segunda-feira, 11 de julho de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] A Eduarda, doceira

Ali, junto ao quintal do Doutor Azevedo, onde havia lilases, lírios e umas folhas lanceoladas muito aromáticas, que eu colhia para meter na minha Cartilha Maternal e, com elas, o perfume de perceber e desenhar as primeiras vogais; ali, no canto chamado das viúvas, por só viúvas lá morarem, é a casinha da senhora Eduarda, pequenina, de esquina redonda, com uma porta, apenas, e janelas que deitam para os telhados vizinhos, do antigo Tribunal.
Esta humilde saudosa casinha, além de residência da senhora Eduarda, era também fábrica de doces, uma espécie de precursora das grandes fábricas de pastelaria que hoje se veem nas cidades, com muitos maquinismos e muitas operárias de bata azul e touca branca.
Mal despontava o dia, se eu abria a porta do quinteiro anexo à casa onde eu nasci, para ir aos pintassilgos com estrumalho, ou aos talhões e rabitas com pescoceiras e costelas (formigas d'ala no cabaço), logo via a doceira sair da loja da lenha, com grandes braçados de chamiça para o forno, caminhando às canchadas, para não pisar os pintainhos da galinha que botara.
- Bons dias, senhora Eduarda! Já tão cedo a trabalhar!
Isso é que ela é madrugadora!
- Tenha Vosselência muito bons dias. Há quanto tempo eu. estou erguida! Tem que se aproveitar a manhê, que faz mais fresquinho. Logo, pela força do calor, quem podia estar à boca do forno?! Então vai aos pássaros?
- É verdade. Olhe: vou passar o tempo, entretido.
- Veja se quer uma suplicazinha! Dou-lha de boa mente.
- Muito agradecido. Já matei o bicho. Até logo!
- Então, até logo. E oxalá que traga uma boa coleira deis, para a Rita lhe fazer uma arrozada.
...

Excerto do livro Paisagens do Norte, de Cabral Adão.
Fotografia: Quinteiro em Carvalho de Egas.

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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Vila Flor a 7/11/2011 10:52:00 AM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] N. S. de Fátima em Pereiros

Procissão da festa em honra de Nossa Senhora de Fátima realizada em Pereiros, no dia 10 de Julho de 2011.


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Publicada por Anibal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 7/11/2011 01:25:00 AM

sábado, 9 de julho de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Peregrinações – Capela de S. Plácido (Mourão)

No primeiro dia do mês de Maio teve lugar mais uma longa caminhada, desta vez à freguesia do Mourão, bem nos limites do concelho de Vila Flor.
O dia 1 de Maio é muito simbólico, não só por ser o Dia do Trabalhador, mas também porque a ele estão associados um conjunto de tradições de que não se conhece bem a origem. Na noite de 30 de Abril para um de Maio são colocados ramos de giestas em flor (maias) na entrada das habitações.
Este gesto simbólico, cheio de superstições tem várias origens talvez nenhuma delas verdadeira ou todas verdadeiras no seu conjunto. Há quem aponte esta origem a questões de religião, nomeadamente a passagem bíblica em que Herodes manda matar a criança da casa assinalada com um ramo de giesta, aparecendo de manhã todas as casas enfeitadas com  giesta, impedindo os soldados de cumprirem a cruel tarefa de matarem o menino. Maia era uma deusa grega. Na mitologia romana também existe a deusa Maia. Festejada a 15 de Maio, é considerada a deusa da fecundidade, da Primavera, sendo-lhe dedicados o primeiro e o décimo quinto dias do mês.

A verdade é que no primeiro dia do mês de Maio a maioria das casas das aldeias (e também na vila) aparecem enfeitadas com um ramo de giesta em flor. Este gesto é tido como protecção contra o infortúnio trazendo segurança e fartura às casas. Curiosamente não são só as casas de habitação que são "protegidas" com as maias; é possível ver as cortes dos animais e mesmo as viaturas ostentando o tradicional ramo de giesta em flor.
Caminhar até ao fim do termo do Mourão parece um grande desafio. Apesar de haver aldeias mais distantes geograficamente da sede de concelho, o relevo dita que algumas vivam mais distanciadas de Vila Flor, principalmente fruto das vias de comunicação, que não negam a história, conduzindo a outros locais. Se traçarmos uma linha recta entre Vila Flor e Mourão, ela passará no Seixo de Manhoses seguindo de perto o traçado de caminhos centenários usados em feiras e romarias desde a idade média até ao século XX, quando as deslocações se começaram a fazer de automóvel.
Palmilhar estes caminhos é uma oportunidade de reviver a história, mas também são momentos único de contacto com a Natureza (e com as pessoas) luxuriante nos meses de Primavera.
Contrariamente ao que aconteceu ao longo da semana, no dia 1 o clima não se mostrou nada acolhedor. Muitas nuvens e alguma chuva foram presença constante durante toda a manhã de Domingo.
O traçado não é nenhuma novidade: Vila Flor - Barragem Camilo Mendonça - Seixo de Manhoses - Barragem Mourão-Valtorno - Mourão - Capela de S. Plácido. É um excelente traçado, mesmo para BTT, com o desafio de descer à barragem e subir depois ao Mourão, com alguma dificuldade.
Ao longo dos caminhos era impossível ficar indiferente à explosão de vida e cor. Madres-silvas espalhavam o seu aroma tal como outras plantas aromáticas. O céu escuro ameaçava com chuva, mas a pujante vegetação parecia pedi-la. A passagem pela albufeira Camilo Mendonça foi rápida mas inspiradora.
O meu colega Helder acompanhava-me nesta "Peregrinação", por isso optei pelo caminho que conduz ao Seixo pelo ribeiro do Sangrinho, que tanto me tinha agradado na "Peregrinação" de 14 de Novembro de 2010. Uma novidade nesta caminhada foi a visão de tritões (penso que o tritão-marmoreado - Triturus marmoratus) e outras espécies animais que encontrámos em vários locais ao longo da caminhada. Com a erva molhada rapidamente ficámos com o calçado encharcado, mas isso é só mais um dos elementos que é necessário aprender a suportar.
No Seixo ainda tivemos tempo para um reconfortante café, antes de nos aventurarmos a caminho do barragem Mourão-Valtorno. Este troço do caminho já era nosso conhecido duma das primeiras caminhadas.
Depois do cruzeiro no caminho que desce para a barragem, há muito espinheiros. Contrariamente àquilo que eu previa não estavam em flor. Em volta da barragem sim, havia muitas giestas em flor e a água transbordava com enorme barulho.
Seguiu-se depois a etapa mais penosa da caminhada, até à aldeia do Mourão. Para a subida não ser tão íngreme, acabou por ser mais longa, uma vez que contornámos o cume onde se encontra o cemitério e entrámos pela aldeia quase a sul, onde também há um cruzeiro exposto a sul. Este caminho já o segui em anteriores ocasiões.
Na aldeia encontrámos pouca gente. Depois de pedirmos algumas orientações quanto à localização da capela de S. Plácido posemo-nos a caminho. Não há nada que enganar, basta seguir o caminho. Mas, para complicar as coisas perdemo-nos. Nunca tinha feito o trajecto Mourão - S. Sampainho. Sempre que fui à capela de S. Plácido fazia o percurso pela estrada de Vilarinho da Castanheira, da qual se avista, sendo fácil encontrá-la. Quando nos pareceu que já tínhamos andado demais, desviámo-nos do caminho, tentando encontrar a capela caminhando pelos terrenos. Foi uma grande asneira. Encharcámo-nos quase até à cintura e acabámos por encontrar a capela algumas centenas de metros mais adiante, na borda do caminho que iniciámos e que depois abandonámos.
Os últimos metros já foram bastante angustiantes. A somar ao cansaço havia a fome, porque a tarde já há muito tinha começado. Com o mau tempo existente também não havia disposição para fazer as coisas com calma e discernimento.
Junto à capela existem ruínas daquilo que resta do antigo lugar de S. Sampainho, presentemente abandonado mas que ainda era habitada no Séc. XVIII. A capela de S. Plácido foi recuperada e descaracterizada. A maior curiosidade está nas duas carrancas antropomórficas na fachada. Nas traseiras há uma pedra decorada que já mencionei numa anterior visita.
Quando atingimos a capela já o carro que nos havia de trazer de volta a Vila Flor esperava há muito tempo na estrada do Vilarinho da Castanheira. Depois de entrarmos no carro todos os cansaços passam e só ficam as peripécias interessantes da viagem. Foram mais de 14 km num ambiente completamente adverso, mas o desafio foi superado e já se planeavam outras "Peregrinações".

Percurso:
GPSies - VilaFlor_SPlacido

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Publicada por Aníbal G. em À Descoberta de Vila Flor a 7/09/2011 05:56:00 PM

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Ansiães na Idade Média (2)

Depois de me lamentar não ter estado na Missa que se realizou nas ruínas da Igreja de  S. João Baptista, no Castelo de Ansiães, no dia 26 de Junho, recebi por email um conjunto de fotografias enviadas por Fernanda Pereira, a quem agradeço.
Deve ter sido um momento muito interessante de ver e ouvir um monumento tão antigo e enigmático, que ao longo da sua história serviu para enterrar os mortos trazido à vida com os cânticos do grupo Medievus Chorus, visíveis nas fotografias.


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Publicada por Aníbal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 7/09/2011 11:49:00 AM

domingo, 3 de julho de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Peregrinações – Capela de Santa Marinha (Sampaio)

Numa das Peregrinações do Mês de Abril foi escolhido como destino as ruínas da Capela de Santa Marinha, em Sampaio. À excepção dos habitantes da aldeia, poucos são os que conhecem a existência destas ruínas. A história segue o seu rumo, as coisas nascem e morrem e isto acontece com tudo. A devoção a Santa Marinha foi muito forte em determinado período da história, depois foi diminuindo e hoje mantém-se em muito poucas freguesias. Muitas capelas desapareceram e já nem as populações sabem da sua existência. No caso de Sampaio, sobrevive o nome do monte, do marco geodésico que nela existe (chamado também de Santa Marinha), as ruínas da capela ainda bem visíveis e a imagem de Santa Marinha, ainda existente na igreja matriz.
A escolha do destino também teve a favor o deslumbramento que senti na primeira vez que visitei o local a 25 de Março de 2007. As giestas em flor estavam magníficas e a visão do vale é indescritível. Voltar a um lugar assim é gratificante.
Este percurso fi-lo acompanhado, no dia 9 de Abril. A ideia foi fazer um bonito passeio até à aldeia de Sampaio; tentar ver a imagem de Santa Marinha na igreja Matriz e subir ao alto do monte para visitar as ruínas da capela.
O caminho seguido até Sampaio foi uma repetição do já percorrido na altura em que visitei a Capela de Nossa Senhora da Rosa, mas nessa altura fui sozinho. Apesar de não ser adepto da cultura do eucalipto a Quinta do Caniço proporciona bonitos percursos uma vez que tem muitos caminhos por entre a grande plantação de eucaliptos. É mesmo possível seguir percursos diferentes para chegar ao mesmo destino. Seguimos pela estrada de Roios até depois da Valonquinta, depois metemos à direita, atravessámos as obras do traçado do IC5 e seguimos pelos montes. O dia estava muito quente e isso proporcionou-nos a primeira surpresa: na borda do caminho havia uma enorme cobra ao sol. O susto foi grande.
Com a Primavera em pleno, só na bordadura do eucaliptal é que ela se manifestava em força. Estevas, linho, arçâs, sargaços, papoilas, roseiras bravas, tudo explodia em flor fazendo a delícia dos insetos. Além daqueles que se alimentam de pólen, fecundando as flores, há também os que se alimentam delas, comendo estames e pétalas com grande voracidade. Foi na observação de toda a vida que fervilhava em redor que nos esquecemos do caminho e chegámos sem dar por isso junto ao cemitério de Sampaio.
A curiosidade pelos sabores ao encontrarmos alguns espargos selvagens levou-nos a provar as amêndoas (ainda leitosas) e as azedas. Acontece que estas azedas (Oxalis pes-caprae), não são as azedas a que estamos habituados em Trás-os-Montes, mas sim o que o colega de caminhada conhecia como azedas, da região de Aveiro. Provei, e gostei. Ao contrário das nossas azedas, em que são as folhas que são comestíveis, nesta espécie, são os longos pedúnculos das flores que têm um sabor ácido, desagradável ao principio, mas suportável depois.
Chegámos à aldeia à hora de almoço. Não encontrámos ninguém a quem pedir informações para termos acesso à igreja e ainda pretendíamos subir ao alto do monte. Optámos por seguir caminho e esquecemos a imagem de Santa Marinha.
Com a pressão da hora adiantada não fizemos as melhores opções para subirmos ao alto do monte de Santa Marinha. A princípio havia um bom caminho por entre pinheiros e sobreiros, mas que terminou no meio do nada, bastante longo do nosso destino. A solução foi fazer o resto do percurso em linha recta, abrindo caminho com alguma dificuldade. O calor era insuportável e a água já não era muita. Atingimos o alto do monte completamente esgotados, com o coração aos pulos e cheios de sede.
Não é difícil localizar as ruínas da capela. As paredes são bem visíveis e pelas mensagens nela escritas são muito visitadas. Num buraco da parede havia mesmo uma vela! Não sei se alguém a deixou ali acesa, mas seria muito perigoso, poderia causar um incêndio.
Sentados junto do marco geodésico comemos alguma fruto e bebemos o resto da água que ainda tínhamos. A hora já ia adiantada e o calor apertava. O pequeno planalto que existo no topo do monte não apresentava o aspecto esperado e que vi em 2007. Na altura a visita aconteceu um pouco mais cedo.
Seria impensável fazer o caminho de regresso a Vila Flor, agora a subir, com tanto calor e sem almoçar. A solução foi telefonar para casa para nos irem buscar à Quinta do Caniço.
Descemos o monte e seguimos pela estrada (já bastante cansados) até que a boleia chegou.
Caminhámos perto de 12 quilómetros mas esta ficou guardada como uma das caminhadas mais cansativas que já fizemos.

Percurso:
GPSies - VilaFlor_SMarinha

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Publicada por Aníbal G. em À Descoberta de Vila Flor a 7/03/2011 01:06:00 AM

sábado, 2 de julho de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Ansiães na Idade Média - 26 de Junho

Para o dia 26 de Junho estava previsto o melhor do programa e a festa do Sábado prometia, mas, no dia 26 apenas pude acompanhar parte dos acontecimentos.
A parte que sinto ter perdido foi a Missa Campal que aconteceu nas ruínas da  igreja de S. João Baptista nas imediações do Castelo de Ansiães. Não faço ideia de como será uma missa em latim, mas a presença do grupo Medievus Chorus era suficiente para eu gostar. Ainda por cima também não cheguei a tempo de ver a sua actuação ao início da tarde.
 Cheguei a Carrazeda mesmo a tempo de seguir no mini-autocarro da Câmara para o Castelo de Ansiães. Fui dos poucos a aproveitar este transporte, para além de alguns artistas. A minha ideia foi evitar a confusão de carros junto do castelo, o que veio a verificar-se, impedindo mesmo as carrinhas dos grupos que iam actuar de se aproximarem da porta do castelo para descarregar material.
Na porta do castelo (Porta de S. Francisco) as limitações quanto à posição a ocupar foram muitas. Ao contrário do ano ano anterior, não pude ficar sobre a muralha. Compreendo que haja questões de segurança, mas a posição em que foi obrigado a ficar o público, de frente para o sol, não permitia grande visibilidade para o que se passou, com o sol a ofuscar. Paciência.
 Com algumas diferenças em relação ao evento do ano anterior, o que se passou foi a representação (com alguns elementos cómicos à mistura) da crise do Séc. XIV quando Castelo de Ansiães foi tomado de assalto pelas tropas castelhanas lideradas por João Rodrigues Porto Carreiro, enquanto as tropas leais ao Mestre de Avis, sob o comando de Vasco Pires de Sampaio o defendiam. Essa época conturbada da história de Ansiães e da região tem algumas semelhanças com o panorama actual. Na altura Freixiel, Murça e Abreiro foram obrigados a colaborar para o fortalecimento das muralhas do castelo. Desse contributo pode ter resultado aquilo que ainda hoje conhecemos como Castelo de Ansiães, uma vez que, antes disso, toda a muralha devia ser mais frágil e incipiente. Também nessa altura se ditou a queda de Vilarinho da Castanheira, mais voltado para Castela, ao contrário de Ansiães. Na actualidade todos os que trabalham são obrigados a esforços suplementares para compensar as políticas e má gestão de governantes incompetentes.
Para além da história, a contenda deslocou-se para o terreiro do castelo para um torneio de armas a cavalo. Tal como eu esperava este torneio juntou bastante gente, embora os "turistas" ainda fossem menos do que no ano anterior.
A luz estava muito estranha para as fotografias, e só com o controlo manual consegui algo de aceitável.
O que achei mais interessante foi mesmo a combinação da música com todo o ambiente "guerreiro" criado. Desta vez estivaram na animação musical os Cornalusa e os Sons da Suévia.
De volta a Carrazeda de Ansiães (de novo de autocarro), fez-se a hora de jantar. Aproveitei para o fazer com a família, num restaurante da vila, onde já se encontravam três grupos de actores/músicos, ninguém mais.
Para o fim da festa voltámos à zona envolvente do Pelourinho. Neste segundo dia houve muitos menos pessoas (e muito menos espectáculo). Não houve um encerramento pomposo, com discursos históricos ou actuais. Tudo terminou perto das onze da noite.

Como acompanhei com algum pormenor a realização de 2010, não posso evitar fazer comparações. Tal como em 2010 vi muito pouca gente de fora do concelho. Menos ainda do que em 2010. Não sei quais são os objectivos da autarquia para a realização do evento, mas se um deles é promover o concelho, está a falhar redondamente. Quanto a mim, um dos aspectos que falhou foi a publicidade. Não é admissível que a poucos dias do evento ainda não fosse conhecido! Que me desculpem mas nem tudo funciona pelo Facebook. Se o senhor Presidente da edilidade não confia nos blogues (até compreendo), que invista na promoção tradicional, em papel, junto dos média, nos concelhos vizinhos, etc. A Escola Profissional, se foi responsável por isso, tem que fazer melhor no futuro.
Além dos bloguistas voluntariosos quem mais é que publicitou e divulgou o que se passou?! Não tenho conhecimento.
Parece-me que as datas coincidiram com a as Bodas Reais, em Trancoso. Gostava de saber como correram por lá as coisas. Pareceu-me notar a ausência de alguns elementos do grupo Vivarte, pode ser que tenham ficado em Trancoso.
O envolvimento dos locais parece-me muito importante. Veja-se o caso de Torre de Moncorvo onde o Agrupamento de Escolas conseguiu fazer um evento com bastante sucesso praticamente com a prata da casa! Não havia artesãos locais, nem tasquinhas, nem outro tipo de comércios, embora houvesse vinho de Carrazeda à venda, numa das poucas tendas existentes. O envolvimento da Escola Profissional ao nível da dança, ou do manejo das armas, esteve abaixo do que foi feito em 2010. Sobre os comes e bebes não tenho opinião.
Gostei mais do(s) espectáculo(s) de Sábado, dia 25. Domingo à noite esteve bastante pobre, mas também havia muito menos gente.
Globalmente, o evento parece-me bastante positivo, embora continue sem atrair pessoas ao concelho. Não posso comparar com os anteriores festivais de Música Medieval porque nunca estive presente.
Gosto do ambiente destas feiras e começo a ter algum conhecimento em termos musicais e de grupos que nelas actuam. Senti a falta do Olivier (Os Caleiros do Tempo) e de toda a sua agressividade (e má educação). Gostei de ouvir de novo os Cornalusa (que ainda não têm CD!). Além da companhia principal Vivarte, estiveram também presentes Mozárabes, Juan e Pilar, Milícia de Santa Maria, Emad Selin-Sufi (além de Medievus Chorus, Conalusa e Sons da Suévia, já citados no texto). Obrigado pelos espectáculos proporcionados.

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Publicada por Aníbal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 7/02/2011 01:29:00 PM

quarta-feira, 29 de junho de 2011

[À Descoberta de Alfândega da Fé] II Maratona de Alfândega da Fé - 3 de Julho...



Programa:

Domingo, 03 de Julho:
7:30 - Abertura do Secretariado (Jardim Municipal);
8.30 - Concentração (Jardim Municipal);
8.40 – Breefing;
9.00 - Partida Oficial da II Maratona;
12.00 - Chegada prevista dos primeiros atletas a cumprirem a Meia-Maratona;
13.00 - Chegada prevista dos primeiros atletas a cumprirem a Maratona;
13.00 - Banhos (Bombeiros Voluntários de Alfândega da Fé);
14.00 - Almoço (Salão dos Bombeiros Voluntários de Alfândega da Fé).

Mais informação:
http://bttalfandegadafe.blogspot.com/



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Publicada por Aníbal G. em À Descoberta de Alfândega da Fé a 6/29/2011 09:00:00 AM

terça-feira, 28 de junho de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Ansiães na Idade Média - 25 de Junho

A segunda edição do evento Ansiães na Idade Média teve lugar nos dias 25 e 26 de Junho em Carrazeda de Ansiães, desenvolvendo-se em dois locais distintos: zona envolvente à Biblioteca Municipal (antigos Paços do Concelho), no fundo da vila e Castelo de Ansiães.
Quando se deu início aos festejos, o movimento era pouco, mas o som das gaitas de foles e bombos rapidamente encheram o ar de festa. A animação tomou conta do espaço onde se foram apresentando pequenos espetáculos guerreiros, musicais ou mesmo cómicos. Um grupo de donzelas de Carrazeda, trajadas a rigor, mostraram um ar da sua graça numa dança pausada.
Depois foi a vez de guerreiros, se defrontarem naquilo que foi uma amostra do que se passaria no dia seguinte no torneio de armas. O realismo era tal que alguém se sentiu mal quando um condenado ao enforcamento lutava para se libertar das correntes que lhe roubavam a liberdade.
Houve dança do ventre exibição de serpentes e, já ao cair da tarde os saltimbancos invadiram o recinto e arrancaram gargalhadas às pessoas que se iam esticando na relva tentando receber alguma frescura da terra, uma vez que o ar estava imensamente quente.
O porco já assava no espeto e as tabernas do burgo prometiam uma boa ceia.
Ainda anão foi desta que aproveitei os petiscos medievais, aproveitei os festejos do S. João em Zedes e fui comer algumas sardinhas assadas com amigos e familiares.
À noite o recinto animou de novo. O som dos Cornalusa é cativante e a sua atitude ao tocar também. Cada vez gosto mais de os ver e ouvir.
Um pouco mais tarde teve lugar um espetáculo bastante exótico com encantamento de serpentes e danças contracenas. Serpentes grandes e pequenas e até uma arranha fizeram arrepiar o sangue dos mais sensíveis. Também um homem que caminhou sobre vidros e fogo, engoliu fogo, espetou agulhas no corpo, etc. arrancou fortes aplausos do público que seguia tudo com muita atenção.
A noite terminou com um espetáculo de dança e fogo numa coreografia que fazia lembrar tesouros, mouras encantadas e génios que saiam de lamparinas.
Ao contrário da tarde, há noite houve muita gente no recinto! Gente de todas as idades que saiu à rua para apanhar o ar fresco da noite mas que se deliciou com momentos verdadeiramente mágicos.


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Publicada por Aníbal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 6/28/2011 08:30:00 AM

segunda-feira, 27 de junho de 2011

[À Descoberta de Vila Flor] Parque de Campismo de Vila Flor (2011)

Com o calor a apertar, tornando-se mesmo sufocante nos últimos dias, são muitos os que procuram locais mais frescos como o complexo de existente em Vila Flor, junto à albufeira do Peneireiro.
O Parque de Campismo de Vila Flor encontra-se junto à albufeira ocupando uma área de cinco hectares completamente arborizada que proporciona uma temperatura agradável a par de momentos únicos de contacto com a natureza. São carvalhos, castanheiros, medronheiros, choupos, etc. num ambiente integrado e natural mas com os equipamentos necessários para um Campismo/Caravanismo com qualidade. Tem 3 balneários bem distribuídos, um bar com esplanada, mini-mercado, campos de ténis, campo de futebol, etc.
Aos campistas é facultado o acesso gratuito à piscina, situada a poucos metros da entrada do parque. É um lugar único para mergulhar, apanhar banhos de sol e rodeada de árvores, permitindo boas sombras nas horas de maior intensidade solar.
Para quem queira manter a forma, há em volta da albufeira um circuito de manutenção. Este circuito também é excelente para calmos passeios ao fim da tarde saboreando o fresco da noite e os cheiros da natureza. Também é possível a prática de pesca.
Para descobrir o concelho, nada como planear algumas visitas com a ajuda deste Blogue. São altamente recomendados: um passeio por Vila Flor, descobrindo o seu museu e as suas ruas mais típicas; uma visita ao santuário de Nossa Senhora da Assunção,em Vilas Boas, local com uma vista única do território transmontano; uma subida às Capelinhas e ao miradouro, em Vila Flor, apreciando o adormecer da Vila ao fim da tarde.
Para levar de Vila Flor, não faltarão recordações mas há bom vinho, azeite, azeitonas, queijo e outras iguarias que podem ser apreciadas nos restaurantes do concelho ou compradas para levar um pouco de Vila Flor para casa.
As taxas praticadas pelo Parque de Campismo são as mesmas do ano passado.
Como praticante e apreciador da prática do campismo há coisas que me desgostam profundamente. Nem todos os campistas têm a mesma idade (nem a mesma educação) e o respeito pelos outros é meio caminho andado para arranjar bons amigos. O respeito pelo horário de silêncio é, para mim, um dos melhores indicadores de um bom Parque de Campismo. Também o respeito pelas instalações, traduzido numa adequada utilização, não vandalizando, ou sujando de forma expressa, é um sinal de boa educação que, infelizmente, deixa muito a desejar.

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Publicada por Aníbal G. em À Descoberta de Vila Flor a 6/27/2011 09:39:00 PM

domingo, 26 de junho de 2011

[À Descoberta de Carrazeda de Ansiães] Ansiães na Idade Média (1)

As actividades já começaram ontem. Pelo que foi apresentado, parece-me que o dia de hoje vai ser muito animado e interessante.
Um dos pontos altos deste evento terá lugar no Castelo de Ansiães ao fim da tarde.
Penso que, tal como no ano passado, a autarquia proporcioná transporte desde Carrazeda de Ansiães, a quem estiver interessando.
A partida será da Igreja Matriz da vila.
Aconselho a todos os que forem ao evento a levarem água. O dia está escaldante e o poço do Castelo está seco.

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Publicada por Aníbal G. em À Descoberta de Carrazeda de Ansiães a 6/26/2011 03:38:00 PM