nos em direção ao cemitérios e depois à Quinta da Abeleira. Esta é uma grande exploração de maçã, sendo este uma das principais produções agrícolas também em Selores e mesmo na Lavandeira.
Sargaço (em Mazagão)
Atingimos a a estrada municipal 632 sabendo que todo o grupo nos levava um grande avanço. Seguimo-la até Selores. Pretendíamos "saltar" a visita à igreja para termos hipótese de visitar a capela de S. António, em Alganhafres, era uma oportunidade rara de a encontrarmos aberta. Acabámos por desistir de Alganhafres. Havia um grupo de pessoas na igreja que nos informou que o almoço já estava a ser serviço na antiga Escola Primária da aldeia. Acabámos também por entrar na igreja e dar por termino o nosso percurso pedestre.
Altares laterais da Igreja Matriz de Selores
A igreja matriz de Selores, de orago de S. Gregório, é de arquitetura religiosa, seiscentista e barroca. Igreja de planta retangular composta por nave e capela-mor. Fachada principal em empena truncada por sineiras. O retábulo-mor de talha barroca joanina.
Entradas, em Selores
Dirigimo-nos ao local do almoço. Depois da longa caminhada, com momentos de bastante calor, o apetite já era muito. Tivemos direito a entradas, com presunto, rissóis e bolinhos de bacalhau. O prato principal foram panados com arroz seco e alface, servido depois de uma sopa de legumes. Houve ainda como segundo prato rojões. De sobremesa tivemos direito a laranjas, maçãs e diversos tipos de bolos.
A refeição foi mais uma vez servida pelo serf-service D. Miguel, de Carrazeda de Ansiães, mas muitos dos alimentos que mencionei foram da responsabilidade da Junta de Freguesia de Selores.
Almoço (Selores)
Durante este trilho andei constantemente atrasado, não conseguindo acompanhar o grupo. Isso fez-me perder as preciosas explicações da arqueóloga e não tirei muitas fotografias ao grupo. Não sei se também foi culpa minha não perceber o percurso. Não adianta distribuir um panfleto com um percurso que não é seguido. A refeição em vários espaços e sem lugar para todos se sentarem também foi algo conturbada. É complicado comer de faca e garfo, segurando o prato, o garfo, o copo, etc. Isto também se deveu ao crescente número de participantes, aos quais se soma um bom grupo de pessoas responsáveis pela logística.
O descanso depois da tarefa concluída
O Trilho do Castelo tem um conjunto de ingredientes que fazem dele único no conjunto de todos os percursos sinalizados. Quer pelas ruínas do castelo, quer pelo conjunto de templos, ou ainda pela paisagem que se avista do castelo. A somar a estes ingredientes houve também o facto desta caminhada acontecer em Maio, mês das flores. Posso ter andado sempre atrasado em relação ao grupo, mas não perdi a oportunidade de captar alguns exemplares da flora que muito chamam à atenção nesta altura do ano.
Trilho do Castelo Sinalizado (5,3 kms)
GPSies - Trilho do Castelo
Percurso realizado em 13-05-2012 (10,6 kms)
GPSies - Trilho do Castelo (modificado)

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Publicada por Blogger em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 5/17/2012 06:30:00 AM